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Equipamentos Essenciais em Odontologia

apostila sobre materiais, equipamentos e instrumentais odontológicos para curs téc em sáude bucal

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15/11/2024

| Profª.: Ellen Camargo, Cirurgiã Dentista, CRO/RN-5632


CURSO: TÉCNICO EM SAÚDE BUCAL

Profª.: Ellen
Camargo,
Cirurgiã MATERIAIS, INSTRUMENTAIS E EQUIPAMENTOS ODONTOLÓGICOS
Dentista, CURSO: TÉCNICO EM SAÚDE BUCAL
CRO/RN-5632
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EQUIPAMENTOS ODONTOLÓGICOS

INTRODUÇÃO

A prática odontológica é uma atividade profissional que depende do bom


funcionamento de equipamentos para seu exercício. Coordenar a manutenção e a conservação
dos equipamentos odontológicos é uma atribuição específica do TSB, por isso este deve além
de conhecer saber operar e identificar o bom e mau funcionamento de cada equipamento. É
de suma importância esta competência, pois só assim há como garantir o funcionamento dos
equipamentos e atendimento aos pacientes. Embora exista uma grande variedade na
composição de um consultório, vamos nos ater aos seus componentes básicos. No
CONSULTÓRIO propriamente dito teremos: cadeira odontológica, aparelho de raios-X, câmara
escura/reveladora, fotopolimerizador, aparelho de ultrassom odontológico, negatoscópio,
lixeiras e coletores específicos para o lixo odontológico.
Já na SALA DE ESTERELIZAÇÃO geralmente encontramos: autoclave, seladora e destiladora.
Na
CASA DE MÁQUINAS é onde fica o compressor. Vamos estudar
detalhadamente a composição de cada equipamento assim como seus objetivos, como
operamos e suas principais necessidades de manutenção.

1.0 EQUIPAMENTOS DO CONSULTÓRIO

1.1 CADEIRA ODONTOLÓGICA


A cadeira odontológica tem como objetivo acomodar o paciente durante o
atendimento clínico. Deve possibilitar acesso adequado e confortável do paciente ao
trabalho do profissional e também permitir de forma confortável o acesso à cavidade oral
do paciente e a boa realização do serviço pelo profissional, portanto conta com pedais de
acionamento de diferentes funções e posicionamento de acento e encosto. A cadeira
odontológica necessita estar diretamente ligada ao compressor e conectada na energia
elétrica, precisa ser ativada com botão liga/desliga. Possui vários componentes, dentre
eles equipo odontológico ou kart/cart, bandeja ou unidade auxiliar, refletor, sistema de
sucção, cuspideira, reservatório de água, pedais de comando/acionamento e mocho.

