Apostila de Balanço Material ESE
Apostila de Balanço Material ESE
APOSTILA
DE
BALANÇO MATERIAL
SÃO PAULO
2º SEMESTRE DE 2023
Faculdades Oswaldo Cruz – Escola Superior de Engenharia
Curso: Engenharia Química (5º semestre)
SUMÁRIO
Assunto Página
Introdução: classificação dos sistemas físicos; dos processos químicos industriais e dos regimes de operação 3
Conceito de balanço material. 5
Equação geral do balanço material. 5
Principais maneiras de expressar a concentração e as composições quantitativas (%) de misturas. 6
Introdução à técnica do balanço: balanços materiais, sem reações químicas, envolvendo uma ou mais operações. 6
Destilação (fracionada). 7
Destilação flash ou de equilíbrio. Tambor de flash. 8
Condensação. 9
Secagem com gases. 10
Saturação relativa (S.R.) ou umidade relativa (U.R.). 10
Maneiras de expressar a composição quantitativa (%) das misturas de ar úmido (ar + H2O). 11
Absorção. 11
Stripping ou esgotamento. 13
Evaporação. 13
Desempenho do evaporador. 13
Eficiência total em série. 13
Cristalização. 14
Coeficiente de solubilidade. 14
Extração. 15
Extração líquido-líquido. 15
Extração sólido-líquido. 16
Misturas diversas. 17
Adsorção. 18
Alguns materiais adsorventes. 18
Balanços materiais, sem reações químicas, envolvendo reciclo, purga e bypass. 19
Divisor de correntes. Ponto de mistura (misturador de correntes). 20
A coluna de destilação e refluxo. 21
Osmose reversa (ou inversa). 23
Processos químicos com purga. 24
Balanços materiais envolvendo reações químicas. 26
Reagentes. 26
Porcentagem do reagente em excesso. 27
Grau de conversão (G. C.) dos reagentes ou conversão por passe no reator. 27
Rendimento ou grau de complementação da reação. 27
Balanços materiais envolvendo reações químicas: seletividade e conversão global. 29
Balanços materiais com reações químicas envolvendo purga, reciclo e unidades de separação. 30
Separação por membranas. 32
Conversão de unidades e relações. 34
Prefixos SI. 34
Algumas unidades SI. 35
Tabela de pressão de vapor da água em função das temperaturas. 36
Relação de abreviaturas, siglas e símbolos. 36
Tabela de massas atômicas dos elementos químicos com uma casa decimal. 37
Bibliografia Básica. 38
Bibliografia Complementar. 38
Sites recomendados. 40
Periódicos recomendados. 40
Simuladores gratuitos. 40
Enade. Provas PETROBRAS. 41
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1ª aula: apresentação da disciplina – plano de ensino; conteúdo programático resumido; critério e datas de
avaliações; referências bibliográficas e material de aula.
Revisão de conceitos fundamentais:
a) Cálculo da quantidade de matéria “n” (antigo número de mol ou kmol): é o número que indica quantas vezes a
massa de uma substância é maior ou menor que a massa atômica ou molar da mesma.
m
n= ; onde:
M
n em mol ou kmol;
m = massa da substância (g ou kg);
M = massa molar da substância (g / mol ou kg / kmol) calculada a partir das massas atômicas dos elementos químicos.
É a soma das massas atômicas dos átomos que constituem uma molécula, levando-se em conta o número de átomos
de cada elemento.
): m
Vazão mássica ( m = m ): V
; vazão volumétrica ( V = V ; vazão molar ( n ): n = n .
t t t
; m = n x M; V
=x V
Relações: m = A(seção transversal) x v(média na seção)
d) Fluxo (mássico, volumétrico ou molar): representa a vazão (mássica, volumétrica ou molar) por unidade de área
perpendicular (transversal) ao escoamento do fluído. O fluxo volumétrico corresponde à velocidade média de
escoamento do fluído na seção transversal da tubulação.
Introdução: classificação dos sistemas físicos; dos processos químicos industriais e dos regimes de
operação
Definição de sistema: porção ou o todo de um processo (conjunto de operações físicas e/ou químicas) em análise.
Definição de fronteira do sistema: a linha fechada que envolve a porção do processo considerado.
Processo químico: qualquer operação ou conjunto de operações coordenadas que causam transformações
químicas e/ou físicas de material ou mistura de materiais. Seu objetivo é obter o(s) produto(s) desejados a partir das
matérias-primas disponíveis em condições e equipamentos que facilitem essa conversão.
Etapas:
1ª) recepção e armazenamento de matérias-primas; 2ª) processos físicos (operações unitárias) de beneficiamento
das matérias-primas para adequação necessária ao processo; 3ª) processo químico (reação química ou etapa de
conversão); 4ª) processos físicos (operações unitárias) para separação do(s) produto(s) e tratamento de eventuais
rejeitos; 5ª) processos físicos (operações unitárias) para purificação do(s) produto(s) para atingir as especificações
necessárias; e 6ª) armazenamento e vendas do(s) produto(s).
Os processos químicos são representados por: diagramas de blocos (block flow diagrams); diagramas de
fluxo de processo e diagramas de tubulação e instrumentação – Piping and Instrumentation Diagrams (fluxograma
de engenharia).
Os processos químicos são classificados como: descontínuos (ou em batelada), semi-contínuos e contínuos.
Na maior parte das operações químicas de processamento é mais econômico manter o equipamento em
operação contínua e permanente, com um mínimo de perturbações ou de paradas. Nem sempre essa situação é
conveniente nas operações de pequena escala.
b) processo semi-contínuo (ou semi-batelada): é aquele em que há passagem contínua de matéria através de apenas
uma fronteira (entrada ou saída) do sistema. Exemplos: I- quando material é alimentado ao sistema, mas não há
remoção de produto durante sua operação. O material é deixado acumular-se no vaso de processo e II- permitir que
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c) processo contínuo: projetado para operar 24 horas por dia, 7 dias por semana durante o ano e apresenta grande
capacidade de produção. As entradas e saídas fluem sem interrupção ao longo do tempo de duração do processo.
Não realiza paradas de reabastecimento do sistema, exceto paradas para manutenção. A produção opera de forma
ininterrupta. Apresenta grande capacidade de produção para um número limitado de produtos. É empregado em
refinarias, na indústria petroquímica, na indústria de fertilizantes, na indústria de papel e celulose, nas indústrias cloro-
álcali, entre outras.
b) regime transiente ou variável ou não permanente (ou estado não estacionário): aquele em que pelo menos uma
das condições varia com o tempo, em cada ponto e de ponto para ponto. Há acúmulo de matéria no interior do
sistema. Exemplo de sistema aberto, sem reação, em estado não estacionário:
Conceito de balanço material: um balanço material é a aplicação do princípio de conservação da massa (Lavoisier):
“massa não é criada nem destruída”. A massa que entra em um sistema deve, por conservação de massa, ou deixar
o sistema ou se acumular dentro dele. É uma contabilidade de massa (matéria).
O balanço material é, normalmente, a primeira etapa a ser executada para a solução de um problema de
engenharia química. Deve ser aplicado às operações unitárias que envolvem transferência de massa no estudo.
A maior parte dos processos industriais depende de operações intermediárias (ou finais), nas quais não há
ocorrência de reações químicas. Os cálculos relativos às quantidades envolvidas nessas operações são feitos através
da técnica dos balanços materiais, os quais estão baseados no princípio da conservação da massa.
Equação geral do balanço material: pode ser escrita em massa, volume, quantidade de matéria e em termos de
vazões (mássica, volumétrica ou molar).
ENTRADA + PRODUÇÃO – CONSUMO – SAÍDA = ACÚMULO, onde:
ENTRADA: total alimentado ao sistema pela sua fronteira;
PRODUÇÃO: total gerado dentro do sistema;
CONSUMO: total consumido no interior do sistema;
SAÍDA: total retirado do sistema através de sua fronteira;
ACÚMULO: aumento (acúmulo positivo) ou diminuição (acúmulo negativo) de matéria no interior do sistema.
Aplicações:
Ex. 1) (Himmelblau; Riggs) Quais termos da equação geral do balanço material poderão ser desprezados se:
a) o processo for estacionário.
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Ex. 2) (Felder; Rousseau) Água ( = 1 kg / L) entra em um tanque de 2 m3 a uma taxa de 6 kg / s e é retirada a uma
taxa de 3 kg / s. Inicialmente o tanque está cheio pela metade. Pede-se:
a) escrever a equação geral do balanço material para o processo e identificar e justificar quais termos são
desprezados.
b) o tempo a partir do qual, o tanque irá transbordar.
Respostas: a) produção e consumo; b) 333,33 s.
Ex. 3) (Davis; Masten) Uma pessoa está preparando um banho de banheira. Contudo, ela esqueceu de colocar a
tampa no ralo. Pergunta-se:
a) Se o volume de água necessário para o banho é 0,35 m3, a torneira despeja uma vazão de 1,32 L / min e o ralo
deixa passar 0,32 L / min, quanto tempo será necessário para encher a banheira no volume desejado?
b) Supondo que a pessoa feche a torneira quando a banheira estiver cheia, qual o volume de água desperdiçada?
Respostas: a) 350 min; b) 112 L.
Ex. 4) (Himmelblau; Riggs) Durante um período de 3 h a água acumulada em um tanque de armazenamento foi igual
a 6.000 kg. Nesse período, o tanque recebe duas vazões constantes de alimentação de água “A” = 10.000 kg / h e
“B” e possui uma vazão de remoção constante “C” = 12.000 kg / h. Determine o valor da corrente “B” em kg / h.
Resposta: 4.000 kg / h.
ou m( componente )
m
% em massa ( componente ) 100
m ou m ( total )
V ou V( componente )
%volumétric a( componente ) 100
V ou V ( total )
Introdução à técnica do balanço material: balanços materiais, sem reações químicas, envolvendo uma ou
mais operações
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DESTILAÇÃO: operação que retira um ou mais componentes de uma mistura de líquidos miscíveis ou não. Utiliza o
calor para a separação e baseia-se na diferença de temperaturas de ebulição dos líquidos. A separação de misturas
líquidas por destilação depende das diferenças de volatilidade entre os componentes. Quanto maiores as
volatilidades relativas, mais fácil será a separação.
A destilação é utilizada quando se deseja separar uma mistura líquida em duas outras misturas, cujas
composições diferem daquela da alimentação. A mistura, removida da parte superior da coluna, rica nos
componentes mais voláteis (ou mais leves), de menores pontos de ebulição, é chamada de destilado ou produto de
topo e a mistura líquida removida da parte inferior da coluna e rica nos componentes mais pesados é chamada de
produto de de fundo ou “resíduo”. O destilado pode ser uma mistura líquida ou vapor e o produto de fundo é sempre
uma mistura líquida.
