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Sedução e Segredos de Keely

Enviado por

Keury Almeida
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Grupo de Tradutoras & Revisoras

Independentes
A tradução dessa obra foi efetuada pelo grupo de Tradutoras E
Revisoras Independentes – T.R.I., de forma a dar ao leitor, acesso
a obras sem previsão de publicação no Brasil, tendo como único
objetivo o entretenimento e não visando a obtenção de lucros,
direta ou indiretamente.

No intuito de resguardar os direitos autorais, o Grupo de


Tradutoras e Revisoras Independentes poderá, sem aviso prévio,
efetuar o cancelamento ao acesso a Tradução.

A presente tradução é para uso particular, sendo proibida a


venda. Respondem os sites, blogs, fóruns, grupos, pela
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qualquer responsabilidade, perante a legislação Brasileira.

Agradecemos a todos que contribuíram com esta tradução nos


incentivando a continuarmos independente dos obstáculos.
Nossos mais sinceros agradecimentos para a equipe de tradutoras
as quais se dedicaram a esta tradução, abdicando de seu tempo
livre para nos ajudar.

O T.R.I, recomenda a aquisição do livros originais, seja em obras


físicas ou e-books, com o intuito de resguardar os direitos
autorais, conforme a estabelece a legislação brasileira.
The Seduction
Volume 02
Roxy Sloane

The Seduction Vol. 01 – Lançado


The Seduction Vol. 02 – Lançamento
The Seduction Vol. 03 – Revisão Final
The Seduction Vol. 04 - Tradução
The Seduction Vol. 4.5 - Tradução
Índice
Sinopse
Capitulo Um
Capitulo Dois
Capitulo Três
Capitulo Quadro
Capitulo Cinco
Capitulo Seis
Capitulo Sete
Capitulo Oito
Capitulo Nove
Capitulo Dez
Capitulo Onze
Capitulo Doze
Capitulo Treze
Capitulo Quatorze
Capitulo Quinze
Capitulo Dezesseis
Capitulo Dezessete
Capitulo Dezoito
Capitulo Dezenove
Sinopse
Mostre-me uma mulher que não gosta de ser dominada, e eu lhe
mostrarei um fodido mentiroso.

Tudo bem, você pode admitir. Eu não vou contar. Você quer isso
bruto, profundo e sujo. Você quer ouvir o aço na minha voz
quando eu lhe disser exatamente como me agradar. E você quer
saber, eu não vou hesitar em puni-la se você não seguir as
minhas ordens ao pé da letra.

Sim, isso é certo. Eu vou puni-la, e eu também não serei gentil.


Eu vou lhe dobrar e bater em seu doce traseiro até que esteja com
a marca da minha mão. Até ele doer tanto, que você esquecerá
onde começa a linha entre o prazer e a dor.

Quem eu sou? Eu sou o Sedutor. E agora estou totalmente fora de


minha mente.

Eu pensei que ela era apenas um trabalho para mim, outra garota
para foder. Mas agora ela está sob a minha pele, e eu não posso
simplesmente ir embora. Meus segredos estão fora de controle,
mas eu não posso desistir agora. Ela não percebe o perigo que
está enfrentando – ou que a sua maior ameaça sou eu.

Eu quero protegê-la, mas eu poderia acabar destruindo nós dois.


Capitulo 01

Mostre-me uma mulher que não gosta de ser


dominada, e eu lhe mostrarei um fodido mentiroso.

Tudo bem, você pode admitir. Eu não vou contar.


Você quer isso bruto, profundo e sujo. Você quer meu pau
batendo tão profundamente em sua boceta que você verá
Deus.

A maioria dos caras não sabem merda nenhuma.


Eles acham que você quer um maldito cartão Hallmark 1 :
flores, doces e falar sobre seus sentimentos. Mas quando você
fecha os olhos à noite, eu sou aquele que você fantasia
puxando seu cabelo para trás e batendo minhas bolas
profundamente por trás. Empurrando você para baixo em
seus joelhos e fodendo sua vazia boca molhada com meu pau.
Espancando-lhe até que você esteja dolorida, pingando e
implorando por mais.

Sim, eu sei como você quer isso. Eu sei de todas as


coisas secretas, vergonhosas que você não pode dizer em voz
alta – quando está deitada lá em silêncio enquanto ele te

1 A Hallmark oferece uma linha de cartões para data comemorativas como aniversários,
formatura, nascimento e casamento. Oferece também diversas opções de presentes, enfeites e
embalagens.
penetra devagar, com medo de te tocar, como se você fosse se
partir em duas, se ele fosse mais duro.

Mas você quer quebrar. Você quer sentir meu pau


enterrado mais fundo do que você jamais sentiu antes. Você
quer estar chorando, ofegante, desesperada por outra prova.

Porque o que você realmente quer é rendição.

Dar-se completamente a cada exigência minha.


Submeter-se a mim de corpo e alma. Você quer ouvir o aço na
minha voz quando eu lhe disser exatamente como me
agradar. E você quer saber, eu não vou hesitar em puni-la se
você não seguir as minhas ordens ao pé da letra.

Sim, isso é certo. Eu vou puni-la, e eu também não


serei gentil. Eu vou dobrar-lhe e bater em seu doce traseiro
até que esteja com a marca da minha mão. Até ele doer tanto,
que você esquecerá onde começa a linha entre o prazer e a
dor.

E confie em mim, eu não estou brincando.

Eu vou fazer você implorar por isso. Eu vou fazer


você gritar. E quando você estiver caída no chão do quarto,
apertada e dolorida e escorrendo com minha porra, eu lhe
darei o que você quiser.

Eu vou fazer você gozar insanamente.

Porque eu sou o Sedutor. E agora estou totalmente


fora da minha mente.

Eu pensei que Keely seria apenas um trabalho para


mim, outra garota para foder. Mas agora ela está sob a minha
pele, e eu não posso simplesmente ir embora. Meus segredos
estão fora de controle, mas eu não posso desistir agora. Ela
não percebe o perigo que está enfrentando – ou que a sua
maior ameaça sou eu.

Eu quero protegê-la, mas eu poderia acabar


destruindo nós dois.
Capitulo 02
Keely

Quinhentos milhões de dólares.

Mesmo agora, eu não consigo me fazer compreender


sobre isso. É como dizer, 'um milhão de milhas' ou 'a mil por
cento.' São apenas números zeros na página. Eles não
significam nada.

Exceto que isso é real – se o que eles estão me


dizendo for verdade.

Quinhentos milhões de dólares. E é tudo meu.

"A primeira coisa que faremos quando você receber o


dinheiro é levá-la às compras." Minha melhor amiga, Justine,
chega com atitude e seus saltos foda-me fazendo barulho. "A
segunda é comprar um pouco mais. Rodeo Drive 2 está
chamando o seu nome."

"Não diga isso." Eu torço meu bracelete em volta do


meu pulso. Parece que eu estou em pé à beira de um
penhasco, prestes a saltar. Minha vida poderia mudar para

2Rodeo Drive: é o nome de um famoso e longo quarteirão de Beverly Hills, no Condado de Los
Angeles nos Estados Unidos. É também conhecido mundialmente por abrigar grandes lojas de
grife.
sempre. "Você vai azarar. Nós nem sequer sabemos se June
estava dizendo a verdade."

"Você disse que ela estava fora de si," Justine me


lembra. "Ela não teria vindo te ver se não fosse real. Isto é
loucura."

Meu coração está acelerado, muito embora isto


devesse ser algo fácil. Uma simples leitura do testamento, eu
estive aqui uma dezenas de vezes antes.

Exceto que naqueles momentos, eu estava


trabalhando no caso. Uma assistente jurídica3. Uma abelha
operária anônima. Agora... Bem, agora eu sou aquela a
descobrir o meu destino, e isso me assusta até a morte.

Eu mal tive tempo de compreender tudo isso. Três


dias atrás, uma mulher apareceu na minha porta e me disse
que o maior cliente da minha empresa, o bilionário Charles
Ashcroft, estava morto – e ele havia deixado sua fortuna para
mim.

Quinhentos milhões de dólares.

Eu mal tenho um par de cem dólares na minha conta


bancária no momento. E de um dia para outro deixo de ser
uma assistente jurídica sem dinheiro para uma rica herdeira?
Eu não posso acreditar que isso seja real.

3 Paralegal: Um paralegal é uma pessoa que faz o trabalho administrativo para um advogado, e
está sob a supervisão direta do advogado. Paralegais (Assistentes jurídicos) devem ter a
capacidade de documentar e apresentar as suas conclusões e pareceres de seus advogados de
supervisão. Eles também precisam compreender a terminologia jurídica, ter uma boa
investigação e as competências de investigação e ser capaz de fazer pesquisas jurídicas,
utilizando o computador e a internet.
"Não faz qualquer sentido," eu digo a Justine pela
centésima vez. "Eu mal conhecia o cara. Eu o ajudei com
alguns documentos legais, isso é tudo."

"Sim, mas você disse que ele era muito amigável,"


Justine me lembra. "Perguntando todos os tipos de assuntos
pessoais, tentando dar-lhe essa relíquia de pulseira."

"Eu pensei que ele estava apenas sendo excêntrico!"


Eu protesto. "Eu nunca pensei por um segundo que ele faria
algo assim."

Eu nunca vi isso acontecer, nem mesmo perto. Por


que Ashcroft deixaria tudo para mim? Mas então, eu estive
distraída o último par de semanas.

Este poderia ser o dia mais importante da minha


vida, mudando tudo que eu já conheci. Mas eu ainda não
consigo tirá-lo da minha mente.

Vaughn.

Sexy e perigoso, com uma boca suja e um corpo que


poderia fazer uma mulher adulta chorar de alegria. E eu o fiz.
Ele é o homem mais inebriante que eu já conheci, e desde o
dia em que apareceu no escritório do meu chefe, me olhou
nos olhos e me disse que queria me foder sem sentido, eu
tenho corrido do meu desejo, tentando o meu melhor para
ficar fora de seu alcance. Mas eu não podia correr para
sempre – não com a maneira como ele me faz sentir.

Imprudente. Viva. Sexy.


Mesmo agora, eu coro só de lembrar. A maneira como
ele me ordenou a dar prazer a ele. Como eu me ajoelhei, em
minhas mãos e joelhos, nua. A emoção que eu senti,
submetendo-me a cada palavra sua. E as perversas coisas
sensuais proibidas que ele fez com o meu corpo. Coisas que
eu não posso sequer sussurrar para mim mesma na
privacidade da minha mente.

Eu sinto uma pontada no meu peito, a confusão e a


dor que não dão sinais de desvanecer. Eu estava pronta para
dar-lhe tudo, implorar por seu toque – e então tudo se desfez.

Ele está me ligando, desde então, deixando


mensagens de voz, exigindo respostas, mas eu não o posso
encarar.

Estou com medo de que apenas um olhar naqueles


olhos azuis penetrantes irá desfazer a minha determinação.
Vou me lembrar do quão incrível era a sensação de estar em
seus braços, sentir sua língua no meu corpo, e então vou
ceder ao desejo novamente e ignorar todos os sinais de alerta
me dizendo para correr.

Ele é perigoso, eu digo a mim mesmo. Você está


melhor sem ele. E você tem coisas maiores para se preocupar
agora.

As portas se abrem, e um homem alto, de cabelos


escuros em seus vinte e tantos anos caminha para dentro.

"Oh merda," eu sussurro para Justine.

"Problemas?"
"O filho de Ashcroft, Brent," eu explico. "Eu o conheci
no hospital depois que Ashcroft foi internado. Ele me
assusta."

"Sim, bem, ele não parece muito entusiasmado com


você também."

Ela está certa. Brent me dá um olhar que descascaria


a pintura, hostil e furioso. Atrás dele, uma menina morena
magra em enormes saltos agulha entra, seguida de um cara
ruivo em jeans.

Aqueles devem ser os seus outros filhos, Isabelle e


Ford. Ashcroft disse que eles tinham desperdiçado metade de
sua fortuna entre eles, e mal lhe davam uma hora do seu dia
mais. Ele jurou que ia deserdá-los, e acho que ele cumpriu a
tal ameaça.

Brent caminha mais. "Eu não sei o que você fez com
o meu pai, sua putinha," ele acusa. "Mas você não vai ganhar
um centavo, você entende?"

Justine se levanta em seus pés e lhe dá um olhar


frio. "Evite falar com a minha cliente. Isso tudo vai ser
resolvido quando o testamento for lido."

"Esse testamento é uma piada," ele amaldiçoa. "Ela é


a pessoa que escreveu essa porcaria!"

"Eu não escrevi," eu protesto. Justine me dá um


olhar para ficar de boca calada, mas não posso evitar. "Eu
arquivei a papelada, e ajudei com a sua digitação. Isso é
tudo."
"Vamos ver sobre isso." Brent estreita os olhos para
mim em um olhar frio. "Todo mundo sabe da sua reputação.
Não há nenhuma maneira que um juiz vai aceitar isso no
tribunal."

Os três passam por mim, direto para o escritório,


sem bater.

"O que ele quer dizer, com a minha reputação?"


Dirijo-me a Justine em confusão.

"O inferno se eu sei." Ela encolhe os ombros.

A porta se abre, e uma assistente se inclina para


fora. "Estamos prontos para você agora," diz ela.

Justine pega sua bolsa. "Pronta para descobrir se


você é uma multimilionária?"

Eu respiro. "Pronta, como eu nunca vou estar."

***

Dentro da sala de conferência, os filhos de Ashcroft


estão sentados carrancudos comigo. Há algumas pessoas de
terno que eu não reconheço, e alguns que eu conheço, mas
todo mundo se vira para olhar para mim enquanto eu faço o
meu caminho para um assento livre.

Eu ouço seus sussurros enquanto eu passo.

"Ela é a única..."

"Caçadora de ouro. Ele deixou tudo... "


Sinto-me como uma intrusa enquanto eu tomo um
assento na parte traseira. Eu não deveria estar aqui, isso está
claro.

"Ignore-os," Justine sussurra alto o suficiente para


toda a sala ouvir. "Eles estão com inveja."

Dou-lhe um sorriso agradecido. Eu não sei onde eu


estaria sem ela – provavelmente ainda chorando no meu
apartamento sobre o que aconteceu com Vaughn. Ela foi a
pessoa que me ligou naquela noite no minuto em que ouviu
falar sobre Ashcroft. Ela me arrastou para fora, e tentou me
distrair. O que não é fácil, quando eu me sinto tão confusa
por dentro.

Um advogado de aspecto severo de pé na frente da


sala limpa a garganta. "Estamos prontos para começar?"

Brent se levanta. "Eu não sei por que vocês estão


indo em frente com esta farsa. Isso vai ser jogado fora no
minuto em que eu entrar em contato com um juiz."

"Seja como for, eu sou obrigado a lê-lo." O advogado é


impassível. "Por favor, sente-se."

Brent faz uma carranca, mas ele despenca para trás


em sua cadeira.

O advogado limpa a garganta, e levanta a primeira


página. Meu coração dispara. Sento-me para frente, de
repente, em pânico. Minha mão aperta forte a mão de
Justine.

É isso.
"Eu, Charles Ashcroft, estando são de mente e
julgamento, venho por este meio manifestar a minha última
vontade e testamento," o advogado começa a ler. "Isso anula
todos os documentos anteriores, e é um documento legal e
obrigatório."

Brent bufa.

"Para os meus filhos adotivos, Brent, Isabelle, e Ford,


eu, por este meio, deixo um milhão de dólares a cada, e ações
ordinárias nas Indústrias Ashcroft conforme estabelecido em
suas relações de confiança."

Eu inspiro surpresa. Filhos adotivos? Eu não sabia


que eles não eram seus filhos biológicos. Ashcroft nunca
mencionou isso, e apesar de seus comentários sobre deserdar
todos eles, ele foi mais do que generoso. Um milhão de
dólares para cada um!

Mas quando eu roubo um olhar para eles, Brent


ainda está carrancudo, como se isso não fosse nada. E talvez
para alguém como ele, não seja.

"Deixo também verbas para várias instituições de


caridade, listadas aqui –"

"Quem dá a mínima para qual abrigo de animais ele


está apoiando?" Brent interrompe. "Diga-nos o material real."

"Realmente encantador," Justine bufa, mas eu não


posso sequer abrir um sorriso. Isso é muito importante para
piadas.
"Muito bem." O advogado pega o papel novamente. "O
restante da minha propriedade, incluindo todos os bens,
poupança, ações e direitos de voto majoritário no conselho da
Indústria Ashcroft, eu deixo para Keely Elizabeth Fawes, de
San Vicente Boulevard, 3020."

Sento-me de volta em estado de choque, ouvindo o


zumbido de fofocas inundando a sala.

É verdade.

Ele me deixou tudo. Toda a sua fortuna, é minha.

Mas por quê?


Capitulo 03
Vaughn

Estou enterrado até o talo em uma boca molhada


suculenta, e eu não sinto porra nenhuma.

"Sim!" A menina suspira, me chupando mais


profundo. Ela está gemendo, esfregando seu clitóris com uma
mão, enquanto ela me masturba com a outra, deixando
escapar um gemido desesperado com cada sacudida dessa
linda cabeça loira. "Eu não posso esperar para você me foder,
Vaughn!"

Eu rosno, puxando seu cabelo para trás e batendo


tão profundo que atinjo o fundo da sua garganta. Tentando
me distrair. Mas eu não posso. Não são os gemidos dela que
ouço ecoando na minha cabeça, e quando eu fecho meus
olhos, não é o seu rosto que vejo.

Keely.

De joelhos, arfando de prazer. Seu traseiro cor de


pêssego manchado de vermelho de meus tapas, sua bela
pequena voz gritando para a vida.

“Foda-me! Espanque-me!”
Maldição, aquela menina foi um milagre. A foda do
século – e eu nunca sequer cheguei a reivindicar sua boceta.
Ela fugiu antes que eu pudesse fodê-la de verdade, deixando-
me de pé como um idiota com meu pau duro e latejante seus
sucos ainda molhados na minha língua.

Esta menina trabalha meu pau como uma maldita


profissional, seus doces seios saltando, sua língua movendo-
se rapidamente e duro, mas porra, isso não está funcionando.

"Você sente isso, Baby? Você sente?"

Nem perto disso.

Eu já tive o suficiente desta besteira. Eu não gozo em


três malditos dias, não desde que Keely desapareceu. Eu
pensei que esta pequena loirinha faria o truque – todos os
olhares de foda-me e uma pequena boca bonita apenas
esperando para ser preenchida com o meu pau, hoje à noite,
isso não está funcionando.

Eu só quero foder uma boceta doce, e ela com certeza


não está aqui agora.

