Introdução à Probabilidade e Cálculos
Introdução à Probabilidade e Cálculos
PROBABILIDADE
Aula 1
INTRODUÇÃO À PROBABILIDADE
Introdução à probabilidade
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importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la?
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Bons estudos!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Esperamos que esteja bem! Qual é a probabilidade de ser atingido por um raio em comparação com
a de ganhar na Mega Sena? Embora possa soar como uma piada, a realidade é que o primeiro
evento é mais provável do que o segundo. As chances de acertar as seis dezenas na Mega Sena são
aproximadamente uma em 50 milhões, enquanto as chances de ser atingido por um raio ao longo da
vida são uma em 1 milhão, de acordo com o Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT).
[Link] 1/41
30/11/24, 14:48 Probabilidade
Nesta aula, estudaremos as noções básicas que envolvem a probabilidade. A fim de entender como
podemos aplicar esse conceito, suponha uma empresa de peças automobilística esteja realizando
um teste de qualidade; para isso, selecionou um lote formado por 100 peças boas, 8 com defeitos e 3
com defeitos graves. Sabendo que uma peça é escolhida aleatoriamente, indique a probabilidade de
que:
Bons estudos!
Vamos Começar!
O estudo da probabilidade como ramo da matemática tem raízes que remontam a mais de três
séculos, e sua origem está ligada a problemas relacionados a jogos de azar. O conceito de
probabilidade diz respeito à análise da aleatoriedade e da incerteza. Sempre que estamos diante de
uma situação que envolve múltiplos desfechos, a teoria de probabilidade fornece ferramentas para
quantificar as probabilidades ou as possibilidades ligadas a esses diferentes desfechos (Devore,
2018).
Por exemplo, ao jogar um dado não viciado, a probabilidade de cair a face com o número 2 é de
aproximadamente 0,17%. Como podemos determinar esse valor? Antes precisamos entender alguns
conceitos. A ação de jogar o dado é denominada experimento. Segundo Larson e Farber (2015, p.
125, grifo nosso), “um experimento probabilístico é uma ação, ou tentativa sujeita à lei do acaso,
pela qual resultados específicos (contagens, medições ou respostas) são obtidos”.
Ao lançar um dado não viciado, as opções para as faces que ficarão voltadas para cima são: a face
com o número 1, a face com o número 2, a face com o número 3, a face com o número 4, a face com
o número 5 e a face com o número 6. Em outras palavras, ao lançar um dado, temos 6 possibilidades
de faces voltadas para cima. A todas essas possibilidades damos o nome de espaço amostral,
descrito por Larson e Farber (2015, p. 125) como “o conjunto de todos os resultados possíveis de um
experimento probabilístico”. Geralmente denotamos o espaço amostral pela letra grega Ω.
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Quando expressamos o desejo de calcular a probabilidade de que a face com o número 2 seja a que
apareça, estamos examinando uma das seis possibilidades existentes no espaço amostral. Nesse
contexto, consideramos que a ocorrência da face com o número 2 constitui um evento. “Um evento é
um subconjunto do espaço amostral. Ele pode consistir em um ou mais resultados” (Larson; Farber,
2015, p. 125, grifo nosso).
A abordagem empregada para calcular uma probabilidade está relacionada ao tipo específico de
probabilidade em questão. Existem três categorias principais: probabilidade clássica, probabilidade
empírica e probabilidade subjetiva. A probabilidade de um evento A é representada como P(A) e
pronunciada como “probabilidade do evento A” (Larson; Farber, 2015). Vamos direcionar nossa
atenção para a probabilidade clássica, também conhecida como probabilidade teórica, aplicada
quando todos os resultados em um espaço amostral têm a mesma probabilidade de ocorrência. A
probabilidade clássica para um evento A é dada por:
ú
n mero de resultado do evento A n(A)
P (A) = =
ú
n mero total de resultados ç
do espa o amostral n(Ω)
No caso do exemplo do dado, temos que n(Ω) = 6 e que n(A) = 1 , em que A é o evento cair a
face 2; logo, a probabilidade será:
1
P (A) = ≈ 0,17
6
É importante notar que a probabilidade não pode assumir valores negativos nem superar 1. Em
outras palavras, a probabilidade de ocorrência de um evento A deve estar no intervalo de 0 a 1,
0 ≤ P (A) ≤ 1 , podendo ser representada em porcentagem, ou seja, 0 ≤ P (A) ≤ 100% .
Por exemplo, se jogarmos um dado e o evento A for “o número é menor que 5”, o complemento
desse evento será “o número é maior ou igual a 5”. Em símbolos, temos: A = {1,2, 3,4} e seu
complemento A ' = {5,6} .
Utilizando o fato de que a soma das probabilidades de todos os eventos é 1, podemos determinar a
probabilidade de A ' :
'
P (A) + P (A ) = 1
'
P (A ) = 1 − P (A)
' 4 2 1
P (A ) = 1 − = =
6 6 3
Siga em Frente...
Com base nos conceitos vistos até o momento, vamos resolver o exemplo 1.
Exemplo 1
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30/11/24, 14:48 Probabilidade
Três cavalos (A, B e C) estão em uma corrida. A tem duas vezes mais probabilidades de ganhar que
B, e B tem duas vezes mais probabilidades de ganhar que C. Quais são as probabilidades de vitória
de cada um?
A = o cavalo A vencer.
B = o cavalo B vencer.
C = o cavalo C vencer.
Sabemos que A tem duas vezes mais probabilidades de ganhar que B, isto é, P (A) = 2P (B) , e que
B tem duas vezes mais probabilidades de ganhar que C, ou seja, P (B) = 2P (C) . Como não
sabemos o valor de P (C), vamos considerar que P (C) = x , assim temos que
P (B) = 2P (C) = 2x e que P (A) = 2P (B) = 2 ⋅ 2x = 4x . Sabemos que a soma das
probabilidades de todos os eventos de um espaço amostral é 1, logo:
4x + 2x + x = 1
7x = 1
1
x =
x
Logo, P (C) =
1
7
, P (B) =
2
7
e P (A) =
4
7
.
0 ≤ P (A) ≤ 1
P (Ω) = 1
Se dois eventos são mutuamente exclusivos, ou seja, não apresentam nenhuma dependência,
então a probabilidade de um ou outro acontecer é a soma de suas probabilidades individuais:
P (A ∪ B) = P (A) + P (B) .
Quando lidamos com dois eventos, eles podem ser categorizados como independentes ou
dependentes. Eventos são considerados independentes quando a ocorrência de um deles não tem
impacto na ocorrência do outro. Por exemplo, lançar uma moeda ao ar pode resultar em cara em
uma ocasião, e esse resultado não está relacionado ao resultado anterior. Dois eventos, quando são
mutuamente exclusivos, dependem um do outro para ocorrer, portanto são denominados eventos
dependentes. Tomando como exemplo um jogo de cartas de baralho, se você retirar um rei de
espadas na primeira tentativa, a probabilidade de retirar um rei de espadas na segunda tentativa será
nula, uma vez que não há mais reis de espadas no baralho. Portanto, a probabilidade de retirar uma
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30/11/24, 14:48 Probabilidade
carta específica na segunda tentativa está condicionada à carta retirada na primeira tentativa,
tornando esses eventos dependentes.
P (A∩B)
P (A/B) = ou P (A ∩ B) = P (A/B) ⋅ P (B)
P (B)
Lê-se: a probabilidade de o evento A acontecer se o evento B já tiver ocorrido. Quando lidamos com
dois eventos independentes e desejamos calcular a probabilidade de ambos ocorrerem
simultaneamente, podemos aplicar a regra da multiplicação, que estabelece que
(A ∩ B) = P (A) ⋅ P (B) .
Exemplo 2
Consideremos 250 alunos que cursam o primeiro ciclo de uma faculdade. Desses alunos, 100 são
homens e 150 são mulheres, 110 cursam Física e 140 cursam Química. A Tabela 1 sintetiza a
distribuição dos alunos.
Homem 40 60 100
Mulher 70 80 150
Considerando que um aluno é sorteado ao acaso, qual é a probabilidade de que esteja cursando
Física e seja mulher?
Vamos considerar que A seja o evento “cursar Física” e B seja o evento “ser mulher”. Assim, para
encontrar a probabilidade de que um aluno esteja cursando Física e seja uma mulher, você pode usar
a fórmula da probabilidade condicional:
P (A∩B)
P (A/B) =
P (B)
Primeiramente temos que determinar a probabilidade de cursar Física e ser mulher. De acordo com a
Tabela 1, há 70 mulheres cursando Física. Agora, precisamos analisar a probabilidade de um aluno
ser mulher, que é 150. Assim, a probabilidade de escolher um aluno que cursa Física e seja mulher é:
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30/11/24, 14:48 Probabilidade
P (A∩B) 70 7
P (A/B) = = = ≈ 0,47 ou 47%
P (B) 150 15
Observe que o estudo da probabilidade condicional é crucial para lidar com a incerteza e a
dependência entre eventos em uma ampla variedade de contextos, desde a ciência até a vida
cotidiana, e é uma ferramenta fundamental para a tomada de decisões informadas.
