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HIV/AIDS: História, Transmissão e Riscos

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Manuella Motta
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HIV / AIDS

AULA 2 - DIP (03/10)

Quem morre de AIDS?


● Maioria que não tem tratamento, não tem conhecimento sobre a doença

Histórico
● 1981
→ Aumento inesperado de doenças incomuns- Pneumocystis jirovecci (antes referido como
Pneumocystiscarinii)e Sarcoma de Kaposi
→ Nessa época era a doença era conhecida por GRID (Gay related immune deficiency)
● 1982
→ Acometimento em homens e mulheres
→ Nessa época, a doença virou AIDS- Acquired Immune Deficiency Syndrom
● 1983
→ O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é isolado ( França e EUA)
● 1984
→ Estabelecida relação causal entre o vírus HIV e a AIDS.
● 1985
→ Surgimento de testes diagnósticos

A origem
● Algumas experiências comprovam que o elo perdido na passagem dos primatas para
o homem parece estar relacionado à questão da manipulação de carne de primatas
não humanos infectados na África. A origem do vírus HIV, foi encontrada em
chimpanzés vivendo em Camarões Acredita- se que caçadores de primatas foram os
primeiros humanos a contrair o vírus, e que casos de Aids teriam aparecido
primeiramente na capital do Congo (antes Zaire) na década de 30. A doença, então,
se disseminou pelo mundo com a globalização.

Classificação
● Familia: Retroviridae
● Sub-familia: Orthoretrovirinae
● Gênero: Lentivirus
● Espécie: Vírus da imunodeficiência humana
● Principais tipos HIV-1 e HIV-2
● HIV-1 Originário de S/Vcpz que infecta o Pan trogloditys trogloditys (chimpanzés,
Nature. 1999 Feb 4;397(6718):436-4
● HIV-2 Originário de SIV que infecta Cercocerbus torquatus atys (Sooty mangabey,
Nature. 1992 ;358:495-9)
→ HIV tipo 1 é o mais prevalente no Brasil
→ HIV tem diferentes cepas, a pessoa pode pegar mais de uma Cepa

O HIV tem preferência por células alvo do Sistema Imune, pela Imunidade celular linfócitos T
(CD4 e CD8)
● Imunidade humoral
● Imunidade celular

A célula alvo do HIV é a TCD4


● CD4 normal em adulto (800 a 1200 células)
● Pessoas com HIV tem menos CD4, ficando vulnerável a doenças oportunistas
fazendo uma doença grave
● Abaixo de 350 já é AIDS

Principal forma de transmissão


● Relação sexual pela via anal
● Para transmitir é necessário a secreção
● Em até 72h a 96 h após a relação o HIV já entrou dentro da célula e inicia a
replicação
○ Tem até 72h para fazer a profilaxia
● Após 5 a 7 dias da relaçao desprotegida já começa a transmitir para outra pessoa
● CXCR4 e CCR5 - co receptores para que o vírus entre na célula CD4, sem esses ele
não entra na célula, sendo fagocitado pelo sistema imune

CICLO REPLICATIVO
→ O HIV se replica utilizando a estrutura genética da célula infectada (linfócito CD4 +).
Inicialmente, o vírus HIV adere e penetra sua célula alvo (CD4 +), libera RNA, que constitui
o código genético do vírus, no interior da célula. Para o vírus replicar, seu RNA deve ser
convertido para DNA, O RNA é convertido por uma enzima chamada transcriptase reversa
(produzida pelo HIV). O vírus HIV sofre uma mutação fácil nesse ponto, porque a
transcriptase reversa tende a cometer erros durante a conversão do RNA viral em DNA. O
DNA viral entra no núcleo da célula. Com a ajuda de uma enzima chamada integrase
(igualmente produzida pelo HIV), o DNA viral funde-se como DNA da célula
● Coloca o CD4 para trabalhar, ou seja, toda a estrutura passa a trabalhar para o HIV
● Maioria dos medicamentos atuam inibindo a transcriptase reversa
● Após terminar o processo, ele mata a célula e vai infectar outra célula

→ O DNA da célula infectada agora produz RNA viral assim como proteínas que são
necessárias para formar um novo HIV
→ Forma-se um novo vírus a partir do RNA e de segmentos curtos de proteína. O vírus é
liberado (germina) através da membrana da célula, envolvendo-se em um fragmento desta e
apertando a célula infectada.
→ Para ser capaz de infectar outras células, o vírus recém-formado tem de amadurecer. Ele
amadurece quando outra enzima do HIV (protease) corta as proteínas estruturais dentro do
vírus, fazendo com que estas se reorganizem.

