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Candomblé: Origens e Orixás

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Desvendando os Segredos do Candomblé

I – Introdução
O enorme crescimento das religiões mediúnicas no Brasil, nos últimos anos,
tráz á reflexão uma série de temas que não podem passar despercebidos. O
Candomblé, em especial, tem atraído a atenção de uma variada gama de
estudiosos, para não mencionar o fato de que começa a fazer novos adeptos,
cada vez mais, nas camadas mais letradas – onde sempre se localizou o
preconceito.
O Candomblé, ao lado de outras correntes espirituais, propicia um contato mais
aberto com o que a Bíblia denomina: demônios, espíritos das trevas. Podemos
observar sua influência na cultura brasileira, basta visitarmos os museus da
Bahia, ou observarmos os blocos carnavalescos, a cantigas de roda (samba lele
tá doente, tá com a cabeça quebrada…) etc.

II – Entre duas Correntes

Entende-se como cultos afro-brasileiros duas correntes principais, o Candomblé


e a Umbanda. Um é a religião africana trazida pelos negros escravos para o
Brasil e aqui cultuada em seu habitat natural (onde não era apenas um, mas
uma série de diferentes manifestações especificas de cada região), diferenças
essas acentuadas pela várias regiões do seu país de origem. Outra é uma
religião nova, desenvolvida no Brasil como a síntese de um processo de
sincretismo das mais diferentes fontes, que vão do catolicismo, passando pela
macumba, pelo Kardecismo, e até pôr cultos tipicamente indígenas. Assim,
dentro das duas diferentes correntes básicas, uma série de subcorrentes se
manifesta, dando origem a significados às vezes amplamente diversos para o
mesmo culto (no final das contas tudo é espiritismo, e provem da mesma
fonte: o diabo).

III – As Origens do Candomblé


Com a colonização do Brasil faltaram braços para a lavoura. Com isso, os
proprietários da terra tentaram subjugar o índio pensando em empregá-lo no
trabalho agrícola. Entretanto, o índio não se deixou subjugar, o que levou os
colonizadores a voltarem-se para a África em busca de mão-de-obra para a
lavoura. Começa assim um período vergonhoso da História do Brasil, como
descreve o poeta Castro Alves em suas poesias ‘Navio Negreiro” e “Vozes
D`África
“Acredita-se que os primeiros escravos africanos chegaram ao primeiro mundo
já 1502. Provavelmente, os primeiros carregamentos de escravos chegaram
em Cuba em 1512 e no Brasil em 1538 e isso continuou até que o Brasil aboliu
o tráfico de escravos em 1850 e na Espanha finalmente encerrou o tráfico de
escravos para Cuba em 1866. A maioria do três milhões de escravos vendido à
América Espanhola e o cinco milhões vendidos ao Brasil num período de
aproximadamente três séculos, vieram da costa ocidental da África.
Era muito cruel o tratamento imposto aos escravos desde o momento da
partida da África e durante a viagem nos navios chamados “tumbeiros”, que
podia se estender a cerca de dois meses. Os maus tratos continuariam depois,
para a maioria deles até a morte. Edson Carneiro informa que o tráfico trouxe
escravos de três regiões: da Guiné Portuguesa, do Golfo da Guiné (Costa da
Mina) e de Angola, chegando até Moçambique. Os africanos chegaram
divididos em dois grupos principais: sudaneses (os de Guiné e da Costa da
Mina) e os bantos (Angola e Moçambique). Os da Costa da Mina
desembarcavam na Bahia, enquanto que os demais eram levados para São
Luís do Maranhão, Bahia, Recife e Rio de Janeiro, de onde se espalhavam para
outras regiões do Brasil, como litoral do Pará, Alagoas, Minas Gerais e São
Paulo.
A presença do orixá é necessária tanto na Umbanda como no Candomblé. É de
origem africana que foram trazidos pelos negros escravizados. Seu culto é a
essência do Candomblé, e foi mantido vivo no Brasil. O continente africano, na
época das grandes levas de escravos, era ainda mais fragmentado
politicamente do que hoje. O conceito de nação ou Estado, em seu significado
mais restrito, não encontra correspondente na realidade geopolitica africana
desse período. Diversas nações de tribos fragmentavam qualquer idéia de
unidade cultural, ainda que, cercada pela selva, muitas dessas comunidades
nunca entraram em contato nem tiveram notícia da existência de outras. Isto
resulta numa grande diferença de culto de região para região, onde os nomes
de um mesmo orixá são absolutamente diferentes.
No Brasil, porém, pode-se notar um culto predominante do ritual e das
concepções iorubá – um povo sudanês da região correspondente à atual
Nigéria, que dominou e influenciou politicamente e culturalmente um grande
número de tribos. Esse culto se estendeu pôr toda a América, com exceção (se
bem que há notícias do estabelecimento cada vez maior destes cultos) da
América do Norte, com maior destaque para Cuba e Brasil.

