Dia de Natal
Ano A
Missa do Dia (com adaptações)
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Dia de Natal
(O Verbo fez-se carne)
1.ª Leit. – Is 9, 1-6;
Salmo – Sal 95 (96), 1-2a.2b-3.11-12.13;
2.ª Leit. – Hebr 1, 1-6;
Evangelho – Lc 2, 1-20.
Se não há paz, alegria e felicidade para os homens de hoje é porque
lhes falta a humildade dos pastores para reconhecerem o Salvador. Chei-
os de preconceitos põem a sua esperança no poder, no dinheiro, no prazer
e na glória, como se essas coisas fossem o caminho da felicidade...
"A nossa esperança é ALGUÉM. A nossa esperança é Cristo... Ele
fez-Se Carne. Cristo, inserindo-se, plenamente, na natureza humana, quis
mudar o mundo para salvá-lo. E nós seremos seus discípulos na medida
em que a nossa esperança se confundir com a Sua, que era a de transfor-
mar o mundo" (Mauriac).
Na Missa da Noite, a Igreja apresentou-nos o seu Cristo - o Verbo
eterno, o dominador, porém, em carne, habitando entre nós, no meio do
Seu povo. E nós contemplámos a sua glória e a Sua humilhação, ao
mesmo tempo que, unidos aos anjos e a todos os homens, demos gra-
ças a Deus pela paz, que nos ofereceu em Cristo.
Agora a liturgia, inundada pela luz da nova aurora, que desponta
para o mundo, descreve-nos os efeitos do Nascimento do Salvador
para a humanidade de todos os tempos.
O Natal não é um acontecimento passado. Através da Igreja, o
mistério do Natal conserva toda a sua actualidade. N'Ela, todos os
homens são chamados a receber de Jesus a vida divina, "tornando-se
filhos no Filho único".
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Ritos Iniciais
Pres. – Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo
Todos – Amen.
Pres. – Agraça de nosso Senhor Jesus Cristo,
o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo,
estejam convosco.
Todos – Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.
Pres. – Irmãos:
Para celebrarmos dignamente os santos mistérios,
reconheçamos que somos pecadores.
Pres. – Confessemos os nossos pecados.
Todos – Confesso a Deus todo-poderoso
e a vós, irmãos,
que pequei muitas vezes
por pensamentos e palavras, actos e omissões,
por minha culpa, minha tão grande culpa.
E peço à Virgem Maria,
aos Anjos e Santos,
e a vós, irmãos,
que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.
Pres. – D eus
todo-poderoso
tenha compaixão de nós,
perdoe os nossos pecados
e nos conduza à vida eterna.
Todos – Amen.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
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Oração Colecta
Pres. – S enhor nosso Deus,
que fizestes resplandecer este santíssimo dia
com o nascimento de Cristo, verdadeira luz do mundo,
concedei-nos que,
tendo conhecido na terra o mistério desta luz,
possamos gozar no Céu o esplendor da sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Todos – Amén.
Liturgia da Palavra
Leitura do Livro de Isaías (Is 9, 1-6)
O povo que andava nas trevas viu uma grande luz;
para aqueles que habitavam nas sombras da morte
uma luz começou a brilhar.
Multiplicastes a sua alegria,
aumentastes o seu contentamento.
Rejubilam na vossa presença,
como os que se alegram no tempo da colheita,
como exultam os que repartem despojos.
Vós quebrastes, como no dia de Madiã,
o jugo que pesava sobre o povo,
o madeiro que ele tinha sobre os ombros
e o bastão do opressor.
Todo o calçado ruidoso da guerra
e toda a veste manchada de sangue
serão lançados ao fogo e tornar-se-ão pasto das chamas.
Porque um menino nasceu para nós,
um filho nos foi dado.
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Tem o poder sobre os ombros
e será chamado «Conselheiro admirável, Deus forte,
Pai eterno, Príncipe da paz».
