Formação em Primeiros Socorros Psicológicos
Formação em Primeiros Socorros Psicológicos
MÓDULO 2
PSP básico
Formação em Primeiros Socorros Psicológicos para as Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.
Módulo 2. PSP básico
Blegdamsvej 27
DK-2100 Copenhaga
Dinamarca
Telefone: +45 35 25 92 00
Correio eletrónico: [Link]@[Link]
Web: [Link]
Facebook: [Link]/[Link]
X: @IFRC_PS_Centre
Os Primeiros Socorros Psicológicos para as Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho foram
desenvolvidos pelo Psychosocial Centre da FICV.
É composto por:
Um Guia de Primeiros Socorros Psicológicos para as Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho
Uma Breve Introdução aos Primeiros Socorros Psicológicos (PSP) para as Sociedades da Cruz Vermelha e do
Crescente Vermelho
Formação em Primeiros Socorros Psicológicos para as Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho:
Módulo 1. Introdução aos PSP (4 a 5 horas)
Módulo 2. PSP básico (8 a 9 horas)
Módulo 3. PSP para crianças (8 a 9 horas)
Módulo 4: PSP em grupos - Apoio às equipas (21 horas - três dias)
Por favor contacte o Psychosocial Centre da FICV se desejar traduzir ou adaptar qualquer parte de Primeiros
Socorros Psicológicos para as Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Agradecemos os vossos
comentários, sugestões e feedback em: [Link]@[Link].
O Psychosocial Centre da FICV encontra-se hospedado e é apoiado pela Cruz Vermelha Dinamarquesa.
© Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho Psychosocial Centre 2018
Conteúdo
Introdução ..............................................................4
Introdução ............................................................................................................................. 5
Como utilizar este manual ..................................................................................................... 6
Preparação para a formação ................................................................................................. 6
Local da ação de formação .................................................................................................... 6
Preparação do local ............................................................................................................... 6
Materiais ................................................................................................................................ 7
Outros .................................................................................................................................... 7
O programa de formação ...................................................................................................... 7
O programa de formação..........................................8
O programa de formação ......................................................................................................... 9
Sessões de formação ............................................................................................................... 10
1. Introdução ......................................................................................................................... 10
2. O que são PSP? .................................................................................................................. 13
3. Eventos críticos .................................................................................................................. 14
4. Reações a acontecimentos que promovem sofrimento emocional .................................. 15
5. Desenvolvimento de estudos de casos .............................................................................. 17
6. ‘Ver, Ouvir, Ligar’ ............................................................................................................... 18
7. Role play de PSP ................................................................................................................. 24
8. Situações e reações complexas .......................................................................................... 26
9. Autocuidado ....................................................................................................................... 30
10. Encerramento da formação ................................................................................................ 32
Apêndices ...............................................................33
Apêndice A: Energizadores ..................................................................................................... 34
Apêndice B: Exemplos de cronogramas de formação ............................................................ 35
Apêndice C: Recursos de formação ........................................................................................ 37
1. Cartões Ver, Ouvir, Ligar .................................................................................................. 37
2. Desenvolvimento de estudos de caso .............................................................................. 39
3. Identificar reações: Um estudo de caso com questões ................................................... 40
4. Formulários de feedback de role play .............................................................................. 41
5. Dois cenários com questões ............................................................................................. 42
Apêndice D: Formulário de avaliação da formação ................................................................. 44
Introdução
JOE CROPP/IFRC
INTRODUÇÃO
Introdução
Esta formação apresenta aos participantes as noções básicas de primeiros socorros psicológicos
(PSP). As atividades têm uma duração de oito a nove horas e podem ser realizadas num dia inteiro
OU num dia e meio. Inclui a gestão de situações e reações complexas e orienta os facilitadores no
autocuidado. É adequado para profissionais que trabalham na área psicossocial, voluntários e outras
pessoas que facilitam cuidados e apoio diretos a pessoas em dificuldades. O seu objetivo é permitir
aos participantes:
Este módulo de formação é um de quatro sobre primeiros socorros psicológicos, que acompanham
um conjunto de materiais sobre PSP. Estes, incluem um livro introdutório chamado Um Guia de
Primeiros Socorros Psicológicos para as Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho e
um pequeno folheto, Uma Breve Introdução aos Primeiros Socorros Psicológicos para as Sociedades
da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.
MÓDULOS DE FORMAÇÃO
1: Introdução aos 2: PSP básico 3: PSP para crianças 4: PSP em grupo -
PSP apoio às equipas
Quanto tempo 4-5 horas 8,5 horas 8,5 horas 21 horas
demora? (três dias)
A quem se Profissionais e Profissionais e Profissionais e Gestores ou outros
destina a voluntários do voluntários com voluntários cujo que facilitam
Movimento da Cruz algum conhecimento trabalho envolve cuidados e apoio aos
formação? Vermelha e do prévio e experiência interação com profissionais e aos
Crescente Vermelho de apoio psicossocial crianças e seus voluntários
cuidadores
De que se Apresenta aos Introduz competências Centra-se nas reações Trata-se de facilitar
trata? participantes as básicas de primeiros das crianças ao stress primeiros socorros
competências socorros psicológicos e e na comunicação psicológicos a grupos de
básicas de primeiros apresenta uma série de com as crianças e os pessoas que viveram um
socorros situações enfrentadas seus pais e acontecimento
pelos adultos, as suas prestadores de angustiante em conjunto,
psicológicos
reações às crises e a cuidados tais como equipas de
forma como os profissionais e
facilitadores podem voluntários da Cruz
responder Vermelha e do Crescente
adequadamente Vermelho
Cada módulo de formação é independente do outro, exceto o Módulo 4: Formação PSP em Grupos - Apoio às
equipas, que requer a participação prévia no Módulo 2: PSP Básico.
