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Planejamento Didático: Importância e Etapas

Ação Didática
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ÍNDICE

Introdução........................................................................................................... 2

 O planejamento da acção didáctica..........................................................3


 Relevância do planejamento didáctico.....................................................4
 Etapas do Planejamento:..........................................................................5
 Planejamento de Ensino:..........................................................................5
 Aspectos Didácticos:................................................................................6
 Plano Didácticos:......................................................................................6
 Planejamento de Curso:...........................................................................6
 Planejamento de Unidade:.......................................................................6
 Planejamento de Aula:.............................................................................7
 Importância do planejamento escolar.......................................................7
 Funções do planejamento:.......................................................................7
 Requisitos para o planejamento:..............................................................8
 Exigências dos planos e programas oficiais:............................................8
 Condições prévias para a aprendizagem:................................................8
 Princípios e condições de transmissão/assimilação activa:.....................8
 Processos didácticos básicos, ensino e aprendizagem............................9
 O carácter educativo do processo de ensino.........................................10
 A didática e o trabalho docente..............................................................11
 A ORGANIZAÇÃO DA AULA E SEUS COMPONENTES DIDÁTICOS
DO PROCESSO EDUCACIONAL..........................................................12
 Objectivos...............................................................................................13
 Conteúdos.............................................................................................. 14
 A. Contextualização dos conteúdos..................................................15
 B. A relação professor-aluno no processo de ensino e aprendizagem:
................................................................................................................15
 MÉTODOS DE ENSINO.........................................................................15
 Avaliação Escolar...................................................................................16
 A profissão docente e sua repercussão social.......................................18

Conclusão......................................................................................................... 19
Referências Bibliográficas.................................................................................20

1
Introdução

Planejar é uma necessidade constante em todas as áreas da actividade humana.


Planejar é analisar uma dada realidade, reflectindo sobre as condições existentes, e
prever as formas alternativas de acção para superar as dificuldades ou alcançar os
objectivos desejados.  O Planejamento é um processo mental que envolve análise,
reflexão e previsão.
O planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das
actividades didácticas em termos da sua organização e coordenação em face dos
objectivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de
ensino.

2
O planejamento da acção didáctica

O planejamento é uma necessidade constante em todas as áreas da actividade


humana. Planejar é analisar uma realidade e prever as formas alternativas da acção para
superar as dificuldades ou alcançar os objectivos desejados.

Em suma, planejar consiste em prever e decidir sobre o que pretendemos


realizar; o que vamos fazer; como vamos fazer; o que e como devemos analisar a
situação, a fim de verificar se o que pretendemos foi atingido. Já o plano é o resultado, é
o esboço das conclusões resultantes do processo de planejar, que pode ou não assumir
uma forma escrita.

Quando falamos em planejar o ensino, ou a acção didáctica, estamos prevendo


as acções e os procedimentos que o professor vai realizar junto a seus alunos, e a
organização das actividades discentes e da experiência de aprendizagem, visando atingir
os objectivos educacionais estabelecidos. Nesse sentido, o planejamento de ensino
torna-se a operacionalização do currículo escolar.

Assim, no que se refere ao aspecto didáctico, segundo HAIDT (1995), planejar é:


 Analisar as características da clientela (aspirações, necessidades e possibilidades
dos alunos);
 Reflectir sobre os recursos disponíveis;
 Definir os objectivos educacionais considerados mais adequados para a clientela
em questão;
 Seleccionar e estruturar os conteúdos a serem assimilados, distribuídos ao longo
do tempo disponível para o seu desenvolvimento;
 Prever e organizar os procedimentos do professor, bem como as actividades e
experiências de construção do conhecimento consideradas mais adequadas para a
consecução dos objectivos estabelecidos;
 Prever e escolher os recursos de ensino mais adequados para estimular a
participação dos alunos nas actividades de aprendizagem;
 E prever os procedimentos de avaliação mais condizentes com os objectivos
propostos.

O planejamento didáctico também é um processo que envolve operações mentais,


como: analisar, reflectir, definir, seleccionar, estruturar, distribuir ao longo do tempo, e
prever formas de agir e organizar.

O processo de planejamento da acção docente é o plano didáctico. Em geral, o plano


didáctico assume a forma de um documento escrito, pois é o registro das conclusões do
processo de previsão das actividades docentes e discentes.
Outro aspecto a ser lembrado é que o plano é apenas um roteiro, um instrumento de
referência e, como tal, é abreviado, esquemático, sem colorido e aparentemente sem
vida.
Compete ao professor que o confeccionou dar-lhe vida, relevo e colorido no ato de
sua execução, impregnando-o de sua personalidade e entusiasmo, enriquecendo-o com
sua habilidade e expressividade.

3
Relevância do planejamento didáctico

Não podemos falar em rotina sem falar em planejamento didáctico, onde o


planejamento de uma rotina escolar deve partir do princípio de que alguns momentos
devem se repetir periodicamente, indo além do simples fato de se estabelecer metas e
caminhos a seguir.

Com um quotidiano bem definido e estável, o aluno sente-se mais seguro e


desenvolve melhor sua autonomia, o que colabora para o bom andamento das
actividades propostas e leva à melhoria do ensino como um todo.

Além disso, é importante que a tarefa de planejar o quotidiano escolar seja


realizada por professores, coordenadores, pedagogos e psicólogos.