1.1.2 EQUIPO ODONTOLÓGICO (kart/cart):


Equipo odontológico é o equipamento onde são montados e suportados os
instrumentos ativos de trabalho do cirurgião-dentista, bem como os mecanismos que
permitem que esses instrumentos funcionem. Esses instrumentos ativos, normalmente
chamados de peças de mão ou pontas, utilizam, para o seu funcionamento, as saídas para
peças de mão do equipo, líquido para refrigeração (água), ar comprimido e eletricidade. O
equipo pode ou não ser acoplado a cadeira odontológica e conta também com bandeja auxiliar
para instrumentais manuais. Os instrumentos ativos de trabalho que funcionam através do
equipo são, seringa tríplice, micromotor, motor/caneta de alta rotação, contra ângulo/caneta
de baixa rotação e peça reta.
A seringa tríplice é um jato de água e ar, leva esse nome por possuir três modos de
jatos (água, ar e spray de água+ar) e é acionada através do pedal. Muito utilizada na clínica
para diagnósticos e procedimentos clínicos gerais.
Disciplina: MATERIAIS, INSTRUMENTAIS E EQUIPAMENTOS ODONTOLÓGICOS
Professora: Dra Ellen Camargo, Cirurgiã Dentista, CRO/RN-5632
Curso: TÉCNICO EM SAÚDE BUCAL
INSTITUTO EDTEC
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O micromotor é um motor de baixa rotação, tendo algo entre 05 e 20 mil rotações por
minuto, onde podemos acoplar a peça reta ou o contra ângulo. Cada configuração destina se a
funções diferentes.
Micromotor e contra ângulo ou caneta de baixa rotação, utilizamos quando a
necessidade de corte não é tão expressiva como no uso da alta rotação, como por exemplo,
em dentes decíduos, que são naturalmente mais “macios”, para a remoção de cáries
principalmente na parte de dentina e há risco de exposição pulpar. Nesta mesma configuração
que utilizamos as escovas de Robinson ou as taças profiláticas de borracha durante as
profilaxias dentais. Já o micromotor e a peça reta, utilizamos muito mais em trabalhos
extraorais, como em trabalhos protéticos em próteses parciais ou totais, protetores bucais ou
placas rígidas para bruxismo por exemplo. Podendo ainda ser utilizada em cirurgias intraorais
para desgaste ósseo e odontosecção (secção de dentes).
O motor/caneta de alta rotação recebe esse nome porque pode atingir mais de 300 mil
rotações por minuto. Com toda essa velocidade de RPM, é ideal para o uso de brocas de corte
e desgastes mais cuidadosos e precisos em dentes, ossos e tecidos moles. Conferindo
versatilidade, é sem sombra de dúvidas a peça de mão mais utilizada pelos dentistas hoje e
representa um grande avanço tecnológico, bem como um marco na profissão.
As peças de mão, especialmente o micromotor e canetas de alta e baixa rotação, são
os itens que mais necessitam de manutenção. É IMPORTANTE para o bom funcionamento
observar e tomar alguns cuidados, tais como: Lubrificar com óleos determinados pelo
fabricante, diariamente ou a cada turno, se o uso for muito frequente; Limpar
adequadamente, com substâncias indicadas pelos fabricantes dos produtos; Ao colocar e
retirar garantir que as conexões sejam encaixadas adequadamente; Não deixar as peças de
mão sem brocas, usar o pino que normalmente acompanha os produtos, especialmente a
ponta reta do micromotor; Ouvir barulhos excessivos é sinal de rolamentos com defeito ou
desgastados pelo uso ou por manutenção deficiente; Remover o excesso de lubrificantes, pois
pode danificar os rolamentos; A lavagem com água, sabão e uma escova constitui a forma mais
eficiente para a limpeza das peças de mão; No caso de entupimentos do spray de alta rotação,
verificar a existência de dobras na mangueira, bem como o abastecimento de água no
reservatório. Inicialmente deverá ser testado se o entupimento acontece no sistema ou na
caneta propriamente dita. Para isso, deve-se testar se o fluxo do spray é normal na conexão da
caneta. No caso da confirmação de entupimento no sistema e da ausência de fatores como
falta de água no reservatório e dobras nas mangueiras, somente uma avaliação do técnico de
equipamento poderá solucionar o problema. Os mesmos procedimentos anteriores podem ser
necessários quando o problema estiver relacionado à seringa tríplice. Deve-se ainda salientar
que os entupimentos podem ser devido à qualidade da água ou à inexistência de filtros de ar
ou de água.
1.1.3 BANDEJA ou UNIDADE AUXILIAR:
Geralmente é fixa na cadeira odontológica e serve para apoiarmos os demais
instrumentais e materiais a serem usados no atendimento odontológico.
1.1.4 REFLETOR:
Proporciona a iluminação na boca e nos dentes do paciente, durante o trabalho do
profissional. Sua iluminação deve ser intensa (aproximadamente 10.000 lux), de boa
qualidade, concentrada, de preferência com luz fria e um foco retangular para não ofuscar o
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paciente. Pode ser de coluna, preso ao chão ou ao teto, ou incluso num prolongamento da
cadeira odontológica.
1.1.5 SISTEMA DE SUÇÃO:
É composto por equipamentos que aspiram fluidos e resíduos de tratamentos e
procedimentos cirúrgicos, como excedente de materiais e detritos, saliva, sangue, etc. Assim
mantendo o campo de trabalho limpo, visível, diminuindo o risco de infecção. Pode ser elétrico
(conjunto independente) ou pneumático, ligado ao compressor. Contém uma mangueira a
qual será acoplada à ponta sugadora, que pode ser tanto de metal (reutilizável) como de
plástico (descartável). Dependendo do tipo de sistema (à vácuo, à seco, úmido, com e sem
separador de detritos, entre outros) se faz necessário a limpeza sempre pós dia de
atendimento para que não haja problemas recorrentes como entupimento e/ou refluxo do
conteúdo, mal cheiro, etc.

1.1.6 CUSPIDEIRA:
Existem vários tipos, acopladas na cadeira, independente, de louça ou de alumínio.
Normalmente fica posicionada no lado esquerdo da cadeira operatória e contém um sistema
de irrigação de água para favorecer a sua autolimpeza.