O seu poder será engrandecido numa paz sem fim,
sobre o trono de David e sobre o seu reino,
para o estabelecer e consolidar por meio do direito e da justiça,
agora e para sempre.
Assim o fará o Senhor do Universo.
Palavra do Senhor
Salmo Responsorial
Salmo 95 (96), 1-2a.2b-3.11-12.13
Refrão: Hoje nasceu o nosso salvador,
Jesus Cristo, Senhor.
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Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira,
cantai ao Senhor, bendizei o seu nome.
Anunciai dia a dia a sua salvação,
publicai entre as nações a sua glória,
em todos os povos as suas maravilhas.
Alegrem-se os céus, exulte a terra,
ressoe o mar e tudo o que ele contém,
exultem os campos e quanto neles existe,
alegrem-se as árvores das florestas.
Diante do Senhor que vem,
que vem para julgar a terra:
julgará o mundo com justiça
e os povos com fidelidade.
Leitura da Epístola aos Hebreus (Heb 1,1-6)
Muitas vezes e de muitos modos
falou Deus antigamente aos nossos pais, pelos Profetas.
Nestes dias, que são os últimos,
falou-nos por seu Filho,
a quem fez herdeiro de todas as coisas
e pelo qual também criou o universo.
Sendo o Filho esplendor da sua glória
e imagem da sua substância,
tudo sustenta com a sua palavra poderosa.
Depois de ter realizado a purificação dos pecados,
sentou-Se à direita da Majestade no alto dos Céus
e ficou tanto acima dos Anjos
quanto mais sublime que o deles
é o nome que recebeu em herança.
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A qual dos Anjos, com efeito, disse Deus alguma vez:
“Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei?”
E ainda: “Eu serei para Ele um Pai
e Ele será para Mim um Filho”?
E de novo,
quando introduziu no mundo o seu Primogénito, disse:
“Adorem-n’O todos os Anjos de Deus”.
Palavra do Senhor
Aclamação ao Evangelho
(Mt 1,38)
Refrão: Aleluia!... Aleluia!... Aleluia!...
Anuncio-vos uma grande alegria:
Hoje nasceu o nosso salvador, Jesus Cristo, Senhor.
ou
Santo é o dia que nos trouxe a luz.
Vinde adorar o Senhor. Hoje, uma grande luz desceu sobre a terra.
Refrão: Aleluia!... Aleluia!... Aleluia!...
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 2,1-14)
Naqueles dias, saiu um decreto de César Augusto,
para ser recenseada toda a terra.
Este primeiro recenseamento efectuou-se
quando Quirino era governador da Síria.
Todos se foram recensear, cada um à sua cidade.
José subiu também da Galileia, da cidade de Nazaré,
à Judeia, à cidade de David, chamada Belém,
por ser da casa e da descendência de David,
a fim de se recensear com Maria, sua esposa,
que estava para ser mãe.
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Enquanto ali se encontravam,
chegou o dia de ela dar à luz
e teve o seu Filho primogénito.
Envolveu-O em panos e deitou-O numa manjedoura,
porque não havia lugar para eles na hospedaria.
Havia naquela região uns pastores que viviam nos campos
e guardavam de noite os rebanhos.
O Anjo do Senhor aproximou-se deles
e a glória do Senhor cercou-os de luz;
e eles tiveram grande medo.
Disse-lhes o Anjo: “Não temais,
porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo:
nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador,
que é Cristo Senhor.
Isto vos servirá de sinal:
encontrareis um Menino recém-nascido,
envolto em panos e deitado numa manjedoura”.
Imediatamente juntou-se ao Anjo
uma multidão do exército celeste,
que louvava a Deus, dizendo:
“Glória a Deus nas alturas
e paz na terra aos homens por Ele amados”.
Quando os Anjos se afastaram dos pastores
em direcção ao Céu,
começaram estes a dizer uns aos outros:
"Vamos a Belém,
para vermos o que aconteceu
e que o Senhor nos deu a conhecer".