Quando falamos em planejar o ensino, ou a acção didáctica, estamos prevendo


as acções e os procedimentos que o professor vai realizar junto a seus alunos, e a
organização das actividades discentes e da experiência de aprendizagem, visando atingir
os objectivos educacionais estabelecidos. Nesse sentido, o planejamento de ensino
torna-se a operacionalização do currículo escolar.

Com relação à educação infantil é grande a preocupação com o planejamento.


Segundo Ostetto (2000), essa preocupação pode ser relacionada ao fato de que, a
Educação Infantil voltada para crianças de zero a seis anos vem sendo colocada em
pauta e ganhando espaço na lei, sendo que esta já define a Educação Infantil como a
primeira etapa da educação básica.

Ostetto (2000) ainda nos traz a definição de planejamento: Planejar é essa


atitude de traçar, projectar, programar, elaborar um roteiro para empreender uma
viagem de conhecimento, de interacção, de experiências múltiplas e significativas
para/com o grupo de crianças.

Planejamento pedagógico é atitude crítica do educador diante de seu trabalho


docente. Por isso, não é uma fôrma! Ao contrário, é flexível e, como tal, permite ao
educador pensar, revisando, buscando novos significados para a sua prática docente
(OSTETTO, 2000, p. 177).

O planejamento didáctico também é um processo que envolve operações


mentais, como: analisar, reflectir, definir, seleccionar, estruturar, distribuir ao longo do
tempo, e prever formas de agir e organizar.

O processo de planejamento da acção docente é o plano didáctico, em que


assume a forma de um documento escrito.

Resumindo, planejar consiste em prever e decidir sobre o que pretendemos


realizar, o que vamos fazer, como vamos fazer, o que e como devemos analisar, a fim de
verificar se o que pretendemos foi atingido.

Ao professor cabe dá vida, colorido e ato na execução de seus planejamentos,


enriquecendo-o com suas habilidades e expressividade.

4
Corsino (2009, p.119), destaca ainda que “o planejamento é o momento de
reflexão do professor, que a partir das suas observações e registos, prevê acções,
encaminhamentos e sequências de actividades, organiza o tempo e espaço [da criança da
Educação Infantil].

Segundo Hoffmann (2001) a organização e planejamento das actividades diárias


proporcionam ao professor a reflexão de suas acções e metodologias, analisando os
resultados de seu projecto.

De acordo com Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998)


p. 196 cabe: “ao professor planejar uma sequência de actividades que possibilite uma
aprendizagem significativa para as crianças, nas quais elas possam reconhecer os limites
de seus conhecimentos, ampliá-los e/ou reformulá-los;”

Ao projectar acções para o futuro o professor demonstra seus objectivos e


consegue identificar junto com as crianças se estes foram ou não alcançados com êxito,
além de considerar necessidades de mudanças para que o processo se torne ainda mais
rico.
Etapas do Planejamento:

 O que pretendemos realizar (Objectivos);


 O que e como vamos fazer (Procedimentos);
 O que e como devemos verificar se os objectivos foram alcançados (Avaliação)

Planejamento de Ensino:

Previsão das acções e procedimentos que o professor vai realizar com seus
alunos;

Organização das actividades discentes e das experiências de aprendizagem,


visando atingir os objectivos educacionais estabelecidos. “O professor ao planejar o
ensino antecipa, de forma organizada, todas as etapas do trabalho escolar.

Cuidadosamente, identifica os objectivos que pretende atingir, indica os


conteúdos que serão desenvolvidos, selecciona os procedimentos que utilizará como
estratégia de acção e prevê quais os instrumentos que empregará para avaliar o progesso
dos alunos.” (TURRA et alii apud HAYDT, 2000, p. 98).

5
Aspectos Didácticos:

Características dos alunos (aspirações, necessidades e possibilidades);


recursos disponíveis;

Objectivos educacionais considerados mais adequados e necessários para os


alunos em questão;

Prever e organizar os procedimentos, bem como as actividades e experiências de


construção do conhecimento consideradas mais adequadas para os objectivos
estabelecidos;

Prever e escolher recursos de ensino mais adequados para estimular a


participação dos alunos nas actividades;

Prever os procedimentos de avaliação condizentes com os objectivos propostos.

Plano Didácticos:

- O Plano didáctico deve ser um documento escrito, trata-se do registro das


conclusões do processo de previsão das actividades docentes e discentes.
- Essa forma de registro vai depender de cada professor, mas o que se
recomenda é que ele faça as anotações de modo simples, claro e preciso.
- Trata-se de um roteiro, um instrumento de referência. “Os planos devem ser
pessoais. Precisam retratar a personalidade do professor, suas concepções individuais,
sua capacitação profissional.
Planos elaborados por outros, ou mesmo por equipes de educadores, poderão ser
consultados como fontes de idéias, mas nunca deveremos copiá-los. Todo trabalho
didáctico tem de ser criativo, jamais repetitivo.” (CARVALHO apud, HAYDT, 2000, p.
100).

Planejamento de Curso:

 Previsão dos conhecimentos e actividades a serem desenvolvidos durante um certo


período de tempo. Procedimentos:
 Levantar dados sobre as condições dos alunos;
 Propor objectivos gerais e definir objectivos específicos;
 Indicar os conteúdos a serem desenvolvidos;
 Estabelecer as actividades e procedimentos de ensino-aprendizagem adequados aos
objectivos e conteúdos;
 Seleccionar e indicar os recursos a serem utilizados;
 Determinar as formas de avaliar.