Vamos Exercitar?
Agora que você já conheceu os princípios básicos da probabilidade e da probabilidade condicional,
vamos retomar nossa situação inicial. Considerando um lote de peças formado por 111 peças — 100
boas, 8 com defeitos e 3 com defeitos graves —, temos que determinar a probabilidade de alguns
eventos. Sabendo que uma peça é escolhida aleatoriamente, vamos determinar a probabilidade de
que:
Queremos determinar a probabilidade de que uma peça não tenha defeito grave (evento A), ou seja,
a peça pode ser boa ou ter defeitos, logo são 108 peças possíveis dentre as 111 peças do lote.
Assim, a probabilidade será:
108 36
P (A) = =
111 37
Ou seja, a probabilidade de que a peça não tenha defeitos graves é de aproximadamente 97%.
Queremos determinar a probabilidade de que uma peça não tenha defeito (evento B), ou seja, a peça
deve ser boa, logo são 100 peças possíveis dentre as 111 peças do lote. Assim, a probabilidade será:
100
P (B) =
111
Nesse caso, temos duas opções: a peça ser boa (evento B) ou ter defeitos graves (evento C). A
probabilidade de um dos dois eventos ocorrer será dada pela soma de cada um dos eventos, visto
que são eventos mutuamente exclusivos.
100 3 103
P (B ∪ C) = P (B) + P (C) = + =
111 111 111
Ou seja, a probabilidade de que a peça seja boa ou tenha defeitos graves é de aproximadamente
93%.
Agora vamos considerar que sejam retiradas duas peças ao acaso, para determinar a probabilidade
de que:
Temos que determinar a probabilidade de que tanto a primeira peça quanto a segunda sejam
perfeitas. Um ponto importante que devemos considerar é que ao, retirarmos a primeira peça, nosso
espaço amostral diminui uma unidade, visto que não há reposição de peças. Sabemos que a
probabilidade de a peça ser perfeita, ou seja, ser boa, é P (B) =
100
111
. A segunda peça também deve
ser boa, logo temos que diminuir uma unidade na quantidade de peças boas:
[Link] 6/41
30/11/24, 14:48 Probabilidade
100 99 9900 30
P (B e B) = ⋅ = =
111 110 12210 37
Queremos a probabilidade de que pelo menos uma peça seja perfeita, o que nos leva às seguintes
possibilidades:
100 99 9900 30
P (B e B) = ⋅ = =
111 110 12210 37
100 8 800 80
P (B e D) = ⋅ = =
111 110 12210 1221
100 3 300 10
P (B e C) = ⋅ = =
111 110 12210 407
3 100 300 10
P (C e B) = ⋅ = =
111 110 12210 407
8 100 800 80
P (D e B) = ⋅ = =
111 110 12210 1221
Somando essas probabilidades, teremos a probabilidade de que pelo menos uma seja perfeita:
30 80 10 10 80 110
+ + + + =
37 1221 407 407 1221 111
Ou seja, a probabilidade que pelo menos uma peça seja perfeita é de aproximadamente 99%.
Queremos a probabilidade de que nenhuma peça tenha defeito grave, o que nos leva às seguintes
possibilidades:
100 99 9900 30
P (B e B) = ⋅ = =
111 110 12210 37
100 8 800 80
P (B e D) = ⋅ = =
111 110 12210 1221
8 100 800 80
P (D e B) = ⋅ = =
111 110 12210 1221
8 7 56 28
P (D e D) = ⋅ = =
111 110 12210 6105
Somando essas probabilidades teremos a probabilidade de nenhuma peça ter defeito grave:
30 80 80 28 1926
+ + + =
37 1221 1221 6105 2035
[Link] 7/41
30/11/24, 14:48 Probabilidade
Ou seja, a probabilidade de que nenhuma peça tenha defeito grave é de aproximadamente 95%.
Queremos a probabilidade de que nenhuma peça seja boa, o que nos leva às seguintes
possibilidades:
A primeira peça tem defeito a segunda peça tem defeito (evento D):
8 7 56 28
P (D e D) = ⋅ = =
111 110 12210 6105
8 3 24 4
P (D e C) = ⋅ = =
111 110 12210 2035
3 8 24 4
P (C e D) = ⋅ = =
111 110 12210 2035
A primeira peça tem defeito grave a segunda peça tem defeito grave:
3 2 6 1
P (C e C) = ⋅ = =
111 110 12210 2035
28 4 4 1 1
+ + + =
6105 2035 2035 2035 111
Saiba Mais
Uma estratégia fundamental de aprendizado em matemática envolve a resolução de exercícios, pois
essa abordagem permite a aplicação das diversas propriedades ligadas aos conteúdos discutidos.
Portanto, recomendamos a leitura e a realização de alguns exercícios com os temas abordados
durante a aula.
Com o objetivo de aprimorar seus conhecimentos sobre o cálculo de probabilidades, recomendamos
que você leia o capítulo 8 do livro Estatística. Em seguida, escolha alguns exercícios para resolver.
Fique tranquilo, pois as respostas para esses exercícios estão disponíveis ao final de cada lista de
problemas.
Referências Bibliográficas
COSTA NETO, P. L. de O. Estatística. São Paulo: Blucher, 2006. Disponível em:
[Link] . Acesso em: 24 out. 2023.
[Link] 8/41
30/11/24, 14:48 Probabilidade
LARSON, R.; FARBER, B. Estatística aplicada. 6. ed. São Paulo: Pearson, 2015. Disponível em:
[Link] Acesso em: 24 out. 2023.
SILVA, E. M. da et al. Estatística. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2018. Disponível em:
[Link] Acesso em: 24 out. 2023.
Aula 2
DISTRIBUIÇÃO BINOMIAL
Distribuição binomial
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos
importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la?
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Bons estudos!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Esperamos que esteja bem! A aplicação das distribuições de probabilidade desempenha um papel
fundamental em estatística, probabilidade e uma variedade de disciplinas científicas e de engenharia
por várias razões. Por exemplo, as distribuições de probabilidade são essenciais para conduzir a
inferência estatística, que compreende a estimativa de parâmetros desconhecidos, a realização de
testes de hipóteses e a construção de intervalos de confiança com base em amostras de dados. Em
[Link] 9/41
30/11/24, 14:48 Probabilidade
muitos casos, a forma da distribuição da estatística de amostra é conhecida, o que permite realizar
inferências precisas.
a. De ocorrerem 6 caras.
b. De ocorrerem pelo menos 2 caras.
c. De não ocorrer coroa.
d. De ocorrerem pelo menos uma coroa.
Para isso, é fundamental compreender o conceito de variável aleatória e saber calcular uma
distribuição binomial.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Considere o espaço amostral de um lançamento de um dado e a observação da face superior,
representado por S = {1, 2, 3, 4, 5, 6}. Esse espaço amostral é composto de números reais. Agora,
considere o espaço amostral de um lançamento de uma moeda e a observação da face superior,
representado por S = {cara, coroa}. Nesse caso, o espaço amostral não é composto de números
reais.
Observe que, no espaço amostral do lançamento de um dado, podemos aplicar recursos estatísticos,
como média, variância e desvio-padrão, conceitos da Estatística Descritiva. No entanto, no caso do
lançamento de uma moeda, não faz sentido estabelecer média, variância e desvio-padrão, uma vez
que os elementos do espaço amostral não são valores numéricos. De maneira geral, quando o
espaço amostral de um experimento não é composto de números reais, não é possível utilizar
diretamente os recursos da Estatística Descritiva. Para que esses recursos possam ser aplicados, é
necessário definir uma função que mapeie o espaço amostral não numérico em um espaço amostral
numérico. Esse é o objetivo da definição de variável aleatória (Silva et al., 2018).
[Link] 10/41
30/11/24, 14:48 Probabilidade
fornecerá informações sobre como a probabilidade total de 1 é distribuída entre os três valores
possíveis. Utilizaremos a seguinte notação para as probabilidades na distribuição:
De acordo com o tipo de variável aleatória, existem diferentes distribuições de probabilidade. Quando
a variável aleatória é discreta, temos as distribuições discretas de probabilidade, e quando as
variáveis aleatórias são contínuas, temos as distribuições contínuas de probabilidade. Neste
momento, nosso foco é a distribuição binomial, um exemplo de distribuição discreta.
Siga em Frente...