Merda. Eu jurei que não iria passar por isso de novo.


Eu puxo para fora da boca da loira e coloco minha calça
jeans de volta.

"Mas você não gozou ainda," ela lamenta. Ela desliza


para frente sobre sua barriga, pegando meu pau. "Eu posso
fazer você se sentir muito bem."
"Desculpe baby," eu suspiro, empurrando-a
firmemente à distância. "Hoje não." Eu pego minha jaqueta
da porta.

Eu saio de seu apartamento e desço as escadas, meu


sangue ainda fervendo de raiva e frustração.

Ela foi embora. Keely. Ela fodidamente correu. E


ninguém nunca se afasta de mim – especialmente não
quando eu mostro a elas qual é a sensação de ser fodida por
um homem real. Ela gozou para mim, uma e outra vez –
pulsando ao redor dos meus dedos, pingando na minha
língua. Eu dei a essa menina um prazer que deveria fazê-la
minha escrava por toda a vida, então o que diabos aconteceu
para fazê-la mudar de ideia?

Estou indo para o meu carro quando meu telefone


vibra com uma mensagem texto.

Quando que você vai cumprir o contrato?

Eu não sou um homem paciente.

Faça isso.

Eu paro.

Toda a razão pela qual eu comecei a perseguir Keely,


em primeiro lugar é o meu misterioso cliente. O filho da puta
assustador que me contratou para seduzi-la. Keely é muito
mais do que um emprego para mim agora, mas isso não
significa que o cliente não esteja no meu caso dia e noite para
fechar o negócio.

Desta vez, nós dois estamos em perfeito acordo. Eu


preciso estar enterrado até a porra do talo em sua pequena
boceta apertada antes que eu perca minha mente.

Foda-se. Eu ligo o motor com um rosnado. Eu vou


encontrá-la. Eu preciso, e desta vez, eu não vou deixá-la
fugir.
Capitulo 04
Keely

Eu vou para casa atordoada.

Justine continua tagarelando no banco do motorista


sobre compras e roupas de grife e férias de luxo em uma
praia tropical em algum lugar, mas eu não consigo ouvir uma
palavra. Tudo o que posso focar é a sensação desconfortável
no meu peito, como se algo estivesse seriamente errado.

Quando ela estaciona na porta do meu apartamento,


eu não saio. Fico ali, olhando para a cópia impressa do
testamento que está pesado em minhas mãos.

"Eu não posso ficar com isso," eu digo em voz baixa.


"O dinheiro. Seus filhos estão certos. Isso não pertence a
mim."

"Olá?" Justine me encara como se eu estivesse louca.


"Nós simplesmente passamos por uma hora de merda
jurídica entediante que prova que é seu."

Eu balanço minha cabeça. "Algo não faz sentido. Isso


não é certo. Além disso, o que eu vou fazer com tudo isso? Eu
não sei controlar uma empresa, ou uma fundação de milhões
de dólares!"
"É por isso que você contrata pessoas para fazer isso
por você!" Justine vê o pânico no meu rosto e para. "Olha, é
um choque, eu entendo. Mas isso é uma coisa boa. Você não
percebe? Esse tipo de dinheiro, você pode ter o que quiser.
Qualquer coisa!"

Mas quando eu digo adeus e saio do carro, uma


pequena voz sussurra.

Não qualquer coisa. Não Vaughn.

Eu caminho até as escadas para o meu apartamento,


ainda pensando em seus penetrantes olhos azuis e sua
deliciosa boca suja. Eu não posso tirá-lo da minha cabeça,
não importa o quanto eu tente.

Eu nunca me senti assim com ninguém. Nunca tive


alguém que atravessasse minhas defesas. Desde que meus
pais morreram em um acidente de carro quando eu tinha
dezoito anos, eu me sentia isolada do mundo. Claro, eu
namorei e sai com os amigos, e agia como se tudo estivesse
bem, mas uma parte de mim sempre se sentiu fechada.
Adormecida. Incapaz de fazer uma conexão com alguém e ser
real, ali mesmo no momento com eles.

Até ele.

"Eu estive procurando por você, baby."

A voz de Vaughan filtra através dos meus


pensamentos, e por um momento, eu acho que eu estou o
imaginando. Mas não, aqui está ele, inclinando-se contra a
porta, com os braços cruzados, parecendo bom o suficiente
para comer em uma camisa branca e jeans escuros; barba
por fazer.

E você conhece o sabor dele.

Delicioso.

"Eu não gosto quando você ignora minhas ligações."


A boca de Vaughn torce em um sorriso malicioso. "Eu vou ter
que bater em você por isso."

Sinto um raio de luxúria quebrar através de mim,


mas eu luto para manter o controle.

"Eu pensei que você iria entender o recado." Eu digo


a ele, rangendo os dentes. "Eu não quero te ver nunca mais."

Eu tento e empurro para passar por ele e abrir a


porta, mas Vaughn tem 1,87m de músculos firmes, e ele não
se move um centímetro.

"O que diabos aconteceu, Keely?" O riso cai de seu


tom. "Em um minuto, você estava me implorando para foder
você, e no próximo, eu não podia vê-la mais."

Minhas bochechas queimam. Eu desvio o olhar. "Eu


percebi que eu não deveria estar lá." Eu minto, "Eu mudei de
ideia."

Mas Vaughn não vai aceitar isso. Sua mão voa


segurando meu braço. "Olhe para mim," ele ordena.

A nota dominante de sua voz faz meus joelhos


fraquejarem.

Eu olho.
Caramba, ele é lindo. Sombreado aqui no escuro da
minha varanda, seu rosto é todo de linhas esculpidas e o
olhar intenso. E essa boca... Meu estômago revira em nós,
lembrando-se do prazer que ele me deu com aqueles lábios,
aquela língua quente...

"Diga-me a verdade," ele exige. "Por que você correu?"

Eu engulo a humilhação batendo de volta. "Por que


você se importa?" Eu me solto, mexendo com as minhas
chaves para abrir minha porta. "Não tente fingir que isso
significou qualquer coisa para você."

"Droga, Keely," Vaughn amaldiçoa. "Pare de jogar.


Apenas me diga o que diabos eu fiz de errado."

Eu passo a soleira da porta e giro. "Eu ouvi você no


telefone." Minha voz se eleva, torcendo de dor. "Conversando
com seu amigo. Eu sei de tudo, então nem tente fingir que
você se importa."

Choque reluz no rosto de Vaughn, então sua


expressão suaviza. Cauteloso.

"O que você ouviu?" Pergunta ele.

"Você se gabando em me levar para cama o." Eu sinto


uma pontada no meu peito só de pensar nisso. "Você disse
que eu era um acordo fechado, que eu estava implorando por
você. Você me fez soar como algum tipo de prostituta barata."

Vaughn exala. Ele quase parece aliviado. "É isso?"


Eu fico embasbacada com ele. "Isso é muito. Agora
me deixe em paz." Eu tento bater a porta na cara dele, mas
Vaughn a empurra de volta, dando um passo para dentro.

"Ouça-me, você entendeu tudo errado."

"Não –" Eu tento argumentar, mas Vaughn fala sobre


mim.

"O que você ouviu, é besteira. Eu estava brincando


com um amigo. Eu só queria desligar o telefone e voltar para
você," Vaughn explica, dando mais um passo em minha
direção. "Sinto muito."

Eu hesito. De perto, sua presença é esmagadora.


"Você não pode falar sobre alguém assim," eu protesto,
recuando.

"Eu sei," diz ele calmamente, aproximando-se. "Eu


nunca pensei que você iria ouvir. Ele estava me dando aflição
por semanas, sobre o quanto eu estou correndo atrás de
você. Acho que eu estava tentando deixá-lo com inveja. Você
nunca se gabou de algo para seus amigos?"

"Não." Minha voz treme. Eu dou mais um passo para


trás, mas então eu sinto a parede atrás de mim. Não há
nenhum lugar para ir.

"Você não contou a ninguém sobre mim?" Vaughn


arqueia as sobrancelhas. Ele para a poucos centímetros de
distância de mim, tão perto que eu posso sentir o calor de
seu corpo.

Oh Deus, ele cheira tão bem.


Eu balanço minha cabeça, não confiando em mim
mesma para falar.

"Isso mesmo." A voz de Vaughn se transforma em


divertida. "Eu sou o seu pequeno segredo sujo."

Ele se inclina, pressionando as mãos contra a parede


em cada lado do meu rosto; seu corpo não toca o meu, mas
ainda assim, me prende no lugar.

"Você não quer que ninguém saiba, não é?" Ele


sussurra, rude. "Como você fica molhada, apenas pensando
em mim. Como você se senta em sua mesa todos os dias,
fantasiando sobre minha língua deslizando para cima de sua
boceta."

Ele acaricia o polegar em meus lábios. Eu deixo


escapar uma lamúria.

Eu deveria afastá-lo. Ele ainda poderia estar


mentindo. Minha mente está me dizendo para não confiar
nele, para mandá-lo embora. Para lhe dizer que não. Mas esta
é a minha perdição: suas terríveis palavras perversas.

"Ou talvez você não queira gozar na minha boca," ele


brinca, arrastando mais baixo. "Não quando há tantas
maneiras que eu posso foder esse corpo lindo. Maneiras que
você não pode sequer sonhar ainda."

Minha cabeça gira quando ele toma os meus seios em


ambas as mãos, apertando com uma firme e deliciosa posse.
Seus polegares beliscam duro em torno de meus mamilos, e
eu choramingo de prazer.
"Aqui seria divertido," Vaughn faz uma pausa, seus
olhos brilhando e escuros. Ele empurra meus seios elevando-
os juntos, fazendo um vale entre a carne. "Vou enfiar meu
pau ali mesmo," diz ele, apertando com cada palavra. "Então
você pode lamber a cabeça enquanto eu fodo seus peitos.
Sim, você ficaria extremamente boa com a minha porra
escorrendo em seus doces mamilos. Você gostaria disso, não
é?”

Eu suspiro em busca de ar, sensações inundando


através de mim. Uma pressão profunda está se construindo
entre as minhas coxas, doendo por ele, do jeito que eu sinto
doer tarde da noite, sem nada para me confortar além das
memórias, e os meus próprios dedos.

Mas agora, com Vaughn tão perto, murmurando


coisas sujas no meu ouvido, a dor é insuportável. Faminta
por ele.

"Não, eu acho que você me quer aqui." Vaughn se


afasta, e de repente chega entre as minhas coxas,
pressionando com força contra mim com uma precisão mortal
que envia um gemido choramingado de meus lábios. "Bem.
Aqui."

Seus dedos tocam um ritmo tortuoso, duro no meu


clitóris inchado. Mesmo através do tecido da minha saia e
calcinha, é o suficiente para enviar prazer ricocheteando por
todo meu corpo.

Minhas pernas cedem. Eu afundo de volta contra a


parede.
"Você quer meu pau conduzindo profundamente
dentro de você," Vaughn rosna, circulando rapidamente, me
levando mais alto. "Você quer cada maldito centímetro dele,
todo o caminho até o talo. Eu vou te curvar, e foder você bem
aqui contra a parede até que você esteja gritando fora de sua
maldita mente. Os vizinhos irão chamar a polícia, de tão alto
que você irá gritar," ele continua, segurando meu olhar, me
esfregando mais rápido. "Mas você não vai se importar, você
vai? Porque isso é tão bom. Eles vão encontrá-la de joelhos,
com meu pau enterrado em sua garganta, mas você não vai
parar de me chupar, você não vai quebrar a posição, até que
eu diga, por que Eu. Não. Acabei. Com. Você. Ainda."

Seus dedos pulsam mais forte com cada palavra até


que de repente ele se afasta e eu grito de frustração. Estou
perto da borda, meu corpo tremendo, necessitando seu toque.

"Vaughn," eu arfo, segurando na parede como apoio.

"O quê?" Ele exige, seu rosto escuro.

"Por favor," eu imploro, não me importando que um


momento atrás, eu jurei nunca perdoá-lo. Tudo o que posso
pensar é a dor em meu corpo, a necessidade de fome me
possuindo.

"Por favor, o quê?" Ele murmura baixinho.

"Toque-me. Qualquer coisa!"

Vaughn puxa minha saia para cima e empurra


minha calcinha de lado, enterrando seu dedo dentro de mim.
Eu grito de prazer, esfregando em sua mão. Seus
dedos se enterram mais profundo, seu polegar esfrega com
força contra o meu clitóris.

Oh Deus.

Eu empurro meus quadris, desesperada para


encontrar um ritmo, e eu sou recompensada com outro dedo
deslizando para dentro de mim, pulsando contra minhas
paredes, me deixando de cabeça para baixo na borda.

"Lembre-se do que eu te disse," Vaughn rosna,


usando a outra mão para segurar meu queixo apertado,
forçando-me a olhar para ele. "Esta boceta pertence a mim
agora, e não se esqueça disso."

Seus lábios desabam em um beijo selvagem como –


porra – ele empurra um terceiro dedo dentro de mim,
estendendo-me apertado com um prazer selvagem enquanto a
palma da mão mói meu clitóris e seus dedos surgem mais
elevado e eu explodo em seus braços com um grito.

"Você é minha."
Capitulo 05
Vaughn

Ela tropeça de costas contra a parede, parecendo que


acabou de ver Deus.

Ainda não, baby, mas em breve.

Retiro meus dedos e sugo com minha boca. "Doce


como o açúcar," eu falo lentamente, lambendo seus sucos.

Foda-se, eu preciso estar enterrado até as bolas


naquela boceta agora.

Keely fica de pé. "Você precisa ir."

Mas. Que. Porra?

Ela engole em seco, desviando o olhar de mim. "Eu


não posso... Eu não posso fazer isso agora. Isso tudo é
demais. Este dia... Esta semana..."

Estou a segundos de distância de curvá-la sobre o


sofá e mostrar-lhe qual a sensação de um pau de verdade,
mas algo me faz parar.

Eu vejo as sombras sob seus olhos pela primeira vez.


Ela está pálida, trêmula. E não é só porque eu lhe dei uma
boa fodida com o dedo.
Alguma coisa está errada.

"O que está acontecendo?" Eu pergunto, lutando


para controlar a furiosa ereção na minha calça.

Ela coloca seus braços ao redor de si mesma. "É só...


Coisas com o trabalho, isso é tudo."

"Isso é sobre Ashcroft?" Eu exijo, alerta.

Seus olhos se arregalam. "Como você sabia?"

É ele, o bastardo. "O que ele fez com você?" Eu exijo.

"Não é assim." Ela para. "Ele está morto."

O mundo cai sobre mim.

"O quê?" Eu me esforço para manter a calma, de


modo que ela não perceba as emoções que atacam meu peito
– emoções que eu passei os últimos malditos vinte anos
lutando para manter a sete chaves. "Quando?"

"Três dias atrás." Keely engole. "É... complicado.


Estou sob um monte de estresse no momento. Sinto muito,"
ela acrescenta em voz baixa. "Eu não posso fazer isso agora."

Ela levanta os olhos para mim, lamentosa.

Eu dou um passo para trás. Pela primeira vez,


reivindicar seu corpo é a última coisa em minha mente.

"Eu entendo," eu digo secamente. "Eu vou."

Keely franze a testa, como se ela lamentasse que eu


fosse embora. Ela parece tão perdida e confusa ali, sinto uma
onda de algo desconhecido.
Preocupação.

"Você deveria dormir um pouco," eu digo a ela, mais


suave. "Quando foi a última vez que você comeu?"

"Eu não sei," ela responde lentamente. "Ontem,


talvez..."

Pego meu celular e disco para Thai, o lugar que


costumo pedir comida. "Sim, eu preciso do seu prato
combinado. Arroz e wontons4."

"Vaughn –" ela protesta.

Eu a ignoro, dando as instruções do seu endereço e


dizendo-lhes para colocar na minha conta. Eu desligo.

"Coma. Durma." Eu a ordeno. "Eu vou chamá-la de


manhã."

Eu vou para a porta.

"Obrigada." Sua voz vem, suave atrás de mim, mas


eu não me viro. Eu dou o fora de lá antes que ela possa ver o
que sua bomba Ashcroft fez para mim.

Antes que ela possa ver a verdade.

***

Ashcroft está morto.

4Wontons: Um bolinho de massa de macarrão preenchido normalmente com carne de porco


picada temperada ou outra carne moída, geralmente cozidos em sopa ou frito e comido como
acompanhamento.
As palavras ecoam na minha mente enquanto eu
acelero através do Hollywood Hills para minha casa. Eu
estaciono e entro em casa, indo direto para o bar para me
servir de uma bebida.

Eu engulo o uísque direto da garrafa, ignorando a


queimação em minha garganta. As luzes da cidade estão
espalhadas lá embaixo no vale, uma visão de milhões de
dólares, mas eu não vejo uma coisa além de escuridão e
fodido arrependimento amargo.

Todos esses anos, eu jurei que eu teria a minha


vingança. Que eu faria o bastardo pagar pelo que ele fez com
a minha família. Um dia, eu prometi a mim mesmo.

Um dia.

Mas eu cheguei tarde. Esse dia já passou, e Ashcroft


está morto. Ele nunca sofreu da maneira que eu queria. Ele
nunca teve tudo o que amava tirado dele.

Eu esperei muito tempo. Eu falhei.

E agora não há como voltar atrás.


Capitulo 06
Keely

Após Vaughn ir embora, eu sinto uma pontada


estranha de arrependimento.

É uma loucura, eu sei: eu pedi a ele para sair, mas


uma parte de mim queria que ele tivesse ficado. Para
continuar fazendo essas coisas incríveis com o meu corpo,
bloqueando o caos que é a minha vida agora, para que eu
pudesse parar de pensar e me preocupar, e apenas deixá-lo
assumir o controle.

Eu desabo no chão, perdida em pensamentos. Muita


coisa aconteceu para eu processar, e agora, meu corpo está
me traindo: molhado e dolorido por ele, apesar de todas as
minhas dúvidas.

Eu ainda não confio nele.

Qualquer que seja o mistério que ele está


escondendo, eu sei que ele é perigoso. O efeito devastador que
ele tem em mim. O poder escuro que ele exerce sobre o meu
corpo, o jeito que ele faz eu me submeter. Eu nunca fui assim
com qualquer outro homem, mas apenas um olhar duro dos
olhos azuis de Vaughn faz meus joelhos fraquejarem e tira
toda a lógica da minha mente.

Suas palavras sujas. Sua voz de comando.

Eu quero me render.

Eu recupero o fôlego, ainda sentindo o aperto áspero


de suas mãos em mim. Duro e dominante; preciso e
controlado. Deus, aquele homem é um milagre. Ele sabe
exatamente que botões apertar, o jeito de me tocar, as
palavras sujas chocantes que me fazem tão absolutamente
quentes. Ele pode me levar até a borda do prazer intenso em
segundos – e me manter lá até que eu pense que vou
enlouquecer.

