INSTITUTO DE TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES
MÓDULO: UC HG013002201: PLANEAR E PREPARAR O SEU FUTURO
(PPF)
MAPUTO, SETEMBRO DE 2021
RA1: DEFINIR OBJECTIVOS PESSOAIS
1. Introdução
Objectivo
Objectivo é aquilo que está voltado para o próprio objecto, independentemente da nossa
forma de pensar ou de sentir, isto é, das preferências individuais. Por exemplo: alguém
coloca uma caixa em cima de uma balança e afirma que aquela pesa cinco quilos.
Trata-se de um dado objectivo, pois não influencia a opinião do sujeito, uma vez que faz
parte das leis da física para além de poder ser provado.
No entanto, se uma pessoa levantar a caixa e disser que esta é muito pesada,
estaremos, neste caso, perante um dado subjectivo (depende daquilo que o sujeito
considera e não do objecto em si; essa mesma caixa pode ser levezinha para outro
indivíduo qualquer) por ser bastante relativo.
Enquanto adjectivo, o termo objectivo também diz respeito a alguém desinteressado e
imparcial (“Eu não faço parte da equipa, pelo que consigo ser perfeitamente objectivo e
dar-te a minha opinião: a meu ver, a atitude do treinador não foi das melhores”) ou
àquilo que existe realmente, podendo ser observável (“Quer queiras, quer não, esta é
uma questão objectiva: vão desalojar-me dentro de três dias a menos que fechem os
olhos à minha dívida”).
Objectivos e Metas SMART
As metas SMART são uma ferramenta que auxilia na definição de metas –
independentemente se estas metas servirão para uma determinada pessoa ou para
uma empresa. O importante é entender que essa é uma importante ferramenta de
Coaching que auxilia de maneira poderosa e objetiva a estabelecer suas metas.
É importante ressaltar que ao definir metas as pessoas precisam entender que elas
devem ser extremamente diretas e objetivas. Isso é importante para que não haja
espaço para suposições ou dúvidas.
Alguns exemplos
1 – Uma pessoa que estabelece como meta: “ano que vem vou me atentar mais à
minha saúde”
2 – Uma pessoa que estabelece como meta: “semestre que vem vou implantar novas
ideias na equipe de vendas”.
Como deve ser uma meta SMART?
Como foi mencionado anteriormente, as metas SMART servem tanto para metas
pessoais quanto para metas corporativas. Para este artigo, o contexto será voltado para
empresas.
Quando uma meta é traçada, fica claro para uma empresa que aquele é o estado ou o
lugar que ela pretende alcançar. Mas é importante que os responsáveis por estabelecer
as metas, entendam o que verdadeiramente é uma meta e o que não é uma meta.
Por exemplo: desejos não são metas. Outra confusão bastante comum é colocar tarefas
como metas ou dizer que buscará e adquirirá mais conhecimentos para a empresa. Por
isso, antes de estipular metas é importante que gestores, líderes, executivos entendam
que o conceito de metas vai muito além de tarefas e desejos.
De maneira sucinta e prática, metas são objetivos quantificados e devidamente
especificados. Importante lembrar que metas são temporais e totalmente ligadas a
prazos.
No caso de metas SMART, cada letra desta palavra possui um significado que
consegue traduzir corretamente o que é e, principalmente, como deve ser uma meta
para uma organização empresarial. Confira a seguir:
Metas SMART é o nome de uma metodologia que estabelece critérios para a definição
de objetivos e metas, as quais se baseiam em 5 fatores:
S (específica)
Corresponde ao termo specific, ou seja, uma meta deve ser específica naquilo que quer.
Se o objetivo é aumentar vendas, o gestor deve ser prático e objetivo para definir que
quer aumentar as vendas em 20, 30 ou 40% em um período de 10 meses, por exemplo.
O importante é ser extremamente directo.
M (mensurável)
Atribui-se a measurable (mensurável). O que nos mostra que é necessário determinar
um indicador tangível e com possibilidade de mensuração. Este indicador irá contribuir
para a organização atingir a meta traçada. No caso do aumento nas vendas, o
principal indicador seria o valor do faturamento durante os 10 meses em cima dos
produtos e serviços.
A (atingível)
Vem de achievable, que quer dizer atingível ou aquilo que é alcançável. Desejar obter
resultados incríveis é o que todos querem, mas o gestor deve ter em mente que as
metas devem estar em uma realidade possível. Vale lembrar que uma meta em vendas,
por exemplo, leva tempo e dedicação. Alcançar uma evolução de 100% em cinco meses
pode ser complicado para as equipes e também para a empresa. Portanto, verifique se
as metas traçadas são realmente alcançáveis. Caso não sejam, veja quais metas
podem ser estabelecidas seguindo o critério das metas SMART.
R (relevante)
Corresponde a relevant, o que permite entender que as metas precisam ser relevantes
para a organização. Não é interessante criar metas que não façam sentido para as
equipes e que não vão gerar resultados positivos dentro da empresa.
T (temporal)
Dentro do método SMART, o T vem de time. Pensando nisso, fica a ideia de que para
toda meta é preciso determinar um tempo para que ela se cumpra. Estabelecer uma
meta sem um prazo não faz sentido, além de que a mesma não será levada a sério da
forma que deveria ser levada. Por esse motivo, sempre que definir uma meta,
estabeleça um prazo. Um prazo que pode ser cumprido e que faça sentido para os
envolvidos.
Ao longo do tempo é possível notar o quanto é constante e importante, tanto para as
pessoas quanto para as empresas, a busca por metas. Estabelecer metas parece ser
uma tarefa simples e comum, pois a impressão que se tem é de que as pessoas já
estão familiarizadas com o processo de pensar, elaborar e colocar em prática as
estratégias necessárias para atingir as metas pré-estabelecidas. Comprar um carro,
adquirir um imóvel, aumentar a rentabilidade do negócio, conhecer outros países,
expandir os negócios para outras regiões são algumas das metas traçadas por pessoas
e empresas no mundo todo.
Mas o que muitas pessoas não sabem – ou descobrem tardiamente – é que na prática,
a realidade é outra. Estabelecer metas não é um processo tão básico e simples quanto
parece. Requer estudo, informações, ferramentas e metodologia. Uma das ferramentas
utilizadas neste processo tem um nome curioso: METAS SMART. Mas, afinal: o que são
as metas smart? Preparei este conteúdo para te ajudar a compreender esta ferramenta
e mostrar como ela pode ser útil em sua empresa,querida pessoa!