Na destilação contínua, a mistura é alimentada em uma coluna (ou torre), cujo interior é dotado de pratos (ou
bandejas) ou recheios (que servem para estabelecer o contato íntimo entre as fases líquida e vapor e favorecem a
transferência de massa entre as duas fases) onde o vapor, que é gerado em um refervedor na parte inferior da coluna,
sobe e entra em contato com o líquido que flui para baixo. Esse líquido é fornecido pela condensação do vapor no
topo da coluna. Esse processo remove ou absorve os componentes menos voláteis (mais pesados) do vapor;
portanto, enriquece efetivamente o vapor com os componentes mais voláteis (mais leves). Isso ocorre em uma seção
acima da corrente de alimentação, que é referida como seção de enriquecimento ou de retificação da coluna.
A destilação é provavelmente o processo de separação mais amplamente utilizado na indústria química e
suas aplicações vão desde a retificação de álcool etílico ao fracionamento do petróleo bruto. O projeto de uma coluna
de destilação envolve diversas etapas, tais como: especificação do grau de separação necessário; escolha das
condições de operação (contínua ou em batelada); seleção do modelo de coluna de pratos (ou bandejas) ou com
materiais de enchimento (de recheio); determinação dos requisitos de estágio (número de estágios de equilíbrio) e
refluxo; dimensionamento da coluna, no que se refere à determinação do diâmetro, da altura e do número de estágios
(pratos) reais; projeto dos materiais no interior da coluna (pratos, distribuidores de líquidos e suportes de materiais
de enchimento); e instrumentação (acessórios, tais como válvulas) e controle da operação.
Representação:
Mistura
Líquida
L
Ex. 5) Uma coluna de destilação é alimentada continuamente com uma mistura “A” contendo 30INPM de álcool
etílico (C2H5OH) e o restante de água (H2O). Obtém-se um destilado (D) constituído por álcool e água na proporção
de 4:1 em massa. O produto de fundo (B), cuja vazão é 1.200 L / h, apresenta 15% em volume do componente mais
volátil. Pede-se determinar as vazões mássicas (kg / h) das correntes “A”, “B” e “D”.
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Tambor de flash:
é mantido em condições de temperatura e/ou de pressão diferentes da temperatura e/ou da pressão da
corrente nele alimentada. Esta diferença de condições operacionais é imposta com o objetivo de vaporizar
parcialmente a corrente de entrada, que normalmente encontra-se no estado líquido, separando-a em duas correntes:
uma de vapor e outra líquida.
A causa principal dessa vaporização parcial neste equipamento é uma despressurização, ou seja, a pressão
na corrente que entra no tambor é maior do que a pressão no seu interior. Assim, o fluido ao entrar no tambor de
flash passa por uma "expansão". Nesta vaporização parcial, os componentes não vaporizam nas mesmas proporções
em que estão presentes no líquido.
Ex. 6) (PETROBRAS 2012 – Questão 42 / Prova 21) Em um processo de flash, tem-se uma mistura homogênea de
dois compostos P e Q.
Ex. 7) (Himmelblau; Riggs) Numa unidade de destilação, 100 mol / h de uma mistura de hidrocarbonetos líquidos
contendo, em base molar, 20% de etano, 40% de propano e 40% de butano, deve ser fracionado em componentes
essencialmente puros, em duas torres de destilação 1 e 2. Na torre 1, a composição molar do destilado é 95% de
etano, 4% de propano e 1% de butano, enquanto que a base, constituída por propano e butano, é encaminhada à
torre 2. O destilado da torre 2 apresenta 99% molar de propano e o produto de fundo é constituído de 91,6% de
butano, em base molar. Pede-se determinar:
a) as vazões molares (mol / h) da torre 2 e a composição molar da corrente que alimenta essa torre.
b) a porcentagem de recuperação do etano, do propano e do butano no processo.
Respostas: a) alimentação = 78,95 mol / h; topo (destilado) = 35,9 mol / h; fundo (ou base) = 43,05 mol / h; corrente
de alimentação: 49,6% de propano e 50,4% de butano; b) etano = 99,99%; propano = 88,85% e butano = 98,58%.
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Gás: é o fluido que na mistura está bastante superaquecido. Em geral, para os gases: Teb. < 0 (Teb. < < <
Temperatura ambiente). Ex. N2, O2, H2, CO, CO2, SO2, SO3, NOx, CH4, C2H6, C2H4, C2H2, C3H8, C3H6, C3H8, C4H10,
NH3, etc.;
Vapor: toda substância gasosa que pode ser condensada por simples compressão isotérmica (Teb. > 0; em geral:
Teb. > Temperatura ambiente), é o fluido que em uma mistura se acha mais próximo do ponto de condensação. Ele
condensa ou vaporiza durante as operações das quais a mistura participa.
Ex. água, etanol, metanol, hexano, benzeno, tolueno, acetona, éter, ácido acético, etc.
Observação: Teb. = temperatura de ebulição ou ponto de bolha.
Exemplo representado abaixo: condensação parcial de vapor por resfriamento com água de refrigeração.
Água
Ex. 8) (Felder; Rousseau) Uma mistura gasosa contém 18% molar de hexano (C6H14) e o restante é nitrogênio (N2).
A mistura flui continuamente para um condensador, onde a temperatura é reduzida e parte do hexano condensa. O
hexano líquido condensado ( = 0,66 g / cm3) é recuperado a uma taxa de 1,5 L / min. A mistura gasosa que deixa o
condensador apresenta 5% molar de hexano. Pede-se determinar (duas casas decimais):
a) a vazão molar (mol / min) da corrente gasosa que sai do condensador.
b) a porcentagem do hexano que entra no condensador e é recuperada como líquido.
c) o tempo, em min, necessário para se obter 4.356,0 mol da mistura gasosa final.
Dados: H.....1; C.....12; N.....14 g / mol; temperaturas normais de ebulição: N2 = -195,8C e C6H14 = 68C.
Respostas: a) 72,6 mol / min; b) 76%; c) 60 min.
Ex. 9) (Augustine) Uma mistura gasosa constituída por gás e vapor de um líquido é alimentada continuamente em
um condensador. A pressão parcial do vapor na mistura gasosa da alimentação é 800 mmHg. A pressão parcial do
vapor na mistura gasosa efluente é 780 mmHg. A pressão total da operação é constante e igual a 860 mmHg.
Determine as quantidades molares (em kmol) das misturas gasosas quando 100 kmol de vapor são consensados.
Respostas: 304,35 kmol e 404,35 kmol.
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SECADOR
Produto úmido Produto “seco” (ou
com o teor de
umidade reduzido)
Secador de bandejas com aquecimento a vapor (ÍNDIO DO BRASIL, 2013).
Equação empregada:
Ex. 10) (Tassinari, C. A.) 10.000 m3 / h de ar contendo 6% em massa de umidade, atravessam um secador e deixam
o mesmo com 20% em massa de umidade. Qual o tempo mínimo de permanência dentro do secador de um produto
contendo 826 kg de umidade a fim de que ele saia do secador isento de umidade? Dados para o ar nas condições
de utilização: 758,04 mmHg; 77F; massa molar média = 28,9 kg / kmol e z = 1.
Dado: R = 62,3 mmHg.m3 / (kmol.K). Resposta: 24 min.
Equações empregadas: p(gás) = y(gás) . P(total); % molar(gás) = y(gás) . 100; P(total) = p(gás) + p(vapor).
Maneiras de expressar a composição quantitativa (%) das misturas de ar úmido (ar + H2O):
Ex. 11) Pede-se determinar a composição quantitativa, em % mássica ou % molar conforme cada caso, para as
misturas de ar úmido a seguir:
a) 20 kg de umidade / 80 kg de ar úmido.
b) 0,0417 kmol de umidade / kmol de ar seco.
c) mistura gasosa de ar e vapor de água a 60C e 712,3 mmHg de pressão total com 62% de umidade relativa. Dado:
pressão máxima do vapor de água, pv(H2O), a 60C = 149,355 mmHg.
Respostas: a) 25% de umidade e 75% de ar em massa; b) 4% molar de umidade e 96% molar de ar seco; c) 13%
molar de vapor e 87% molar de ar.
Ex. 12) Com a finalidade de realizar secagem parcial de um produto são introduzidos, continuamente, em um secador
ar seco e 100 kg / h do produto contendo 30% em massa de água. Sabendo-se que o ar sai do secador apresentando
0,1 kg de água / 0,15 kg de ar seco e que o secador consegue retirar 74% de água inicialmente presente no produto,
pede-se determinar:
a) a vazão mássica (kg / h) de ar seco utilizado.
b) a vazão em massa (kg / h) do produto final obtido.
c) a composição, em % mássica, do produto após a operação.
Respostas: a) 33,3 kg / h; b) 77,8 kg / h; c) produto = 90% em massa e água = 10% em massa.
Ex. 13) Deseja-se secar 1.000 kg / h de um produto que contém 30% em massa de água, até que sua umidade seja
reduzida a 0,5% em massa. Para tal, utilizam-se 100 kmol de ar quente úmido, a 60C e 708 mmHg, com 6,16% de
umidade relativa. Na saída do secador, o ar apresenta teor de 180 kg de umidade por 4.186 kg de ar úmido. Pede-
se efetuar o balanço material da operação, determinando as vazões (kg / h) e a % de água removida no secador.
Resolver com duas casas decimais.
Dados: pressão máxima de vapor de água a 60°C = 149,36 mmHg; massa molar da água = 18 kg / kmol; massa
molar média do ar = 28,84 kg / kmol.
Respostas: 8.153,2 kg / h; 703,52 kg / h; 8.449,68 kg / h; 98,83%.
ABSORÇÃO: operação de transferência de massa da fase gasosa para a fase líquida. Visa retirar um ou mais
componentes presentes em uma mistura gasosa através do contato direto com um líquido (ou solução líquida)
absorvente, que tenha afinidade com o(s) componente(s) a retirar e não com os demais.
Nessa operação, uma corrente gasosa é alimentada continuamente pela parte inferior de um equipamento
absorvedor (torre ou coluna de absorção de placas ou de enchimento) e escoa em contracorrente com um líquido
absorvente (solvente) que é admitido pelo topo da torre. O gás absorvido (soluto) e o solvente saem no fundo e os
componentes não absorvidos saem em fase gasosa no topo da coluna.
Uma vez que a absorção tem por objetivo a remoção de uma ou mais constituintes de uma corrente gasosa
por tratamento com um líquido, a solubilidade desses constituintes no líquido absorvente é um dos parâmetros
importantes a considerar para a escolha do líquido. Uma alta solubilidade do gás no líquido aumenta a absorção e
minimiza a quantidade de solvente necessária. A seleção do líquido absorvente (solvente) deve considerar também
que ele não tenha alto custo e que não seja: volátil; tóxico; corrosivo (para prolongar a vida útil do equipamento); e
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Ex. 14) (Tassinari, C. A.) Antes de serem lançados na atmosfera, os gases provenientes de uma combustão, contendo
9,8% em massa de SO2, passam por um absorvedor que retira 90% desse componente da mistura. Na operação
utiliza-se água pura, que deixa o absorvedor contendo 3,8% em massa de SO2. Sabendo-se que a vazão da mistura
gasosa a ser tratada é 785 kg / h, pede-se determinar (duas casas decimais):
a) a vazão mássica (kg / h) de água utilizada.
b) a vazão em massa (kg / h) da mistura gasosa que deixa o absorvedor.
c) a composição em % mássica da mistura gasosa final.