Para lá se dirigiram apressadamente
e encontraram Maria e José
e o Menino deitado na manjedoura.
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Quando O viram,
começaram a contar
o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino.
E todos os que ouviam
admiravam-se do que os pastores diziam.
Maria conservava todas estas palavras,
meditando-as em seu coração.
Os pastores regressaram,
glorificando e louvando a Deus
por tudo o que tinham ouvido e visto,
como lhes tinha sido anunciado.
Palavra da Salvação
ou
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 1,1-18)
No princípio era o Verbo
e o Verbo estava com Deus
e o Verbo era Deus.
No princípio, Ele estava com Deus.
Tudo se fez por meio d’Ele
e sem Ele nada foi feito.
N’Ele estava a vida
e a vida era a luz dos homens.
A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam.
Apareceu um homem enviado por Deus, chamado João.
Veio como testemunha,
para dar testemunho da luz.
O Verbo era a luz verdadeira,
que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem.
Estava no mundo
e o mundo, que foi feito por Ele,
não O conheceu.
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Veio para o que era seu
e os seus não O receberam.
Mas, àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome,
deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.
Estes não nasceram do sangue,
nem da vontade da carne, nem da vontade do homem,
mas de Deus.
E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós.
Nós vimos a sua glória,
glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito,
cheio de graça e de verdade.
João dá testemunho d’Ele, exclamando:
“Era deste que eu dizia:
‘O que vem depois de mim passou à minha frente,
porque existia antes de mim’”.
Na verdade,
foi da sua plenitude
que todos nós recebemos graça sobre graça.
Porque, se a Lei foi dada por meio de Moisés,
a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.
A Deus, nunca ninguém O viu.
O Filho Unigénito, que está no seio do Pai,
é que O deu a conhecer.
Palavra da Salvação
Proposta de Reflexão Homilética
A liturgia deste dia fala-nos de um Deus que ama os homens; por
isso, não os deixa perdidos e abandonados a percorrer caminhos de
sofrimento e de morte, mas envia uma "Criança" para lhes apresentar
uma proposta de vida e de liberdade.
Este dia tem para nós um Sinal muito especial: "O povo que anda-
va nas trevas viu uma grande "LUZ".
As Leituras bíblicas ajudam-nos a aprofundar o sentido da festa
deste dia:
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A 1.ª leitura anuncia a chegada de "um menino", da descendência
de David. Esse "menino" eliminará a guerra, o ódio, o sofrimento e inau-
gurará uma era de alegria, de felicidade e de paz sem fim. (Is 9,1-6)
O "menino de Belém" dá sentido pleno a esta profecia messiânica
de Isaías. Essa "Luz" é símbolo da presença no mundo do "Filho de
Deus", que vai iluminar o mundo, dissipando as trevas do egoísmo e do
pecado. Ele "veio de Deus" para vencer as trevas e as sombras da
morte e instaurar o mundo novo da justiça, da paz e da felicidade.
Deus não se serve da força e do poder para intervir na história e
para mudar o mundo. É através de um "menino", símbolo máximo da
fragilidade e da dependência, que Deus propõe aos homens o seu projecto
de salvação. Acolher Jesus, celebrar o seu nascimento, é aceitar esse
projeto de justiça e de paz.
Na 2.ª Leitura, o autor sagrado traça, em traços largos, as coor-
denadas fundamentais da história da salvação: Deus é o protagonista
principal dessa história em que Deus se vai manifestando em várias
fases. (Heb 1, 1-6)
O Evangelho apresenta a realização da promessa do Profeta:
Jesus é o "menino de Belém", que vem ao encontro dos homens para
trazer essa Luz. (Lc2,1-20)
A proposta que ele traz, não será uma proposta que Deus quer impor
pela força; mas será uma proposta que Deus oferece ao homem com
ternura e amor. A narrativa de Lucas deseja apresentar uma CATEQUESE
sobre Jesus, por isso, nos dá umas indicações importantes:
– BELÉM é Lugar do nascimento de Jesus (mais teológico, que
geográfico). O objectivo do autor é sugerir que este Jesus é o Messias,
da descendência de David, anunciado pelos profetas (a família de David
era natural de Belém). Fica claro que o nascimento de Jesus se integra
no plano de salvação que os profetas anunciaram e cuja realização o
Povo de Deus aguardava ansiosamente.
