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Sombras e Crime em Tóquio

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Sthefany Marieli
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Prólogo - Sombras de Tóquio

Prólogo:
O Japão é conhecido mundialmente por sua organização, disciplina e
tecnologia avançadas; agora, imagine essas qualidades aplicadas ao lado
obscuro do país: O mundo do crime.
Nos becos estreitos de Tóquio, onde a luz do sol desvanece, quatro sombras
se movem como peças em um tabuleiro letal:

O ronco de uma moto esportiva ecoa pelas ruas escuras de Tóquio. Ryuu
acelera com confiança com uma mão enquanto segura sua katana reluzente
com a outra. Através de seu capacete, ele desafia corajosamente alguns
guardas:
— Venham, seus desgraçados, me peguem se puderem — grita enquanto ri
com determinação.
Os guardas prontamente entram em seus veículos e dá-se início a uma
emocionante perseguição.
Enquanto isso, Tobira, elegantemente vestida e com seus longos cabelos
brancos presos em um rabo de cavalo alto, caminha calmamente até a entrada
do edíficio, como se fizesse parte da reunião que ocorre lá dentro. Ela é tão
natural em sua atuação que os capangas do lado de fora só percebem suas
intenções frias quando já estão no chão, dominados por sua faca borboleta
afiada. Ao mesmo tempo, Byuka salta de cima de um prédio e cai diretamente
no pescoço de um deles, asfixiando-o com suas pernas enquanto ri,
desafiadora, seus caninos protuberantes aparecendo gradativamente a medida
que o guarda perde o ar, seu olhar sádico demonstra prazer pela ação.

— Sem as mãos! — Comemora, debochando pela facilidade em que levou o


homem ao chão.
Á esquina dali, um capanga corre em sua direção com uma pistola em punho,
pronto para disparar contra ambas, porém, para sorte delas, Kitsune está
estrategicamente posicionada no topo de um prédio do outro lado da rua,
observando atentamente a situação através da mira de seu fuzil. Com uma
habilidade impressionante, ela posiciona o olhar acima da cabeça do capanga
e, em um movimento suave, dispara um único tiro certeiro, acertando em cheio

Prólogo - Sombras de Tóquio 1


a cabeça do homem que se aproximava. Um sorriso de satisfação surge no
rosto de Kitsune, deixando claro o quão superior ela é quando se fala em arma
de fogo.
A ação é tão rápida e precisa que Byuka não consegue evitar expressar seu
contentamento através do rádio:
— A Kit nunca decepciona! — exclama com um sorriso confiante e admirador.
Tobira, visivelmente insatisfeita, confronta:

— Eu tinha tudo sob controle, Kitsune. Iria aborda-lo e fazer ele como nosso
refém. Graças a você agora todos lá dentro devem estar cientes de que tem
algo acontecendo.
De longe, o ronco da moto de Ryuu ecoa novamente.
Kitsune desce graciosamente do prédio, aproximando-se da entrada onde
Tobira e Byuka estão. Inesperadamente, ela puxa Tobira pelos braços, tomando
sua pistola e apontando para a cabeça da mesma, transformando-a em uma
refém. Enquanto Byuka sorri orgulhosamente para Kitsune, demonstrando
cumplicidade, Tobira mantém uma expressão inabalável.
Ryuu finalmente chega com sua moto, indicando seu retorno triunfal sem
nenhum dos veículos policiais atrás dele. A aparente calma dos outros sugere
que tal feito não é surpreendente para eles. Sua aura descontraída
contrastando com a situação tensa. Ao tirar o capacete, seus cabelos pretos
balançam e reluzem sob o brilho da lua. Sua roupa manchada de sangue,
contudo, adiciona um toque de charme. Com um sorriso cortado por uma
cicatriz, ele diz:

— Cheguei a tempo da festa? — Sugerindo estar acostumado com reviravoltas


violentas como parte do cotidiano deles.

Ok, talvez esse esteriótipo sobre o Japão não se aplique totalmente á este
chimu.

Prólogo - Sombras de Tóquio 2

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