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Racismo: Tipos e Impactos Sociais

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1

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ


SECRETARIA DE EDUCAÇÃO / 3ª URE
E.E.M.T.I. PROFª. BENVINDA DE ARAÚJO PONTES
ENSINO MÉDIO INTEGRAL
EDUCAÇÃO FÍSICA

JANAINA PIRES XAVIER


KEYSI ELLEM MACIEL VALENTE
ISABELA DE SOUZA DOS SANTOS
MANUELLY

TEMA

ABAETETUBA/PARÁ
DEZEMBRO/2024

JANAINA PIRES XAVIER


KEYSI ELLEM MACIEL VALENTE
2

ISABELA DE SOUZA DOS SANTOS


MICAEL BITENCOURT DOS SANTOS
MILLER COSTA DA COSTA
LEANDRO WILLIAM

TEMA

Seminário apresentado para a disciplina


Educação física, ministrada pelo Professor
Adriano Góes, como requisito avaliativo para o
4º bimestre do ano letivo de 2024.

ABAETETUBA/PARÁ
DEZEMBRO/2024

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.....................................................................................05
2 DESENVOLVIMENTO.........................................................................06
3

2.1 TIPOS DE RACISMO...........................................................................07


2.1.1 Racismo individual............................................................................07
2.1.2 Racismo institucional........................................................................07
2.1.3 Racismo cultural................................................................................07
2.1.4 Racismo comunitarista......................................................................07
3 METODOLOGIA..................................................................................09
4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................10

INTRODUÇÃO
É de suma importância na sociedade atual refletir e debater o conceito sobre
o que é o racismo e como está estruturado no corpo social em nosso cotidiano,
tendo em vista que a prática do mesmo consiste na ideia preconceituosa e
4

incorreta de achar que uma raça é inferior que a outra por conta de
características físicas, descendência, etnia, cor ou traço de âmbito cultural.
O pensamento sistemático racial discriminatório enraizado na nossa
sociedade brasileira, vem de herança do processo de escravidão onde se
normalizou a concepção de divisões entre classes com base na superioridade
de pessoas brancas sobre negros e indígenas escravizados, fazendo assim
com que houvesse um conjunto de faltas de medidas e ações que integrassem
a esses grupos na sociedade, gerando o que se entende por racismo
estrutural.
A intolerância racial não é só um problema existente em nosso país e sim
abrange todo o mundo, o ato de discriminação agride os direitos humanos e o
princípio da dignidade da pessoa. Segundo Pena Júnior (2008, p .10), “ a
dignidade da pessoa humana é tão importante que mesmo aquele que
desconhece, merece tê-la preservada” então seguindo essa mesma linha é
suficiente para se entender que só o fato de ser uma pessoa é considerável
para que possua dignidade e que ela não pode ser desrespeitada.
No cenário mundial foi definido pela Organização das Nações Unidas (ONU) o
dia 21 de março como Dia Internacional da Luta Contra a Discriminação Racial.
Já no nacional, é previsto como lei, o crime, de toda prática de racismo,
estrutural, institucional, cultural, ecológico ou ambiental e recreativo.
Muitas pessoas utilizam de argumentos para tentar justificar o racismo,
criando diversas teorias sociais, recorrendo ao racismo científico, noções de
pensadores filosóficos da escola antropológica evolucionista, negando que
esse preconceito é existente nos dias que decorrem, e até afirmando que a
prática acontece opostamente. Interlocução essa, negada pelas classes mais
pobres, negros e indígenas que afirmam sofrerem frequentemente desse
estereótipo de classes inferiores.

DESENVOLVIMENTO
Para desenvolvermos o presente trabalho é necessário uma dinâmica de
complexidade do contexto em que o tema racismo está inserido, requerendo
métodos científicos integrativos que sejam capazes de detectar o conteúdo do
artigo. Para tal, foram realizados por meio de pesquisas, estudos documentos
e bibliográficos aliados a obtenção de opiniões de especialistas, a discussão
sobre o racismo nas relações sociais perante sociedade atual.
5

