Tipos e Fundamentos da Soldagem
Tipos e Fundamentos da Soldagem
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FITI •. 1187
II
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J
fNDICE
~
1. Soldagem com eletrodo revestido .~ . 1 t:
9. Processos de corte:
9.1 - Oxi-corte · . 38 (/ "'9
9.2 - Corte com eletrodo de carvão . 40 s<_
. 40
-
Soldagem com eletrodo revestido (SMAW) é a união de metais pelo aquecimento oriundo de um
arco elétrico entre um eletrodo revestido e o metal de base, na junta a ser soldada.
o metal fundido do eletrodo é transferido através do arco até a poça de fusão do metal de base,
fornfândo assim o metal de solda depositado,
, 'Uma escória, que é formada do revestimento do eletrodo e das impurezas do meta! de base, flutua
'tara a superfície e cobre o depósito, protegendo esse depósito da contaminação [Link] e também
~ntrolando a taxa de resfriamento. O metal de adição vem da alma metálica do eletr odo (ar, e do
revestimento
.
que em alguns casos é constiturdo de
....._;;..;_.;;....:..;;_.;;..;.....;~-
pó de -
ferro e elementos ri€' lics ~_
(ver f iu.
.... 5,1),
A soldagem com eietrodo revestido é o processo de soldagem mais usado de todos que fa:2~emo$,
~evido à simplicidade do equipamento, à resistência e qualidade das soldas, EP do ba «o custo. Ele tem
grande flexibilidade e solda a maioria dos metais numa faixa grande de espessuras, A soldaçern com este
processo pode ser feita em quase todos os lugares e em condições extremas,
Atmosfera
Protetora
Escória
-, -- - /" --
Poça de
,/
, fVieta! de
Base
EQUIPAMENTO DE SOLDAGEM
O processo de soldagem com eletrodo revestido é usualmente operado manualmente.
Como mostrado na Fig. 5.2, o equipamento consiste de uma fonte de energia, cabos de ligação,
porta eletrodo (alicate de eletrQP0). um grampo (conector de terra), e o eletrodo.
. ';~
Fonte de Energia
O suprimento de energia po.~r tanto corrente alternada como corrente contínua com eletrodo
(polaridade direta), ou corre'ftie contínua com eletrodo positivo (polaridade inversa), dependendo
..' ''lO
",,igências de serviço.
;... - Corrente continua - Polaridade direta (CC -): a peça é ligada ao polo positivo e o eletrodo ao
~J.w.O bombardeio de elétrons dá-se na peça, a qual será a parte mais quente,
~:, - Corrente contínua - Polaridade inversa (CC +): eletrodo positivo e a peça negativa, O bombar-
.. ~i~!~,eiétrons dá-se na alma do eletrodo, o qual será a parte mais quente. .
2 FBTS IS. 6/87
..
7
b) Cabos de Soldagem
São usados para conectar o alicate de eletrodo e o grampo à fonte de energia. Eles devem ser flexíveis
para permitir fácil manipulação, especialmente do alicate de eletrodo. Eles fazem parte do circuito de
soldagem e consistem de vários fios de cobre enrolados juntos e protegidos por um revestimento isolante e
flexível (normalmente borracha sintética). Os cabos devem ser mantidos desenrolados, quando em operação,
para evitar a queda de tensão e aumento de resistência por efeito Joule.
Porta
Eletrodo
Alicate de Eletrodo
-
funções importantes na soldagem. Didaticamente podemos classificá-Ias em funções elétricas, Hsicas e me-
talúrgicas. - -
- O revestimento funde e depois solidifica sobre o cordão de solda, formando uma escória de
material não metálico que protege o cordão de solda da oxidação pela atmosfera normal, enquanto a
solda está resfriando.
c) Funções Metalúrgicas
- Pode contribuir com elementos de liga, de maneira a alterar as propriedades da solda.
Os eletrodos revestidos são classificados de acordo com especificações da AWS (American Welding
Society). Especificações comerciais para eletrodos revestidos podem ser encontradas nas especificações
AWS da série AWS A5 (Ex.: AWS A5.1).
•" ..
•
O processo de soldagem com eletrodo revestido pode ser usado para soldar em todas as posições.
Ele pode ser usado para soldagem da maioria dos aços e alguns dos metais não ferrosos, bem como para
deposição superficial de metal de adição para se obter determinadas propriedades ou dimensões. Apresenta
possibilidade de soldar metal de b91e numa faixa de 2 mm até 200 mm, dependendo do aqueci,nento ou
requisitos de controle de distorc;so e da técnica utiliZ"ada.