Obs. Quanto maior a carga viral, maior a probabilidade de infecção, inoculando em um


número maior de células
● Quanto maior a carga viral da fonte maior o risco para o paciente, estando
intimamente relacionado com o desenvolvimento da AIDS

1. Entrada na célula
● Moléculas do envelope viral (gp120, gp41)
● Quimiocinas (CCR5 e e CXCR4)
● Virus precisa de 2 moléculas gp 120 e gp 41 para possibilitar o
diagnóstico

Grupo de Risco = 5H “Doença dos 5H”


● Homossexuais
● Hemofílicos (indivíduos com alterações no processo de coagulação)
● Haitianos
● Heroinômanos (usuários de heroína injetável)
● Hookers (profissionais do sexo)

Comportamento de risco
● Uso compartilhado de seringas
● Qualquer prática cirúrgica sem o uso das medidas de precaução universais
● Sexo oral, anal e vaginal sem uso de preservativos
● Múltiplos parceiros
● Promiscuidade

EX. Cazuza - grupo de risco


Contágio provável: 1985
Morte: 07/07/1990 (32 anos)
● Bissexualidade
● Uso se droga - mudança de comportamento do que você não faria sem o uso
● Promíscuo
● Bebida alcoólica - vulnerabilidade e alteração química, em que afeta o metabolismo
de medicamentos
○ Pilares da Imunidade
■ Dormir bem
■ Boa alimentação
■ Exposição solar adequada
■ Boa hidratação

O início da mudança do estigma da doença


Antes
● Grupo de risco
○ Doença que mata todas as suas vítimas…
○ Sem cura
○ Sem tratamento
Hoje
● Grupos vulneráveis (menos acesso a informação, sem educação sexual)
○ Doença crônica
○ Sem cura
○ Com tratamento

HIV X AIDS
● Existe cura para a AIDS, mas não tem cura para o HIV, mas se abandonar o
tratamento, a AIDS volta
● Mas a pessoa sempre terá o vírus
● HIV doença crônica que necessita de tratamento para a toda a vida para impedir a
replicação do vírus

MAGIC JOHNSON - Mudança do estigma


● COMPORTAMENTO DE RISCO
"Eu só quero deixar claro, que eu não estou com Aids, mas com o vírus HIV. Eu planejo ir
adiante, viver muito tempo, atormentando vocês como sempre fiz."
→ 1991 Diagnóstico de HIV 1992 Ouro em Barcelona - VIVO E SAUDÁVEL

Atualmente, conceito de GRUPOS VULNERÁVEIS


● Interação de fatores individuais e coletivos que fazem com que diferentes
pessoas/grupos estejam mais ou menos suscetíveis a infecções e adoecimentos,
uma vez que dispõem de maiores ou menores possibilidades de se proteger ou se
prevenir.
● No caso do HIV e das outras DST, por exemplo, dificuldades econômicas podem
impedir o acesso de algumas pessoas ao preservativo e aos serviços de saúde, o
que aumentará as chances dessas pessoas terem mais relações sexuais
desprotegidas do que aquelas que conseguem comprar os preservativos.

● Outras situações que determinam diferentes vulnerabilidades entre as pessoas são o


acesso a ações e serviços de educação, a idade, o gênero, o acesso aos meios de
informação, entre outros.

OBS. Jovens de 12 a 16 anos são os que infectam mais no Brasil


● Início da vida sexual cedo
● Ausência de informação da família e escola
● Grupo vulnerável = grupo sem informação

→ A principal via de transmissão do vírus HIV no mundo é o sexo

TIPO DE EXPOSIÇÃO SEXUAL E RISCO DE TRANSMISSÃO APÓS CONTATO COM


PESSOAS COM HIV +
Tipo de exposição Risco de exposição (%)

Penetração anal receptiva 0,1 a 3


Penetração vaginal receptiva 0,1 a 0,2

Penetração vaginal insertiva 0,03 a 0,09

Penetração anal insertiva 0,06

Sexo oral receptivo 0 a 0,04


A transmissão mulher x homem é 8x menor que a transmissão homem x mulher

→ Quanto mais lacerada está a mucosa, maior o risco de infecção do vírus


● Mulher tem maior risco, porque o homem tem o esperma e porque a superfície de
contato da mulher é maior que a do homem
→ A transmissão é acumulativa. A transmissão é maior em quanto mais relações em curto
tempo pois há mais lesões de mucosa e porta de entrada para o vírus

TRANSMISSÃO
→ Mecanismos de transmissão:
● Sexual
- Mucosa gastrointestinal
- Mucosa reprodutiva
● Parenteral
● Vertical
- Transplacentária
● Parto
- Aleitamento materno

Fatores que modificam a possibilidade de contágio:


● Circuncisão - O prepúcio é muito vascularizado e naturalmente rico em células
CD4+. A circuncisão (remoção cirúrgica do prepúcio) reduz o risco de aquisição do
HIV.
● Grande viremia da fonte - risco maior durante a Síndrome Retroviral Aguda e na
doença avançada.
● Outras IST's - promovem inflamação com concentração de TCD4+ ativas na
genitália. A chance é maior em IST's ulcerativas-sífilis, herpes.
● Uso de anticoncepcional oral - Aumenta o risco para mulheres modificarem o
epitélio da mucosa vaginal tornando mais suscetível a entrada do vírus (epitélio fica
mais atrativo para o vírus, porque altera o Ph da vagina, favorecendo a infecção)
● Uso de objetos durante o ato sexual - uso de "duchas anais", introdução de
objetos, do punho do parceiro aumentam o risco

Risco aumentado
● Homens que mantêm relações com outros homens (H-S-H) têm 24 VEZES MAIS
CHANCE DE SER INFECTADOS do que a média da população.
● Usuários de drogas injetáveis têm 24 vezes mais chance de ser infectados do que
a média da população.
● Prostitutas com baixa escolaridade têm dez vezes mais chances.
● Prisioneiros têm cinco vezes mais chance de ser infectados do que a média da
população.

RISCO DE TRANSMISSÃO do HIV em acidentes com material biológico


→ Vários fatores podem interferir no risco de transmissão do HIV. Estudos realizados
estimam, em média, que o risco de transmissão do HIV é de 0,3% (0.2-0.5%) em acidentes
percutâneos e de 0,09% (0.0060.5%) após exposições em mucosas. O risco após
exposições envolvendo pele não-íntegra não é precisamente quantificado, estimando-se que
ele seja inferior ao risco das exposições em mucosas.
● Percutâneo: perfuração por agulha
○ Quanto maior o calibre da agulha maior o risco
○ Quanto maior a quantidade de sangue, maior o risco

FENÔMENO DA JANELA IMUNOLÓGICA:


→ Intervalo de tempo entre a infecção pelo HIV e a produção de anticorpos. Na maioria dos
casos, em média a sorologia positiva é constatada de 30 a 90 dias após a exposição ao HIV.
Contudo, esse período pode chegar até 6 meses.
● A sorologia é negativa, mas ocorre a transmissão do vírus.

Exemplo
→ 01/10 adquiri HIV
● 72h-96h: primeira replicação
● 5-7 dias: transmissão
→ Fase eclipse: nos primeiros 10 dias após a infecção, o vírus está escondido no corpo e
nenhum teste é capaz de identificar o vírus
→ 10 a 30 dias: consegue detectar com o teste de antígeno
→ Após 30 dias: os testes rápidos começam a detectar, porque o corpo consegue produzir
anticorpo

Fase Eclipse
● Após a transmissão do vírus, há um período de aproximadamente 10 dias,
denominado de fase eclipse (do inglês, eclipse phase), antes que o RNA viral seja
detectável no plasma
História natural em um indivíduo que não faz tratamento:
● Infecção aguda do hiv: traz sintomas inespecíficos de virose
● SRA (síndrome retroviral aguda) - Abertura do quadro HIV
○ Dura em média 2 semanas após contrair o vírus
○ Corpo mole - Diarreia - Febre - Algumas lesões no corpo
○ Involui espontaneamente
○ Dentro da janela Imunológica e o teste da falso negativo

→ Quando a carga viral sobe o CD4 cai e inversamente vale (são inversamente
proporcionais)
● No primeiro mês o CD4 cai para a 500
● Depois a medula começa a produzir mais CD4 para compensar, tendo um aumento
de CD4, mas ela não consegue sustentar e o vírus continua matando CD4, até
chegando uma hora que não consegue proteger mais e o CD4 fica em queda
● Latência clínica: corpo começa a aprender mecanismo para conter o vírus
○ Sem sintomas - Mas o vírus continua se multiplicando
○ Dura mas tempo em pessoas saudáveis e sem infectar novamente
○ Pode durar 5 anos
○ Silenciosa
○ CD4 ainda por volta de 500 (aceitável), ainda não está vulnerável a doenças
oportunistas
○ Não há latência do vírus, ele continua matando cd4

AIDS
● CD4 menor 350
● Presença de doenças oportunistas
HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA
1. Síndrome Retroviral Aguda (SRA)
→ A SRA ocorre nas primeiras semanas da infecção pelo HIV, quando o vírus está sendo
replicado intensivamente nos tecidos linfóides. Durante este período, a carga viral (CV) é
alta e pode haver linfopenia (com especial redução dos linfócitos CD4). O indivíduo, nessa
fase é altamente infectante
→ Os principais achados clínicos de SRA incluem febre, cefaléia, astenia, adenopatia,
faringite, exantema e mialgia. A SRA pode cursar com febre alta, sudorese e
linfadenomegalia (vírus se reproduz nos linfonodos, principalmente submandibular, cervical),
comprometendo principalmente as cadelas cervicais anterior e posterior, submandibular,
occipital e axilar
→ Os sinais e sintomas que caracterizam a SRA, por serem muito semelhantes aos de
outras infecções virais, são habitualmente atribuídos a outra etiologia e a infecção pelo HIV
comumente deixa de ser diagnosticada nessa fase inicial ou aguda
● Indivíduo altamente infectante