– O PRESÉPIO é o Quadro do nascimento. Lucas descreve
com pormenores a pobreza e a simplicidade que rodeiam a vinda ao
mundo do libertador dos homens: a falta de lugar na hospedaria, a man-
jedoura dos animais a fazer de berço, os panos improvisados que envol-
vem o bébé, a visita dos pastores… É na pobreza, na simplicidade, na
fragilidade, que Deus se manifesta aos homens e lhes oferece a salva-
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ção. Os esquemas de Deus não se impõem pela força das armas, pelo
poder do dinheiro ou pela eficácia de uma boa campanha publicitária;
mas Deus escolhe vir ao encontro dos homens na simplicidade, na fra-
queza, na ternura de um menino nascido no meio de animais, na absolu-
ta pobreza. É assim que Deus entra na nossa história…
– OS PASTORES são as Testemunhas do nascimento. Trata-se
de gente considerada rude, violenta, marginal, que invadiam com os
rebanhos as propriedades alheias e que tinham fama de se apropriar da
lã, do leite e das crias do rebanho em benefício próprio. S. Lucas coloca
esses marginais como as "testemunhas" que acolhem Jesus. Quer di-
zer, desta forma, que a partir de agora, os pobres, os débeis, os margi-
nalizados, os pecadores, são convidados a integrar a comunidade dos
filhos amados de Deus. Eles vêm ao encontro dessa salvação que Deus
lhes oferece, em Jesus, e são convidados a integrar a comunidade da
nova aliança, a comunidade do "Reino" .
– OS TÍTULOS dados a Jesus pelos anjos que anunciam o nasci-
mento: Ele é "o Salvador, Cristo Senhor".
O título "Salvador" era usado para designar o imperador ou os
deuses pagãos; Lucas, ao chamar Jesus desta forma, apresenta-O como
a única alternativa possível a todos os absolutos que o homem cria…
O título "Cristo" equivale a "Messias": aplicava-se a um rei da
descendência de David, que viria restaurar o reino ideal de justiça e de
paz da época davídica; dessa forma, Lucas sugere que o "menino de
Belém" é esse rei esperado.
O título "Senhor" exprime o carácter transcendente da pes-
soa de Jesus e o seu domínio sobre a humanidade.
Com estes três títulos, a catequese de Lucas apresenta Jesus aos
homens e define o seu papel e a sua missão.
N A T A L...
É relembrar e reviver o Nascimento de Cristo, em Belém, há 2 mil
anos e hoje em todos nós...
Cristo nasceu... e está entre nós...
Algo de NOVO, nasceu dentro de nós?
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É um Convite à Alegria:
– Anjos: "Eu vos anuncio uma grande alegria... porque nasceu
um Salvador"...
– Alegria: de Maria e José: diante da criancinha recém-nasci-
da depositada numa manjedoura no silêncio da Noite...
– Alegria dos Pastores... dos reis do Oriente… dos anjos...
É uma Lição de Humildade e Pobreza:
Deus feito criança... numa mangedoura, numa gruta (estrebaria...)
num lugar perdido no tempo...
– E Nós? Não podemos reduzir a uma comemoração social com
todos os requintes do consumismo moderno ...
– Deus fez-se pequeno... E nós?
É um Apelo de Amor e Paz:
– DEUS ama-nos, por isso quer morar entre nós... "Tendo amado
os seus... na plenitude dos tempos... enviou-nos o seu próprio filho...":
– CRISTO: fruto do amor de Deus para com os homens...
– ANJOS: "Glória... e PAZ na terra..."
