Nipepe
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Edição 2005
A informação incluída nesta publicação provém de fontes consideradas fiáveis e tem uma
natureza informativa, não constituindo parecer profissional sobre a estratégia de
desenvolvimento local. As suas conclusões não são válidas em todas as circunstâncias. Noutros
casos, deverá ser solicitada opinião específica ao Ministério da Administração Estatal ou à
firma MÉTIER - Consultoria & Desenvolvimento, Lda.
ÍÍnnddiiccee
PPrreeffáácciioo v
SSiiggllaass ee A
Abbrreevviiaattuurraass vii
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MAAPPA
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ÁFFIICCA
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DO DIISSTTRRIITTO
O viii
11 BBrreevvee CCaarraacctteerriizzaaççããoo ddoo D
Diissttrriittoo 2
11..11 LLooccaalliizzaaççããoo,, SSuuppeerrffíícciiee ee PPooppuullaaççããoo 2
11..22 CClliim
maa,, RReelleevvoo ee SSoollooss 2
11..33 IInnffrraa--eessttrruuttuurraass 3
11..44 EEccoonnoom miiaa ee SSeerrvviiççooss 4
22 SSoocciieeddaaddee CCiivviill 6
33 D
Deem
mooggrraaffiiaa 8
33..11 EEssttrruuttuurraa eettáárriiaa ee ppoorr sseexxoo 8
33..22 TTrraaççoo ssoocciioollóóggiiccoo 8
33..33 LLíínngguuaass ffaallaaddaass 9
33..44 AAnnaallffaabbeettiissmmoo ee EEssccoollaarriizzaaççããoo 9
44 H
Haabbiittaaççããoo ee CCoonnddiiççõõeess ddee V
Viiddaa 11
55 O
Orrggaanniizzaaççããoo A
Addm Goovveerrnnaaççããoo
miinniissttrraattiivvaa ee G 13
55..11 GGoovveerrnnoo D Diissttrriittaall 13
55..22 RReeffoorrm ma doo sseeccttoorr ppúúbblliiccoo
a d 14
55..33 SSíínntteessee ddooss rreessuullttaaddooss ddaa aaccttiivviiddaaddee ddooss óórrggããooss ddiissttrriittaaiiss 15
5.3.1 Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento Rural 15
5.3.2 Educação e Saúde 17
5.3.3 Cultura, Juventude e Desporto 17
5.3.4 Mulher e Coordenação da Acção Social 17
5.3.5 Justiça, Ordem e Segurança pública 18
55..44 FFiinnaannççaass PPúúbblliiccaass 18
55..55 CCoonnssttrraannggiim meennttooss àà aaccççããoo dodo G Goovveerrnnoo D Diissttrriittaall 19
55..66 PPaarrttiicciippaaççããoo ccoom muunniittáárriiaa 21
55..77 AAppooiioo eexxtteerrnnoo 21
66 PPoossssee ee U
Ussoo ddaa TTeerrrraa 22
66..11 PPoossssee ddaa tteerrrraa 22
66..22 TTrraabbaallhhoo aaggrrííccoollaa 23
66..33 UUttiilliizzaaççããoo eeccoonnóómmiiccaa ddoo ssoolloo 23
77 E
Edduuccaaççããoo 25
88 SSaaúúddee ee A
Accççããoo SSoocciiaall 28
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Índice
________________________________________________________________________________________________
99 G
Géénneerroo 30
99..11 EEdduuccaaççããoo 30
99..22 A miiccaa ee eexxpplloorraaççããoo ddaa tteerrrraa
Accttiivviiddaaddee eeccoonnóóm 30
99..33 GGoovveerrnnaaççããoo 31
1100 A
Accttiivviiddaaddee E
Eccoonnóóm
miiccaa 32
1100..11 PPooppuullaaççããoo eeccoonnoom meennttee aaccttiivvaa
miiccaam 32
1100..22 O r ç a m e n
Orçamento familiar to f a m i l i ar 33
1100..33 SSeegguurraannççaa aalliim meennttaarr ee eessttrraattééggiiaass ddee ssoobbrreevviivvêênncciiaa 34
1100..44 IInnffrraa--eessttrruuttuurraass ddee bbaassee 35
1100..55 AAggrriiccuullttuurraa ee D Deesseennvvoollvviimmeennttoo RRuurraall 36
10.5.1 Pecuária 37
10.5.2 Pescas, Florestas e Fauna bravia 37
1100..66 IInnddúússttrriiaa,, CCoom méérrcciioo ee SSeerrvviiççooss 38
A
Anneexxoo:: A
Auuttoorriiddaaddee CCoom Diissttrriittoo ddee N
muunniittáárriiaa nnoo D Niippeeppee 39
D
Dooccuum
meennttaaççããoo ccoonnssuullttaaddaa 40
L
Liissttaa ddee ttaabbeellaass
TABELA 1: População por posto administrativo, idade e sexo, 1/1/2005 8
TABELA 2: Agregados, segundo a dimensão e o tipo sociológico 8
TABELA 3: População, segundo o estado civil e a crença religiosa 9
TABELA 4: População, consoante o conhecimento de Português 9
TABELA 5: População, por condição de alfabetização, 1997 10
TABELA 6: Famílias, tipo de casa e condições básicas de vida 11
TABELA 7: População, por condição de frequência escolar 25
TABELA 8: População, por nível de ensino que frequenta 26
TABELA 9: População, por nível de ensino concluído 26