Planeamento para alcançar objectivos
PASSO 1 – Pare de “viajar”: transforme desejos em metas
Todo planejamento deve começar com um objetivo claro e um prazo máximo para
alcança-lo, afinal não há o que planejar se você não sabe onde quer ir. Gosto muito de
uma técnica chamada “SMART” para determinação de metas, tal metodologia tem esse
nome porque é uma sigla para as seguintes palavras:
Specific (Específico)
Measurable (Mensurável)
Attainable (Atingível)
Realistic (Realista)
Time Bound (Temporizável).
Na prática:
ESPECÍFICO:
Suas metas e objetivos devem ser formuladas de forma específica e precisa. Não crie
objetivos vagos como “vender mais”, ao invés disto use objetivos claros como “aumentar
as vendas da linha de produtos “x” em 35%. Objetivos generalistas tendem a ser menos
eficazes.
MENSURÁVEL:
Defina suas metas de forma que você consiga mensurá-las, para posteriormente medi-
las e analisá-las. Metas devem suficientemente quantificáveis a ponto de não restar
dúvidas se você ou sua empresa atingiu-as ou não.
ATINGÍVEL:
Seja realista e determine metas e objetivos alcançáveis, fuja das metas “pau de sebo”,
onde o esforço parece nunca valer a pena. Lembre-se que raramente você fará tudo
sozinho, por isso envolva ativamente todo mundo que participa da empresa. Todos
devem saber o seu papel, seus objetivos, metas e métricas de performance.
REALISTA:
Considere os meios e recursos que você dispõe para determinar metas realistas. Toda
empresa conta com recursos materiais, financeiros e humanos limitados no curto prazo,
lembre-se que é muito mais eficiente e seguro “subir um degrau por vez”. A maioria das
pessoas erra aqui, (este que vos escreve é um que já errou muito neste passo), pois
empreendedores geralmente são otimistas demais e costumam desconsiderar as
premissas que citei acima, aumentando muito o risco do planejamento ou simplesmente
desmotivando no meio do caminho por causa de metas inatingíveis.
TEMPORIZÁVEL:
Seus objectivos devem ser bem definidos em termos de duração e prazos. Indique um
intervalo de tempo para cada objetivo e monitore com frequência semanal ou mensal se
você esta cumprindo os prazos de cada tarefa. Um planeamento eficiente é muito mais
parecido com uma “trilha” onde você vai corrigindo a rota conforme os desafios do que
um “trilho” de trem onde é só seguir uma viagem tranquila e sem surpresas.
PASSO 2 – “Quebre” suas metas em pequenas partes (tarefas e iniciativas)
Como vimos no SMART, é muito mais fácil atingir uma meta se ela for específica, ou
seja: objetiva. Nesse sentido “mudar de vida” pode ser um desejo, mas com certeza não
é uma meta. Para alcançar esse desejo uma pessoa provavelmente teria mais sucesso
se traduzisse esse desejo em metas objetivas como: “acabar com as dívidas”, “mudar
de casa”, “salvar o casamento”, “recuperar financeiramente a empresa”; mas ainda
assim o planejamento não estaria pronto. O próximo passo é quebrar estas metas
objetivas em ações efetivas, ou seja, tarefas e iniciativas que se realizadas terão uma
relação direta de causa e efeito com o objetivo.
Para ajuda-los aqui vou lançar mão de mais uma ferramenta que costumo usar sempre
que faço planejamento para minhas empresas ou para empresas de clientes: o 3W2H.
3W2H é uma sigla para:
What (O que será feito)
Who (Quem fará)
When (Quando será feito)
How (Como será feito)
How Much (Quanto custará)
Uma simples planilha como a exibida abaixo já vai ajudar você a transformar de forma
efetiva um desejo em uma meta SMART.
Diferente de outras culturas como a americana ou a japonesa – onde desde a infância
as pessoas são incentivadas a desenvolver metas e objetivos pessoais de médio e
longo prazo e aprendem a poupar para atingir seus objetivos – nossa cultura latina
essencialmente não forma adultos com educação financeira focada em planeamento e
hábitos de poupança e/ou investimento.
Essa falta de hábitos e boas práticas financeiras, na maioria das vezes, persegue a
maioria dos empreendedores brasileiros, que trazem suas falhas pessoais para a
gestão de suas empresas.
O fato é que não conhecer as boas práticas financeiras e a falta de hábitos de
planeamento, poupança e investimento faz com que muitas pequenas empresas
acabem por sucumbir pela falta de capital de giro, estoques com volumes inadequados,
custos fixos desproporcionais ao volume de vendas, margens estreitas, entre outros
fatores que poderiam ser facilmente previstos e seus riscos mitigados através de um
bom planeamento financeiro e orçamentário prévio. Já vi muitos negócios de alto
potencial sucumbir por causa da mania do “fazejamento” que a maioria dos
empreendedores brasileiros empregam em detrimento da cultura do planeamento.
Apesar do que a maioria das pessoas costumam pensar, elaborar um sólido
planeamento para uma pequena empresa ou mesmo para sua vida pessoal não é
nenhum bicho de 7 cabeças, basta seguir alguns preceitos muito básicos, que listamos
logo a seguir:
PASSO 1 – Pare de “viajar”: transforme desejos em metas
Todo planeamento deve começar com um objetivo claro e um prazo máximo para
alcança-lo, afinal não há o que planejar se você não sabe onde quer ir. Gosto muito de
uma técnica chamada “SMART” para determinação de metas, tal metodologia tem esse
nome porque é uma sigla para as seguintes palavras:
Specific (Específico)
Measurable (Mensurável)
Attainable (Atingível)
Realistic (Realista)
Time Bound (Temporizável).
Na prática:
ESPECÍFICO:
Suas metas e objetivos devem ser formuladas de forma específica e precisa. Não crie
objetivos vagos como “vender mais”, ao invés disto use objetivos claros como “aumentar
as vendas da linha de produtos “x” em 35%. Objetivos generalistas tendem a ser menos
eficazes.
MENSURÁVEL:
Defina suas metas de forma que você consiga mensurá-las, para posteriormente medi-
las e analisá-las. Metas devem suficientemente quantificáveis a ponto de não restar
dúvidas se você ou sua empresa atingiu-as ou não.
ATINGÍVEL:
Seja realista e determine metas e objetivos alcançáveis, fuja das metas “pau de sebo”,
onde o esforço parece nunca valer a pena. Lembre-se que raramente você fará tudo
sozinho, por isso envolva ativamente todo mundo que participa da empresa. Todos
devem saber o seu papel, seus objetivos, metas e métricas de performance.
