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Tolerância Geométrica: Concentricidade

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CONCENTRICIDADE

Objetivo: Data: Revisão:


Descrever a tolerância geométrica de concentricidade e suas aplicações OUT/2002 00

Inclusão de exemplos e figuras NOV/2002 01

1 Introdução

A concentricidade é a tolerância geométrica aplicada para definir o quanto eixos de duas ou mais figuras
geométricas como cilindros ou cones são coincidentes. Os cilindros e cones evidentemente, podem ser
externos ou internos. Como é aplicada em geral para cilindros, fica muito mais fácil entender na prática do
que propriamente definir esta tolerância geométrica.

Símbolo:

Vamos imaginar um cilindro com o formato de um halteres, com um diâmetro de haste menor e um
diâmetro nas extremidades maior, tal como o da figura 1.

Figura 1
Fa çamos esse cilindro rolar numa superfície lisa na direção indicada pela seta na figura 1. O que
observaremos? Evidentemente, o cilindro irá movimentar-se na direção indicada e nós não visualizaremos
nenhuma perturbação em nenhum ponto. Se tirarmos três fotos, observaremos algo parecido com a figura 2:

Figura 2
Agora vamos pegar um cilindro onde os centros coincidentes das extremidades não coincidam com o centro
da haste. O que acontece ao rolarmos o cilindro? Veja a figura 3:
Figura 3
Podemos perceber que a perturbação é grande. As tolerâncias geométricas adotadas para este tipo de
perturbação são: concentricidade e coaxialidade, evidentemente com campos de tolerâncias diferentes. Como
aqui estamos tratando de concentricidade, iremos mais a fundo nessa análise.
Usemos então a extremidade da direita como referência para a aplicação de uma toler ância de
concentricidade. A concentricidade será dada assim: um plano cortará qualquer ponto do cilindro da direita. A
partir da secção gerada (que corresponderá a um c írculo), pegamos o ponto correspondente ao centro exato
desse c írculo. Esse ponto será a nossa referência, e então, geramos um c írculo cujo di âmetro corresponderá à
toler ância de concentricidade. Agora vejamos a extremidade esquerda de nosso halteres. Para descobrir se ela
é concêntrica à extremidade direita, basta tomar uma secção dela e comparar o ponto central ao círculo
gerado pela referência. Se esse ponto estiver dentro do círculo, a extremidade esquerda será concêntrica à
extremidade direita.
Ao fazermos diversas medições de concentricidade ao longo da extremidade esquerda, podemos obter um
valor da coaxialidade da extremidade esquerda.
Agora, apresentaremos com detalhes a aplicação da tolerância de concentricidade a cilindro central do
nosso halteres, da figura 3.
Ao seccionarmos a extremidade direita do halteres, obtemos um círculo, correspondente à fatia que
retiramos. Então, o ponto central (eixo da extremidade direita) é a nossa referência.

Figura 4
Apliquemos agora a tolerância geométrica de concentricidade de Ø 0,2, por exemplo. Ela corresponderá a
um círculo de diâmetro 0,2 mm, com o centro já definido. Na figura 5, o círculo em azul representa o campo
de tolerância.
Figura 5
Agora, vamos seccionar o cilindro central, onde iremos tomar uma medida.

Figura 6
Apliquemos a tolerância de concentricidade à secção que definimos. Isso seria como fazer uma
sobreposição das figuras 5 e 6:

Figura 7
Evidentemente, o campo de tolerância está exagerado, para melhor visualização. Então, podemos ter uma
boa idéia da diferença de centros da referência para o elemento em que aplicamos a tolerância de
concentricidade.
Poderíamos ainda fazer outras medições ao longo do cilindro central. Basta escolher outros pontos e aplicar
a tolerância, já que a referência é a mesma.

2 Uso da tolerância de concentricidade

É aplicada em elementos cujo centro deve estar num mesmo ponto ou linha. Eixos escalonados em geral
têm necessidade dessa aplicação. Podemos citar, como modelos pr áticos autopeças, como: tambores e discos
de freio, pontas de eixo, etc.

3 Exemplos de aplicação e interpretação de concentricidade

Exemplo 01: aplicação da tolerância de concentricidade num anel:

Figura 8
Interpretando: o centro do círculo externo do anel (ponto medido) deve estar contido num círculo de 0,05
mm de di âmetro, cujo centro corresponde ao centro de referência do círculo - elemento "A". A parte em azul
representa o campo de tolerância.
Figura 9

Exemplo 02: aplicação da tolerância de concentricidade num anel com rosca interna:

Figura 10
Interpretando: o centro do círculo externo do anel deve estar contido num círculo de 0,05 mm de raio
(totalizando um di âmetro de 0,1 mm), cujo centro corresponde ao centro de referência da rosca interna -
elemento "A".

Figura 11

Exemplo 03: aplicação da tolerância de concentricidade num eixo escalonado:

Figura 12
Interpretando: o centro de qualquer c írculo (que é uma secção) do cilindro deve estar contido num círculo
de diâmetro 0,2 mm, cujo centro corresponde ao centro de referência do cilindro - elemento "A".
Figura 13
Obs.: o ponto de referência pode ser tomado numa determinada secção, porém muitas vezes, toma-se o
ponto m édio ao longo do cilindro, pois deve-se partir do pressusposto que o cilindro é perfeito, ou seja, o
ponto central seria igual em qualquer secção tomada.

Exemplo 04: aplicação da tolerância de concentricidade num eixo vazado:

Figura 14
Interpretando: o centro de qualquer c írculo (que é uma secção) do cilindro deve estar contido num círculo
de diâmetro 0,2 mm, cujo centro corresponde ao centro de referência do cilindro - elemento "A".

Figura 15
Obs.: o ponto de referência pode ser tomado numa determinada secção, porém muitas vezes, toma-se o
ponto m édio ao longo do cilindro, pois deve-se partir do pressusposto que o cilindro é perfeito, ou seja, o
ponto central seria igual em qualquer secção tomada.
Naturalmente, neste exemplo, o cilindro não estaria atendendo à especificação de concentricidade.

infoMETRO-técnica ciência
Atualizado em 23/02/03

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