IV – Os Orixás e Outras Entidades no Candomblé


1 – Quem São os Orixás
De acordo com o Dicionário de Cultos Afro-Brasileiros de Olga Cacciatore, os
orixás são divindades intermediárias entre Olorum (o deus supremo) e os
homens. Na África eram cerca de 600 – para o Brasil vieram talvez uns 50, que
estão reduzidos a 16 no Candomblé, dos quais só 8 passaram para à Umbanda.
Muitos deles são antigos reis, rainhas ou heróis divinizados, os quais
representam as vibrações das forças elementares da Natureza – raios, trovões,
tempestades, água; atividades econômicas, como caça e agricultura; e ainda
os grandes ceifadores de vidas, as doenças epidêmicas, como a varíola, etc.
2 – Origem Mitológica dos Orixás
Quanto à origem dos orixás, uma das lendas mais populares diz que Obatalá (o
céu) uniu-se a Odudua (a terra), e desta união nasceram Aganju (a rocha) e
Iemanjá (as águas). Iemanjá casou-se com seu irmão Aganju, de quem teve um
filho, chamado Orungã. Orungã apaixonou-se loucamente pela mãe,
procurando sempre uma oportunidade para possuí-la, até que um dia,
aproveitando-se da ausência do pai, violentou-a. Iemanjá pôs-se a fugir,
perseguida pôr Orungã. Na fuga Iemanjá caiu de costas, e ao pedir socorro a
Obatalá, seu corpo começou a dilatar-se grandemente, até que de seus seis
começaram a jorrar dois rios que formaram um lago, e quando o seu ventre se
rompeu, saíram a maioria dos orixás . Pôr isto Iemanjá é chamada “a mãe dos
orixás”.3. Os Orixás e o Sincretismo
O sincretismo religioso é também um aspecto significante dos cultos afros.
Sincretismo é a união dos opostos, um tipo de mistura de crenças e idéias
divergente. Os escravos não abriram mão de seus cultos e suas divindades.
Devido a um doutrinamento imposto pelo catolicismo romano, os africanos
começaram a buscar na igreja, santos correspondentes aos seu orixás. Muitos
dos orixás nos cultos afros encontrará no Catolicismo um santo
“correspondente “ – pôr exemplo:

Exu – diabo
Iemanjá – Nossa Senhora
Ogum – São Jorge
Iansã – Santa Bárbara
Iemanjá – Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Imaculada Conceição
Oxóssi – São Sebastião
Oxalá – Jesus Cristo – Senhor do Bonfim
Omulú – São Lázaro
Ossain – São Benedito
Oxumaré – São Bartolomeu
Xango – São Jerônimo

4. As Outras Entidades

Também presentes nos cultos afros-brasileiros estão espíritos que representam


diversos tipos de humanos falecidos, tais como: caboclos (índios ), pretos-
velhos (escravos), crianças, marinheiros, boiadeiros, ciganos, etc.

V – Considerações à Luz da Bíblia


1. A Questão Histórica: Verdade ou Mito?
a.) Nos cultos afros. Ao analisarmos os cultos afros, uma das primeiras coisas
que observamos é a impossibilidade de se fazer uma avaliação objetiva sobre a
origem dos orixás. Existem muitas lendas que tentam explicar o surgimento
dos deuses do panteão africano, e estas histórias variam de um terreiro para o
outro e até de um pai-de-santo para o outro. Não há possibilidade de se fazer
uma verificação científica ou arqueológica; não há uma fonte autoritativa que
leve a concluir se os fatos aconteceram mesmo ou se trata-se somente de
mitologia, sendo difícil uma avaliação histórica dos eventos relatados.
b. No cristianismo. Ao contrário, a Bíblia Sagrada resiste a qualquer teste ou
crítica, sendo sua autenticidade provada pela arqueologia (alguém já disse que
cada vez que os arqueólogos abrem um buraco no Oriente é mais um ateu que
sepultamos no Ocidente), pela avaliação de seus manuscritos (existem
milhares deles espalhados em museus e bibliotecas do mundo), pela geografia,
história, etc. Toda informação relevante para a fé no cristianismo tem que estar
baseada nas Escrituras. É impossível encontrar no Cristianismo cinco a dez
versões diferentes sobre a vida dos profetas ou qualquer personagem bíblica.