Utilize o seu discernimento enquanto facilitador para adaptar a formação às necessidades dos
participantes com quem está a trabalhar. Isto pode significar, por exemplo, adaptar o programa de
formação (o "quando") ou alguns dos métodos de formação sugeridos para diferentes atividades (o
"como"). No entanto, recomendamos que mantenha uma variedade de métodos para ir ao encontro
da maioria dos diferentes tipos de participantes de modo a manter a formação motivadora e
interessante. Recomendamos, em particular, que utilize métodos de formação mais ativos, como o role
play, uma vez que promovem uma aprendizagem mais eficaz.
Objetivo da atividade
Materiais necessários
Discurso do facilitador
Nota do facilitador
Diapositivo PowerPoint
Materiais
Cópias impressas dos folhetos e manuais de formação
Canetas ou lápis
Quadro branco ou flipcharts com suporte
Marcadores
Computador e videoprojetor, se forem utilizados slides e vídeos em PowerPoint.
Outros
Planificar os lanches, a água, o chá / o café e as refeições, se forem fornecidas.
Pense se precisa de um co-facilitador ou de alguém para o apoiar na gestão do tempo, organização
da hora das refeições, ou para anotar os pontos-chave dos grupos de discussão no quadro ou
flipchart.
As competências de facilitação e uma boa comunicação entre o facilitador e o co-facilitador
beneficiam os participantes na aprendizagem que realizam.
O programa de formação
O programa de formação fornecido enumera as atividades deste módulo, bem como os
materiais necessários e indica os horários de todas as atividades. Não inclui os intervalos e as
refeições, nem os energizadores, etc. Faça o seu próprio horário e planeie-o de acordo com as
necessidades locais. Ver Apêndice A para exemplos de energizadores e Apêndice B para dois
exemplos de horários de formação.
Role play de demonstração: pode ser útil demonstrar um role play duas vezes utilizando o
mesmo exemplo de caso. Na primeira vez, pode representar uma utilização mais fraca das
competências de PSP e erros comuns dos facilitadores e, na segunda vez, pode representar
uma melhor utilização das competências de PSP. Isto pode ajudar os participantes a
aprenderem o que devem fazer e o que devem evitar quando facilitam PSP.
O Apêndice C inclui exemplos de casos para serem utilizados no role play ativo. Fornecem
informações de base sobre a(s) pessoa(s) em sofrimento emocional, mas não são prescritivos,
o que significa que não fornecem pormenores específicos sobre a forma como o participante
reage ou responde. Adapte os exemplos de casos ao contexto cultural e social em que está a
trabalhar.
Instruções para o role play: incentivar os participantes a imaginarem que estão a viver a
situação e as reações descritas nos exemplos de casos, para que possam responder às
perguntas do facilitador e agir de forma realista. Instruir os participantes que estão a
desempenhar o papel da pessoa em sofrimento emocional que devem tentar fingir que
esqueceram o que sabem sobre PSP. Também não devem tornar as coisas demasiado difíceis
para os facilitadores. Isso pode ser frustrante e interferir na aprendizagem.
O programa de formação
BART VERWEIJ/IFRC
O PROGRAMA DE FORMAÇÃO
O programa de formação
Módulo 2: PSP Básico
Atividade Tempo Materiais
(mins)
6. Ver, Ouvir, Ligar 135 Flipcharts com as listas do que são e do que não são
6.1 Discussão dos princípios de ação 20
Cópias do Apêndice C: 1. Cartões Ver, Ouvir, Ligar
6.2 VER 15 Disponibilizar uma série de recursos para as
6.3 Identificar quem precisa de ajuda e 20 apresentações dos grupos (papel de flipchart e
reconhecer reações emocionais marcadores, canetas e papel, etc.)
6.4 OUVIR 15 Cópias do Apêndice C: 3. Identificar reações: Um
6.5 Acalmar alguém em sofrimento emocional 10 estudo de caso com questões
6.6 Escuta ativa Notas post-it de duas cores diferentes e canetas
25
Papel de flipchart e marcadores
6.7 LIGAR 15
6.8 Colocar alguém em contacto com ajuda e apoio 15
7. Role play de PSP 60 Estudos de caso desenvolvidos pelos grupos na sessão 5 e
cópias do Apêndice C: 4. Formulários de feedback do role play
8. Situações e reações complexas 120
8.1 Exemplos de reações e situações 60 Flipchart e marcadores
complexas Cópias do livro introdutório, “Um guia de Primeiros
Socorros Psicológicos para as Sociedades da Cruz
8.2 Triagem psicossocial 30 Vermelha e do Crescente Vermelho” OU fotocópias da
8.3 Encaminhamento para ajuda profissional especializada secção do livro sobre reações complexas
5 Cópias do Apêndice C: 5. Dois cenários com questões
8.4 Possíveis desafios na facilitação de PSP 25 Se disponível, informações de referência locais atuais
9. Autocuidado 45
9.1 Cuidar de si próprio antes e depois de 35 Flipchart e marcadores
facilitar PSP
9.2 Exercício de respiração 10
10. Encerramento da formação 15 Apêndice D: Formulário de avaliação da formação (criar e disponibilizar online)
Sessões de formação
1. Introdução SLIDE 1 45
Dar as boas-vindas aos participantes e criar uma compreensão comum dos objetivos da
formação.
Criar um ambiente de aprendizagem positivo e seguro.
Cópias do Apêndice C: 1. Cartões 'Ver, Ouvir, Ligar'.
Flipchart com o programa de formação escrito ou cópias para cada participante
Papel e canetas
Flipchart e marcadores, fita-cola ou alfinetes
6. Peça aos participantes para darem exemplos do tipo de situações que podem levar alguém a precisar de
primeiros socorros psicológicos.