* no coração: consciência tranquila... dever cumprido...
* na família: mais que perdões...
* com os vizinhos: fraternidade, respeito, tolerância...
* na comunidade: semeamos amor e paz
HOJE TUDO NOS FALA DO NATAL...
Olhando para o PRESÉPIO, nas igrejas... nas casas... senti-
mos emoções fortes e nobres... Uma criança toca sempre o nosso co-
ração... Que dirá de um Deus feito criança?
As Ruas das cidades e as nossas casas estão mais iluminadas,
parecendo estrelas que pousaram na terra. Mas se não estivermos ilu-
minados, se em nosso coração milhares de luzes não se acenderem,
não há NATAL.
As Vitrines das lojas chamaram-nos e ainda chamam aos pre-
sentes, mas o grande presente é "SER" UM PRESENTE DE DEUS
para tantos que não sabem o que é um presente, para tantos que jamais
receberam um verdadeiro gesto de amor.
As Árvores de Natal estão bonitas em nossas casas, mas se
nada enfeita o nosso coração, como poderá ser NATAL?
Escrevemos nas portas das nossas casas ou nos cartões que
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enviamos aos amigos, que hoje é Natal, mas se nossos olhos negam a
alegria desse tempo, não será Natal.
O FELIZ NATAL que vos desejo de muita alegria, muito amor,
muita paz... que é possível no humilde presépio de nossas casas, que é
possível na pobre manjedoura de nosso coração.
A todos, FELIZ NATAL!...
Pres. – Creio em um só Deus!
Às palavras E encarnou todos se ajoelham
Se se usa o Evangelho de João (O verbo fez-se carne)
Celebrar o nascimento de Jesus é, em primeiro lugar, contemplar
o amor de um Deus que nunca abandonou os homens à sua sorte; por
isso, rompeu as distâncias, encontrou forma de dialogar com o homem
e enviou o próprio Filho para conduzir o homem ao encontro da vida
definitiva, da salvação plena. No dia de Natal, nunca será demais insis-
tir nisto: o Deus em quem acreditamos é o Deus do amor e da relação,
que continua a nascer no mundo, a apostar nos homens, a querer dialo-
gar com eles, e que não desiste de propor aos homens - apesar da
indiferença com que as suas propostas são, às vezes, acolhidas – um
caminho para chegar à felicidade plena.
Jesus Cristo é a Palavra viva e definitiva de Deus, que revela aos
homens o verdadeiro caminho para chegar à salvação. Celebrar o seu
nascimento, é acolher essa Palavra viva de Deus... “Escutar” essa
Palavra é acolher o projecto que Jesus veio apresentar e fazer dele a
nossa referência, o critério fundamental que orienta as nossas atitudes
e as nossas opções. A Palavra viva de Deus (Jesus) é, de facto, a nossa
referência? O que ele diz orienta e condiciona as minhas atitudes, os
meus valores, as minhas tomadas de posição? Os valores do Evangelho
são os meus valores? Vejo no Evangelho de Jesus a Palavra viva de
Deus, a Palavra plena e definitiva através da qual Deus me diz como
chegar à salvação, à vida definitiva?
A transformação da “Palavra” em “carne” (em menino do presé-
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pio de Belém) é a espantosa aventura de um Deus que ama até ao
inimaginável e que, por amor, aceita revestir-se da nossa fragilidade, a
fim de nos dar vida em plenitude. Neste dia, somos convidados a con-
templar, numa atitude de serena adoração, esse incrível passo de Deus,
expressão extrema de um amor sem limites.
Acolher a “Palavra” é deixar que Jesus nos transforme, nos dê a
vida plena, a fim de nos tornarmos, verdadeiramente, “filhos de Deus”.
O presépio que hoje contemplamos é, apenas, um quadro bonito e ter-
no, ou uma interpelação a acolher a “Palavra”, que é o próprio Deus?
