Universidade Potiguar
Unidade Curricular: Mecanismos de Agressão e Defesa
Profª. Fabia J.J. de Souza
Imunidade Inata II
Natal, 2024
INFLAMAÇÃO
Reação dos tecidos vascularizados a um agente agressor caracterizada
morfologicamente pela saída de líquidos e de células do sangue para o interstício
Funções:
1. Destruir o agente causador, se possível, e removê-lo
do corpo com seus derivados;
2. Caso a destruição não seja possível, limitar os efeitos
no corpo, confinando ou isolando o agente causador e
seus derivados;
3. Reparar ou substituir o tecido afetado pelo agente
causador ou seus derivados
INFLAMAÇÃO
Sistema imune inato reconhece:
• Padrões moleculares associados ao patógeno (PAMPs):
➢ Estruturas moleculares que são produzidas pelos patógenos
microbianos
• Padrões moleculares associados ao dano (DAMPs):
➢ Moléculas endógenas que são produzidas ou liberadas de células
danificadas ou mortas.
INFLAMAÇÃO
✓ Sinais cardinais da inflamação
INFLAMAÇÃO
INFLAMAÇÃO
INFLAMAÇÃO AGUDA INFLAMAÇÃO CRÔNICA
INFLAMAÇÃO
INFLAMAÇÃO AGUDA INFLAMAÇÃO CRÔNICA
INFLAMAÇÃO
FENÔMENOS VASCULARES
- Aumento da permeabilidade vascular – migração de leucócitos
- Ativação de cininas (quimiotaxia);
- Liberação de prostaglandinas (células danificadas): Intensificar os feitos das
histaminas e das cininas;
- Leucotrienos (mastócitos e basófilos);
- Liberação de citocinas (macrófagos);
- Formação de coágulo local – compartimentalização da inflamação.
INFLAMAÇÃO
FENÔMENOS VASCULARES
- Abcesso – foco de infecção;
- Pode ocorrer a presença de pus.
INFLAMAÇÃO
FENÔMENOS VASCULARES
INFLAMAÇÃO
MIGRAÇÃO FAGOCITÁRIA E FAGOCITOSE
Diapedese
INFLAMAÇÃO
MIGRAÇÃO FAGOCITÁRIA E FAGOCITOSE
Quimiotaxia
- Processo de atração e direcionamento
de células fagocíticas até o foco da
inflamação
- Citocinas quimiotátitcas (quimiocinas)
criam um gradiente de concentração que
é máximo no foco da inflamação
INFLAMAÇÃO
MIGRAÇÃO FAGOCITÁRIA E FAGOCITOSE
INFLAMAÇÃO
Fagocitose
INFLAMAÇÃO
Após a inflamação?
✓ O estágio final da inflamação é o reparo tecidual, o processo pelo qual os
tecidos substituem as células mortas ou danificadas por meio de divisão
mitótica
✓ O reparo inicia-se durante a fase ativa da inflamação, porém não pode ser
terminado até que todas as substâncias nocivas tenham sido removidas
ou neutralizadas do local da lesão. Capacidade de regeneração dos tecidos
varia.
INFLAMAÇÃO
MEDIADORES INFLAMATÓRIOS
- Histamina
Substâncias vasodilatadoras
- Óxido nítrico Função atrativa de células
- Citocinas Mediadores para o local da lesão
- Quimiocinas
- Eicosanóides (metabólito do ácido araquidônico)
- Bradicinina
- Derivados do Sistema Complemento
CITOCINAS
proteína secretada por células do sistema imune, com capacidade
de afetar o comportamento das células vizinhas, desde que estas
contenham receptores específicos
✓ Funções:
- Crescimento e diferenciação de todas as células imunes;
- Ativação de funções efetoras dos linfócitos e fagócitos;
