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Salvamento Aquático e Suporte de Vida

Apresentação
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SALVAMENTO AQUÁTICO

APH APLICADO AO SERVIÇO DE


GUARDA-VIDAS
Instrutor: Maj BM Alexandre
OBJETIVOS
Ampliar conhecimentos para:

● Compreender a fisiopatologia do afogamento;


● Classificar o afogamento quanto à gravidade, natureza e causa;
● Compreender a Cadeia de sobrevivência do afogamento;
● Compreender as possíveis causas de TRM em águas rasas e como prevenir;
● Conhecer os seres marinhos que oferecem maior risco aos banhistas.
OBJETIVOS
Desenvolver habilidades para:

● Aplicar técnicas de suporte básico de vida, dentro e fora da água, em vítimas de


afogamento;
● Aplicar técnicas adequadas para o socorro de vítimas de traumatismo
raquimedular (TRM) em acidentes aquáticos;
● Proceder corretamente no auxílio às vítimas de acidentes com seres marinhos.
OBJETIVOS
Fortalecer atitudes para:

● Agir sempre em observâncias aos preceitos éticos e morais;


● Atuar com segurança e cuidado;
● Ter consciência da importância do uso do EPI;
● Demonstrar controle emocional;
● Reconhecer suas capacidades e limitações;
● Aguçar a capacidade de observação;
● Trabalhar em equipe.
1. Fisiopatologia do
Afogamento
Relembrando - Sistema Respiratório
Relembrando - Conceito de Afogamento

Afogamento é a aspiração
de líquido não corporal,
causada por submersão ou
imersão.
Mecanismo da Lesão no Afogamento
No afogamento, a função respiratória fica
prejudicada pela entrada de líquido nas vias aéreas,
interferindo na troca de oxigênio (O2) - gás
carbônico (CO2) de duas formas principais:

1. Obstrução parcial ou completa das vias aéreas superiores por uma


coluna de líquido, nos casos de submersão súbita e/ou;

2. Pela aspiração gradativa de líquido até os alvéolos.


Mecanismo da Lesão no Afogamento
Estes dois mecanismos de lesão provocam a
diminuição ou abolição da passagem do O2 para
a circulação e do CO2 para o meio externo, e
serão maiores ou menores de acordo com a
quantidade e a velocidade em que o líquido foi
aspirado. Se o quadro de afogamento não for
interrompido, esta redução de oxigênio levará a
parada respiratória que conseqüentemente em
segundos ou poucos minutos provocará a parada
cardíaca.
Mecanismo da Lesão no Afogamento
Haverá maior entrada de
água no pulmão direito em
Pulmão Pulmão
relação ao esquerdo, em direito esquerdo

decorrência da diferença de
angulação dos brônquios.
Esta é a razão pela qual
utilizamos o Decúbito
Lateral Direito (DLD).
2. Classificação do
Afogamento
Classificação do Afogamento
1. Quanto ao tipo de água;
2. Quanto à causa do afogamento;
3. Quanto à gravidade do afogamento.
Quanto ao tipo de água
a. Afogamento em água doce: piscinas, rios, lagos ou tanques;
b. Afogamento em água salgada: mar;
c. Afogamento em água salobra: encontro de água doce com o mar;
d. Afogamento em outros líquidos não corporais: tanque de óleo ou
combustível, entre outros.
Quanto ao tipo de água
Há alguns anos, pensava-se que os diversos tipos de água produziam quadros de
afogamento diferentes. Hoje, sabemos que os afogamentos de água doce, mar ou
salobra não necessitam de qualquer tratamento diferenciado entre si e possuem o
mesmo prognóstico.
Quanto à causa do afogamento
a. Afogamento Primário: quando não existem indícios de uma causa do
afogamento;
b. Afogamento Secundário: quando existe alguma causa que tenha
impedido a vítima de se manter na superfície da água e, em
conseqüência precipitou o afogamento: drogas (36,2%) (mais freqüente
o álcool), convulsão, traumatismos, doenças cardíacas e/ou pulmonares,
acidentes de mergulho e outras.
Quanto à gravidade do afogamento
A Classificação de afogamento permite ao socorrista estabelecer a gravidade
de cada caso, indicando a conduta a ser seguida. A classificação não tem
caráter evolutivo, devendo ser estabelecida no local do afogamento ou no
1° atendimento, com o relato de melhora ou piora do quadro.
Quanto à gravidade do afogamento
GRAU SINAIS E SINTOMAS PRIMEIROS PROCEDIMENTOS

Sem tosse, espuma na


boca/nariz, dificuldade na Avalie e libere do próprio local do
Resgate
respiração ou parada respiratória afogamento
ou PCR