Hoje, como ontem, a “Palavra” continua a confrontar-se com os
sistemas geradores de morte e a procurar eliminar, na origem, tudo o
que rouba a vida e a felicidade do homem. Sensíveis à “Palavra”, em-
barcados na mesma aventura de Jesus – a “Palavra” viva de Deus –
como nos situamos diante de tudo aquilo que rouba a vida do homem?
Podemos pactuar com a mentira, o oportunismo, a violência, a explora-
ção dos pobres, a miséria, as limitações aos direitos e à dignidade do
homem?
Jesus (esse menino do presépio) deve ser para nós a “Palavra”
suprema que dá sentido à nossa vida e à fé que professamos.
Oração Universal
Pres. – Irmãos caríssimos:
Neste dia de festa,
contemplemos o Menino que nasceu
e apresentemos-Lhe as nossas orações,
dizendo com alegria:
«Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos».
1. Pelo Papa Bento XVI, pelos bispos, presbíteros, diáconos e fiéis,
para que contemplem no Menino de Belém
aquele que fez de nós filhos de Deus,
oremos, irmãos.
2. Pelos que vivem sem fé e sem esperança,
para que sintam a paz anunciada
e vejam a salvação do nosso Deus,
oremos, irmãos.
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3. Pelas crianças que perderam os seus pais,
para que encontrem a seu lado quem as ame
e lhes fale do Menino e do Natal,
oremos, irmãos.
4. Pelos que neste dia estão tristes e sozinhos,
para que reconheçam em Jesus o Salvador
e O adorem como verdadeiro Deus,
oremos, irmãos.
5. Pelas famílias da nossa comunidade paroquial,
para que sejam mensageiras de Jesus Menino,
que nasceu de Maria, a Virgem Mãe,
oremos, irmãos.
Pres. – Senhor Jesus,
que fostes enviado ao mundo
para lhe trazer a luz do Céu,
acolhei as nossas súplicas
pelos homens de quem Vos fizestes irmão.
Vós que sois Deus com o Pai
na unidade do Espírito Santo.
Todos – Amén.
Liturgia Eucarística
Pres. – Benditosejais, Senhor, Deus do Universo
pelo pão que recebemos da Vossa bondade,
fruto da terra e do trabalho do homem,
que hoje Vos apresentamos
e que para nós se vai tornar Pão da vida.
Todos – Bendito seja Deus para sempre.
Pres. – Benditosejais, Senhor, Deus do Universo
pelo vinho que recebemos da Vossa bondade,
fruto da videira e do trabalho do homem,
que hoje Vos apresentamos
e que para nós se vai tornar vinha da salvação.
Todos – Bendito seja Deus para sempre.
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Pres. – Orai,irmãos,
para que o meu e o vosso sacrifício
seja aceite por Deus Pai todo-poderoso.
Todos – Receba o Senhor, por tuas mãos este sacrifício,
para glória do Seu nome,
para nosso bem e de toda a santa Igreja.
Oração sobre as Oblatas
Pres. – Sejam
as nossas oferendas, Senhor,
dignas do mistério do Natal que hoje celebramos;
e assim como o vosso Filho feito homem
Se manifestou como Deus,
também estes frutos da terra
nos tornem participantes dos dons divinos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Todos – Amén.
Prefácio
Pres. – O Senhor esteja convosco.
Todos – Ele está no meio de nós.
Pres. – Corações ao alto.
Todos – O nosso coração está em Deus.
Pres. – Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
Pres. – Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
mas principalmente neste dia:
porque hoje se realiza a promessa
que tínheis feito ao vosso povo, através dos profetas;
hoje, o povo que caminhava nas trevas
viu uma grande luz;
— 122 —
hoje, o vosso povo está cheio de graça,
com o nascimento deste menino,
homem como nós, que veio partilhar a nossa vida,
para nós partilharmos a d'Ele;
hoje, o vosso povo viu a grandeza
do vosso amor para connosco,
revelado no rosto desta criança;
hoje, o vosso povo viu a força da vossa Aliança,
nesta criança que nos vem salvar.