Planejamento de Unidade:

Previsão de uma sequência de aulas sobre assuntos correlatos. Procedimentos:


Apresentação: identificar e estimular o interesse dos alunos, tentando aproveitar
seus conhecimentos prévios;

6
Desenvolvimento: organizar e apresentar situações de ensino-aprendizagem,
estimulando a participação activa dos alunos (problemas, projectos, estudos de textos,
estudos dirigidos, pesquisa, experimentação, trabalhos em grupo);
Integração: síntese dos conhecimentos trabalhados (elaboração de relatórios,
organização de resumos e quadros sinóticos).

Planejamento de Aula:

Especifica e operacionaliza os procedimentos diários para a concretização dos


planos de curso e de unidade. Procedimentos:
Prevê os objectivos imediatos a serem alcançados;
Especifica os itens e subitens do conteúdo que serão trabalhados durante a aula;
Define os procedimentos de ensino e organiza as actividades de aprendizagem
de seus alunos (individuais e em grupo);
Define os recursos a serem utilizados para estimular o interesse e a participação
dos alunos, assim como facilitar a compreensão dos conteúdos; - Estabelecer como será
feita a avaliação das actividades.

Importância do planejamento escolar

 Actividade consciente e sistemática de previsão das acções docentes.


 Centralidade na aprendizagem
 O planejamento é um processo de racionalização, organização e coordenação da
acção docente, articulando a actividade escolar e a problemática do contexto social.
 O planejamento é uma actividade de reflexão acerca das nossas opções e acções.

A acção de planejar, portanto não se reduz ao simples preenchimento de formulário


para controle pedagógico; deve ser uma actividade consciente de previsão das acções
docentes, fundamentadas em opções político pedagógicas, e tendo como referência
permanente as situações didácticas concretas (ou seja, problemática social, económica,
política e cultural que envolve a comunidade escolar que interagem no processo de
ensino).

Funções do planejamento:

 Assegurar a racionalização, organização e coordenação do trabalho docente,


permitindo ao professor e escola um ensino de qualidade, evitando a improvisação e a
rotina;

 Explicitar princípios, directrizes e procedimentos do trabalho docente que


assegurem a articulação entre as tarefas da escola e as exigências do contexto social e
do processo de participação democrática;

Expressar os vínculos entre o posicionamento filosófico, político-pedagógico e


profissional e as acções efectivas que o professor irá realizar na sala de aula, através de
objectivos, conteúdos, métodos e formas organizativas do ensino;

7
Assegurar a unidade e a coerência do trabalho docente, inter-relacionando: os
objectivos (para que ensinar), os conteúdos (o que ensinar), os alunos (a quem ensinar),
os métodos e técnicas (como ensinar) e a avaliação.

- Actualizar o conteúdo do plano, aperfeiçoando-o em relação aos progressos feito


no campo de conhecimentos e a experiência quotidiana;

- Facilitar a preparação das aulas: seleccionar o material didáctico em tempo hábil,


saber o que professor e aluno devem executar, replanear o trabalho frente a novas
situações que parecem no decorrer das aulas.

Para que os planos sejam efectivamente instrumentos para acção, devem:


 - ser um guia de orientação;
 - apresentar uma ordem sequencial;
 - ter objectividade;
 - ter coerência;
 - apresentar flexibilidade;

Requisitos para o planejamento:

Objectivos e tarefas da instituição democrática: ao planejarem o processo de


ensino, a instituição e os professores devem, pois ter clareza de como o trabalho docente
pode prestar um efectivo serviço à população e saber que conteúdos respondem às
exigências profissionais, políticas e culturais postas por uma sociedade que ainda não
alcançou a democracia plena.

Exigências dos planos e programas oficiais:

É dever dos governos garantir o ensino básico a todos, traçar uma política
educacional, prover recursos financeiros e materiais para o funcionamento do sistema
escolar, administrar e controlar as actividades escolares de modo a todas crianças e
jovens receberem um ensino de qualidade. Os planos e programas oficiais reflectem um
núcleo comum e são a garantia de uma unidade cultural e política na nação.

Condições prévias para a aprendizagem:

Saber as experiências, conhecimentos anteriores, habilidades e hábitos de


estudo, nível de desenvolvimento é importante para a introdução de conhecimentos
novos e, portanto, para o êxito da acção que se planeja.

Princípios e condições de transmissão/assimilação activa:

Diz respeito ao domínio dos meios e condições de orientação do processo de


assimilação activa nas aulas.

8
Processos didácticos básicos, ensino e aprendizagem.
A Didáctica é o principal ramo de estudo da pedagogia, pois ela situa-se num
conjunto de conhecimentos pedagógicos, investiga os fundamentos, as condições e os
modos de realização da instrução e do ensino, portanto é considerada a ciência de
ensinar. Nesse contexto, o professor tem como papel principal garantir uma relação
didáctica entre ensino e aprendizagem através da arte de ensinar, pois ambos fazem
parte de um mesmo processo. Segundo Libâneo (1994), o professor tem o dever de
planejar, dirigir e controlar esse processo de ensino, bem como estimular as actividades
e competências próprias do aluno para a sua aprendizagem.

A condição do processo de ensino requer uma clara e segura compreensão do


processo de aprendizagem, ou seja, deseja entender como as pessoas aprendem e quais
as condições que influenciam para esse aprendizado. Sendo assim Libâneo (1994)
ressalta que podemos distinguir a aprendizagem em dois tipos: aprendizagem casual e a
aprendizagem organizada.