O controle da energia de soldagem (heat input) durante a operação é um fator relevante em alguns
materiais, tais como açõStemperados e reveriTaos, açõs inoxidáveis e aços de baixa liga contendo molib-
dênio. Controle inadequado da energia de soldagem durante a operação de soldagem, quando requerido,
pode facilmente causar trincas ou, perda das propriedades primárias do metal de base, como a perda de
resistência a corrosão em aços inoxidáveis. A taxa de [Link] processo é peguena comparada com
os outros processos de alimentação contínua. A taxa de deposição varia de 1 a 5 kg/h e depende do
eletrodo escolhido. ,
y.::. rEA/~Á-o .
As peças a serem soldadas, devem estar isentas de óleo, grax2, ferrugem, tinta, resíduos do exame por
líquido penetrante, areia e fuligem do pré-aquecimento a gás, numa faixa de no mlnimo 20 mm de cada lado
das bordas e desmagnetizadas.
(1) Porosidade - de um modo geral é causada pelo emprego de técnicas incorretas, pela utilização
de metal de base ~m limpeza adequada ou por e!etrodo úmido. A porosidade agrupada ocor-
re, às vezes, na abertura e fechamento do arco. A técnica de soldagem com um pequeno passe
a ré, logo após começar a operação de soldagem, permite ao soldador refundir a área de início
do cordão, liberando o gás deste e evitar assim este tipo de descontinuidade. A porosidade
vermiforme ocorre geralmente pelo uso de eletrodo úmido.
(2) Inclusões - são provocadas pela manipulação inadeguada do eletrodo e pela limpeza deficiente
entre passes. t: um problema pr;vrs'lvel, no caso de projeto inadequado no que se refere ao
acesso à junta a ser soldada.
(3) Falta de Fusão - resulta de uma técnica de soldagem inadequada: soldagem rápida ou lenta
- demais, ereparação inadeguada da junta ou do material, projeto inadequado, corrente baixa
demais. -
(4) Falta de Penetração - resulta de umá técnica de soldagem inadequada: soldagem rá,Rida ou
--:---==--;---_
lenta demais, preparação inadequada da junta ou do material, projeto inadequado, c~'2!.e
baixa demais e eletrodo com o diâmetro grande demais.
4 FaTS IS. lIfl7
(6) Trinca Interlamelar - esta descontinuidade não' se caracteriza como sendo uma falha do
soldador. Ocorre, quando o metal de base, não suportando tensões elevadas, geradas pela con-
tração da solda, na direção da espessura, trinca-se em forma de degraus, situados em planos
paralelos à direção de laminação.
(7) Trincas na Garganta e Trincas na Raiz - quando aparecem, demandam, para serem evitadas,
mudanças ha técnica de soldagem ou troca de materiais.
(8) Trincas na Margem e Trincas Sob Cordão - são trincas, como veremos, devidas à fissuração a
frio. Elas ocorrem um certo tempo após a execução da solda e, portanto, podem não ser
detectadas por uma inspeção realizada imediatamente após a operação de soldagem. Elas ocor-
rem, normalmente, enquanto há hidrogênio retido na solda. Como exemplo de fontes de
hidrogênio que contribuem para o aparecimento desses tipos de trincas, podemos citar: elevada
umidade do ar, eletrodos úmidos, superfícies sujas, aliada a uma microestrutura frágil e nível de
tensões residuais.
O arco elétrico emite radiações visíveis e ultravioletas, além de projeções e gases nocivos. Por estes
motivos, o soldador deve estar devidamente protegido, utilizando filtros, luvas, botas, roupas de proteção,
vidro de segurança e executar a soldagem em locais com ventilação adequada.
A Fig. 5.3 contém resumidamente, algumas das informações mais importantes sobre a soldagem
com eletrodo revestido.
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•
•
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FBTS IS. 5/87 5
Fig. 5.3 - Soldagem com eletrodo revestido (Shielded metal are welding _ SMAW)
Atmosfera Protetora
CARACTERfSTICAS:
TAXA DE DEPOSiÇÃO: 1 a 5 kg/h CONSUMfVEIS:
ESPESSURAS SOLDADAS: > 2 mm
POSIÇOES: Todas (Depende do revestimento) Eletrodos de 1 a 6 mm de diâmetro.