REALISTA:
Considere os meios e recursos que você dispõe para determinar metas realistas. Toda
empresa conta com recursos materiais, financeiros e humanos limitados no curto prazo,
lembre-se que é muito mais eficiente e seguro “subir um degrau por vez”. A maioria das
pessoas erra aqui, (este que vos escreve é um que já errou muito neste passo), pois
empreendedores geralmente são otimistas demais e costumam desconsiderar as
premissas que citei acima, aumentando muito o risco do planeamento ou simplesmente
desmotivando no meio do caminho por causa de metas inatingíveis.
TEMPORIZÁVEL:
Seus objetivos devem ser bem definidos em termos de duração e prazos. Indique um
intervalo de tempo para cada objetivo e monitore com frequência semanal ou mensal se
você esta cumprindo os prazos de cada tarefa. Um planeamento eficiente é muito mais
parecido com uma “trilha” onde você vai corrigindo a rota conforme os desafios do que
um “trilho” de trem onde é só seguir uma viagem tranquila e sem surpresas.
PASSO 2 – “Quebre” suas metas em pequenas partes (tarefas e iniciativas)
Como vimos no SMART, é muito mais fácil atingir uma meta se ela for específica, ou
seja: objetiva. Nesse sentido “mudar de vida” pode ser um desejo, mas com certeza não
é uma meta. Para alcançar esse desejo uma pessoa provavelmente teria mais sucesso
se traduzisse esse desejo em metas objetivas como: “acabar com as dívidas”, “mudar
de casa”, “salvar o casamento”, “recuperar financeiramente a empresa”; mas ainda
assim o planeamento não estaria pronto. O próximo passo é quebrar estas metas
objetivas em ações efetivas, ou seja, tarefas e iniciativas que se realizadas terão uma
relação direta de causa e efeito com o objetivo.
Para ajuda-los aqui vou lançar mão de mais uma ferramenta que costumo usar sempre
que faço planeamento para minhas empresas ou para empresas de clientes: o 3W2H.
3W2H é uma sigla para:
What (O que será feito)
Who (Quem fará)
When (Quando será feito)
How (Como será feito)
How Much (Quanto custará)
Uma simples planilha como a exibida abaixo já vai ajudar você a transformar de forma
efetiva um desejo em uma meta SMART.
PASSO 3 – Transforme suas metas em números
Depois que você finalmente elencar quais são os seus principais objetivos, como você
pretende atingi-los e o período em que você correrá atrás das suas metas o próximo
passo será você transformar isto em números. Mas calma, antes de torcer o nariz e
dizer que isto é muito chato entenda que não é possível determinar se suas metas são
ou não realistas se você não as transformar em métricas mensuráveis (como já vimos
acima).
Outro motivo indiscutível que praticamente obriga-nos a “planilhar” o planeamento é
que, sem métricas financeiras não podemos avaliar se as ações que planejamos estão
trazendo ou não os resultados efetivos e na velocidade esperada. Na imensa maioria
das vezes os resultados financeiros efetivos de um planeamento acontecem em
pequenos picos confirmando que a empresa esta ou não no caminho certo. O seu
gráfico tende a parecer mais com uma “escada” do que com uma ladeira seja ela linear
ou não:
Sendo objetivo: Projete o seu Demonstrativo de Resultado e o Fluxo de Caixa para o
ano, considerando todos os investimentos, custos e despesas necessárias para colocar
as iniciativas do seu planeamento em prática, assim como o impacto direto esperado
nas vendas, produtividade e margem de lucro conforme as tarefas distribuídas em seu
cronograma.
Existem hoje diversas ferramentas disponíveis para ajuda-lo(a) a estruturar, mensurar e
acompanhar o planeamento financeiro da sua empresa, assim como buscar o auxílio de
um consultor financeiro especializado em pequenas empresas pode ser o caminho para
que você finalmente transforme os seus sonhos em metas objetivas e alcançáveis.
Encontre o melhor caminho para você, mas invista no planeamento da sua empresa,
qualquer planeamento é melhor que nenhum.
Só não caia na armadilha do “fazejamento” ou na da síndrome do “pensamento positivo”
(estilo de gestão empresarial onde gestores acreditam que basta querer para alcançar).
Plano para alcançar Objectivos ou Metas da Vida (pessoal) – Coaching
Sistema de monitoria do plano de vida pessoal
VERIFICAÇÃO/
ELEMENTO DESCRIÇÃO MONITORIA
Específico O objectivo é suficientemente
específico?
Mensurável Se pode medir de forma numérica?
Atingível É realmente alcançável?
Realista Mantem relação com o pretendido?
Está dentro do limite do tempo
Temporizável (padrão)?
RA2: EXPLORAR DIFERENTES OPORTUNIDADES PARA O SEU FUTURO
OPORTUNIDADES DE MERCADO (NEGÓCIO, TRABALHO)
No dinâmico ambiente de negócios de hoje em dia, crescimento sustentável e
rentabilidade nunca são uma garantia. Os avanços tecnológicos e científicos reduziram
o ciclo de vida dos produtos e serviços, os modelos de negócios mudaram e novos
competidores surgem de fora da indústria. Esta constante instabilidade cria a
necessidade de buscar outras oportunidades de negócios. Como identificar
oportunidades de mercado nestas condições?
O primeiro passo é definir uma estrutura que ajude a buscar oportunidades. Segundo
ele, é necessário entender o direcionamento dos negócios da empresa e ter
conhecimento dos recursos, forças e capacidades dela. Uma vez que você tenha um
bom entendimento dos objetivos e áreas de expertise da empresa, o próximo passo é
analisar o mercado, ter acesso às necessidades dos consumidores e como são
atendidos por empresas hoje em dia. Para identificar as oportunidades de mercado, o
modelo de negócios como um todo deve ser avaliado a partir da identificação de
consumidores e também de outros fatores, como a proposição de valor da marca,
concorrentes diretos e indiretos, cadeias de suprimentos, regulamentação e meio
ambiente.´
Tipos de análise para identificar oportunidades de mercado:
1. Segmentação de consumidores
Para entender sua demanda, você deve identificar os segmentos de consumidores que
compartilham características comuns. Estas características podem ser mensuráveis,
como idade, sexo, local de nascimento, nível educacional, profissão, nível de renda e
também podem ter características qualitativas, como estilo de vida, atitudes, valores e
motivações de compra.
Variáveis mensuráveis podem ajudar a estimar o número de potenciais consumidores
que um negócio pode ter. Por exemplo, produtores de fraldas devem saber quantas
crianças com menos de 3 anos vivem em um determinado país, bem como a taxa de
natalidade. As variáveis empíricas podem ajudar a identificar as motivações que
levaram a uma decisão de compra, como o preço, prestígio, conveniência, durabilidade
e design.