1.1.7 RESERVATÓRIO DE ÁGUA:


A unidade de abastecimento ou reservatório de água é o local destinado à colocação
da água que vai para as seringas tríplices e pontas do equipo. Essa água vai diretamente à boca
do paciente e por isso precisa ser uma água limpa e potável. A água mais indicada nesse caso
é a destilada ou esterilizada, principalmente quando falamos de procedimentos cirúrgicos.
Para uso no equipo a água mais indicada é a destilada ou esterilizada, principalmente quando
falamos de procedimentos cirúrgicos. No Brasil, a ANVISA determina o uso de Hipoclorito de
Sódio na água como forma de controle e minimização de contaminação da água e do
reservatório.
IMPORTANTE!
No reservatório que se destina à refrigeração dos instrumentos rotatórios, deve-se adicionar
0,3 ml de hipoclorito de sódio a 1% em 500 ml de água, para garantir a cloração. O segundo
frasco, destinado à assepsia da tubulação, recebe 25 ml de hipoclorito de sódio a 1% em 475
ml de água. Para o uso adequado do sistema, recomenda-se o acionamento imediato, logo
após a conclusão de cada atendimento, bem como o esgotamento do sistema ao final do dia.
As soluções devem ser renovadas diariamente, visto que os frascos são transparentes e as
soluções cloradas após diluição não apresentam estabilidade. É importante também jamais
deixar o reservatório cheio de um dia para outro, e realizar uma rotina de limpeza do
reservatório de pelo menos uma vez ao mês com água e sabão e desinfetar com Hipoclorito de
Sódio a 1% por 30 minutos, em seguida, enxaguar para eliminar o excesso de hipoclorito.

1.1.8 PEDAIS DE COMANDO e PEDAL DE ACIONAMENTO:


Os pedais de comando estão localizados na base fixa da cadeira, é uma espécie de
controle remoto acionado pelos pés, onde conseguimos alterar posições verticalmente e
horizontalmente da cadeira e assim do paciente também, no intuito de melhorar a ergonomia,
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segurança, precisão de trabalho e conforto do paciente e do operador.


O pedal de acionamento é ligado ao compressor e ao equipo apenas por fios, podendo
ser movido ao longo do consultório pelo operador. É responsável por acionar as peças de mão
que estão no equipo (tríplice, e as canetas de alta e baixa rotação).

1.1.9 MOCHO:
É a cadeira ou banco usado pelo dentista, o ASB e/ou TSB no momento do
atendimento.

1.2 APARELHO DE RAIO X

É um aparelho para realizar radiografias. A imagem radiográfica é utilizada para que


possamos obter informações sobre estruturas bucais internas que não estão visíveis a olho
nu como raízes, polpa dentária, ligamentos periodontais, osso, etc.
É composto por componentes como: Cabeçote; Braço articular; Corpo e Display de
informações; Controle onde fica o botão de acionamento; Base de movimento.
O que varia nos equipamentos é a forma, tamanho, capacidade de produção de raios-X
e alguns mecanismos ou acessórios que permitem maior flexibilidade no uso do aparelho,
além da questão da qualidade da imagem. Alguns modelos já se é possível acoplar á
cadeira odontológica.
OBS.: A tecnologia digital de registro e armazenamento das imagens geradas está
ocupando o espaço do filme radiográfico, permitindo o tratamento de imagens e seu envio
a locais distantes da sala de exames para análise por profissionais da aérea radiológica.

1.3 CÂMARA ESCURA/REVELADORA


É um aparelho utilizado para revelação das radiografias. É isolada de luz exterior, por
isso a denominação de escura. Possui três compartimentos internos que são abastecidos por
líquidos, que são revelador, fixador e água. É através dos processos de revelação, fixação e
lavagem das películas radiográficas feitos na câmara escura que é possível a visualização da
imagem radiográfica do raio x.

1.4 FOTOPOLIMERIZADOR
É um aparelho que emite uma luz no espectro azul, capaz de ativar materiais dentários
como resinas, cimentos, adesivos e etc. A canforoquinona é a substancia que se ativa nos
materiais, através dessa luz azul, permitindo que eles endureçam e se fixem na estrutura
dental. Podem ser de luz alógena ou lâmpada de led, sendo os de LED mais modernos e
vantajosos, pois não aquecem o dente e o material. A luz precisa ser ativada durante uma
quantidade de tempo determinada pelo material, geralmente 20s ou 40s, a depender também
da intensidade de luz gerada.
Composto por uma base de carregamento ou cabo para tomada elétrica, botões de
acionamento, painel, ponteira e placa de proteção visual. Existem vários tipos de
Fotopolimerizadores, com várias frequências e intensidade de luz.
Estudos demonstram a falta de conscientização dos profissionais quanto à
manutenção de seus aparelhos fotopolimerizadores, sendo que muitos realizam a troca da
lâmpada halógena apenas depois que esta queima e não monitoram a intensidade da luz dos
seus aparelhos com um radiômetro para registrar a intensidade de luz. E a manutenção se faz
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necessária pois apenas com o aparelho emitindo a luz na intensidade correta é que a efetiva
fotopolimerização do material ocorre garantindo o sucesso do procedimento.