TIPOS DE JUNTAS: Todas
DILUIÇÃO: de 10 a 30% - Revestimentos de 1 a 5 mm de es-
FAIXA DE CORRENTE: 75 a 300 A pessura.
Soldagem da maioria dos metais e ligas empregadas em caldeiraria, tubulação, estruturas e revesti-
mentos.
VANTAGENS:
LlMITAÇOES:
- Baixo custo.
- Lento devido à baixa taxa de deposição t
- Versatilidade.
- Operação em locais de diUcil acesso.
-
e necessidade de remoção de escória.
FUNDAMENTOS 00 PROCESSO _.
Soldagem a arco submerso (SAW) une metais pelo aquecimento destes com um arco elétrico (ou
arcos), entre um eletrodo nÚ (ou vários eletrodos) e o metal de base. O arco está submerso e coberto por
uma camada de material granular fus{vel que é conhecido por fluxo; portanto o regime de fusão é misto:
por efeito joule e por arco elétrico. Dispositivos automáticos asseguram a alimentação do eletrodo (ou dos
eletrodos) a uma velocidade conveniente de tal forma que sua ou suas extremidades mergulhem constante-
mente no banho de fluxo em fusIo. A movimentação do arame em relação à peça faz progredir passo a
passo o banho de fusão que se encontra sempre coberto e protegido por uma escória que é formada pelo
fluxo e impurezas.
Uma vantagem da soldagem a arco submerso é sua alta penetraçio. Tamb6m, a taxa de deposição
!!!! reduz a energia total de soldagem da junta. Soldas que necessitam de vários passes no processo de
soldagem com eletrodo revestido, podem ser depositadas num só passe pelo processo a arco submerso. A
Fig. 5.4 mostra este processo.
Neste processo o soldador ou o operador de solda não necessita usar um capacete ou máscara de
proteção. O profissional não pode ver o arco elétrico através do fluxo e tem dificuldades de acertar a direção
do arco quando se perde o curso.
Devido ao arco estar oculto da vista e requerer um sistema de locação de curso, o processo de
soldagem
como: a arco submerso tem flexibilidades limitadas. Mas, isto é compensado por diversas vantagens, tais
... •
I
Sentido
~
da Soldagem
Cobertura
de Fluxo
O processo de soldagem a arco submerso também solda uma faixa ampla de espessuras, e a maioria
dos aços, ferr(ticos e austen(ticos.
Uma utilidade do processo de soldagem a arco submerso está na soldagem de chapas espessas de
aços, por exemplo vasos de pressão, tanques, tubos de dijmetros grandes e vigas.
EQUIPAMENTO DE SOLDAGEM J
A soldagem a arco submerso, é um processo automático ou semi-automático em que a alimentação
do eletrodo nú e o comprimento do arco são controlados pelo alimentador de arame e pela fonte de
.. ,
...
•
energia. No processo autorNtico,um mecanismo de avanço movimenta tanto o alimentador de fluxo
FITI IS. 5JI7 7
como a peça, e normalmente um sistema de recuperação do fluxo recircula o fluxo granular não utilizado
(~r Fig. 5.5).
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·r'~.·:...'
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A fonte de energia para a soldagem a arco submerso pode ser uma das seguintes: i ~;:
Estas fontes de energia fornecerão as altas correntes de trabalho. A maioria da soldagem é feita
lr~
fluma faixa de 400 a 1500A. ".r
: :I'.i'.;
A soldagem com corrente contínua permite melhor controle do formato do cordão de solda, da :i II::
II~
I rofundidade de penetração e da v~cidade de soldagem. Corrente contínua, polaridade direta, é melhor [1j 5
f ara a estabilidade do arco, e o resultado é o melhor controle do formato do cordão de solda. Taxas de !!~ !
deposição mais altas são obtidas também com corrente cont(nua, polaridade direta, mas a penetração é ; !!!~
htixa nesta situação. _ pr ç '" -'b; '") -+ -1'~";_' :_.' pr;:.' ii '
r .' '•• f._ , t-
., A corrente alternada produz uma penetração entre as da corrente contín-ua,' poiaridade inversa' e
0-, " - '" (~
a corrente cont(nua, polaridade direta, e tem a vantagem de reduzir o sopro magnético (deflexão do
eo, de seu percurso normal, devido a forças magnéticas).