2. O Relacionamento com Deus


a.) Nos cultos afros. Um fato que devemos considerar é a posição
tradicionalmente dada aos orixás nos cultos afros como intermediários entre o
deus supremo (Olorum) e os homens. (No Catolicismo Romano, Maria recebe
também o título de intermediária). Além disso, os filhos-de-santo, uma vez
comprometidos com os orixás, vivem em constante medo de suas represálias.
Não pode ser esquecido também que os filhos-de-santo, uma vez
comprometidos com os orixás, vão viver em constante medo de suas
represálias ou punições. Note um trecho de uma entrevista no livro de
Reginaldo Prandi:
“O Pesquisador – Gostaria de perguntar só seguinte: desde que há regras,
quando a regra é quebrada, quem pune essa ação?
“Mãe Juju – O próprio santo, ou a mãe-de-santo : Olha você não venha mais
aqui, não venha fazer isto aqui que esta errado, quando você estiver bêbado,
ou quando você estiver bebendo, não venha mais dar santo aqui, não venha
desrespeitar a casa”.
“O Pesquisador – Como é a punição do orixá? Será que eu poderia resumir
assim: doença, morte, perda de emprego, perder a família, ficar sem nada de
repente e sem motivo aparente, enlouquecer, dar tudo errado, a própria casa-
de-santo desabar, isto é, todo mundo ir embora…?
“Todos – Isso”
Além do constante medo de punições em que vive o devoto do orixá, ele deve
ainda submeter-se a rituais e sacrifícios nada agradáveis a fim de satisfazer os
deuses.
b.) No cristianismo. Escrevendo a Timóteo, Paulo declara: “Porque há um só
Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem”. (I
Timóteo 2:5)/. É somente pela obra redentora do Calvário que somos
reconciliados com Deus (Efésios 2:11-22). Temos um Pai amável que conhece a
nossa estrutura e sabe que somos pó (Salmos 104:14). Deus não nos deu o
espírito de medo (II Timóteo 1:7), e o cristão não é forçado a seguir a Cristo,
mas o faz espontaneamente (João 6:67-69). A Bíblia diz que aquele que teme
não é perfeito em amor, pois no amor não há temor (I João 4:18). Ainda que
haja fracassos na vida do cristão, ele não precisa ter medo de Deus, pois Ele é
grandioso em perdoar (Isaías 55:7), e que temos um sumo-sacerdote que se
compadece de nossas fraquezas (Hebreus 4:15). Este é, de maneira bem
resumida, o perfil do Deus da Bíblia – bem diferente dos orixás, que na maioria
das vezes, são vingativos e cruéis com seus “cavalos”.
3. O Sacrifício Aceitável

a.) Nos cultos-afros. Ao evangelizar os adeptos dos cultos- afros, é necessário


conhecer também o significado do termo “ebó”. De acordo com Cacciatore,
ebó é a oferenda ou sacrifício animal feito a qualquer orixá. Às vezes é
chamado vulgarmente de “despacho”, um termo mais comumente empregado
para as oferendas a Exú (um dos orixás, sincretizado com o diabo da teologia
cristã), pedindo bem ou mal de alguém.
b.) No cristianismo. Precisamos lembrar o que o apóstolo Paulo tem a dizer
sobre isto: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam
aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com
demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não
podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”(I
Coríntios 10:20_21). Os sacrifícios de animais no Antigo Testamento apontavam
para o sacrifício perfeito e aceitável de Jesus Cristo na cruz. A Bíblia diz em
Hebreus 10:4: “Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire
os pecados. Somente Jesus pode fazê-lo, pois ele é o “cordeiro de Deus que tira
o pecado do mundo”(João 1:29). “Sem derramamento de sangue não há
remissão de pecados”(Hebreus 9:22), e o “sangue de Jesus Cristo, Seu Filho,
nos purifica de todo o pecado”(I João 1:7). Concluímos esta parte com Hebreus
10:12: “Mas este (Jesus), havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados,
está assentado para sempre à destra de Deus.”