Um exemplo de como a segmentação pode ajudar a identificar oportunidades de
mercado é Aguas Danone, uma empresa de água engarrafada na Argentina. Há muitos
anos atrás as vendas da empresa estavam caindo e eles estavam buscando um novo
produto. A Aguas Danone identificou dois impulsionadores do consumo de bebidas não
alcoólicas: saúde e sabor. As águas engarrafadas eram percebidas como saudáveis,
mas não ofereciam um bom sabor. Por outro lado, refrigerantes e sucos têm um bom
sabor, mas são percebidos como calóricos. A companhia percebeu que havia uma
oportunidade para uma bebida saudável que oferecesse sabor. Como resultado, eles
lançaram a água engarrafada saborizada Ser, que se tornou um grande sucesso. De
acordo com dados da Euromonitor International, Aguas Danone é líder da categoria
Reduced Sugar Flavoured Bottled Water (Água Saborizada com Redução de Açúcar) na
Argentina desde o lançamento em 2002, ultrapassando gigantes como Coca Cola and
Nestlé. Em 2016, a Aguas Danone tinha 57% de participação de mercado na categoria
mencionada.
2. Análise das situações de compra
As situações de compras devem também ser examinadas para descobrir oportunidades
de expansão. As questões a serem feitas são:
Em que momento as pessoas compram meu produto ou serviço?
Isso acontece quando elas precisam do produto/serviço?
Onde as pessoas efetuam a compras?
Como elas fazem o pagamento?
Observar os canais de distribuição, métodos de pagamento e todas as demais
circunstâncias que envolvem decisões de compra podem ajudar entender como os
consumidores compram e como você pode posicionar seu produto de maneira
apropriada. Oferecer novas situações de compras pode trazer novos consumidores. Por
exemplo, vending machines que oferecem petiscos, como sucos e iogurtes em
embalagens individuais, acabam de ser introduziadas nos corredores do metrô de
Santiago de Chile, promovendo o consumo das pessoas que estão em trânsito.
Outro aspecto a explorar é a aceitação de diferentes meios de pagamentos. A Amazon,
por exemplo, lançou recentemente o Amazon Cash nos EUA, permitindo que os
consumidores que não possuem cartão de crédito comprem acionando crédito às suas
contas pessoais da Amazon.
3. Análise dos concorrentes diretos
Além de analisar a demanda e comportamento de compra, é importante avaliar e
conhecer as empresas que já atuam no mercado onde sua empresa concorre ou irá
concorrer. As questões importantes nesse caso são:
Quais são os produtos e marcas que estão crescendo com maior
representatividade? Por qual motivo?
Qual a proposição de valor destes?
Quais as vantagens competitivas que sua empresa possui em relação aos
competidores?
Por exemplo, a companhia aérea SKY, competindo no mercado chileno contra a marca
LAN, que possuía notável posicionamento, encontrou uma oportunidade de se
diferenciar a partir de um modelo de baixo custo, que até o momento não existia no
Chile. A SKY reduziu seus custos, eliminando alimentos e bebidas para todos os
passageiros durante o voo e, assim, reduziu os preços das passagens. Essa estratégia
ajudou a empresa a aumentar a participação da empresa em mais de 10% em 2017, de
acordo com a Euromonitor International.
4. Análise dos concorrentes indiretos
As oportunidades também podem ser encontradas através da análise de indústrias
substitutas. Por exemplo, graças à queda nos preços das passagens aéreas, as
companhias aéreas podem procurar oportunidade em segmentos de consumidores que
eram antes atendidos por outros meios de transporte. As companhias aéreas devem
pesquisar quantas pessoas fazem viagens de longa distância em ônibus e trens, quais
rotas são mais procuradas, quanto os viajantes pagam pelos bilhetes, a taxa de
ocupação de ônibus de longa-distância e trens e o que é necessário para convencer
uma pessoa que viaja de ônibus ou trem a viajar de avião. Este tipo de análise ajuda a
estabelecer vantagens competitivas em relação a competidores indiretos e fornecer
insights adicionais de oportunidades para crescimento.
5. Análise de produtos e serviços complementares
As empresas devem monitorar o desempenho de produtos de outras empresas que
complementam os seus produtos. Por exemplo, uma empresa de embalagens deve
monitorar as vendas de produtos que ela tenha potencial para embalar, enquanto uma
empresa de máquina de cafés deve reunir insights sobre a evolução das vendas dos
diferentes tipos de café. As tendências em setores complementares devem ser levadas
em consideração ao tomar decisões de investimento.
6. Análise de outros sectores
Em alguns casos o objetivo da empresa não é continuar operando em um determinado
setor industrial, mas expandir para determinado modelo de negócios ou filosofia. Por
exemplo, a britânica British Easy Group começou a maximizar a taxa de ocupação de
voos da companhia aérea Easy Jet. A Easy Group entendeu que era preferível vender
um assento a um baixo preço a não vendê-lo. A Easy Jet optou por um modelo de
gerenciamento de tarifas que depende da taxa de ocupação e o tempo que falta até o
dia do voo. Com esse modelo de negócios, ela conseguiu aumentar as taxas de
ocupação. A empresa aplicou o mesmo modelo para cinemas quando criou o Easy
Cinema e a frota de ônibus, Easy Bus.
Em qualquer caso, para entrar em um novo setor é importante aprender sobre a
concorrência primeiramente: tamanho de mercado, participação de mercado, taxas de
crescimento, preços unitários, vendas posicionamento de marcas.
7. Análise de mercados internacionais
Quando uma empresa opera em um mercado maduro ou saturado, explorar outros
países pode gerar novas oportunidades. Os setores crescem a ritmos distintos em
diferentes países por muitos motivos, incluindo disparidades no nível de
desenvolvimento econômico e hábitos locais. Conhecer a evolução do consumo de um
determinado produto em um determinado país pode servir de indicador de maturidade
do ciclo de vida de um produto. Ter a informação sobre o tamanho do mercado e
concorrentes em outros países irá ajudar a estimar o potencial de negócio.
Além das vendas de um produto, você pode pesquisar o que acontece em países mais
desenvolvidos quanto a hábitos de consumo. Por exemplo:
Qual a porcentagem da população que utiliza o smartphone para fazer o
pagamento de suas compras?
Qual a participação de mercado das private labels (marcas próprias) em um
determinado setor?
Responder a estas questões em países mais desenvolvidos pode servir como indicador
do potencial que estes indexes possuem no próprio país. Por outro lado, monitorar o
que acontece em outros países pode impulsionar produtos ou serviços que ainda não
estão presentes no seu mercado atual.