Avaliar a vítima (ABCDE);


Fazer a vítima repousar e
Tosse sem espuma na boca ou tranquilizá-la;
1
nariz Conduzir ao hospital, caso
necessário.
Quanto à gravidade do afogamento
GRAU SINAIS E SINTOMAS PRIMEIROS PROCEDIMENTOS

Avaliar a vítima (ABCDE) e mantê-la em DLD;


Limpeza de Vômitos e Secreções;
Ministrar O2 a 5 L/min (nasal);
Pouca espuma na
2 Monitorar sinais vitais e dar apoio psicológico
boca e/ou nariz.
(tranquilizá-la);
Aquecer a vítima;
Encaminhar ao hospital.

Avaliar a vítima (ABCDE) e mantê-la em DLD;


Limpeza de Vômitos e Secreções;
Muita espuma na
Ministrar O2 a 15 L/min (máscara facial);
boca e/ou nariz com
3 Monitorar sinais vitais e dar apoio psicológico
pulso radial
(tranquilizá-la);
palpável.
Aquecer a vítima;
Encaminhar ao hospital.
Quanto à gravidade do afogamento
GRAU SINAIS E SINTOMAS PRIMEIROS PROCEDIMENTOS

Avaliar a vítima (ABCDE) e mantê-la em DLD;


Limpeza de vômitos e secreções;
Ministrar O2 a 15 L/min (máscara facial);
Muita espuma na boca Monitorar sinais vitais e dar apoio psicológico
4 e/ou nariz sem pulso (tranquilizá-la);
radial palpável. Aquecer a vítima;
Realizar transporte imediato;
Durante o transporte estar atento à necessidade de
manobras de reanimação.

Parada respiratória,
Efetuar ventilação artificial, SEM RCP;
com pulso carotídeo
5 Após retornar a respiração espontânea - trate
ou sinais de circulação
como grau 4.
presente.
Quanto à gravidade do afogamento
GRAU SINAIS E SINTOMAS PRIMEIROS PROCEDIMENTOS

Reanimação Cárdio-Pulmonar (RCP) (2


Parada boca-a-boca + 30 compressões cardíaca
6 Cárdio-Respiratória com 1 socorrista ou 2x15 com 2
(PCR). socorristas);
Após sucesso da RCP - trate como grau 4

PCR com tempo de


submersão > 1 h, ou
Já Não inicie RCP, acione o Instituto Médico
rigidez cadavérica, ou
cadáver Legal.
decomposição corporal
e/ou livores.
Quanto à gravidade do afogamento
GRAU ÍNDICE DE MORTALIDADE

Resgate 0,0%

1 0,0%

2 0,6%

3 5,2%

4 19,4%

5 44%

6 93%
Você encontrou uma pessoa boiando na água em um lugar com menos de 60 cm de
profundidade, quais as possibilidades de diagnóstico?

a) Mal súbito.

b) Convulsão (epilepsia).

c) Trauma de coluna cervical.

d) Todas as acima.
9. Correlacione às colunas conforme o grau de afogamento

1 - Resgate ( ) Parada respiratória. 2


- Grau 1

3 - Grau 2

4 - Grau 3

5 - Grau 4 ( ) PCR 6
- Grau 5 ( ) Apenas tosse. 7
- Grau 6
3. Cadeia de
Sobrevivência do
Afogamento
CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA DO
AFOGAMENTO
Trata-se de uma ferramenta educativa que apresenta o passo-a-passo do
afogamento, detalhando as ações que devem ser adotadas desde a prevenção até o
atendimento.

Fonte: SOBRASA
4. Suporte Básico de
Vida
Dentro da Água
Suporte Básico de Vida Dentro da Água

Fonte: SOBRASA
Suporte Básico de Vida Dentro da Água
Em vítimas inconscientes, a realização do boca-a-boca, ainda dentro da água,
aumenta a sobrevida sem sequelas em 3 vezes. Com a estimativa de que o tempo de
retorno à área seca pode ser de 3 a 10 vezes maior do que o tempo para atingir a
vítima, o conhecimento técnico do suporte básico de vida dentro da água encurta o
tempo de hipoxemia (baixa do oxigênio no sangue), restaurando mais precocemente a
ventilação e a oxigenação desta vítima. A preciosa economia destes minutos pode
ser a diferença entre a vida e a morte do afogado.
Suporte Básico de Vida Dentro da Água

● Reconheça o nível de consciência da vítima.