4. Encarando a Morte

a.) Nos cultos afros: Ao dialogar com os adeptos dos cultos-afros –


principalmente do Candomblé – alguém se cientifica de que os orixás têm
medo da morte (quem menos tem medo da morte é Iansã). Quando um filho ou
filha-de -santo está próximo da morte, seu orixá praticamente o abandona.
Esta pessoa já não fica mais possessa, pois seu orixá procura evitá-la.
b.) No cristianismo. Isto é exatamente o contrário do que o Deus da Bíblia faz.
Suas promessas são sempre firmes. “Não te deixarei, nem te
desampararei”(Hebreus 13:5). O salmista Davi tinha esta confiança em Deus
ao ponto de poder dizer. “Ainda que eu andasse na sombra da morte, não
temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me
consolam: (Salmos 23:4). Nosso Deus não nos abandona em qualquer
momento de nossas vidas, e muito menos na hora de nossa morte. Glória a
Deus!5. Salvação e Vida Após a Morte
a.) Nos cultos afros. Nestas religiões o assunto de vida após a morte não é bem
definido. Na Umbanda , devida à influência kardecista, é ensinada a
reencarnação. Já o Candomblé não oferece qualquer esperança depois da
morte, pois é uma religião para ser praticada somente em vida, segundo os
seus defensores. Outros pais-de-santos apresentam idéias confusas, tais como:
“quando morre, a pessoa vau para a mesa de Santo Agostinho”ou “vai para a
balança de São Miguel.”
b.) No cristianismo. A Bíblia refuta claramente a doutrina da reencarnação (ver
Hebreus 9:27; :Lucas 16:19-31)./ Ela ensina que, para o cristão, estar ausente
do corpo é estar presente com o Senhor (II Coríntios 5:6). O apóstolo Paulo
afirma que a nossa cidade está no céu (Filipenses 3:20), e que para os cristãos
há um reino preparado desde a fundação do mundo (Mateus 25:34)

6. A Verdadeira Liberdade

a.) Nos cultos afros. Freqüentemente, as pessoas tem medo de deixar os cultos
afros para buscar uma alternativa. Foi-lhes dito que se abandonarem seus
orixás (ou outros “guias”) e não cumprirem com suas obrigações, terão
conseqüências desastrosas em suas vidas.
b.) No cristianismo. Entretanto, isto não é verdade. Estas pessoas podem sair e
encontrar a liberdade e uma nova vida em Cristo, como é o caso de Helena
Brandão (Darlene Glória) e de muitos outros. A Bíblia diz que “Para isto o Filho
de Deus se manifestou; para desfazer as obras do Diabo ( João 3:8; veja ainda
Números 23:23; Lucas 10:19; João 8:32-36 e I João 4:4; 5:18).
VI – Conclusão
Pela graça e misericordia de Deus temos visto muitas pessoas abandonando os
cultos afros e se entregando a Jesus, como no caso da irmã Nadir que foi 19
anos mãe-de-santo e hoje pode testemunhar da verdadeira liberdade que Jesus
oferece a todos os adeptos do Candomblé e Umbanda, Foi isso também o que
aconteceu com Georgina Aragão dos Santos, ex-mãe-de-santo. Sua
transformação foi contada pelo bispo Roberto McAlister, da Igreja de Nova Vida,
no Rio de Janeiro, no livro Mãe-de-Santo.” Ao nascer, foi marcada com quatro
cortes de faca no braço direito. A parteira que a marcou, uma africana do
Candomblé, ainda fez a declaração: “Esta menina tem de ser mãe-de-santo.
Não poderá fugir nunca a esse destino”. Aos nove anos de idade teve o seu
primeiro contato com o Candomblé. Veio depois a iniciação, tornando-se mais
tarde mãe-de-santo e cartomante. Envolveu-se também com a Umbanda. Pôr
muitos anos, viveu experiências incríveis e até mesmo repugnantes impostas
pelos guias. O encontro com Cristo, a libertação, a paz e a alegria do Espírito
Santo tornaram-se realidade em sua vida quando passou a ouvir a Palavra de
Deus no auditório da A.B.I. no centro do RJ. Ainda bem que Nadir e Georgina
não são as únicas,, pois são inúmeros os casos de pessoas que passaram muito
tempo escravizadas pelos guias e orixás e hoje levam uma vida feliz com Jesus.