Respostas: a) 1.752,76 kg / h; b) 715,76 kg / h; c) 1,07% de SO2 e 98,93% de outros gases.
Ex. 15) (Felder; Rousseau) Uma corrente gasosa consistindo em 100 mol / h de uma mistura SO2 e ar, contendo 45%
molar de SO2, é posta em contato com água líquida em um absorvedor contínuo a 30C. A análise do líquido que sai
do absorvedor revela a presença de 2 g de SO2 dissolvidos em 100 g de H2O. Admitindo que as correntes de gás
(SO2, ar e vapor) e de líquido que saem do absorvedor estão em equilíbrio a 30C e 1 atm, pede-se determinar (três
casas decimais):
a) a vazão molar (mol / h) de água necessária.
b) a fração do SO2 alimentado que é absorvida pela água.
Dados a 30C: p(H2O vapor) = 31,6 mmHg e p(SO2) = 176 mmHg; M(H2O) = 18 g / mol e M(SO2) = 64 g / mol.
Formulário: p(gás) = y(gás) . P(total); % molar(gás) = y(gás) . 100.
Respostas: a) 4.890,9 mol / h; b) 0,61.
Ex. 16) (adaptado de Himmelblau; Riggs) Com a finalidade de recuperar acetona (C3H6O) de uma mistura gasosa de
composição 95% molar de ar, 2% molar de acetona e 3% molar de vapor de água, utiliza-se uma coluna de absorção
que é alimentada pelo topo com 11 kg / h de água e pela base com 4 kmol / h da mistura gasosa. A mistura gasosa
que deixa a torre é constituída por 99,5% em massa de ar e 0,5% em massa de vapor de água. A solução líquida que
abandona a coluna é, a seguir, destilada, obtendo-se 99% em massa do componente mais volátil no topo e 96% em
massa do outro componente na base. Pede-se determinar com duas casas decimais:
a) a composição mássica da carga que alimenta a coluna de destilação.
b) as vazões, em kg / h, de destilado (topo) e de fundo produzidas na coluna.
c) a % de recuperação da acetona no processo.
Dados: H.....1; C.....12; N.....14; O.....16 g / mol; composição volumétrica do ar seco = 21% de O2 e 79% de N2;
temperaturas de ebulição normais: acetona = 56C e água = 100C.
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STRIPPING OU ESGOTAMENTO: é uma operação de transferência de massa da fase líquida para a fase gasosa.
É a operação inversa à absorção e seu objetivo é retirar os componentes mais voláteis de uma mistura líquida por
meio de um gás que entra em contato direto com o líquido. Ou seja, um gás dissolvido é retirado de um líquido. O
componente transferido de uma fase para outra é designado por soluto.
Na operação de stripping, uma mistura líquida é colocada em contracorrente, em temperatura elevada e
pressão ambiente, em contato com um gás (solvente) ou agente de remoção para remover seletivamente os
componentes por transferência de massa do líquido para a fase gasosa. Vapor, ar aquecido e gases inertes são
comumente empregados como agentes de separação.
A coluna de esgotamento (stripper) opera em uma temperatura maior que a da coluna de absorção.
Consequentemente, o componente dissolvido no líquido (ou solvente da absorção) é transferido para a fase gasosa
(UTGIKAR, 2019).
As operações de absorção e stripping muitas vezes são realizadas sequencialmente. Strippers são
frequentemente acoplados com torres de absorção para permitir a regeneração e reciclagem do líquido absorvente.
O líquido rico em soluto que deixa a coluna de absorção, é enviado para a coluna de esgotamento para que o solvente
seja regenerado. O solvente então é enviado por recirculação de volta para a coluna de absorção.
O stripping é empregado durante a produção de petróleo para desaerar a água injetada nos poços, utilizando
o próprio gás natural na operação. Emprega-se também para retirar hidrocarbonetos leves, como propano e butano,
de frações mais pesadas. Na indústria alimentícia o stripping de óleos vegetais é feito com vapor superaquecido
visando a desodorização do óleo (GOMIDE, 1988).
Representação:
Mistura líquida
Mistura com o
gasosa: componente
Gás + “X” volátil “X”
dissolvido
Gás Mistura
líquida final
Sistema absorção-esgotamento (UTGIKAR, 2.019).
Ex. 17) (Utgikar) 500 kg / h de uma corrente líquida contendo 4,4% em massa de acetaldeído (H3C-CHO, 44 g / mol)
entra em contato com N2(g) puro em uma coluna de stripping para reduzir a concentração do acetaldeído a 0,21% em
massa. O N2 que deixa a coluna contém 10% molar de acetaldeído. Determine a vazão molar (kmol / h) de N2 puro
que entra na coluna e a % de recuperação do acetaldeído na operação. Respostas com três casas decimais.
Respostas: 4,293 kmol / h e 95,4%.
EVAPORAÇÃO: visa à separação um sólido solúvel, não volátil e estável ao calor, de um líquido não inflamável. É
empregada para a remoção de solvente de uma solução líquida, através de aquecimento e/ou redução da pressão
de operação.
As aplicações incluem umidificação do ar, condicionamento de ar e concentração de soluções aquosas. A
evaporação é um processo comum usado na dessalinização da água e no tratamento de lamas, misturas contendo
ou sólidos dissolvidos e misturas contendo líquidos dissolvidos não voláteis.
A evaporação é uma operação amplamente utilizada para a concentração de soluções aquosas e envolve a
remoção de água de uma solução em um evaporador e a utilização do vapor gerado. A evaporação é obtida
fornecendo-se calor à solução para vaporizar o solvente.
Equações empregadas:
Eficiência total em série: (total em série) = { 1 – [ (1 – 1) x (1 – 2) x ... x (1 – N) ] } x 100
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Solução Solução
Líquida concentrada
Ex. 18) (Índio do Brasil) Uma fábrica produz NaOH a partir de uma solução aquosa, contendo, em massa, 10% de
NaOH e 10% de NaCl, que é alimentada continuamente, com uma vazão de 1.000 kg / h, em um evaporador, onde
parte da água é removida da solução. Durante o processo, parte do NaCl se cristaliza. Sabendo-se que a solução
final contém, em massa, 50% de NaOH e 1% de NaCl, pede-se:
a) efetuar o balanço material da operação descrita, determinando as vazões mássicas das correntes envolvidas.
b) determinar a % de água evaporada da solução inicial.
c) a vazão mássica do vapor utilizado para aquecimento na operação do evaporador, considerando 90% de
desempenho.
d) supondo que a concentração da solução inicial seja realizada continuamente em quatro evaporadores
consecutivos, onde cada equipamento tenha 85% de eficiência, qual será a eficiência total em série?
Respostas: a) 200 kg / h; 98 kg / h; 702 kg / h; b) 87,75%; c) 780 kg / h; d) 99,95%.
CRISTALIZAÇÃO (por resfriamento): operação que separa sólidos solúveis contidos numa solução. É utilizada
quando se deseja remover de uma solução líquida o componente dissolvido (soluto) em forma de cristais. Nesta
operação podemos ter dois objetivos diferentes: concentrar soluções ou obter cristais.
Muitas vezes as operações de evaporação e cristalização por resfriamento são utilizadas no mesmo
processo, em etapas consecutivas. Para soluções aquosas ou orgânicas, a cristalização é realizada por resfriamento
da solução e/ou evaporação do solvente. O processo por resfriamento é mais comumente empregado, desde que a
solubilidade do componente a ser cristalizado diminua com a diminuição da temperatura.
A operação de cristalização fracionada visa a separação de sólidos solúveis por resfriamento. Através da
diminuição lenta da temperatura, o componente menos solúvel cristaliza primeiro, deixando os outros em solução.
Por controle da temperatura retira-se um componente de cada vez.
A cristalização, é realizada em algumas fábricas químicas orgânicas, e em quase todas as inorgânicas, onde
o produto desejado é um sólido finamente dividido. A cristalização é uma etapa de purificação, portanto, as
condições devem ser tais que as impurezas não precipitem com o produto. Idealmente, os cristais são produtos
químicos puros e são obtidos com alto rendimento, com uma forma definida e apresentam um tamanho
razoavelmente uniforme.
Equação empregada:
m(soluto)
Coeficiente de Solubilidade (S): S 100 em g ou kg de soluto
m(água) 100 g ou 100 kg de H2 O
Relação da solubilidade (S) com a temperatura (T) da solução para a cristalização por resfriamento: T ; S .
Utilizar a solubilidade (S) para determinar a composição quantitativa (%) dos componentes (soluto e solvente) de uma
solução saturada:
Representação:
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Solução saturada
Solução
CRISTALIZADOR
Líquida Cristais do soluto
Ex. 19) A massa de 100 kg de uma solução aquosa de K2CrO4, que se encontra saturada a 65C, sofre resfriamento
até 20C formando outra solução saturada e cristais anidros do sal. Pede-se determinar (três casas decimais):
a) a composição em massa da solução saturada a 65C.
b) a composição em massa da solução saturada a 20C.
c) a massa (kg) da solução saturada a 20C.
d) a massa (kg) de cristais formados.
Dados:
Temperatura (C) 20 30 40 50 60 70
Solubilidade (g de K2CrO4 / 100 g de H2O) 61,7 63,4 65,2 66,8 68,6 70,4
Respostas: a) 41% de sal e 59% de água; b) 38,157% de sal e 61,843% de água; c) 95,4 kg; d) 4,6 kg.
Ex. 20) (Venkataramani; Anantharaman; Begum) Um cristalizador é alimentado com 6.400 kg de uma solução aquosa
contendo 30% em massa de Na2SO4. A solução é resfriada até 22C e 10% da água presente na solução inicial é
evaporada. São formados cristais de Na2SO4.10H2O e uma solução saturada. Pede-se determinar (uma casa
decimal):
a) a massa, em kg, de cristais obtida.
b) a massa, em kg, da solução saturada a 22C.
Dados: H.....1; O.....16; Na.....23; S.....32 kg / kmol; solubilidade do Na2SO4 a 22C = 22,4 g de Na2SO4 / 100 g de
H2O.
Respostas: a) 3.220,1 kg; b) 2.731,9 kg.
Ex. 21) Através do resfriamento a 30C de uma tonelada por hora de solução a 60% em massa de KNO3, obtêm-se
uma solução saturada (46 g de KNO3 / 100 g de H2O) e cristais do sal contendo 25% em massa de umidade. Para a
comercialização dos cristais, o teor de umidade deve ser reduzido a 2% em massa, o que é feito em um secador no
qual o ar quente entra contendo 1% em massa de água e sai com o teor de 20 kg de umidade por 105 kg de ar seco.
Face ao exposto, pede-se (respostas com duas casas decimais):
a) esboçar o diagrama de blocos completo do problema proposto, indicando as correntes e suas composições.
b) a vazão em massa (kg / h) de solução saturada obtida.
c) a vazão em massa (kg / h) de cristais para comercialização.
d) a vazão em massa (kg / h) de ar úmido necessária para a secagem de cristais.
e) a % de recuperação do KNO3 no processo.
f) a % de água removida no secador.