TABELA 10: Escolas, alunos e professores, 2003 27
TABELA 11: Unidades de saúde, camas e pessoal, 2003 28
TABELA 12: Indicadores de cuidados de saúde, 2003 28
TABELA 13: População, por condição de orfandade, 1997 29
TABELA 14: População deficiente, por idade e residência, 1997 29
TABELA 15: População activa, por ramo de actividade, 2005 33
TABELA 16: Rede de estradas 35
TABELA 17: Produção agrícola, por principais culturas: 2000-2003 37
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Índice
________________________________________________________________________________________________
L
Liissttaa ddee ffiigguurraass
FIGURA 1: Famílias, por condições básicas de vida....................................................... 11
FIGURA 2: Habitações, por tipo de materiais usados .................................................... 12
FIGURA 3: Habitações, segundo a fonte de abastecimento de água............................ 12
FIGURA 4: Estrutura do orçamento distrital, 2004 ........................................................ 19
FIGURA 5: Estrutura de exploração agrária da terra ...................................................... 23
FIGURA 6: População, por nível de ensino que frequenta............................................ 25
FIGURA 7: Indicadores de escolaridade, por sexos........................................................ 30
FIGURA 8: Quota das mulheres no trabalho agrícola e remunerado........................... 31
FIGURA 9: População activa, por ramo de actividade, 2005......................................... 32
FIGURA 10: Consumo familiar, por grupo de produtos e serviços .............................. 33
FIGURA 11: Distribuição das famílias, segundo o rendimento mensal ........................ 34
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República de Moçambique
Ministério da Administração Estatal
P
Prre
effá
ácciio
o
Com 800 mil km2 de superfície e uma população de 19,5
milhões de habitantes, Moçambique inicia o séc. XXI, com
exigências inadiáveis de engajamento de todos os níveis da
sociedade e dos vários intervenientes institucionais e
parceiros de cooperação, num esforço conjugado de combate
à pobreza e desigualdade e de promoção do desenvolvimento económico e social do País.
Na esfera da governação, esta exigência abrange todos os níveis territoriais e cada uma das
instituições públicas, estando a respectiva política do Governo enunciada nos preceitos
Constitucionais sobre a Descentralização e a Reforma do Sector Público.
A Lei dos Órgãos Locais, n.º 8/2003 de 27 de Março, ao estabelecer os novos princípios e
normas de organização, competências e de funcionamento destes órgãos nos escalões de
província, distrito, posto administrativo e localidade, dotou o processo de um novo quadro
jurídico que reforça e operacionaliza a importância estratégica da governação local.
Estamos certos que este produto, apetrechará as várias Instituições públicas e privadas,
nacionais ou internacionais, com um conhecimento de todo o país, que potencia o
prosseguimento coordenado das acções de combate à pobreza em Moçambique.
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República de Moçambique
Ministério da Administração Estatal
Efectivamente, entendemos os Perfis Distritais como um contributo para um processo de
gestão que integra, por um lado, os aspectos organizacionais e de competências distritais e,
por outro, as questões decorrentes do desenvolvimento e da descentralização nas áreas da
planificação e da afectação e gestão dos recursos públicos.
A finalizar, referir que a publicação destes Perfis insere-se num esforço continuado, por
parte do Ministério da Administração Estatal e da sua Direcção Nacional de Administração
Local, de monitoria do desenvolvimento institucional da administração pública local e do seu
gradual ajustamento às exigências do desenvolvimento e crescimento em Moçambique.
Entusiasmamos, pois, todas as contribuições e comentários que possam fazer chegar a essa
Direcção Nacional, no sentido de melhorar e enriquecer o conteúdo futuro dos Perfis.