8. Análise do ambiente
As oportunidades de mercado podem ser identificadas através da análise das
mudanças no meio ambiente, com os desenvolvimentos científicos e tecnológicos
gerando novas oportunidades de negócios. Por exemplo, o crescimento da penetração
de internet e smartphones permitiu a chegada de empresas com novos modelos de
negócios, como Airbnb e Uber. De acordo com a Euromonitor International, a
participação das assinaturas de internet e telefone móvel cresceu de 20% em 2011 para
53% em 2016. Enquanto globalmente apenas 17% dos lares possuíam smartphones no
ano de 2011, esta participação alcançou 45% em 2016. Indo além da telefonia móvel e
internet, a inteligência artificial, robotização, internet das coisas, biotecnologia e fontes
de energias renováveis oferecem múltiplas oportunidades de negócios.
As mudanças no ambiente regulatório de um país também podem criar oportunidades.
Desde junho de 2016, o Chile exigiu que empresas incluíssem etiquetas em produtos
com alto teor de caloria, sódio, açúcar e gorduras saturadas. Essa obrigação pode
representar uma oportunidade de crescimento para produtos mais saudáveis não
afetados pela nova lei. A Euromonitor International espera que as vendas de produtos
serão afetadas por tal medida no país, dependendo do tipo de produto. Fazer uma
pesquisa de mercado para as categorias e vendas de produtos no Chile pode ajudar a
identificar onde há maior oportunidade de crescimento para produtos sem as etiquetas
mencionadas.
Como identificar melhores oportunidades/ opções de futuro para si tendo em
conta o seu perfil e competências
Basicamente é reconhecido como um empreendedor por necessidade aquele
indivíduo que passa por uma situação difícil no mercado de trabalho e enxerga no
empreendedorismo sua única saída. Abrir um negócio próprio não é motivado por um
desejo ou por uma oportunidade e sim por uma forte necessidade prática/financeira.
Existem traços da personalidade das pessoas empreendedoras que são mais
conhecidos: disposição para o trabalho duro, apetite ao risco, competitividade,
mentalidade orientada para o crescimento, entre outras.
No entanto, há outras que são menos percebidas, mas igualmente importantes para o
sucesso no empreendedorismo.
Vamos a elas:
Otimismo: o medo do fracasso é uma característica inexistente no perfil do
empreendedor. O grau de otimismo das pessoas empreendedoras é acima da
média sempre. Em 2016 o empreendedor suíço-brasileiro, Jorge Paulo Lemann
tuitou: “Prefiro ser otimista. Não conheço muitos pessimistas bem-sucedidos.”
Perspicácia: as pessoas empreendedoras são mais perceptivas. A identificação
de uma oportunidade antes dos outros não é uma tarefa trivial e, indo além, o
empreendedor é capaz também de fazer um diagnóstico de como transformar
oportunidade em negócio
Curiosidade: o acúmulo de informações pertinentes ao negócio de forma a
permitir a tomada de decisões. O empreendedor busca informações sobre o
tamanho do mercado, quer entender como o cliente pensa, identifica os
concorrentes e os possíveis riscos presentes no negócio.
Carisma: a capacidade de vender a ideia para clientes, investidores, parceiros e
funcionários. Dentre os traços menos evidentes da personalidade dos
empreendedores, a capacidade de influenciar as pessoas se destaca.
Resiliência: possuem capacidade de absorver os impactos sem permitir que os
objetivos sejam alterados. Embora seja recomendado o planeamento para
qualquer tipo de empreendimento, existem fatores que não são possíveis de
serem mapeados. E o empreendedor de sucesso é aquele que consegue
superar as dificuldades e se mantém firme em seus objetivos.
Métodos e procedimentos eficazes para procura de oportunidades
1. Estabeleça rotinas e metas
Para tornar a busca por uma recolocação um período produtivo é preciso encarar a
tarefa como trabalho. Ou seja, estabeleça rotinas, procedimentos e metas. Meu pai,
Ricardo Xavier, sempre dizia que procurar trabalho é trabalho.
2. Organize a agenda
Procurar emprego exige persistência e perseverança. Hoje em dia, as vagas estão
dispersas em sites de empresas e empregos, e nas redes sociais. É preciso dedicar boa
parte do tempo procurando, fazendo uma triagem, preenchendo questionários,
escrevendo cartas de apresentação, enviando e-mails e fazendo ligações. Por isso,
organize seu tempo, faça uma agenda e, principalmente, crie mecanismos de follow
(acompanhamento).
3. Tenha prioridades
Desempregado, finalmente você vai ter tempo para ajudar na casa, acompanhar
atividades dos filhos, fazer check-ups e, quem sabe, até exercícios físicos. São
atividades importantes, sem dúvidas, que podem devolver aquela sensação de utilidade
que muitas vezes nós perdemos quando não estamos empregados. No entanto, é
preciso organizar a agenda para não perder de vista seu objetivo principal, que é se
recolocar no mercado. Certo? Então, tenha disciplina e dedique tempo a essas tarefas
depois de cumprir suas retas e rotinas estabelecidas no item 1.
4. Valorize o seu esforço
Ter a certeza de que está se esforçando, que está cumprindo com os procedimentos
recomendados e fazendo a lição de casa pode ajudar muito com a autoestima e a
sensação de improdutividade.
Se seus esforços ainda não geraram resultado, pode ser o caso de revisar a estratégia,
elaborar um novo plano e, mais uma vez, cumprar suas metas.
5. Peça ajuda
Para atravessar essa fase da melhor forma é importante contar com a ajuda de amigos
e parentes. Portanto, comunique de seus relacionamentos e de sua rede de contatos.
Informe sobre o que você faz, no que você é bom e o que exatamente você procura.
Quanto mais claro e objetivo você for, mais facilmente alguém poderá ajudar.
6. Lembre-se de que nem tudo depende de você
Para não ser atropelado pela ansiedade, é preciso lembrar que o resultado final não
depende somente de você. Entram nessa conta mercado (economia), recrutador,
concorrência. Desemprego não é sinônimo de incompetência!
Como disse o golfista americano Tiger Woods: “Depois que passei a treinar 12 horas
por dia, comecei a ter sorte”. Essa regra vale para tudo na vida, até para buscar um
emprego. Sorte = preparo + oportunidade! Portanto, cuide de si, tenha hábitos
saudáveis, dedique um tempo a família e, acima de tudo, trate com profissionalismo o
seu processo de recolocação.
RA3: REALIZAR UM PLANO DE POUPANÇA
Os planos de poupança são produtos vocacionados para a poupança de médio ou longo
prazo. Estas aplicações financeiras podem contribuir para complementar a reforma ou
ser usadas para financiar a educação do participante ou de outro elemento do seu
agregado familiar.