● Se consciente, não há necessidade de suporte de vida dentro da água, somente
quando chegar à área seca;
● Se inconsciente, reconheça a parada respiratória ainda dentro da água;
● O suporte básico de vida dentro da água poderá ser realizado por 2 ou mais GV
sem material, podendo, ainda, ser executado com apenas um GV com material
de flutuação, entretanto, somente quando não houver risco ao GV;
● Um GV sustenta a vítima e o outro abre as vias aéreas e checa a respiração;
Suporte Básico de Vida Dentro da Água
● Em caso de ausência de respiração realiza no máximo 10 ventilações
boca-a-boca. Esta medida evita a progressão da parada respiratória (grau 5)
para uma PCR (grau 6);
● Caso haja retorno da ventilação, o GV resgata a vítima até a área seca,
observando a cada minuto se a vítima continua respirando;
● Caso não obtenha sucesso no retorno da respiração, considere que a vítima está
em PCR e resgate-a o mais rápido possível até a área seca para uma completa
ressuscitação cárdio-pulmonar.
Algoritmo de Ressuscitação na Água

Fonte: SOBRASA.
Ventilação dentro da água – GV sozinho

Fonte: CBMPR.
Ventilação dentro da água – Dupla de GV

Fonte: CBMPR.
5. Suporte Básico de
Vida
Fora da Água
Transporte Australiano

Fonte: CBMAL.
Transporte Australiano
Este tipo de transporte reduz a incidência de vômitos e permite manter as vias
aéreas permeáveis.

● Coloque seu braço esquerdo por sob a axila esquerda da vítima e trave o braço
esquerdo;
● O braço direito do GV por sob a axila direita da vítima segurando o queixo de
forma a abrir as vias aéreas, desobstruindo-as, permitindo a ventilação durante
o transporte.
SBV - Fora da Água
Avalie a cena para sua segurança e utilize EPI sempre que possível;

Em seguida deve-se checar a resposta da vítima perguntando: “Você está me


ouvindo?” Se houver resposta, há indicação de ser um caso de resgate ou grau 1, 2,
3, ou 4;

Coloca-se a vítima em posição lateral de segurança e aplica-se o tratamento


apropriado para o grau de afogamento;
SBV - Fora da Água
Se não houver resposta, checar a respiração - ver, ouvir e sentir. Se houver
respiração é um caso de resgate, ou grau 1, 2, 3, ou 4. Coloque em posição lateral
de segurança e aplique o tratamento apropriado para grau de afogamento;

Se não houver respiração, realizar cinco ventilações. É altamente recomendável a


utilização de barreira de proteção (máscara);

Palpar o pulso arterial carotídeo ou checar sinais de circulação ou reação à


ventilação feita;

;
SBV - Fora da Água
Se houver pulso, é uma parada respiratória isolada - grau 5. Mantenha somente a
ventilação em uma taxa de 12 a 16 vezes por minuto até o retorno espontâneo da
respiração. Se não houver pulso ou sinais de circulação, inicie 30 compressões, em
caso de 1 socorrista, ou 15 compressões em caso de 2 socorristas, para casos de
afogamento. A velocidade destas compressões deve ser de 100 vezes em 60
segundos. Em crianças de 1 a 9 anos utilize apenas uma mão para as compressões.
Posição Lateral de Segurança

Fonte: CBMAL.
6. Traumatismo
Raquimedular em
Acidentes Aquáticos
TRM em Acidentes Aquáticos
TRM em Acidentes Aquáticos
Mesmo que as estatísticas de ocorrências nos mostrem que
o número de vítimas de TRM em ambiente aquático é
pequeno, devemos ter o cuidado de procurar por sinais ou
evidências que nos indiquem esse tipo de incidente, antes
de decidirmos pela abordagem a ser realizada na vítima.
Sinais e evidências que podem indicar TRM
● Vítima se afogando em local raso;
● Vítima politraumatizada dentro da água – acidente de barco, aeroplano,
avião, prancha, moto-aquática e outros;
● Vítima testemunhada ou com história compatível com trauma cervical,
craniano ou torácico superior dentro da água;
● Mergulhos de altura na água – trampolim, cachoeira, pedras, pontes e
outros;
Sinais e evidências que podem indicar TRM
● Mergulho em águas rasas (mergulho ou cambalhotas na beira da água);
● Surf de prancha ou de peito;
● Traumatismos em embarcações;
● Queda em pé (desembarque de barco em água escura);
● Esportes aquáticos radicais.
Sintomas e sinais sugestivos de TRM
● Dor em qualquer região da coluna vertebral;
● Traumatismo facial ou de crânio;
● “Formigamento” (anestesia) ou paralisia de qualquer parte do corpo
abaixo do pescoço.
Técnicas para suspeita de TRM em afogados
1. Técnica Americana;
2. Técnica Cruz Vermelha 1;
3. Técnica Cruz Vermelha 2.
Técnica Americana