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Siglas e Abreviaturas
________________________________________________________________________________________________
S
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AD Administração Distrital
EN Estrada Nacional
PA Posto Administrativo
Nipepe
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História, Política e Sociedade Civil
________________________________________________________________________________________________
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ãood
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Diissttrriitto
o
O
distrito de Panda Macia está situado a Sudeste da província de Niassa, tendo como
limites, a Sul a província de Nampula, a Este a de Cabo Delgado, a Norte o distrito de
Marrupa e a Oeste o distrito de Maua.
Com uma superfície1 de 4.099 km2 e uma população recenseada em 1997 de 25.564
habitantes e estimada, à data de 1/1/2005, em 35.193 habitantes, este distrito tem uma
densidade populacional de 8.6 hab/km2.
A população é jovem (47%, abaixo dos 15 anos de idade), maioritariamente feminina (taxa
de masculinidade de 47%) e de matriz rural acentuada.
11..22 C
Clliim
maa,, R
Reelleevvoo ee S
Soollooss
Climaticamente a região é dominada por climas do tipo semi-árido e sub-húmido seco. A
precipitação média anual varia de 800 a 1200 mm, enquanto a evapotranspiração potencial
de referência (ETo) está entre os 1300 e 1500 mm.
Os dambos (ndabo nas línguas locais) são formas especiais dos vales, não sendo exclusivos
de uma zona agro-ecológica estão presentes de uma forma considerável na zona. São
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História, Política e Sociedade Civil
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A fisiografia é dominada pela alternância de interflúvios e os vales dos rios que, devido á sua
largura, profundidade e posição (em relação aos rios), poderão alternar com dambos. Os
vales dos rios são dominados por solos aluvionares (Fluvisols), escuros, profundos, de
textura pesada a média, moderadamente a mal drenados, sujeitos a inundação regular.
Nos dambos encontram-se solos hidromórficos de textura variada, desde arenosos de cores
cinzentas, arenosos sobre argila a solos argilosos estratificados, de côr escura (Mollic, Gleyic
e Dystric Gleysols, e Haplic e Luvic Phaeozems).
Os topos e encostas superiores dos interfluvios são dominados por complexos de solos
vermelhos e alaranjados (Rhodic Ferralsols, Chromic Luvisols), e amarelos (Haplic Lixisols
e Haplic Ferralsols). A maioria dos solos apresentam texturas média a pesada, sendo
profundos, bem a moderadamente bem drenados.
Nas encostas intermédias dos interflúvios os solos variam de cor, desde solos com cores
pardo-acastanhada a castanho-amareladas, moderadamente bem drenados, com textura
argilosa.
11..33 IInnffrraa--eessttrruuttuurraass
O distrito de Nipepe é servido por transporte rodoviário. É um distrito isolado, com
comunicação difícil com outras partes do país, porque as ligações por estrada para outros
distritos encontram-se intransitáveis.
A única via transitável de que dispõe é a ligação com o distrito de Maúa, numa extensão de
116 km. A ligação da sede com outros pontos do distrito é feita através de picadas.
Foram construídas pontes e pontecas sobre os Rios Juma, Namajilo e Namputueliua. Estão
em construção 2 aquedutos e a Ponteca sobre o rio Nicalisso, via Metarica – Lúrio.
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História, Política e Sociedade Civil
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11..44 EEccoonnoom
miiaa ee S
Seerrvviiççooss
A agricultura é a actividade dominante e envolve quase todos os agregados familiares. De
um modo geral, a agricultura é praticada manualmente em pequenas explorações familiares
em regime de consociação de culturas com base em variedades locais.
De uma forma generalizada pode-se dizer que a região é caracterizada pela ocorrência de
três sistemas de produção agrícola dominantes. O primeiro corresponde à vasta zona
planáltica baixa onde domina a consociação das culturas alimentares, nomeadamente
mandioca/milho/feijões nhemba e boer, como culturas de 1a época (época das chuvas) e a
produção de arroz pluvial nos vales dos rios, dambos e partes inferiores dos declives.
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História, Política e Sociedade Civil
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O fomento pecuário no distrito tem sido fraco. Porém, dada a tradição na criação de gado e
algumas infra-estruturas existentes, verificou-se algum crescimento do efectivo pecuário.
