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Diabetes Tipo 2: Incidência e Prevalência em SP

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FAG

MEDICINA

ATENÇÃO BASEADA EM PROJETOS I

Indicadores de Saúde

Incidência e Prevalência

Patrícia do Prado Erbesse

Turma 1

SÃO PAULO, 10/2024


UBS MOOCA I - DISTRITAL

A UBS MOOCA I é localizada na região da Zona Leste de São Paulo,


subdistrito Mooca.

Completando 30 anos em 2024, a Estratégia de Saúde da Família (ESF) é uma


das políticas de maior sucesso do SUS e passará por uma reestruturação para
o resgate do foco nas pessoas e no cuidado, como anunciado em 8/4/2024.

“Visto que havia uma orientação estratégica diferente para o programa feita
pelo governo anterior, a reconstrução fez-se necessária, tendo como norte a
qualidade”, pontuou a ministra da Saúde. “Trata-se de uma área fundamental,
que consegue a resolução de 80% dos problemas de saúde”, acrescentou.

Responsável por explicar as mudanças na estratégia de atuação do programa,


o secretário Felipe Proenço resumiu: “É um novo momento para a saúde da
família”. Serão mais equipes que vão trabalhar com um tamanho de população
adequado. Assim, vamos poder olhar para o horário de funcionamento das
UBS e analisar a satisfação das pessoas que estão sendo atendidas”, explicou.
Entre as dificuldades citadas pelo secretário e encontradas pela atual gestão,
estava a ausência de um médico em 4 mil dessas equipes que atendem os
territórios pelo programa nos anos anteriores.

A população assistida pela Estratégia Saúde da Família na área pode variar,


mas geralmente cada unidade atende uma faixa de 3.000 a 5.000 pessoas.

A unidade conta com 6 equipes de ESF e o território possui 22.107 usuários


assistidos.

DIABETES TIPO 2:
O Diabetes é uma doença metabólica caracterizada por hiperglicemia
associada a complicações, disfunções e insuficiência de vários órgãos,
especialmente olhos, rins, nervos, cérebro, coração e vasos sanguíneos.
Pode resultar de defeitos de secreção e/ou ação da insulina envolvendo
processos patogênicos específicos, por exemplo, destruição de células
beta dos pâncreas (produtoras de insulina), resistência à ação da
insulina, distúrbios da secreção da insulina, entre outros.

*Número de casos antigos: 4416.

*Número de casos novos diagnosticados de janeiro a outubro de 2024: 264


usuários novos.

*Número total: 4680.

1. Calcular a taxa de incidência e a taxa de prevalência para a DM2.

A prevalência é a proporção de indivíduos com a doença em relação a


população total, em um momento específico ou em um período.

Prevalência= todos os casos existentes x100

------------------------------------

População total

A partir da análise dos dados e de acordo com o cálculo aprendido, chegamos


a conclusão que a prevalência de DM 2 está em 21,17% no território da UBS
Ermelino Matarazzo.

A taxa de incidência é medida através da ocorrência de casos novos de uma


doença ou condição em um período de tempo específico, em uma população
em risco.

Incidência = novos casos durante o período de 2024 x1000

----------------------------------------------------

População em risco no início do período

O cálculo foi realizado através dos 264casos novos diagnosticados em 2024,


estando representada por 56% dos munícipes do território da UBS Ermelino
Matarazzo.

2. Discutir o impacto clínico epidemiológico desses indicadores. O que


a incidência e a prevalência sugerem sobre a dinâmica da doença?

O impacto clínico e epidemiológico da diabetes no Brasil é altamente


significante, já que a cada ano que passa, não só o número de São Paulo, mas
mundialmente o aumento de casos de DM2 chega a ser alarmante, e com isso
refletimos a importância de ações para reduzir o impacto clínico devido as
complicações crônicas, custo alto para o SUS e impacto elevado na saúde
mental.

Impacto epidemiológico:

*Alta prevalência da DM2:

O número de casos de diabetes tipo 2, tem aumentado de forma expressiva no


Brasil, com uma prevalência estimada entre 8 e 10% da população adulta. Este
aumento está relacionado a fatores como envelhecimento populacional,
urbanização, sedentarismo e alimentação inadequada.