As poupanças são uma parte do rendimento duma pessoa que não é usada. Constituem
uma parte importante da utilização do dinheiro. Podem portanto serem explicadas como
o sacrifício do consumo actual na expectativa de beneficiar o consumo ou lucros no
futuro.
Existem três tipos de planos de poupança:
Os planos de poupança-reforma (PPR), associados a um fundo de poupança-
reforma;
Os planos de poupança-educação (PPE), associados a um fundo de poupança-
educação;
Os planos de poupança-reforma/educação (PPR/E), associados a um fundo de
poupança-reforma/educação.
Por sua vez, os fundos de poupança podem assumir a forma de:
Fundos de pensões;
Fundos autónomos de uma modalidade de seguro do ramo Vida;
Fundos de investimento mobiliários.
Os fundos de poupança e as respetivas entidades gestoras estão sujeitos, consoante a
sua natureza, à supervisão da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de
Pensões ou da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
Algumas das razões pelas quais uma pessoa deve poupar são as seguintes:
Para satisfazer planos futuros de investimento, por ex: iniciar projectos tais como
continuar com os estudos, construir uma casa, abrir um negócio, substituir o
equipamento, expandir os negócios, etc;
Para se prevenir contra futuras necessidades de consumo que podem revelar-se
mais importantes do que as actuais, por ex: o pagamento de facturas médicas,
propinas escolares, etc;
Para concretizar futuros planos de investimento, pagar o dote da noiva (nas
sociedades ainda existe), educação dos filhos, etc.
Para manter excedentes que possam ser usados em momentos de
necessidades;
Para cumprir os requisitos legais das contribuições para a segurança nacional,
fundo de reserva, etc.
Factores que afectam ou determinam a poupança
Para uma pessoa poupar há alguns factores que incentivam ou não a fazé-lo.
Alguns destes factores incluem o seguinte:
Cultura ou espírito económico da sociedade ou de indivíduos. Por exemplo a
cultura de poupar hoje para pagar a noiva amanhã.
Confiança da pessoa no futuro. A esperança de vida faz com que a pessoa
poupa para tirar melhor proveito no futuro;
Estabilidade e segurança geral da pessoa que faz a poupança – A segurança de
vida incentiva uma pessoa a poupar, pois tem a certeza de que poderá usufruir
das suas poupanças.
Estabilidade do valor da poupança – Se o dinheiro poupado hoje terá mesmo
valor ou maior no futuro, isto incetiva a pessoa a poupar.
Crescimento em valor da poupança – Quando os juros a ganhar com a poupança
são elevados.
Da pessoa que faz a poupança – A segurança de vida incentiva uma pessoa a
poupar, pois tema certeza de que poderá usufruir das suas poupanças.
Estabilidade do valor da poupança – Se o valor da poupança for relativamente
estável ou aumentar de modo a ser suficiente para o mesmo cabaz de compras
no futuro, então a pessoa sentir-se-á motivada a poupar. Contudo se o valor das
poupanças for significativamente inferior ao actual (talvez devido à inflação),
então essa pessoa não se sentirá inclinada a poupar.
Crescimento em valor da poupança – Quando os juros a ganhar com a poupança
são elevados, as pessoas sentem-se encorajadas a poupar, enquanto se forem
baixos desencorajam as pessoas a poupar.
Fazer um plano de poupança
Planear é tomar uma decisão; é decidir o que fazer, como fazer e quando fazer. É
essencial para uma pessoa interessada em obter melhor benefício no futuro planear
como o fazer.
Fazer um plano de poupança requer que com base nos rendimentos actuais ou futuros,
a pessoa possa definir quanto deve guardar diariamente, mensalmente ou anualmente,
dependente dos intervalos de rendimento.
Na elaboração do plano de poupança é importante observar os seguintes passos:
1. Definir os objectivos da poupança;
2. Identificar e avaliar as necessidades a serem atendidas com o montante poupado
(projecto de investimento);
3. Identificar as fontes ou rendimentos donde tirará as poupanças;
4. Estabelecer o montante a poupar em cada período que a pessoa obtém um
rendimento;
5. Estabelecer em quanto tempo irá poupar por exemplo 1 mês, 3 meses, um ano, ou
mais;
6. Montante ou dinheiro poupado nesse período deve ser suficiente para cobrir as
necessidades a serem atendidas.
7. Identificar o local ou forma de guardar as suas poupanças, por exemplo no banco, na
associação, com um familiar e outras;
8. Discutir com um familiar, amigos ou procurar conselhos para melhorar o seu plano de
poupança;
9. Implementar o seu plano de poupança sem perder mais tempo;
10. Ser fiel e cumprir com rigor o seu plano;
11. Registar todas as poupanças que estiver a guardar em cada período.
12. No final do período, avaliar os resultados, se o montante for suficiente realizar o seu
investimento, se não for continuar a poupar mais algum tempo até conseguir o montante
necessário.
Formas de guardar as poupanças:
Há várias formas de guardar as poupanças que incluem:
Abrir contas bancárias e depositar as poupanças nessas contas.
Contribuir numa associação de poupança;
Comprar bens como casas, animais, etc.
Investir em negócios.
Obter direito de uso e aproveitamento de terra.
Comprar terras, florestas, etc.
Importância da Poupança
É importante poupar uma parte do rendimento quando se tenciona realizar
investimentos e sair deste modo do ciclo vicioso da pobreza.
Plano de poupança
Mês de: _____________________________________, 202__
Dia Entrada Saída Poupança Forma de poupança usada
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29
30
31
TOTA
L
Notas: As formas usadas para guardar poupança podem ser: Guardar dinheiro em casa, fazer
Xitique, ter uma conta poupança no banco, ter contas móveis (ex.: M-Pesa, E-Mola, MKesh),
ter poupanças em cooperativas/associações de poupança; guardar o dinheiro com amigos de
confiança; poupança em espécie (i.e. valor guardado em bens materiais) etc.
RA4: PLANEAR ACTIVIDADES E GERIR O TEMPO
A gestão do tempo é um processo de priorização e organização de tarefas que envolve
seu planeamento e execução voltados ao melhor aproveitamento do tempo investido
nelas, o que resulta em maior produtividade e eficiência.
Como conceito, ela é muito bem definida na condução de projectos como fator
determinante para a sua conclusão, junto com escopo e custo.
Uma técnica de gestão do tempo inclui um conjunto de tarefas, processos e decisões
com foco na coordenação de objetivos administrados dentro de limitações de tempo.
Nas organizações modernas, é vista como uma ciência para identificação e custeio das
atividades com foco na eliminação de desperdícios.
a) Por que é importante a gestão do tempo?
