RINS
Os rins humanos servem para converter mais de 1.700 litros de sangue por dia em cerca de 1 litro de um fluido
concentrado altamente especializado chamado urina.
Fazendo isso, o rim:
Excreta os produtos residuais do metabolismo;
Regula precisamente a concentração corporal de água e sais;
Mantém um equilíbrio ácido apropriado do plasma;
Serve como órgão endócrino, secretando hormônios como eritropoetina, renina e prostaglandinas.
O estudo das doenças renais é facilitado pela sua divisão em doenças que afetam os 4 componentes morfológicos
básicos:
Glomérulos;
Túbulos;
Interstício;
Vasos sanguíneos.
Alguns componentes parecem estar mais vulneráveis a formas específicas de injúrias renais:
A maioria das doenças glomerulares é mediada imunologicamente;
Os distúrbios tubulares e intersticiais são frequentemente causados por agentes tóxicos ou infecciosos.
Apesar disso, alguns agentes afetam mais do que uma estrutura;
Há ainda, interdependência anatômica e funcional dos componentes do rim, o que implica que o dano a um quase
sempre afeta secundariamente os outros;
Uma doença primariamente nos vasos sanguíneos, por exemplo, inevitavelmente afeta todas as estruturas que
dependem deste suprimento sanguíneo;
Diversos danos glomerulares graves prejudicam o fluxo através do sistema vascular peritubular e também
distribui produtos potencialmente tóxicos para os túbulos;
A destruição tubular, pelo aumento da pressão intraglomerular, pode induzir a injúria glomerular.
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Qualquer que seja a origem, há uma tendência para que as formas de doenças renais crônicas destruam todos
os componentes do rim, culminando em insuficiência renal crônica e no que foi chamado de rins terminais.
ANATOMIA DO RIM
Par de órgãos encapsulados, retroperitoneais;
Processam aproximadamente 20% do débito cardíaco por min. 1100 ml/min);
Hilo: vasos, nervos e ureteres.
As funções do rim são:
Produtora (eritropoetina, calcitriol, renina);
Excretora (metabólitos);
Regulatória (hídrico, eletrolítico, acidobásico).
Organização anatômica LOBO RENAL
Pirâmide + córtex sobrejacente;
Entre duas colunas renais.
Organização funcional LOBO RENAL (cortical);
Ducto coletor + néfrons drenados por ele;
Entre duas artérias interlobulares ascendentes.
Néfron:
Unidade funcional → corpúsculo renal, TCP, Alça de Henle, TCD;
Cortical;
Medular (alça profunda);
Túbulo urinífero: néfron + ducto coletor.
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Glomérulo renal
Cápsulas glomerulares, revestidas por células endoteliais fenestradas;
Mesângio, formado por células mesanginais embebidas na matriz mesangial;
Podócitos, constituintes da camada visceral da cápsula de Bowman.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DAS DOENÇAS RENAIS
As manifestações clínicas das doenças renais podem ser agrupadas. Algumas são particulares das doenças
glomerulares e outras estão presentes em doenças que afetam qualquer um dos componentes.
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Azotemia:
Anormalidade bioquímica, que se refere a uma elevação dos níveis de nitrogênio da ureia sanguínea NUS
e da creatinina, e está amplamente relacionada com uma taxa de filtração glomerular TFG diminuída;
É uma consequência de muitos distúrbios renais, mas também surge de distúrbios extrarrenais;
A azotemia pré-renal é encontrada quando há hipoperfusão dos rins que prejudica a função renal na
ausência de danos parenquimais:
Hemorragia;
Choque;
Depleção de volume;
ICC.
A azotemia pós-renal é vista quando o fluxo urinário está obstruído além do nível do rim;
A liberação da obstrução é seguida pela correção da azotemia.
Quando a azotemia se torna associada a uma constelação de sinais e sintomas clínicos e anormalidades
bioquímicas, é chamada de uremia:
A uremia é caracterizada pela falência da função excretora renal e por grande número de alterações
metabólicas e endócrinas que resultam de danos renais;
Os pacientes urêmicos frequentemente manifestam envolvimento secundário do sistema gastrointestinal (ex.:
gastroenterite urêmica), de nervos periféricos (ex.: neuropatia periférica), e do coração (ex.: pericardite fibrinosa
urêmica).
