Ver artigos principais: Revolução Americana, Guerra da independência,
Expansão territorial e Destino Manifesto
As tensões entre colonos americanos e os britânicos durante o período
revolucionário dos anos 1770 e início dos anos 1780 levaram à Guerra
Revolucionária Americana, travada de 1775 até 1781. Em 14 de junho de 1775, o
Congresso Continental, em convocação na Filadélfia, criou um Exército Continental
sob o comando de George Washington. Proclamando que "todos os homens são
criados iguais e dotados de certos direitos inalienáveis", em 4 de julho de 1776 o
Congresso aprovou a Declaração de Independência, redigida em grande parte por
[65]
Thomas Jefferson. Essa data é hoje comemorada como o Dia da Independência
dos Estados Unidos. Em 1777, os Artigos da Confederação estabeleceram um fraco
[66]
governo confederado que operou até 1789.
Após a derrota britânica por forças americanas apoiadas pelos franceses, na
Batalha de Yorktown, a Grã-Bretanha reconheceu a independência dos Estados
Unidos e a soberania dos estados sobre o território americano a oeste do rio
Mississippi. Uma convenção constitucional foi organizada em 1787 por aqueles que
desejavam estabelecer um governo nacional forte, com poderes de tributação. A
Constituição dos Estados Unidos foi ratificada em 1788. Em 1789 tomaram posse o
primeiro Congresso dos Estados Unidos e o primeiro presidente (George
[67]
Washington) da Nova República. Em 1791 foi adotada a Bill of Rights
(Declaração dos Direitos dos Cidadãos), que proíbe restrições federais das
[68]
liberdades pessoais e garante uma série de proteções legais.
As atitudes em relação à escravidão foram sendo alteradas; uma cláusula na
Constituição protegia o comércio de escravos africanos apenas até 1808. Os
estados do Norte aboliram a escravidão entre 1780 e 1804, deixando os estados
escravistas do Sul como defensores dessa "instituição peculiar". O Segundo Grande
Despertar, iniciado por volta de 1800, fez do evangelicalismo uma força por detrás
[69]
de vários movimentos de reforma social, entre as quais o abolicionismo.
Animação da expansão territorial dos Estados Unidos
A ânsia americana de expansão para o oeste levou a uma longa série de guerras e
ao genocídios dos indígenas. A compra da Louisiana, o território francês a sul, sob a
[70]
presidência de Thomas Jefferson em 1803, quase duplicou o tamanho da nação.
A Guerra de 1812, travada contra a Grã-Bretanha acabou num empate, reforçando
o nacionalismo americano. Uma série de incursões militares americanas na Flórida
levaram a Espanha a ceder esse e outros territórios na Costa do Golfo do México
[70]
em 1819. A Trilha das Lágrimas em 1830 exemplificou a política de remoção dos
índios, que retirava os povos indígenas de suas terras nativas. Os Estados Unidos
anexaram a República do Texas em 1845. O conceito de "Destino Manifesto" foi
[71]
popularizado durante essa época.
O Tratado de Oregon, assinado com a Grã-Bretanha em 1846, levou ao controle
[70]
norte-americano do atual noroeste dos Estados Unidos. A vitória americana na
Guerra Mexicano-Americana resultou na cessão da Califórnia e de grande parte do
[70]
atual sudoeste dos Estados Unidos em 1848. A corrida do ouro na Califórnia de
1848–1849 estimulou a migração ocidental. As ferrovias construídas, no entanto,
tornaram a deslocalização mais fácil para os colonos e provocaram o aumento dos
conflitos com os nativos americanos. Depois de meio século, até 40 milhões de
bisões americanos foram abatidos para peles e carne e para facilitar a disseminação
do transporte ferroviário. A perda do bisão, um recurso fundamental para os Índios
das Planícies, constituiu rude golpe para a subsistência de muitas culturas
[72]
nativas. A compra do Alasca do Império Russo em 1867 completou a expansão
[70]
continental do país.