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História, Política e Sociedade Civil
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2
2 S
Soocciie
edda
adde
eCCiiv
viill
A liderança tradicional é assegurada pelos seguintes representantes do poder ao nível da
comunidade:
Régulos e Secretários de Bairros;
Chefes de Grupos de Povoações;
Chefe da Povoação;
Chingore;
Outras personalidades na comunidade respeitadas e legitimadas pelo seu papel
social, cultural, económico e religioso.
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História, Política e Sociedade Civil
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Através dos líderes comunitários, as populações têm-se envolvido na busca de soluções para
os problemas existentes, nomeadamente, no combate à criminalidade, em colaboração com
a Polícia Comunitária, através da apreensão e denúncia de delinquentes; no combate ao
cultivo, consumo e comercialização de estupefacientes (suruma); na abertura de vias de
acesso; na confecção de tijolos no âmbito do programa de “comida por trabalho” e na abertura
de poços comunitários usando material convencional ou local.
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Demografia
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3
3 D
Deem
moog
grra
affiia
a
O distrito tem uma superfície de 4.099 km2 e uma população, à data de
1/1/2005, de 35 mil habitantes. Com uma densidade populacional de 9
hab/km2, estima-se que o distrito atinja, em 2010, os 41 mil habitantes.
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Demografia
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Na sua maioria casados, após os 12 anos de idade, têm forte crença religiosa, dominada pela
religião Católica.
33..44 A
Annaallffaabbeettiissm
moo ee EEssccoollaarriizzaaççããoo
Com 88% da população analfabeta, predominantemente mulheres, a taxa de escolarização
no distrito é baixa, constatando-se que somente 26% dos habitantes2 frequentam ou já
frequentaram a escola.
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Demografia
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Organização Administrativa e Governação
________________________________________________________________________________________________
4
4 H
Haab
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O tipo de habitação modal do distrito é “a palhota, com
pavimento de terra batida, tecto de capim ou colmo e paredes
de caniço ou paus”.
22%
8%
0% 0%
Com Água Canalizada Com retrete ou latrina Com electricidade Com Radio
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Organização Administrativa e Governação
________________________________________________________________________________________________
76%
80%
70%
60%
50%
40%
24%
30%
20%
10% 0% 0%
0%
0%
Canalizada, Canalizada, fora Fontanário Poço ou furo Rio ou Lago
dentro de casa de cas a
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.
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Organização Administrativa e Governação
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5
5 O
Orrg
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O
distrito tem dois Postos Administrativos: Nipepe-Sede e Muipite que, por sua vez, estão
subdivididos em 5 Localidades.
NIPEPE
NIPEPE-SEDE
MUTUMAR
TAMICA
MUIPITE
CHEIA-MUIPITE
MULUCO
55..11 G
Goovveerrnnoo D
Diissttrriittaall
O Governo Distrital, dirigido pelo Administrador de Distrito, está
estruturado nos seguintes níveis de direcção e coordenação:
Gabinete do Administrador, Administração e Secretaria;
Direcção Distrital da Agricultura e Desenvolvimento Rural;
Direcção Distrital da Educação;
Direcção Distrital da Saúde;
Direcção Distrital da Cultura, Juventude e Desporto;
Direcção Distrital das Mulher e Coordenação da Acção Social;
Delegação do Registo Civil e Notariado;
Comando Distrital da PRM.
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Organização Administrativa e Governação
________________________________________________________________________________________________
As instituições do distrito operam com base nas normas de funcionamento dos serviços da
Administração Pública, aprovadas pelo Decreto 30/2001 de 15 de Outubro, do Conselho
de Ministros, publicado no Boletim da república n° 41, I Série, Suplemento.
55..22 R
Reeffoorrm
maa ddoo sseeccttoorr ppúúbblliiccoo
O Decreto 30/2001 de 15 de Outubro, sobre a Reforma do Sector Público, está a ser
implementado no distrito. Com efeito, este instrumento foi objecto de estudo pelos
funcionários do Estado, de modo a garantir a sua correcta implementação pelos sectores.
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Organização Administrativa e Governação
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Organização Administrativa e Governação
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Medidas de Mitigação
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Organização Administrativa e Governação
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Produzir mudas de fruteiras e árvores de sombra. Parte das fruteiras foram plantadas
no Lar-Internato, enquanto que as árvores de sombra serviram para arborização da
Vila e povoado de M’puhua.
O distrito está dotado de 1 Centro de saúde de nível I e 3 Postos de saúde, com um total de
9 camas e 10 técnicos e assistentes de saúde.
No decurso do ano 2003 foram criadas as seguintes Associações Sócio Culturais: Associação
Distrital de Desporto Recreativo e Associação Distrital de Combate e Prevenção ao
HIV/SIDA.