Mas o que ele está escondendo?

A campainha me interrompe. É a comida que Vaughn


pediu para mim, o suficiente para alimentar uma dúzia de
pessoas. Eu tranco a porta atrás do cara da entrega, e
espalho isso sobre a mesa de café. Parece delicioso, o aroma
de gengibre e alho me atinge direto. Eu como, de repente
voraz.

Eu ligo a antiga TV, procurando por algum canal com


distração, mas eu continuo voltando para a chamada de
telefone que escutei de Vaughn, aquela que me fez correr.

"Eu disse a você, ninguém me recusa. Ela está


implorando por isso, assim como eu disse que faria."

Mesmo agora dói lembrar, mas sua explicação faz


sentido. Se gabar para um amigo, caras fazem isso o tempo
todo, e apesar de eu não gostar disso, eu já posso sentir
minha determinação começar a escorregar.

Ele disse que estava arrependido. Todo mundo


comete erros. Nós todos dizemos coisas que nos
arrependemos mais tarde.

Você acredita nele? Uma voz argumenta. Ou você


apenas o quer de volta – seja qual for o preço?

De qualquer maneira, eu sei, não importa. Vaughn


deixou claro, ele não vai ficar longe por mais tempo. Ele pode
ter me dado um adiamento temporário esta noite, mas eu não
tenho dúvidas de que este jogo de gato e rato vai acabar em
um só lugar.

Seu quarto.

Eu tremo, pensando na última vez que estive lá, há


poucos dias. Quando ele me fez ficar de joelhos, e submeter-
me a ele: fazer o tipo de coisa imunda que eu nunca sonhei.
Eu deveria ter vergonha, mas em vez disso, meu coração está
acelerado, contando os minutos até que eu vá vê-lo
novamente.

Logo, ele prometeu que ele iria me mostrar o que um


homem de verdade faz.

Logo não pode vir rápido o suficiente.

***
Eu passo a noite sem dormir pensando em Vaughn,
agitando e virando na minha porcaria de cama de segunda-
mão da Craigslist5.

Eu acordei bocejando e com as costas doendo. A


primeira coisa que eu farei quando receber algum dinheiro é
comprar um colchão decente. E alguns travesseiros. E talvez
até mesmo alguns lençóis de linho sofisticados...

Eu congelo. Isso me atinge pela primeira vez.

Eu poderia ser rica.

Eu sei que eu tive dias para processar isso, mas por


alguma razão, não era real. Era tudo documentos legais e
advogados discutindo, mas agora, agora, eu entendo.

Quinhentos milhões de dólares.

Puta merda.

Isso é dinheiro de mudança de vida. Eu poderia fazer


qualquer coisa com isso. Pagar a faculdade de direito e um
exército de professores particulares para eu chegar lá. Doar
para a caridade, criar fundações para ajudar as crianças
menos privilegiadas – e ainda ter mais do que o suficiente
sobrando para uma casa, um carro, roupas novas...

Eu engulo em seco, sobrecarregada. Por uns poucos


minutos felizes, Vaughn me fez esquecer de Ashcroft e do
testamento, mas esse tempo passou. O mundo real ainda
está lá fora, comigo jogada no centro de uma batalha jurídica

5 A Craigslist é uma rede de comunidades online centralizadas que disponibiliza anúncios


gratuitos aos usuários. São anúncios de diversos tipos, desde ofertas de empregos até conteúdo
erótico. O site da Craigslist também possui fóruns sobre diversos assuntos.
amarga. E, a julgar pelas explosões de raiva de Brent
Ashcroft na reunião de ontem, ele vai lutar comigo até o
amargo final.

Eu dirijo para o trabalho, ainda pensando no


dinheiro. Eu não sou superficial, mas eu passei muitos anos
economizando, prestando atenção a cada dólar para não
saborear o pensamento de ser rica de repente, além dos meus
sonhos mais selvagens.

Sem mais orações silenciosas para que meu salário


seja compensado antes que o aluguel vença. Chega do
sufocante calor do verão, porque eu não posso pagar um ar
condicionado. Chega de comprar produtos no final do dia,
quando é mais barato, ou deixar de jantar com os amigos
para evitar o momento embaraçoso quando a conta vem.

Meus pais nunca quiseram que eu vivesse assim.


Eles eram o tipo de pessoas que planejavam com
antecedência: eles tinham uma apólice de seguro de vida
modesta, e quando morreram, parecia que eu iria me
estabelecer. Mas a mensalidade da faculdade não era barata,
e com as suas dívidas de cartão de crédito e uma hipoteca
para pagar, isso não durou muito. Eu aprendi a conviver com
o meu salário de assistente jurídica, me refreando um pouco,
mas eu tenho que admitir, eu olhava os parceiros na empresa
com inveja – suas roupas de grife, e jantares caros, e as férias
para cidades estrangeiras exóticas que eu nunca estive.
Londres. Paris. Roma. Eu sinto um arrepio de
excitação. Eu poderia ir a qualquer lugar, fazer qualquer
coisa.

Mas só se isso for realmente meu.

***

No momento em que entro no escritório, eu posso


dizer que algo está errado. As pessoas param para olhar
enquanto eu passo, sussurrando na hora que eu estou fora
do alcance da audição.

Sinto uma onda de pavor.

Justine está perto do seu escritório. Eu ando rápido,


puxando-a para o lado. "O que está errado? Porque todo
mundo está olhando para mim?"

Ela olha em volta, inclinando-se para soltar a voz.


"Eles sabem."

"Sobre Ashcroft?"

Ela acena com a cabeça. "Houve uma reunião com os


sócios, logo cedo. Eu não sei o que aconteceu, todo estão
calados. Mas eles não estão felizes."

"Oh merda."

Meu estômago dá uma revirada. Eu sabia que isso ia


vir a tona eventualmente. Afinal, Hudgens, Cartwright e
Abrams eram advogados de Ashcroft no caso: eles
prepararam o testamento original e mesmo que Ashcroft
tivesse adicionado o meu nome depois, sem ninguém saber,
notícias como esta viajariam rápido.

"O que eu devo fazer?" Eu pergunto, em pânico.

"Mantenha a calma. Tenho audiência esta manhã,


mas eu vou encontrá-la mais tarde, ver o que posso
descobrir. As secretárias sempre falam," Justine acrescenta,
com um sorriso reconfortante.

"Obrigada," eu digo. Ela pega sua bolsa e dirige-se


para fora, deixando-me sozinha com os sussurros e fofocas.

Eu me forço a não reagir, caminhando lentamente


para o meu cubículo de escritório com os outros assistentes
jurídicos. Mas eu nem sequer iniciei o meu computador
quando meu telefone toca. É o meu patrão, Carter.

"Venha aqui, agora!"

Ele desliga o telefone.

Oh merda.

Eu me levanto, e desço o corredor para o escritório


dele, sentindo como se estivesse andando para minha
execução. A cada passo, os meus nervos crescem, até que na
hora que eu chego a sua porta, eu juro que minhas mãos
estão tremendo.

"Senhorita Fawes." Carter está esperando por mim,


com um estranho sorriso presunçoso em seu rosto. Ele me
aponta à frente dele com uma educação fingida. "Depois de
você."
Eu entro na sala. Normalmente Carter não vem até
meio-dia, depois do seu jogo de tênis e encontro com o seu
"massagista" pessoal. Mas mal são nove horas e ele está bem
acordado e olhando de soslaio para mim como se eu fosse o
entretenimento do dia.

Isso é ruim. Muito ruim.

"Você sabe por que você está aqui?" Carter pergunta,


sentando de volta em sua cadeira e apoiando os pés sobre a
mesa.

Eu balanço minha cabeça, não confiando em mim


mesma para falar. É algo a ver com Ashcroft, eu tenho
certeza, mas eu não tenho nenhuma ideia do que seja.

"Um de nossos clientes trouxe uma acusação grave


contra você," Carter zomba. "Brent Ashcroft diz que você
exerceu influência indevida sobre seu pai. Seu pai fraco e
inválido."

"Isso não é verdade." Eu falo com firmeza. "Eu nem


sequer sabia que ele estava me colocando no testamento."

"Claro," Carter zomba, claramente não acreditando


em mim. "É por isso que ele cortou seus filhos dedicados e
deixou sua fortuna para você, uma jovem assistente atraente
que ele mal conhecia há alguns meses."

"Não é assim –" Eu tento interromper, mas Carter


não para.

"Eu não sei o que você fez para chegar a boas graças
com o velho." Seus olhos escorregam sobre o meu corpo,
fazendo minha pele arrepiar. "Eu só posso imaginar que você
tem alguns truques na manga. É uma pena que você não
trouxe um pouco da mesma diligência para trabalhar," ele
acrescenta com um olhar malicioso.

Eu tremo. Deus, ele é um porco.

"Não vai afetar o meu trabalho." Eu tento mudar de


assunto. "Eu ainda tenho trabalho a fazer em seus casos, e
eles me disseram que isso pode demorar meses, ou até anos
para resolver. Eu não vou a lugar nenhum.”

"Você está falando sério?" Carter olha para mim,


então começa a rir. "Você realmente acha que você ainda tem
um emprego? Querida, você está fora daqui. Acabou. Foder
um cliente para roubar seu dinheiro é um quebra de acordo
com os parceiros."

Eu não acredito nisso. "Mas eu não dormi com ele!


Eu não fiz nada de errado, eu juro."

"Diga isso para os caras da segurança que estão


limpando sua mesa, enquanto conversarmos." Carter está
claramente saboreando isto. "Você está demitida."

"Não," eu sussurro, cambaleando.

"Os filhos de Ashcroft vão conseguir desfazer o


testamento no tribunal, mas você, você nunca mais vai
trabalhar nesta cidade novamente. E nem sequer pense em
faculdade de direito," Carter sorri. "Eu posso fazer uma
chamada para qualquer reitor no país, e tê-la na lista negra
eternamente."
"Por favor..." Lágrimas picam os cantos dos meus
olhos, mas eu tento o meu melhor para não chorar. "Você não
pode fazer isso. Você não tem prova de nada, só a reclamação
de Brent!"

"Não apenas Brent," Carter responde. "Estamos


revendo todos os clientes com quem trabalhou. E se nós
encontrarmos uma dica sequer de comportamento
inadequado, você não só vai estar na lista negra, vamos
processá-la por quebra de contrato com Hudgens, Cartwright
e Abrams. Vamos tomar tudo o que você tem, e mais um
pouco."

Eu congelo.

Vaughn.

Ele veio para a empresa como um cliente – e acabou


prendendo-me às prateleiras da biblioteca, com o seu rosto
entre as minhas coxas. Se eles descobrirem o que aconteceu,
isso poderá me arruinar.

"Tem alguma coisa que queira dizer?" Carter exige.


Eu balanço a cabeça em silêncio.

"Bom. Agora dê o fora!”

Eu tropeço do escritório, a minha mente correndo.


Perder o meu trabalho aqui é de repente a coisa menos
terrível que aconteceu hoje. Eu posso ver a segurança vindo
até mim para me escoltar do edifício, então eu pego meu
telefone e disco.

"Vaughn? Eu preciso te ver. Agora."


Capitulo 07
Vaughn

Eu a encontro em um parque no centro. Ela está


andando quando eu chego, nervosa como o inferno com os
cabelos presos para trás e outra de suas roupas formais de
trabalho, escondendo seu corpo delicioso.

Ainda assim, a primeira coisa que penso é naqueles


lábios suculentos em volta do meu pau.

"Lugares públicos, não é?" Eu a provoco, olhando


para a cena. Babás empurrando carrinhos, alguns jovens
universitários conversando nos degraus. Eu sorrio. "Eu não
sabia que você era tão pervertida, mas com certeza, podemos
tentar aqui."

Eu a puxo em meus braços, mas Keely me empurra.

"Você falou com Carter?" Ela exige.

"Quem?"

"Meu chefe na empresa." Ela olha em volta


ansiosamente. "Você contou a ele sobre... sobre nós?"

Eu balanço minha cabeça, confuso pra caralho. "O


que diabos esse idiota têm a ver com alguma coisa?"
Keely exala claramente aliviada. "Eles me demitiram.
Disseram que eu estava tendo um relacionamento impróprio
com um cliente. Que eles estavam investigando para ver com
quem mais eu tinha saído."

"Você fodeu outro cara do trabalho?" Eu aperto-lhe o


braço, de repente louco como o inferno.

"Não!" Os olhos de Keely ampliam, chateada. "É tudo


uma mentira. Mas se eles descobrirem sobre você, eles
disseram que vão me processar. Eu posso perder o meu
futuro, tudo."

Eu não sei o que diabos ela está falando, mas eu


posso dizer, ela precisa desesperadamente se libertar. Essa
menina está tão ferida, ela está prestes a implodir.

"Relaxe." Eu ordeno, segurando-a com força contra


mim até que eu possa senti-la se acalmar. "Eu não disse
nada. Eu sou o seu pequeno segredo sujo, lembra?"

Eu traço a minha mão na frente de seu corpo. Eu


puxo seus mamilos, e eu sou recompensado com um grito de
prazer. Seus olhos se dilatam, mas Keely tenta me afastar.

"O que você está fazendo?" Ela suspira. "Há pessoas


aqui."

Eu chego nela novamente, mas Keely me empurra.


"Eu estive pensando sobre isso," ela começa, parecendo
determinada. "E se essa coisa vai continuar acontecendo,
precisamos definir algumas regras básicas."
"Você não está esquecendo?" Eu digo, rude. "Você
não faz as regras. Eu faço. E a regra número um é, eu te fodo
quando eu quero, onde eu quero, e tudo que você tem a fazer
é implorar mais. A menos que você queira ser punida
novamente."

"Eu não posso," diz Keely, mas ela morde o lábio, um


sinal que diz que ela está excitada.

"Tem certeza?" Eu deslizo minha mão pelas costas


dela e sobre sua bunda deliciosa. Ela treme contra mim.
"Você se lembra de como foi bom da última vez. Como você
me implorou para bater com mais força, como a garota safada
que você é."

Rapidamente, antes que ela possa reagir eu bato nela


uma vez, com força.

Keely suspira, olhando em volta em pânico.

"Não se preocupe, querida," eu rio. "Ninguém está


olhando. E mesmo que eles estivessem, eles teriam acabado
de saber que você foi uma menina má, muito má."

"Por favor." Keely range sua mandíbula. "Você pode


parar com isso por um momento?"

"Sua calcinha está se retorcendo?" Eu provoco.

"Minha calcinha está muito bem." Keely respira


fundo. "Olha, eu quero ver você. Eu quero... continuar
fazendo isso. Mas eu não sei nada sobre você."
"Então o que você propõe?" Eu pergunto. "Vinte
malditas perguntas? Acredite, baby, nós temos coisas
melhores a fazer do que falar."

"Não," Keely me cala. "Eu decidi que, antes de


qualquer coisa acontecer, nós temos que ter um encontro."

Que porra é essa?

"Um encontro?" Eu repito, franzindo a testa. "Como o


jantar e um filme de merda?"

"Só o jantar seria ótimo. Uma hora onde você se


senta e fala comigo como um ser humano real, em vez de
tentar rasgar minhas roupas." Keely me dá um leve sorriso.
"Isso não seria tão ruim. Seria?"

Faço uma pausa. Eu não namoro. Até onde eu sei,


toda essa merda é para maricas que não conseguem levar
uma mulher para a cama de forma fácil. Sentados ao redor,
conversando a noite toda. É um desperdício de tempo do
caralho quando, em vez disso, eu poderia estar
profundamente em sua buceta, seus seios saltando a cada
estocada.

Foder é simples. A conversa é perigosa.


Especialmente quando você tem segredos como os meus.

"Por favor, Vaughn. Este é o único caminho."

Keely parece estar falando sério neste momento. Nós


estamos brincando por tempo suficiente. Eu posso ver a
determinação nos seus olhos, porém, eu não posso arriscar
que ela corra novamente.
"Claro que sim, querida." Eu dou de ombros, como se
não fosse grande coisa. "Jantar. Esta noite. Suas regras."

Ela relaxa em um sorriso tão brilhante que um pobre


coitado de skate cai na pista. "Obrigada," ela balança para
cima na ponta dos pés e me beija na bochecha. "Vai ser
divertido, eu prometo."

O que será divertido serei eu masturbando-a debaixo


da mesa, enquanto ela tenta não gritar para todo o maldito
restaurante.

Meu pau se contorce com o pensamento. De repente,


o jantar não parece uma tarefa tão entediante. Keely quer me
conhecer, mas eu tenho um plano diferente em mente. Eu
vou fazer essa menina gozar loucamente – na frente de todos,
bem ali para que todos possam ver. Ela estará me implorando
para fodê-la duro e selvagem antes de eu terminar com ela.

E eu vou saborear cada fodido minuto disso.


Capitulo 08
Keely

A perspectiva de um encontro com Vaughn é o


suficiente para me distrair do fato de que a minha carreira
poderia ter acabado antes mesmo de começar. Quando ele
vem para me pegar na minha casa no final da tarde, o meu
estômago está dando nós.

Quando eu o vejo sair de seu carro esporte prata, e


confiantemente caminhando, uma parte rebelde de mim
pergunta por que eu estou insistindo nesta charada de
jantar. Nós dois sabemos que eu não vou resistir a ele. Tudo
que seria necessário é um par de palavras sujas,
murmuradas no meu ouvido, e eu ficaria de joelhos para ele,
sugando-o profundamente, deleitando-me com a liberdade de
rendição.

E isso é só para começar...

Eu empurro as imagens tentadoras longe quando a


campainha toca. Eu respiro fundo e atendo.

Puta Merda.

"O gato comeu sua língua?" Vaughn parece divertido.


E sexy como o inferno. Foda-se, ele está vestindo uma camisa
branca, aberta no colarinho para mostrar o seu bronzeado
dourado. Calça azul marinho, e sapatos sociais, ele fez um
esforço.

"Eu estou bem." Eu finalmente recupero o poder da


fala. "Entre, eu só tenho que pegar minha bolsa."

Vaughn entra, e olha em volta.

É estranho imaginar o lugar através de seus olhos.


Eu fiz o que eu pude com as coisas de brechó e decorações
baratas, mas estou dolorosamente consciente sobre o abismo
escancarado entre este apartamento humilde e a incrível casa
da colina de Vaughn.