Nas últimas décadas, temos percebido um movimento constante de aumento da
importância dada ao tempo nas decisões. A dimensão temporal adquiriu maior
relevância por conta da expansão da competição global, da aceleração das atividades
e das pressões provenientes das pessoas e dos relacionamentos.
b) Gestão do tempo no trabalho
A adequada gestão do tempo no trabalho permite ao profissional a construção de uma
imagem individual mais eficiente.
Basta um rápido exemplo para entender melhor.
A justificativa de falta de tempo para o não cumprimento de prazos é, por via de regra,
mal avaliada não somente pelos gestores, mas também pelos colegas no ambiente
corporativo.
O compromisso com o gerenciamento consciente do tempo, a partir do momento em
que é assumido, tem o poder de gerar uma transformação no pensamento do
profissional.
A atitude fica mais positiva e focada, permitindo não só atender melhor às metas, mas
ter a percepção da sua contribuição para com os resultados.
Entregar tarefas no prazo, evitando acúmulo de atividades e novos atrasos, permite
também reduzir o estresse, melhorar a qualidade de vida e tomar decisões mais
assertivas.
Entretanto, para atingir um patamar eficiente na gestão do tempo no trabalho, é preciso
eliminar hábitos que costumam afetar negativamente o desempenho.
São os chamados “ladrões de tempo” no ambiente corporativo.
Um bom exemplo são as redes sociais – não exatamente elas, mas a forma como as
utilizamos.
Essas plataformas exercem um poder negativo muito intenso por uma característica
típica das interações. O factor oculto é que o momento desvia o foco – e o tempo para
retomada não é considerado.
c) Gestão do tempo na vida pessoal
Da mesma forma que acontece no trabalho, na vida pessoal, a gestão do tempo requer
organização. Sem ela, fica extremamente difícil coordenar as demandas e definir
prioridades.
A organização leva não somente ao aumento da capacidade de administrar as tarefas
diárias com maior eficácia, mas também melhora o discernimento para alocar o tempo
de forma otimizada.
Cada fase da vida requer prioridades distintas, as quais devem ser organizadas
conforme o planeamento e objetivos de cada pessoa.
Por exemplo, um jovem solteiro no início da carreira, necessariamente, tem diferentes
objetivos quando comparado a uma pessoa com família constituída e próxima de se
aposentar.
Dessa forma, gerir bem o tempo na vida pessoal permite entender qual o grau de
comprometimento para cada objetivo, assim como a possibilidade de organizar
prioridades conforme a expectativa de tempo disponível para cada uma.
d) Planos de curto, médio e longo prazo requerem tratamentos e
entendimentos diferentes.
Para que tenha melhor ideia sobre a necessidade de não negligenciar essa questão, o
autor Christian Barbosa elege a gestão do tempo na vida pessoal como fator de maior
relevância.
e) Como lidar com as atividades que fogem da rotina
Ainda que se dedique à gestão do tempo e utilize técnicas de planeamento avançadas,
com alto grau de detalhamento, não é possível evitar que eventos aleatórios exijam
mudanças.
São momentos que demandam decisões imediatas e que não permitem transigências.
Por conta disso, é necessário ter flexibilidade.
A dica é prever no planeamento do tempo intervalos que permitam a inclusão de novas
atividades sem que seja necessário sacrificar outras mais importantes. Ou seja,
evitando comprometer o resultado final.
Com foco nos objetivos, o critério de avaliação da atenção que será dispensada para os
imprevistos deve passar por uma análise cuidadosa.
É necessário compreender a real necessidade de uma atitude emergencial.
f) Principais ferramentas e técnicas de gestão do tempo
Neste tópico, vamos falar sobre as ferramentas e técnicas de gestão do tempo.
Para tanto, vale desvendar a obra de Stephen Covey, um dos principais autores do
assunto no mundo.
Em seu livro Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, ele definiu quatro
gerações de técnicas.
1. Check list
A primeira geração, iniciada nos anos 30, foi caracterizada pela utilização de notas e
check lists.
Ivy Lee, consultor, jornalista e relações públicas americano, elaborou abordagem sobre
o tema, propondo uma lista de tarefas com prioridades.
O entendimento da importância relativa de cada tarefa, o estabelecimento de
prioridades e a elaboração de um plano de ação completam a que foi considerada pelo
empresário Charles Schawb como a mais lucrativa lição de negócios de toda a sua
carreira.
2. Agenda
A segunda geração foi caracterizada por livros de anotações e agendas.
O principal autor é Alan Lakein que nos anos 70 criou o sistema de priorização de
atividades chamado Método ABC, onde:
“A” define as atividades mais importantes
“B” as de segunda importância
“C” as de menor importância.
O método recebeu abordagens distintas posteriormente.
A primeira consiste na previsão de tempo para execução das tarefas, sendo “A” para
as tarefas diárias, “B” para as tarefas semanais e “C” para as tarefas mensais.
A segunda abordagem do método estabelece outra forma de classificação das
atividades atividades diárias, tendo foco em fatores mais motivacionais, sendo “A” para
as tarefas mais desagradáveis, “B” para as intermediárias e “C” as mais fáceis.
Vale dizer que a priorização das tarefas mais desafiantes é feita com base no
entendimento de que, nas primeiras horas do dia, a atenção é mais focada e
estamos com mais energia.
3. Flexibilização do planejamento
A terceira geração, por sua vez, está mais ligada a valores e objetivos em adição ao
entendimento das gerações anteriores.
Já nos anos 80, Charles Hummel desenvolveu um sistema de organização de tarefas
mais holístico, permitindo a flexibilização do planejamento do tempo.
Essa característica possibilita estarmos preparados para eventos imprevistos
potencialmente destrutivos.
Afinal, a gestão do tempo na empresa deve incluir o risco entre as variáveis que podem
afetar o negócio.
Se todos nela estiverem vinculados a um planejamento rígido, pequenas crises
originadas por acontecimentos aleatórios podem contaminar toda a estrutura.
Com o propósito de evitar a paralisia por esse tipo de situação, o planejamento do
tempo prevê avaliações periódicas (mensais, semestrais e anuais), de modo a
eliminar ineficiências que possam comprometer os objetivos estabelecidos.
4. Foco nos valores pessoais
A quarta geração prevê uma abordagem radicalmente diferente. Ela tira o foco principal
das tarefas e do tempo e o desloca para a preservação e melhora dos
relacionamentos.
Em 2010, J. D. Meier apresentou um sistema para alcançar objetivos de curto e longo
prazo em todos os aspectos da vida profissional e pessoal.
Adequado aos tempos atuais, o sistema é flexível e permite mudanças rápidas quando
necessário e adaptações a eventos imprevistos.
O autor defende a necessidade de se abolir as listas de tarefas e focar em objetivos
com maior foco nos valores pessoais de cada um.