A. Aprendizagem casual: É quase sempre espontânea, surge naturalmente


da interacção entre as pessoas com o ambiente em que vivem, ou seja, através da
convivência social, observação de objectos e acontecimentos.

B. Aprendizagem organizada: É aquela que tem por finalidade específica


aprender determinados conhecimentos, habilidades e normas de convivência social. Este
tipo de aprendizagem é transmitido pela escola, que é uma organização intencional,
planejada e sistemática, as finalidades e condições da aprendizagem escolar é tarefa
específica do ensino (LIBÂNEO, 1994. Pág. 82).

Esses tipos de aprendizagem tem grande relevância na assimilação activa dos


indivíduos, favorecendo um conhecimento a partir das circunstâncias vivenciadas pelo
mesmo.

O processo de assimilação de determinados conhecimentos, habilidades,


percepção e reflexão é desenvolvido por meios atitudinais, motivacionais e intelectuais
do aluno, sendo o professor o principal orientador desse processo de assimilação activa,
é através disso que se pode adquirir um melhor entendimento, favorecendo um
desenvolvimento cognitivo.

Através do ensino podemos compreender o ato de aprender que é o ato no qual


assimilamos mentalmente os fatos e as relações da natureza e da sociedade. Esse
processo de assimilação de conhecimentos é resultado da reflexão proporcionada pela
percepção prático-sensorial e pelas acções mentais que caracterizam o pensamento
(Libâneo, 1994). Entendida como fundamental no processo de ensino a assimilação
activa desenvolve no individuo a capacidade de lógica e raciocínio, facilitando o
processo de aprendizagem do aluno.

Sempre estamos aprendendo, seja de maneira sistemática ou de forma


espontânea, teoricamente podemos dizer que há dois níveis de aprendizagem humana: o
reflexo e o cognitivo.

O nível reflexo refere-se às nossas sensações pelas quais desenvolvemos


processos de observação e percepção das coisas e nossas acções físicas no ambiente.

9
Este tipo de aprendizagem é responsável pela formação de hábitos sensório motor
(Libâneo, 1994).

O nível cognitivo refere-se à aprendizagem de determinados conhecimentos e


operações mentais, caracterizada pela apreensão consciente, compreensão e
generalização das propriedades e relações essenciais da realidade, bem como pela
aquisição de modos de acção e aplicação referentes a essas propriedades e relações
(Libâneo, 1994). De acordo com esse contexto podemos despertar uma aprendizagem
autônoma, seja no meio escolar ou no ambiente em que estamos.

Pelo meio cognitivo, os indivíduos aprendem tanto pelo contacto com as coisas
no ambiente, como pelas palavras que designam das coisas e dos fenómenos do
ambiente. Portanto as palavras são importantes condições de aprendizagem, pois através
delas são formados conceitos pelos quais podemos pensar.

O ensino é o principal meio de progresso intelectual dos alunos, através dele é


possível adquirir conhecimentos e habilidades individuais e colectivas. Por meio do
ensino, o professor transmite os conteúdos de forma que os alunos assimilem esse
conhecimento, auxiliando no desenvolvimento intelectual, reflexivo e crítico.

Por meio do processo de ensino o professor pode alcançar seu objectivo de


aprendizagem, essa actividade de ensino está ligada à vida social mais ampla, chamada
de prática social, portanto o papel fundamental do ensino é mediar à relação entre
indivíduos, escola e sociedade.

O carácter educativo do processo de ensino


De acordo com Libâneo (1994), o processo de ensino, ao mesmo tempo em que
realiza as tarefas da instrução de crianças e jovens, também é um processo educacional.

No desempenho de sua profissão, o professor deve ter em mente a formação da


personalidade dos alunos, não apenas no aspecto intelectual, como também nos aspectos
morais, afectivos e físicos. Como resultado do trabalho escolar, os alunos vão formando
o senso de observação, a capacidade de exame objectivo e crítico de fatos e fenómenos
da natureza e das relações sociais, habilidades de expressão verbal e escrita. A unidade
instrução-educação se reflecte, assim, na formação de atitudes e convicções frente à
realidade, no transcorrer do processo de ensino. O processo de ensino deve estimular o
desejo e o gosto pelo estudo, mostrando assim a importância do conhecimento para a
vida e o trabalho, (LIBÂNEO, 1994).

Nesse processo o professor deve criar situações que estimule o indivíduo a


pensar, analisar e relacionar os aspectos estudados com a realidade que vive. Essa
realização consciente das tarefas de ensino e aprendizagem é uma fonte de convicções,
princípios e acções que irão relacionar as práticas educativas dos alunos, propondo
situações reais que faça com que os individuo reflicta e analise de acordo com sua
realidade (TAVARES, 2011).

Entretanto o caráter educativo está relacionado aos objetivos do ensino crítico e


é realizado dentro do processo de ensino. È através desse processo que acontece a
formação da consciência crítica dos indivíduos, fazendo-os pensar independentemente,
por isso o ensino crítico, chamado assim por implicar diretamente nos objetivos sócio-

10
políticos e pedagógicos, também os conteúdos, métodos escolhidos e organizados
mediante determinada postura frente ao contexto das relações sociais vigentes da prática
social, (LIBÂNEO, 1994).

È através desse ensino crítico que os processos mentais são desenvolvidos,


formando assim uma atitude intelectual. Nesse contexto os conteúdos deixam de serem
apenas matérias, e passam então a ser transmitidos pelo professor aos seus alunos
formando assim um pensamento independente, para que esses indivíduos busquem
resolver os problemas postos pela sociedade de uma maneira criativa e reflexiva.