Ele não diz uma palavra, então eu encontro minha


bolsa e dou uma última olhada no espelho do quarto. Sem
trabalho para me manter ocupada, eu tive todo o dia para me
obcecar sobre este encontro. Eu até fui olhar vitrines em
algumas lojas do centro da cidade, mas eu não podia me dar
ao luxo de gastar dinheiro em uma roupa nova ainda. Eu não
posso acreditar que o dinheiro de Ashcroft é real, e até que o
Estado me dê acesso a suas contas, eu não estou gastando
um centavo a mais do que eu normalmente faria.

Especialmente desde que eu fui despedida do


trabalho, e eu talvez nunca possa encontrar outro emprego.
Mas eu decidi, eu não vou pensar sobre isso hoje à noite, eu
preciso me distrair da enormidade do que está acontecendo e
apenas tentar viver um pouco. Então, eu me concentrei nas
coisas que eu posso controlar agora: escolher um dos meus
vestidos favoritos, um vestido simples de seda azul marinho,
e modelar meu cabelo para fluir em ondas bagunçadas.
Lembrando-se das instruções de Vaughn para mim da última
vez, eu até mesmo coloquei ligas e meias, uma insinuação
secreta de rendas contra minhas coxas, que deu um toque
final, enquanto eu volto para a sala de estar.

"Tudo pronto," digo a ele.

Vaughn me dá um olhar ardente. "Tem certeza que


você não quer mudar de ideia?" Pergunta ele, sua voz
tremendo através mim, baixa e rouca. "Poderíamos ficar aqui
em vez de ir. Observar quanto tempo que dura a sua
cabeceira uma vez que você estiver amarrada, e eu estiver
fodendo sua boceta doce com a minha língua."

Meu coração para. "Vaughn," eu sussurro, calor


inundando entre as minhas coxas.

"Ou podemos voltar para a minha casa." Ele se


aproxima, segurando minha mandíbula. "Eu tenho um
presente para você, uma surpresa especial."

Eu começo a protestar, mas ele empurra seu polegar


na minha boca. Sua pele desliza asperamente contra a minha
língua. Eu tenho que segurar um gemido.

"Você gosta quando eu te preencho, não é?" Ele


murmura, olhando para mim. "Sua pequena boca úmida. Sua
boceta apertada gotejante..." Um sorriso malicioso se espalha
em toda sua boca. Ele desliza o dedo mais fundo, forçando-
me a chupar enquanto ele se inclina para sussurrar no meu
ouvido.
"A sua bunda esteve solitária sem mim?"

Oh. Meu. Deus.

Eu me afasto, corando. "Jantar," eu insisto. Minha


cabeça gira. "Você prometeu."

Vaughn sorri, ficando de lado para me deixar passar.


"Muito bem. Mas não pense por um momento que eu vou
deixar você escapar fácil. Você é a minha sobremesa, Keely, e
eu vou te comer por dias."

***

Nós dirigimos por toda a cidade, as ruas


desaparecendo suavemente sob as rodas de seu carro
elegante. Eu deslizo mais baixo no assento de couro,
observando o interior luxuoso e forma como o carro desliza
no tráfego.

"Este é um carro incrível," eu digo a ele. "Eu nunca


estive em nada parecido com isso antes."

Vaughn sorri. Ele está casual no banco do motorista,


parecendo que ele está em algum comercial. "Eu cresci
sonhando em possuir um, eu tinha um modelo de brinquedo.
O primeiro grande salário que eu tive, eu fui direto para a
concessionária e o levei para dar uma volta."
"Isso não foi tão duro agora, não é?" Eu digo com um
sorriso. "Eu lhe fiz uma pergunta, você compartilhou algo
sobre si mesmo."

"Acredite em mim, baby. Eu estou muito duro."


Vaughn pega a minha mão e a move para sua virilha para
que eu possa sentir o contorno de seu pau pressionando
através de sua calça.

Ele é tão grande, eu não posso acreditar.

Grande, e duro e quente.

Eu inalo com pressa, lembrando-me de tudo. Seu


músculo grosso, elevando-se em frente de mim. Quão bem ele
se sentiu em minhas mãos.

Quão bom era o gosto dele.

Vaughn guia a minha mão, massageando-o através


do tecido. Eu sei que ele espera que eu me afaste,
repreendendo novamente, mas eu sinto uma onda de
rebelião.

Eu fecho a minha mão em torno dele e esfrego.

Vaughn faz um barulho estrangulado.

Eu mordo de volta um sorriso, e exploro um pouco


mais. Leve, provocando pancadas ao longo do comprimento
dele, agitando meus dedos sobre o contorno de seu eixo.

"Porra, baby..." Vaughn rosna. "Mais duro. Foda."

Eu aumento a pressão, encontrando um ritmo, em


seguida, puxando de volta. Eu arranho minhas unhas
levemente para baixo na parte interna de sua coxa, e Vaughn
pisa sobre os freios.

Eu dou um solavanco para frente em meu assento


com um grito.

Sinal vermelho.

Vaughn se vira para olhar para mim, suas pálpebras


pesadas de luxúria. "O que diabos você está fazendo? Você
vai nos matar."

"Eu? Não," eu me recupero e dou-lhe um sorriso


maroto. "Eu estou apenas dando-lhe um incentivo.
Comporte-se esta noite, e talvez vá valer a pena."

Os olhos de Vaughn estreitam. Seu sorriso fica duro


quando as luzes mudam e ele movimenta o carro. "Você deve
ter cuidado com o que deseja, baby. Você não quer que eu me
comporte."

"Talvez eu queira," eu respondo.

"Eu não penso assim. Porque se eu estivesse me


comportando, eu não diria a você que eu vou transar com
você sobre o capô desse carro."

Minhas coxas apertam.

Vaughn sorri. "Está vendo? Você gosta de mim ruim.


Porque se você não pudesse me culpar por corromper você,
você poderia ter que enfrentar a verdade."

"E que verdade é essa?" Eu retruco.


Ele para de repente, arrancando minha mão de sua
virilha e me puxando, então eu estou olhando diretamente
em seus olhos.

"Você é safada," ele sussurra suavemente.

Eu coro.

"Você quer isso duro, você quer isso profundo, e você


quer implorar por misericórdia." Os olhos de Vaughn nunca
deixam os meus. Eles veem através de mim, todas as
fantasias escuras que eu estive escondendo dentro de mim.

"Você se esquece, eu já vi você em suas mãos e


joelhos, minhas mãos a marcaram, meu gozo escorrendo fora
de seus lábios. Esta besteira de boa menina é apenas
atuação. Dentro dessa carapaça inocente, há uma fera
selvagem apenas esperando ser colocada livre."

"Você nunca conheceu um homem à altura para


desafiar," Vaughn continua. "Bem, eu não sou como os
outros. Eu vou empurrar todos os limites que você tem até
que você esteja gritando por misericórdia. Eu vou domar
você, baby. Eu vou te quebrar em pedaços."

Ele olha por mim, seu olhar intenso quebrando em


um sorriso. "Mas, primeiro, eu vou lhe pagar um jantar."

Minha cabeça ainda está se recuperando, quando


minha porta se abre de repente. É o manobrista, chegando
para me ajudar a sair do carro.

Estamos aqui.

Tenha cuidado com o que deseja.


Eu tropeço em meus pés, inalando uma golfada de ar
fresco da noite. Vaughn desce casualmente e joga-lhe as
chaves, caminhando para a entrada.

Eu não sei como ele pode estar tão frio e calmo. Meu
corpo está doendo. Minhas pernas estão fracas. Eu ainda
estou presa na promessa perversa de suas palavras – e na
determinação feroz em seu olhar.

Ele não está de brincadeira. Ele quer dizer cada


palavra.

"Vamos?" Vaughn estende o braço, um olhar


presunçoso em seu rosto como se ele soubesse exatamente
quão aturdida eu estou me sentindo. Recuso-me a dar-lhe a
satisfação, então eu me recomponho e me estendo para
prender minha mão na dobra do seu cotovelo, seguindo-o
para dentro – tentando o meu melhor para não tropeçar nos
meus saltos.

O restaurante é lindo, um lugar francês elegante


sobre o qual eu li antes. Aparentemente, leva semanas para
obter uma reserva aqui, e eu posso ver por que. Há um bonito
pátio cheio de mesas à luz de velas, e todo mundo aqui
parece que acabou de sair das páginas de uma revista de
moda. Eu até vejo uma estrela de Hollywood, no canto, com
uma garota com metade de sua idade.

"Mesa para dois," Vaughn informa a recepcionista,


que praticamente baba em cima dele.

"Por aqui," ela respira, deslizando a mão ao longo de


seu braço enquanto ela orienta-o à sua frente.
Eu sinto vontade de empurrá-la para longe. Eu estou
bem aqui!

Ela nos leva a uma mesa na beira do pátio, definido


com toalhas brancas e talheres de aspecto antigo. "Se
precisar de algo é só me avisar," acrescenta a recepcionista,
certificando-se de se inclinar para nos dar uma boa olhada
em seu decote. "Qualquer coisa."

Vaughn a ignora, puxando uma cadeira para mim.


Sento-me, consciente dos olhares que vêm em nossa direção.
Todas as mulheres do lugar estão verificando-o e enviando-
me um olhar de inveja.

Sento-me reta e pisco para uma das cadelas loira um


sorriso brilhante.

Isso mesmo, senhoras. Ele está comigo.

"Vamos tomar uma garrafa de Cristal," Vaughn


instrui o sommelier 6 . Eu pego um vislumbre da carta de
vinhos e tento não desmaiar. Isso é uma garrafa de
champanhe de quinhentos dólares!

O garçom traz a garrafa, e retira a rolha para nós.


Vaughn o dispensa com um olhar, e derrama no meu copo o
líquido âmbar cintilante.

"Nós devemos brindar," eu digo, sentindo-me fora de


lugar. Tudo aqui é tão perfeito e romântico.

6Profissional especializado, encarregado em conhecer os vinhos, cervejas, ou outros tipos de


bebidas, e de todos os assuntos relacionados ao serviço deste. Adicionalmente, cuida da
compra, armazenamento e rotação de adegas e elabora cartas de vinho em restaurantes.
Vaughn levanta seu copo, seu sorriso quase
zombando de mim. "Para um encontro perfeito. Isso é o que
você queria, não é?"

"Não." Eu franzo a testa. "Eu quero te conhecer. Você


percebe que obter qualquer tipo de informação pessoal de
você é como arrancar os dentes. Você nunca deixa ninguém
entrar?"

O sorriso de Vaughn cai. "Não, como regra não."

Eu tomo um gole de champanhe e o pressiono mais.


"Amigos? Exs? Família? Vamos lá, deve haver alguém que
conhece seus segredos profundos e escuros."

"Meus amigos sabem que não devem cavar em volta


da minha vida." Vaughn dá de ombros. "E eu não tenho
relacionamentos. Eu prefiro manter as coisas simples."

"Parece solitário para mim," eu comento. Vaughn só


dá um olhar duro.

"Eu me dou bem comigo mesmo."

Ele é uma fortaleza. Uma fortaleza sexy, controlado.


E caramba, eu preciso saber mais.

"E a sua família?" Eu tento. "Eles ainda estão em


LA?"

Eu sei imediatamente que eu disse a coisa errada.


Vaughn visivelmente endurece, um lampejo de algo escuro
passando em seu rosto.
"Posso dizer-lhe sobre as nossas especialidades?"
Somos interrompidos pelo nosso garçom.

Deixo escapar um suspiro de alívio quando Vaughn


se vira. Eu mal olhei para o menu, mas não importa. Vaughn
pede para nós dois sem perguntar, uma entrada de frutos do
mar, e o bife como o prato principal.

"O que você teria feito se eu fosse vegetariana?" Eu


pergunto, quando o garçom nos deixa.

Vaughn franze a sobrancelha com um sorriso


sugestivo. "Baby, eu sei que você come carne."

Eu rio. "Talvez eu seja exigente."

"Então, eu me considero um homem de sorte."


Vaughn está se inclinando para trás em sua cadeira, à
vontade de novo, mas eu não consigo parar de puxar a
conversa de volta com ele, e todas as coisas que eu não sei.

"Onde você cresceu?" Eu pergunto.

Ele suspira. "Na costa leste. Um irmão. Pai morto.


Mãe reza por minha alma, todos os domingos na igreja. Isso é
informação suficiente para você?"

Ele engole o champanhe, drenando a taça, em


seguida, despeja mais.

Eu sinto uma pontada de culpa.

"Sinto muito," eu digo em voz baixa. "Você está certo.


Eu não deveria ter perguntado. Meus pais estão mortos
também," acrescento. "Foi um acidente de carro, quando eu
tinha dezoito anos."

Vaughn olha para cima. Por um momento, sua


carranca amolece. "Isso é difícil. Meu pai estourou seus
miolos quando eu tinha oito anos de idade."

Eu suspiro.

"Não." Ele me para antes que eu posso dizer mais


alguma coisa. "É uma história antiga. E nós temos
desperdiçado tempo suficiente falando sobre isso. Não mais."

Arrependimento me domina. Eu deveria saber que


havia uma razão porque ele não queria falar sobre si mesmo.
Eu só queria me aproximar dele, saber quem ele é e o que o
motiva. Mas eu tive que empurrá-lo – muito longe.
Capitulo 09
Vaughn

Droga, ela tinha que cavar. Ela não podia


simplesmente deixar isso passar.

Eu aperto o meu punho debaixo da mesa, lutando


para manter afastada a repentina memória piscando.

Uma porta entreaberta. Uma desconhecida piscina de


vermelho. Um menino que nem sequer percebeu o que estava
vendo, não no início.

E então nada, além das portas do inferno.

"Vaughn?"

O sussurro de Keely me irrompe do passado. Ela está


olhando para mim do outro lado da mesa, com os olhos
arregalados com clara preocupação. Por um momento
imprudente, eu penso em contar-lhe tudo.

Ela vê através de mim. Ela iria entender.

De certa forma, ela é igual a mim.

"Eu já volto," eu digo a ela abruptamente, deixando a


mesa e caminhando em direção ao banheiro. Eu não entro,
eu só ando no corredor, odiando o modo como meu coração
está batendo.

A maldita fraqueza que me puxa para baixo, toda vez.

Que diabos você está pensando? Controle-se, porra.

Eu tomo algumas respirações afiadas. Melhor. Tem


sido um longo tempo desde que eu me deixei revisitar o
passado, mas com a merda de Ashcroft trazendo tudo para a
superfície, os demônios vêm batendo mais forte a cada dia.

Aquele desgraçado destruiu a minha família em


pedaços, e mesmo agora, vinte anos depois, eu ainda estou
lidando com os destroços que ele deixou para trás.

"Sr. Vaughn?"

Uma voz sussurrada vem de trás de mim.

Eu me viro. É a anfitriã, a morena com um épico par


de seios fluindo em um vestido colado ao corpo. Agora, isso é
uma distração. Ela tem pernas que eu já posso imaginar
enroladas no meu pescoço, e uma boca feita para chupar
meu pau.

"Está tudo bem?" Ela murmura, lambendo os lábios.


Ela chega mais perto, pressionando os seios contra o meu
braço. "Eu acho que eu te disse, que eu posso te ajudar. Tudo
o que você precisar."

Ela não poderia ser mais óbvia se ela arrancasse toda


a roupa e abrisse as pernas aqui contra a parede.
Mas eu estou surpreso de ver que o meu pau não se
mexe com o convite. Ela é obvia demais. Não há nenhum
mistério. Nenhum desafio. Ela estaria de joelhos num piscar
de olhos, e não porque ela gosta da rendição. Porque ela é
fodidamente idiota para sequer pensar em resistir a mim.

Não como Keely.

"Eu preciso que você coloque essa merda distante e


nos leve água," eu digo a ela secamente. Choque cai sobre o
rosto dela, mas eu não fico por aqui para ver. Eu volto para a
minha mesa, a determinação aumentando.

Há uma coisa que apagará o passado agora, e é a


garota sentada bem ali esperando por mim. Bebericando seu
champanhe, nervosamente remexendo com o guardanapo.

Pedindo para ter problemas.

Eu já levei numa boa suas tentativas de me conhecer


por tempo suficiente. Eu não vou desperdiçar a bela noite
com bate-papo e besteiras inúteis.

Não quando eu tenho coisas mais sujas em mente.

"Sentiu a minha falta, baby?" Eu chego à mesa. Em


vez de sentar-me, eu pego seu rosto e o inclino para mim,
reivindicando sua boca com um beijo duro, profundo.

Soltando-a, eu tomo o meu lugar, vendo a reação


dela com prazer. Ela está respirando rápido, as pupilas
dilatadas.

Malditamente certo, você sentiu minha falta.


"Eu não te disse antes, você está linda com esse
vestido." Eu tomo um gole de champanhe. "Cada indivíduo
neste lugar está desejando que ele estivesse nesta mesa
agora."

Keely levanta uma sobrancelha. Droga. Qualquer


outra mulher estaria desmaiando agora sobre essa besteira,
mas não esta.

Ela é muito inteligente para isso.

"Obrigada," diz ela.

Eu me inclino mais perto.

"De que cor é sua calcinha?"

Em vez de parecer chocada, ela ri. "Preta." Keely me


dá um sorriso sedutor. "Para combinar com as minhas ligas."

Meu pau pula. Droga.

Estendo sob a longa mesa, e deslizo a mão por sua


coxa suave até que eu bato na renda. "Boa menina," eu digo a
ela, já imaginando o que eu vou fazer com elas. Amarrar as
mãos dela atrás das costas e fodê-la intensamente, para
começar.

Eu chego mais pra cima. Ela empurra a minha mão.


"Ah, não, você não." Keely toma um gole de champanhe, com
os olhos brilhando. "Nós temos um acordo. Você não está
fazendo nada disso até que o jantar esteja terminado."

Sua voz é sedutora. Provocante. Ela acha que está no


controle.
Grande erro.

"Você está certa." Sento-me para trás, colocando as


duas mãos sobre a mesa. "Eu não vou tocar em você. Você
vai tocar a si mesma."
Capitulo 10
Keely

Eu engasgo com a champagne.

“O quê?” Eu suspiro, não acreditando no que ele


disse. “Não. Você é louco.”

Vaughn apenas me olha fixo e sedutoramente com


aqueles olhos azuis. “A toalha irá esconder tudo.” Ele sorri
provocante. “Ninguém irá saber.”

Eu não posso acreditar que ele sequer está sugerindo


isso. Ele já vem me tentando a fazer coisas obscenas há
tempos, mas sempre foi apenas nós dois. Mesmo quando ele
me chupou na biblioteca do escritório, nós estávamos
escondidos de olhares. Fora da vista de qualquer um e
sozinhos.

Mas aqui...?