Fonte: CBMGO.
Técnica Americana

[Link]
Técnica Cruz Vermelha 1

Fonte: CBMGO.
Técnica Cruz Vermelha 1

[Link]
Técnica Cruz Vermelha 2

Fonte: CBMGO.
Técnica Cruz Vermelha 2

[Link]
7. Acidentes com Seres
Marinhos
Caravelas
Têm o corpo gelatinoso, de cor roxo-azulada, com uma parte
semelhante a uma bexiga visível acima da linha da água. Os tentáculos
podem ter até 30 metros e possuem, em sua superfície, estruturas
denominadas nematocistos que funcionam como pequenas agulhas que
injetam toxinas urticantes. Nos casos mais graves, provocam
câimbras, náuseas, vômitos, desmaios, convulsões, arritmias
cardíacas e problemas respiratórios.

Em caso de contato, remova os tentáculos com luvas, pinças ou lâminas; não esfregue o
ferimento; aplique compressas de água do mar gelada ou bolsas de gelo; utilize
compressas de vinagre; não lave com água doce, nem use álcool ou urina; procure
auxílio médico.
Caravelas

Fonte: CBMAL.
Águas-vivas
São gelatinosas, com aspecto de guarda-chuva ou prato.
Possuem tentáculos urticantes. Nadam geralmente em grupo.
A maioria é pequena e inofensiva. Podem causar desde
dermatites discretas até lesões intensamente dolorosas e
necrose da pele. Em geral, causam os mesmos problemas
provocados por caravelas e o procedimento, em caso de lesão,
é aplicar bolsas de gelo, vinagre e procurar auxílio médico.
Arraias
São peixes achatados, com nadadeiras largas e cauda
comprida. Ficam enterrados em fundos arenosos ou
lodosos. Costumam se aproximar da praia no verão.
Algumas espécies possuem um ou mais ferrões na base
da cauda, que podem ser introduzidos na vítima se ela
se aproximar muito ou pisá-las. Mergulhe o ferimento
em água quente por 30 a 90 minutos e procure
imediatamente um médico.
Arraias
Bagres
São peixes muito comuns em águas rasas, em fundos
arenosos ou lodosos. Possuem dois pares de barbilhões
ao redor da boca e três espinhos serrilhados nas
nadadeiras dorsal e peitorais. A maioria dos acidentes
ocorre com banhistas que pisam nos bagres mortos na
areia.

O ferimento pode causar dor forte por cerca de seis horas e, em alguns casos,
necrose da pele, febre e vômitos. Mergulhe o ferimento em água quente por
30 a 90 minutos e procure imediatamente um médico.
Bagres

Fonte: CBMAL.
Vídeo - Caravela, Água-viva, Arraia e Bagre

[Link]
Ouriços-do-mar
São animais de corpo mais ou menos esférico. Possuem
espinhos abundantes, rígidos e quebradiços. São comuns
sobre rochas, entre pedras ou em fundo arenoso e são
responsáveis por um grande número de acidentes no litoral. Os
espinhos podem causar dor intensa quando ao penetrar na
pele. Em alguns casos são venenosos e podem causar
vermelhidão, inchaço e infecções secundárias. Para aliviar a
dor, faça banhos de água quente. É importante procurar
auxílio de profissionais de saúde para evitar infecções
secundárias.
Ouriços-do-mar
Moréias
Embora pareçam cobras e pareçam bravas, são peixes
pacíficos. Vivem em águas rasas, em tocas e frestas nas
rochas. Têm visão ruim e, por isso, podem confundir
nossos dedos com comida. Em caso de mordida, lave
com água e sabão. Comprima a região de sangramento
com uma compressa e faça banhos de água quente no
local por 30 a 90 minutos. Não use torniquete e
procure auxílio médico.
Moréias

[Link]
Referências
CBMPR. Manual Técnico de Salvamento Aquático. 2014.

CBMGO. Manual Operacional de Bombeiros: Guarda-vidas. 2017.

SOBRASA. Manual de Emergências Aquáticas. 2017.

MIRANDA, Paulo. Disponível em: <[Link] Acesso em:


09/01/2019.

YOUTUBE. Disponível em: <[Link] Acesso em:


02/02/2019.

SOBRASA. Disponível em: <[Link] Acesso em:


02/02/2019.

GLOBO. Disponível em: <[Link] Acesso em: 05/02/2019.

YOUTUBE. Disponível em: <[Link] Acesso em:


05/02/2019.

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