A acção nesta área tem sido coordenada com as organizações não governamentais,
associações e sociedade civil, promovendo a criação de igualdade de oportunidades e de
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Organização Administrativa e Governação
________________________________________________________________________________________________
direitos entre homem e mulher em todos aspectos de vida social e económica, bem como a
integração no mercado de trabalho, processos de geração de rendimentos e vida escolar.
Apesar dos esforços desenvolvidos, são ainda bem patentes no distrito os efeitos da
pobreza, calamidades naturais e da guerra que assolou Moçambique nas últimas décadas.
Ao longo do ano 2003, a PRM controlou e registou um total de 30 casos de delitos, dos
quais 25 foram esclarecidos, contra 35 casos conhecidos e 29 esclarecidos em igual período
do ano anterior. Outras realizações do Sector durante o período em análise:
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Organização Administrativa e Governação
________________________________________________________________________________________________
1%2% 3%
14% 1%
6%
79%
94%
Impost o de Reconst rução Nacional T axas e licenças de Mercados Despesas com pessoal Combustíveis e comunicações
Out ras receit as e t axas Subsídio do O.E. Manutenção Out ros gast os materiais
55..55 C
Coonnssttrraannggiim Goovveerrnnoo D
meennttooss àà aaccççããoo ddoo G Diissttrriittaall
Face à situação financeira descrita, o Governo Distrital tem enfrentado vários
constrangimentos à sua acção, de que se destacam os seguintes:
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Organização Administrativa e Governação
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Organização Administrativa e Governação
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A participação comunitária tem sido essencial para suprir várias necessidades em matéria de
construção, reabilitação e manutenção de infra-estruturas, nomeadamente estradas
interiores, postos de saúde e escolas, bem como residências para professores e enfermeiros.
Para tal, o Governo Distrital tem estabelecido coordenação de acções com as ONG’s,
visando levar a efeito a reconstrução e construção de infra-estruturas com base em recursos
locais e nos programas “comida pelo trabalho” financiados pelo PMA.
55..77 A
Appooiioo eexxtteerrnnoo
Na sua actuação, o Governo Distrital tem tido apoio de vários organismos de cooperação,
que promovem programas sociais de assistência, protecção do ambiente e desenvolvimento
rural, que desempenham um papel activo e importante no apoio à reconstrução e
desenvolvimento locais.
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Posse e Uso da Terra
________________________________________________________________________________________________
6
6 P
Poosssse
eeeU
Usso
odda
aTTe
errrra
a 333
A informação deste capítulo tem por objectivo analisar os traços
gerais que caracterizam a base agrária do distrito, de forma a permitir
inferir sobre eventuais cenários de intervenção que reforcem o sector
no contexto do processo de desenvolvimento distrital.
Este padrão desigual da distribuição das áreas fica evidente se referirmos que 40% da área
cultivada pertence a somente 16% das explorações do distrito.
Na sua maioria os terrenos não estão titulados e, quando explorados em regime familiar,
têm como responsável, em quase 75% dos casos, o homem da família.
3 Baseado em trabalho analítico da MÉTIER, suportado pelos dados do INE do Censo Agro-pecuário de 1999-2000. Apesar de se
tratar de extrapolação s a partir duma amostra cuja representatividade ao nível distrital é baixa, considera-se que – do ponto de vista
da análise da estrutura de uso e exploração da terra - os seus resultados são um bom retrato das características essenciais do distrito.
Aconselha-se, pois, que mais do que os seus valores absolutos, este capítulo seja analisado tendo em vista absorver os principais
aspectos estruturais da actividade agrária.
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Posse e Uso da Terra
________________________________________________________________________________________________
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%
< 1/2 1/2 ha - 1 ha - 2 2 ha - 3 3 ha - 4 4 ha - 5 5 ha - 10 ha - ³ 100
ha 1 ha ha ha ha ha 10 ha 100 ha ha
Estas explorações estão divididas em cerca de 10 mil parcelas, 35% com menos de meio
hectare e exploradas em cerca de metade dos casos por mulheres. De reter que, do total de
agricultores, 40% são crianças menores de 10 anos de idade, de ambos os sexos.
66..33 U
Uttiilliizzaaççããoo eeccoonnóóm
miiccaa ddoo ssoolloo
A maioria da terra é explorada em regime de consociação de culturas alimentares,
nomeadamente o milho, mandioca, feijão nhemba, amendoim e batata-doce.