Candomblé
Origem: Trazida pelos escravos da África no final do século XVI.
Objetivo: Chegar ao Divino pelas orientações dos Espíritos. Creem num Deus
só, mas também cultuam uma série de Orixás, que são considerados
divindades representativas da natureza, que cuidam e equilibram as energias
da nossa existência. É uma religião musical e culturalmente rica. Quando
chegou ao Brasil a religião passou por mudanças para se esquivar da
perseguição católica, assim cada Orixá foi associado a um santo da Igreja
Católica, para despistar os jesuítas e dar continuidade ao culto.
Umbanda
Origem: Também deriva das religiões afro-brasileiras, mas nasceu
propriamente em 1908 pelo médium Zélio de Moraes, ao incorporar uma
entidade chamada “Caboclo das Sete Encruzilhadas”. Com a ajuda de Espíritos
que se apresentavam como ex-escravos (pretos velhos) e ex-indígenas
(caboclos) fundou o primeiro centro em Niterói, Rio de Janeiro. É tida como
religião verdadeiramente brasileira.
Quimbanda
Origem: Religião afro-brasileira que surge no Rio Grande do Sul, a partir de
meados dos anos 60. Frequentemente é confundida com a Kiumbanda (ou
Quiumbanda), que é a prática de trabalhar espiritualmente com kiumbas. É
uma seita religiosa formada por Espíritos em evolução, onde o conceito de bem
e mal são condições necessárias à aprendizagem das entidades.

Outras fontes:
Dr. Paulo Romeiro
Autor: Joaquim de Andrade

Fundadoras do Espíritismo confessam que ele é falso

A história de um “fantasma” que, través de pancadas nas paredes de madeira


e no assoalho de uma velha casa, entrou em contato com as meninas
Margareth e Kate Fox, respectivamente de 12 e 09 de idade, é apresentada
como o “fenômeno” que marcou o início oficial do espiritismo moderno. Essa
história, tida como verdadeira, tem sido utilizada em livros, revistas e jornais,
tanto por escritores espíritas, como por intelectuais de outras confissões
religiosas, inclusive por evangélicos – o que é de se lamentar.
Pois na verdade o que aconteceu na vila de Hydesville, no Estado de Nova
Iorque, EUA, em 1847 (dez anos antes de Allan Kardec lançar na França “O
Livro dos Espíritos”), envolvendo um “fantasma” e aquelas duas meninas, não
foi o que os espíritas chamaram de “o início da comunicação dos seres além-
túmulo com o mundo dos vivos”.
O que ocorreu na verdade naquela velha casa habitada por um casal de
cristãos metodistas, que tinha como filhas as meninas Margareth e Kate Fox,
não passou, inicialmente, de uma brincadeira das meninas para impressionar a
ingênua e supersticiosa senhora Fox; mas essa brincadeira resultou em uma
sessão de fenômenos enganosos, em uma história elaborada com astúcia, cuja
trajetória e desfecho serviram aos desígnios do Pai da mentira, Satanás, (Jo
8.44).
Porém, 40 anos depois, toda a verdade foi espontaneamente revelada pelas
próprias fundadoras do espiritismo. Apesar de ter sido um acontecimento de
imensa repercussão na época, esse fato é hoje quase totalmente desconhecido
do povo brasileiro, inclusive da maioria dos espíritas. Daí a razão de o estarmos
divulgando aqui, pois, segundo observou Álvaro Negromonte: “Há muitos
espíritas de boa fé, honestos e retos, que servem à causa do espiritismo com
dedicação, convictos de estarem com a verdade”. É necessário, portanto, que
eles sejam eficientemente evangelizados pela mensagem bíblica, e pelo
conhecimento dos fatos que passamos a apresentar a seguir.
A autenticidade dos documentos e das revelações que fazemos nesta matéria
pode ser confirmada em cinco autores fidedignos: Álvaro Negromonte (1),
Pascoal Lacroix (2), Boaventura Kloppenburg (3), Raphael Gasson (4) e
Fernando Palmes (5).
Faz-se necessário, portanto, que todos tomem conhecimento do que realmente
aconteceu em Hydesville. Como evangélicos, cumpramos nossa obrigação de
“alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte…” (Lc 1.79).

UMA CARTA EXPLODE EM NOVA IORQUE.


Após trabalhar como médium durante 40 anos na divulgação do espiritismo,
Margareth Fox Kane, uma de suas fundadoras, escreveu e enviou uma carta ao
diretor do jornal novaiorquino New York Herald, de ampla circulação. O diretor
leu-a e divulgou-a imediatamente. Publicada no dia 25 de maio de 1888, a
carta teve, entre os milhares de leitores do Herald, o efeito de uma bomba
nuclear explodindo em pleno centro da cidade de Nova Iorque. Ao comprarem
o jornal, os espíritas mal acreditavam no que liam, pois o deus deste século
lhes havia cegado o entendimento (II Co 4.4), e continua mantendo hoje
milhões de pessoas na cegueira espiritual.
O conteúdo da carta as seguintes revelações: Margareth confessava ter ficado
muito triste ao saber, através de uma reportagem lida naquele mesmo jornal,
que sua irmã Kate fora vítima de uma desgraça. A carta não nos revela que
desgraça fora essa, mas fica-se sabendo que o caso envolvera os dois filhos de
Kate, os meninos Purdy e Henry.