Exemplos de situações podem ser quando alguém:
7. Salientar que as situações que provocam sofrimento emocional podem ser individuais e pessoais, por
exemplo, quando alguém está a passar por um divórcio ou perdeu um ente querido. Podem também ser
públicas e afetar muitas pessoas em conjunto, por exemplo, devido a uma catástrofe natural ou humana.
8. Continue explicando:
1. Explicar que agora vão jogar um pequeno jogo para que possam aprender um pouco mais uns
sobre os outros.
2. Peça a todos que andem pela sala sem falar, PROCUREM duas pessoas com quem tenham
algo em comum. Por exemplo, podem estar a usar uma t-shirt da mesma cor, ou ter a mesma
cor de cabelo, olhos, etc.
3. Quando todos se tiverem juntado a um grupo de três (ou quatro), dê-lhes alguns minutos para
falarem e se conhecerem um pouco. Agora, peça-lhes para escolherem uma pessoa que irá
apresentar os três ou quatro ao grupo maior. Têm de decidir quem os vai apresentar e o que
querem que a pessoa partilhe sobre eles. Com cartões ou números ficar em parelhas; fazer
breve apresentação um ao outro, sendo mandatório anotar: 3 pontos fortes, 3 vulnerabilidades
e 1 curiosidade. Quem apresenta é a pessoa inversa ao autor das afirmações.
4. Convide os grupos a voltarem ao círculo e convide a pessoa selecionada a apresentar todos os
elementos do seu pequeno grupo, incluindo ele próprio, ao grupo maior.
5. A sua última tarefa é criar um círculo de interesses comuns. A primeira pessoa vira-se para o
seu vizinho e partilha algo que gosta de fazer. Continuam a partilhar coisas até que o
ouvinte diga: "Temos isso em comum".
6. Por exemplo: O Joe diz ao Ben: "Gosto de ler. O Ben diz: "Temos isso em comum".
Depois vira-se para a Joana e diz: "Gosto de andar". A Joana diz: "Temos isso em comum".
Depois vira-se para a Susana e diz: "Gosto de ver televisão". A Susana diz: "Eu não gosto de ver
televisão. A Joana tenta Jane tenta novamente e diz: "Gosto de ouvir música". A Susana diz:
"Temos isso em comum". A Susana vira-se para o Tomás e diz: "Eu gosto de..., etc."
7. Quando o círculo de interesses comuns estiver completo, termine a atividade explicando que
agora praticaram os três princípios de ação fundamentais dos primeiros socorros psicológicos,
"VER, OUVIR e LIGAR". Em seguida, tiveram de OUVIR os outros enquanto combinavam quem os
iria apresentar e o que iriam dizer. E, finalmente, criaram um círculo de interesses comuns, que
os ligou a todos.
1. Explicar que é importante que o grupo chegue a acordo sobre as regras básicas da formação
para estabelecer um ambiente seguro onde todos se sintam à vontade para participar e partilhar.
Dando o racional de que pode haver algo que seja trigger para algum episódio em que tenha
sentido sofrimento emocional; sendo que poderá sair da sala e recompor-se, partilhar ou, no final,
falar com o facilitador.
2. Dividir os participantes em quatro grupos e dar a cada grupo papel e canetas. Dê-lhes 30
segundos para escreverem as regras que acham que são importantes para esta formação.
3. Após 30 segundos, peça a todos os membros do grupo, exceto dois, para se juntarem a outro
grupo. A lista de regras básicas deve ser deixada em cima da mesa.
4. Dê aos novos grupos 20 segundos para reverem as regras e acrescentarem as que acharem que
estão a faltar.
5. Repita o movimento - deixando duas pessoas para trás em cada grupo - e dê aos últimos grupos
15 segundos para reverem as listas e acrescentarem as regras que acharem que faltam.
Exemplos de boas regras básicas são:
Desligar os telemóveis durante a formação.
Respeitar a pontualidade. Começar e terminar a tempo, regressar rapidamente dos intervalos.
Não interromper.
Respeitar os outros, incluindo os limites pessoais.
Todos são convidados a partilhar os seus pontos de vista, mas ninguém é pressionado a falar.
Ouvir com toda a atenção.
Quando os outros partilham experiências, mostrar uma atitude sem juízos de valor.
Informar os facilitadores de quaisquer dificuldades.
As questões são encorajadas.
Manter a confidencialidade de tudo o que é revelado no grupo.
7. Certificar-se de que a confidencialidade está incluída. Salientar a importância de manter as
informações pessoais partilhadas na formação dentro do grupo e de não as discutir ou divulgar a
outras pessoas fora do grupo. Isto encorajará uma atmosfera aberta de confiança e fará com que
os participantes se sintam confortáveis e seguros para partilhar histórias e sentimentos pessoais.
Pedir a todos que levantem a mão para mostrar que concordam com as regras básicas.
8. Diga aos participantes que não são obrigados a participar em todas as atividades. Se se sentirem
desconfortáveis. Se se sentirem desconfortáveis em participar numa atividade, podem afastar-se e
observar.
9. Afixe a lista de regras básicas num local onde todos a possam ver claramente durante a
formação.
Preparar flipcharts com as listas do que são e do que não são PSP
1. Diga aos participantes que vai ler algumas afirmações diferentes que são verdadeiras ou falsas
em relação aos PSP. Se acharem que são verdadeiras, devem levantar-se, e se acharem que são
falsas, devem sentar-se.
2. Leia as afirmações das listas que se seguem, começando sempre por “Os PSP são... (mesmo as
falsas)”, e certifique-se de que mistura as afirmações verdadeiras e as falsas. Quando tiver lido
uma afirmação e todos os participantes tiverem feito a sua escolha entre sentar-se ou levantar-
se, convide voluntários a explicar por que razão decidiram sentar-se ou levantar-se. Pergunte se
alguém tem dúvidas sobre a afirmação em causa antes de passar à seguinte. Certifique-se de
que todos compreendem porque é que as diferentes afirmações são verdadeiras ou falsas.