A didática e o trabalho docente


Como vimos anteriormente à didática estuda o processo de ensino no seu
conjunto, no qual os objetivos, conteúdos fazem parte, de modo a criar condições que
garantam uma aprendizagem significativa dos alunos. Ela ajuda o professor na direção,
orientação das tarefas do ensino e da aprendizagem, dando a ele uma segurança
profissional. Segundo Libâneo (1994), o trabalho docente também chamado de
atividade pedagógica tem como objetivos primordiais:

Assegurar aos alunos o domínio mais seguro e duradouro possível dos


conhecimentos científicos;

Criar as condições e os meios para que os alunos desenvolvam capacidades e


habilidades intelectuais de modo que dominem métodos de estudo e de trabalho
intelectual visando a sua autonomia no processo de aprendizagem e independência de
pensamento;

Orientar as tarefas de ensino para objetivo educativo de formação da


personalidade, isto é, ajudar os alunos a escolherem um caminho na vida, a terem
atitudes e convicções que norteiem suas opções diante dos problemas e situações da
vida real (LIBÂNEO, 1994, Pág. 71).

Além dos objetivos da disciplina e dos conteúdos, é fundamental que o professor


tenha clareza das finalidades que ele tem em mente, a atividade docente tem a ver
diretamente com “para que educar”, pois a educação se realiza numa sociedade que é
formada por grupos sociais que tem uma visão diferente das finalidades educativas.

Para Libâneo (1994), a didática trata dos objetivos, condições e meios de


realização do processo de ensino, ligando meios pedagógico-didáticos a objetivos sócio-
políticos. Não há técnica pedagógica sem uma concepção de homem e de sociedade,
sem uma competência técnica para realiza-la educacionalmente, portanto o ensino deve
ser planejado e ter propósitos claros sobre suas finalidades, preparando os alunos para
viverem em sociedade.

É papel de o professor planejar a aula, selecionar, organizar os conteúdos de


ensino, programar atividades, criar condições favoráveis de estudo dentro da sala de
aula, estimular a curiosidade e criatividade dos alunos, ou seja, o professor dirige as
atividades de aprendizagem dos alunos a fim de que estes se tornem sujeitos ativos da
própria aprendizagem. Entretanto é necessário que haja uma interação mútua entre
docentes e discentes, pois não há ensino se os alunos não desenvolverem suas
capacidades e habilidades mentais.

11
Podemos dizer que o processo didático se baseia no conjunto de atividades do
professor e dos alunos, sob a direção do professor, para que haja uma assimilação ativa
de conhecimentos e desenvolvimento das habilidades dos alunos. Como diz Libâneo
(1994), é necessário para o planejamento de ensino que o professor compreenda as
relações entre educação escolar, os objetivos pedagógicos e tenha um domínio seguro
dos conteúdos ao qual ele leciona, sendo assim capaz de conhecer os programas oficiais
e adequá-los ás necessidades reais da escola e de seus alunos.

Um professor que aspira ter uma boa didática necessita aprender a cada dia
como lidar com a subjetividade do aluno, sua linguagem, suas percepções e sua prática
de ensino. Sem essas condições o professor será incapaz de elaborar problemas,
desafios, perguntas relacionadas com os conteúdos, pois essas são as condições para que
haja uma aprendizagem significativa. No entanto para que o professor atinja
efetivamente seus objetivos, é preciso que ele saiba realizar vários processos didáticos
coordenados entre si, tais como o planejamento, a direção do ensino da aprendizagem e
da avaliação (LIBÂNEO, 1994).

A ORGANIZAÇÃO DA AULA E SEUS COMPONENTES DIDÁTICOS


DO PROCESSO EDUCACIONAL
A aula é a forma predominante pela qual é organizado o processo de ensino e
aprendizagem. É o meio pelo qual o professor transmite aos seus alunos conhecimentos
adquirido no seu processo de formação, experiências de vida, conteúdos específicos
para a superação de dificuldades e meios para a construção de seu próprio
conhecimento, nesse sentido sendo protagonista de sua formação humana e escolar.

É ainda o espaço de interação entre o professor e o indivíduo em formação


constituindo um espaço de troca mútua. A aula é o ambiente propício para se pensar,
criar, desenvolver e aprimorar conhecimentos, habilidades, atitudes e conceitos, é
também onde surgem os questionamentos, indagações e respostas, em uma busca ativa
pelo esclarecimento e entendimento acerca desses questionamentos e investigações.

Por intermédio de um conjunto de métodos, o educador busca melhor transmitir


os conteúdos, ensinamentos e conhecimentos de uma disciplina, utilizando-se dos
recursos disponíveis e das habilidades que possui para infundir no aluno o desejo pelo
saber.

Deve-se ainda compreender a aula como um conjunto de meios e condições por


meio das quais o professor orienta, guia e fornece estímulos ao processo de ensino em
função da atividade própria dos alunos, ou seja, da assimilação e desenvolvimento de
habilidades naturais do aluno na aprendizagem educacional. Sendo a aula um lugar
privilegiado da vida pedagógica refere-se às dimensões do processo didático preparado
pelo professor e por seus alunos.