Eu olho em volta. Estamos à beira do pátio lotado,


com mesas próximas a poucos metros de nós. Há um
zumbido de atividade constante em nossa volta: novos
clientes se sentando, esperando a equipe trazer a comida e as
bebidas. Este é um local para ser visto e ver, e metade das
pessoas do salão sequer estão prestando atenção em seus
companheiros de jantar, todos estão tão ocupados fazendo
uma busca pelo salão por alguma nova fofoca ou estrelas.

Sinto meu rosto ficar vermelho e quente. Não quero


desistir do desafio, mas isso é selvagem, até mesmo para ele.

Vaughn se inclina para frente. "Pense nisso," ele


murmura, mantendo a voz baixa. "Seus dedos deslizando
contra seu clitóris, acariciando mais e mais até que você não
pode parar. Mergulhando fundo nessa boceta suculenta."

Meu pulso acelera, e sinto uma umidade entre as


minhas coxas. A toalha de linho branco vai até o chão,
cobrindo meu colo. Meu lado direito está completamente
exposto para o pátio, mas à minha esquerda há uma parede
coberta de hera, com pequenas luzes. Se eu for cuidadosa e
discreta...

Vaughn me dá um sorriso ardente. “Você quer. Você


já está molhada para mim, eu posso ver isso escrito em seu
bonito rosto. Então faça isso, baby, vá em frente. Goze
bastante na frente de todos.” Ele pisca. “Eu prometo não
contar a ninguém.”

Fico vermelha, mas não volto atrás. Ele continua


pensando que pode me chocar, e que eu submissamente
seguirei tudo o que ele disser. Bem, talvez desta vez quem vai
chocá-lo sou eu.

“Você tem certeza que pode manter suas mãos


longe?” Eu pergunto, provocando-o.
“Apenas se fizer todo o trabalho por mim,” ele
retruca.

Mordo meu lábio, sentindo uma onda de excitação.


Puta merda, eu não posso acreditar que isso está
acontecendo – e que eu me sinto tão sexy.

Deslizo minha mão sob a toalha de mesa, colocando


o guardanapo no colo para que ele esconda a vista sob a
mesa.

Ergo minhas sobrancelhas para Vaughnn. Sua vez.

“Puxe seu vestido para cima,” ele manda suavemente.

Ele está assumindo o controle. Eu o subestimei e ele


pagou pra ver.

E eu gosto disso.

Puxo minha saia mais para o alto, até meus dedos


tocarem minhas coxas nuas.

Oh Deus, eu estou realmente fazendo isso.

“Qual é a sensação da sua pele?” Vaughn sussurra,


com uma fala arrastada. “Acaricie-se, leve... do jeito que você
gosta.”

Eu danço meus dedos levemente sobre a minha pele.


Uma sensação de tremor me atravessa, tão errada por estar
fazendo isso na frente de todos. Tenho certeza que meu
desejo está escrito no meu rosto, que quem olhar mais
insistentemente irá perceber instantaneamente o que eu
estou fazendo.
Mas ainda assim, eu não posso parar.

“Agora vá mais alto,” Vaughh me ordena suavemente.


“Toque-se através de sua calcinha.”

O desejo oprime meu corpo. Minha respiração se


acelera com antecipação. Lentamente eu rastejo minha mão
mais para cima, até que esteja entre as minhas coxas.
Vaughn está assistindo, fascinado.

Toco com meu dedo indicador em volta do meu


clitóris, inchado e dolorido por trás da renda da minha
calcinha.

Oh Deus.

É tão bom. Eu aperto novamente, e desta vez, eu


tenho que morder o lábio para não gemer.

Vaughn lambe os lábios, os olhos vidrados nos meus.


“Você está molhada?” ele pergunta baixinho.

Concordo com a cabeça, não confiando em mim


mesma para falar. Estou tão fodidamente excitada agora. Eu
estou encharcando minha calcinha, meus mamilos forçando
meu vestido. E a um metro e meio de distância, um casal está
jantando, completamente alheios às coisas que estou fazendo
bem debaixo de seus narizes.

"Sim, Keely." A voz de Vaughn está mais áspera


agora, rouca. "Mantenha-se acariciando. Mais forte.”

Eu faço o que ele diz, aplicando mais pressão sobre


meu clitóris. Ondas de prazer correm através de minha
corrente sanguínea, o calor inundando todo o meu corpo.
"Agora deslize a mão sob sua calcinha," Vaughn me
ordena. "Sinta como você está molhada."

Estou tão conflituosa de estar fazendo isso agora – e


me sentindo tão bem, mesmo que seja ruim. Mas eu não
posso parar. Eu empurro minha calcinha de lado e deslizo os
dedos por debaixo, esfregando contra minha carne quente e
escorregadia.

Estou molhada. Estou dolorida.

"É isso aí," murmura Vaughn. "Você me quer tanto,


não é? Você quer as minhas mãos te tocando lá. Meus dedos
fodendo sua boceta pingando."

Eu tremo contra minha mão. Eu quero, eu o quero


tanto. Apenas minha fricção não é suficiente, eu preciso de
mais. Possuída pelo desejo, ângulo minha mão para baixo,
pressionando a palma da mão contra o meu clitóris enquanto
eu deslizo um dedo dentro da minha buceta.

Deus, sim. Bem ali.

"Como estamos indo esta noite?"

Uma voz quebra o meu torpor. É o garçom, trazendo


nossa comida.

Merda.

Eu congelo, culpada. Eu tenho a minha mão


esquerda presa entre minhas coxas, um dedo enrolado dentro
de mim.

Merda, merda, merda.


"Estamos indo muito bem." Vaughn sorri
amplamente. "Obrigado. Isso parece ótimo. Você não acha,
Keely?”

Murmuro uma resposta fraca, ruborizada. Estou


certa de que ele pode ver o que eu estou fazendo. Deve estar
escrito no meu rosto, mas o garçom parece alheio. Ele coloca
nossos pratos e, em seguida, paira sobre a mesa.

"Posso trazer-lhes alguma coisa?"

"Hmm, eu não sei." Vaughn finge pensar. Seus olhos


brilham com travessura perversa. "Keely, você precisa de uma
mão com isso?"

Ele está gostando disso. O bastardo.

“Não, obrigada." Eu consigo responder. "Estou bem."

"Nós deixaremos você saber." Vaughn dispensa o


garçom. Quando ele sai, eu começo a retirar a minha mão,
mas Vaughn me interrompe com um olhar comandante.

"Nem pense nisso."

Faço uma pausa.

"Você não vai parar até gozar," ele continua, e está


claro que, desta vez, é uma ordem. "Não até que essa buceta
esteja apertando em torno de seus dedos, quente e pingando,
e você tenha que morder a língua para não gritar."

Já estou sufocando um grito. Isso é algo fodidamente


quente.
Ele pega seu garfo e faca, e corta seu bife. “E então?”
ele levanta uma sobrancelha, me provocando. "O que você
está esperando? É melhor fazer isso rápido, sua comida está
esfriando."
Capitulo 11
Vaughn

Encosto-me ao meu assento e dou uma garfada no


meu bife. Está mal passado e macio, fodidamente delicioso.

Assim como a buceta de Keely agora, aposto.

“Foda-se a comida,” diz Keely, respirando rápido. Seu


rosto está vermelho. “Vamos, agora. Sua casa.”

Faço uma pausa, dividido entre observá-la gozar para


mim bem aqui, ou reivindicar aquela buceta apertada de uma
vez por todas.

Minhas bolas se comprimem, imaginando sua buceta


pingando no meu pau enquanto mergulho até o fundo. Eu já
sei como ela é apertada, o quão perfeita e doce ela é, e agora
ela está doendo por mim, desesperada por cada centímetro de
espessura.

Mas isso pode esperar. Não vou apressar o nosso


prazer. Não quando é muito divertido vê-la selvagem assim,
neste jogo sexy que estamos jogando. Eu nunca pensei que
ela iria tão longe, e eu não vou ser aquele a recuar.

“Sem acordo,” eu digo a ela. Corto outro pedaço da


carne e mastigo, saboreando o sabor – e o clímax que ela está
prestes a desencadear. “Quero ver se você pode se controlar
quando você gozar.”

Keely respira fundo e me lança um olhar, o desafio foi


aceito.

“Não é comigo que estou preocupada,” ela ronrona.


“Você é o único que estará encontrando dificuldades em
manter suas mãos longe de mim. Muito difícil.” Seu braço
começa a se mover de novo. Movimentos ligeiros, e eu sei
exatamente o que significa. Ela está ficando fora de si,
esfregando furiosamente seu clitóris liso, imaginando meus
dedos grossos ali.

Porra, isso é quente.

"Estou tão molhada," ela sussurra, com um brilho


nos olhos. "Eu quero você dentro de mim."

Minha ereção cresce a proporções épicas debaixo da


mesa. Droga.

Mas dois podem jogar esse jogo.

“Coloque seus dedos dentro dessa deliciosa buceta


doce,” eu ordeno-lhe em voz baixa. “Agora esfregue seu
clitóris. Você pode sentir isso, baby? Mais forte agora, eu sei
que você gosta forte.”

Eu a observo, e nossos olhos se encontram em uma


batalha particular. Ela solta um gemido baixo e isso me faz
querer empurrar os pratos para o chão e enterrar meu pau
naquela boca ofegante.
"Eu estou dolorida por você," ela choraminga. "Eu
preciso de seus dedos aqui, dentro de mim. O seu pau na
minha boca... "

Oh inferno. Eu aperto firme a mesa para me manter


longe. Ela parece tão pronta para ser fodida: suas bochechas
estão vermelho brilhante, seus mamilos apertados lutando
contra seu vestido. Ela está em um frenesi secreto,
desesperada para se libertar, mas não é capaz de fazer isso
sozinha.

"Você está perto, baby. Eu posso ver isso." Eu luto


para manter o controle. "Está escrito em seu rosto. Mas você
fez as regras, lembra? Você é a única que disse para eu não
te tocar durante o jantar."

Ela choraminga.

Avisto a anfitriã através do pátio. Eu a chamo para


nossa mesa. Hora de fazer as coisas ficarem interessantes.

"Sim, Sr. Vaughn?" A anfitriã chega. Os olhos de


Keely chispam com o choque, sua boca fica aberta.

"Eu tenho uma pergunta," Eu começo, mantendo um


olho em Keely e em sua mão se masturbando.

"O que você precisa?" A anfitriã me pergunta


ansiosamente, inclinando-se para mostrar os seus peitos. Eu
ignoro.

"Minha amiga aqui estava pensando, de onde você


comprou esse vestido? Você queria saber, não é mesmo,
querida?”
Eu olho para Keely, e a anfitriã também.

Keely está exalando sexo, qualquer um com metade


de um cérebro poderia dar uma olhada e saber o que ela está
fazendo sob a toalha da mesa.

Ela tem sorte de nossa anfitriã ser tão burra.

"Não seja tímida, baby," acrescento eu, empurrando-


a. "Você sabe que quer isso."

As pupilas de Keely estão dilatadas, a pele em seu


peito manchada de vermelho. Parece que ela está prestes a
gozar. Que é exatamente o que quero.

"É Versace," a anfitriã diz a ela, indiferente. "De uma


loja em Robertson."

Sinto um pontapé por debaixo da mesa. Keely olha


pra mim, tentando manter a calma. Mas ela não pode se
conter, seu desejo está claro.

Ótimo.

Eu abrando, ligando meu charme. "Ele se encaixa em


você perfeitamente," eu digo, e a anfitriã volta a cabeça para
mim, focada em mim novamente. Dou-lhe um sorriso
sedutor, olhando por ela a tempo de ver Keely segurar a
borda da mesa com uma mão, os nós dos seus dedos ficando
brancos enquanto seus olhos rolam para trás em sua cabeça.
Ela chega ao clímax com um delicioso tremor, empurrando
com força suficiente a mesa para derrubar seu copo de água
no chão.

A anfitriã salta para trás.


"Sinto muito," eu digo sem suavemente. "Por que você
não manda alguém para limpar isso?"

A anfitriã nos deixa. Keely se recupera, respirando


com dificuldade.

"Você está bem aí?" Eu pergunto, sorrindo. A vitória é


doce.

Ela ri. "Você acha que ganhou, não é?"

Faço uma pausa. "No caso de você não ter percebido,


você acabou de gozar."

"Eu sei." Ela tira sua mão de debaixo da mesa. Está


brilhante, lisa com seus sucos. Ela desliza um dedo entre os
lábios e chupa.

Foda-se. Minha ereção se enfurece, fodidamente em


agonia.

"Eu gozei, não você," ela murmura com um sorriso


malicioso. "Você ainda está duro como uma porra, doendo
para estar dentro de mim. Eu diria que isso é um ponto para
mim."

Droga, essa garota tem culhões. Eu estreito meus


olhos, querendo-a ainda mais. "Um ponto, talvez. Mas eu vou
ganhar o jogo. É só você esperar."
Capitulo 12
Keely

Eu mal disse uma palavra no trajeto para casa, meu


corpo ainda se recuperando do prazer do intenso orgasmo
louco que eu acabei de ter.

Eu nunca gozei tão forte sozinha, nem mesmo perto


disso. Mas com os olhos de Vaughn em mim, suas palavras
sujas me encorajando...

Deus, isso foi quente.

Eu deveria sentir vergonha agora, depois de ter feito


algo tão descarado e errado. Tocar-me desse jeito, bem na
frente de todos. E quando ele chamou a recepcionista...?

Eu gozei bem na frente dela. Eu não parei nem por


um segundo. Eu não podia – eu estava muito além do ponto e
não tinha volta.

Mas eu gostei. Eu gostei dos olhos dela em mim,


Vaughn assistindo também. Eu gostei do segredo que eu
estava escondendo debaixo da mesa, quão ilícito e proibido
isso realmente foi.

Olho para Vaughn, indiferente no banco do


motorista. Como ele sabe como empurrar meus botões? Para
me desligar da minha mente, e satisfazer todos os meus mais
sombrios desejos?

Vahgnn me leva direto para meu apartamento e


estaciona sem dizer uma palavra. Ele sai. Abre minha porta e
em seguida vai para o meu apartamento, deixando-me para
pegar a bolsa e correr atrás dele.

Eu o alcanço no patamar do lado de fora da minha


porta. Vaughn estende a mão para minhas chaves, e eu as
dou a ele para abrir a porta.

Ainda assim, ele não fala.

Eu sinto um tremor de nervosismo. Pergunto-me se


ele está irritado comigo. Eu sei que eu o provoquei, mas eu
estava apenas lhe devolvendo a brincadeira. Eu me pergunto
se isso é sobre o que ele me disse, sobre a sua família. Havia
alguma coisa irritadiça na maneira que ele olhou de volta
para mim no restaurante, um olhar escuro em seus olhos que
me assustou e emocionou em igual medida.

Agora, eu me pergunto o que está acontecendo.

Vaughn abre a porta e entra. Eu sigo, minha


ansiedade crescendo. Pensei que esta noite nos aproximaria,
e faria desta estranha relação algo mais normal. Agora, eu
não sei o que diabos eu estava pensando.

Vaughn não é o tipo de homem que fala sobre seu


filme favorito de infância e animais de estimação – e eu estou
percebendo agora que talvez eu não queira que ele seja
assim. Há uma escuridão profunda dentro dele que me
assusta, cada vez que vejo um vislumbre, mas é algo
excitante também.

Um homem normal não iria conduzir-me a fazer


estas coisas. Ele não me deixaria louca de desejo por ele – ou
faria meu corpo explodir várias vezes.

"Você quer um drink?" Eu pergunto, finalmente


quebrando o silêncio. Meu coração está em minha garganta.
Eu o observo esperando ver algum sinal do que ele está
pensando.

Mas o rosto de Vaughn está ilegível enquanto ele tira


o paletó e o dobra cuidadosamente sobre o braço de uma
cadeira.

"Eu tenho um pouco de vinho, eu acho, e vodka," eu


digo, nervosa.

Vaughn se vira para mim. Ele parece tão quente e


imponente.

"Abaixe."

Ele aponta para o chão em frente a ele sem dizer uma


palavra.

Lembro-me de como eu me senti no restaurante, o


quanto eu o queria. Quanto eu ainda o quero. Meu corpo
aperta.

Ele já está abrindo sua calça, puxando-a para baixo e


colocando seu pau para fora. Ele se estica, maciço em suas
mãos, e eu tenho que me segurar para não gemer.
Ele tem esse poder sobre mim. É o seu dom. Eu não
tenho que tomar uma única decisão, sem pensamentos ou
dúvidas, apenas a necessidade dolorida que possui meu
corpo, e o singular desejo opressor.

Eu obedeço.

Eu caio de joelhos na frente dele. Ele mergulha seu


pau na minha boca em um único golpe, atingindo tão
profundo na parte de trás da minha garganta, que eu quase
engasgo. Mas ele não para, nem por um segundo, apenas
agarra o meu cabelo em seu punho e empurra de novo,
selvagem e rápido, me enchendo, incendiando meu corpo com
desejo.

Isto não é um boquete, constante e rítmico. Vaughn


está fodendo minha boca. Empurrando em mim, duro e
profundo. Segurando minha cabeça e puxando meu cabelo.

E Deus, eu quero tudo.

Eu o chupo mais profundamente, sacudindo minha


língua contra a parte inferior do seu eixo, enquanto ele puxa
para fora e enfia para dentro novamente. Desta vez eu estou
pronta para levá-lo todo o caminho, sentindo sua enorme
cabeça empurrando contra as profundezas da minha
garganta. Eu estou tonta, me empanturrando nele. É muito,
muito profundo, oprimindo todos os sentidos até que não há
nada além da minha sucção desesperada e seus grunhidos
selvagens – e a enxurrada de desejo por entre as minhas
coxas.

Estou tão excitada que mal posso respirar.


O corpo de Vaughn treme. Ele afrouxa o controle
sobre o meu cabelo, recuando um pouco. Mas eu não quero
isso suave; eu preciso de cada impulso duro. Já passei tempo
suficiente sem suas mãos em mim. Isto é o que eu estava
imaginando no restaurante, e é ainda melhor do que eu
poderia sonhar.

Eu me estico, agarrando-o. Eu encontro suas mãos, e


as trago de volta para minha cabeça, forçando-o a me puxar
mais perto novamente.

Sinto seu pau saltar na minha boca, e ele percebe o


que estou pedindo, então de repente ele está me agarrando e
me jogando no sofá.

Eu arquejo, sem ser capaz de me recuperar antes que


ele se curve, posicionando-se de modo que seu pênis está
empurrando contra meu rosto, seu corpo está inclinado sobre
mim. Ele levanta meu vestido, puxando a renda preta para o
lado e enterra seu rosto entre minhas coxas.