3. Mostre os flipcharts ou os slides do PowerPoint com as duas listas diferentes de PSP são (...) e
PSP não são (...).
segurança
Evite colocar as pessoas em maior risco em resultado das suas ações.
Certifique-se, tanto quanto possível, de que as pessoas que ajuda estão seguras e proteja-as de danos
físicos ou psicológicos.
dignidade
Tratar as pessoas com respeito e de acordo com as suas normas culturais e sociais.
direitos
Assegurar que as pessoas têm acesso a ajuda de forma justa e sem discriminação.
Ajudar as pessoas a reivindicar os seus direitos e a aceder ao apoio disponível.
Atuar apenas no melhor interesse de qualquer pessoa que encontre.
Assiste-se, no entanto, ao dever de recusa se o profissional ou voluntário não sente que tenha
conhecimento sustentado para uma estabilização emocional.
3. Eventos críticos 15
1. Peça aos participantes para refletirem calmamente sobre uma situação que lhes provocou
sofrimento emocional e em que tenham precisado da ajuda de outros, ou uma situação em que
tenham ajudado alguém a lidar com uma situação complexa.
2. Convide os participantes a fazer um brainstorm sobre que tipo de situações levam a
sentimentos de ansiedade aguda, em que precisamos da ajuda de outros. Peça-lhes que
escrevam todas as sugestões em post-its - um exemplo por post-it. Que resumam o que estão a
dizer, de modo a que os exemplos nos post-its sejam uma palavra ou uma frase. Tente obter
pelo menos dez exemplos.
Aqui estão alguns exemplos:
divórcio
perder o emprego
violência
uma morte na família
um diagnóstico de cancro
uma catástrofe natural
um acidente de viação.
3. Coloque os post-its num flipchart ou numa secção da parede. Acrescente o título, 'Eventos
críticos'.
4. Sublinhe que os acontecimentos que provocam ansiedade extrema podem ser individuais e
pessoais, por exemplo, quando se passa por um divórcio ou se perde um ente querido, ou
quando se assiste, por exemplo, um acidente de viação. Em alternativa, podem ser
acontecimentos maiores e mais públicos que afetam muitas pessoas em conjunto, por exemplo,
devido a uma catástrofe natural ou humana.
5. Continue dizendo:
Há algumas reações a
acontecimentos stressantes que são mais
úteis do que outras. Conseguiu pensar em
exemplos de situações em que alguém vos ÚTIL NÃO ÚTIL
ajudou, ou em que foram ajudados? Que
comportamento ou reação foi útil para a
Ouviu Assumiu o
pessoa em dificuldades?
calmamente,
chamou a
controlo da
6. Escreva as respostas numa folha de
flipchart com duas colunas, como se mostra minha situação,
aqui. Depois de enumerar exemplos de família, interrompeu
comportamentos ou reações úteis, peça aos
participantes que pensem em reações ou
trouxe-me -me a toda a
comportamentos que não sejam úteis. um copo de hora, falou
7. Use as respostas para discutir como coisas água, de si
idênticas são úteis em situações diferentes e assumiu o próprio.
para pessoas diferentes. Uma pessoa que
controlo da
esteja em estado de choque pode achar útil
que um amigo assuma o controlo da situação situação.
e se ocupe dos assuntos práticos. No
entanto, outra pessoa pode achar que a
mesma ação não ajuda porque a faz sentir-se
impotente e incapaz de lidar com a situação.
Flipcharts, marcadores
Flipchart preparado, dividido em quatro secções intituladas "comportamento",
"emocional", "físico" e "pensamentos".
nem sempre são o que esperamos que sejam: Por exemplo, algumas pessoas ficam muito calmas depois de
um acontecimento stressante, apesar de os outros esperarem que tenham reações complexas. Uma pessoa
pode ficar muito zangada, quando os outros esperam que ela fique triste.
6. Pergunte aos participantes o que acham que influencia as reações das pessoas. Faça uma lista dos diferentes
fatores mencionados num flipchart com o título "O que influencia as diferenças nas reações? Certifique-se de
que os seguintes fatores estão todos incluídos:
a sua idade
quando o acontecimento teve lugar (reações imediatas ou posteriores)
o que aconteceu - a natureza e a gravidade do acontecimento
quanto tempo durou o acontecimento
a sua experiência com acontecimentos angustiantes anteriores
o apoio que têm
a sua saúde física
a sua história pessoal e familiar de problemas de saúde mental
os seus antecedentes culturais e tradições.
7. Salientar que não existe uma reação padrão a experiências potencialmente traumáticas.
8. Conclua a atividade dizendo:
A maior parte das pessoas que passam por crises ou acontecimentos potencialmente
traumáticos passam por aquilo a que se pode ser dito da seguinte forma: 'são reações comuns, que estão a
acontecer a uma pessoa normal, perante um acontecimento anormal'; por norma, a maioria das pessoas
recupera bem, especialmente se conseguirem restabelecer as suas necessidades básicas e receber apoio das
pessoas que as rodeiam. Outros podem ter reações muito complexas e precisam de ajuda mais especializada.
Iremos falar sobre como reconhecer as reações comuns e as reações mais graves no final do dia.
Desenvolver estudos de caso como base para os role play recorrendo aos PSP.
2. Peça aos participantes para se sentarem nos seus grupos - os 1s sentam-se juntos, os 2s
juntos, os 3s juntos e assim por diante. Explique que se irá referir a estes grupos mais tarde na
formação como os seus "grupos de números". grupos".
1. Peça aos participantes para retirarem os seus cartões VOL e para formarem três grupos, com
base no facto de terem nos seus cartões as palavras Ver, Ouvir ou Ligar.