Respostas: b) 344,91 kg / h; c) 501,34 kg / h; d) 861 kg / h; e) 81,89%; f) 93,88%.
EXTRAÇÃO é um termo usado para qualquer operação em que um constituinte de uma mistura de líquidos ou de
um sólido é transferido para outro líquido (o solvente). O termo extração líquido-líquido descreve os processos em
que ambas as fases no processo de transferência de massa são líquidas.
Extração líquido-líquido: em uma mistura de líquidos, adiciona-se um solvente miscível com o componente a ser
extraído e imiscível com os demais componentes. Assim, o solvente dissolve o componente da alimentação líquida,
efetuando uma separação dos componentes da alimentação. Obtêm-se duas misturas líquidas imiscíveis: o extrato
que é composto do componente extraído (soluto) dissolvido no solvente e o refinado (ou rafinado) composto pelos
demais componentes da mistura inicial e uma parcela residual de solvente e do composto extraído.
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Mistura e
transferência
de massa
Ex. 22) (ENC / PROVÃO 1997 – Questão 01) Aponte duas operações unitárias que poderiam ser usadas para separar
ácido acético de água, com o objetivo de se obter ácido acético de elevada pureza.
Dados os pontos de ebulição normais: ácido acético = 118C e água = 100C.
Ex. 23) (Tassinari, C. A.) Dispõe-se de 1.000 kg de uma mistura de benzeno e ácido acético na proporção de 4:1 em
massa. A fim de purificar o benzeno, adiciona-se água a mistura, obtendo-se um extrato contendo, em massa, 94,2%
de benzeno, 4% de água e 1,8% de ácido. O resíduo da operação contém, em massa, 2% de benzeno, 32% de ácido
acético e o restante de água. Pede-se determinar:
a) a massa de água a ser utilizada.
b) a massa do extrato obtido.
c) a massa do resíduo da operação.
d) a % de recuperação do benzeno.
Respostas: a) 414,906 kg; b) 836,987 kg; c) 577,919 kg; d) 98,56%.
Extração sólido-líquido: através do uso de um solvente adequado, extrai-se um ou mais componentes de um sólido.
A extração sólido-líquido envolve a remoção de uma fração solúvel (o soluto) de um material sólido por
contato com um solvente líquido, como a recuperação de óleo de sementes por um solvente orgânico. O componente
a ser extraído (soluto) se difunde de dentro do sólido para o solvente circundante. Essa operação é usada na indústria
metalúrgica (para a separação de metais), de produtos naturais e de alimentos.
Representação:
Sólido com “X” Extrato (solução): solvente + “X”
EXTRATOR
Solvente Resíduo: Sólido + “X”
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Ex. 24) (Tassinari, C. A.) Sementes contendo 30% em massa de um óleo vegetal e o restante de material inerte são
colocadas em contato com um solvente recuperado, contendo 2% em massa de óleo. Obtém-se um extrato contendo
66% em massa de óleo e o restante de solvente, o qual segue para uma coluna de destilação, dando origem a um
destilado contendo 98% em massa de solvente e um produto de fundo com 94% em massa de óleo. Sabendo-se que
o bagaço deixa o extrator contendo 3% em massa de solvente e que são introduzidos 1.000 kg / h de solvente
recuperado no extrator, pede-se com duas casas decimais:
a) a massa de sementes processadas por hora.
b) a vazão mássica de alimentação da coluna de destilação.
c) as vazões em massa do destilado obtido e do produto de fundo da destilação.
Respostas: a) 5.503,55 kg / h; b) 2.531,92 kg / h; c) 1.761,34 kg / h e 770,58 kg / h.
MISTURAS DIVERSAS: trata-se de uma operação de fácil entendimento e de grande importância industrial, seja na
formação ou no ajuste da concentração dos mais variados tipos de mistura (fertilizantes, soluções, formulações
medicinais, etc.).
Em seu sentido mais geral, o processo de mistura está relacionado com uma combinação de fases das quais
os que ocorrem mais frequentemente são: gases com gases; gases em líquidos (dispersão); gases com sólidos
granulares (fluidização, transporte pneumático – uso de gases para movimentar os sólidos); líquidos em gases
(pulverização e atomização); líquidos com líquidos (dissolução, emulsificação e dispersão); líquidos com sólidos
granulares (suspensão); pastas umas com as outras e com sólidos; sólidos com sólidos (mistura de pós).
Representação esquemática:
A+B
A+B+C+D
C+D
Ex. 25) (Augustine) O suco de fruta é fabricado a partir da mistura do suco com água. Um suco de fruta “A” contendo
20% em massa de suco e o restante de água é vendido por $ 90 / kg. Ele é misturado com outro suco de fruta “B”
contendo suco e água, na proporção mássica de 2:3, vendido por $ 50 / kg. Para 1 kg do suco de fruta produzido
pela mistura e contendo 34% em massa de suco, determine seu preço de venda, em $ / kg, a fim de se obter um
lucro de 20%. Resposta: $ 74,4 / kg.
Ex. 26) (adaptado de Himmelblau; Riggs) Uma mistura gasosa contendo argônio, a 15C e 105 kPa, escoa através
de um duto. Para determinar a vazão dessa mistura, 93,5 L / min de CO2 a 7C e 131 kPa, provenientes de um
tanque, são injetados ao duto e passam para a corrente de mistura. A análise da mistura gasosa fornece, em volume,
1,2% de CO2 antes e 3,4% de CO2 depois de sua adição. Pede-se determinar a vazão, em m3 / min, da mistura
gasosa que entra no duto. Resposta: 5,269 m3 / min.
Ex. 27) (Vesilind; Morgan) Os rios Allegheny e Monongahela encontram-se em Pittsburgh para formar o rio Ohio. O
Allegheny, que escoa para o sul através de florestas e pequenas cidades, flui com uma vazão média de 9.520 L / s e
tem baixa concentração de silte (fragmento de minerais ou de rochas), 250 mg / L. O Monongahela, por sua vez, flui
para o norte com uma vazão média 12.880 L / s através de antigas cidades siderúrgicas e pobres regiões agrícolas,
transportando uma concentração de silte de 1.500 mg / L. Pede-se determinar a vazão e a concentração de silte do
rio Ohio. Respostas: 22.400 L / s e 968,75 mg / L.
Ex. 28) (Himmelblau; Riggs) Duas correntes líquidas escoam com vazões constantes para um misturador. Uma delas
é composta de benzeno, com vazão medida de 20 L / min e a outra é composta de tolueno. Depois do misturador, a
mistura passa a um tanque de armazenamento, de diâmetro interno igual a 5,53 m, equipado com um medidor visual
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Ex. 29) (ENADE 2011 – Questão 29) Uma etapa de um processo consiste na mistura de duas correntes de solução
de água contendo NaCl. O sistema é formado por 2 misturadores e a saída do primeiro é uma das correntes de
entrada do segundo. A primeira corrente (corrente 1) é formada por uma solução 5% em massa de sal em água e
tem vazão mássica de 500 g / min. Essa corrente se mistura com uma corrente 2, formada apenas por água, com
vazão mássica de 200 g / min. A mistura das correntes 1 e 2 produz a corrente 3 que entra no segundo misturador
junto com uma corrente 4, formada por solução aquosa contendo 10% em massa de NaCl e vazão mássica de 1.000
g / min. Pede-se determinar as concentrações das soluções aquosas de NaCl que saem de cada um dos
misturadores. Respostas: 3,57% em massa de sal no primeiro e 7,35% em massa de sal no segundo misturador.
ADSORÇÃO: mecanismo de retenção do componente (líquido ou gasoso) na superfície de um sólido poroso (carvão
ativado, sílica-gel, óxido de alumínio (ou alumina) ativado, etc.). É um fenômeno de transferência de massa de uma
fase gasosa (ou líquida) para um sólido poroso (fixação da substância na superfície do sólido). O sólido utilizado para
adsorção é conhecido como adsorvente e o fluido adsorvido na superfície é denominado adsorbato ou adsorvato.
Processo seletivo e bastante apropriado para a remoção de gases e vapores a baixas concentrações. A
eliminação de muitos compostos odoríficos, os quais em geral estão presentes em baixas concentrações, pode ser
realizada com alta eficiência através da adsorção.
As operações de adsorção incluem: a desumidificação do ar com dessecantes; o tratamento do ar e da água
com carvão ativado, no que se refere à remoção de componentes odorantes desagradáveis que podem representar
riscos à saúde dos indivíduos expostos; o tratamento de águas subterrâneas para a remoção de compostos orgânicos
dissolvidos que podem apresentar sabor e odor adversos; a remoção de uma substância nociva presente em um
efluente industrial; e a troca de íons entre soluções aquosas e materiais de troca iônica.
Em um processo de adsorção, as moléculas ou átomos ou íons, em um gás ou líquido, se difundem para a
superfície de um sólido, onde se ligam à superfície sólida ou são mantidas por forças intermoleculares fracas.
Nessa operação, a carga a ser tratada escoa através dos espaços vazios entre as partículas do sólido
adsorvente, colocado no interior do vaso. Quando o sólido adsorvente se satura do componente adsorvido, ele é
removido e substituído por um sólido reativado.
Como métodos de regeneração de alguns materiais adsorventes (como o carvão ativado, por exemplo),
podemos citar:
- aquecimento através de vapor de água a 100ºC por cerca de 20 minutos é o método mais usual e o mais eficiente
na remoção do material adsorvido, chegando a atingir remoção de 98% da substancia adsorvida;
- aquecimento com passagem de gás inerte a 100ºC, por cerca de 20 minutos; ou
- redução da pressão (vácuo) de 50 mmHg, por cerca de 20 minutos.
Após a regeneração do material adsorvente, em se tratando do controle de gases e vapores, deve-se
implantar um equipamento de controle para evitar que os compostos retidos retornem para a atmosfera.
Qualquer aplicação potencial de adsorção deve ser considerada juntamente com alternativas como
destilação, absorção de gases e extração de líquidos. Cada processo de separação explora uma diferença entre uma
propriedade dos componentes a serem separados. Na destilação, é a volatilidade; na absorção, é a solubilidade e na
extração é um coeficiente de distribuição (diferença de solubilidade entre os solventes para um determinado
composto). A separação por adsorção depende de um componente ser mais prontamente adsorvido do que outro. A
seleção de um processo adequado também pode depender da facilidade com que os componentes separados são
recuperados.
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Representações:
Adsorvedor de carvão ativado: à esquerda (VESILIND; MORGAN, 2.011) e à direita (ÍNDIO DO BRASIL, 2.013).