A distribuição binomial é provavelmente a distribuição teórica mais simples possível. É aplicada a
cenários em que pode haver dois resultados. Tradicionalmente, esses dois resultados são rotulados
como “sucesso” e “fracasso”, embora essa designação seja arbitrária. De forma mais ampla, um dos
eventos, chamado “sucesso”, é representado pelo número 1, enquanto o outro evento, chamado
“fracasso”, é representado pelo número zero. A variável aleatória de interesse, denotada como X,
corresponde ao número de ocorrências do evento em determinado número de tentativas. O número
de tentativas, n, pode ser qualquer inteiro positivo, e a variável X pode assumir valores não
negativos inteiros, variando de 0 (se o evento de interesse não ocorrer em nenhuma das n tentativas)
a n (se ocorrer em todas as ocasiões). A distribuição binomial pode ser utilizada para calcular
probabilidades para cada um desses n + 1 possíveis valores de X, desde que as seguintes
condições sejam atendidas:
x x n−x
P (x) = P (X = x) = C n ⋅ p ⋅ q
em que:
x n!
Cn =
x!(n−x)!
Quando lidamos com uma distribuição discreta de probabilidade, é possível calcular a média
(esperança) e o desvio-padrão da distribuição. No contexto da distribuição binomial, temos o
seguinte:
[Link] 11/41
30/11/24, 14:48 Probabilidade
μ(x) = n ⋅ p
σ = √n ⋅ p ⋅ q
Com base nos conceitos que discutimos até agora, vamos explorar um exemplo.
Exemplo
Consideremos que certo time de voleibol tem 2/3 de probabilidade de vitória sempre que joga. Se
esse time jogar 5 partidas, qual é a probabilidade de esse time vencer pelo menos duas partidas?
Observe que são realizadas 5 tentativas, em cada uma das quais apenas um sucesso ou fracasso é
possível, e essas tentativas são independentes umas das outras. Dadas essas características,
podemos aplicar a distribuição binomial. É importante destacar que a questão requer a probabilidade
de vencer pelo menos duas partidas, o que implica vencer 2, 3, 4 ou 5 partidas. Portanto, precisamos
calcular a probabilidade para cada uma dessas situações e, em seguida, somar essas
probabilidades.
A variável aleatória “vencer a partida” será denotada por X . Sabemos que n = 5 , e que a
probabilidade de vencer é 2/3, ou seja, p =
2
3
. Logo, a probabilidade de não vencer é
q = 1 − p = 1 −
2
3
=
1
3
. Com base nessas informações, temos:
x x n−x
P (x) = P (X = x) = C ⋅ p ⋅ q
n
2 5−2 2 3
2 2 1 5! 2 1 4 1 40
P (2) = P (X = 2) = C ⋅ ( ) ⋅ ( ) = ⋅ ( ) ⋅ ( ) = 10 ⋅ ⋅ =
5 3 3 2!(5−2)! 3 3 9 27 243
3 5−3 3 2
3 2 1 5! 2 1 8 1 80
P (3) = P (X = 3) = C ⋅ ( ) ⋅ ( ) = ⋅ ( ) ⋅ ( ) = 10 ⋅ ⋅ =
5 3 3 3!(5−3)! 3 3 27 9 243
4 5−4 4 1
4 2 1 5! 2 1 16 1 80
P (4) = P (X = 4) = C ⋅ ( ) ⋅ ( ) = ⋅ ( ) ⋅ ( ) = 5 ⋅ ⋅ =
5 3 3 4!(5−4)! 3 3 81 3 243
5 5−5 5 0
5 2 1 5! 2 1 32 32
P (5) = P (X = 5) = C ⋅ ( ) ⋅ ( ) = ⋅ ( ) ⋅ ( ) = 1 ⋅ ⋅ 1 =
5 3 3 5!(5−5)! 3 3 243 243
P (X ≥ 2) = P (X = 2) + P (X = 3) + P (X = 4) + P (X = 5)
40 80 80 32 232
P (X ≥ 2) = + + + = ≈ 0,95
243 243 243 243 243
Esse problema pode ser abordado considerando o princípio de que a soma total das probabilidades é
igual a 1. Se desejamos calcular a probabilidade de vencer pelo menos duas partidas, isso significa
que não estamos interessados na probabilidade de vencer nenhuma partida ou apenas uma partida.
Subtraindo a soma das probabilidades de vencer nenhuma partida ou uma partida de 1, obteremos a
probabilidade de vencer pelo menos duas partidas, ou seja,
P (X ≥ 2) = 1 − [P (X = 0) + P (X = 1)] . Explore essa abordagem e você verá que chegará ao
mesmo resultado obtido anteriormente.
Vamos Exercitar?
Agora que você já conheceu os princípios relacionados à distribuição de probabilidade binomial,
vamos retomar nossa situação inicial. Nela, jogamos uma moeda 10 vezes e queremos determinar
[Link] 12/41
30/11/24, 14:48
x
P (X = x) = C n ⋅ p
P (1) = P (X = 1) = C
x
P (10) = P (X = 10) = C
⋅ q
(X ≥ 2) = 1 − [P (X = 0) + P (X = 1)]
P (0) = P (X = 0) = C
P (6) = P (X = 6) = C
6
⋅ (
0
10
1
10
P (X ≥ 2) = 1 − [
10
10
1
⋅ (
⋅ (
⋅ (
)
⎪
algumas probabilidades. Se considerarmos a variável aleatória “ocorrer cara”, há apenas duas
possibilidades: ou ocorre cara ou ocorre coroa. Além disso, o experimento foi realizado em 10
⎧p =
⎨ q = 1 − p =
2
⋅ (
)
1
⋅ (
⋅ (
)
1024
⋅ (
1
n = 10
a) De ocorrerem 6 caras.
10−6
2
10−1
)
+
=
10
1024
10−10
1
10!
Probabilidade
tentativas, e essas tentativas são independentes umas das outras. Dadas essas características,
6!(10−6)!
0!(10−0)!
10!
1!(10−1)!
] = 1 −
Nossa variável aleatória é a “ocorrência de cara", portanto a ausência de coroa só ocorrerá quando
obtivermos 10 caras.
10
=
⋅ (
10!
0!(10−0)!
Nossa variável aleatória é a “ocorrência de cara”. Logo, para ocorrer pelo menos uma coroa, temos
que excluir a possibilidade de não ocorrer nenhuma coroa, que nesse caso é a ocorrência de 10
caras. Assim, a probabilidade de ocorrer pelo menos uma coroa será:
[Link]
1
⋅ (
11
1024
)
10−0
=
10!
⋅ (
1
⋅ (
6
)
⋅ (
duas
2
⋅ (
⋅ (
)
1
1013
1024
10
)
⋅ (
4
)
= 210 ⋅
10
2
caras,
= 1 ⋅ 1 ⋅
= 10 ⋅
≈ 0,99
)
0
1
64
= 1 ⋅
⋅
1024
=
16
ou
1024
1
512
1
1
“ocorrer
⋅ 1 =
210
1024
seja,
1024
10
1024
≈ 0,21
1024
≈ 0,0009
13/41
30/11/24, 14:48 Probabilidade
P (X ≤ 9) = 1 − P (X = 10)
1 1023
= 1 − = ≈ 0,99
1024 1024
Para resolver problemas que envolvem a distribuição binomial, é possível empregar diferentes
estratégias, dependendo da interpretação do problema. Leia as questões com cuidado e tenha em
mente que a soma de todas as probabilidades sempre será igual a 1.
Saiba Mais
Uma estratégia fundamental de aprendizado em matemática envolve a resolução de exercícios, pois
essa abordagem permite a aplicação das diversas propriedades ligadas aos conteúdos discutidos.
Portanto, recomendamos a leitura e a realização de alguns exercícios com os temas abordados
durante a aula.
Com o objetivo de aprimorar seus conhecimentos sobre as distribuições discretas de probabilidade,
mais especificamente, a distribuição binomial, sugerimos a leitura da seção 4.2 do livro
https : //plataf orma. bvirtual. com. br/Acervo/P ublicacao/36874 . Após concluir a leitura do
capítulo, escolha alguns exercícios para resolver!
Referências Bibliográficas
COSTA NETO, P. L. de O. Estatística. São Paulo: Blucher, 2006. Disponível em:
[Link] . Acesso em: 24 out. 2023.
LARSON, R.; FARBER, B. Estatística aplicada. 6. ed. São Paulo: Pearson, 2015. Disponível em:
[Link] Acesso em: 24 out. 2023.
SILVA, E. M. da et al. Estatística. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2018. Disponível em:
[Link] Acesso em: 24 out. 2023.