2. Nos seus três grupos, peça-lhes para olharem para as ações escritas no verso dos cartões.
Peça-lhes que discutam o que cada uma das ações pode significar em termos do que o facilitador
pode fazer em resposta. Peça-lhes, também, para discutirem se estas ações devem vir por uma
determinada ordem.
3. Agora, peça a cada grupo numérico para preparar uma breve apresentação. Cada grupo (um
grupo VER, um grupo OUVIR e um grupo LIGAR) tem de:
enumerar as ações relacionadas com o seu princípio de ação
explicar o que podem significar em termos do que o facilitador pode fazer em resposta e
enumerar a ordem em que as ações devem ser executadas, se for o caso.
4. Explicar que a apresentação pode assumir qualquer forma. Pode ser um role play, uma
demonstração, uma apresentação no flipchart - qualquer coisa que os participantes desejem.
5. Dê-lhes cerca de 10 minutos para realizarem estas tarefas. Explique que o “grupo VER” fará a
sua apresentação primeiro. Seguir-se-ão algumas outras atividades sobre as competências de
PSP relacionadas com o VER, depois, os grupos OUVIR e LIGAR farão as suas apresentações.
6.2 VER 15
VER por
informação sobre o que aconteceu e está a acontecer
quem precisa de ajuda
riscos de segurança e proteção
lesões físicas
necessidades básicas e práticas imediatas
reações emocionais.
2. Quando a apresentação terminar, convide os participantes dos outros dois grupos a fazerem
perguntas.
3. Explique que não existe uma ordem definida para as ações a realizar, uma vez que cada
situação será diferente. No entanto, as prioridades devem ser, em primeiro lugar, garantir a sua
própria segurança e a dos outros, avaliar quem precisa de ajuda, verificar se há lesões físicas e
reações emocionais, em seguida, começar a encontrar mais informações sobre o que aconteceu,
avaliar as necessidades básicas e práticas imediatas.
4. Salientar que é benéfico para os participantes receberem formação em primeiros socorros
físicos, para que possam tomar decisões rápidas e informadas sobre lesões físicas.
4. Agora, passem cada uma das questões em plenário. Enquanto o faz, convide os participantes a
trazerem os seus post-its e a colocá-los no flipchart sob o título relevante, "reações comuns" e "reações
complexas:
6.4 OUVIR 15
1. Agora peça ao “grupo OUVIR” para fazer a sua apresentação. Explique que, depois desta
apresentação, os participantes terão tempo para praticar algumas competências de
comunicação, antes do “grupo LIGAR” fazer a sua apresentação.
2. Quando a apresentação terminar, convide os participantes dos outros dois grupos a fazerem
perguntas.
1. Explique aos participantes que agora vão praticar três competências específicas relacionadas
com algumas das ações do OUVIR. São elas: como acalmar alguém em sofrimento emocional,
ouvir ativamente e fazer questões úteis.
2. Peça aos participantes para se sentarem em círculo. Convide-os a discutir com a pessoa ao seu
lado como reconhecer se alguém está em choque, ou num estado agudo de sofrimento.
3. Peça a um voluntário para partilhar as reações mencionadas. Pode resumir as suas respostas
dizendo:
4. Peça novamente aos participantes que discutam com a pessoa ao seu lado o que se pode fazer
para acalmar uma pessoa que está num estado agudo de sofrimento.
5. Quando estiverem prontos, peça-lhes que partilhem os métodos que encontraram para acalmar
alguém e faça uma lista no flipchart.
Os exemplos são:
manter o tom de voz firme, calmo e suave.
tentar manter a calma, pois isso terá um efeito tranquilizador na pessoa em sofrimento
emocional.
se for culturalmente adequado, manter o contacto visual (sem olhar fixamente) com a pessoa
enquanto fala com ela.
recordar à pessoa a intenção de a ajudar e que está em segurança, (se isso for verdade).
pedir à pessoa para sentir o banco ou a cadeira onde está sentada, ou os seus pés contra o chão,
para que se sinta ligada ao solo. Isto pode fazer com que a pessoa se sinta mais calma no seu
corpo.
6. Agora dê aos participantes a oportunidade de praticarem acalmar-se uns com os outros. Peça-lhes
que se revezem para fingir que acabaram de receber uma má notícia e estão em estado de choque
ou pânico. Eles podem decidir como vão reagir. A outra pessoa deve tentar acalmá-los e fazê-los
sentir-se seguros e protegidos. Não devem passar mais de um minuto em cada papel.
13. É importante explicar que ser encorajador e positivo também implica treino, além de uma
aceitação incondicional dos sentimentos dos outros. É relevante evitar que os seus próprios
valores morais, ou crenças, influenciem o seu comportamento de ajuda, ou o julgamento das
reações dos outros. O comportamento do facilitador tem de ser neutro e não intrusivo, para ser
bem acolhido e para ter o impacto que se pretende.
14. Explique, agora, a última tarefa de escuta ativa, antes de passar ao LIGAR. Os participantes
partilham um problema em pares - cada parceiro tem a sua vez de ser o ouvinte. Arranje forma
de garantir que encontram um parceiro diferente do anterior.
15. Dê-lhes alguns minutos para escolherem um problema para o exercício. Pode ser um
problema inventado, ou baseado em algo real. Não se esqueça de aconselhar os participantes a
não tornarem o problema demasiado complicado ou doloroso, uma vez que não têm muito
tempo para falar sobre ele.
Exemplos de problemas sobre os quais se pode falar
Uma discussão com um colega
Ter dificuldade em equilibrar as responsabilidades no trabalho e em casa
Viver longe do trabalho e ter de percorrer longas distâncias todos os dias.