Os eletrodos de soldagem a arco submerso, tem usualmente composição química muito similar à
'mposição do metal de base.
FluxOJ para soldagem a arco submerso também alteram a composição química da solda e influen-
)m em suas propriedades mecânicas. As caracter(sticas do fluxo são similares às dos revestimentos usa-
'$ no processo SMAW. Os diferentes tipos de fluxo estão listados a seguir:
(1) fundido
(2) aglutinado
(3) aglomerado
(4) mecanicamente misturado.
I"~" A composição da solda é alterada por fatores como as reações químicas do metal de base com
€",,*itOS do eletrodo e do fluxo, e elementos de liga adicionadas através do fluxo.
C'_!t::z,
~; A POSsibilidadeque o processo apresenta de se' utilizar várias combinações arame-fluxo, pois ambos
i$~ividuais, dá ao processo grande flexibilidade para se alcançar as propriedades desejadas para a solda.
• •,
•
• FITlas. ..f.d7
,>-: CoiirAOL! DO PROCESSO •
As observações seguintes sio importantes para que te tenha domínio sobre a tknica da soktagem a
arco IUbmerlO:
-'
a) A utilizaçio de efetrodo de .'to Mn com fluxo também de alto Mn resulta em S;QJdasem poro-
sig,de, porém, impiica em metal de solda com excesso de Mn na lUa composição química e com dureza
etevadt.. Eletrodo de baixo MP com fluxo de baixo Mn resulta em solda com porosidade. As soldas com
dureza elevada - excesso de Mn - nIo .....,tam Porosidade, mas sim trinca. &tas normalmente 010
aparecem logo após a soldagem e aio de dif(cil detecção. O ideei' o uso de eletrodo de atto (baixo) Mn
com flUXOde baixo (1Ito) Mn. II Nf/./::: !J~v/~+v~",prE E ~~o'_"~l:iE= .'"
A soldagem a arco submerso pode ser usada para muitas aplicações industriais, que incluem fabri-
caç:io de navios, fabricação de elementos estruturais, etc. O processo pode ser usado para soldar seções •
finas. bem como seções espessas (5mm até acima de 2OOmm). O processo é usado principalmente nos
aços carbcno, de baixa liga e inoxidáveis. Ele não é adequado para todos metais e ligas. A seguir estão
listadas as várias classes de metal de base que podem ser soldados por esse processo:
(1) Aço carbono com até 0,29% C
(2) Aços carbonos tratados termicamente (normalizados ou temperados _ revenidos).
(3) Aços de baixa liga, temperados e ravenidos, com limite de escoamento até 700 MPa ('00.000 psi).
(4) 1.;05 cromo·molibdênio (1/2% a 9% Cr e 1/2% a 1% Mo).
(5) Aços inoxidáveis austenfticos.
(6) N(quei e ligas de N(quel.
A maioria da soldagem a arco submerso é feita na posição plana, com pouca apl icação na posição
hori2ontal em ângulo.
Soldas executadas com este processo usualmente tem boa dutilidade, alta tenacidade ao entalhe,
contém baixo nitrogênio, alta resistência à corrosão e propriedades que são no mínimo iguais àquelas que
são encOlltradaS no metal de base.
Por este processo pode-se executar soldas de topo, em Angulo, de tampão, e também fazer deposi- Ir
ções superficiais no metal de base (revestimento). Na soldagem de juntas de topo com raiz aberta, um
cobre--jun-:a'~ utilizado pará suportar o metal fundido. Na soldagem de revestimento para prover de pro- I
,
,
priedades desejadas uma SUperf(cie, por exemplo, resistência a corrosão ou erosão, o metal de adição usa-
do é normalmente uma fita.
A taxa de deposição pode variar de O,5kg/h, usando processos semi-automáticos, até um máximo
I,
aproximado de 85 kg/h, quando se usa processos automáticos com vários arcos conjugados.
No que se reíere à limpeza, qualquer resíduo de contaminação não removido pode redundar em
porosidade e inclusões. Portanto, prevalecem, para a soldagem a arco submerso, todas as recomendações
feitas para él soldagem com eletrodo revestido, quais sejam:
- as peças a serem soldadas devem estar isentas de óleo, graxa, ferrugem, res(duos do exame por
I(quido penetrante, areia e fuligem do pré-aquecimento a gás, numa faixa de no m(nimo 20 mm de cada
J
lado das bordas, e desmagnetizadas.