Aula é toda situação didática na qual se põem objetivos, conhecimentos,


problemas, desafios com fins instrutivos e formativos, que incitam as crianças e jovens
a aprender (LIBÂNEO, 1994- Pág.178). Cada aula é única, pois ela possui seus próprios
objetivos e métodos que devem ir de acordo com a necessidade observada no educando.
A aula é norteada por uma série de componentes, que vão conduzir o processo didático
facilitando tanto o desenvolvimento das atividades educacionais pelo educador como a

12
compreensão e entendimento pelos indivíduos em formação; ela deve, pois, ter uma
estruturação e organização, afim de que sejam alcançados os objetivos do ensino.

Ao preparar uma aula o professor deve estar atento às quais interesses e


necessidades almeja atender, o que pretende com a aula, quais seus objetivos e o que é
de caráter urgente naquele momento. A organização e estruturação didática da aula têm
por finalidade proporcionar um trabalho mais significativo e bem elaborado para a
transmissão dos conteúdos. O estabelecimento desses caminhos proporciona ao
professor um maior controle do processo e aos alunos uma orientação mais eficaz, que
vá de acordo com previsto.

As indicações das etapas para o desenvolvimento da aula, não significa que


todas elas devam seguir um cronograma rígido (LIBÂNEO, 1994-Pág. 179), pois isso
depende dos objetivos, conteúdos da disciplina, recursos disponíveis e das
características dos alunos e de cada aluno e situações didáticas especificas.

Dentro da organização da aula destacaremos agora seus Componentes Didáticos,


que são também abordados em alguns trabalhos como elementos estruturantes do ensino
didático. São eles: os objetivos (gerais e específicos), os conteúdos, os métodos, os
meios e as avaliações.

Objectivos
São metas que se deseja alcançar, para isso usa-se de diversos meios para se
chegar ao esperado. Os objetivos educacionais expressam propósitos definidos, pois o
professor quando vai ministrar a aula já vai com os objetivos definidos.

Eles têm por finalidade, preparar o docente para determinar o que se requer com
o processo de ensino, isto é prepará-lo para estabelecer quais as metas a serem
alcançadas, eles constituem uma ação intencional e sistemática. Os objetivos são
exigências que requerem do professor um posicionamento reflexivo, que o leve a
questionamentos sobre a sua própria prática, sobre os conteúdos os materiais e os
métodos pelos quais as práticas educativas se concretizam. Ao elaborar um plano de
aula, por exemplo, o professor deve levar em conta muitos questionamentos acerca dos
objetivos que aspira, como O que? Para que? Como? E Para quem ensinar?, e isso só irá
melhorar didaticamente as suas ações no planejamento da aula.

Não há prática educativa sem objetivos; uma vez que estes integram o ponto de
partida, as premissas gerais para o processo pedagógico (LIBÂNEO, 1994- pág.122).
Os objetivos são um guia para orientar a prática educativa sem os quais não haveria uma
lógica para orientar o processo educativo.

Para que o processo de ensino-aprendizagem aconteça de modo mais organizado


faz-se necessário, classificar os objetivos de acordo com os seus propósitos e
abrangência, se são mais amplos, denominados objetivos gerais e se são destinados a
determinados fins com relação aos alunos, chamados de objetivos específicos.

A. Objetivos Gerais: exprimem propósitos mais amplos acerca do papel da


escola e do ensino diante das exigências postas pela realidade social e diante do
desenvolvimento da personalidade dos alunos (LIBANÊO, 1994- pág. 121). Por isso ele
também afirma que os objetivos educacionais transcendem o espaço da sala de aula

13
atuando na capacitação do indivíduo para as lutas sociais de transformação da
sociedade, e isso fica claro, uma vez que os objetivos têm por fim formar cidadãos que
venham a atender os anseios da coletividade.

B. Objetivos Específicos: compreendem as intencionalidades específicas


para a disciplina, os caminhos traçados para que se possa alcançar o maior
entendimento, desenvolvimento de habilidades por parte dos alunos que só se
concretizam no decorrer do processo de transmissão e assimilação dos estudos
propostos pelas disciplinas de ensino e aprendizagem. Expressam as expectativas do
professor sobre o que deseja obter dos alunos no decorrer do processo de ensino. Têm
sempre um caráter pedagógico, porque explicitam a direção a ser estabelecida ao
trabalho escolar, em torno de um programa de formação. (TAVARES, 2001- Pág. 66).

Conteúdos
Os conteúdos de ensino são constituídos por um conjunto de conhecimentos. É a
forma pela qual, o professor expõem os saberes de uma disciplina para ser trabalhado
por ele e pelos seus alunos. Esses saberes são advindos do conjunto social formado pela
cultura, a ciência, a técnica e a arte.

Constituem ainda o elemento de mediação no processo de ensino, pois permitem


ao discente através da assimilação o conhecimento histórico, cientifico, cultural acerca
do mundo e possibilitam ainda a construção de convicções e conceitos.

O professor, na sala de aula, utiliza-se dos conteúdos da matéria para ajudar os


alunos a desenvolverem competências e habilidades de observar a realidade, perceber as
propriedades e características do objeto de estudo, estabelecer relações entre um
conhecimento e outro, adquirir métodos de raciocínio, capacidade de pensar por si
próprios, fazer comparações entre fatos e acontecimentos, formar conceitos para lidar
com eles no dia-a-dia de modo que sejam instrumentos mentais para aplicá-los em
situações da vida prática (LIBÂNEO 2001, pág. 09).