“O ESPIRITISMO É UMA PRAGA”.

Em seguida, sem maiores cerimônias, a fundadora do espiritismo confessa: “O


espiritismo é uma praga. Deus tem aposto sua marca contra ele. Chamo-o de
praga, pois é utilizada para encobrir pessoas sem coração…”. Na seqüência de
suas revelações, Margareth cita vários nomes de pessoas (inclusive, um ex-
ministro de Portugal) que vivem sendo constantemente enganados pelos
médiuns. (Segundo a concepção do espiritismo, médium é aquele ou aquela
que serve de intermediário nas comunicações entre vivos e mortos). Esses
médiuns, afirma a fundadora do espiritismo, “atiram loucamente as
espetaculares fraudes que inundam Nova Iorque.”
As pessoas que procuram envolver-se com o espiritismo, continua Margareth,
“tornaram-se loucas, e sob a direção de seus fraudulentos “médiuns” são
induzidas a se despojar de todos os bens temporais ao mesmo tempo que do
senso comum, que, na intenção de Deus, deveriam conservar como coisa
sagrada.”
Antes de tecer algumas considerações sobre fanatismo e concluir a carta,
Margareth torna a afirmar: “Seja qual for a forma a qual se apresente, o
espiritismo tem sido e será sempre um a praga e uma armadilha para os que
nele se metem. Homem algum ou mulher alguma de bom juízo pode pensar de
outro modo.”

UMA REPORTAGEM ABALA O ESPIRITISMO.


Imediatamente, milhares de cartas começaram a ser enviadas à redação do
jornal New York Herald, suplicando que Margarida desmentisse aquelas
declarações. Outras pediam que as duas irmãs demonstrassem publicamente a
falsidade do espiritismo, e lançassem por terra o renome de milhares de
médiuns que estavam a se enriquecer às custas do povo.
Quatro meses após toda aquela agitação, Margareth voltou para os Estados
Unidos. Ela havia escrito a famosa carta durante o curto período que passara
morando na Inglaterra.
Logo após sua chegada, um repórter do jornal visitou-a em sua casa, na West
Forty-Fourth Street, em Nova Iorque, e depois fez uma reportagem que mais
uma vez causou agitação entre os espíritas e leitores em geral, sob o título:
“Célebre médium declara que os espíritos nunca voltam”.
O repórter descreveu Margareth como “uma pequena e magnética senhora de
meia idade, cujo rosto ostenta sinais muitos sofridos e de larga e universal
experiência”. A médium contou ao repórter “a história de uma vida das mais
estranhas e fantásticas que jamais foram narradas”.

KATE, UMA ALCOÓLATRA.


Através dessa reportagem, alguns pontos obscuros da carta foram
esclarecidos. Ficamos sabendo, por exemplo, que, por razões morais, a
Sociedade para a Prevenção de Crueldade às Crianças havia tirado os dois
filhos de Kate de sua companhia, e esta fora detida sob a acusação de
“negligenciar o cuidado dos seus filhos Purdy e Henry, devido à bebida e à
preguiça”. Essa tinha sido “a tragédia que se abateu sobre minha irmã e os
meus sobrinhos”, segundo se expressava Margareth na carta. Que belo
exemplo dado por essas fundadoras do espiritismo! Uma alcoólatra, e a outra
(também alcoólatra), mentirosa, como veremos a seguir.
Ao saber do que ocorrera à sua irmã e aos seus sobrinhos, Margareth (que
estava na Inglaterra) fez algo que é marca registrada do espiritismo: enganou
as autoridades de Nova Iorque enviando-lhes um telegrama em nome de um
tipo paterno dos meninos, Edward Jencken (que estava na Rússia, e de nada
sabia), onde este “assumia” a responsabilidade sobre as crianças. As
autoridades acreditavam, devolveram os meninos à Kate e esta viajou com os
filhos para a Inglaterra, a fim de entregá-los ao “tio Edward”, que não era outra
pessoa senão a própria Margareth.
Eis o belo testemunho de credibilidade e idoneidade moral dada por essa
fundadora do sistema religiosa que afirma ser a Verdade, a Terceira Revelação,
“surgida na Terra para corrigir os erros e as omissões de Moisés e Jesus Cristo”,
conforme afirmou Kardec! Diante desses fatos muitos esclarecedores são as
palavras proféticas do apóstolo Paulo: “Porque já o ministério da injustiça opera
com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira…”, (II Ts 2.7,9).