- Movimento direcionado de células imunes do sangue para os tecidos e
dentro dos tecidos - Quimiocinas
CITOCINAS
1. Interleucinas (IL) - sinalização entre linfócitos e os outros
leucócitos
2. Interferons (INF) - produzidos em resposta a infecções virais.
Dividem-se em 3 grupos: tipo I (INF-ɑ e INF-β), tipo II (INF-ɤ) e
tipo III (IFN-λ)
3. Fatores de Necrose Tumoral (TNF) - secretados por macrófagos
e mastócitos. Principal mediador da inflamação aguda, tem efeitos
citotóxicos nas células tumorais
CITOCINAS
4. Quimiocinas - quimiotaxia, circulação, migração e ativação de
leucócitos
5. Fator de transformação de Crescimento (TGF-β) - responsável
pelo controle, diferenciação, proliferação celular, desenvolvimento e
reparo tecidual
CITOCINAS
CITOCINAS
Antivirais –
interferons
Transferrinas –
ferro
Ativação e
mobilização
CITOCINAS
SISTEMA COMPLEMENTO
✓ O sistema complemento consiste em mais de 30 proteínas produzidas
pelo fígado que circulam no soro sanguíneo e nos tecidos ao longo do
corpo
✓ O sistema foi assim denominado, pois “complementa”, ou auxilia, as
células do sistema imune na destruição dos microrganismos
✓ As proteínas do complemento são inativas até serem clivadas em
fragmentos (produtos), processo que as torna ativas
SISTEMA COMPLEMENTO
✓ Os fragmentos ativos desempenham as ações destrutivas das
proteínas
✓ As proteínas do complemento são geralmente designadas por uma
letra C maiúscula e são numeradas de C1 a C9, sendo nomeadas pela
ordem em que foram descobertas
✓Os fragmentos ativos são indicados pelas letras a e b minúsculas. Por
exemplo, a proteína do complemento C3 inativa é clivada nos
fragmentos ativos C3a e C3b
SISTEMA COMPLEMENTO
✓As proteínas do complemento atuam em uma cascata, ou seja,
uma reação desencadeia outra, que, por sua vez, dispara outra, e
assim por diante
✓ A cascata de proteínas do complemento que ocorre durante uma
infecção é chamada de ativação do complemento. Esse processo
pode ocorrer por meio de três vias que levam à ativação de C3:
VIA CLÁSSICA VIA ALTERNATIVA VIA DA LECTINA
1. Anticorpos ligam-se aos antígenos (ex. proteínas ou polissacarídeos na
superfície de uma bactéria), formando complexos antígeno-anticorpo
2. Os complexos antígeno-anticorpo ligam-se e ativam C1
3. C1 ativada processa C2 e C4, ativando-as
4. C2 é clivada nos fragmentos C2a e C2b, e C4 é clivada gerando os
fragmentos C4a e C4b
5. C2a e C4b se combinam e juntos ativam C3, clivando-a nos
fragmentos C3a e C3b. C3a participa da inflamação, e C3b atua na
citólise e na opsonização
VIA CLÁSSICA VIA ALTERNATIVA VIA DA LECTINA
Fagocitose não foi totalmente
eficiente:
Produção de C5-convertase
formada pela junção de C3b, C4b e
C3b (C3b4b3b) na superfície do
patógeno.
Clivagem do componente C5,
marcando o início da montagem
dos componentes terminais para
formar o Complexo de Ataque à
Membrana do patógeno (MAC).
VIA CLÁSSICA VIA ALTERNATIVA VIA DA LECTINA
SISTEMA COMPLEMENTO
- É ativada pelo contato entre determinadas
proteínas do complemento e um patógeno
- Não envolve anticorpos 1. C3 combina-se com proteínas do
complemento (fator B, fator D e fator P)
na superfície do micróbio
2. Após interação, C3 é clivada nos
fragmentos C3a e C3b (citólise e
opsonização)
VIA CLÁSSICA VIA ALTERNATIVA VIA DA LECTINA
SISTEMA COMPLEMENTO
1. Quando os macrófagos ingerem bactérias, vírus e outros materiais
estranhos por fagocitose, eles liberam citocinas que estimulam o
fígado a produzir lectinas, proteínas que se ligam a carboidratos
2. A lecitina de ligação à manose (MBL, de mannose-binding
lectin) liga-se ao carboidrato manose, no patógeno
3. MBL atua como uma opsonina que intensifica a fagocitose e ativa
C2 e C4 C2a e C4b citólise e
C3
opsonização
VIA CLÁSSICA VIA ALTERNATIVA VIA DA LECTINA
Citólise
- A citólise de células microbianas envolve o
complexo de ataque à membrana (MAC, de
membrane attack complex)
- O MAC cria aberturas na membrana celular do
patógeno e produz canais transmembrana, que
permitem o fluxo de líquido extracelular para o
interior do patógeno - rompimento da célula
microbiana
Opsonização
- Promove a ligação de um fagócito
a um patógeno
- C3 ativada é clivada nos
fragmentos C3a e C3b ativados
- C3b liga-se à superfície de um
micróbio, e os receptores dos
fagócitos ligam-se a C3b
Inflamação
- C3 ativada é clivada nos fragmentos C3a e C3b
- C3a e C5a ligam-se aos mastócitos e induzem a
liberação de histamina e outras substâncias químicas,
que aumentam a permeabilidade dos vasos sanguíneos
durante a inflamação
- C5a também funciona como um fator quimiotático
muito potente, atraindo fagócitos para o local de
infecção
REFERÊNCIAS
MOORE, Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. Ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2014
ABBAS, A. et al. Imunologia Celular e Molecular. 9ª ed. Elsevier, 2019.
Universidade Potiguar
Unidade Curricular: Mecanismos de Agressão e Defesa
Profª. Fabia J.J. de Souza
Imunidade Inata II
Natal, 2024