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O caçador pegou uma bolsa com cem moedas de ouro e a
colocou na mesa, dizendo:
– Pois eu aposto isso.
O rei perguntou à sua filha, durante a refeição:
– O quê aqueles animais selvagens que ficavam entrando e
saindo do meu castelo queriam de você? Ela respondeu:
– Eu não lhe direi, mas mande chamar o dono desses ani-
mais, que fará bem.
O rei mandou um mensageiro até a pousada, e convidou o
estrangeiro; o mensageiro chegou justamente na hora em que
o caçador havia selado a aposta com o hospedeiro. O caçador
disse então:
– Veja só, caro hospedeiro, agora o rei envia o seu mensagei-
ro a me convidar, mas eu não irei desta forma.
E disse para o mensageiro:
– Eu peço que o rei me envie uma roupa real, uma carrua-
gem com seis cavalos, e serviçais à minha disposição.
Quando o rei ouviu essa resposta, disse a sua filha:
– O que devo fazer?
Ela disse:
– Faça o que ele pede, que fará bem.
Então o rei mandou uma roupa real, uma carruagem com
seis cavalos e serviçais. Quando este os viu chegando, disse:
– Veja só, caro hospedeiro, agora eu estou apropriadamente
preparado.
E vestiu a roupa real, pegou o lenço com as línguas do dra-
gão, e dirigiu-se ao castelo do rei. Quando o rei o viu chegando,
perguntou a sua filha:
– Como devo recebê-lo?
Ela respondeu:
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