INICIADAS DESDE CRIANÇA NO ESPIRITISMO.


Baseando-se certamente nas declarações que Margareth fizera na famosa
carta, o autor da reportagem pergunta: “Uma vez que a senhora abomina o
espiritismo, como é que durante tanto tempo o praticou?” Em sua proposta,
Margareth revela outros detalhes esclarecedores de toda essa história. Léia, a
irmã mais velha de Kate e Margareth, as havia arrastado para as práticas
enganosas do espiritismo, após descobrir que as meninas faziam o uso de
certas “habilidades” e truques em suas brincadeiras para impressionar a mãe.
“Ela é minha detestável inimiga”, desabafa Margareth referindo-se à sua irmã.
“Eu a odeio. Meu Deus! Eu a envenenaria! Não, não faria isso, mas eu a
açoitaria com a minha língua… Nossa irmã serviu-se de nós em suas exibições;
ganhamos dinheiro para ela… Oh, estou atrás dela, sabe o senhor que se pode
matar, às vezes, sem usar armas?”
Quem poderia ter inspirado à fundadora do espiritismo esse impulso assassino,
essa propensão fratricida, senão o diabo, aquele que foi homicida desde o
princípio…? (Jo 8.44).

“OS MORTOS NÃO VOLTAM”.


Dando continuidade às suas revelações, Margareth declarou ao repórter:
“Sabia, então, que todos os efeitos por nós produzimos eram absolutamente
fraudulentos. Ora, tenho explorado o desconhecido na medida em que uma
criatura o pode. Tenho ido aos mortos procurando receber deles um pequeno
sinal. Nada vem daí – nada, nada. Tenho estado junto às sepulturas, na calada
da noite, com licença dos encarregados. Tenho me assentado sozinha sobre os
túmulos, para que os espíritos daqueles que repousavam debaixo da pedra
pudessem vir ter comigo. Nada! Não, não, não os mortos não hão de voltar,
nem aqueles que caem no inferno. Assim diz a Bíblia Sagrada, e eu digo
também. Os espíritos não voltam. Deus nunca o ordenou.”
Estas afirmações estão de acordo com o que a Bíblia, o Livro da Verdade,
declara: “Aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disto o
juízo”, (Hb 9.27). Se os mortos não voltam, quem é então responsável por
esses fenômenos do espiritismo, por essas manifestações de “espíritos de
mortos” nas sessões espíritas? É Satanás e seus “espíritos auxiliares”, os
demônios. Para enganar a todos, ele faz qualquer coisa, transformando-se em
espírito de luz, (II Co 11.17).
Finalizando a entrevista, Margareth surpreende o repórter demonstrando como
“o fantasma batedor” havia entrado em contato com sua irmã, e como elas, há
40 anos, enganavam a todos. Subitamente uma pancada seca ecoa sob o
assoalho, próximo ao lugar onde o repórter se encontrava; outra pancada faz-
se ouvir debaixo da cadeira onde ele estava sentado, e outra debaixo da mesa.
Várias pancadas começam a ser ouvidas debaixo do piano, e próximo à porta
da sala. “É tudo um truque?” pergunta o jornalista. “Internamente”, responde
Margareth. “Não é fácil enganar?”
Diante de certas perguntas do repórter, ela responde: “Sim, sim, atinou com a
coisa. É como diz, a maneira como as juntas do pé são empregadas sem
levantá-lo do chão. A capacidade de fazer isso só pode ser adquirida pela
prática iniciada quando ainda muito jovem.”

KATE TAMBÉM FAZ SUAS DECLARAÇÕES.


Dezesseis dias após a publicação dessa retumbante reportagem, o jornal New
York Herald publicou outra, sob o título: “A mais jovem das pioneiras dentre as
médiuns vai desmascarar.” Lendo-se esse documento jornalístico, fica-se
sabendo que os espíritas, aflitos diante das declarações de Margareth, haviam-
lhe oferecido uma vultosa quantia em dinheiro para que ela negasse o que
dissera e se calasse. Mas ela, indignada, não aceitaria o dinheiro, nem se
calara.
Em resumo, as declarações de Kate ao repórter que a entrevistou foram as
seguintes: “Não me importo com o espiritismo. No que me concerne, acabei
com isso. E direi: considero-o uma das maiores pragas que o mundo jamais
conheceu… Não hesitaria um momento em desmascará-lo. O espiritismo é
fraude do princípio ao fim. E é a maior impostura do século.”
“E quanto às manifestações de Hydesville em 1848 e aos ossos encontrados na
adega, e o mais?” pergunta o repórter. “Tudo fraude, sem exceção”, afirma
Kate.