É por isso que, com o povo dos baptizados,
queremos proclamar a Vossa glória,
cantando a uma só voz:
Santo, Santo, Santo...
Pres. – Vós, Senhor, sois verdadeiramente Santo
e todas as criaturas cantam os vossos louvores,
porque dais a vida e santificais todas as coisas,
por Jesus Cristo, vosso Filho, nosso Senhor,
com o poder do Espírito Santo;
e não cessais de reunir para Vós um povo
que de um extremo ao outro da terra
Vos ofereça uma oblação pura.
Reunidos na Vossa presença,
em comunhão com toda a Igreja,
ao celebrarmos o dia santíssimo
em que a Imaculada Virgem Maria
deu à luz o Salvador do mundo,
humildemente Vos suplicamos:
Santificai,
pelo Espírito Santo,
estes dons que vos apresentamos,
para que se convertam
no Corpo e Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho,
que nos mandou celebrar estes mistérios.
— 123 —
Na noite em que Ele ia ser entregue,
tomou o pão e, dando graças,
abençoou-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo:
TOMAI, TODOS, E COMEI:
ISTO É O MEU CORPO,
QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.
De igual modo, no fim da Ceia,
tomou o cálice, e, dando graças,
abençoou-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo:
TOMAI, TODOS, E BEBEI:
ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE,
O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA,
QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS,
PARA REMISSÃO DOS PECADOS.
FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.
Pres. – M istério da Fé!
Todos – Anunciamos, Senhor a Vossa morte,
Proclamamos a Vossa Ressurreição,
Vinde, Senhor Jesus!
Pres. – Celebrando agora, Senhor,
o memorial da paixão redentora do vosso Filho,
da sua admirável ressurreição e ascensão aos Céus,
e esperando a sua vinda gloriosa,
nós Vos oferecemos, em acção de graças,
este sacrifício vivo e santo.
Olhai benignamente para a oblação da vossa Igreja:
vede nela a vítima que nos reconciliou convosco,
e fazei que,
alimentando-nos do Corpo e Sangue do vosso Filho,
cheios do seu Espírito Santo,
sejamos em Cristo um só corpo e um só espírito.
— 124 —
O Espírito Santo faça de nós uma oferenda permanente,
a fim de alcançarmos a herança eterna,
em companhia dos vossos eleitos,
com a Virgem Santa Maria Mãe de Deus e nossa Mãe,
os bem-aventurados Apóstolos e gloriosos Mártires,
e todos os Santos, por cuja intercessão
esperamos sempre o vosso auxílio.
Por este sacrifício de reconciliação,
dai, Senhor, a salvação e a paz ao mundo inteiro;
confirmai a vossa Igreja na fé e na caridade,
ao longo da sua peregrinação na terra,
com o vosso servo o Papa Bento XVI,
o nosso Arcebispo Jorge,
seus bispos auxiliares e os bispos do mundo inteiro,
os presbíteros, Diáconos e Catequistas,
e todo o povo por Vós redimido.
Atendei benignamente às preces desta família
que Vos dignastes reunir na vossa presença.
Reconduzi a Vós, Pai de misericórdia,
todos os vossos filhos dispersos.
Lembrai-Vos dos nossos irmãos defuntos,
e de todos os que morreram na vossa amizade.
Acolhei-os com bondade no vosso reino,
onde também nós esperamos ser recebidos,
para vivermos com eles eternamente na vossa glória,
por Jesus Cristo, nosso Senhor.
Por Ele concedeis ao mundo todos os bens.
Por Cristo, com Cristo, em Cristo,
A Vós, Deus Pai todo-poderoso,
na unidade do Espírito Santo,
toda a honra e toda a glória
agora e para sempre.
R.: Amén.