2. Fase assintomática (latência clínica)


→ Nesta fase, o exame físico pode ser normal, exceto pela linfadenopatia, que pode persistir
após a infecção aguda. Podem ocorrer alterações inespecíficas em exames laboratoriais
(plaquetopenia, anemia, leucopenia leves).
→ Enquanto a contagem de CD4+ permanece acima de 350 céls/mm², os episódios
infecciosos mais frequentes são geralmente bacterianos, como as infecções respiratórias,
cutâneas ou tuberculose.
→ À medida que a infecção progride (diminuição na contagem de CD4+, situada entre 200 e
300 céls/mm²), sintomas constitucionais (febre baixa, perda ponderal, sudorese noturna,
fadiga), diarreia crònica, cefaleia, alterações neurológicas, infecções bacterianas
(pneumonia, sinusite, bronquite) e lesões orais, como a leucoplasia oral pilosa, tomam-se
mais frequentes, além do herpes-zoster

3. Síndrome da Imunodeficiència Adquirida


→ O aparecimento de infecção oportunista e neoplasias é definidor da AIDS.
→ Entre as Infecções oportunistas, pneumocistose, neurotoxoplasmose, destacam-se:
TUBERCULOSE PULMONAR ATÍPICA OU DISSEMINADA, meningite criptocócica e
retinite por citomegalovirus.
→ As neoplasias mais comuns são sarcoma de Kaposi, linfoma não Hodgkin e câncer de
colo uterino, em mulheres jovens.
→ Nessas situações, a contagem de CD4+ situa-se abaixo de 200 céls/mm³

ASPECTOS CLÍNICOS
Doenças definidoras de AIDS
● Candidíase do trato respiratório e ecológica
● Tuberculose pulmonar e extrapulmonar
● Infecção disseminada por mycobacterium do complexo Mycobacterium avium
● Câncer cervical invasivo
● Pneumocystis carinii
● Sarcoma Kaposi
● Citomegalovirose, exceto fígado, baço ou linfonodo
● Criptococose extrapulmonar
● Criptosporidiose intestinal crónica (1 mês) Linfoma de Burkitt. Linfoma imuno didático
● Histoplasmose extrapulmonar ou disseminada
● Herpes simplex trato respiratório e úlcera crônica (> 1 mãe)
● Síndrome consumptiva pelo HIV (wasting syndrome)
● Coccidioidomicose extrapulmonar ou disseminada
● Isosporíase intestinal crônica (>1 mês)
● Infecções bacterianas múltiplas ou recorrentes
● Salmonelose septicêmica recorrente
● Pneumonia intersticial linfóide ou hiperplasia lintöide pulmonar

ABORDAGEM INICIAL
1. Uso de uma linguagem acessível
2. Compreender as condições psicossociais, riscos vulnerabilidades que envolvem o
contexto de vida

Anamnese:
● Informações específicas sobre a infecção pelo HIV
● Riscos e vulnerabilidades
● História psicossocial
● Saúde reprodutiva
● História familiar

Exame físico
O que o paciente deverá saber após a(s) primeira (s) consulta(s):
● Em termos gerais, como o vírus causa a doença
● A diferença entre ser infectado pelo HIV e ter AIDS
● A importância da contagem de LT-CD4+ o exame de CV
● Como outros podem se infectar e como isso pode ser evitado: Como a TARV
funciona e qual a sua utilidade
● Bom prognóstico: hoje, a grande maioria das PVHIV em tratamento vivem uma vida
normal,IST e hepatites virais devem ser evitadas, uma vez que estas podem piorar o
curso da infecção pelo HIV
● Se houver sintomas de IST, o paciente deve ser capaz de falar abertamente sobre
eles, é possível infectar-se com outra cepa mais patogênica ou resistente do HIV
(reinfecção, superinfecção)
● Uma dieta equilibrada e exercício físico regular podem ajudar a melhorar o
prognóstico
● Fumar aumenta o risco de inúmeras complicações para a saúde
● Onde encontrar mais informações médicas e sociais
● Grupos de apoio (ONG, organizações comunitárias) disponíveis na área para o apoio
de PVHIV
● Testes laboratoriais planejados e sua utilidade para tratamento futuro