(1) Falta de FudO - pode ocorrer no caso de um cordão espesso executado em um único passe
ou em soldagens muito rápidas, ou seja, nos casos de baixa energia de soldagem.
(2) Falta de Penet:raçio - como já citamos anteriormente, a falta de penetração, quando aconte-
ce, é devida a um alinhamento incorreto da máquina de solda com a junta a ler soldada.
(3) Inclusão de Escória - pode ocorrer quando a remoção de escória, na soldagem em vários
passes, não for perfeita. Devemos cuidar para que toda a esc6ria seja removida, atentando que
existem regiões onde esta operscãc é mais difícil: a região entre passes e aquela entre o passe
e o chanfro executado no metal de base.
(4) Mordedura - acontecem com certa freqüência na soldagem a arco submerso, quando a solda,
gem processa-se rapidamente.
(5) Porosidade - ocorre com freqüência, tendo como causas principais a alta velocidade de avan-
ço da máquina e o resfriamento rápido da solda. São bolhas de gás retidas sob a esc -ia.
Podemos eliminar a porosidade mudando a granulação (finos em maior quantidade) ou a com-
posição do fluxo. Outros meios de evitar porosidades são: limpeza adequada da junta, diminui-
ção da velocidade de avanço da máquina e utilização de arames com maior teor de desoxi-
dantes.
X
(6) Trinca - na soldagem a arco submerso podem ocorrer trincas em elevadas temperaturas ou
em temperaturas baixas. Trincas de Cratefa ocorrem normalmente na soldagem a arco sub-
merso, a não ser que o operador tenha uma perleita técnica de enchimento de cratera. Na
prática utilizamos chapas apêndices (run-off tabs) para deslocar o in(cio e o fim da 'Operação
de soldagem para fora das peças que estão sendo efetivamente soldadas. Trincas na Garpnta
ocorrem em pequenos cordões de solda entre peças robustas. São t(picas de soldagem com
elevado grau de restrição. Trincas na Margem e Trincat !VI Raiz muitas vezes ocorrem algum
tempo após a operação de soldagem e, neste caso, são devidas ao hidrogênio. Freqüentemente
a causa é umidade no fluxo.
Duplas laminações, lascas e dobras no meta! de base podem conduzir a trincas na soldagem a
, arco submerso. Tais descontinuidades apresentam-se sob a forma de entalhes que tendem a
iniciar trincas no metal de solda. Duplas laminações associadas às altas tensões de soldagem
podem redundar em trinca interlamefar.
A Fig. 5.6 contém resumidamente, algumas Informeções mais importantes sobre a soldagem a arco
10 FBTS IS. 6/87 ,.
••
Fig. 5.6 - Soldagem a arco submerso (Submerged arc welding _ SAW)
•
• ;t
fII'
I
1 - Fluxo
2 - R.. rvetório de Fluxo
3 - Chegade de Corrente
4 - Motor de Alimentação
5 - Fio leletrodo nu)
6 - Esebrie
7 - Cordão de Solda
8 - Fonte da Corrente
9 - Suporte de Fluxo ICobre-junta)
TIPO DE OPERAÇÃO: Automática
EQUIPAMENTO: Gerador, transformador, reti-
ficador
CUSTO DO EQUIPAMENTO: 10
- Silo de fluxo - Aspirador
(Soldagem com eletrodo revestido = 1) Cabeça de SOldagem: constituída de painel,
alimentação de arame e alimentação elétrica.
CARACTE RfSTICAS:
CONSUMrVEfS:
TAXA DE DEPOSiÇÃO:
Arame = 6 a 15 kg/h.
Fita = 8 a 20 kg/h. Arame
ESPESSU RAS SOLDADAS: > 5 mm
POSIÇOES: Plana e Horizontal em ângulo. Fita
TIPOS USUAIS DE JUNTA: de topo e em Fluxo
ângulo
DILUiÇÃO:
Arame = 50 a 80%
Fita = 5 a 20%
FAIXA DE CORRENTE: 350 a 2000A
VANTAGENS:
LlMITAÇOES:
- Taxa de deposição elevada.
- Bom acabamento. - Requer ajuste preciso das peças.
- Limitado p/posições plana e horizontal.
- Soldas com bom grau de compacidade. - A tenacidade ao entalhe das soldas pode
ser baixa.