Sua língua lambe meu clitóris e eu grito abafado pelo


seu pênis.

Vaughn me devora, sorvendo, lambendo, sugando-me


entre seus lábios.

Jesus. Mais.

Eu o enfio profundamente em minha boca, lambendo


seu comprimento do eixo até a cabeça. Ele empurra mais
forte, e agora estou delirando com o prazer. Eu não posso
aguentar, é demais para processar, seu pênis empurrando
garganta abaixo, e sua boca devorando minha buceta.

O prazer me domina. Eu agarro sua bunda firme,


balançando minha cabeça em sua virilha com uma nova
intensidade enquanto meu corpo se contorce mais forte e eu
chego próximo à borda.

Vaughn lambe até meus lábios doloridos, e mergulha


a sua língua dentro de mim.

Foda-se.

Eu pulo contra ele com um grito. Ele me fode com


sua língua, implacável, dedos apertando minhas coxas, e
forçando meu corpo para encontra-lo enquanto ele empurra
dentro de mim.

Eu começo a tremer, meu orgasmo se construindo,


mas depois ele volta para meu clitóris, beliscando
dolorosamente para conter minha explosão. Eu choramingo,
arqueando em sua boca, precisando tanto dessa libertação
que parece que vou morrer. Todo o meu corpo está preso no
lugar, seus quadris empurrando para baixo no meu rosto
para enterrar seu pau na minha boca. Eu não posso me
mover, não posso falar, mal posso respirar, mas isso não
importa, não com meu corpo controlado por tal necessidade.
Tudo que posso fazer é empurrar contra ele.

Por favor.

Como se respondendo às minhas orações, Vaughn


desliza um dedo dentro de mim. Ele pulsa rápido e duro,
enquanto sua língua circunda meu clitóris com precisão
devastadora, seu dedo enrolando para chegar ao meu ponto.
Em seguida, sua mão se foi e sua língua está de volta,
mergulhando dentro, me fodendo com uma pressão
implacável e desta vez, eu não posso segurar.

Eu gozo com um grito, engasgando com seu pênis


enquanto o meu corpo explode em torno de sua língua. Os
espasmos ricocheteiam através do meu corpo, meu orgasmo
mais intenso de todos, mas ele não acabou comigo ainda.

Sinto-me em queda livre quando eu percebo uma


intrusão no meu anus. Eu fico tensa e em pânico, mas estou
longe demais para parar, eu só consigo tremer através de
outra onda de prazer enquanto Vaughnn empurra seu dedo
para frente e para trás, deslizando com meus próprios sucos.

Puta merda.

A sensação é incrível, uma pressão profunda e


brilhante. Eu estou esticada, é muito apertado, muito, mas
meu corpo é um escravo para esta sensação. Outro orgasmo
vem através de mim, mais intenso do que nunca, e Vaughn
usa o tremor para afundar seu dedo todo caminho.

Ele o pulsa dentro de mim, e porra, o mundo


implode.

Eu gozo gritando. Êxtase correndo por mim. As


estocadas de Vaughn aumentam de uma forma frenética, e
então ele sai da minha boca com um grito selvagem,
explodindo em um jorro quente de líquido leitoso sobre o meu
rosto, o meu vestido, minha barriga. Ele bombeia duro,
cavalgando em seu clímax com um rugido enquanto eu estou
deitada tremendo debaixo dele, consumida, ofegante e
totalmente desfeita.

Sua.
Capitulo 13
Vaughn

Dirijo para casa pela cidade escura, ainda tenso


como o inferno, apesar da carga épica que eu acabei de atirar
por todo o corpo suculento de Keely.

Droga, essa garota fica bem com meu esperma


pingando de seus seios lindos.

Eu dirijo rápido, segurando o volante enquanto


acelero furiosamente pelas ruas a meia-noite. Eu sei por que
eu estou tão fodidamente estressado, e não tem nada a ver
com o jantar mais. Esta tudo em mim.

Eu falhei.

Eu deveria tê-la tomado hoje à noite. Eu deveria ter


enterrado o meu pau profundamente dentro dela, em vez de
minha língua. Eu deveria a ter empurrado para baixo e a
fodido em submissão do jeito que eu estive planejando o
tempo todo.

Mas em vez disso eu me segurei, forçando meu


prazer em sua boca quente ao invés de sua boceta apertada.
Agora estou voltando para casa com o pau duro enquanto
poderia estar espalhando-a aberta para mais uma rodada:
presa contra a parede com meu pau enterrado até as bolas,
martelando-a.

Que diabos está acontecendo?

Venho lhe prometendo a foda do século desde o dia


em que nos conhecemos, e isso estava bem ali para eu tomar.
Sua boceta estava encharcada, seus olhos me imploravam
para comê-la com força. Apenas vinte e três centímetros no
lugar certo, e tudo isso estaria acabado. Outro cliente feliz,
outro contrato feito.

Eu nunca teria que vê-la novamente.

E esse é o maldito problema.

Eu bato no volante frustrado, cantando pneus na


estrada enquanto eu dou meia-volta e paro do outro lado em
um dos bares que vou regularmente. Preciso de uma bebida,
e uma foda suja, e este é o lugar para encontrar as duas
coisas.

O interior do bar está escuro e repleto de gostosas de


parede a parede. Isso é mais como aqui se parece. Vou para o
bar, verificando a cena, mas nenhuma cabeça gira em minha
direção.

Que porra é essa?

"Cara, o que você está fazendo aqui?" Minha


assistente, Maggie, está sentada em um banquinho, vestindo
uma saia apertada e top decotado.

“Transar,” Eu rosno, apontando para o barman. Eu


sou um frequentador regular, então ele pega direto o Jack,
me passando uma dose generosa. Eu viro goela abaixo. E viro
outra vez.

"Então você está no lugar errado." Maggie sorri. "Hoje


é a noite das mulheres.”

“E?” olho ao redor do salão e fixo meus olhos na


bunda de uma loira gostosa no canto. Eu não estou aqui para
papear com Maggie. Quero ficar sozinho – sozinho em uma
boceta molhada, e só.

Maggie segue meu olhar. “Sonhe. Você não tem


chance. Eu, por outro lado...”

Ela acena para a loira, que acena de volta. Isso me


bate. Noite das mulheres.

Merda.

A loira olha para trás e para frente entre nós, e dá


um sorriso sedutor.

"Poderíamos sempre compartilhar," Maggie sugere.


"Ela está no jogo. Inferno, eu até mesmo vou deixá-lo ter a
sua boca."

Estou tentado. A loira está vindo em nossa direção,


agora, seus seios balançando. E Maggie pode preferir chupar
uma buceta, mas ela não se importa em ter um bom pau
duro empurrando em sua boceta enquanto ela faz isso.

Sim, as duas poderia ser divertido essa noite, e


fodidamente sei que eu preciso de distração.

Mas algo me impede. O rosto de Keely.


"Não, obrigado," eu digo com pesar. "Eu não estou
nesse clima”.

"Você quem perde." Maggie dá de ombros, saltando


para baixo do banco. "Ah, eu esqueci de te dizer, aquele
cliente está ligando sem parar, aquele sobre o caso Keely
Fawes."

"O quê?" Eu fico tenso.

"Ele está ameaçando exigir um reembolso se você não


fechar o negócio com a evidência até segunda-feira." Maggie
revira os olhos. "O que está te impedindo?”

Foda-se, como se eu soubesse.

"Faça isso," eu decido de repente. "Dê-lhe o seu


dinheiro de volta. Eu não preciso dele na minha bunda toda a
porra do tempo."

"Tudo isso?" Maggie parece chocada. "Foi um


adiantamento de dez mil dólares. O inferno, por isso, vou
seduzi-la eu mesmo."

"Não se atreva a falar com ela," eu rosno. Maggie


recua.

"Whoa, calma tigrão. Eu só estou brincando com


você. Embora, se ela oscilasse para o meu lado, eu poderia
entender porque ela te recusou por tanto tempo." Maggie deve
ver a fúria em meus olhos, porque ela rapidamente
acrescenta. "Tudo bem, eu vou chamá-lo amanhã. Reembolso
integral." Ela saúda e, em seguida, dirige-se para a loira.
Bebo o resto da minha bebida, no limite. Isso não
tem sido sobre o dinheiro com Keely por um longo tempo,
mas de alguma forma, mesmo tirando o cliente do meu pé
não faz com que eu me sinta melhor. Sem o contrato, eu não
tenho nenhum pretexto para continuar a persegui-la.

Nada, exceto o fato de que eu preciso de sua boceta


mais do que qualquer coisa nos últimos anos.

Foda-se.

O barman me serve outra dose, mas nem todo o


uísque do mundo vai mudar alguma coisa. Não é apenas
sobre a conquista, ela está sobre minha pele agora, e eu não
consigo tirá-la, não importa o que eu faça. Aqueles olhos
inocentes. Essa boca inteligente. Eu estou gostando dessa
garota e isso vai contra as minhas regras.

Eu jurei que nunca iria me deixar importar com


alguém de novo, e por anos, eu fui uma fodida máquina.
Literalmente.

Sem sentimentos. Sem compromissos. Nada além de


um pau duro e boceta molhada – esse é o jeito que eu gosto.
Meu trabalho fornece um fluxo constante de corpos dispostos
– com uma data de validade embutida. Eu não me envolvo o
suficiente para construir uma ligação, e eu não penso nelas
nem por um segundo depois que eu vou embora. Parece duro,
mas é assim que eu escolhi viver minha vida.

Encontrar seu irmão enfiado até as bolas em sua


noiva faz isso com um homem.
Eu puxo duas notas de 20 e as jogo no bar. Eu
encontro Maggie no canto aninhada contra aqueles seios,
mas eu a arrasto para longe. “Se eu quiser encontrar alguma
informação, onde procuraria?”

Maggie me olha. "Google, idiota."

“Não, eu quero dizer coisas que não estão disponíveis


para o público. Coisas legais, documentos de tribunal.”

“Tem tudo online, se você procurar o bastante.”


Maggie me empurra para o lado. “Agora sai daqui, mamãe
tem um encontro com o clitóris com piercing dessa menina.”

Eu a deixo ir, voltando para meu carro com uma


nova missão. Eu estive ignorando o passado por tempo
suficiente. É hora de dar sentido a essa fodida confusão
generalizada.
Capitulo 14
Keely

Eu encontro Justine para o café da manhã em uma


cafeteria perto do escritório. Mesmo que eu, tecnicamente,
seja sua cliente agora, eu não consigo entrar para uma
reunião de verdade. Eu sei como a fofoca se espalha rápido
naquele local. Por agora, todo mundo vai saber que fui
demitida – e as terríveis acusações contra mim.

“Eu me encontrei com os executores testamentários


do espólio de Ashcroft, e verificamos o testamento do inicio ao
fim uma dúzia de vezes.” Justine gesticula para um
documento legal de grande espessura sobre a mesa. “Você
pode me agradecer mais tarde, a propósito. Tive de recusar
um encontro com o Ricardo, o arquiteto que conheci na outra
semana.”

“Você é a melhor,” eu digo a ela, agradecida. Quanto


mais cedo eu resolver essa bagunça de herança, melhor.
“Então, qual o veredito?”

“Você, minha querida, está loucamente carregada.”


Justine me passa uma carteira de valores com um sorriso.
“Dê só uma olhada. Ashcroft te deixou a participação
majoritária da companhia, que é onde a maior parte do
dinheiro está. Você pode vender ações, ou usar seu direito de
voto, o que quer que você queira.”

Folheio os papéis, ainda sem acreditar. Indústria


Ashcroft é uma grande corporação, com divisões em envios,
madeira, produtos farmacêuticos... E eu sou a chefe agora?

“O velho gostava de viajar, então você tem


propriedades no mundo todo,” Justine continua. “Casas em
Londres e Paris, uma mansão em frente à Praia no Caribe. A
principal propriedade de Ashcroft é na Costa Leste, uma
grande casa elegante com estábulos e um lago. E ainda há
toneladas de porcarias de outras coisas de pessoas ricas.
Você sabe, obras de arte, joias, iate...”

Eu não sei. Fico olhando para as páginas em transe.


Sinto como se estivesse olhando para uma revista de moda
brilhante mostrando a vida glamorosa de algum estranho.

Mas isso agora é meu.

“E Brent?” olho para cima, ainda não acreditando


que isso possa ser real. “Você o ouviu. Ele disse que teria o
testamento anulado pelo tribunal.”

“Ele não pode. Essa coisa é inalterável,” Justine


mastiga um bacon. “Ashcroft provavelmente sabia que seus
filhos fariam merda, então ele cobriu todas as bases. Ele teve
três médicos diferentes assinando declarações sobre seu
estado mental e julgamento, de modo que ninguém pode
reclamar que ele estava fora de si quando te declarou
herdeira.”
“Mas isso é ótimo, certo?” Sinto uma onda de alívio.

Justine faz uma careta. "Há uma coisa que eu não


gosto. A cláusula de moralidade."

Eu pisco. "O quê?"

"Sim, é um pouco estranho," ela concorda.


"Basicamente, se qualquer um dos herdeiros ‘buscar
atividades que são contra o código moral da empresa,’ eles
serão deserdados e deixados sem nada.” Ela cita o trecho.

"Eu não entendi."

Justine, explica: "Ashcroft não queria que a empresa


se envolvesse em qualquer tipo de negócios obscuros ou
moralmente ruins. Você sabe, ter suas empresas
farmacêuticas fazendo testes em humanos, ou usar mão de
obra infantil no Terceiro Mundo para fazer seus produtos. Eu
o entendo. Quero dizer, ele construiu o negocio do nada, e
não queria vê-lo sendo usando para o mal.”

"Isso é ótimo." Eu sorrio ao pensar em Ashcroft se


preocupando o suficiente para se certificar de que seu legado
não fosse corrompido.

"Sim, mas a linguagem é muito flexível." Justine


ressalta. "Poderia abranger coisas que você faz em sua vida
pessoal, e não apenas nas Industrias Ashcroft. E quem diz o
que é moral ou imoral? Brent vai levá-la ao tribunal, se você
receber uma multa, ou, tipo, ser presa por algo totalmente
falso? Não que você precise se preocupar com isso," ela
acrescenta com um sorriso. "Você é tão completamente
certinha quanto eles te veem.”

Só que eu não sou.

Eu olho para ela com horror, percebendo pela


primeira vez o que Brent está fazendo preenchendo aquelas
reclamações sobre mim no trabalho.

"O escritório de advocacia," eu suspiro, meu coração


dispara de medo. "Você sabe que eles me suspenderam."

Justine gesticula com as mãos. "Isso é besteira. Você


não precisa disso, não mais.”

Eu balanço a cabeça. “Você não entende, eles estão


me investigando por ter relações impróprias com os clientes.
Meu contrato de trabalho tem um código de moralidade
também. Isso foi o que eles usaram como base para a
demissão."

“Merda.” Os olhos de Justine se arregalam como se


pudesse me ver melhor. “Esse era o plano o tempo todo. Se a
empresa que você trabalha te demite por comportamento
antiético, isso estabelece um precedente para os filhos de
Aschroft. Eles podem simplesmente apontar para o que
aconteceu no trabalho, e a decisão já está dita.”

"Prova que eu sou uma vagabunda imoral, mesmo


que não tenha acontecido nada com Ashcroft," eu sussurro,
terminando por ela. Eu não posso acreditar que eles seriam
tão dissimulados – ou que eles provavelmente não iriam
pagar por isso. "O que posso fazer?"
"Eu não sei. Pelo menos, não ainda,” Justine
acrescenta, vendo meu rosto. "Vamos pensar em alguma
coisa, não se preocupe."

Faço uma pausa, me perguntando o que pode ser


feito. Um homem como Brent não iria parar do nada, não me
admira que ele parecia tão presunçoso toda vez que eu o
encontrei. Provavelmente ele já estava planejando isso
quando ouviu sobre o testamento.

"Você sabe, eu nem queria isso." Eu aceno para a


pasta detalhada do espólio de Ashcroft. "Eu não sinto como
se eu merecesse. Eu não sei por que Ashcroft queria que eu
ficasse com tudo, mas agora...” Eu sinto uma faísca de
determinação. "Eles estão jogando sujo. E isso me faz querer
lutar.”

"Isso aí garota." Justine sorri. "Eu tenho algumas


cartas na manga que podem calá-los.”

"Como o que?"

"Nada que eu possa falar ainda," ela responde


misteriosamente. "Eu vou deixar você saber logo que algo dê
certo."

***

Justine tem que ir trabalhar, então eu me vejo


totalmente livre no meio do dia pela primeira vez em anos. Eu
dirijo até Beverly Hills e estaciono perto da Rodeo Drive,
passeando em transe pelas ensolaradas ruas arborizadas de
palmeiras. As pessoas aqui são tão brilhantes e chiques, em
suas roupas de grife e óculos extravagantes, mesmo se eles
estivessem apenas indo se exercitar ou tomar um café.

Isso poderei ser eu em breve. Não que eu, alguma


vez, gastaria duzentos dólares em um par de calças para
yoga, eu decido. Mas o resto: a liberdade, a segurança...

Eu nunca tive uma rede de segurança como essa, e


desde que meus pais morreram, tudo esteve sobre meus
ombros. Aluguel, despesas, meu trabalho, empréstimos.
Conciliando tudo isso, apenas tentando sobreviver. Com
apenas uma assinatura, Ashcroft tirou todo esse peso dos
meus ombros.

E eu ainda não sei o motivo.

Exceto que havia uma coisa que poderia arruinar


tudo. Vaughn.

Sinto meu corpo tenso com a memória dele, já em


alerta, lembrando sobre a outra noite e como ele me deixou
louca. Meus dedos deslizando freneticamente contra meu
clitóris. A força em sua voz quando ele me ordenou ficar de
joelhos em uma única palavra. E a sensação de seu pau
enorme na minha garganta, tão grande que eu mal podia
respirar, arfando com sua implacável boca devorando minha
boceta.

Doce Jesus, o homem me fez gritar. Mas algo estava


errado – depois dessa cena no meu apartamento, ele se foi,
sem dizer uma palavra. E agora já fazia quase 24 horas e eu
ainda não tive noticias dele.

Normalmente, ele não é um homem de recuar. Ele


ainda quer me possuir por completo, e pelo jeito que ele me
perseguiu, eu meio que esperava que ele fosse me ligar a cada
cinco minutos. Mandar mensagens, enviar flores. Fazer
qualquer coisa até eu me render por completo.

Eu checo meu telefone. Nenhuma mensagem.