→ TARV: Terapia anti retroviral


→ PVHIV: pessoa vivendo com HIV
→ CID: B-54

HIV ≠ AIDS
● HIV positivo: portador do HIV/teste positivo para HIV
● Aids: doença causada pela infecção pelo HIV não tratada, levando à Síndrome da
Imunodeficiência Adquirida e suas doenças oportunistas

→ PVHA Pessoas Vivendo com HIV / Aids


ESTATÍSTICAS
Prevalência/Letalidade - mundo
● 78 milhões de pessoas infectadas
● 35 milhões de mortes
● 43% das pessoas infectadas não sabem que são portadoras do vírus

Estimativa para 2022


Mundo

Pessoas vivendo com HIV: 39 milhões

Pessoas com tratamento antirretrovirais: 29,8 milhões

Novas infecções pelo HIV: 1,3 milhão

ÓBitos em decorrência da AIDS: 620 mil

● A maioria dos casos de infecção pelo HIV encontra-se na faixa de 20 a 34 anos, com
percentual de 52,7% dos casos
● No mundo, CERCA DE 5.500 MULHERES DE 15 A 24 ΑΝNOS CONTRAEM O HIV
A CADA SEMANA, de acordo com a UNAIDS
● Mulheres TRANS
○ O risco de infecção pelo HIV é 13 vezes maior para pessoas trans.
○ Um estudo realizado pela Fiocruz mostra que as taxas de infecção por HIV
são muito altas em TRAVESTIS E MULHERES TRANS no Brasil, sendo a
maior delas em Porto Alegre, 65,3% das pessoas estudadas apresentavam
HIV e a menor em Curitiba, onde esse número é de 19,7%
● A faixa etária mais incidente, em ambos os sexos, é a de 25 a 49 anos de idade.
● A forma de transmissão mais prevalente é a sexual.
● Nas mulheres, 86,8% ocorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas
pelo HIV.
● Entre os homens, 43,5% dos casos se deram por relações heterossexuais, 24,5%
por relações homossexuais e 7,7% por bissexuais. O restante ocorreu por
hemotransfusão.
● A chance de um jovem gay estar infectado pelo HIV é cerca de 13 vezes maior em
comparação com os jovens em geral.
● O dia a dia das pessoas que vivem com HIV e estão em tratamento é igual ao de
pessoas sem HIV, com as mesmas recomendações de saúde: alimentação
balanceada, prática de exercícios físicos e acompanhamento médico periódico.
● Embora a diferença na rotina seja apenas a responsabilidade de realizar 0
tratamento com medicamentos, ainda há estigmas sociais a serem quebrados.

Prevenção Combinada: opções individualizadas para cada situação


Adotada no Brasil em dezembro de 2013, permite várias formas de prevenção, que podem
ser combinadas ou utilizadas Individualmente:

1. Testagem regular de HIV


2. Profilaxia pós-exposição (PEP)
3. Profilaxia Pré-Exposição (PrEP)
4. Testagem no pré-natal
5. Redução de danos
6. Diagnóstico e tratamento das IST
7. Uso de preservativos
8. Tratamento antirretroviral para todas as pessoas

1. Acolhimento
● "Acolher significa apreender, compreender e atender as demandas do usuário,
dispensando-lhe a devida atenção, com o encaminhamento de ações direcionada
para a sua resolutividade".
2. Aconselhamento
● Técnica eficaz que permite contato direto com o usuário, considerado como
estratégia eficaz para intervenções educativas com vistas à mudança de
comportamentos de risco e para manejo da comunicação do resultado. Exige
disponibilidade de tempo por parte do aconselhador, consistência, uniformidade e
precisão da informação.

→ Por que realizar o Aconselhamento?


● A AIDS atinge todos os segmentos da população.
● Milhares de pessoas desconhecem sua condição sorológica.
● Conhecer seus "Status" e ter acesso ao tratamento é um direito do cidadão.
● Na maioria dos casos se realiza o teste para o diagnóstico do HIV, em média, cinco
anos após tere se infectado.
TESTE DE HIV
→ O resultado NÃO REAGENTE é liberado com base em um único teste, entretanto, caso
persista a suspeita de infecção pelo HIV, uma nova amostra deverá ser coletada 30 dias
após a data da coleta da primeira amostra.

