EFP
Evolução histórica das FP em Portugal
Não há um papel bem definido do que são as FP enquanto um bem do Estado. Era a
fazenda pública (slide 24).
A que tipo de despesas dar prioridades e que tipos de recitas eram mais estúpidas?
O papel FP era indeterminado, essencialmente patrimoniais, receitas vinham do
património e da tributação indireta (expansão ultramarina imposto foi ganhando mais
importância, impostos ligados ao comércio). Tributação não tinham o objetivo da
equidade, mas sim o objetivo de gerar receitas. Finanças estava ligada à Fazenda
Pública.
Antecedente histórico IRS (Décima militar)
Tributação indireta vai ganhando mais peso, ideias liberais começam a emergir, ideia
de que há possibilidade de haver finanças públicas, que a intervenção do Estado deve
ser mínima, mais desapercebida.
Houve avanços estatísticos, cálculo PIB, mas acabaram por cair no desuso. Era uma
forma de querer intervir muito na esfera privada. O estado só deve intervir sobretudo
na ordenação económica, o próprio orçamente de Estado deveria ser reduzido para
impactar menos.
Slide 25
Estado é reduzido às despesas necessárias para a segurança interna, mas sobretudo na
função afetação, só para colmatar as falhas de mercado. Mínima intervenção.
Nos períodos anteriores, as receitas patrimoniais eram as que tinham o maior peso, e
o imposto não era tão importante. Há aqui uma reversão, o imposto é a receita típica
da época, mas este não visa a equidade, função redistribuição do Estado.
Iniciativa privada é fundamental para o progresso da atividade económica.
Equilíbrio orçamento corrente. Receita corrente mais importante é aquela que o
Estado cobra todos os meses, os impostos. Despesa corrente é a despesa em bens e
serviços que se traduz em tudo menos despesa de investimento.
Despesa de investimento não é corrente, mas sim de capital.
Receitas correntes tinham de cobrir as despesas correntes, saldo corrente deveria ser
equilibrado.
Liberalismo
Neutralidade, finanças passivas, devendo intervir no mínimo na atividade económica
Separação entre Estado e Economia (isolamento), separadas da Economia, sempre que
possível equilíbrio do orçamento (ainda havendo défices estruturais)
Simplicidade, eram sobretudo impostos, recorria-se ao crédito externo ou interno
quando era necessário, mas estes meios eram pouco diversificados
Crise 1920, muito desemprego, 1 e 2 guerra mundial, economistas vieram por em
causa os mecanismos automáticos da economia, e passamos para um período em que
as finanças em vem de serem neutras cada vez se pressionava mais o estado para que
fossem intervencionistas, o Estado tinha obrigação como entidade soberana de mudar
a sua forma de ser, deixou de haver separação entre Estado e Economia para haver
dependência da atuação do Estado face ao estado em que a Economia estava, este
tem de intervir (Kaynes), então o Estado cresceu, começou a ter mais formas de
intervenção, tinha de ter mais formas de recitas, as FP tornaram-se mais complexas,
diversificação das fontes de intervenção do Estado.- Período de atividade
Estados tinham um comportamento discricionário, cada vez se considerava mais que a
atuação do Estado tinha de ser estabilizada. O constitucionalismo financeiro põe em
causa as imperfeições do Estado. O estado intervêm, mas são criadas balizas na sua
atuação. Foi neste contexto que se fez o pacto estabilidade e crescimento, divida
pública, défice publico e inflação tinham de ter limites e acordaram disciplina gestão
orçamental. Isto para disciplinar as FP. Tirar poder ao poder central (regionalização),
nenhuma entidade tem um poder excessivo (Estado mão, leviatão), criar níveis de
Estado, defesa do federalismo, no entanto, estudos acerca deste não foram unanimes,
e acabou por ser algo que não chegou a concretizar-se em muitos países,
nomeadamente Portugal. Os países da União Europeia seguiram esta via de criação de
regras orçamentais. (Países em que houve a regionalização a despesa até aumentou).
A ideia de FP começa a emergir no liberalismo.
Imposto sobre as bebidas não alcoólicas açucaradas- visa uma alteração no consumo
das pessoas no sentido de bebidas mais saudáveis, está no âmbito da intervenção, mas
também visa a obtenção de receitas para a prossecução de bebidas do Estado,
também tem atuação económica. A função é a eficiência, intervenção para promover a
quantidade de açúcar, ideia é diminuir a procura. Função afetação (imposto sobre as
gorduras tem as mesmas características)
IRS- atuação e função redistribuição (aumento equidade, imposto progressivo)
Pág. 42 quadro que compara
Finanças clássicas são finanças liberais
Finanças da atualidade são finanças intervencionistas
CAP.2
Lei de Wagner