Para além das culturas alimentares e de rendimento, o distrito tem um apreciável número de
fruteiras e cajueiros.
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Posse e Uso da Terra
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No distrito existem cerca de mil criadores de pecuária e 4 mil de avicultura, a maior parte
em regime familiar.
Os dados disponíveis apontam para uma estrutura de produção relativamente
mercantilizada, em que o nível de vendas varia de 10% nos caprinos a 74% nos bicos,
constituindo uma fonte de rendimento familiar importante.
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Educação
________________________________________________________________________________________________
7
7 E
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ucca
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ãoo
Com 88% da população analfabeta, predominantemente
mulheres, a taxa de escolarização no distrito é baixa, constatando-
se que somente 26% dos habitantes4 frequentam ou já
frequentaram a escola primária.
A maior taxa de escolarização verifica-se no grupo etário dos 10 a 14 anos, onde 38% das
crianças frequenta a escola, seguido do grupo de 5 a 9 anos, o que reflecte a entrada tardia
na escola. Na sua maioria, os estudantes são rapazes a frequentar o ensino primário, dada a
insuficiente / inexistente rede escolar dos restantes níveis de ensino nalgumas localidades.
80%
60%
40%
20%
0%
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Educação
________________________________________________________________________________________________
O baixo grau de escolarização reflecte o facto de, apesar da expansão em curso, a rede
escolar e o efectivo de professores serem insuficientes e possuírem uma baixa qualificação
pedagógica.
Tais factos são agravados por factores socio-económicos, resultando em baixas taxas de
aproveitamento e altas desistências, em algumas das localidades do distrito.
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Educação
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A maioria dos professores tem uma formação escolar baixa, possuindo, em média, a 6ª
classe e, em alguns casos, um ano de estágio pedagógico, o que condiciona bastante a
qualidade do ensino ministrado.
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Saúde e Acção Social
________________________________________________________________________________________________
8
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Soocciia
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88..11 Cuuiiddaaddooss ddee ssaaúúddee ee qquuaaddrroo eeppiiddéém
C miiccoo
A rede de saúde do distrito, apesar de estar a evoluir a bom
ritmo, é insuficiente, evidenciando os seguintes índices de
cobertura média:
Uma unidade sanitária por cada 10 mil pessoas;
Uma cama por 4.600 habitantes; e
Um profissional técnico para cada 4.100 residentes no distrito.
A Direcção Distrital de Saúde distribui regularmente por cada Centro de Saúde “Kits A e B”
e pelos Postos de Saúde “Kits B”. A tabela seguinte apresenta, para o ano de 2003, a
posição de alguns indicadores que caracterizam o grau de acesso e de cobertura dos serviços
do Sistema Nacional de Saúde.
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Saúde e Acção Social
________________________________________________________________________________________________
O quadro epidémico do distrito é dominado pela malária, diarreia e DTS e SIDA que, no
seu conjunto, representam quase a totalidade dos casos de doenças notificados no distrito.
88..22 A
Accççããoo S
Soocciiaall
A integração e assistência social a pessoas, famílias e grupos sociais em situação de pobreza
absoluta, dá prioridade à criança órfã, mulher viúva, idosos e deficientes, doentes crónicos e
portadores do HIV-SIDA, tóxico-dependentes e regressados.
Neste distrito existem, segundo os dados do Censo de 1997, cerca de mil órfãos (dos quais
30% de pai e mãe) e cerca de mil deficientes (61% com debilidade física, 33% com doenças
mentais e 6% com ambos os tipos de doença).
A acção social no distrito tem sido coordenada com as organizações não governamentais,
associações e sociedade civil, promovendo a criação de igualdade de oportunidades e de
direitos entre homem e mulher em todos aspectos de vida social e económica, bem como a
integração no mercado de trabalho, processos de geração de rendimentos e vida escolar.
Nipepe
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Género
________________________________________________________________________________________________
9
9 G
Géén
neerro
o
O distrito tem uma população de 35 mil habitantes - 19 mil do sexo feminino - sendo 17%
das famílias do tipo monoparental chefiados por mulheres.
99..11 EEdduuccaaççããoo
Tendo por língua materna dominante o Cyao, só 23% das mulheres tem conhecimento da
língua portuguesa. A taxa de analfabetismo na população feminina é de 97%, sendo de 78%
no caso dos homens.
Das mulheres do distrito com mais de 5 anos, 84% nunca frequentaram a escola e somente
2% concluíram o ensino primário.