16. Explique-lhes que, como se trata de um exercício de audição, devem concentrar-se em
demonstrar que estão a ouvir de forma verbal e não verbal. Isto inclui parafrasear e fazer
perguntas úteis. Além de estarem atentos aos comportamentos não verbais do facilitador. Cada
pessoa terá três minutos para praticar estas capacidades de escuta.
17. Peça aos participantes para começarem. Após os primeiros três minutos, os parceiros trocam
de papéis. Dê um minuto para reflexão no final.
18. Convide os participantes a refletir em plenário. Faça as seguintes questões:
Quão fácil ou difícil foi ouvir? Descreva o que foi fácil ou difícil.
Foi fácil ou difícil fazer questões úteis? Descreva o que durante o exercício foi fácil ou difícil.
6.7 LIGAR 15
1. Recorde aos participantes a história de (NOME) que tinha sido assaltada há duas semanas.
Ela estava a mostrar reações graves que estavam a interferir com o seu bem-estar e funcionamento
diário. Peça a alguém para recapitular o que lhe aconteceu e como ela reagiu inicialmente e após as
duas semanas.
2. Nos seus grupos VOL, peça aos participantes para discutirem:
Que informações podem ser úteis para partilhar com a (NOME) que se sente assim?
Que serviços podem ser úteis para encaminhar a (NOME) se os seus sintomas persistirem?
3. Recorde aos participantes que a ajuda pode vir de pessoas próximas de quem foi afetado, como a
família ou os amigos, ou pode vir de serviços e prestadores de serviços de referência.
4. Após alguns minutos, discutam as respostas em plenário. Peça a um voluntário para escrever
diferentes serviços de referência que os grupos listaram no flipchart (que será utilizado mais tarde na
sessão 8). Peça-lhes que pensem noutros serviços que estejam disponíveis e sejam relevantes para
outros problemas que não os que o (NOME) tem.
Exemplos de serviços de referência incluem:
em resposta a desastres: RFL, distribuição, abrigo, distribuição de dinheiro
em contextos de doença crónica (diabetes, artrite, etc.): organizações de apoio
noutros contextos: organismos de proteção da infância, centros de acolhimento de idosos.
5. Termine esta atividade salientando que, se o facilitador não souber para quem encaminhar,
pode contactar um colega, o chefe de equipa ou outros sistemas de apoio para obter conselhos
e informações.
Nesta secção, os participantes irão praticar as suas competências de PSP nos seus
pequenos grupos de três, utilizando os estudos de caso desenvolvidos na sessão 5.
Tenha em atenção que a role play pode ter um impacto emocional nos participantes, se o papel que
lhes for atribuído estiver relacionado com uma experiência pessoal semelhante ou se, de alguma
forma, suscitar uma reação.
É importante verificar com os participantes, no final de cada role play, se todos se sentem bem e
confortáveis para continuar a formação. Se alguém precisar de apoio, decida se este deve ser dado no
grupo (encorajando o apoio dos pares), ou se a pessoa beneficiaria mais de apoio individual.
Recomenda-se a realização de pequenos energizadores de 1-2 minutos entre cada role play.
Ver Apêndice A para exemplos de energizadores.
1. Convide os participantes a juntarem-se nos seus "grupos de números" com três pessoas por grupo.
Explique que os grupos vão praticar PSP numa série de três role play, em que cada membro do grupo se
vai revezar no papel de 1) uma pessoa em sofrimento emocional, 2) um facilitador de PSP e 3) um
observador.
5. Agora, peça aos grupos para organizarem a sua primeira ronda de role play. Têm de decidir
quem vai ser a pessoa em sofrimento emocional, o facilitador de PSP e o observador. Dê-lhes
alguns minutos para fazerem isto e para se prepararem para o role play. O role play deve durar
10 minutos, seguidos de quatro minutos de feedback.
6. Dê o sinal quando os 10 minutos tiverem passado e o tempo de feedback deve começar. Em
seguida, dinamize um breve quebra-gelo ou energizador de um minuto. (Ver Apêndice A para
exemplos de quebra-gelo e energizadores).
7. Repita as instruções acima para o segundo e terceiro role play, até que todos tenham
desempenhado os três papéis: a pessoa em sofrimento emocional, o facilitador de PSP e o
observador.
8. Após as três rondas de role play, reúna os participantes e agradeça-lhes o seu esforço.
Verifique se todos se sentem bem e se já saíram dos seus papéis. Faça outro pequeno exercício
de energização antes da discussão final desta sessão.
9. Passe os últimos minutos a refletir com os participantes sobre as suas experiências. Peça-lhes
que comentem o que foi fácil e o que foi difícil. Encoraje todos a darem exemplos de como gerir
as dificuldades e depois dê o seu próprio contributo.
Tente fazer uma lista exata das informações de referência locais atuais, como
preparação para esta sessão.
1. Explicar que há situações que são mais complicadas do que outras quando se atua como
facilitador de PSP. Isto pode dever-se à situação, ou ao facto da pessoa em sofrimento
emocional ter reações complexas.
2. Peça aos participantes para formarem pares com alguém com quem ainda não tenham
trabalhado.
3. Pedir aos pares para pensarem em situações que possam ser complicadas de responder
enquanto facilitador de PSP. Após alguns minutos, peça-lhes que dêem a sua opinião e registe as
respostas num flipchart.
Os exemplos podem incluir:
acidentes ou catástrofes de grande escala, com muitos sobreviventes, elevados níveis de
sofrimento e desespero
ataques violentos
situações de ameaça
revelações de violência sexual e de género
crianças ou famílias não acompanhadas
suicídio
testemunho de mortes, incluindo de crianças
perdas múltiplas.
4. Passar agora a discutir reações complexas. Comece por dizer:
Por vezes, as pessoas têm reações a acontecimentos que são ansiógenos ou que são
mais complexas do que os descritos anteriormente. Há certos fatores que aumentam o risco de
desenvolver reações mais fortes e mais complexas. Conseguem pensar em quais são esses
fatores?