Meu dedo se move para o botão “ligar.” Sinto uma


vontade enorme de procura-lo desta vez. Digo a mim mesmo
que preciso verificar sobre Brent e a situação Ashcroft:
certificar-me de que eles não rastrearam Vaughnn e
descobriram a verdade. Afinal, isso não é mais apenas sobre
meu trabalho no escritório de advocacia. Isso é tudo sobre a
herança da família.

Mas no fundo, eu sei a verdade. Eu não posso


esperar para vê-lo de novo. Seja o que for que este homem
tem que me envia em um turbilhão, eu desejo mais disso.
Preciso de outro corretivo.

De repente, imprudente, eu disco o número dele.


Chama e então, correio de voz.

"Você ligou para Vaughn." Sua voz é sexy, mesmo do


outro lado de uma linha telefônica. "Você sabe como funciona
essa merda."

Beep.
"Oi," eu começo, sentindo-me estranhamente
nervosa. "Sou eu. Keely." Eu me recomponho e deixo minha
voz calma, “Seria muito bom ver você de novo. Talvez jantar –
” eu paro, lembrando do que aconteceu na última vez que eu
o fiz sentar para jantar. “ou não,” eu acrescento, rindo. “A
menos que queiramos ser presos por indecência em publico.
De qualquer forma, ligue-me.”

Eu desligo, perguntando-me por que ele não ligou.


Esta não é como as outras relações que já tive, quando eu
tento parecer que estou no controle, como se eu pudesse
pegar ou largar isso sempre que eu quiser.

Nós dois sabemos que isso é uma mentira.

Então, onde está você, Vaughn? Por que você não


atende ao telefone?
Capitulo 15
Vaughn

"De qualquer forma, ligue-me."

A voz de Keely é provocante e sedutora na minha


caixa postal – simplesmente a coisa com que eu não posso
lidar agora.

Eu arremesso meu telefone para baixo, e volto para a


tela do computador. Vinte e quatro horas de pesquisas e café
forte, e eu gostaria de nunca ter iniciado esta maldita
perseguição novamente. Dentro de um túnel sem fim, com
nada além de más recordações para me guiar.

Nova empresa com visão focada no sucesso...

Ashcroft e seus sócios forjam novos caminhos para a


indústria...

Aquisições da Ashcroft e seus sócios os elevam rumo


ao topo...

Os jornais impressos se espalham pela sala. Notícias


que acompanham a história da corporação multinacional de
volta há 40 anos, quando eram apenas dois caras em um
escritório no Queens, com o sonho de ter sua marca no
mundo.
Fico olhando para a foto de Ashcroft tirada naquela
época, quando ele ainda era um homem jovem. Ele estava
orgulhosamente posando em frente de seu primeiro escritório
e com o braço em volta de seu parceiro de negócios. Seu
amigo.

Meu pai.

Fúria queima em meu peito, ou talvez seja apenas o


uísque. Olhando para esta foto, você nunca poderia imaginar
o que aconteceria entre eles. Como meu pai iria perder tudo,
traído pelo único homem em que ele confiava.

Como Ashcroft o destruiria, tiraria tudo de nós e


nunca olharia para trás.

Forço-me a continuar lendo, preenchendo os espaços


em brancos do que eu já sei. Eles começaram juntos. Amigos
de faculdade, se erguendo por conta própria. Eles trouxeram
um terceiro sócio com dinheiro, e logo, eles cresceram.
Carregamentos, transportes – se você tivesse, eles moveriam.

Eu era apenas um garoto quando Ashcroft o tirou.


Eu não sei o que aconteceu, inferno, até mesmo o meu pai
não conseguiu entender, mas eu me lembro das coisas
ficando ruins no trabalho. Ele chegava tarde em casa,
estressado e bebendo muito. Eles estavam à beira de um
grande negócio, isso foi o que ele disse, e ele ficou paranoico
de que Ashcroft estava agindo pelas suas costas. Tramando
para tirá-lo da sociedade antes que o negócio fosse fechado.

Minha mãe achava que ele estava louco. Ela o


assegurou de que Ashcroft nunca iria traí-lo assim. Eles
haviam trabalhado juntos durante anos, eram amigos. O
homem era meu padrinho, pelo amor de Deus.

Ela estava errada.

Foi uma manobra legal besta, meu pai nem viu isso
acontecer. Um dia, ele era co-presidente de uma empresa em
expansão. No outro, ele estava fora, sem nada.

Isso o destruiu – não apenas perder tudo, mas


Ashcroft ter sido o único a fazer isso.

Sim, aquele filho da puta era brutal. Lendo os


relatórios, eu posso ver tudo em preto e branco. O outro sócio
desapareceu um par de anos mais tarde – enviado para a
prisão por alguma besteira de evasão fiscal. Ashcroft armou
também, aposto. Ashcroft tomou o controle exclusivo da
empresa, se casou, adotou algumas crianças. Atuou como se
meu pai nunca tivesse existido.

Mas meu pai não pode resistir. Três meses depois de


Ashcroft tê-lo chutado para fora, ele colocou uma arma em
sua boca e puxou o gatilho.

Eu pego meu uísque e tomo outro gole. Eu tinha


apenas 8 anos, muito jovem para acompanhar os detalhes,
mas entendi o que tinha acontecido. Meu pai tinha sido
traído. Eu jurei que ia encontrar alguma maneira de fazer
Ashcroft pagar.

Mas o desgraçado está morto agora, e todos os


obituários estão bajulando sobre o grande cara que ele era.
Um humanitário, todo o seu trabalho beneficente. Mesmo
Keely acha que seu cliente era um velho bom e doce.

Eu sei a verdade. Aquele cara era a porra de um


monstro. E agora eu nunca vou ter minha vingança.

Meu celular toda novamente. Eu o puxo para cima,


esperando a voz de Keely.

“Olá, Sr. Vaughn? É Carter Abrams.”

“Que diabos?” Eu grito, puto.

“Da Hudgens, Cartwright e Abrams,” explica ele.

Lembro-me dele, o cara assustador do escritório de


Keely – aquele que a tratava como merda.

“O que você quer?” Eu ando a passos largos até a


janela, olhando para as luzes da cidade.

“Estou ligando porque estamos investigando um dos


nossos ex-funcionários.” Sua voz é bajuladora demais.
“Infelizmente, nós descobrimos que ela estava envolvida em
um relacionamento improprio com um cliente. Queria ter
certeza de que ela não tenha feito avanços semelhantes com
você. Eu acredito que você se encontrou com ela semana
passada. Kelly Fawes?”

Eu fico tenso. Então era por isso que Keely estava tão
em pânico outro dia. Seu desprezível chefe está em uma caça
às bruxas. Bem, eu não vou ajudar em nada.
“Não,” eu digo. Eu era aquele que a perseguia. “Ela
nunca fez nada de errado. Ela não foi nada além de
profissional.”

“Oh.” Carter me pareceu surpreso. “Isto é...


interessante. Pensei que vocês tinham se tornado muito
próximos.”

“Sim, bem, você pensou errado.” Eu gostaria que ele


estivesse bem na minha frente, então meus punhos lhe
mostrariam o quão errado ele está. “Eu não sei o que diabos
você está querendo com isso, mas isso é besteira, nós dois
sabemos. Keely não faria nada errado.”

Exceto gozar feito louca na minha língua no meio da


biblioteca do escritório de advocacia.

“Se você tem certeza de que não há nada que


precisamos saber...” Carter me pressiona novamente.

“Tenho certeza.”

“Obrigada pelo seu tempo.” Carter parece chateado.


“Eu espero que nós o vejamos –”

"Foda-se." Eu desligo na cara dele.

Droga. Eu ando, inquieto. Estou preocupado com


Keely agora, este filho da puta está atrás dela. E esse é um
jogo totalmente novo.

Eu não me preocupo com as mulheres. Eu não fico


tempo suficiente para me preocupar. Eu me esqueço dos seus
nomes na hora em que tiro meu pau para fora de suas
bocetas, e esse é o jeito que eu gosto.
Só que eu não consigo me livrar da memória de
Keely, olhando para mim com aqueles grandes olhos
castanhos7. Implorando-me para fode-la, ofegando meu nome
enquanto ela gozava.

Procuro no meu telefone o número dela. Faço uma


pausa, então me forço a pressionar “delete.”

Eu não posso ir mais fundo. Não importa o quanto eu


preciso da boceta doce dela, dar-lhe uma foda que ela não iria
acreditar.

Eu já quero protegê-la demais. Eu não posso arriscar


tudo.

7No primeiro livro da série a autora descreveu a Kelly com olhos azuis, nos demais livros no
entanto ela descreve com olhos castanhos.
Capitulo 16
Keely

Aguardo a ligação de Vauhnn, mas ele não retorna.


Três dias inteiros, e eu me torno o tipo de garota carente que
eu sempre odiei: agarrando meu telefone a cada toque, meu
coração pulando, orando a Deus que finalmente seja ele.

Mas nunca é.

Eu não entendo. Ele tem sido implacável, me


caçando, forçando meus limites, até que finalmente eu não
possa ficar um minuto sem imaginar suas mãos em mim.
Sua boca.

Seu incrível pau enorme.

Pergunto-me se isso tudo é parte de um jogo, mas


isso não faz sentido. Vaughn sempre foi brutalmente direto
sobre o que ele quer. Eu, de joelhos, implorando por ele.

E eu estou pronta.

Apenas aquela lembrança faz minha pele se aquecer


e meus mamilos doerem. Se esta é realmente uma maneira de
fazer com que eu me renda, ele está conseguindo. Eu estou
desejando-lhe como nunca. Ainda não sei os segredos que ele
está escondendo, mas estou muito longe de me importar.
Fantasiar sobre todas as coisas sujas, perversas que ele fez
para mim é a única coisa que me faz passar o dia. E agora
que eu não tenho trabalho para me distrair, eu tenho tempo
demais para pensar apenas nele.

Preciso fazer algo antes de perder a cabeça.

Tentando sair dessa zona, vou para o abrigo de sem


tetos que me voluntario algumas vezes por mês. Eles não
estão me esperando hoje, mas há sempre trabalho a fazer:
ajudar a preparar as refeições na cozinha, ou trabalhar no
escritório organizando campanhas de arrecadação de fundos.

“Você se importa de eu ajudar em algo?” Pergunto a


Loretta, que está preenchendo os envelopes com cartas
pedindo doações.

“Sinta-se a vontade. Precisamos de toda a ajuda que


pudermos conseguir." Ela me aponta para uma pilha de
envelopes vazios. "O tempo está ficando mais quente, e você
sabe como nós já estamos no limite aqui."

Começo dobrando-os e enchendo. O verão em LA é


brutal, e as pessoas nas ruas não conseguem escapar para o
frescor de um bom ar condicionado. Olho em volta para os
escritórios velhos e percebo, se o dinheiro de Ashcroft é
realmente meu, então eu poderia fazer mais do que apenas
encher envelopes. Eu poderia doar o suficiente para comprar
outro edifício; servir mais centenas de refeições. Pense em
quantas pessoas eu poderia ajudar – e tudo isso sem
diminuir a fortuna.
Talvez fosse por isso que Ashcroft me deixou o
dinheiro. Nós conversamos sobre meu trabalho voluntário
antes. Talvez ele soubesse que eu ia tentar usá-lo para o bem.

Estou embaixo de centenas de envelopes quando


meu celular começa a tocar. Eu o puxo para cima,
esperançosa. Justine. Eu suspiro. "Hey," eu respondo.

"O que há com você?"

"Nada." Eu tento parecer mais entusiasmada. "O que


está acontecendo?"

"Bem..." Ela faz uma pausa, e eu sei de imediato que


algo está errado.

"O que aconteceu?" Eu exijo. "Isso é sobre a herança?


Brent já conseguiu anulá-lo?"

"Não, mas..." Justine parece relutante. "Eu fiz uma


coisa, e agora você tem que prometer que não vai ficar com
raiva de mim."

"O quê?" Eu pergunto, meus nervos a flor da pele.


Justine é geralmente brincalhona, mas ela está muita séria.

"Então, eu estava pensando sobre o porquê de


Ashcroft ter nomeado você herdeira," diz ela rapidamente. "E
isso não faz sentido, certo? Você apenas o conheceu alguns
meses atrás, e o cara era excêntrico, mas não era louco."

"Certo..." Eu respondo devagar, incerta sobre onde


ela vai chegar com isso.
"Mas eu comecei a pensar sobre o que você me disse,
aquela coisa com a pulseira. Ele realmente queria que você a
tivesse, como se importasse para ele. Enfim, eu só tinha esse
pressentimento, por isso fiz fazer um teste, comparando o seu
DNA com o dele. "

Eu congelo. "O quê? Como?”

“Você deixou sua escova de dentes na minha casa,


uma vez que você ficou por lá," Justine, explica: "De qualquer
forma, achei que era um tiro no escuro. Eu não ia dizer nada
até que os resultados saíssem." Ela faz uma pausa. "Eles
chegaram hoje."

Tenho um pressentimento de que algo terrível está


para acontecer.

"O que ele diz?" Eu sussurro.

"Elas combinam," Justine responde. "As amostras de


DNA. Elas combinam. Isso explica tudo, Keely, por que ele
nomeou você herdeira de sua fortuna. Ashcroft era o seu pai."

Eu me sento com um baque. “Não.” Eu digo, então,


novamente, mais alto. "Não, tem que haver algum engano. Eu
sei quem é meu pai, ele me criou!”

"Eu sinto muito, mas é verdade, eu posso lhe mostrar


o relatório do laboratório, se você quiser," Justine oferece.

"Eu não entendo," eu digo, tonta. "Meus pais eram


muito felizes juntos, eles estavam apaixonados."

"Mas eles se casaram super-rápido, não é?" Justine


me lembra.
"Porque foi amor à primeira vista," eu sussurro.

“Ainda pode ter sido,” Justine tenta me consolar.


"Mas eu verifiquei as datas. Parece que sua mãe já estava
grávida quando eles se conheceram.”

"Mas de Ashcroft?" Tento fazer as coisas fazerem


sentido. "É impossível."

"Sinto muito," Justine diz. "Eu sei que isso é


estranho para você, mas eu achei registros de emprego,
mostrando que ela foi uma secretária em sua empresa por
um ano. Então ela se demitiu e se mudou para a Califórnia e
se casou com seu pai.”

"O quê? Não," eu protesto. "Mamãe nunca teria um


caso com um homem casado."

"Ela não teve." Justine me tranquiliza. "Isso foi antes


dele conhecer sua esposa. Acho que era escandaloso o
suficiente dormir com o chefe. Eles se separaram bem na
época em que ela ficou grávida. Eu não sei o que aconteceu
lá.”

Minha cabeça gira. Toda a minha vida eu cresci


acreditando que eu sabia tudo sobre meus pais. Por que eu
não saberia? Mas agora, as coisas que Justine está me
dizendo faz com que eu sinta que eles eram nada mais que
estranhos.

"Você está bem?" Ela verifica. "Eu sei que é muito


para processar."
"Eu não sei. Eu não sei o que pensar sobre qualquer
coisa mais.”

"Bem, o lado bom é que Brent realmente não pode


contestar o testamento," Justine ressalta. "Os resultados de
DNA mostram porque Ashcroft lhe deixou o dinheiro. Eles
não podem reclamar que você manipulou-o para nomeá-la no
testamento, então você está a salvo da cláusula de
moralidade.”

Por enquanto.

Mas o dinheiro é a última coisa em minha mente. "Eu


tenho que ir," eu digo a ela rapidamente. "Obrigado, por..."

Eu paro. Por quê? Rasgar as memórias da minha


família? Fazer minha cabeça doer com uma centena de
perguntas sobre meu passado?

"Eu te ligo mais tarde," Justine promete. "Tente não


surtar."

É fácil para ela dizer. Eu desligo, olhando fixamente


em volta para as caixas de panfletos. Eu preciso sair daqui,
então eu pego minha bolsa e corro de volta para o meu carro,
sem sequer dizer adeus. Eu ligo o motor, mas eu não sei para
onde estou indo, então eu apenas dirijo, sem rumo circulando
pelas ruas movimentadas, muito presa aos meus
pensamentos para me importar.

Ashcroft era meu pai. Todo esse tempo, eu nunca


soube a verdade.
Pergunto-me o que minha mãe estava pensando – o
que poderia ter a levado a mentir esse tempo todo? Ashcroft
não me queria, é por isso que ela nunca me disse a verdade?
Algo deve ter acontecido para fazê-la fugir assim: se mudar
para o outro lado do país e começar uma nova vida com um
cara diferente.

E meu pai... Meu pai era um homem bom. Gentil e


paciente, divertido e amoroso. Eu tenho 18 anos de memórias
felizes com ele, e mesmo que eu saiba desta nova revelação
não as tira de mim; eu me pergunto se ele sabia o tempo
todo. Ele olhava para mim e via a filha de outro cara?

Quem sou eu agora?

Engulo as lágrimas. Meu coração está partido. Estou


sozinha desde que aquele acidente de carro roubou minha
família de mim – mas o tempo todo eu tinha alguém lá fora. E
eu simplesmente não sabia.

E agora eu nunca vou ter a oportunidade de conhecê-


lo.

Eu penso nos meus breves encontros com Ashcroft.


As piadas dele, as histórias que ele me contou sobre sua vida.
Eu desfrutei do nosso tempo juntos, mas eu não pensei duas
vezes sobre isso. Agora, eu sofro com a oportunidade perdida.

Se ele tivesse me dito, eu o poderia ter conhecido de


verdade. Nós não teríamos tido muito tempo juntos, mas teria
sido algo.
Porque ele me procurou depois de todo esse tempo?
O que mudou? Vasculho minha mente atrás de
possibilidades, tentando dar algum sentido a isso. Talvez
houvesse uma razão para que as coisas não tivessem dado
certo com minha mãe, talvez ele lamentasse como terminou.
Ou talvez ele só estava se sentindo culpado depois de todo
esse tempo, e estava tentando me recompensar após sua
morte.

Tantas perguntas. Eu provavelmente nunca saberei


das respostas agora.

Tudo o que me foi deixado são arrependimentos.

Eu olho para cima, prestando atenção na estrada


pela primeira vez. Eu percebo que eu estou indo para
Hollywood Hills. Rumo à casa de Vaughn.

Sinto um súbito lampejo de imprudência. Eu sei que


eu estou toda confusa, me recuperando da notícia
bombástica, mas de repente, eu lhe desejo mais do que
nunca.

O tempo se esvai tão cedo. Tudo pode acontecer. As


pessoas podem sair da sua vida em um piscar de olhos, e
você nunca terá uma segunda chance.

Eu não quero que Vaughn seja apenas uma


memória. Eu não quero lamentar a perda disso também.
Nada sobre as últimas semanas faz qualquer sentido. Mas o
desejo já apertando no meu corpo, isso é algo real.