*Incidência e tendência de crescimento:

Com o aumento dos fatores de risco, como obesidade e o sedentarismo, a


incidência de novos casos continua a crescer.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), projeta que o Brasil terá um dos


maiores aumentos globais no número de pessoas com diabetes nos próximos
anos.

*Desigualdade Regional:

A prevalência de diabetes varia entre as regiões do Brasil, com uma tendência


de aumento nas regiões mais urbanizadas e desenvolvidas economicamente,
onde o estilo de vida sedentário e a alimentação rica em alimentos
processados são mais comuns.

No entanto, o acesso desigual aos serviços de saúde e a baixa conscientização


sobre a prevenção agravam o problema em áreas mais remotas e
desfavorecidas.

3. Elabore uma estratégia de intervenção. Com base nos dados


apresentados, como a equipe de saúde poderia agir para reduzir a
incidência e a prevalência?

Para minimizar os casos de diabetes tipo 2 na região de Ermelino Matarazzo,


uma estratégia de intervenção multifacetada é essencial. A equipe de saúde
pode implementar as seguintes ações:

1. Educação e Conscientização:

-Campanhas de Informação: Realizar palestras, workshops e distribuição de


materiais educativos sobre diabetes, fatores de risco, prevenção e manejo da
doença.
-Treinamentos em Escolas: Incluir ações programas de educação em saúde
nas escolas, educando crianças e adolescentes sobre alimentação saudável e
a importância da atividade física.

[Link]ção de Estilos de Vida Saudáveis:

-Programas de Atividade Física: Criar grupos de caminhada, yoga e outras


atividades físicas acessíveis à comunidade.

-Oficinas de Culinária Saudável: Oferecer cursos que ensinem a preparar


refeições saudáveis e balanceadas.

3. Acesso à Alimentação Saudável:

-Consulta e grupos educativos: Realizar consultas nutricionais com apoio da


equipe multiprofissional e ações na unidade sobre opções de alimentação
saudável semanalmente.

-Parcerias com Supermercados: Trabalhar com estabelecimentos locais para


promover descontos em produtos saudáveis para o território adscrito.

4. Monitoramento e Triagem:

-Exames de Rotina: Realizar campanhas de triagem em comunidades para


identificar pessoas com risco de diabetes, promovendo testes de glicemia.

-Cartões de Saúde: Criar um sistema de acompanhamento para pessoas em


risco, com consultas regulares.

[Link] Psicológico e Social:

-Grupos de Apoio: Formar grupos para pessoas com diabetes e seus


familiares, proporcionando suporte emocional e troca de experiências.

-Atendimento Psicossocial: Disponibilizar profissionais para ajudar na gestão


do estresse e das emoções que podem contribuir para comportamentos de
risco.

6. Integração com a Rede de Saúde:

-Capacitação de Profissionais: Treinar a equipe de saúde da unidade para


identificar e gerenciar casos de pré-diabetes e diabetes.

-Protocolos de Atendimento: Implementar protocolos claros para


encaminhamentos e seguimento de pacientes com risco de diabetes.
[Link]ção e Monitoramento:

-Pesquisas de Prevalência: Realizar levantamentos periódicos para monitorar


a incidência e prevalência do diabetes na região.

-Feedback da Comunidade: Coletar dados e feedback dos participantes dos


programas para ajustar as intervenções conforme necessário.

[Link] Comunitárias:

-Colaboração com Organizações Locais: Trabalhar em conjunto com ONGs,


grupos comunitários e empresas para potencializar ações e recursos.

-Iniciativas de Mobilização Social: Envolver a comunidade na promoção da


saúde, incentivando a participação ativa nas ações.

Implementando essas estratégias, a equipe de saúde de Ermelino Matarazzo


pode ajudar a reduzir a incidência e a prevalência do diabetes tipo 2,
promovendo uma comunidade mais saudável e consciente.

Conclusão:

O cenário de DM2 nos território de São Paulo e no Brasil, exige uma


abordagem multiprofissional, unindo esforços de políticas públicas, sistema de
saúde, conscientização e cuidados clínicos para reduzir tanto o impacto clínico
quanto epidemiológica desta doença crônica no país.

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