Neste contexto pretende-se que os conteúdos aplicados pelo professor tenham


como fundamento não só a transmissão das informações de uma disciplina, mas que
esses conteúdos apresentem relação com a realidade dos discentes e que sirvam para
que os mesmos possam enfrentar os desafios impostos pela vida cotidiana. Estes devem
também proporcionar o desenvolvimento das capacidades intelectuais e cognitivas do
aluno, que o levem ao desenvolvimento critico e reflexivo acerca da sociedade que
integram.

Os conteúdos de ensino devem ser vistos como uma relação entre os seus
componentes, matéria, ensino e o conhecimento que cada aluno já traz consigo. Pois não
basta apenas a seleção e organização lógica dos conteúdos para transmiti-los. Antes os
conteúdos devem incluir elementos da vivência prática dos alunos para torná-los mais
significativos, mais vivos, mais vitais, de modo que eles possam assimilá-los de forma
ativa e consciente (LIBÂNEO, 1994 pág. 128). Ao proferir estas palavras, o autor
aponta para um elemento de fundamental importância na preparação da aula, a
contextualização dos conteúdos.

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A. Contextualização dos conteúdos
A contextualização consiste em trazer para dentro da sala de aula questões presentes no
dia a dia do aluno e que vão contribuir para melhorar o processo de ensino e
aprendizagem do mesmo. Valorizando desta forma o contexto social em que ele está
inserido e proporcionando a reflexão sobre o meio em que se encontra, levando-o a agir
como construtor e transformador deste. Então, pois, ao selecionar e organizar os
conteúdos de ensino de uma aula o professor deve levar em consideração a realidade
vivenciada pelos alunos.

B. A relação professor-aluno no processo de ensino e


aprendizagem:
O professor no processo de ensino é o mediador entre o indivíduo em formação
e os conhecimentos prévios de uma matéria. Tem como função planejar, orientar a
direção dos conteúdos, visando à assimilação constante pelos alunos e o
desenvolvimento de suas capacidades e habilidades. É uma ação conjunta em que o
educador é o promotor, que faz questionamentos, propõem problemas, instiga, faz
desafios nas atividades e o educando é o receptor ativo e atuante, que através de suas
ações responde ao proposto produzindo assim conhecimentos. O papel do professor é
levar o aluno a desenvolver sua autonomia de pensamento.

MÉTODOS DE ENSINO
Métodos de ensino são as formas que o professor organiza as suas atividades de
ensino e de seus alunos com a finalidade de atingir objetivos do trabalho docente em
relação aos conteúdos específicos que serão aplicados. Os métodos de ensino regulam
as formas de interação entre ensino e aprendizagem, professor e os alunos, na qual os
resultados obtidos é assimilação consciente de conhecimentos e desenvolvimento das
capacidades cognoscitivas e operativas dos alunos.

Segundo Libâneo (1994) a escolha e organização os métodos de ensino devem


corresponder à necessária unidade objetivos-conteúdos-métodos e formas de
organização do ensino e as condições concretas das situações didáticas. Os métodos de
ensino dependem das ações imediatas em sala de aula, dos conteúdos específicos, de
métodos peculiares de cada disciplina e assimilação, além disso, esses métodos implica
o conhecimento das características dos alunos quanto à capacidade de assimilação de
conteúdos conforme a idade e o nível de desenvolvimento mental e físico e suas
características socioculturais e individuais.

A relação objetivo-conteúdo-método procuram mostrar que essas unidades


constituem a linhagem fundamental de compreensão do processo didático: os objetivos,
explicitando os propósitos pedagógicos intencionais e planejados de instrução e
educação dos alunos, para a participação na vida social; os conteúdos, constituindo a
base informativa concreta para alcançar os objetivos e determinar os métodos; os
métodos, formando a totalidade dos passos, formas didáticas e meios organizativos do
ensino que viabilizam a assimilação dos conteúdos, e assim, o atingimento dos
objetivos.

No trabalho docente, os professores selecionam e organizam seus métodos e


procedimentos didáticos de acordo com cada matéria. Dessa forma destacamos os
principais métodos de ensino utilizado pelo professor em sala de aula: método de
exposição pelo professor, método de trabalho independente, método de elaboração
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conjunta, método de trabalho em grupo. Nestes métodos, os conhecimentos, habilidades
e tarefas são apresentados, explicadas e demonstradas pelo professor, além dos
trabalhos planejados individuais, a elaboração conjunta de atividades entre professores e
alunos visando à obtenção de novos conhecimentos e os trabalhos em grupo. Dessa
maneira designamos todos os meios e recursos matérias utilizados pelo professor e pelos
alunos para organização e condução metódica do processo de ensino e aprendizagem
(LIBÂNEO, 1994 Pág. 173).

Avaliação Escolar
A avaliação escolar é uma tarefa didáctica necessária para o trabalho docente,
que deve ser acompanhado passo a passo no processo de ensino e aprendizagem.
Através da mesma, os resultados vão sendo obtidos no decorrer do trabalho em conjunto
entre professores e alunos, a fim de constatar progressos, dificuldades e orientá-los em
seus trabalhos para as correcções necessárias. Libâneo (1994).

A avaliação escolar é uma tarefa complexa que não se resume à realização de


provas e atribuição de notas, ela cumpre funções pedagógico-didácticas, de diagnóstico
e de controle em relação ao rendimento escolar.

