Eles responderam:
– Agora que nós terminados o aprendizado, queremos co-
nhecer o mundo; permita-nos então ir e viajar.
Então falou o velho cheio de alegria:
– Vocês falam como verdadeiros caçadores! Isso que vocês
pedem sempre foi meu desejo; adiante, pois, e que tudo ocorra
bem com vocês.
Depois comeram e beberam juntos alegremente.
Quando chegou o dia marcado, o pai adotivo presenteou
cada um deles com uma arma e um cão, e deixou que cada um
pegasse o que quisesse das moedas de ouro que haviam guar-
dado. Então ele os acompanhou durante parte do caminho, e,
antes de deixá-los, deu-lhes uma faca brilhante, e disse:
– Se vocês se separarem algum dia, espetem essa faca numa
árvore bem no lugar da separação, e quando um de vocês vol-
tar, poderá ver como o irmão está indo, pois o lado da faca que
aponta para o lado onde ele foi irá enferrujar se ele morrer, mas
ficará brilhante se ele continuar vivo.
Os dois irmãos caminharam mais um tanto, e chegaram a
uma floresta que era tão extensa que era impossível sair dela
em apenas um dia. Eles passaram a noite ali, e comeram o que
haviam trazido de casa nos alforjes. Eles andaram durante todo
o dia seguinte e ainda assim não conseguiram sair da floresta.
Como não tinham mais nada para comer, um deles disse:
– Nós precisamos caçar alguma coisa para nós, do contrário
morreremos de fome.
E preparou sua arma, olhando ao redor. Quando uma velha
lebre passou correndo por perto, ele preparou-se para atirar,
mas a lebre suplicou:
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