Apresentações clínicas das doenças renais:
Síndrome nefrítica:
Decorrente de uma doença glomerular e é dominada por um início agudo de uma hematúria geralmente
muito visível, proteinúria branda a moderada e hipertensão;
Apresentação clássica da glomerulonefrite pós-estreptocócica aguda.
Glomerulonefrite rapidamente progressiva:
Caracterizada como uma síndrome nefrítica com declínio rápido na TFG.
Síndrome nefrótica:
Decorre de uma doença glomerular e é caracterizada por uma proteinúria intensa (+ de 3,5 g/dia),
hipoalbuminemia, edema grave, hiperlipidemia e lipidúria.
Hematúria ou proteinúria assintomática, ou a combinação das duas:
Manifestação de anormalidades glomerulares suaves a brandas.
Insuficiência renal aguda:
Dominada por oligúria ou anúria e início recente de azotemia;
Pode resultar de injúrias glomerulares, intersticiais ou vasculares ou de injúrias tubulares agudas.
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Insuficiência renal crônica:
Caracterizada por sinais e sintomas prolongados de uremia;
É o resultado final de todas as doenças parenquimais renais crônicas.
Os defeitos tubulares renais são dominados por poliúria, noctúria e distúrbios eletrolíticos (ex.: acidose
metabólica);
Resultados de doenças que afetam diretamente a estrutura tubular, como a doença cística medular, ou que
causam defeitos em funções tubulares específicas, podendo ser herdadas, como na acidose tubular renal e no
diabetes nefrogênico familiar, ou adquiridas, como a nefropatia por chumbo.
A ITU é caracterizada por bacteriúria e piúria;
A infecção pode ser sintomática ou assintomática e pode afetar o rim (pielonefrite) ou a bexiga (cistite).
A nefrolitíase é manifestada por espasmos graves de dor (cólica renal) e hematúria, frequentemente com formação
de pedras recorrente;
A obstrução do trato urinário e os tumores renais têm manifestações clínicas variadas baseadas na localização
anatômica específica e na natureza da lesão.
INSUFICIÊNCIA RENAL
A insuficiência renal aguda é uma deterioração rápida e frequentemente reversível da função renal;
A insuficiência renal crônica é o resultado final de uma variedade de doenças renais e a principal causa de morte da
doença renal;
A evolução da função renal normal para a insuficiência renal crônica sintomática progride por meio de 4 estágios que
se incorporam a outro:
Reserva renal diminuída: TFG é cerca de 50% da normal. Valores séricos de nitrogênio da ureia sanguínea NUS
e de creatinina estão normais e os pacientes assintomáticos;
No entanto, eles são mais suscetíveis a desenvolver azotemia com um insulto renal adicional.
Insuficiência renal: TFG de 20 a 50% da normal. A azotemia aparece geralmente associada com anemia e
hipertensão;
A poliúria e a noctúria podem ocorrer como resultado da capacidade de concentração diminuída;
O estresse súbito (ex.: com nefrotoxinais) pode precipitar a uremia.
Insuficiência renal crônica: TFG é menos de 20 a 25% da normal. Os rins não podem regular o volume e a
composição de solutos, e os pacientes desenvolvem edema, acidose metabólica e hipercalemia.
A uremia pode ser seguida por complicações neurológicas, gastrointestinais e cardiovasculares.
Doença renal em estágio terminal: TGF é menos de 5% da normal → estágio terminal da uremia.
Principais anormalidades sistêmicas na insuficiência renal crônica:
FLUIDOS E ELETRÓLITOS FOSFATO DE CÁLCIO E OSSOS HEMATOLÓGICAS
Edema; Hiperfosfatemia; Anemia;
Desidratação; Hipocalemia; Diatese hemorrágica.
Hipercalemia; Hiperparatireoidismo secundário;
Acidose metabólica. Osteodistrofia renal.
CARDIOPULMONAR GASTROINTESTINAL NEUROMUSCULAR
Hipertensão; Náusea e vômitos; Miopatia;
ICC; Sangramento; Neuropatia periférica;
Miocardiopatia; Esofagite, gastrite e colite. Encefalopatia.
Edema pulmonar;
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Pericardite urêmica.
DERMATOLÓGICAS
Cor pálida;
Prurido;
Dermatite.
DOENÇAS GLOMERULARES
DOENÇAS VASCULARES, PIELONEFRITES E NEOPLASIAS
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