A maior taxa de escolarização feminina ocorre no grupo etário dos 10 a 14 anos, em que
26% das raparigas frequentam a escola. Este indicador evidencia o baixo nível escolar e a
entrada tardia na escola da maioria das raparigas, sobretudo nas zonas rurais.
78%
23%
26% 5%
50%
Homens
Mulheres
11%
2%
61%
84%
Ensino primário concluído Sem frequência escolar
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Género
________________________________________________________________________________________________
87%
74%
90%
80%
30% 13%
20%
10%
0%
Responsável pelas Trabalhadores % de assalariados % de agricultores
explorações agrícolas com menos de 10
anos de idade
99..33 G
Goovveerrnnaaççããoo
Ao nível do distrito tem-se privilegiado a coordenação das acções de
algumas organizações não governamentais, associações e sociedade civil,
promovendo a criação de igualdade de oportunidades e direitos entre sexos
em todos aspectos de vida social e económica, e a integração da mulher no
mercado de trabalho, processos de geração de rendimentos e vida escolar.
Nipepe
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Potencial Distrital e Linhas de Desenvolvimento
________________________________________________________________________________________________
1
100 A
Accttiiv
viid
daad
deeE
Ecco
onnó
ómmiicca
a
1100..11 PPooppuullaaççããoo eeccoonnoom meennttee aaccttiivvaa
miiccaam
A estrutura etária da população reflecte uma relação de dependência económica aproximada
de 1:1, isto é, por cada 10 crianças ou anciões existem 10 pessoas em idade activa.
Da população activa, 98% são trabalhadores familiares ou por conta própria, na maioria,
mulheres. A percentagem de assalariados é somente de 2% da população activa, sendo - de
forma inversa, dominada por homens (as mulheres representam apenas 13% do total de
assalariados).
2%
2%
1% 18%
97% 80%
Nipepe
10 Com 15 anos ou mais, excluindo os que procuram emprego pela primeira vez.
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Potencial Distrital e Linhas de Desenvolvimento
________________________________________________________________________________________________
1100..22 O
Orrççaam
meennttoo ffaam
miilliiaarr
O distrito tem um Índice de Incidência da Pobreza 12 estimado em cerca de 57% no ano de
200313. Com um nível médio mensal de receitas familiares de 65% em espécie, derivados do
autoconsumo e da renda imputada pela posse de habitação própria, a população do distrito
apresenta um padrão de consumo concentrado nos produtos alimentares (78%) e nos
serviços de habitação, água, energia e combustíveis (11%).
5% 1%1%
4%
11%
78%
Produtos Alimentares (*)
Habitação, Serviços, Transportes e Comunicações (*)
Material de construção e Mobiliário
Vestuário e Calçado
Lazer, Bebidas Alcoólicas, Restaurantes e Bares
Educação, Saúde e outros serviços
(*) Inclui o autoconsumo da produção agrícola e a imputação da renda por posse de habitação própria
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, IAF - 2002/03.
11 Com 15 anos ou mais, excluindo os que procuram emprego pela primeira vez.
12 O Índice de Incidência da Pobreza (povery headcount índex) é a proporção da população cujo consumo per capita está abaixo da linha
da pobreza. Nipepe
13 Estimativa da MÉTIER, a partir de dados do Relatório sobre Pobreza e Bem-Estar em Moçambique: 2ª Avaliação Nacional
(2002-03), DNPO, Gabinete de Estudos do MPF.
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Potencial Distrital e Linhas de Desenvolvimento
________________________________________________________________________________________________
Com variância significativa, a distribuição da receita familiar está concentrada nas classes
baixas, com quase 60% dos agregados na faixa de rendimentos mensais inferiores a 1.500
contos.
15,9% 15,7%
13,4%
9,1% 9,4%
4,7%
2,2%
Com m enos De 500.000 a De 1.000.000 De 1.500.000 De 2.000.000 De 2.500.000 De 5.000.000 Com m ais de
de 500.000 1.000.000 MT a 1.500.000 a 2.000.000 a 2.500.000 a 5.000.000 a 10.000.000 10.000.000
MT MT MT MT MT MT MT
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Potencial Distrital e Linhas de Desenvolvimento
________________________________________________________________________________________________
As famílias com homens activos recorrem ao trabalho remunerado nas cidades mais
próximas, já que as oportunidades de emprego no distrito são reduzidas, dado que a
economia ter por base, essencialmente, as relações familiares.
Foram construídas pontes e pontecas sobre os Rios Juma, Namajilo e Namputueliua. Estão
em construção 2 aquedutos e a Ponteca sobre o rio Nicalisso, via Metarica – Lúrio.