Algo ao qual eu possa me agarrar.


Enquanto contorno o Canyon, sinto minha
determinação crescer. Paro em sua garagem e vou com
pressa até a porta antes que eu possa mudar de ideia. A
entrada é afastada da calçada com uma plataforma com vista
para o Canyon. Toco a campainha e espero, meu estomago se
contorce.

Pela primeira vez, eu sou aquela a tomar a primeira


iniciativa. Hoje a noite, eu preciso me perder nele.

E desta vez, eu não vou me segurar.


Capitulo 17
Vaughn

A campainha me afasta da tela do computador. Foda-


se. Fecho meu laptop com um estrondo e derrubo as folhas
impressas para uma gaveta. Passei tempo demais nessa
distorcida viagem pela estrada da minha memória. Preciso
tirar isso da cabeça antes que eu perca a porra da cabeça.

“O que?” Eu pergunto, abrindo a porta.

É ela.

Keely fodida Fawes. A mulher que eu tenho dado o


meu melhor para afastar, e ela está aqui na minha frente.
Parecendo que ela quer rasgar todas as suas roupas e se
espalhar aberta bem ali na entrada. Mordendo seu lábio
suculento de uma forma que faz com que eu sinta vontade de
arrastá-la para dentro e foder com essa boca perfeita até que
ela não aguente mais.

"O que você quer?" Eu pergunto, meu pau já duro


apenas com a visão dela. Eu jurei que eu não iria mais longe,
mas porra, um homem não pode aguentar tanto.

Ela pisca, congelada por um momento. Em seguida,


aqueles lábios molhados soltam uma única palavra.
"Você."

Desejo estala através de mim. "Não me teste,


querida," eu forço as palavras entre os dentes. "Se você sabe
o que é bom para você, você vai dar o fora daqui, e nunca
olhar para trás."

Ela balança a cabeça. "Eu quero você," ela diz


novamente, o som mais fodidamente doce do mundo. "Eu não
me importo com o que você está escondendo, ou o que é que
você quer. Eu só preciso de você. Todo você.”

Puta merda.

Com um grunhido, eu saio para o deck e a empurro


contra a parede antes que ela possa dizer outra palavra. Eu
reivindico sua boca com um beijo duro enquanto eu puxo sua
saia para cima e dirijo meus dedos profundamente dentro de
sua vagina molhada.

Tão fodidamente molhada para mim.

“É uma coisa boa que você já esteja pingando," eu


rosno, flexionando os dedos, fazendo-a gemer. "Porque você
sabe, eu vou acabar com você."

Ela estremece, sua boca caindo aberta. Apenas me


implorando para ser preenchida, então eu puxo minha mão
para fora e empurro meus dedos em sua boca, forçando-a a
provar seus próprios sucos. Ela lambe ansiosamente,
soltando mais um gemido desesperado.

Foda-se, você me quer baby. Você precisa tanto do


meu pau, que mal consegue ficar em pé.
Eu agarro seus quadris e a giro, dobrando-a sobre a
grade. Seu corpo fica tenso com choque. Estamos do lado de
fora, apenas uma tela fina de árvores separando-nos da rua e
em plena vista de qualquer vizinho sortudo assistindo o
Canyon, mas eu não dou a mínima. Ela vai gozar gritando,
aqui e agora.

Eu esperei muito tempo.

Pego um preservativo do meu bolso de trás e abro


meu jeans, segurando-a com uma mão. Meu pau está duro e
faminto, saltando quando eu deslizo o preservativo. Eu subo
sua saia, arranco sua calcinha e dou um tapa afiado em sua
bunda.

Ela grita, chocando-se contra a grade da varanda


quando eu bato nela novamente. Desta vez, o choro se
transforma em um gemido. Ela empurra sua bunda de volta
para mim, se se segurando no metal preparada.

Mais? Foda-se, eu vou te dar mais.

Eu pego o seu cabelo na minha mão e puxo,


arrastando sua cabeça para trás para que seu corpo fique
arqueado e pronto. "Você está adorando, não é?" Eu
pergunto, dando outro tapa afiado naquela bunda cor
pêssego. “Você adora quando eu faço doer. Você quer a dor e
ser usada por mim. Você quer meu pau tão fundo que você
vai ficar doendo por dias.”

"Sim," Keely choraminga, gemendo. Ela se contorce


contra mim, esfregando sua bunda contra o meu pau. “Eu
quero tudo."
Eu me estico e agarro seus seios suculentos,
beliscando seus mamilos apertados. Ela grita de novo, e foda-
se, se o meu pau não incha mais um centímetro apenas por
ouvir o desespero em sua voz.

“Implore, porra," Eu ordeno a ela, lutando para


manter o controle. Eu nunca estive tão perto da borda, como
se eu me afundar dentro de sua carne molhada, eu estarei
perdido para sempre. Ela não é a responsável aqui. Eu sou.
Eu tenho que ser.

"Por favor," ela grita, sua voz ecoando na noite. "Por


favor, Vaughn, eu preciso de você. Encha-me. Por favor, me
fode."

Com um rugido, eu empurro seu corpo para baixo


sobre a grade e entro nela em um único golpe, empalando seu
corpo exuberante em rígidos vinte e três centímetros de pau
faminto.

Foda-se.

Ela é tão malditamente apertada, eu acho que vou


perder minha cabeça. Keely solta um gemido de dor. Isso
mesmo, querida. Essa é a sensação de um homem de
verdade, lhe rasgando por dentro.

Eu empurro mais fundo, forçando sua boceta


apertada a ficar mais aberta do que jamais foi antes. Porra,
isso é tão fodidamente bom.

Mas Keely ainda está resistindo. Ela não pode lidar


com a minha grossa invasão, ela só costumava foder paus
pequenos, não este pau enorme. "Espere," ela suspira,
Vaughn."

Eu aperto uma mão sobre sua boca e bato nela


novamente, entrando mais fundo até que eu estou enterrado
até o talo. Eu balanço meus quadris para que meu pau
esfregue contra suas paredes, encontrando o nó de nervos
que a maioria das mulheres nem sequer sabem que existe.

Conheça o seu ponto G, baby. Agora meu pau vai lhe


dar um passeio VIP.

Keely fica bamba com choque. Em seguida, ela geme,


arqueando para trás contra mim. "Oh Meu Deus!"

Fodidamente sim, isso é bom.

Eu tiro tudo, e em seguida, bato nela novamente,


sentindo cada aperto de sua boceta em torno de mim como
um maldito vício. Um tremor bate por todo seu corpo. Ela
suspira em busca de ar.

"Eu não posso acreditar..." Ela tenta juntar as


palavras. "Você está tão profundo."

Eu não estou aqui para conversar, então eu empurro


mais forte, batendo seu corpo para frente a cada estocada.
Profundo. Muito profundo. Foda-se. Ela goza com um grito,
contraindo-se violentamente em torno do meu pau, seu gozo
escorrendo quente e úmido.

Você gosta disso, baby? Ainda não acabei com você.

Keely ainda está soluçando de prazer, quebrada em


meus braços, mas eu não espero. Eu não vou devagar. Eu a
fodo de forma áspera como eu prometi. Empurrando
profundamente em sua boceta suculenta, puxando seu
cabelo para trás, batendo em sua bunda até ficar vermelho
brilhante. Logo, ela está gritando novamente, se remexendo
de volta no meu pau, seus seios pulando duro, desesperada
por mais.

Eu rosno contra ela, minhas bolas apertando. Foda-


se. Este é um clímax épico se aproximando, um tornado
maldito, e cada mergulho em sua boceta apertada envia uma
nova onda de energia através do meu corpo. Eu vou gozar.
Vou fodidamente perder minha cabeça.

"Vaughn!" Keely bate seu rabo em mim a cada vez


que meto. Ela canta o meu nome mais e mais, levando-me
mais profundo, mexendo contra meu pau. Querido Deus, eu
nunca pensei que pudesse ser tão bom. Eu fodi mil mulheres,
mas nunca gostei delas. Ela está escorregadia e gotejando,
tão fodidamente apertada, tão boa pra caralho.

A névoa começa a me dominar, tensão apertando em


minhas bolas, estremecendo o caminho até meu eixo. "Sim!",
ela grita, desesperada por cada centímetro de mim. "Oh Deus,
Vaughn, eu estou gozando, estou gozando!"

Ela quebra, apertando em espasmos épicos em torno


de meu pau, fodidamente comprimindo-o até a morte. A
pressão é um maldito milagre. Eu gozo com um rugido,
caindo sobre o limite da sanidade, desencadeando uma
torrente quente de esperma dentro dela, o aperto de seu
orgasmo ordenhando-me enquanto o mundo implode.
Foda-se. Porra!

Eu seguro seu corpo de forma apertada contra meus


braços, até que finalmente a onda se esvai. Eu retiro, jogando
o preservativo sobre a varanda. Meu coração está batendo
como uma britadeira. Eu não posso acreditar o quão
fodidamente bom isso foi.

Keely move-se contra mim, voltando à vida. Neste


exato momento é quando eu normalmente termino com a
mulher. Eu consegui o que vim buscar, despejar minha
carga.

Fim da história.

Em vez disso, eu me vejo levantando-a e levando-a


para dentro de casa. Eu ando por todo o caminho até o
quarto e a coloco no meio da minha cama. Eu tiro meu jeans,
e me viro para despi-la, tirando sua blusa e saia de seu corpo
úmido enquanto ela olha para mim em transe.

Seu rosto está vermelho e suas pupilas dilatadas. Ela


está linda. Bem fodida como deveria estar.

Sinto algo apertar meu peito. Luto contra isso,


fortemente. Uma parte de mim esperava que fode-la
quebraria o poder dela sobre mim, como se uma vez que meu
pau tivesse reivindicado sua satisfação, ela não seria mais
nada além de uma usada boceta molhada para mim como o
resto delas: fodidas e molhadas.

Mas olhando para aqueles grandes olhos castanhos,


meu pau endurece de novo. Eu ainda a quero, em todas as
posições, de todas as maneiras. Eu a quero amarrada a
minha cabeceira, quero-a engasgando com meu pau. Quero
reivindicar seu rabo virgem, e mostrar a sua boceta um
milhão de formas de gozar.

Estou profundamente envolvido agora, e não há como


voltar atrás.
Capitulo 18
Keely

Oh. Meu. Deus.

Eu deito cambaleando na cama de Vaughn quando


ele termina de tirar minhas roupas. Minha cabeça está
girando, meu corpo dói com intenso e doce prazer como nada
que eu já conheci.

Esse foi o mais incrível, alucinante, sexo animal


bruto da minha vida.

“O que a fez mudar de ideia?”

A voz de Vaughn surge me tirando do meu


resplendor. Eu ergo minha cabeça, e isso é tudo que posso
fazer. Ele está ao pé da cama, olhando para mim com um
olhar faminto. Para minha descrença, eu já posso ver seu pau
ficando duro.

De novo?

Eu estou sensível e dolorida, e nunca fui tomada tão


rudemente em minha vida. Mas ainda assim, o pensamento
dele se enterrando em mim envia uma nova onda de desejo se
agitando pelo meu corpo.
"Você esteve me afastando por semanas," Vaughn
brinca. Ele agarra meus tornozelos, puxando minhas coxas
separadas e sorrindo para a vista. "Por que você apareceu
aqui esta noite? Não podia viver sem meu pau um único
minuto mais?"

Ele traça sua mão subindo em minhas coxas, e me


acaricia em todo o clitóris. Suspiro com o prazer dolorido.
"Muito cedo." Eu tento para-lo, mas ele move minha mão
para o lado.

"Seu corpo pode lidar com isso," ele diz com um


sorriso sombrio. "Você não sabe ainda, mas você pode gozar
uma dúzia de vezes, e ainda estar pronta para mais."

Eu caio de costas na cama. Ele acaricia novamente,


mais suave, deslizando os dedos ao redor do meu
escorregadio nó até que eu estou me contorcendo. "Então,
fale comigo," ele insiste.

É preciso um momento para lembrar que ele me fez


uma pergunta. "Vaughn," Eu choramingo. "Eu não ... Eu não
posso pensar quando você faz isso."

"Tente mais."

Eu respiro fundo, tentando desesperadamente me


controlar, enquanto ele acaricia meu clitóris em um ritmo
vertiginoso. "Eu descobri uma coisa," eu consigo dizer. "Algo
que me fez perceber, que eu não queria esperar."

Ele desliza dois dedos dentro de mim, e eu grito me


arqueando contra a mão dele.
"O que foi isso?"

Eu suspiro para o ar. Vaughn rasteja sobre o meu


corpo, abaixando sua boca para chupar um mamilo. Eu
suspiro com o prazer agudo, me empurrando contra a sua
boca. "Responda-me," ele exige, com diversão em seus olhos.
"Lembre-se das regras. Você me dá tudo que eu quero, ou eu
a puno".

Eu gemo. Deus, eu adoro quando ele me pune.

Como se estivesse lendo minha mente, ele leva um


mamilo firme em sua boca e mordisca forte. “Ai!” Eu grito. "E
eu prometo a você, baby, não vai ser tão divertido como da
última vez."

Ele mordisca meu mamilo de novo, e eu grito com a


deliciosa dor. "OK, OK, eu sinto muito, eu vou te contar
tudo."

Ele senta para trás, deixando-me organizar meus


pensamentos. Seus dedos ainda estão acariciando entre as
minhas coxas, enviando ondas de prazer através do meu
corpo, mas ele está devagar, esperando pela minha resposta.

Eu respiro fundo, e tento raciocinar. "Você sabe


aquele cliente meu, Ashcroft?" Eu pergunto.

A mão de Vaughn para. "O que tem ele?" Pergunta


ele, em voz baixa.

"Bem, eu não te disse, mas quando ele morreu, ele


deixou tudo para mim." Eu faço uma pausa, vendo sua
mandíbula se apertar. Eu sei, ele não quer que isso se torne
pessoal. Ele deixou claro que não está interessado em falar,
mas ele perguntou – e por alguma razão, eu acho que quero
confiar nele.

Tenho levado tudo isso sozinha, desde que


aconteceu. Justine não entende, mas eu me recordo, Vaughn
perdeu o pai também. Talvez ele possa compreender como
esta notícia virou minha vida de cabeça para baixo.

Eu respiro e continuo. "Nós não sabíamos por que ele


me colocou em seu testamento, mas eles fizeram um teste de
DNA . Acontece que, ele é o meu pai. Ashcroft era o meu pai."

Vaughn me solta. Ele fica de pé, se afastando de


mim. Eu sinto uma ponta de arrependimento.

"Por que você está me dizendo isso?" Pergunta


Vaughn. Ele se vira para mim, e eu posso ver, há uma tensão
estranha em seus olhos. "O que é isso?"

"Nada," eu respondo, confusa. Eu alcanço o cobertor,


tentando me cobrir. "Você perguntou o que aconteceu, e eu
estou lhe dizendo. Saber sobre Ashcroft, mudou tudo. Eu
percebi que eu não queria deixá-lo escapar da minha vida do
jeito que ele escapou. Eu nunca conheci o meu verdadeiro
pai, isso me fez pensar, o que mais eu não queria perder
quando tive a chance."

A expressão de Vaughn relaxa, só um pouco.

"Você não sabia que era filha dele?" Ele pergunta.

Eu balanço minha cabeça. "Nunca. Acontece que, a


minha mãe teve um relacionamento com ele antes dela
sequer conhecer meu pai. Eles se separaram bem na época
em que ela ficou grávida. Eu acho que ele nunca me quis por
perto."

Eu olho para baixo, sentindo a picada da rejeição,


pela primeira vez. Eu não tive tempo para pensar sobre esta
parte: como Ashcroft poderia fingir que eu não existia por
mais de vinte anos.

Fico surpresa quando Vaughn se move para sentar


ao meu lado na cama. "Ei, está tudo bem," ele me diz,
colocando uma mão suave no meu braço. "Você estava
melhor desse jeito. Algumas pessoas simplesmente passam
pela vida causando estragos e destruição. Eles não se
preocupam com a bagunça que eles deixam para trás."

Eu olho em seus olhos, e me pergunto se ele está


falando sobre seu pai. Um suicídio como esse, deve tê-lo
arrasado quando jovem.

"Então Ashcroft lhe deixou tudo?" Vaughn exala.

Concordo com a cabeça, autoconsciente. "Eu ainda


não entendo, mas sim. A empresa, a propriedade, tudo é
meu. "

"O que você vai fazer?"

Eu dou de ombros impotente. "Eu não sei. A sede da


empresa é em Nova York. Eu acho que eu deveria ir lá,
descobrir como tudo funciona. E eu deveria conhecer seus
filhos adotados novamente, cara a cara. Talvez eu possa fazê-
los ver que eu não estou tentando tirar nada deles. Mas... Eu
estou com medo," Eu admito. "Isso é tão grande, eu não sei
como vou lidar com tudo isso sozinha."

Vaughn aperta meu ombro. “Você não está sozinha,”


diz ele de repente. Eu olho, e vejo um olhar feroz em seus
olhos, algo escuro e determinado.

"Eu vou com você."


Capitulo 19
Vaughn

Vinte anos atrás, a minha vida foi destruída pelo


plano maligno de um homem. Ele levou meu pai ao suicídio,
destruiu a minha mãe, deixou-me para tentar criar meu
irmão mais novo por conta própria.

Eu jurei que eu teria a minha vingança.

Mas aquele homem está morto agora, fora do alcance


da justiça. A única maneira que eu posso inclinar a balança é
destruir o seu legado, e derrubar tijolo por tijolo tudo que ele
trabalhou para construir.

Arruinar a última pessoa que ele amava.

Keely Fawes.

Ela se tornou minha obsessão, minha conquista,


meu desejo mais escuro. Eu só tive um gostinho do que a sua
deliciosa boceta pode fazer, e agora que eu sei que ela é filha
de Ashcroft, eu simplesmente a quero ainda mais.

Sim, esta menina não sabe o que está por vir. Vou
fode-la de mil maneiras diferentes, mostrar-lhe qual a
sensação de precisar do meu pau mais do que ela pode
aguentar. Eu vou reivindicar aquela boca, dominar aquela
doce boceta, e ser o único homem a deslizar profundamente
em sua bunda virgem.

E então, quando ela estiver quebrada – quando seu


corpo doer para ser preenchido, e ela não puder viver um
único dia sem implorar por meu pau – é quando ela vai saber
a verdade.

Eu queria protegê-la, agora, eu não tenho escolha, a


não ser destruí-la.

De uma forma ou de outra, ela é a chave para a


minha vingança.

***

O que Vaughn vai fazer a seguir?

Continua...

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