1.5 ULTRASSOM ODONTOLÓGICO


É um equipamento elétrico que proporciona vibrações capazes de remover a placa
bacteriana, o cálculo dental (tártaro) e manchas superficiais. Auxiliando na profilaxia e
remoção do cálculo dental sub ou supra gengival, mas que também pode ser usado em
procedimentos relativos à dentística, periodontia e endodontia.
O equipamento pode ser acoplado na cadeira do dentista e ser operado em conjunto
com outro equipamento, o jato de bicarbonato, bastante utilizado na profilaxia. O modo de
operação do ultrassom dependerá do modelo adquirido, bem como da velocidade das
vibrações e da quantidade deliberação/pressão de água que ele pode oferecer.
O acionamento é por PEDAL e ele é composto por botão liga/desliga, botão de
potência, ponta ultrassônica, válvula de controle de água, reservatório de água/ bicarbonato e
corpo dO ultrassom. É totalmente ajustável em intensidade de vibração, quantidade de água,
pressão, etc, e desse modo se adapta a necessidade e aplicabilidade de cada caso específico.
O ultrassom se tornou indispensável na rotina clínica odontológica, pelo conforto ao
paciente, pela sua versatilidade e principalmente por otimizar o trabalho do CD, do TSB e/ou
ASB.

1.6 NEGATOSCÓPIO
Equipamento composto por placa translúcida (vidro /PVC/acetato) e um dispositivo de
iluminação, sendo o LED o mais indicado, alimentado por energia elétrica. Serve para
visualizar e analisar exames de imagens como radiografias e/ou tomografias com mais clareza
e precisão.

1.7 LIXEIRAS E COLETORES


São utilizados para o descarte dos resíduos odontológicos produzidos por meio dos
procedimentos realizados em consultório. O lixo odontológico por sua vez é classificado em
grupos de acordo com o risco e as características, e seus coletores deverão ser apropriados
especificamente para cada um desses tipos. As lixeiras sempre devem ser acionadas por pedal
pra que se evite contato com resíduos contaminantes.

2.0 EQUIPAMENTOS DA SALA DE ESTERELIZAÇÃO

2.1 AUTOCLAVE
A autoclave tem como função esterilizar materiais através de calor úmido sobpressão,
em altas temperaturas, utiliza corpo interno metálico, podendo estar disposto na forma
horizontal ou vertical, vedado por uma tampa fechada hermeticamente, garantindo a pressão
interior. Um ciclo completo de esterilização constitui-se basicamente de três etapas:
aquecimento, esterilização e secagem. É o aparelho que garante a eficiência do processo de
esterilização.
O processo de esterilização é composto por quatro partes, desinfecção, limpeza e
secagem, embalagem e esterilização.
A autoclave para odontologia é automatizada, possui trava de segurança, não
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necessitando de interferência humana durante o processo. Dessa maneira, a probabilidade de


erros se diminui e o trabalho do profissional também é otimizado. Seus componentes são:
Cilindro metálico, tampa com parafuso e trava para fechar hermeticamente, válvulas de
segurança para saída de ar, indicador de temperatura e pressão, resistência interna e controle
de temperatura.

2.2 SELADORA
É um equipamento usado para selar as embalagens de papel grau cirúrgico que vão ser
levadas à autoclave para esterilização dos instrumentais. É alimentada por energia elétrica e
consiste basicamente em duas chapas, uma fria que funciona como prensa e uma chapa que
aquece e derrete o plástico do grau cirúrgico, que ao ser pressionado contra as chapas grudam
e selam a embalagem. Se este equipamento não funcionar de maneira satisfatória, aquecendo
demais ou não aquecendo, por exemplo, ou se não for operado corretamente, todo o processo
de esterilização fica comprometido, impossibilitando a garantia da biossegurança do
consultório.

2.3 DESTILADOR
É o equipamento que produz a água destilada (livre de impurezas) que é utilizada na
autoclave de esterilização a vapor e no reservatório de água da cadeira/equipo odontológico.
Possui basicamente um reservatório de água comum, filtros, um reservatório para a água
destilada e botão liga/desliga. Funciona através do aquecimento da água que entra em estado
de ebulição, o vapor gerado posteriormente é resfriado e condensado resultando em água
quimicamente pura, livre de vida microbiana e bactérias, além, de minerais, metais pesados e
outros contaminantes.