Alguns exemplos podem ser se alguém:
tiver tido experiências traumáticas anteriores
tem um problema de saúde mental sub-diagnosticado
foi exposta a acontecimentos em que o elemento de horror
era elevado
pensou que ia morrer
sofreu um luto patológico ou foi separado da sua família.
Continue dizendo:
Algumas reações complexas podem ocorrer imediatamente, no momento do evento
de crise, enquanto outras podem desenvolver-se ao longo do tempo. Em que tipos de reações
complexas se pensa quando podem ocorrer imediatamente?
Os exemplos podem incluir:
ataques de pânico e ansiedade
raiva e comportamento agressivo
automutilação e suicídio.
5. Discuta os três tipos de reações complexas acima referidos com um pouco mais de
pormenor.
(Utilize as notas sobre reações e situações complexas no livro introdutório, Um Guia de
Primeiros Socorros Psicológicos para as Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho
para obter informações de base, se necessário). Salientar que, embora estas reações específicas
possam ocorrer imediatamente numa situação de crise, podem também desenvolver-se ao
longo do tempo.
6. Continue dizendo:
Há outros exemplos de reações complexas que se desenvolvem ao longo do tempo.
Consegue lembrar-te de algum?
Os exemplos podem incluir alguém que:
tem uma perturbação de luto prolongada
tem graves problemas de sono
tem flashbacks
tem depressão
tem ansiedade ou PTSD
está a utilizar métodos prejudiciais para lidar com a situação.
7. Dê a cada par uma destas reações complexas para trabalhar. Se não houver pares suficientes
para os nove exemplos, escolha os mais relevantes ou dê a alguns grupos mais do que um. Se
houver mais de nove pares, peça a alguns pares para trabalharem em conjunto como grupos de
quatro. Forneça cópias do livro introdutório, Um Guia de Primeiros Socorros Psicológicos para
as Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho OU fotocópias da secção do livro
sobre reações complexas.
8. Peça aos pares para lerem as notas sobre a sua reação complexa específica e, em seguida,
prepararem uma breve apresentação sobre a mesma, por palavras suas. Cada apresentação
não deve demorar mais de 1 a 2 minutos.
A apresentação deve incluir:
sinais e sintomas de uma reação complexa
o que um facilitador de PSP pode fazer para ajudar
a quem se referem no seu contexto local.
9. Dê aos pares cinco minutos para trabalharem neste assunto.
10. Agora convide cada par a fazer a sua apresentação.
5. Encerre esta secção salientando as dificuldades dos facilitadores em escolher quem ajudar
primeiro quando mais do que uma pessoa precisa de ajuda. Acrescente que estas dificuldades
são ainda afetadas pelo leque de aptidões e competências do facilitador, bem como do
contexto. Por exemplo, se um facilitador for competente em primeiros socorros poderá não
precisar de pedir ajuda médica imediata (dependendo das lesões identificadas), ao passo que os
facilitadores sem formação em primeiros socorros terão sempre de pedir ajuda médica como
primeira prioridade.
9. Autocuidado 45
Consciencializar acerca da importância do autocuidado e praticar uma técnica de
respiração indutora de relaxamento.
Flipchart e marcadores
1. Comece a atividade pedindo aos participantes que reflitam calmamente sobre tudo o que
aprenderam e praticaram hoje. Peça-lhes que partilhem o que acham que podem considerar
pessoalmente desafiador ao facilitar PSP a pessoas em sofrimento emocional.
Exemplos de desafios são:
ser emocionalmente afetado pelo sofrimento dos outros
sentir que não fez o suficiente ou não conseguiu resolver os problemas da pessoa
sentir-se mal por não ter conseguido ajudar mais pessoas (em eventos de grande escala)
sentir medo de que a experiência ansiógena possa acontecer consigo.
2. Agora, peça aos participantes que formem pares e descrevam brevemente uma experiência ou
situação pela qual passaram e que foi particularmente difícil para eles. Peça-lhes que discutam
como lidaram com esses desafios antes, ou como viram outras pessoas lidar com isso.
Exemplos de respostas são:
conversando com alguém sobre seus sentimentos e desafios
tirando algum tempo para descansar
exercício físico.
3. Resuma as respostas dizendo
Facilitar primeiros socorros psicológicos a pessoas em sofrimento emocional pode ser
difícil, tanto física como emocionalmente, para quem ajuda. É difícil conhecer e conversar com
pessoas em sofrimento e, mesmo que forneça a melhor ajuda possível, ainda poderá ficar com a
sensação de que não fez o suficiente. Existem diferentes coisas que pode fazer para cuidar de si
mesmo, antes e depois de facilitar ajuda.
4. Peça aos participantes que se levantem e caminhem pela sala e conversem entre si sobre
formas de cuidar de si próprios, em preparação para facilitar PSP a pessoas em sofrimento
emocional.
Peça-lhes que conversem com algumas pessoas diferentes para ouvir várias ideias.
5. Depois de alguns minutos e observando que eles tiveram conversas diferentes, reúna todos
em círculo. Peça-lhes que partilhem algumas das ideias sobre as quais conversaram.
6. Liste os exemplos num flipchart.
Inclua o seguinte, se os participantes não os mencionarem:
conhecer os seus próprios limites, ou seja, reconhecer os limites da sua experiência e
competência sabendo quando referenciar alguém para ajuda especializada
acalme-se estando mentalmente preparado antes de ir ajudar
saber com quem trabalhará se estiver junto de um colega ou em equipa, e saber quais são as
funções de cada um
ter o número do líder da sua equipa ou de outra pessoa para quem ligar se precisar de ajuda
como seja a referenciação
1. Peça aos participantes que se sentem em círculo ou fiquem de pé com espaço suficiente à sua
volta para que não toquem em mais ninguém.