Aula 3
DISTRIBUIÇÃO DE POISSON
Distribuição de Poisson
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30/11/24, 14:48 Probabilidade
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Bons estudos!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Esperamos que esteja bem! Você já estudou a distribuição de probabilidade binominal, utilizada
quando um experimento envolve eventos independentes que podem ser classificados como sucesso
ou fracasso e estamos interessados em calcular a probabilidade de certo número de sucessos em
um número fixo de tentativas.
Para ilustrar como podemos aplicar esse conceito, suponha que o engenheiro encarregado da
produção em uma fábrica de pneus decidiu testar a qualidade dos pneus fabricados. Para esse fim,
conduziu testes na pista e constatou que, em média, um pneu estourava a cada 5 mil quilômetros.
Com base nesses dados, responda:
a. Qual é a probabilidade de que um carro ande 5 mil quilômetros sem nenhum pneu estourar?
b. Qual é a probabilidade de que, em um teste de 3 mil quilômetros, haja dois pneus estourados?
Bons estudos!
Vamos Começar!
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30/11/24, 14:48 Probabilidade
Imagine que você tenha acabado de chegar em uma parada de ônibus e ser informado de que os
ônibus para o destino que você deseja passam a cada intervalo de 15 minutos. Agora, você se
pergunta sobre a probabilidade de um ônibus se aproximar nos próximos 10 minutos. Se alguém lhe
disser que o último ônibus passou há apenas um minuto, suas expectativas são baixas, mas se o
último ônibus passou há mais de 12 minutos, suas expectativas são consideravelmente mais
elevadas. À medida que o tempo decorrido desde a última ocorrência aumenta, a expectativa de uma
nova ocorrência também aumenta.
A variável aleatória que permite calcular a probabilidade desse tipo de ocorrência tem distribuição de
Poisson. A distribuição de Poisson é utilizada em estudos nos quais o enfoque não reside na
contagem de sucessos em um número específico de tentativas, como é o caso da distribuição
binomial, mas sim na quantificação dos sucessos ocorridos durante um período contínuo, que pode
ser um intervalo de tempo, espaço, entre outros. É uma distribuição de probabilidade discreta
utilizada para descrever a ocorrência de eventos em intervalos específicos. A variável aleatória
representa o número de vezes que o evento ocorre nesse intervalo (Silva et al., 2018). A distribuição
de Poisson é dada por:
−λ x
e ⋅λ
P (x) = P (X = x) =
x!
μ(X) = λ
σ(X) = √ λ
Com base nos conceitos que discutimos até agora, vamos abordar um exemplo.
Exemplo
Considere que uma máquina apresenta, em média, uma peça com defeito a cada 100 peças
fabricadas. Com base nessas informações, determine:
a. A probabilidade de, em um lote de 100 peças fabricadas por essa máquina, não existir nenhuma
peça defeituosa.
b. A probabilidade de, em um lote de 200 peças fabricadas por essa máquina, não existir nenhuma
peça defeituosa.
c. A probabilidade de, em um lote de 50 peças fabricadas por essa máquina, não existir nenhuma
peça defeituosa.
d. A probabilidade de, em um lote de 100 peças fabricadas por essa máquina, existirem 3 ou mais
peças defeituosas.
Solução
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−λ x
e ⋅λ
P (x) = P (X = x) =
x!
−1 0
e ⋅(1) e
−1
⋅1
P (0) = P (X = 0) = = ≈ 0,37
0! 1
b) O desafio consiste em calcular a probabilidade de que, em um lote de 200 peças, nenhuma delas
seja defeituosa. É importante notar que o intervalo de referência difere do intervalo mencionado no
enunciado. Para encontrar a média de peças defeituosas no novo intervalo, podemos empregar uma
regra de três:
ç
1 pe a − − − − − − − − − 100 pe as ç
ç
z pe as − − − − − − − −200 pe as ç
z ⋅ 100 = 1 ⋅ 200
200
z = = 2
100
Portanto, λ = 2 . Agora, vamos calcular a probabilidade de, em um lote de 200 peças, nenhuma ser
defeituosa:
−λ x
e ⋅λ
P (x) = P (X = x) =
x!
−2 0
−2
e ⋅(2) e ⋅1
P (0) = P (X = 0) = = ≈ 0,14
0! 1
c) Temos que determinar a probabilidade de que, em um lote de 50 peças, nenhuma seja defeituosa.
Nesse exemplo, o intervalo de referência também difere do intervalo mencionado no enunciado,
então primeiro temos que determinar o número médio de peças defeituosas nesse intervalo.
ç
1 pe a − − − − − − − − − 100 pe as ç
ç
z pe as − − − − − − − −50 pe as ç
z ⋅ 100 = 1 ⋅ 50
50
z = = 0,5
100
−0,5 0
−0,5
e ⋅(0,5) e ⋅1
P (0) = P (X = 0) = = ≈ 0,61
0! 1
d) É necessário calcular a probabilidade de que, em um lote de 100 peças, existam 3 ou mais peças
defeituosas. Não é prático calcular a probabilidade de exatamente 3, 4, ..., 100 peças defeituosas e
somá-las. Em vez disso, podemos adotar a abordagem de que a probabilidade de existirem 3 ou
mais peças defeituosas é igual a 1 menos a probabilidade de existirem menos de 3 peças
defeituosas. Portanto:
P (X ≥ 3) = 1 − (P (X = 2) + P (X = 1) + P (X = 0))
−1 2 −1 1 −1 0
e ⋅(1) e ⋅(1) e ⋅(1)
P (X ≥ 3) = 1 − [ + + ]
2! 1! 0!
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P (X ≥ 3) = 1 − 0,92 = 0,08
Siga em Frente...
Você já foi apresentado às duas distribuições discretas de probabilidade mais importantes. Saberia
destacar as diferenças fundamentais entre essas distribuições?
Vamos Exercitar?
Agora que você já conheceu os princípios relacionados à distribuição de probabilidade de Poisson,
vamos retomar nossa situação inicial. Esta consiste em determinar a probabilidade de estouro de
pneus considerando-se que, em um teste, contatou-se que, em média, um pneu estoura a cada 5 mil
quilômetros. É importante notar que o problema nos fornece a taxa média de ocorrência do evento no
intervalo de 5 mil quilômetros, um parâmetro fundamental na caracterização da distribuição de
Poisson.
a) O primeiro item solicita que determinemos a probabilidade de que um carro ande 5 mil quilômetros
sem nenhum pneu estourar. Observe que o intervalo de referência é o mesmo informado no
enunciado do problema. Sabemos que um pneu estourava a cada 5 mil quilômetros, assim ,e
λ = 1
a probabilidade será:
−λ x
e ⋅λ
P (x) = P (X = x) =
x!
−1 0
e ⋅(1) e
−1
⋅1
P (0) = P (X = 0) = = ≈ 0,37
0! 1
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b) No segundo item, temos que calcular a probabilidade de que, em um teste de 3 mil quilômetros,
haja dois pneus estourados. Observe que o intervalo de referência difere do intervalo do enunciado.
Para encontrar a média de pneus estourados no novo intervalo, podemos empregar uma regra de
três:
1 pneu − − − − − − − − − 5000 km
z pneus − − − − − − − −3000 km
z ⋅ 5000 = 1 ⋅ 3000
3000
z = = 0,6
5000
Portanto, λ = 0,6 . Agora, vamos calcular a probabilidade de que, em um teste de 3 mil quilômetros,
haja dois pneus estourados:
−λ x
e ⋅λ
P (x) = P (X = x) =
x!
−0,6 2
e ⋅(0,6)
P (2) = P (X = 2) = ≈ 0,099
2!
Ao resolver problemas que envolvem a distribuição de Poisson, é importante ter cuidado com a
ordem das operações. Lembre-se de que a potenciação deve ser resolvida primeiro, seguida pela
multiplicação e, por fim, a divisão. Isso é fundamental para garantir cálculos precisos e corretos ao
lidar com essa distribuição de probabilidade.
Saiba Mais
Uma estratégia fundamental de aprendizado em matemática envolve a resolução de exercícios, pois
essa abordagem permite a aplicação das diversas propriedades ligadas aos conteúdos discutidos.
Portanto, recomendamos a leitura e a realização de alguns exercícios com os temas abordados
durante a aula.
Com o objetivo de aprimorar seus conhecimentos sobre a distribuição de Poisson, sugerimos que leia
a seção 10.4 do livro Estatística. Após concluir a leitura do capítulo, escolha alguns exercícios para
resolver. Fique tranquilo, pois as respectivas respostas estão disponíveis ao final de cada lista de
problemas.
Referências Bibliográficas
COSTA NETO, P. L. de O. Estatística. São Paulo: Blucher, 2006. Disponível em:
[Link] . Acesso em: 24 out. 2023.
LARSON, R.; FARBER, B. Estatística aplicada. 6. ed. São Paulo: Pearson, 2015. Disponível em:
[Link] Acesso em: 24 out. 2023.