Adsorvedor:
Mistura gasosa ou líquida com Mistura gasosa ou líquida
contaminante retido no
o contaminante “depurada”
sólido poroso (material adsorvente)
Ex. 30) (Índio do Brasil) Deseja-se recuperar benzeno (C6H6) presente em 100 kg de uma mistura gasosa ar-benzeno
com teor em massa de 19,5% de benzeno, por meio de adsorção em leito de carvão ativado. O teor de benzeno no
ar efluente do processo é 1% molar. A temperatura e pressão total do sistema são constantes. Determine a %
adsorvida de benzeno. Respostas com três casa decimais. Dados: H.....1; C.....12; N.....14; O.....16 g / mol;
composição molar do ar = 21% de O2 e 79% de N2. Resposta: 88,8%.
Exercício adicional (balanços materiais, sem reações químicas, envolvendo mais de uma operação)
Ex. 31) (adaptado de Himmelblau; Riggs) Examine a figura a seguir onde todas as composições estão em % mássica.
Pede-se determinar as vazões mássicas (kg / h) das correntes A, B, C, D e W, se a alimentação é 1.000 kg / h.
A:
Vapor de água W:
Operação 3
Água resfriada
C: Água
1.000 kg / h: B: D:
Água do mar com Operação 1 4,8% de NaCl
Operação 2
6,9% de NaCl
3,45% de NaCl
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A B Operação D E
física
Divisor de correntes (splitter): as
Reciclo
correntes “D”, “E” e do Reciclo possuem a
mesma composição (%); ou sejam, são
Misturador de correntes (mixer) ou
ponto de mistura: as correntes “A”, “B” e compostas dos mesmos componentes e
do Reciclo possuem composições “%” (ou nas mesmas concentrações. Contudo,
suas vazões são diferentes.
concentrações) e vazões diferentes.
É razoável supor isso; pois, as correntes
“E” e do Reciclo são originadas pela
mesma corrente “D”. Nada, em termos de
matéria, está sendo adicionado ou retirado.
O divisor de correntes apenas distribui a
vazão da corrente “D” entre as outras duas
correntes.
Divisor de correntes: não é propriamente um equipamento. Representa um ponto na tubulação onde há divisão da
vazão de uma corrente (à montante do divisor) em duas ou mais correntes (à jusante do divisor). Como não ocorre
nenhum processo físico ou químico nesse ponto, a composição das novas correntes é igual à da corrente à montante
do divisor.
Ponto de mistura (misturador de correntes): ponto onde há a simples união (mistura) de duas ou mais correntes.
A vazão e a composição da corrente à jusante do ponto de mistura são determinadas pelo balanço material nesse
ponto (de mistura).
De acordo com a figura mostrada anteriormente, podemos ter:
Volume de Controle (V. C.): Equação do Balanço Material Total (B.M.T.):
Global A=C+E
(Ao redor da) operação física B=C+D
Misturador de correntes ou ponto de mistura A + Reciclo = B
Divisor de correntes D = E + Reciclo
A corrente de bypass é aquela que desvia parte da alimentação de uma unidade e se combina a outra corrente
mais à frente do processo. Isso ocorre de acordo com a necessidade do processo.
As correntes de bypass são utilizadas para controlar as composições (ou ajustar as concentrações) de
misturas e são originadas em um divisor de correntes e terminam em um misturador de correntes.
Uma representação esquemática da corrente de bypass é apresentada na figura a seguir.
Bypass
A B Operação D E
física
Misturador de correntes (mixer): as
Divisor de correntes (splitter): as C correntes “D”, “E” e de Bypass possuem
correntes “A”, “B” e de Bypass possuem a composições (%) e vazões diferentes.
mesma composição (%) ou concentração.
Porém, suas vazões são diferentes.
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A coluna de destilação e refluxo ( R ): o equipamento onde ocorre a destilação é uma torre (ou coluna), cujo interior
é dotado de pratos (ou bandejas) ou recheios. O líquido desce por gravidade, da parte superior, entra em contato
íntimo com o vapor que sobe da parte inferior da coluna, em cada um dos pratos (ou ao longo dos recheios). O vapor
que vem do fundo da coluna é gerado por um trocador de calor chamado de refervedor, onde um fluido com maior
energia (vapor de água, por exemplo) fornece o calor ao líquido que sai pelo fundo da coluna, vaporizando-o total ou
parcialmente (ÍNDIO DO BRASIL, 2.013). O líquido residual efluente desse equipamento é o produto de fundo. O
líquido que entra no topo da coluna, chamado refluxo, é gerado por um trocador de calor chamado condensador,
que usa um fluido de resfriamento (normalmente água ou ar) para a condensação do vapor efluente do topo da
coluna. O condensado é, normalmente, acumulado em um equipamento denominado vaso ou tambor de topo, de
onde uma parte retorna à torre como refluxo e a outra parte é removida como o destilado (ÍNDIO DO BRASIL, 2013).
O refluxo é o líquido condensado que flui para baixo para resfriar e condensar os vapores ascendentes. O
número de estágios (pratos) necessários para uma determinada separação dependerá da taxa de refluxo usada.
Refluxo total: é a condição em que todo o condensado é devolvido à coluna como refluxo; ou seja, nenhum produto
é retirado da coluna e pode não haver alimentação. No refluxo total, o número de estágios necessários para uma
determinada separação é o mínimo em que é teoricamente possível conseguir a separação. Embora não seja uma
condição prática de operação, é um guia útil para o número provável de estágios que serão necessários. As colunas
são frequentemente iniciadas sem retirada de produto e operadas em refluxo total até que as condições estáveis
sejam alcançadas. O teste de colunas também é convenientemente realizado em refluxo total.
Refluxo mínimo: à medida que a taxa de refluxo é reduzida, a separação só poderá ser alcançada com um número
infinito de estágios (pratos). Isso define a taxa de refluxo mínima possível para a separação especificada.
Razão de refluxo ideal: na prática, as taxas de refluxo estarão em entre o refluxo mínimo para a separação
especificada e refluxo total. O projetista deve selecionar um valor no qual a separação especificada seja alcançada
a um custo mínimo. Aumentar o refluxo reduz o número de estágios necessários e, portanto, o custo de capital, mas
aumenta os requisitos de operação (vapor e água) e os custos operacionais. A proporção de refluxo ideal será aquela
que corresponder à menor taxa anual de custo operacional.
Razão de refluxo externo, de topo ( r ): r = R / D, onde: R é a vazão da corrente de refluxo e D é a vazão da corrente
do destilado retirado da operação como produto.
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Ex. 34) (Himmelblau; Riggs) Na figura a seguir todas as composições estão expressas em base mássica. Pede-se
determinar os valores (em kg) das correntes F, G, H, P e R e a composição mássica da corrente H.
R: 100% A
W = 60 kg de A
Respostas: F = 380 kg; G = 506,67 kg; H = 380 kg; P = 320 kg; R = 126,67 kg; 20% de A em “H” e 80% de B em “H”.
Ex. 35) (Reklaitis) 10.000 kg / h de uma solução aquosa contendo 12% em massa de soluto alimentam o processo
representado na figura a seguir. Admitindo que 10% da vazão da alimentação sejam desviados e que na saída do
evaporador a solução contenha 80% em massa de soluto, pede-se determinar:
a) as vazões mássicas (kg / h) das correntes C, D, E e F.
b) a composição mássica do produto final (F).
c) o desempenho do evaporador considerando que 8.500 kg / h de vapor são utilizados para aquecimento na
operação do equipamento.
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A = 10.000 C E F
kg / h
Ex. 36) (Balu; Satyamurthi; Ramalingam; Deebika) Uma solução aquosa contendo 4% em massa de sal é necessária
para um processo. Sua obtenção é iniciada, enviando-se certa quantidade de água a um grande tanque onde é
adicionado sal granulado. A solução que deixa o tanque apresenta 16% em massa de sal e é misturada com a água
da corrente “M2”, para se obter 100 kg de solução na concentração desejada. Pede-se:
a) o nome usual corresponde à corrente “M2”.
b) determinar as massas das correntes M1, M2, M3, M4 e M5 do esquema a seguir;
c) determinar a fração de água que é desviada.
M2 (100% H2O)
M1 M3 Tanque M5
100 kg (4% sal)
misturador
M4 (100% sal)
OSMOSE REVERSA (OU INVERSA): operação de separação em que o solvente é separado do soluto por uma
membrana (semipermeável) que seja permeável ao solvente (permite apenas a passagem de solvente) e
impermeável ao soluto (de baixa massa molecular, tal como sais ou moléculas orgânicas). Para se obter essa
separação exerce-se, com o auxílio de bombas ou através de pistões, uma pressão externa no lado de maior
concentração do soluto. Desse modo, obtém-se uma solução muito concentrada de um lado da membrana e uma
substância praticamente pura (solvente) do outro lado. A principal aplicação da osmose reversa é para a
dessalinização da água do mar.
Representação:
Ex. 37) (Himmelblau; Riggs) Água do mar pode ser dessalinizada por osmose reversa usando o esquema indicado
na figura ao lado, onde todas as composições estão em base mássica. Pede-se determinar:
a) as vazões mássicas das correntes B, C, D, P e R.
b) a fração da salmoura que deixa a célula de osmose reversa e é reciclada.
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R: Reciclo de salmoura
P: Água dessalinizada
com 0,05% de sal
Ex. 39) (adaptado de Himmelblau; Riggs) Uma corrente “A”, de 10.000 kg / h de uma solução aquosa de KNO3, a
20% em massa de soluto e uma corrente reciclada “R”, de solução saturada a 38°C, são as duas entradas de um
evaporador. O evaporador gera uma corrente “W” de vapor e uma solução concentrada “M” contendo 50% em massa
de KNO3. Essa solução “M” alimenta um cristalizador que produz uma corrente “C”, de cristais, com 4% em massa
de umidade e a corrente “R”, de solução saturada, que é reciclada. Pede-se determinar:
a) as vazões mássicas (kg / h) das correntes W, M, C e R com uma casa decimal.
b) a % de água removida no evaporador.
Dados:
Temperatura (C) 0 10 20 30 40 50 60 70 80
Solubilidade (g de KNO3 / 100 g de H2O) 13,3 20,9 31,6 44,4 63,9 85,5 110 138 169
Respostas: a) W = 7.916,7 kg / h, M = 9.750,1 kg / h, C = 2.083,3 kg / h e R = 7.666,8 kg / h; b) 61,89%.
Purga: corrente que “sangra” o processo, visando impedir o acúmulo de materiais indesejáveis (p. ex. inertes,
impurezas que não reagem e que estão presentes nos reagentes) na corrente de reciclo.
Em muitos processos químicos com reciclagem, as matérias primas encerram materiais inertes que algumas
vezes não são eliminados com os produtos. A presença desses materiais inertes que vão se acumulando durante o
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RECICLO PURGA
Obs.:
Corrente 1: denominada de alimentação ou entrada do processo ou de carga nova ou de carga “fresca”;
Corrente 2: chamada de alimentação ou entrada do reator ou de carga combinada;
Separador: a escolha do separador depende, além de outros fatores (como custos, espaço físico, capacidade de
operação, grau de separação desejado, etc.), principalmente do estado físico dos produtos e dos outros componentes
(reagentes não convertidos e inertes) presentes na mistura na saída do reator e pode ser um separador líquido-
líquido (destilação ou extração); ou, um separador gás-gás (absorção ou por membranas); ou ainda, um separador
gás-líquido (condensador).
