Liberdade (Latim: Libertas) é, de maneira geral, a condição daquele que é livre.
É um conceito que assume grande variedade de sentidos entre os diversos
autores que se ocuparam do tema, sendo difícil atribuir um significado
consensual, mesmo em seus elementos fundamentais. Entre os sentidos
possíveis, podemos apontar a capacidade de agir de si, sentindo ele mesmo
que se desdobra em diferentes direções como, por exemplo, em
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autodeterminação, independência ou autonomia. Pode também ser
compreendida sob uma perspectiva que denota a ausência de submissão e de
servidão, própria da liberdade política, mas também pode se relacionar com a
questão filosófica do livre arbítrio. Na política moderna, a liberdade é
entendida como o estado de estar livre dentro da sociedade do controle ou
das restrições opressivas impostas pela autoridade sobre seu modo de vida,
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comportamento ou visões políticas. Geralmente, mas nem sempre, se
opõe à concepção de mundo determinista, o pensamento de Hobbes, por
exemplo, é uma importante exceção a essa oposição. Com o fim da Guerra
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santa no período medieval, surge o conceito contemporâneo de liberdade.
[necessário verificar]
A palavra "liberdade" é frequentemente usada em slogans, como "Liberdade,
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Igualdade, Fraternidade".
Filosofia e metafísica
Filósofos desde os primeiros tempos têm considerado a questão da liberdade.
O imperador romano Marco Aurélio (121–180 d.C.) escreveu:
a idéia de um governo no qual existe a mesma lei para todos, um
governo administrado em relação a direitos iguais e igual liberdade de
expressão, e a idéia de um governo régio que respeite principalmente
a liberdade dos governados
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— Marco Aurélio
John Stuart Mill (1806-1873), em sua obra On Liberty, foi o primeiro a
reconhecer a diferença entre liberdade como liberdade de agir e liberdade
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como ausência de coerção.
Em seu livro Dois Conceitos de Liberdade, Isaiah Berlin formalmente
enquadrou as diferenças entre duas perspectivas como a distinção entre dois
conceitos opostos de liberdade: liberdade positiva e liberdade negativa. Este
último designa uma condição negativa em que um indivíduo é protegido da
tirania e do exercício arbitrário da autoridade, enquanto o primeiro refere-se à
liberdade que vem do autodomínio, a liberdade dos estados interiores como
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fraqueza e medo.