[Link] 19/41
30/11/24, 14:48 Probabilidade
SILVA, E. M. da et al. Estatística. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2018. Disponível em:
[Link] Acesso em: 24 out. 2023.
Aula 4
DISTRIBUIÇÃO NORMAL
Distribuição normal
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Bons estudos!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Esperamos que esteja bem! Você já teve a oportunidade de explorar duas distribuições de
probabilidade cruciais: a distribuição binomial e a distribuição de Poisson, ambas caracterizadas por
variáveis aleatórias discretas. Agora, é o momento de se familiarizar com outra distribuição
igualmente relevante, porém contínua: a distribuição normal.
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resultado fundamental em aplicações práticas e teóricas, pois estabelece que, mesmo quando os
dados não seguem uma distribuição normal, a média deles tende a convergir para uma distribuição
normal à medida que o tamanho da amostra aumenta.
Para visualizar como podemos aplicar esse conceito, suponha que certa empresa de celulares fez
um estudo a respeito da vida útil de suas baterias e constatou uma duração com distribuição normal
com média de 8 horas e desvio-padrão de 2 horas. Escolhendo aleatoriamente um celular produzido
por essa empresa, determine:
Bons estudos!
Vamos Começar!
Uma variável aleatória discreta é aquela cujo conjunto de valores possíveis é finito ou infinito, o que
significa que a variável pode assumir apenas um número específico de valores distintos. Por outro
lado, uma variável aleatória contínua é aquela cujo conjunto de valores possíveis forma um intervalo
contínuo de números reais. Os valores possíveis de uma variável aleatória contínua podem assumir
qualquer valor em um intervalo específico e geralmente incluem números decimais. Por exemplo, a
altura de indivíduos em uma população, o tempo para concluir uma tarefa e a temperatura em
determinado local em dado momento.
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30/11/24, 14:48 Probabilidade
A probabilidade de uma variável aleatória assumir um valor em determinado intervalo é dada por:
x−μ 2
x2 1
1
− ( )
P (x 1 ≤ X ≤ x 2 ) = ∫ e 2 σ
dx
x1 σ√ 2π
x−μ 2
1
Com o objetivo de simplificar o cálculo dessa integral, foi desenvolvida uma abordagem que a
transforma um único caso de uma função de distribuição normal N (μ, σ) em uma função de
distribuição normal padrão, na qual μ = 0 e o desvio-padrão σ = 1 . Essa função de distribuição
normal padronizada é denotada como N (0,1).
Uma vez que é possível padronizar qualquer distribuição normal, você pode empregar o z-escore e a
curva normal padrão para calcular áreas (e, por consequência, probabilidades) sob qualquer curva
normal (Larson; Farber, 2015). O z-escore será dado pela fórmula:
valor−m dia é
z =
desvio padr o ã
x−μ
z =
σ
Após encontrar o z-escore, você deve encontrar a área referente a esse valor; para isso, você pode
utilizar uma Tabela da Distribuição Normal Padrão (ou tabela Z – Tabela 1). Vamos apresentar a
tabela z acumulada, isto é, a tabela fornece a área menor que o z-escore encontrado, conforme
ilustra a Figura 2.
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30/11/24, 14:48 Probabilidade
Figura 2 | Probabilidade de Z ser menor ou igual ao z-escore. Fonte: elaborado pela autora.
z 0,0 0,01 0,02 0,03 0,04 0,05 0,06 0,07 0,08 0,09
0,0 0,5000 0,5040 0,5080 0,5120 0,5160 0,5199 0,5239 0,5279 0,5319 0,5359
0,1 0,5398 0,5438 0,5478 0,5517 0,5557 0,5596 0,5636 0,5675 0,5714 0,5753
0,2 0,5793 0,5832 0,5871 0,5910 0,5948 0,5987 0,6026 0,6064 0,6103 0,6141
0,3 0,6179 0,6217 0,6255 0,6293 0,6331 0,6368 0,6406 0,6443 0,6480 0,6517
0,4 0,6554 0,6591 0,6628 0,6664 0,6700 0,6736 0,6772 0,6808 0,6844 0,6879
0,5 0,6915 0,6950 0,6985 0,7019 0,7054 0,7088 0,7123 0,7157 0,7190 0,7224
0,6 0,7257 0,7291 0,7324 0,7357 0,7389 0,7422 0,7454 0,7486 0,7517 0,7549
0,7 0,7580 0,7611 0,7642 0,7673 0,7704 0,7734 0,7764 0,7794 0,7823 0,7852
0,8 0,7881 0,7910 0,7939 0,7967 0,7995 0,8023 0,8051 0,8078 0,8106 0,8133
0,9 0,8159 0,8186 0,8212 0,8238 0,8264 0,8289 0,8315 0,8340 0,8365 0,8389
1,0 0,8413 0,8438 0,8461 0,8485 0,8508 0,8531 0,8554 0,8577 0,8599 0,8621
1,1 0,8643 0,8665 0,8686 0,8708 0,8729 0,8749 0,8770 0,8790 0,8810 0,8830
1,2 0,8849 0,8869 0,8888 0,8907 0,8925 0,8944 0,8962 0,8980 0,8997 0,9015
1,3 0,9032 0,9049 0,9066 0,9082 0,9099 0,9115 0,9131 0,9147 0,9162 0,9177
1,4 0,9192 0,9207 0,9222 0,9236 0,9251 0,9265 0,9279 0,9292 0,9306 0,9319
1,5 0,9332 0,9345 0,9357 0,9370 0,9382 0,9394 0,9406 0,9418 0,9429 0,9441
1,6 0,9452 0,9463 0,9474 0,9484 0,9495 0,9505 0,9515 0,9525 0,9535 0,9545
1,7 0,9554 0,9564 0,9573 0,9582 0,9591 0,9599 0,9608 0,9616 0,9625 0,9633
1,8 0,9641 0,9649 0,9656 0,9664 0,9671 0,9678 0,9686 0,9693 0,9699 0,9706
1,9 0,9713 0,9719 0,9726 0,9732 0,9738 0,9744 0,9750 0,9756 0,9761 0,9767
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30/11/24, 14:48 Probabilidade
2,0 0,9772 0,9778 0,9783 0,9788 0,9793 0,9798 0,9803 0,9808 0,9812 0,9817
2,1 0,9821 0,9826 0,9830 0,9834 0,9838 0,9842 0,9846 0,9850 0,9854 0,9857
2,2 0,9861 0,9864 0,9868 0,9871 0,9875 0,9878 0,9881 0,9884 0,9887 0,9890
2,3 0,9893 0,9896 0,9898 0,9901 0,9904 0,9906 0,9909 0,9911 0,9913 0,9916
2,4 0,9918 0,9920 0,9922 0,9925 0,9927 0,9929 0,9931 0,9932 0,9934 0,9936
2,5 0,9938 0,9940 0,9941 0,9943 0,9945 0,9946 0,9948 0,9949 0,9951 0,9952
2,6 0,9953 0,9955 0,9956 0,9957 0,9959 0,9960 0,9961 0,9962 0,9963 0,9964
2,7 0,9965 0,9966 0,9967 0,9968 0,9969 0,9970 0,9971 0,9972 0,9973 0,9974
2,8 0,9974 0,9975 0,9976 0,9977 0,9977 0,9978 0,9979 0,9979 0,9980 0,9981
2,9 0,9981 0,9982 0,9982 0,9983 0,9984 0,9984 0,9985 0,9985 0,9986 0,9986
3,0 0,9987 0,9987 0,9987 0,9988 0,9988 0,9989 0,9989 0,9989 0,9990 0,9990
3,1 0,9990 0,9991 0,9991 0,9991 0,9992 0,9992 0,9992 0,9992 0,9993 0,9993
3,2 0,9993 0,9993 0,9994 0,9994 0,9994 0,9994 0,9994 0,9995 0,9995 0,9995
3,3 0,9995 0,9995 0,9995 0,9996 0,9996 0,9996 0,9996 0,9996 0,9996 0,9997
3,4 0,9997 0,9997 0,9997 0,9997 0,9997 0,9997 0,9997 0,9997 0,9997 0,9998
3,5 0,9998 0,9998 0,9998 0,9998 0,9998 0,9998 0,9998 0,9998 0,9998 0,9998
3,6 0,9998 0,9998 0,9999 0,9999 0,9999 0,9999 0,9999 0,9999 0,9999 0,9999
3,7 0,9999 0,9999 0,9999 0,9999 0,9999 0,9999 0,9999 0,9999 0,9999 0,9999
3,8 0,9999 0,9999 0,9999 0,9999 0,9999 0,9999 0,9999 0,9999 0,9999 0,9999
3,9 1,0000 1,0000 1,0000 1,0000 1,0000 1,0000 1,0000 1,0000 1,0000 1,0000
Tabela 1 | Tabela da distribuição normal padrão acumulada (valores positivos do z-escore). Fonte:
adaptada de Larson e Farber (2015).