De acordo com a figura mostrada anteriormente, podemos ter:
Volume de Controle (V. C.): Equações de Balanço Material (B. M.):
Global Temos apenas uma equação: B. M. parcial para os inertes (entrada = saída)
B. M. para os reagentes: entrada – consumo = saída
Reator B. M. para os produtos: entrada + produção = saída
B. M. para os inertes (não reagem): entrada = saída
Separador B. M. total e B. M. parciais (entrada = saída)
Misturador de correntes B. M. total e B. M. parciais (entrada = saída)
Divisor de correntes Temos apenas uma equação: o B. M. total ou um B. M. parcial (entrada = saída)
Exemplo de diagrama de blocos de um processo com as correntes de reciclo e purga (HIMMELBLAU; RIGGS, 2.006):
Ex. 40) (Sinnott) Amônia (NH3) é produzida a partir da reação em fase gasosa entre hidrogênio e nitrogênio. A amônia
produzida é condensada a partir da corrente efluente do reator (conversor). Parte dos reagentes não convertidos e
do inerte é purgada e outra parte é reciclada continuamente. Se a alimentação global do processo contém 0,2% de
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Ex. 41) (adaptado de Gomide) Gás eteno (C2H4) é hidratado de modo a fornecer álcool etílico, de acordo com a
equação de reação: C2H4(g) + H2O(v) C2H5OH(v). Parte do eteno e dos gases inertes é purgada e outra parte é
reciclada, após a condensação do álcool e da água na saída do reator. A corrente de alimentação do processo (carga
nova) tem vazão igual a 200 kmol / hora e contém eteno, vapor de água e 1% molar de gases inertes. Sabendo-se
que o teor de gases inertes na entrada do reator é de 2,5% molar e que a vazão de reciclo vale 500 kmol / hora de
operação, calcule a vazão molar (kmol / h) da purga a ser realizada no processo. Resposta: 64,52 kmol / h.
Recomendações: verificar se as reações estão balanceadas; transformar todos os dados do problema para a “base
molar” (quantidade de matéria, em mol ou kmol; ou, vazão molar); e ter atenção aos inertes, caso estejam presentes.
Observações:
- em caso de reações envolvendo soluções, apenas o soluto participa da reação química (o solvente não reage);
- em caso de reações envolvendo amostras de um sólido (ex. minério), as impurezas presentes não reagem;
- atenção com os inertes (não participam das reações).
Reagentes não
Reagentes e materiais convertidos, produtos
1ª linha da Reator 3ª linha da tabela
inertes (impurezas, gases tabela estequiométrica formados e materiais
nobres e solventes) estequiométrica inertes
2ª linha da tabela
estequiométrica
Coeficientes
estequiométricos
Produto
Reagentes
Modelo da “tabela estequiométrica”:
n (em mol ou kmol) A + 2 B 3 C
Alimentação do reator
nA (alimentado) nB (alimentado) nC (alimentado)
(antes da reação)
Consumido e produzido nC (produzido) = 3 x nA (consumido)
nA (consumido) nB (consumido) = 2 x nA (consumido)
(linha da proporção) ou nC = 3 x nB(consumido) / 2
Saída do reator
nA (alimentado) – nA (consumido) nB (alimentado) – nB (consumido) nC (alimentado) + nC (produzido)
(após a reação)
Reagentes:
nas indústrias, para aumentar o rendimento das reações químicas e em razão da menor ou maior dificuldade
de se estabelecer o contato íntimo entre os reagentes, é comum utilizar um deles em quantidades superiores àquelas
previstas pela estequiometria.
a) reagente em excesso (R. E.): é o reagente alimentado em quantidade superior àquela prevista pela estequiometria.
É o reagente que sempre sobra ao final das reações.
Em reações industriais, raramente se encontra as quantidades exatas dos materiais empregados. Quase
sempre são usados reagentes em excesso, tanto para tornar possível uma reação como para garantir o consumo
total de um reagente valioso. Esse excesso de reagente pode sair junto ou separado do produto e pode ser reusado.
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Exemplo: na reação A + 3 B 2 C, considerar que são alimentados ao reator 100 mol de “A” e 225 mol do reagente
“B”.
Para o reagente “A” temos a seguinte a relação: 100 mol alimentados / 1 (“A” na reação) = 100 mol
Para o reagente “B” temos: 225 mol alimentados / 3 (“B” na reação) = 75 mol
Portanto, “A” está em excesso e “B” é o reagente limitante (R. L.).
Cálculo do n(teórico ou estequiométrico) do reagente em excesso (R. E.):
Da reação: 1 A (R.E.) 3 B (R.L.)
n(teórico) = 75 mol 225 mol alimentados
A % do reagente “A” em excesso é: % em excesso = [ (100 – 75) mol / 75 mol ] x 100 = 33,33
Grau de conversão (G. C.) dos reagentes ou Conversão por passe no reator: expressa a porcentagem do reagente
alimentado ao reator que é convertida em produto; ou seja, a porcentagem que é consumida na reação.
Observação:
sendo conhecido o G.C. (Grau de Conversão) de um reagente:
1ª linha da “tabela” para o reagente = alimentação do reator = 2ª linha / (G.C. / 100)
2ª linha da “tabela” para o reagente = 1ª linha x (G.C. / 100)
Reciclo Purga
Observação: quando houver um reator no diagrama de blocos, o volume de controle global só será válido para os
inertes; pois, somente para eles pode-se escrever que entrada = saída. Para os outros componentes presentes no
diagrama teremos:
Balanço material dos reagentes: entrada – consumo = saída
Balanço material dos produtos: entrada + produção = saída
Ex. 42) 240,6 kg de um minério que consiste em MgSO4 puro é alimentado a um reator com 120 kg de coque seco
constituído, em massa, por 96% de carbono e 4% de sólidos inertes. A equação para a reação é:
MgSO4(s) + 4 C(s) MgS(s) + 4 CO(g). Considerando que 161,3 m3 normais de CO são produzidos, pede-se determinar:
a) o reagente limitante (R.L.) e o reagente em excesso (R.E.).
b) a % em excesso empregada.
c) o grau de conversão dos reagentes.
d) o rendimento (grau de complementação) da reação.
e) a composição, em % mássica, dos sólidos na saída do reator.
Dados: C.....12; O.....16; Mg.....24,3; S.....32 g / mol.
Respostas: a) R.E. = C; b) 20%; c) 90% e 75%; d) 90%; e) MgSO4 = 15,13%; C = 18,11%; MgS = 63,74% e inertes
= 3,02%.
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Ex. 44) Uma mistura gasosa formada por 50% de O2 e 50% de O3, em volume, ocupa um volume de 20 litros a 27C
e 747,6 mmHg. A mistura é aquecida a 127C e passa a ocupar um volume de 25 litros apresentando então uma
pressão de 897,2 mmHg. Pede-se determinar:
a) o grau de conversão do reagente.
b) a composição (%) da mistura gasosa nessas novas condições.
Dado: 2 O3 (g) 3 O2 (g).
Respostas: a) 50%; b) 22,2% de O3 e 77,8% de O2.
Muitos processos são projetados para operar na condição de rendimento máximo, mas essa operação muitas
vezes não corresponde a conversão econômica ótima. O conceito de seletividade é importante, pois, corresponde a
fração do reagente convertido que se transformou no produto desejado.
Conversão Global (C. G.): é a % do reagente presente na carga “fresca” (ou nova) que é convertida em produto.
Considera como volume de controle todo o processo, incluindo o reator, as unidades de separação, o divisor e o
ponto de mistura.
Ex. 45) (adaptado de Andersen; Wenzel) Clorobenzeno (C6H5Cl) é produzido através de 100 mol de gás cloro (Cl2)
e excesso de benzeno líquido (C6H6), na presença do catalisador cloreto férrico. As reações que ocorrem são:
C6H6 (l) + Cl2 (g) C6H5Cl (l) + HCl (g)
C6H5Cl (l) + Cl2 (g) C6H4Cl2 (l) + HCl (g)
Benzeno é alimentado ao reator com 100% em excesso e sua conversão é mantida baixa para minimizar a ocorrência
da segunda reação. Se a conversão de benzeno for de 15% e a de clorobenzeno for de 10%, determine:
a) as quantidades (em mol) e as composições molares das duas correntes de saída; a gasosa e a líquida.
b) a seletividade do clorobenzeno em relação ao diclorobenzeno.
Respostas: a) gás = 67% de Cl2 e 33% de HCl; líquido = 85% de C6H6; 13,5% de C6H5Cl e 1,5% de C6H4Cl2; b) 9
mol de C6H5Cl / mol de C6H4Cl2.
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Ex. 46) (adaptado da PETROBRAS 2.011 – Prova 13 / Questão 44) A alimentação do processo químico representado
na figura a seguir é constituída de 100 kmol / h de um reagente “A” e certa quantidade de substância inerte “I”. Na
alimentação do reator “R”, a vazão de “A” é de 125 kmol / h. O efluente do reator “R” é dirigido ao separador S, do
qual sai uma corrente com todo o “A” e todo o “I” presentes nesse efluente. Da corrente com todo o “A” e todo o “I”
que sai de S, 50% são reciclados para a entrada do reator. Os outros 50% são purgados para evitar o acúmulo do
inerte “I” no processo. O grau de conversão do reagente “A” no reator é 60%. Face ao contexto exposto, pede-se
determinar:
Ex. 47) (adaptado da PETROBRAS 2.010 – Prova 23 / Questão 24) Considere o diagrama de blocos a seguir. O
diagrama mostra as substâncias presentes em cada corrente de um processo de decomposição de um composto A
pela reação A B + C. A corrente de alimentação do processo consiste de 100 kmol / h de A e 1 kmol / h de um
inerte I. O efluente do reator contém 68 kmol / h de A e a corrente de purga, 34 kmol / h de A. Face ao contexto
exposto, pede-se determinar:
a) a vazão molar (kmol / h) de “A” no reciclo.
b) a vazão molar (kmol / h) de “A” na entrada
do reator.
c) o grau de conversão (conversão por passe)
do reagente “A” no reator.
d) a conversão global do reagente “A”.
Respostas: a) 34 kmol / h; b) 134 kmol / h; c)
49,3%; d) 66%.
Ex. 48) (adaptado de Índio do Brasil) No processo de obtenção de amônia, a alimentação inicial do processo (corrente
“A”) é uma mistura gasosa constituída por N2, H2 e 0,2% molar de argônio (Ar). Na entrada do reator, existem 100
mol de uma mistura gasosa com a seguinte composição molar: 4% de Ar, 24% de N2 e 72% de H2. Para a reação:
N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g), o grau de conversão dos reagentes é igual a 25%. A amônia formada é totalmente separada
por condensação e parte dos gases não convertidos e do inerte é reciclada (corrente “R”) para o início do processo
(antes do reator) e o restante é purgado continuamente (corrente “P”). Pede-se (três casas decimais):
a) o diagrama de blocos do processo, indicando as correntes e os seus componentes.
b) a composição, em % molar, das correntes de reciclo ( R ) e de purga (P).
c) as quantidades molares das correntes de amônia condensada, de reciclo ( R ), de purga (P) e de alimentação do
processo (A).
d) as porcentagens molares de N2 e H2 na corrente que alimenta o processo.
e) a conversão global de H2.
f) a fração do reciclo que deve ser purgada continuamente.