O racismo é a discriminação e o preconceito contra pessoas pertencentes a


uma raça (etnia) diferente, mas para se compreender melhor, é necessário
saber, antes de tudo, que a própria palavra tem uma origem relativamente
recente. Ela apareceu pela primeira vez em um artigo publicado em uma
revista francesa intitulada Revuê Blanche, no ano de 1902. Nas décadas que
se seguiram, o termo começou a se popularizar em quase todas as línguas
europeias (inglês, português, espanhol etc.), sendo usado para denominar as
concepções sobre superioridade e inferioridade racial que começaram a vigorar
na Europa a partir do século XIX. Isto é, ele se originou a partir de
determinadas teses de cientistas europeus do século XIX, sobretudo médicos e
antropólogos, que usaram de seus conhecimentos para elaborar doutrinas
raciais. Um dos procedimentos utilizados por esses médicos consistia em medir
o tamanho do crânio de indivíduos de “raças” diferentes. Os crânios maiores,
que supostamente comportavam mais massa cerebral, eram indicativo de
superioridade racial. Outro procedimento consistia em analisar os traços
fisionômicos (relativos à feição humana, aos traços faciais), como nariz, lábios,
orelhas, cor dos olhos, para que fosse determinado o grau de “pureza racial”
atingido por determinada raça ao longo da evolução do homem.
Em outras regiões do mundo, como o Brasil, o racismo existiu e ainda existe,
mas com uma diferença grande para os exemplos citados acima: no Brasil,
nunca houve, após a abolição da escravatura, em 1888, leis (nem federais nem
estaduais) que segregassem (separassem e diferenciassem) negros de
brancos. O racismo, no Brasil, nunca foi política de Estado, como foi nos EUA,
por exemplo.
Muitos autores da virada do século XIX para o século XX acreditavam que os
vários surtos de doenças que haviam no interior do Brasil eram resultado da
contaminação da raça negra sobre a branca, que resultara na figura do
mestiço, anêmico e doente. Monteiro Lobato, quando elaborou pela primeira
vez seu personagem “Jeca Tatu”, tinha isso em mente. Depois, com o início
das pesquisas sanitaristas (pesquisas médicas que tinham a missão de
esclarecer os agentes de transmissão de doenças, como mosquitos, ratos etc.),
Lobato e vários outros escritores e intelectuais abandonaram as antigas
concepções racistas.
Após passar 133 anos sem escravidão em nosso país e de ocorrer a
derrubada de várias teorias e hipóteses que sustentassem ideias racistas.
Atualmente é possível perceber que essa prática discriminatório ainda está
bastante enraizado em nossa sociedade, vemos esse fato através da
marginalização de pessoas negras periféricas, atribuições de percepções de
valor deturpado e estereotipado por piadas sobre cabelo, corpo, fala, entre
outros referente a uma pessoa ou grupo social pertencente a uma diferente
etnia. Ademais, podemos identificar que há diversas formas de descriminação
baseadas em diferenças étnicas raciais:

Tipos de Racismo
1. Racismo Individual
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O racismo individual é expresso em atitudes discriminatórias individuais,


através de estereótipos, insultos e rejeição a uma pessoa que não possua as
mesmas características étnicas que a sua.
Desta maneira, temos expressões como “é preto, mas é limpinho” ou “índio
bom é índio morto” que revelam o profundo desprezo a todo um grupo.
2. Racismo Institucional
O racismo institucional é aquele exercido pelas instituições, como o Estado, a
Igreja, as empresas privadas e públicas, no qual certos grupos étnicos, como
negros ou índios, são marginalizados e rejeitados, seja direta ou indiretamente.
Um dos maiores exemplos foi o apartheid, na África do Sul, quando os negros
estavam proibidos de frequentar os mesmos lugares que os brancos.
Igualmente, nos Estados Unidos, havia leis desse tipo, que impediam os
negros a estudarem nas mesmas escolas que os brancos, por exemplo.
3. Racismo Cultural
Resulta na crença que existe superioridade entre as culturas existentes, no
amplo sentido que “cultura” engloba, religião, costumes, línguas, dentre outras.
O racismo cultural foi usado como justificativa para colonizar e dominar
territórios desde a Antiguidade. Na época moderna, esse tipo de racismo pode
incluir elementos do racismo institucional e individual.
4. Racismo Comunitarista (Diferencialista)
O conceito de comunitarismo ganhou força nos anos 80, em contraposição ao
individualismo. Esta filosofia defende que a comunidade é mais importantes
que o indivíduo em si.
Dessa maneira, o racismo Comunitarista está ligado ao pensamento
contemporâneo e ao nacionalismo. Ele torna-se racista na medida que sempre
privilegia a sua comunidade em detrimento de outra.
Como consequência, o racismo Comunitarista se dirige a um grupo como uma
aldeia indígena, uma comunidade quilombola, e não só aos indivíduos
específicos.
Muitas iniciativas contra a discriminação racial lutam pelo reconhecimento de
seu grupo étnico e por um corpo social menos preconceituoso e mais
igualitário. Podemos ver essa situação a exemplo quando vemos negros e
indígenas apresentando telejornais, ocupando as universidades e influenciando
pessoas por meio de livros, redes sociais, palestras e outros cenários.
Para maiores reconhecimento dessa luta, uma reunião da Assembleia Geral
da ONU marcou em 21 de março o Dia Internacional para a Eliminação da
Discriminação Racial, celebrado anualmente. Além disso no Brasil a prática do
racismo é considerado crime inafiançável, com pena de até 3 anos de prisão.
A seguir estão alguma leis criadas para combater o racismo no território
brasileiro:
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A Lei N° 14.532/2023, publicada em janeiro deste ano, equipara a injúria