3.0 EQUIPAMENTOS DA CASA DE MÁQUINAS

3.1 COMPRESSOR
Esse equipamento é responsável por captar ar do ambiente e o armazenar sob alta
pressão em um reservatório próprio, fornecendo então ar comprimido livre de impurezas para
o funcionamento dos vários dispositivos do consultório odontológico, tais como, tríplice,
canetas de alta e baixa rotação, ultrassom, e etc.
Existem diversos modelos, tipos e tamanhos de compressores no mercado. São
compostos por uma unidade de compressão propriamente dita, por um motor e por um
tanque para armazenamento de ar. O controle do tempo de ligar e desligar o compressor são
feito por válvulas e pelo pressostato, que automaticamente ligam ou desligam o aparelho,
conforme as necessidades de ar, para controlar a pressão e proteger o sistema de ar
comprimido. A regulagem e a manutenção dessas válvulas devem ser tarefa do técnico em
manutenção de equipamento, cabendo ao TSB e/ou ASB somente o acompanhamento e o
fornecimento de informações aos técnicos responsáveis, em se tratando das alterações no
funcionamento e da existência de vazamentos.
Se faz necessário uma rotina de cuidados com o compressor odontológico e essa é
uma atribuição do TSB e/ou ASB. São de suma importância que se realizem intervenções
preventivas no equipamento para garantir seu pleno funcionamento da seguinte forma:
Diariamente, verificar se a saída de ar do equipamento está aberta; Sempre desligar a chave

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elétrica, filtros e dreno; A cada 3 dias de uso, realizar a drenagem do reservatório;


Quinzenalmente, limpar a superfície externa do compressor com pano limpo e água (não
utilize produtos para limpeza contendo solventes).
Em síntese, o passo a passo desses cuidados está descrito nos diagramas abaixo:

Ao início do funcionamento da clínica

3° passo
1° passo 2° passo
Esperar 1 minuto com o
Verificar se a saída de ar Ligar a chave para o compressor funcionando,
do tanque do compressor funcionamento do para a saída completa do
está aberta. compressor. ar e água existentes no
tanque.

4° passo 6° passo 7° passo


Verificar o nível de óleo, Verificar a existência de
se o modelo de vazamentos.
Fechar o dreno dos filtros compressor for à óleo.
existentes.

8° passo
Verificar o funcionamento
do compressor.

Ao final do funcionamento da clínica

1° passo 2° passo 3° passo


Desligar a chave Abrir o dreno de todos Abrir o dreno do tanque
elétrica do compressor. os filtros existentes. de ar do compressor.

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REFERÊNCIAS BIBLÍOGRÁFICAS

DIAS, V. O. Auxiliar de Saúde Bucal. Primeira Edição. Instituto Federal do Norte de Minas.
Montes Claros, Minas Gerais. 2015

Aparelhos fotopolimerizadores: evolução e aplicação clínica - uma revisão da


literatura. Pablo Guilherme Caldarelli; Fernanda Carolina Beltrani; Stella Kossatz
Pereira; Sueli de Almeida Cardoso; Márcio Grama Hoeppner. Odontol. Clín.-Cient.
(Online) vol.10 no. 04 Recife Out./Dez. 2011. Disponível em
[Link]
38882011000400003

BARROS, C. M. S. Manual técnico de educação em saúde bucal. Rio de Janeiro: SESC,


Departamento Nacional, 2007.

Contaminação da água nos equipamentos: como prevenir? Dra. Carol D. Bruzamolin.


27 out. 2021 Atualizado em 12 set. 2024. Disponível em
[Link]
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%20reservat%C3%B3rio.

DABI/ATLANTE. Catálogo de produtos. Ribeirão Preto, s.d.

DABI/ATLANTE. Manual do proprietário. Ribeirão Preto, s.d.

DABI/ATLANTE. Manual técnico de ergonomia odontológica. Ribeirão Preto, s.d.

SAEVO. Peças de mão na Odontologia: são todas iguais? por Samara Sampaio,
07/10/2022. Disponível em [Link]
Acesso em 14/11/2024.

SAN JUAN, Newton Carvalho César de. Gestão de manutenção em clínicas


odontológicas: gestão de manutenções preventivas baseada na confiabilidade dos
compressores de ar. 2018.

SCHUSTER: Compressores. [S. l.], 12 jun. 2023. Disponível em:


[Link] Acesso em 13/11/2024.

SCHUSTER: MANUAL DO PROPRIETÁRIO. Destilador de Água Water Clean-Rev.8.


Disponível em [Link]
Destilador%20Water%20Clean%[Link] Acesso em 14/11/2024

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