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30/11/24, 14:48 Probabilidade
z 0,0 0,01 0,02 0,03 0,04 0,05 0,06 0,07 0,08 0,09
0,0 0,5000 0,4960 0,4920 0,4880 0,4840 0,4801 0,4761 0,4721 0,4681 0,4641
-0,1 0,4602 0,4562 0,4522 0,4483 0,4443 0,4404 0,4364 0,4325 0,4286 0,4247
-0,2 0,4207 0,4168 0,4129 0,4090 0,4052 0,4013 0,3974 0,3936 0,3897 0,3859
-0,3 0,3821 0,3783 0,3745 0,3707 0,3669 0,3632 0,3594 0,3557 0,3520 0,3483
-0,4 0,3446 0,3409 0,3372 0,3336 0,3300 0,3264 0,3228 0,3192 0,3156 0,3121
-0,5 0,3085 0,3050 0,3015 0,2981 0,2946 0,2912 0,2877 0,2843 0,2810 0,2776
-0,6 0,2743 0,2709 0,2676 0,2643 0,2611 0,2578 0,2546 0,2514 0,2483 0,2451
-0,7 0,2420 0,2389 0,2358 0,2327 0,2296 0,2266 0,2236 0,2206 0,2177 0,2148
-0,8 0,2119 0,2090 0,2061 0,2033 0,2005 0,1977 0,1949 0,1922 0,1894 0,1867
-0,9 0,1841 0,1814 0,1788 0,1762 0,1736 0,1711 0,1685 0,1660 0,1635 0,1611
-1,0 0,1587 0,1562 0,1539 0,1515 0,1492 0,1469 0,1446 0,1423 0,1401 0,1379
-1,1 0,1357 0,1335 0,1314 0,1292 0,1271 0,1251 0,1230 0,1210 0,1190 0,1170
-1,2 0,1151 0,1131 0,1112 0,1093 0,1075 0,1056 0,1038 0,1020 0,1003 0,0985
-1,3 0,0968 0,0951 0,0934 0,0918 0,0901 0,0885 0,0869 0,0853 0,0838 0,0823
-1,4 0,0808 0,0793 0,0778 0,0764 0,0749 0,0735 0,0721 0,0708 0,0694 0,0681
-1,5 0,0668 0,0655 0,0643 0,0630 0,0618 0,0606 0,0594 0,0582 0,0571 0,0559
-1,6 0,0548 0,0537 0,0526 0,0516 0,0505 0,0495 0,0485 0,0475 0,0465 0,0455
-1,7 0,0446 0,0436 0,0427 0,0418 0,0409 0,0401 0,0392 0,0384 0,0375 0,0367
-1,8 0,0359 0,0351 0,0344 0,0336 0,0329 0,0322 0,0314 0,0307 0,0301 0,0294
-1,9 0,0287 0,0281 0,0274 0,0268 0,0262 0,0256 0,0250 0,0244 0,0239 0,0233
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-2,0 0,0228 0,0222 0,0217 0,0212 0,0207 0,0202 0,0197 0,0192 0,0188 0,0183
-2,1 0,0179 0,0174 0,0170 0,0166 0,0162 0,0158 0,0154 0,0150 0,0146 0,0143
-2,2 0,0139 0,0136 0,0132 0,0129 0,0125 0,0122 0,0119 0,0116 0,0113 0,0110
-2,3 0,0107 0,0104 0,0102 0,0099 0,0096 0,0094 0,0091 0,0089 0,0087 0,0084
-2,4 0,0082 0,0080 0,0078 0,0075 0,0073 0,0071 0,0069 0,0068 0,0066 0,0064
-2,5 0,0062 0,0060 0,0059 0,0057 0,0055 0,0054 0,0052 0,0051 0,0049 0,0048
-2,6 0,0047 0,0045 0,0044 0,0043 0,0041 0,0040 0,0039 0,0038 0,0037 0,0036
-2,7 0,0035 0,0034 0,0033 0,0032 0,0031 0,0030 0,0029 0,0028 0,0027 0,0026
-2,8 0,0026 0,0025 0,0024 0,0023 0,0023 0,0022 0,0021 0,0021 0,0020 0,0019
-2,9 0,0019 0,0018 0,0018 0,0017 0,0016 0,0016 0,0015 0,0015 0,0014 0,0014
-3,0 0,0013 0,0013 0,0013 0,0012 0,0012 0,0011 0,0011 0,0011 0,0010 0,0010
-3,1 0,0010 0,0009 0,0009 0,0009 0,0008 0,0008 0,0008 0,0008 0,0007 0,0007
-3,2 0,0007 0,0007 0,0006 0,0006 0,0006 0,0006 0,0006 0,0005 0,0005 0,0005
-3,3 0,0005 0,0005 0,0005 0,0004 0,0004 0,0004 0,0004 0,0004 0,0004 0,0003
-3,4 0,0003 0,0003 0,0003 0,0003 0,0003 0,0003 0,0003 0,0003 0,0003 0,0002
-3,5 0,0002 0,0002 0,0002 0,0002 0,0002 0,0002 0,0002 0,0002 0,0002 0,0002
-3,6 0,0002 0,0002 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001
-3,7 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001
-3,8 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001
-3,9 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000
Tabela 2 | Tabela da distribuição normal padrão acumulada (valores negativos do z-escore). Fonte:
adaptada de Larson e Farber (2015).
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Quando utilizamos essas tabelas para calcular a probabilidade, é importante observar que, se
desejamos uma probabilidade maior do que o valor do z-escore, então devemos subtrair o valor
encontrado na tabela da probabilidade total, ou seja, P (Z ≥ z) = 1 − P (P ≤ z).
Siga em Frente...
Com base nos conceitos que discutimos até agora, vamos abordar um exemplo.
Exemplo
O tempo gasto no exame vestibular de certa universidade tem distribuição normal com média de 120
minutos e desvio-padrão de 15 minutos.
Para determinarmos a probabilidade de que o tempo gasto seja menor que 90 minutos, o primeiro
passo é encontrar o z-escore.
x−μ
z =
σ
90−120
z = = −2
15
Figura 3 | Curva normal para z- escore menor ou igual a -2. Fonte: elaborada pela autora.
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Utilizando a Tabela 2, encontre a área que corresponde z = −2 buscando -2,0 na coluna à esquerda
e, depois, seguindo a linha até a coluna sob 0,0. O número naquela linha e coluna é 0,0228. Então, a
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z 0,0 0,01 0,02 0,03 0,04 0,05 0,06 0,07 0,08 0,09
0,0 0,5000 0,4960 0,4920 0,4880 0,4840 0,4801 0,4761 0,4721 0,4681 0,4641
-0,1 0,4602 0,4562 0,4522 0,4483 0,4443 0,4404 0,4364 0,4325 0,4286 0,4247
-0,2 0,4207 0,4168 0,4129 0,4090 0,4052 0,4013 0,3974 0,3936 0,3897 0,3859
-0,3 0,3821 0,3783 0,3745 0,3707 0,3669 0,3632 0,3594 0,3557 0,3520 0,3483
-0,4 0,3446 0,3409 0,3372 0,3336 0,3300 0,3264 0,3228 0,3192 0,3156 0,3121
-0,5 0,3085 0,3050 0,3015 0,2981 0,2946 0,2912 0,2877 0,2843 0,2810 0,2776
-0,6 0,2743 0,2709 0,2676 0,2643 0,2611 0,2578 0,2546 0,2514 0,2483 0,2451
-0,7 0,2420 0,2389 0,2358 0,2327 0,2296 0,2266 0,2236 0,2206 0,2177 0,2148
-0,8 0,2119 0,2090 0,2061 0,2033 0,2005 0,1977 0,1949 0,1922 0,1894 0,1867
-0,9 0,1841 0,1814 0,1788 0,1762 0,1736 0,1711 0,1685 0,1660 0,1635 0,1611
-1,0 0,1587 0,1562 0,1539 0,1515 0,1492 0,1469 0,1446 0,1423 0,1401 0,1379
-1,1 0,1357 0,1335 0,1314 0,1292 0,1271 0,1251 0,1230 0,1210 0,1190 0,1170
-1,2 0,1151 0,1131 0,1112 0,1093 0,1075 0,1056 0,1038 0,1020 0,1003 0,0985
-1,3 0,0968 0,0951 0,0934 0,0918 0,0901 0,0885 0,0869 0,0853 0,0838 0,0823
-1,4 0,0808 0,0793 0,0778 0,0764 0,0749 0,0735 0,0721 0,0708 0,0694 0,0681
-1,5 0,0668 0,0655 0,0643 0,0630 0,0618 0,0606 0,0594 0,0582 0,0571 0,0559
-1,6 0,0548 0,0537 0,0526 0,0516 0,0505 0,0495 0,0485 0,0475 0,0465 0,0455
-1,7 0,0446 0,0436 0,0427 0,0418 0,0409 0,0401 0,0392 0,0384 0,0375 0,0367
-1,8 0,0359 0,0351 0,0344 0,0336 0,0329 0,0322 0,0314 0,0307 0,0301 0,0294
-1,9 0,0287 0,0281 0,0274 0,0268 0,0262 0,0256 0,0250 0,0244 0,0239 0,0233
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-2,0 0,0228 0,0222 0,0217 0,0212 0,0207 0,0202 0,0197 0,0192 0,0188 0,0183
-2,1 0,0179 0,0174 0,0170 0,0166 0,0162 0,0158 0,0154 0,0150 0,0146 0,0143
-2,2 0,0139 0,0136 0,0132 0,0129 0,0125 0,0122 0,0119 0,0116 0,0113 0,0110
-2,3 0,0107 0,0104 0,0102 0,0099 0,0096 0,0094 0,0091 0,0089 0,0087 0,0084
Portanto, a probabilidade de que o tempo gasto seja menor que 90 minutos é 0,0228, ou seja, 2,28%.