→ O RESULTADO REAGENTE sempre é confirmado com um segundo teste. Com base na


especificidade dos testes de triagem, dois resultados reagentes são utilizados para o
diagnóstico da infecção. É importante ressaltar que todos os indivíduos
recém-diagnosticados devem realizar o exame de quantificação da Carga Viral -CV
● Precisa de 2 testes positivos

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
A) PROFILAXIA PÓS EXPOSIÇÃO
● A profilaxia pós-exposição sexual (PEP sexual) é considerada uma estratégia que
visa à prevenção da transmissão sexual do HIV para aqueles que não usaram ou
tiveram acidente ou falha com o preservativo.
● Ela não substitui o uso do preservativo, principal estratégia para a prevenção, mas
amplia a possibilidade de prevenção e deve ser disponibilizada a todos que tiverem
sua indicação, após a avaliação de risco. Seu atendimento é considerado de
urgência, pois precisa ser realizado em até 72 horas após a exposição sexual.
● É uma forma de prevenção da infecção pelo HIV usando os medicamentos que
fazem parte do coquetel utilizado no tratamento da Aids, para pessoas que possam
ter entrado em contato com o vírus recentemente, pelo sexo sem camisinha.
● Esses medicamentos, precisam ser tomados por 28 dias, sem parar, para impedir a
infecção pelo vírus, sempre com orientação médica.
● O ideal é que comece a tomar a medicação em até 2 horas após a exposição ao
vírus HIV e no máximo após 72 horas. A eficácia da PEP pode diminuir à medida que
as horas passam.

B) PROFILAXIA PRÉ EXPOSIÇÃO - PrEP


● A profilaxia pré-exposição, ou PREP, já é uma realidade.
● Um único comprimido, que, tomado todos os dias, previne a transmissão do HIV em
até 92% dos casos.
● Alternativa para prevenir o HIV além da camisinha.
● Utilização de uma EMTRICITABINA (TRUVADA®). E pilula diária TENOFOVIR
contendo combinados
● O remédio pode conseguir evitar a transmissão do HIV.
● Priorizada para populações de maior risco incluindo homens que fazem sexo com
homens (HSH), usuários de drogas intravenosas e profissionais do sexo, bem como
para "todos aqueles em risco de transmissão sexual em áreas com transmissão
endémica ou hiperendêmica do [Link]ção de uma EMTRICITABINA
(TRUVADA®). E pilula diária TENOFOVIR contendo combinados

→ Esquema posológico de administração de Truvada (um comprimido uma vez ao dia por
via oral, pelo tempo em que o adulto permanecer sob risca de exposição à Infecção por
HIV-1).
→ Aconselhar os individuas não infectados sobre práticas sexuals mais seguras que incluam
uso consistente a correto de preservativos, conhecimento da sua situação sobre o HIV-1 e a
da parceiro,
→ Realizar testes regularmente para outras infecções transmissíveis sexualmente que
possam facilitar a transmissão do HIV-1, como sífilis e gonorrela;
→ Truvada deve ser administrado, no caso da estratégia de PrEP, somente em indivíduos
que sejam comprovadamente HIV-1 negativos. Isso se deve ao dado de que Truvada
Isoladamente pode gerar o aparecimento de resistência a vírus caso ela seja administrada
em indivíduos com infecção não detectada por HIV-1, pois o Truvada administrado
isoladamente não constitui um regime completo para o tratamento.
→ PrEP leva 07 (sete) dias para proteger práticas sexuais anais. Por isso, espere esse
tempo para alcançar a proteção ideal nas relações anals.
→ No tecido vaginal o medicamento demora mais para alcançar a concentração ideal de
proteção. Por isso, se estiver começando a tomar PrEP hoje, espere 20 dias para estar
protegida nas relações vaginais.

FIOCRUZ
→ O Laboratório de Pesquisa Clínica em DST e AIDS, do (INI/Fiocruz), conduzirá o estudo
clínico HPTN077 com um medicamento totalmente novo para prevenção da AIDS. A droga,
conhecida como GSK1265744, já mostrou resultados positivos em testes conduzidos para
tratamento da Aids, e agora terá seu potencial testado como parte da estratégia de
prevenção da infecção pelo HIV. A pesquisa será realizada simultaneamente na África do
Sul, no Brasil, nos EUA e no Malawi.
→ O remédio, que já provou ser seguro em testes anteriores, é injetável, será aplicado a
cada três meses e O acompanhamento dos voluntários terá uma duração total de dois anos.
Imunização de soropositivos
→ O HIV+ deve ser avaliado antes de tomar qualquer vacina. Casos com Imunidade muito
baixa, não devem receber vacinas compostas por bactérias ou vírus vivos atenuados.
Normalmente os soropositivos sintomáticos não têm boa resposta às vacinas. Portanto, na
tentativa de obter uma resposta imunológica ideal, todas as vacinas devem ser dadas no
curso da infecção pelo HIV, o mais precocemente possível.