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Potencial Distrital e Linhas de Desenvolvimento
________________________________________________________________________________________________
Apesar dos esforços realizados, importa reter que o estado geral de conservação e
manutenção das infra-estruturas não é suficiente, sendo de realçar a rede de bombas de água
a necessitar de manutenção, bem como a rede de estradas e pontes que, na época das
chuvas, tem problemas de transitibilidade.
1100..55 A
Aggrriiccuullttuurraa ee D meennttoo R
Deesseennvvoollvviim Ruurraall
A agricultura é a actividade dominante e envolve quase todos os agregados familiares. De
um modo geral, a agricultura é praticada manualmente em pequenas explorações familiares
em regime de consociação de culturas com base em variedades locais.
Algumas famílias empregam métodos tradicionais de fertilização dos solos como o pousio
das terras, a incorporação no solo de restolhos de plantas, estrume ou cinzas. Para além das
questões climáticas, os principais constrangimentos à produção são as pragas, a seca, a falta
ou insuficiência de sementes e pesticidas.
De uma forma generalizada pode-se dizer que a região é caracterizada pela ocorrência de
três sistemas de produção agrícola dominantes. O primeiro corresponde à vasta zona
planáltica baixa onde domina a consociação das culturas alimentares, nomeadamente
mandioca/milho/feijões nhemba e boer, como culturas de 1a época (época das chuvas) e a
produção de arroz pluvial nos vales dos rios, dambos e partes inferiores dos declives. Na
maioria da região, este sistema é característico do topo dos interflúvios, declives superiores e
intermédios.
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Potencial Distrital e Linhas de Desenvolvimento
________________________________________________________________________________________________
10.5.1 Pecuária
O fomento pecuário no distrito tem sido fraco. Porém, dada a tradição na criação de gado e
algumas infra-estruturas existentes, verificou-se algum crescimento do efectivo pecuário.
Os animais domésticos mais importantes para o consumo familiar são as galinhas, os patos
e os cabritos, enquanto que, para a comercialização, são os bois, os cabritos, os porcos e as
ovelhas.
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Potencial Distrital e Linhas de Desenvolvimento
________________________________________________________________________________________________
1100..66 IInnddúússttrriiaa,, C
Coom Seerrvviiççooss
méérrcciioo ee S
A pequena indústria local (pesca, carpintaria e artesanato) surge como alternativa à
actividade agrícola, ou prolongamento da sua actividade.
O distrito conta com com um hotel construído em material local, duas carpintarias, que
pertencem à paróquia, e uma latoaria. Existem, ainda, quatro lojas (inoperacionais). Durante
o ano 2003, foram instaladas mais 3 moageiras, pelo que o Distrito conta agora com 5
Unidades, contra as 2 existentes em anos anteriores.
A maior parte da produção do distrito é comercializada localmente. O distrito de Nipepe
encontra-se afastado de centros urbanos com actividade comercial mais dinâmica, pelo que
as suas ligações a outros mercados são pouco intensas, não sendo de assinalar a vinda de
comerciantes de fora para comprar produtos locais.
Em 2003, o distrito de Nipepe funcionou com 1 estabelecimento comercial onde a
população se pode abastecer em produtos de 1a necessidade. No entanto, o comercio
informal é o mais activo no distrito e o que tem suprido grande parte das necessidades das
populações.
O distrito não dispõe de um sistema formal de crédito implantado, nem está representada
em Nipepe nenhuma instituição bancária.
Nipepe
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Autoridade tradicional
________________________________________________________________________________________________
Anexo:
Anexo: Autor
Autoriiddaaddee C
Coom
muun
niittáárriiaa n Distr
noo D istrito
ito de
de N
Niippeeppee
(Fonte de dados: Direcção Nacional da Administração Local)
Nipepe
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Página 39
Documentação consultada
________________________________________________________________________________________________
D
Dooccu
umme
enntta
aççã
ãoo cco
onnssu
ulltta
adda
a
Administração do Distrito, Balanço de Actividades Quinquenal para a 4ª Reunião Nacional, 2004.
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Documentação consultada
________________________________________________________________________________________________
Ministério do Plano e Finanças, Gabinete de Estudos, DNPO, Relatório sobre Pobreza e Bem-
estar em Moçambique: 2ª Avaliação Nacional (2002-03).
Ministério do Plano e Finanças, Plano de Acção Para a Redução da Pobreza Absoluta (2001-2005),
Conselho de Ministros, 2001.
Nipepe
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Série: Perfis Distritais
Edição: 2005