2. Peça-lhes que se sentem direitos ou, em pé, fiquem imóveis por cerca de 30 segundos. Eles
devem concentrar-se na conexão entre os pés e o chão, ou a cadeira e o corpo, se estiverem
sentados. Peça-lhes que se concentrem em estar conectados ao solo.
3. Agora, que coloquem uma mão na barriga e outra no peito. Peça-lhes que se concentrem
silenciosamente na respiração, mas sem a alterar. Eles devem perceber se estão a respirar pelo
peito ou pela barriga.
4. Peça, num tom de voz suave, que respirem lenta e profundamente pela barriga e expirem
lentamente pela boca. Pratiquem isto por alguns minutos.
5. Termine a atividade explicando que: controlar a respiração é uma das formas mais eficazes de
nos sentirmos mais calmos se estivermos numa situação de ansiedade.
Apêndice A: Energizadores
Jogo da cadeira
Colocar menos uma cadeira do que o total das pessoas. Quem fica no meio tem de fazer
questões sobre coisas pessoais, quem responde “não”, tem de se levantar e ir para o centro.
Balões ao alto
Se houver muitos participantes na formação, divida-os em grupos de cerca de cinco em cada
grupo. Explique que vai dar um balão a cada grupo e que a sua tarefa é manter o balão no ar. O
balão não deve tocar no chão! Dê a cada grupo um balão e diga-lhes para começarem. Passado
cerca de um minuto, dê-lhes outro balão e diga-lhes e diga-lhes que têm de manter este
também no ar. Repita isto algumas vezes, até que os participantes estejam energizados!
14:15 – 15:15 7. Role play de PSP Cópias dos estudos de caso desenvolvidos pelos
grupos na sessão 5
15:15 – 15:30 Revisão do primeiro dia 15
DIA DOIS
09:00 – 09:15 Recapitulação do primeiro dia Flipchart e marcadores
e introdução do segundo dia
Cole ou agrafe os dois lados para fazer um cartão. Dê a cada pessoa um cartão VOL à chegada.
Estes cartões serão utilizados mais tarde em diferentes momentos da formação.
Frente Verso
Ver 1 Procurar
informações sobre o
que aconteceu e
está a acontecer
38
APÊNDICES
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__________________________________________________
Forneça algumas informações pessoais (por exemplo: sexo, idade, estado civil, etc.):
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
Pense num contexto (por exemplo: ambiente, hora do dia, situação privada ou pública, outras
pessoas à volta? etc.)
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
1. _________________________________________________________________________
2. _________________________________________________________________________
3. _________________________________________________________________________
4. _________________________________________________________________________
Imprima cópias deste estudo de caso e dê uma cópia a cada grupo. Não se esqueçam de
escolher um nome para a mulher que seja típico da sua localidade.
O estudo de caso
Fui chamado por uma das minhas colegas, (NOME), que se encontrava num estado de grande
ansiedade. Três homens armados entraram em sua casa numa noite, há cerca de duas semanas.
Não a magoaram. Não lhe fizeram mal, mas ameaçaram-na e levaram todos os objetos de valor
que encontraram. Ela teve muito medo no momento, mas lidou bem com a situação e manteve-
se calma. Depois de terem saído, (NOME) chamou a polícia e o serralheiro, pois tinham-lhe
roubado as chaves. Entretanto, tinham passado duas semanas e ela não se estava a sentir bem.
Disse-me que tinha dormido pouco nas últimas duas semanas e até ficou acordada toda a noite
algumas vezes, com medo que eles voltassem. Não conseguia ir trabalhar, pois estava demasiado
cansada para se concentrar.
Instruções
Discutam as questões abaixo nos vossos grupos e tomem notas para plenário.
Utilize os post-its que lhe foram distribuídos para escrever exemplos de reações comuns e de
reações complexas. Reações complexas - escreva uma reação por post-it.
Questões
2. Que tipo de reações comuns acha que a mulher teria perante esta experiência?
3. Que tipo de reações complexas poderia ela ter a partir desta experiência? Quando e porque
é que faria um encaminhamento para ajuda profissional?
FORMULÁRIO DE FEEDBACK
Princípio de ação e ações *Nível de Comentários e exemplos
conclusão O que é que correu bem?
O que poderia ser melhorado?
VER refere-se ao facto do facilitador procurar:
Avaliar o risco de segurança e
proteção
Apresentou-se
Acalmou a pessoa em
dificuldades
Aceder a informações
Há um ano que visita uma família de refugiados, uma vez por semana, no âmbito do seu trabalho como
voluntário da Cruz Vermelha. Dá-se muito bem com todos os membros da família e sente-se ligado a
todos. Um dia, chega e encontra toda a família em apuros, porque a filha mais velha tentou pôr termo
à sua vida cortando os pulsos. Ela esteve no hospital, mas já regressou a casa. Os pais estão muito
perturbados. A filha fechou-se no seu quarto e recusa-se a falar com alguém. O pai está sentado à
janela, a olhar, não diz nada. A mãe não pára de falar acerca de tudo o que já passaram e porque está
zangada por ver a filha, como é ingrata por os fazer passar por isto.
Questões:
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Está a regressar a casa do trabalho quando vê um acidente de viação à sua frente. Dois carros
chocam entre si e ficam muito danificados. Pára e corre para ajudar. Num dos carros está um
casal de idosos com a sua neta. No outro carro estão dois jovens. O casal de idosos e a neta têm
alguns ferimentos ligeiros, mas as suas lesões físicas não parecem ser graves. Saem do carro e
ficam abraçados um ao outro. A neta está a chorar. No outro carro, um dos dois jovens está
gravemente ferido e inconsciente. O outro passageiro está em pânico a gritar e a chorar.
Questões:
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