HIV e TUBERCULOSE
● Investigação de TB em Todas as Consultas
→ A tuberculose deve ser investigada em todas consultas de PVHA, mediante o
questionamento sobre a existência de um dos quatro sintomas: febre, tosse, sudorese
noturna e emagrecimento. A presença de qualquer um dos sintomas indica a possibilidade
de TB ativa e a necessidade de investigação do caso.
● Tuberculose é a doença mais comum em pessoas com HIV
● Teste do escarro
→ A TB é a principal causa de óbito por doença infecciosa em PVHIV, e por isso deve ser
pesquisada em todas as consultas.
→ A pesquisa deve iniciar-se com o questionamento sobre a presença dos seguintes
sintomas: tosse, febre, emagrecimento e/ou sudorese noturna. A presença de qualquer um
desses sintomas pode indicar TB ativa e requer investigação.

Objetivo do tratamento
● O objetivo final do tratamento é suprimir a carga viral das pessoas infectadas pelo
HIV
● A supressão viral é o último passo da cascata de cuidado contínuo e é um marcador
da redução da probabilidade não só de as PVHA apresentarem doenças oportunistas
como também da transmissão do HIV
● ↓ TRANSMISSÃO, MORBIDADE E LETALIDADE

Medicamentos
● O acesso universal e gratuito aos medicamentos antirretrovirais é política prioritária
do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais desde 1996.
● A terapêutica gratuita (garantida em Lel 9.313, de 13 de novembro de 1996)
proporcionou um aumento da sobrevida e na qualidade de vida dos pacientes, por
outro, a adesão irregular ao tratamento tem como consequência o surgimento e
disseminação de resistência.

Orientações sobre o tratamento


● A TARV deve ser iniciada entre a 2ª e a 8ª semana após o início do tratamento para

● Para ter impacto na mortalidade, pacientes com LT-CD4+ inferior a 200 cel/mm³ ou
com sinais de imunodeficiência avançada, devem começar a TARV na 2ª semana
após o início do tratamento para tuberculose
● Nos demais pacientes, a TARV pode ser iniciada após o término da fase intensiva do
tratamento da TB
● Não se recomenda o início concomitante do tratamento para ambos os agravos.
● O ideal é que a contagem de LT-CD4+ seja solicitada antes do início da TARV.
● O início imediato da TARV está recomendado para todas as PVHIV,
independentemente do seu estágio clínico e/ou imunológico
● A recomendação de início precoce da TARV considera, além dos claros benefícios
relacionados à redução da morbimortalidade em PVHIV, a diminuição da transmissão
da infecção, o impacto na redução da tuberculose - a qual constitui principal causa
infecciosa de óbitos em PVHIV no Brasil e no mundo-ea disponibilidade de opções
terapêuticas mais cômodas e bem toleradas.
O início imediato da TARV está recomendado para todas as PVHIV, independentemente do
seu estágio clínico e/ou imunológico
● Se descobriu a infecção hoje, amanhã já inicia

META 95-95-95
● O Ministério da Saúde pretende cumprir a meta estabelecida pelo Programa
Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) e pela Organização Mundial
da Saúde, conhecida como 95- 95-95, até 2030
● A meta é testar 95% da população brasileira e, das pessoas que apresentarem
resultado positivo, tratar 95%. Como resultado, conseguir que 95% das pessoas seja
indetectável.
● O Brasil atualmente está em 88-83-95
● Pelo menos, 95% das pessoas em tratamento a partir de 6 meses = carga viral
indetectável
Sucesso terapêutico
→ Um dos objetivos do tratamento antirretroviral é a obtenção de carga viral indetectável
(<80 cópias/ml) e aumento na contagem de TCD4+ dentro de um período de SEIS MESES
DO INICIO DO TRATAMENTO;
● A falha terapêutica é um evento esperado:
○ Cerca de 10% dos pacientes que iniciaram a TARV não conseguem diminuir a
carga viral de forma eficaz = falha virológica primária
○ 20 a 50% dos casos com boa resposta inicial também evoluem com falha
virológica após 1 ano de tratamento = falha virológica secundária;

I=I
INDETECTÁVEL= INTRANSMISSÍVEL
● Uma pessoa vivendo com HIV em terapia antirretroviral (TARV) com uma carga viral
indetectável no sangue durante pelo menos seis meses não transmite o HIV através
do sexo.
● O risco é descrito como "insignificante", o que significa tão pequeno que não vale a
pena ser considerado.
● A pessoa com carga viral indetectável não transmite o HIV sexualmente
● Carga viral indetectável: A TARV pode reduzir a carga viral de uma pessoa ao ponto
de ser tão baixa (geralmente abaixo de 40 cópias/ml, dependendo do teste e da
região do mundo) que não pode ser detectada pelos exames usuais.
● Este fato denomina-se "carga viral indetectável", que impede a transmissão sexual
do HIV, ao mesmo tempo que melhora a saúde de uma pessoa que vive com o HIV.
Não elimina totalmente o vírus do organismo nem cura alguém do HIV. A adesão
excelente, ou o uso da TAR conforme prescrito, é importante para manter uma carga
viral indetectável