racial ao crime de racismo. Com isso, a pena tornou-se mais severa com
reclusão de dois a cinco anos, além de multa, não cabe mais fiança e o crime é
imprescritível.
A LEI Nº 12.288/10, institui o Estatuto da Igualdade Racial, destinado a
garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a
defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos e o combate à
discriminação e às demais formas de intolerância étnica.
A Lei N° 7.716/89, conhecida como Lei do Racismo, pune todo tipo de
discriminação ou preconceito, seja de origem, raça, sexo, cor, idade.
Embora haja conscientização e a existência de leis contra a prática do
racismo, vemos em dados de pesquisas pessoas sendo mortas pela sua cor de
pele, como aconteceu com João Alberto Silveira Freitas que foi espancado por
seguranças em uma das lojas do grupo Carrefour por causa de uma “atitude
suspeita”. Também observamos a presença de teorias conspiratórias, que
afirmam existir o racismo reverso - termo utilizado para descrever a
discriminação cometida por minorias raciais ou grupos étnicos oprimidos contra
pessoas pertencentes à classe dominante - , conceito esse bastante errôneo,
visto que, quando um branco erra e pede desculpas, existe uma propensão a
ficar tudo bem, diferentemente do negro, que tende a sofrer algum tipo de
retaliação.
Com a conclusão do artigo podemos analisar que para a ver o fim do racismo
são necessárias medidas e transformações na sociedade que decorre, junto
com a visão de que todos somos seres humanos e devemos ser respeitados
como tais não importa a raça ou etnia pertencente, pois a cor da pele, cabelo,
religião ou grupo social pertencente não define que um ser é superior ou
inferior ao outro.

METODOLOGIA
O presente trabalho consiste em um estudo exploratório, onde foi utilizado o
método de pesquisa bibliográfica.
O estudo exploratório trata-se de uma pesquisa que tem como objetivo
aproximar o indivíduo de um tema abordado, e aprender sobre o mesmo.
A pesquisa bibliográfica diz respeito a busca de informações em livros,
documentos, artigos, sites, entre outros.
Para o trabalho em questão, foram analisados artigos acadêmicos e sites,
possibilitando a aprendizagem do assunto explorado. Dessa forma, houve
construção de ideias, e montagem do documento.
8

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1][Link]

[2][Link]

[3][Link]
[Link]
[4][Link]
humanos-e-discriminacao-racial/
[5]IANNI, O. Raças e Classes Sociais no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 2004.

[6]SILVA FILHO, J.B. O Serviço Social e questão do negro na sociedade


brasileira. Rio de Janeiro: Marques Saraiva, 2006.
9

[7]SKIDMORE, Thomas E. Preto no Branco. Raça e nacionalidade no


pensamento brasileiro. Trad. de Raul de Sȧ Barbosa. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1976.
[8]ZORZI, José Augusto A construção do feriado do Dia da Consciência
Negra em Porto Alegre (2001-2019): luta e politica do
reconhecimento/José Augusto Zorzi. – 2019. 207 1.
[9][Link]

[10][Link]
e-uma-realidade-veja-aqui/
[11][Link]
[12][Link]
produtos/direito-facil/edicao-semanal/lei-do-racismo#:~:text=A
%20Lei%207.716%2F89%2C%20conhecida,%2C%20sexo%2C
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[13][Link]
[Link]
[14][Link]
[Link]

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