Dados: temperaturas normais de ebulição em C: Ar = -185,8; N2 = -195,8; H2 = -252,8 e NH3 = -33,4.
Respostas: b) Ar = 5,263%; N2 = 23,684% e H2 = 71,053%; c) NH3 = 12 mol; reciclo = 75,054 mol; purga = 0,946
mol e alimentação do processo = 24,946 mol; d) 24,95% de N2 e 74,85% de H2; e) 96,4%; f) 0,0126.
Ex. 49) (adaptado de Bennett; Myers) Álcool etílico hidratado é produzido continuamente através de um gás de
alimentação (corrente “A”) constituído, em % molar, por 97% de etileno (C2H4) e 3% de metano (CH4). Uma corrente
“B” de vapor de água (H2O) é adicionada à corrente “A” para entrar no reator. Entram no reator 100 mol de uma
mistura gasosa contendo 50% molar de C2H4, 30% molar de H2O e 20% molar de metano, com conversão de 4% de
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Ex. 50) (adaptado de Ghasem; Henda) O metanol (CH3OH) pode ser produzido pela reação em fase gasosa:
CO2(g) + 3 H2(g) → CH3OH(v) + H2O(v). A alimentação global “A” do processo contém hidrogênio, dióxido de carbono e
0,4% molar de um gás inerte (I). A mistura gasosa na entrada do reator apresenta a seguinte composição, em %
molar: 28% de CO2, 70% de H2 e 2% de “I”. A conversão de H2, por passe, no reator é 60%. A mistura gasosa efluente
do reator é encaminhada a um condensador que separa todo o metanol e a água formados dos reagentes e do inerte.
Parte dos reagentes e inerte é reciclada ao início do processo e para evitar o acúmulo do inerte no processo, uma
corrente “P” de purga é retirada do reciclo “R”. Para uma produção de 155 mol / h de metanol, pede-se (três casas
decimais):
a) (0,5) esboçar o diagrama de blocos completo do processo descrito, indicando em cada corrente as substâncias
presentes e seus estados físicos.
b) (0,5) a % do reagente em excesso.
c) (0,5) o grau de conversão do CO2, por passe, no reator.
d) (0,5) as composições, em % molar, das correntes de purga e reciclo.
e) (0,5) a composição, em % molar, da corrente líquida que deixa o condensador.
f) (1,5) as vazões molares (mol / h) das correntes de alimentação do processo “A”, de reciclo “R” e de purga “P”.
g) (0,5) as porcentagens molares de CO2 e H2 na corrente “A” que alimenta o processo.
h) (0,5) a conversão global de CO2.
i) (0,5) a fração da corrente de reciclo que deve ser purgada continuamente.
São dadas as temperaturas de ebulição normais: CO2 = -57C; H2 = -252,8; CH3OH = 64,7C e H2O = 100C.
Respostas: b) 20%; c) 50%; d) 31,818% de CO2, 63,636% de H2 e 4,546% de I; e) 50% molar de cada componente;
f) A = 679,877 mol / h, R = 427,266 mol / h e P = 59,877 mol / h; g) 25,6% de CO2 e 74% de H2; h) 89,05%; i) 0,14.
Ex. 51) (Himmelblau; Riggs) O processo mostrado na figura a seguir é a desidrogenação do propano (C3H8) formando
propileno (C3H6), de acordo com a reação: C3H8(g) C3H6(g) + H2(g). A conversão do propano em propileno no reator
é de 40%. A vazão molar de propileno produzida pela reação é 50 kmol / h. Calcule as vazões de A até F em kmol /
h.
C 3H 8 H2
A E
C Reator D Condensador e
Catalítico Torre de Destilação C3H6
F
Reciclo B:
80%C3H8
20%C3H6
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Ex. 52) (adaptado de Himmelblau; Riggs) O cloreto de etila pode ser preparado pela reação:
No processo mostrado a seguir, o etano fresco, o gás cloro e o etano reciclado são combinados para alimentar o
reator. Usam-se 100% de cloro em excesso para se obter uma conversão de 60% de etano no reator. Considerando
62.196,0 t / ano de cloro na entrada do reator (corrente B), pede-se determinar:
R: 100% C2H6
Respostas: a) A = 160 kmol / h, B = 200 kmol / h, C = 200 kmol / h, D = 100 kmol / h, E = 60 kmol / h e R = 40 kmol
/ h; b) A: 62,5% de Cl2 e 37,5% de C2H6; B: 50% de C2H6 e 50% de Cl2; C: 20% de C2H6, 35% de Cl2, 30% de C2H5Cl
e 15% de H2; D: 30% de H2 e 70% de Cl2; c) 30%.
Membranas são usadas para separar misturas gasosas ou líquida. Em um processo de separação por
membrana, uma alimentação consistindo de uma mistura de dois ou mais componentes é parcialmente separada por
meio de uma barreira semipermeável (a membrana) através da qual algumas espécies se movem mais rápido do que
outras. No processo de separação por membrana mais comum a mistura de alimentação é separada em um retido
ou retentado ou fase de rejeito (a parte da alimentação que não atravessa a membrana) e um permeado (a parte que
passa através da membrana). A membrana separa duas fases e controla seletivamente o transporte de materiais
entre essas fases.
A teoria da separação por membrana pode ser considerada, de forma aproximada, como uma questão de
tamanho molecular. As moléculas pequenas passam, com maior facilidade, através dos pequenos poros da
membrana.
A barreira é mais frequentemente um filme polimérico fino, não poroso, mas também pode ser um polímero
poroso, um tubo cerâmico ou material metálico, ou gel. Para manter a seletividade, a barreira não deve se dissolver,
desintegrar ou quebrar. As principais propriedades da membrana incluem sua classificação em relação ao tamanho,
seletividade, permeabilidade, resistência mecânica, resistência química, características de baixa incrustação, alta
capacidade, baixo custo e consistência. Os fornecedores caracterizam seus equipamentos com classificações
indicando o tamanho aproximado (ou massa molecular correspondente) dos componentes retidos por suas
membranas.
Atualmente os processos de membrana são tecnologias de separação de última geração que têm se
mostrado promissores para o crescimento técnico futuro e comercialização industrial em larga escala. Eles são
usados em muitas indústrias para concentração de produtos, separação e fracionamento; bem como, para produção
de água potável.
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Ex. 53) Uma mistura de CO e H2, conhecida por gás de síntese, é produzida pela reforma a vapor, um processo que
consiste na mistura de metano (CH4) e vapor de água, em um reator que opera a 450ºC e 15,8 atm, segundo a
reação: CH4(g) + H2O(v) CO(g) + 3 H2(g). O reator é alimentado com CH4 e 20% de vapor de água em excesso e
dessa forma apresenta uma conversão de 90% do CH4, produzindo uma mistura de CO e H2 com proporção molar
1:3. A mistura gasosa efluente do reator é resfriada e a água é separada dessa mistura por condensação e não é
reciclada. O CH4 não convertido na reação é separado da mistura gasosa remanescente na saída do condensador e
é reciclado. Para uma produção de 2.680,6 t / ano da mistura gasosa de CO e H2, pede-se:
a) o diagrama de blocos do processo descrito, com reciclo e unidades de separação. Indicar as substâncias presentes
em cada uma das correntes.
b) as vazões mássicas (kg / h) de alimentação (global) do processo de CH4 e de vapor de água.
c) a vazão de reciclo do metano em kg / h.
d) a vazão de água condensada no processo em kg / h.
e) a vazão molar da corrente de saída do reator em kmol / h.
f) a conversão global da água no processo.
Dados: H.....1; C.....12; O.....16 kg / kmol; temperaturas normais de ebulição em °C: CH4 = = -161,5; CO = -191,5C;
H2 = -252,8C e H2O = 100.
Respostas: b) 144 kg / h de CH4 e 216 kg / h de H2O; c) 16 kg / h; d) 54 kg / h; e) 40 kmol / h; f) 75%.
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Escalas de temperatura:
5
T(C) = [ T(F) – 32 ] ou T(C) = [ T(F) – 32 ] / 1,8; T(F) = 1,8 x T(C) + 32
9
Volume:
1 m3 = 1.000 L = 106 cm3 = 106 mL; 1 L = 1 dm3 = 10-3 m3 = 1.000 cm3 = 1.000 mL; 1 mL = 1 cm3; 1 ft3 (pé cúbico) =
28,3168 L; 1 in3 (polegada cúbica) = 16,38706 cm3
Massa:
1 g = 10-3 kg; 1 kg = 1.000 g; 1 t (tonelada métrica) = 1.000 kg; 1 t (curta) = 907,18474 kg; 1 t (longa) = 1.016,0469
kg; 1 lb (libra, pound) = 453,5924 g; 1 oz (onça, ounce) = 28,34952 g
Massa molar:
1 g / mol = 1 kg / kmol; 1 lb / mol = 453,5924 g / mol
Quantidade de matéria:
1 kmol = 1.000 mol
Pressão:
1 atm (atmosfera padrão ou física) = 760 mmHg = 760 Torr = 101,325 kPa = 101.325 Pa = 1,03323 kgf / cm2 (at:
atmosfera técnica) = 1,013x106 dina / cm2 = 14,6959 psi (lbf / in2) = 1,01325 bar = 10,33256 mH2O; 1 Torr = 1 mmHg;
1 mmHg = 13,6 mmH2O; 1 Pa = 1 N / m2; 1 kgf / cm2 = 10,0003 mH2O; 1 kgf / m2 = 0,100003 cmH2O = 1,00003
mmH2O
Energia:
1 J = 0,2388 cal; 1 cal = 4,1868 J; 1 Btu = 1.055,056 J; 1 GJ = 103 MJ = 106 kJ; 1 MJ = 103 kJ
Potência:
1 W (Watt) = 1 J / s; 1 cv (cavalo-vapor) = 75 kgf.m/s = 735,5 W; 1 hp (horse-power = cavalo de força) = 1,014 cv =
745,7 W.