Notificação
● Entende-se por caso de AIDS o indivíduo que se enquadra nas definições adotadas
pelo MS: infecção avançada pelo HIV com repercussão no sistema imunitário, com
ou sem ocorrência de sinais e sintomas causados pelo próprio HIV ou consequentes
a doenças oportunistas (infecções e neoplasias).
● A Portaria Ministerial nº 1.271, de 06 de junho de 2014, publicada no DOU de
09/06/2014, define a Lista Nacional de Doenças de Notificação Compulsória em
âmbito nacional. Nela, estão listadas a "Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência
Humana ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (HIV/AIDS)", a "Infecção pelo
HIV em gestante, parturiente ou puérpera e criança exposta ao risco de transmissão
vertical do HIV" e a "Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV)".
● A estratégia de vigilância do HIV/aids no Brasil e será baseada em três eventos-
chave:
○ INFECÇÃO, PROGRESSÃO PARA AIDS E ÓBITO

Soropositiva e gravidez
● AS TAXAS DE TRANSMISSÃO VERTICAL DO HIV, SEM QUALQUER
INTERVENÇÃO DURANTE A GESTAÇÃO, SITUAM-SE ENTRE 25 E 30%.
● A mulher deve ser informada do risco de transmissão vertical do HIV e das medidas
adotadas para preveni-la. Caso esteja em uso de antirretrovirais, sua carga viral deve
se encontrar estável e em níveis indetectáveis antes da gestação (chamada resposta
sustentada a terapia antirretroviral - TARV).
● Alguns antirretrovirais são contra indicados na gravidez e devem ser substituídos por
outros que sejam igualmente potentes e que controlem a infecção materna.

Como conseguimos essa redução?


● Aconselhamento em DST/Aids
● Adesão ao Pré Natal.
● Teste anti HIV durante o Pré Natal
● Caso positivo > iniciar tratamento antirretroviral
● Testagem anti-HIV no momento do parto
● Em caso de teste positivo > Parto eletivo por cesariana (38ºsem)
● Em caso de parturiente HIV positiva: AZT venoso durante o parto
● RN de mãe HIV positiva = Xarope de AZT por 42 dias.
● CONTRA INDICADA A AMAMENTAÇÃO
● Quando todas as medidas preventivas são adotadas, a chance de transmissão
vertical cai para menos de 1%.

Direitos do soropositivos
● Sigilo no trabalho → O HIV tem o direito de manter em sigilo a sua condição
sorológica no ambiente de trabalho, como também em exames admissionais,
periódicos ou demiss!onals, A exigência de exame para admissão, permanência ou
demissão por razão da sorologia positiva para o HIV é llegal e constitui ato de
discriminação. No caso de discriminação no trabalho, por parte de empresa privada,
recomenda-se registrar o ocorrido na Delegacia do Trabalho mais próxima.
● Auxílio-doença → Se a incapacidade para o trabalho for por mais de 15 dias e
menos de 12 meses,
● Aposentadoria por invalidez → Se a incapacidade para o trabalho for por mais de
12 meses. Para se ter direito a esses benefícios, é necessário ser contribuinte do
INSS e requerê-los Junto aos postos de atendimento (dependendo do benefício, é
possível também requerer pelo site do INSS,
● Benefício de Prestação Continuada → É a garantia de um salário mínimo de
benefício mensal อ pessoa incapacitada para a vida independente e para o trabalho.
Esse benefício independe de contribuições para a Previdência Social. A pessoa para
recebê-lo deve dirigir-se ao posto do INSS mais próximo e comprovar sua situação,
Essa comprovação pode ser feita com apresentação de Laudo de Avaliação (perícia
médica do INSS ou equipe multiprofissional do SUS),
● Saque do FGTS → É possível o saque integral do Fundo de Garantia por Tempo de
Serviço (FGTS) em razão de doença grave, entre elas o HIV/aids. As pessoas
vivendo com HIV/aids ou a pessoa que possui dependente vivendo com HIV/aids
pode requerer o saque do FGTS, portando atestado médico no qual conste o nome
da doença, o CID respectivo; Carteira de Trabalho; a inscrição no PIS/PASEP e, se
for o caso, comprovar relação de dependência Isenção no Imposto de Renda: Para
reconhecimento de isenção, a doença deve ser comprovada mediante laudo pericial
emitido por serviço médico oficial. Os rendimentos não sofrem tributação por força do
disposto na Lei 7.713/88, que isenta referidos rendimentos recebidos por portador de
doença grave Transporte: Alguns estados concedem gratuidade no transporte
coletivo para pessoas que vivem com HIV/aids (transporte intermunicipal). E alguns
municípios possuem legislação que isenta a pessoa vivendo com HIV/aids do
pagamento da tarifa de transporte coletivo urbano

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