Como obter mais produtividade?
Os principais temas presentes na literatura com foco no aumento da produtividade por
meio da gestão do tempo incluem os seguintes tópicos que relacionamos agora.
Mude seus hábitos
O processo de organização e planejamento das tarefas induz o comportamento para a
melhor ocupação do tempo.
As anotações sistemáticas permitem melhor visualização do todo, possibilitando a
execução mais eficiente do fluxo de tarefas.
Estabeleça prioridades
A disponibilidade do tempo limita a atendimento às demandas.
Por isso, prioridades devem ser definidas com critérios que sejam aderentes às
aspirações de cada pessoa.
É importante neste momento ter consciência das implicações de cada decisão.
Fuja da procrastinação
A procrastinação é considerada um fator cultural. Indica a atitude de aguardar até o
último momento disponível o início de alguma tarefa que tenha prazo para entrega.
Esse hábito provoca o aumento da ineficiência e da baixa qualidade da execução.
A antecipação das tarefas permite a melhor tomada de decisão, promove o aumento da
produtividade e também escolhas mais conscientes.
Elimine os “ladrões de tempo”
Distrações, interrupções, perda de foco, reuniões sem pauta e detalhamento excessivo
na execução são alguns exemplos de “ladrões de tempo”.
Essas tarefas que drenam a produtividade podem ser definidas como elementos que
nos desviam dos objetivos principais.
Crie incentivos
Comemore o sucesso alcançado, permita-se momentos de descontração e celebre cada
objetivo alcançado.
4.1. Estratégias e dicas dos mestres em gerenciamento do tempo
Considerando a importância do tema e sua relevância dentro do cenário atual, diversos
autores têm-se voltado para a indicação de estratégias para o gerenciamento do tempo.
1. Planeje
Crie planos com metas diárias, semanais, mensais e anuais.
Como escreveu Lewis Carrol na fala do gato de Alice no País das Maravilhas, “se você
não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”.
A maioria das pessoas fala de seus sonhos e objetivos na vida. Então, escrever um
plano é colocá-los sonhos no papel e definir quais ações devem ser realizadas para
alcançá-los.
2. Estabeleça prazos
A definição do tempo para a execução de uma tarefa torna o objetivo mais concreto e
palpável.
É evidente que devemos ter consciência da viabilidade do prazo proposto e que esse
critério deve ser flexível o suficiente para não se tornar desmotivador.
Por outro lado, o estabelecimento de uma data limite complementa o pensamento
iniciado com o planejamento.
3. Use calendários e organizadores
As tecnologias disponíveis por meio de aplicativos ou outros recursos eletrônicos
facilitam a execução daquilo que foi previsto para a rotina.
Essa organização é essencial para registro e resgate dos registros, dados e
informações necessários para cumprir com o planejamento.
4. Conheça seus limites
Os limites físicos, financeiros e de recursos (incluindo o tempo, é claro) devem ser
conhecidos para estabelecer metas e objetivos.
O enquadramento dentro dessa moldura tem a principal função de evitar o sentimento
de frustração caso uma meta não seja atendida.
5. Aprenda a dizer “não”
É importante, tanto para a vida profissional como para a pessoal, ter a consciência da
necessidade de ser claro no comprometimento do tempo.
Os conflitos de agendas devem ser negociados com foco nos objetivos de cada pessoa.
Se a demanda o afastar do caminho das metas, a franqueza no momento da negação
protege os dois lados.
6. Estabeleça o tempo necessário para cada atividade
O tempo para a execução de cada tarefa necessita, ao menos, de uma definição prévia
aproximada.
Essa é uma atitude que traz, entre outros, dois benefícios muito claros.
O primeiro é permitir a melhor organização da agenda.
Já o segundo se percebe quando o trabalho envolve outras pessoas, pois a
comunicação do tempo necessário auxilia na coordenação dos esforços de todas elas.
7. Tenha foco
É fundamental, durante a execução da tarefa, seja qual for, estar presente de corpo e
mente.
Em uma palestra sobre o gerenciamento do tempo, Leandro Karnal contou que, naquele
mesmo dia, estaria também em um outro estado para cumprir uma agenda.
Caso ele se preocupasse com o segundo evento, ele perderia o foco na apresentação,
reduziria a qualidade do que estava oferecendo sem melhorar em nada o cumprimento
do segundo objetivo.
8. Bloqueie as distrações
Os alertas de e-mail e WhatsApp são potenciais redutores de desempenho.
Uma pesquisa publicada no portal do The Guardian, em 2013, mostrou que 36% das
pessoas perde até uma hora de produtividade por dia checando mensagens.
Exceto se você trabalhar diretamente com o atendimento ao cliente, estabeleça
horários para checar as mensagens.
9. Seja objetivo
A objetividade é necessária em dois aspectos distintos, mas coligados: a execução e a
comunicação.
Em grande parte das tarefas, o menor consumo de tempo e outros recursos pode
atender ao objetivo do requisitante. Porém, o detalhamento excessivo e acima da
expectativa reduz a produtividade.
Um segundo ponto é que muitas pessoas sentem a necessidade de fundamentar a
mensagem em fatores que não agregam conhecimento para o receptor.
10. Priorize
Diversos autores propõem formas e critérios de priorização diferentes. Entre eles, o
prazo para entrega, o alinhamento com a estratégia ou o grau de dificuldade na
execução.
O critério a ser adotado pode variar, mas a estratégia deve estar alinhada aos objetivos
de cada um.
Como você quer que a sua contribuição seja percebida?
O objetivo principal foca no prazo, na estratégia ou na qualidade.
Evidentemente, é desejável atender a todas as variáveis, mas nem sempre é
possível – e esse é o principal raciocínio que apoia a estratégia de priorização.
11. Delegue
A centralização das atividades por parte de gestores, especialmente, limita o
desempenho de todo o time.
Quando ele confia na equipe e delega tarefas, o processo tende a ter maior fluidez,
liberando o seu tempo para atividades que demandem maior conhecimento e
autoridade.
12. Registre os resultados alcançados
Temos uma tendência de dedicar mais atenção para a análise de falhas do que para o
entendimento do que leva ao sucesso.
Entretanto, reproduzir os bons resultados alcançados depende também da
compreensão dos acertos.
13. Separe tempo para os imprevistos
Por fim, estabelecer espaços na rotina para absorver as atividades não planejadas é
de suma importância.
Por mais detalhado que esteja o plano, não há como eliminar a ocorrência de
imprevistos.
PLANO DE GESTÃO DE ACTIVIDADES E TEMPO
DIA DA SEMANA
2 Sábad Doming
Hora Actividade ª 3ª 4ª 5ª 6ª o o