PREFIXOS SI:
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Tabela de pressão de vapor da água em função das temperaturas, para pv em mmHg e T em C (GOMIDE,
1.984):
T pv T pv T pv T pv T pv T pv T pv
-2 3,952 13 11,231 28 28,349 43 64,80 58 136,08 73 265,7 88 487,10
-1 4,256 14 11,987 29 30,043 44 68,26 59 142,60 74 277,2 89 506,10
0 4,579 15 12,788 30 31,824 45 71,88 60 149,38 75 289,1 90 525,76
1 4,962 16 13,634 31 33,695 46 75,65 61 156,43 76 301,4 91 546,05
2 5,294 17 14,530 32 35,663 47 79,60 62 165,77 77 314,1 92 566,99
3 5,685 18 15,477 33 37,729 48 83,71 63 171,38 78 327,3 93 588,60
4 6,101 19 16,477 34 39,898 49 88,02 64 179,31 79 341,0 94 610,90
5 6,543 20 17,535 35 42,175 50 92,51 65 187,94 80 355,1 95 633,90
6 7,013 21 18,650 36 44,563 51 97,20 66 196,09 81 369,7 96 657,62
7 7,513 22 19,827 37 47,067 52 102,09 67 204,96 82 384,9 97 682,07
8 8,045 23 21,068 38 49,692 53 107,20 68 214,17 83 400,6 98 707,27
9 8,609 24 22,377 39 52,442 54 112,51 69 223,73 84 416,8 99 733,24
10 9,209 25 23,756 40 55,324 55 118,04 70 233,7 85 433,6 100 760,00
11 9,844 26 25,209 41 58,34 56 123,80 71 243,9 86 450,9 101 787,57
12 10,518 27 26,739 42 61,50 57 129,82 72 254,6 87 468,7 102 815,90
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Faculdades Oswaldo Cruz – Escola Superior de Engenharia
Curso: Engenharia Química (5º semestre)
Nome do elemento Símbolo Massa Atômica Nome do elemento Símbolo Massa Atômica
Actínio Ac 227 Laurêncio Lr 262,1
Alumínio Al 27 Lítio Li 6,9
Amerício Am 243 Lutécio Lu 175
Antimônio Sb 121,8 Magnésio Mg 24,3
Argônio Ar 39,9 Manganês Mn 54,9
Arsênio As 74,9 Mendelévio Md 258,1
Astato At 210 Mercúrio Hg 200,6
Bário Ba 137,3 Molibdênio Mo 95,9
Berílio Be 9 Neodímio Nd 144,2
Berquélio Bk 247 Neônio Ne 20,2
Bismuto Bi 209 Neptúnio Np 237
Boro B 10,8 Nióbio Nb 92,9
Bromo Br 79,9 Níquel Ni 58,7
Cádmio Cd 112,4 Nitrogênio N 14
Cálcio Ca 40,1 Nobélio No 259,1
Califórnio Cf 251 Ósmio Os 190,2
Carbono C 12 Ouro Au 197
Cério Ce 140,1 Oxigênio O 16
Césio Cs 132,9 Paládio Pd 106,4
Chumbo Pb 207,2 Platina Pt 195
Cloro Cl 35,5 Plutônio Pu 244
Cobalto Co 58,9 Polônio Po 209
Cobre Cu 63,5 Potássio K 39,1
Criptônio Kr 83,8 Praseodímio Pr 140,9
Cromo Cr 52 Prata Ag 107,9
Cúrio Cm 247 Promécio Pm 144,9
Disprósio Dy 162,5 Protactínio Pa 231
Einstênio Es 252 Rádio Ra 226
Enxofre S 32 Radônio Rn 222
Érbio Er 167,3 Rênio Re 186,2
Escândio Sc 45 Ródio Rh 102,9
Estanho Sn 118,7 Rubídio Rb 85,5
Estrôncio Sr 87,6 Rutênio Ru 101
Európio Eu 152 Samário Sm 150,4
Férmio Fm 257,1 Selênio Se 79
Ferro Fe 55,9 Silício Si 28,1
Flúor F 19 Sódio Na 23
Fósforo P 31 Tálio Tl 204,4
Frâncio Fr 223 Tântalo Ta 181
Gadolínio Gd 157,3 Tecnécio Tc 97,9
Gálio Ga 69,7 Telúrio Te 127,6
Germânio Ge 72,6 Térbio Tb 158,9
Hélio He 4 Titânio Ti 47,9
Hidrogênio H 1 Tório Th 232
Hólmio Ho 164,9 Túlio Tm 168,9
Índio In 114,8 Tungstênio W 183,8
Iodo I 126,9 Urânio U 238
Irídio Ir 192,2 Vanádio V 50,9
Itérbio Yb 173 Xenônio Xe 131,3
Ítrio Y 88,9 Zinco Zn 65,4
Lantânio La 138,9 Zircônio Zr 91,2
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Faculdades Oswaldo Cruz – Escola Superior de Engenharia
Curso: Engenharia Química (5º semestre)
Alberto Colli Badino Jr. / Antonio José Gonçalves Cruz. Fundamentos de balanços de massa e energia – 1ª edição
2010 (14 exemplares) ISBN 85-7600-195-9 e 2ª edição 2013 (07 exemplares) ISBN 85-7600-301-4. EdUFSCar –
Editora da Universidade Federal de São Carlos.
David M. Himmelblau. Engenharia química: princípios e cálculos – 4ª edição 1984 (03 exemplares) ISBN 85-705-
4011-6 e 6ª edição 1998 (08 exemplares) ISBN 85-705-4075-2. Editora Prentice Hall do Brasil Ltda.
David M. Himmelblau / James B. Riggs. Engenharia química: princípios e cálculos – 7ª edição 2006 (35 exemplares)
ISBN 85-216-1502-7. LTC Editora Ltda.
David M. Himmelblau / James B. Riggs. Engenharia química: princípios e cálculos – 8ª edição 2014. ISBN 85-216-
2608-4. LTC Editora Ltda.
Jorge W. Hilsdorf / Newton Deléo de Barros / Celso A. Tassinari / Isolda Costa. Química tecnológica – 1ª edição 2004
(06 exemplares). ISBN 85-221-0352-6. Cengage Learning.
Nilo Índio do Brasil. Introdução à engenharia química – 1ª edição 1999 ISBN 85-7193-012-0, 2ª edição 2004 (08
exemplares) ISBN 85-7193-110-0 e 3ª edição 2013 (38 exemplares) ISBN 85-7193-308-8. Editora Interciência Ltda.
Reynaldo Gomide. Estequiometria Industrial – 1ª edição 1968 (04 exemplares) e 2ª edição 1979 (03 exemplares).
Edições do autor.
Richard M. Felder / Ronald W. Rousseau. Princípios elementares dos processos químicos – 3ª edição 2005 (27
exemplares) ISBN 85-216-1429-6. LTC Editora Ltda.
Richard M. Felder / Ronald W. Rousseau / Lisa G. Bullard. Princípios elementares dos processos químicos – 4ª edição
2018. ISBN 978- 85-216-3491-1. LTC Editora Ltda.
Carroll Osborn Bennett / John Earle Myers. Fenômenos de Transporte: quantidade de movimento, calor e massa (10
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Edwin T. Williams / R. Curtis Johnson. Stoichiometry for chemical engineers (03 exemplares). 1st edition. 1958.
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Curso: Engenharia Química (5º semestre)
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Company. ISBN 0-07-070080-X. McGraw-Hill, Inc.
John T. Stimus. The beginner’s guide to engineering: chemical engineering. Pittsburgh, PA. 2013. ISBN 978-
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José F. Izquierdo / José Costa / Enrique. M. de la Ossa / José Rodríguez / María Izquierdo. Introducción a la ingeniería
química: problemas resueltos de balances de materia y energía. Segunda edición 2017. ISBN 978-84-291-7116-7.
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Kingsley Augustine. Material balance and process calculations: a book for chemical engineers and chemists. 2018.
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K. V. Narayanan / B. Lakshmikutty. Stoichiometry and process calculations – 2nd edition. 2017. ISBN 978-81-203-
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Olaf A. Hougen / Kenneth M. Watson / Roland A. Ragatz. Chemical process principles part – I: material & energy
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Olaf A. Hougen / Kenneth M. Watson / Roland A. Ragatz. Principios de los procesos químicos: balances de materia
y energía (02 exemplares). 1ª edición 1964. Buenos Aires: Reverté.
P. Aarne Vesilind / Susan M. Morgan. Introdução à engenharia ambiental (15 exemplares). 2011. ISBN 978-85-221-
0718-6. Cengage Learning Edições Ltda.
Peter Atkins / Loretta Jones. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente – 1ª edição
2001 (31 exemplares). Reimpressão 2002. ISBN 85-7307-739-5, 3ª edição 2006 (17 exemplares) e 5ª edição 2012
(35 exemplares). Bookman Editora.
R. K. Sinnott. Coulson & Richardson’s Chemical Engineering, Volume 6, Fourth edition. 2005. Chemical Engineering
Design. ISBN 0 7506 6538 6. Elsevier Butterworth-Heinemann Linacre House, Jordan Hill, Oxford.
Seyed Ali Ashrafizadeh / Zhongchao Tan. Mass and energy balances: basic principles for calculation, design, and
optimization of macro/nano systems – 1st edition. 2018. ISBN 978-3-319-72289-4. Springer International Publishing.
V. Venkataramani / N. Anantharaman / K. M. Meera Sheriffa Begum. Process calculations – 2nd edition. 2015. ISBN
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Vivek Utgikar. Introdução à engenharia química: conceitos, aplicações e prática computacional. 2019. ISBN 978-0-
13-459394-4. LTC Editora Ltda.
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Curso: Engenharia Química (5º semestre)
William L. Luyben / Leonard A. Wenzel. Chemical process analysis: mass and energy balances. 1998. ISBN 0-13-
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EQ 481 - Introdução à Engenharia Química. Disponível em: <[Link]
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PERIÓDICOS RECOMENDADOS
BRAZILIAN JOURNAL OF CHEMICAL ENGINEERING. São Paulo: ABEQ. Trimestral. ISSN 1678-4383. Disponível
em: <[Link] Acesso em: 27 mar. 2021.
QUÍMICA E DERIVADOS. São Paulo: QD Ltda. Mensal. ISSN 0481-4118. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 26 mar. 2021.
QUÍMICA INDUSTRIAL. São Paulo: Editora Signus. Bimestral. ISSN 0103-2836. Disponível em:
<[Link] Acesso em 27 mar. 2021.
REVISTA BRASILEIRA DE ENGENHARIA QUÍMICA. São Paulo: ABEQ. Mensal. ISSN 0102-9843. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 27 mar. 2021.
REVISTA PROCESSOS QUÍMICOS. Goiânia: SENAI. Semestral. ISSN 1981-8521. Disponível em:
<[Link] Acesso em 25 ago. 2021.
SIMULADORES GRATUITOS
COCO Simulator – “CAPE-OPEN to CAPE-OPEN” (Computer Aided Process Engineering). AmsterCHEM. Disponível
em: <[Link]
ChemSepTM Modeling Separations Process (simulador de processos de separação). Column simulator for distillation,
absorption, and extraction operations. Disponível em: <[Link] e para download em:
<[Link]
DIA. Disponível em: <[Link]> para download gratuito e as informações estão disponíveis em:
<[Link]
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Faculdades Oswaldo Cruz – Escola Superior de Engenharia
Curso: Engenharia Química (5º semestre)
INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Áreas de Atuação. Avaliações e
Exames Educacionais. Enade. Provas e Gabaritos. Disponível em: <[Link]
atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/enade/provas-e-gabaritos>. Acesso em 10 nov. 2021.
PETROBRAS – Petróleo Brasileiro S.A. Quem Somos. Carreiras. Concursos. Disponível em:
<[Link] Acesso em 10 nov. 2021.
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