Agora vamos determinar a probabilidade de que o tempo gasto seja maior que 130 minutos. O z-
escore será:
x−μ
z =
σ
130−120
z = = 0,67
15
Figura 4 | Curva normal para z- escore maior ou igual a 0,67. Fonte: elaborado pela autora.
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Utilizando a Tabela 1, encontre a área que corresponde z = 0,67 buscando 0,6 na coluna à
esquerda e, depois, seguindo a linha até a coluna sob 0,07. O número naquela linha e coluna é
0,7486. Então, a área à esquerda de z = 0,67 é 0,7486, conforme a Tabela 4.
z 0,0 0,01 0,02 0,03 0,04 0,05 0,06 0,07 0,08 0,09
0,0 0,5000 0,5040 0,5080 0,5120 0,5160 0,5199 0,5239 0,5279 0,5319 0,5359
0,1 0,5398 0,5438 0,5478 0,5517 0,5557 0,5596 0,5636 0,5675 0,5714 0,5753
0,2 0,5793 0,5832 0,5871 0,5910 0,5948 0,5987 0,6026 0,6064 0,6103 0,6141
0,3 0,6179 0,6217 0,6255 0,6293 0,6331 0,6368 0,6406 0,6443 0,6480 0,6517
0,4 0,6554 0,6591 0,6628 0,6664 0,6700 0,6736 0,6772 0,6808 0,6844 0,6879
0,5 0,6915 0,6950 0,6985 0,7019 0,7054 0,7088 0,7123 0,7157 0,7190 0,7224
0,6 0,7257 0,7291 0,7324 0,7357 0,7389 0,7422 0,7454 0,7486 0,7517 0,7549
0,7 0,7580 0,7611 0,7642 0,7673 0,7704 0,7734 0,7764 0,7794 0,7823 0,7852
0,8 0,7881 0,7910 0,7939 0,7967 0,7995 0,8023 0,8051 0,8078 0,8106 0,8133
0,9 0,8159 0,8186 0,8212 0,8238 0,8264 0,8289 0,8315 0,8340 0,8365 0,8389
1,0 0,8413 0,8438 0,8461 0,8485 0,8508 0,8531 0,8554 0,8577 0,8599 0,8621
1,1 0,8643 0,8665 0,8686 0,8708 0,8729 0,8749 0,8770 0,8790 0,8810 0,8830
Essa não é a probabilidade que queremos. Queremos a área à direita de z = 0,67 então temos que
diminuir o valor encontrado de 1:
Logo, a probabilidade de que o tempo gasto seja maior que 130 minutos é 0,2514, ou seja, 25,14%.
Vale destacar que existem várias tabelas disponíveis, e, ao resolver um problema de distribuição
normal, é crucial estar ciente de qual tabela está sendo utilizada. Uma interpretação equivocada da
tabela pode resultar em erros na resolução do problema.
Vamos Exercitar?
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a) Para determinarmos a probabilidade de a bateria durar menos que 7 horas, primeiro devemos
encontrar o z-escore:
x−μ
z =
σ
7−8
z = = −0,5
2
Figura 5 | Curva normal para z- escore menor ou igual a -0,5. Fonte: elaborada pela autora
Utilizando a Tabela 2, encontre a área que corresponde z = −0,5 buscando -0,5 na coluna à
esquerda e, depois, seguindo a linha até a coluna sob 0,0. O número naquela linha e coluna é
0,3085. Então, a área à esquerda de z = − 0,5 é 0,3085, conforme a Tabela 5.
z 0,0 0,01 0,02 0,03 0,04 0,05 0,06 0,07 0,08 0,09
0,0 0,5000 0,4960 0,4920 0,4880 0,4840 0,4801 0,4761 0,4721 0,4681 0,4641
-0,1 0,4602 0,4562 0,4522 0,4483 0,4443 0,4404 0,4364 0,4325 0,4286 0,4247
-0,2 0,4207 0,4168 0,4129 0,4090 0,4052 0,4013 0,3974 0,3936 0,3897 0,3859
-0,3 0,3821 0,3783 0,3745 0,3707 0,3669 0,3632 0,3594 0,3557 0,3520 0,3483
-0,4 0,3446 0,3409 0,3372 0,3336 0,3300 0,3264 0,3228 0,3192 0,3156 0,3121
-0,5 0,3085 0,3050 0,3015 0,2981 0,2946 0,2912 0,2877 0,2843 0,2810 0,2776
-0,6 0,2743 0,2709 0,2676 0,2643 0,2611 0,2578 0,2546 0,2514 0,2483 0,2451
[Link] 32/41
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Portanto, a probabilidade de que a bateria dure menos que 7 horas é de 0,3085 ou seja, 30,85%.
Caso você não tenha acesso à tabela com valores negativos do z-escore, você pode utilizar o fato de
que a curva normal é simétrica. Assim, a probabilidade de z ser menor que -0,5 é a mesma de que z
seja maior que 0,5, ou seja
P (Z ≤ −0,5) = P (Z ≥ 0,5) = 1 − P (Z ≤ 0,5) = 1 − 0,6915 = 0,3085 .
c) Para calcular a probabilidade de que a bateria dure entre 7 e 10 horas, inicialmente devemos
calcular os z-escores associados aos valores 7 e 10. Como já sabemos o z-escore relacionado a 7,
vamos calcular o z-escore de 10.
x−μ
z =
σ
10−8
z = = 1
2
Figura 6 | Curva normal para z-escore menor que -0,5 e menor que 1. Fonte: elaborada pela autora.
Observe que, para determinarmos a área da região colorida, primeiro devemos encontrar a área
correspondente a cada z-escore nas tabelas e, depois, realizar uma subtração entre a área maior e a
área menor. Portanto,
Assim, a probabilidade de que a bateria dure entre 7 e 10 horas é de 0, 5328 , isto é, de 53,28%.
Saiba Mais
Uma estratégia fundamental de aprendizado em matemática envolve a resolução de exercícios, pois
essa abordagem permite a aplicação das diversas propriedades ligadas aos conteúdos discutidos.
Portanto, recomendamos a leitura e a realização de alguns exercícios com os temas abordados
durante a aula.
Com o objetivo de aprimorar seus conhecimentos sobre a distribuição normal padronizada,
sugerimos que leia as seções 5.1 e 5.2 do livro Estatística aplicada. Após concluir a leitura do
capítulo, escolha alguns exercícios para resolver!
[Link] 33/41
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Referências Bibliográficas
COSTA NETO, P. L. de O. Estatística. São Paulo: Blucher, 2006. Disponível em:
[Link] . Acesso em: 24 out. 2023.
LARSON, R.; FARBER, B. Estatística aplicada. 6. ed. São Paulo: Pearson, 2015. Disponível em:
[Link] Acesso em: 24 out. 2023.
SILVA, E. M. da et al. Estatística. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2018. Disponível em:
[Link] Acesso em: 24 out. 2023.
Encerramento da Unidade
PROBABILIDADE
Métodos quantitativos
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Bons estudos!
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30/11/24, 14:48 Probabilidade
Ponto de Chegada
Olá, estudante!
A probabilidade é uma medida numérica que descreve a chance de um evento acontecer. Ela é
usada para quantificar a incerteza em situações em que múltiplos resultados possíveis são possíveis.