— 125 —
Ritos da Comunhão
Pres. – Fiéis aos ensinamentos do Salvador, ousamos dizer:
Todos – Pai Nosso, que estais nos céus,
santificado seja o Vosso nome;
venha a nós o vosso reino;
seja feita a Vossa vontade
assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido;
e não nos deixeis cair em tentação;
mas livrai-nos do mal.
Pres. – Livrai-nos, Senhor, de todo o mal e de todo o pecado
que nos impedem de descobrirmos
a estrela do Presépio.
Que ela seja a luz
para os caminhos incertos da nossa vida.
Deste modo, aguardaremos, em jubilosa esperança,
a vinda gloriosa de Jesus Cristo, nosso Salvador.
Todos – Vosso é o reino e o poder e a glória para sempre.
Pres. – SenhorJesus Cristo,
Palavra de Paz, vinda ao nosso mundo,
fazei nascer em nós as palavras que acalmam,
e os gestos que reconciliam.
Que com a humildade do Presépio,
nós sejamos mensageiros do Vosso amor,
segundo a Vossa vontade.
Vós que sois Deus com o Pai
na unidade do Espírito Santo.
Todos – Amen.
Pres. – A paz do Senhor esteja sempre convosco.
Todos – O amor de Cristo nos uniu.
Pres. – Saudai-vos na paz de Cristo.
— 126 —
Povo (Coro) – Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Pres. – Felizesos convidados para o Banquete do Senhor.
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Todos – Senhor, eu não sou digno
de que entreis na minha morada,
mas dizei uma palavra e serei salvo.
Oração depois da Comunhão
Pres. – Ao celebrarmos com santa alegria
o nascimento do vosso Filho,
nós Vos pedimos, Senhor, a graça
de conhecer este mistério com fé viva
e de o viver com ardente caridade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Todos – Amén.
Bênção Final
Pres. – O Senhor esteja convosco!
R.: Ele está no meio de nós.
Pres. – Deus
de bondade infinita,
que dissipou as trevas do mundo
com a encarnação do Seu Filho Unigénito,
e fez resplandecer este santo dia
com o Seu nascimento glorioso,
afaste de vós as trevas do pecado
e ilumine os vossos corações
com a luz da Sua graça.
R.: Amén.
— 127 —
Pres. – Deus,
que enviou os Anjos
para anunciarem aos pastores
a grande alegria do nascimento do Salvador,
encha de alegria os vossos corações
e vos faça mensageiros do Seu Evangelho.
R.: Amén.
Pres. – Deus,
que pela encarnação do Seu Filho
reconciliou consigo a humanidade,
vos conceda o dom da Sua paz e do seu amor
e vos torne um dia
participantes da Igreja celeste.
R.: Amén.
Pres. – Abençoe-vos o Deus Todopoderoso
Pai, Filho e Espírito Santo!
R.: Amén.
... e é Natal!...
É Natal se as pessoas são muito mais amigas!
É Natal, se as famílias se tornam mais unidas!
É Natal, se os abraços e votos falam ao coração,
e nos fazem cantar: A todos, Feliz Natal!...
Pres. – Bendigamos ao Senhor.
R.: Graças a Deus.
Segue-se o Beijar do Menino
— 128 —
2. Alegria, paz e bem, para os homens cá na terra!
Alegria, paz e bem, que esta noite, é Natal!
3. Alegria, paz e bem, para os homens cá na terra!
Alegria, paz e bem, Jesus nasce em Belém!
Noite Feliz
1. Noite feliz, noite feliz
Ó senhor, Deus de amor
Pobrezinho nasceu em Belém
Eis na lapa Jesus, nosso bem
Dorme em paz, ó Jesus
Dorme em paz, ó Jesus
2. Noite feliz, noite feliz
Ó Jesus, Deus da luz
Quão afável é teu coração
Que quiseste nascer nosso irmão
E a nós todos salvar
E a nós todos salvar
3. Noite feliz, noite feliz
Eis que no ar vem cantar
Aos pastores, seus anjos no céu
Anunciando a chegada de Deus
De Jesus Salvador
De Jesus Salvador
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