A função pedagógico-didáctica refere-se ao papel da avaliação no cumprimento


dos objectivos gerais e específicos da educação escolar. Ao comprovar os resultados do
processo de ensino, evidencia ou não o atendimento das finalidades sociais do ensino,
de preparação dos alunos para enfrentar as exigências da sociedade e inseri-los ao meio
social. Ao mesmo tempo, favorece uma atitude mais responsável do aluno em relação
ao estudo, assumindo-o como um dever social. Já a função de diagnóstico permite
identificar progressos e dificuldades dos alunos e a actuação do professor que, por sua
vez, determinam modificações do processo de ensino para melhor cumprir as exigências
dos objectivos. A função do controle se refere aos meios e a frequência das verificações
e de qualificação dos resultados escolares, possibilitando o diagnóstico das situações
didácticas (LIBÂNEO, 1994).

No entanto a avaliação na pratica escolar nas escolas tem sido bastante criticada
sobre tudo por reduzir-se à sua função de controle, mediante a qual se faz uma
classificação quantitativa dos alunos relativa às notas que obtiveram nas provas. Os
professores não tem conseguido usar os procedimentos de avaliação que sem dúvida,
implicam o levantamento de dados por meio de testes, trabalhos escritos etc. Em relação
aos objetivos, funções e papel da avaliação na melhoria das atividades escolares e
educativas, tem-se verificado na pratica escolar alguns equívocos. (LIBÂNEO, Pág.
198- 1994).

O mais comum é tomar a avaliação unicamente como o ato de aplicar provas,


atribuir notas e classificar os alunos. O professor reduz a avaliação à cobrança daquilo
que o aluno memorizou e usa a nota somente como instrumento de controle. Tal ideia é
descabida, primeiro porque a atribuição de notas visa apenas o controle formal, com
objetivo classificatório e não educativo; segundo porque o que importa é o veredito do
professor sobre o grau de adequação e conformidade do aluno ao conteúdo que
transmite.

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Outro equívoco é utilizar a avaliação como recompensa aos bons alunos e
punição para os desinteressados, além disso, os professores confiam demais em seu olho
clínico, dispensam verificações parciais no decorrer das aulas e aqueles que rejeitam as
medidas quantitativas de aprendizagem em favor de dados qualitativos (LIBÂNEO,
1994).

O entendimento correto da avaliação consiste em considerar a relação mútua


entre os aspectos quantitativos e qualitativos. A escola cumpre uma função determinada
socialmente, a de introduzir as crianças, jovens e adultos no mundo da cultura e do
trabalho, tal objectivo não surge espontaneamente na experiência das crianças, jovens e
adultos, mas supõe as perspectivas traçadas pela sociedade e controle por parte do
professor.

Por outro lado, a relação pedagógica requer a independência entre influências


externas e condições internas do aluno, pois nesse contexto o professor deve organizar o
ensino objectivando o desenvolvimento autónomo e independente do aluno (LIBÂNEO,
1994).

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A profissão docente e sua repercussão social
Segundo Libâneo (1994) o trabalho docente é a parte integrante do processo
educativo mais global pelo qual os membros da sociedade são preparados para a
participação da vida social. Com essas palavras Libâneo deixa bem claro o importante e
essencial papel do professor na inserção e construção social de cada individuo em
formação. O educador deve ter como principal e fundamental compromisso com a
sociedade formar alunos que se tornem cidadãos ativos, críticos, reflexivos e
participativos na vida social.

O docente no processo de ensino e aprendizagem é a ponte de mediação entre o


aluno em formação e o meio social no qual está inserido; uma vez que ele vai através de
instruções, conteúdos e métodos orientar aos seus alunos a viver socialmente. Sendo a
educação um fenômeno social necessário à existência e funcionamento de toda a
sociedade, exige-se a todo instante do professor as competências técnicas e teóricas para
a transmissão desses conhecimentos que são essenciais para a manutenção e progresso
social.

O processo educacional, notadamente os objetivos, conteúdos do ensino e o


trabalho do professor são regidos por uma série de exigências da sociedade, ao passo
que a sociedade reclama da educação a adequação de todos os componentes do ensino
aos seus anseios e necessidades. Porém a prática educativa não se restringe as
exigências da vida em sociedade, mas também ao processo de promover aos indivíduos
os saberes e experiências culturais que o tornem aptos a atuar no meio social e
transformá-lo em função das necessidades econômicas, sociais e políticas da
coletividade (LIBÂNEO, 1994 pág.17). O professor deve formar para a emancipação,
reflexão, criticidade e atuação social do indivíduo e não para a submissão ou o
comodismo.

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Conclusão

Os planos precisam estar vinculados à prática, por isso muitas vezes precisam
ser revistos e refeitos. O professor precisa ir criando e recriando sua própria didáctica,
enriquecendo sua prática profissional e ganhando mais segurança. - O planejamento
deve ser encarado também como uma oportunidade de reflexão e avaliação da sua
prática.

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Referências Bibliográficas

ALTHAUS, M.T.M. Ação didática no ensino superior: a


docência em discussão. Rev. Teoria e Prática da Educação, v.7,
n.1, abr. 2004.

LIBÂNEO, José Carlos. A Didática e as exigências do


processo de escolarização: formação cultural e científica e
demandas das práticas socioculturais. Disponível em:

LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.

LIBÂNEO. José Carlos. O essencial da didática e o trabalho


de professor em busca de novos caminhos: Disponível em:
[Link] em
23.11.2013.

TAVARES, Rosilene Horta, Didática Geral. Belo Horizonte:


Editora, UFMG, 2011.

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