O GOLPE DE MORTE NO ESPIRITISMO.


Finalmente, no dia 21 de outubro de 1888, Margareth cumpriu o que vinha
prometendo já há algum tempo: demonstrou na Academia de Música de Nova
York, diante de milhares de pessoas – entre elas, centenas de homens e
mulheres declaradamente espíritas -, que as batidas e toda aquela história que
marcou o início do espiritismo não tinham sido produzidas por nenhum
fantasma, e sim por elas, as irmãs Margareth e Kate Fox.
Eis a notícia que o jornal World, de Nova Iorque, publicou no dia seguinte à
demonstração de Margareth:
“Um simples tamborete ou mesinha de madeira, descansando sobre quatro pés
curtos e tendo as propriedades de uma caixa de ressonância foi colocada
diante dela. Tirando o calçado, colocou o pé direito sobre esta mesinha. Os
assistentes pareciam conter a respiração, e esse grande silêncio foi
recompensado por uma quantidade de estalidos breves e sonoros – os tais sons
misteriosos que, por mais de 40 anos, têm assustado e desorientado centenas
de milhares de pessoas, em nosso país e na Europa”.
“Uma comissão, composta de três médicos convocados entre os assistentes,
subiu então ao palco e, examinando o pé durante o som das “pancadinhas”,
concordou, sem hesitar, que os sons eram produzidos pela ação da primeira
junta do dedo grande do pé.” (Jornal World, Nova Iorque, 22/10/1889).

O TRISTE FIM DAS IRMÃS FOX.


Em junho de 1892, morreu Margareth Fox, viúva, solitária, moralmente
degradada e afundada no vício do álcool. Após haver declarado e provado, a
falsidade do espiritismo, ela não procurou aquele que poderia ter libertado
totalmente dele: Jesus Cristo, Filho de Deus. “Se pois o filho vos libertar,
verdadeiramente sereis livres”, (Jo 8.36). Margareth confessara suas
transgressões, não a Jesus Cristo, mas aos seres humanos. Após confessá-las,
ela não as abandonou, como aconselha o livro de Provérbios (28.13), quando
então alcançaria misericórdia. Margareth partiu para a eternidade trilhando
caminhos sombrios.
Sua irmã Kate morreu nas mesmas condições deploráveis: moralmente
degradas e vítima do álcool.
Dias antes de sua morte, o jornal Washington Darly Star (de 07/03/1983)
descreveu-a como uma “verdadeira ruína mental e física; essa mulher vive de
caridade pública e só tem apetite para os licores intoxicantes… Esses lábios
que, hoje, só articulam banalidades, promulgaram outrora a doutrina de uma
‘religião nova’, que ainda seus aderentes e seus admiradores por dezenas de
milhares”. Fiel é a Bíblia ao afirmar que “o salário do pecado é a morte…” (Rm
6.23).
Quanto à Leah, a terceira das irmãs pioneiras do espiritismo, seu fim não foi
dos mais honrosos. O escritor italiano Antonelli, no livro “Storia dello
Spiritismo”, página 10, afirma que Léia, alegando estar cumprindo ordem de
um “espírito de luz” abandonou o marido e foi viver com outro homem. Que
“anjo de luz” é esse que leva os seres humanos a praticarem as obras das
trevas?
Esta história das fundadoras do espiritismo moderno. Os líderes e
doutrinadores dessas práticas condenadas por Deus evitam fazer comentários
sobre essa história, pois ela fala mais alto do que qualquer argumento que
possamos utilizar para provar que o espiritismo foi inspirado pelo pai da
mentira, (Jo 8.44).
Lamentavelmente o Brasil é o país que possui o maior número de espíritas e
praticantes de cultos de origem africana em todo o mundo.
Portanto, sobre os ombros da comunidade evangélica brasileira pesa a
responsabilidade de evangelizar, eficientemente, os milhões de pessoas que
vivem aprisionadas por essas práticas enganosas.
Cumpramos o Grande Mandamento (IDE) de Jesus, segundo Marcos 16.15.

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