A probabilidade é expressa como um número entre 0 e 1, onde 0 indica a certeza de que um evento
não ocorrerá, e 1 indica a certeza de que um evento ocorrerá. A probabilidade de que um evento A
ocorra será dada por:
ú
n mero de resultado do evento A n(A)
P (A) = =
ú
n mero total de resultados ç
do espa o amostral n(Ω)
Normalmente empregamos porcentagem para representar probabilidades, de modo que, após efetuar
o cálculo, é suficiente multiplicar o valor obtido por 100 para obter a probabilidade em forma
percentual.
É importante lembrar que uma variável aleatória pode ser categorizada como discreta quando seus
valores possíveis formam um conjunto finito ou contável. Por outro lado, ela será considerada
contínua quando abranger um conjunto infinito e incontável de valores em um intervalo contínuo.
Saber diferenciar o tipo de variável aleatória que o problema trata é fundamental para nos direcionar
[Link] 35/41
30/11/24, 14:48 Probabilidade
Cada tentativa ou ensaio é considerado independente, com apenas dois resultados possíveis:
sucesso (S) e fracasso (F).
Pressupõe um número fixo de tentativas ou ensaios, geralmente denotado como .
A probabilidade de sucesso em cada tentativa é constante e denotada como
Cada tentativa é independente das outras, o que significa que o resultado de uma tentativa não
afeta o resultado das tentativas subsequentes.
A variável aleatória associada à distribuição binomial é o número de sucessos em tentativas.
A probabilidade binomial é dada por:
x x n−x
P (x) = P (X = x) = C n ⋅ p ⋅ q
É contínua e abrange todos os números reais de menos infinito a mais infinito. Não há valores
específicos de x que sejam impossíveis na distribuição normal.
Tem uma forma de sino, com uma curva simétrica em relação a seu ponto médio. Isso significa
que a maioria dos valores está próxima da média, e os valores extremos são menos frequentes.
A distribuição normal é completamente caracterizada por dois parâmetros: a média (μ) e o
desvio-padrão (σ) . A média determina o centro da distribuição, enquanto o desvio-padrão
controla a dispersão dos valores em relação à média.
A distribuição normal padronizada tem média zero e desvio padrão 1, e a representamos como
N (0,1) .
Para padronizarmos nossa variável aleatória, é necessário determinar o z-escore, dado por:
x−μ
z =
σ
A probabilidade será definida ao encontrar a área referente ao z-escore. Para isso, utilizamos
uma tabela de distribuição normal acumulada.
Compreender esses conceitos é muito importante, uma vez que eles desempenham um papel
fundamental na probabilidade e na estatística inferencial.
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É Hora de Praticar!
Para contextualizar sua aprendizagem, suponha que você esteja participando de um processo
seletivo para ingressar em um programa de iniciação científica. Esse programa tem como objetivo
estudar o papel da estatística no campo profissional. A primeira parte do processo seletivo consiste
em uma prova de conhecimentos gerais, que englobam os conceitos relacionados às diferentes
disciplinas de seu curso. Com o objetivo de se preparar para essa primeira etapa, você decidiu
realizar uma pesquisa sobre os conceitos mais recorrentes nas provas anteriores. Como resultado,
constatou que conceitos relacionados à probabilidade eram recorrentes em todas as provas. Após
analisar as provas, você selecionou algumas questões com o objetivo de realizar um simulado para
essa primeira etapa do processo seletivo. Sua tarefa, então, é resolver as questões que compõem
esse simulado, conforme apresentado a seguir.
Questão 1
Questão 2
Considera-se que 30% dos residentes nas proximidades de uma extensa indústria siderúrgica são
afetados por alergias devido aos poluentes liberados na atmosfera. Supondo que essa taxa de
alergia seja precisa (verídica), qual é a probabilidade de que, ao selecionar 10 moradores ao acaso,
pelo menos 3 tenham alergia?
Questão 3
Uma estação de rádio recebe, em média, 15 pedidos de músicas clássicas por hora. Qual é a
probabilidade de receber exatamente 5 pedidos de músicas clássicas em um período de 30 minutos?
Reflita
a. De que maneira os conceitos relacionados à probabilidade podem ser utilizados em sua área de
atuação?
b. De que forma os conceitos probabilísticos podem auxiliar na tomada de decisão?
Solução da questão 1
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Observe que, nesse problema, os dados são distribuídos normalmente e sabemos dois parâmetros: a
média de 120 mg/dl e o desvio-padrão de 4 mg/dl. Para determinarmos a probabilidade de que uma
pessoa tenha o colesterol superior a 125 mg/dl, vamos utilizar a distribuição normal padrão. O
primeiro passo é determinarmos o z-escore:
x−μ
z =
σ
125−120
z = = 1,25
4
Figura 1 | Probabilidade de que z seja maior que 1,25. Fonte: elaborada pela autora.
Utilizando a uma tabela da distribuição normal padrão acumulada, encontraremos a área que
corresponde z = 1, 25 buscando 1,2 na coluna à esquerda e, depois, seguindo a linha até a coluna
sob 0,05. O número naquela linha e coluna é 0,8944. Então, a área à esquerda de z = 1, 25 0,8944
(Tabela 1).
Essa não é a probabilidade que queremos. Queremos a área à direita de z = 1,25 , então temos que
diminuir o valor encontrado de 1:
Logo, a probabilidade de que uma pessoa tenha o colesterol superior a 125 mg/dl é de 0,1056, ou
seja, 10,56%.
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Solução da questão 2
No problema foi informado que 30% dos residentes nas proximidades de uma extensa indústria
siderúrgica são afetados por alergias. Devemos determinar a probabilidade de que, ao selecionar 10
moradores ao acaso, pelo menos 3 tenham alergia.
Podemos utilizar a distribuição binomial, uma vez que só temos dois resultados possíveis: ou a
pessoa tem alergia ou não tem. Além disso, foi selecionado um número fixo de pessoas. É importante
destacar que a questão requer a probabilidade de que pelo menos 3 moradores tenham alergia,
então precisamos calcular a probabilidade de que 3, 4, …, 10 moradores tenham alergia e depois
somá-la. Mas perceba que teríamos que fazer muitos cálculos. Esse problema pode ser abordado
considerando-se o princípio de que a soma total das probabilidades é igual a 1. Se desejamos
calcular a probabilidade de que pelo menos 3 pessoas tenham alergia, isso significa que não
estamos interessados na probabilidade de que nenhuma pessoa tenha alergia ou de que apenas
uma pessoa tenha ou de que duas pessoas tenham alergia. Subtraindo a soma das probabilidades
de não ter alergia, de ter 1 pessoa com alergia e ter 2 pessoas com alergia de 1, obteremos a
probabilidade de que pelo menos 3 pessoas tenham alergia, ou seja,
P (X ≥ 2) = 1 − [P (X = 0) + P (X = 1) + P (X = 2)] . Vamos calcular essas probabilidades:
p = 30% = 0,3
x x n−x
P (x) = P (X = x) = C n ⋅ p ⋅ q {
q = 1 − p = 1 − 0,3 = 0,7
0 0 10−0 10! 0 10
P (0) = P (X = 0) = C ⋅ (0,3) ⋅ (0,7) = ⋅ (0,3) ⋅ (0,7) ≈ 0,028
10 0!(10−0)!
1 1 10−1 10! 1 9
P (1) = P (X = 1) = C ⋅ (0,3) ⋅ (0,7) = ⋅ (0,3) ⋅ (0,7) ≈ 0,121
10 1!(10−1)!
2 2 10−2 10! 2 8
P (2) = P (X = 2) = C ⋅ (0,3) ⋅ (0,7) = ⋅ (0,3) ⋅ (0,7) ≈ 0,233
10 2!(10−2)!
Solução da questão 3
Inicialmente, é necessário determinar a média de pedidos de músicas por unidade de referência, que,
nesse caso, é de 15 pedidos de músicas clássicas por hora. O problema busca a probabilidade de
receber exatamente 5 pedidos de músicas clássicas em um período de 30 minutos; observe que o
intervalo de referência difere da informação inicial do problema. Para encontrar o número de pedidos
no novo intervalo, podemos empregar uma regra de três:
15 pedidos − − − − − − − − − 1 hora
z ⋅ 1 = 0,5 ⋅ 15
z = 7,5 pedidos
Portanto, λ = 7,5. Agora vamos calcular a probabilidade de que sejam pedidas exatamente 5
músicas:
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−λ x
e ⋅λ
P (x) = P (X = x) =
x!
−7,5 5
e ⋅(7,5)
P (5) = P (X = 5) = ≈ 0,109
5!
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Referências
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LARSON, R.; FARBER, B. Estatística aplicada. 6. ed. São Paulo: Pearson, 2015. Disponível em:
[Link] Acesso em: 24 out. 2023.
SILVA, E. M. da et al. Estatística. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2018. Disponível em:
[Link] Acesso em: 24 out. 2023.
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