SEGURANÇA:
,,.. ,
A proteção ~urante a soldagem é conseguida com um gás i~ ou mistura de gases inertes, que
também tem a função de transmitir a corrente elétrica quando ionizados durante o processo. A SOldagem
pode ser feita com ou sem metal de adição. Quando é feita com metal de adição, ele não é transferido
através do arco, mas é fundido pelo arco. O eletrodo que conduz a corrente é um arame de tungsténio
puro OU liga deste material.
Sentido
Soldagem
A área do arco é protegida da contaminação atmosférica pelo gás protetor, que flui do bico da
istola. O gás remove o ar, eliminando nitrogênio, oxigênio e hidrogênja. de conta to com o metal fundido
com o eletrodo de tungsténio aquecido. Há um pouco ou nenhum salpico e fumaça. A camada da
é suave e uniforme, requerendo pouco ou nenhum acabamento posterior.
A soldagem TIG pode ser usada para executar soldas de alta qualidade na maioria dos metais e
Não há nenhuma escória e o processo pode ser usado em todas as posições. Este processo é o mais
dos processos manuais.
EQUIPAMENTO DE SOLDAGEM
A soldagem TIG é usualmente um processo manual mas pode ser mecanizado e até mesmo auto-
,..•...'uu. O equipamento, necessita ter:
(1) Um PQr.~ eletrodo com passagem de gás e um bico para direcionar o gás protetor ao redor do
e'tCo t- \/11\ ~nismo de garra para energizar e conter um eletrodo de tungstênio, denominado
pis:::::a;
(2) Um suprimento de gás orotetor;
(3) Um flux(metro e regulador-redutor de pressão do gás;
(4) Uma fonte de energia;
(5) Um suprimento de água de refrigeração, se a pistola é refrigerada a água.
variáveis que mais afetam neste processo são as variáveis elétricas (corrente, tensão e caracte-
da fonte de energiá). Elas afetam na quantidade, distribuição e no controle ~ calor produzido
e também desempenham um papel importante na estabilidade do arco e na remoção do 6xido
da superf(cie de alguns metais.
- •.... _ ,....
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'r··"
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_ ~i
.
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"
A adição de tório e zircônio ao tungstênio, permite a este, emitir eletrons mais facilmente quando
aquecido. A Fig. 5.8 ilustra o equipamento necessário para o processo TIG.
Cilindro
de Gás Fonte de
Inerte Energia
00 O
Dreno
Metal de D'água Gás
Base
Pedal
(Opcional)
Ligação
Ligação ao Eletrodo
à Peça
, Os metais de adição, se utilizados, normalmente são similares ao metal que está sendo soldado.
Os gases de protecão mais comumente usados para soldagem TIG são argônio, hélio ou uma mis-
tura destes dois gases.' O argônio é muitas vezes preferido em relação ao hélio porque apresenta várias
vantagens:
Por outro lado, o hélio usado como gás protetor, resulta em tensão de arco mais alto para um
dado comprimento de arco e corrente em relação a argônio, produzindo mais calor, e assim é mais efetivo
~ra soldage~ de. materiais espessos (especialmente metais de alta condutividade, tal como alumínio). En-
tretanto, visto que a densidade do hélio é menor que a do argônio, usualmente são necessárias maiores
vazões de gás para se obter um bom arco e uma proteção adequada da poça de fusão.
..
"
_ quando da deposição da raiz da solda deve ser empregada a proteção, por meio de gás inerte,
outro lado da peça.
,·'..·.. ·.·
DESCONTINUIDADES INDUZIDAS PELO PROCESSO
A menos da inclusão de escória, a maioria das descontinuidades listadas para os outros processos
' .. MWkQl>I~ pode ser encontrada na soldagem TIG. É importante saber que:
J'
14 .... ,;.':!'" <,~lf j'i$:~if2;~;:~~"J
(1) Falta de Fusão - pode acontercer se usarmos uma técnica de soldagem inadequada. A pene-
tração do arco na soldagem TIG é relativamente pequena. Por esta razão, para a sOldagem TI G
devem ser especificadas juntas adequadas ao processo.
(3) Porosidade - pode ocorrer devido a uma limpeza inadequada do chanfro ou a impurezas con-
tidas no metal de base.
(4) Trincas - na soldagem TIG normalmente são devidas à fissuração a quente. Trincas Longitu-
dinais ocorrem em depósitos feitos em alta velocidade. Trincas de Cratera, na maioria ãas
vezes, são devidas a correntes de soldagem impróprias. As trincas devidas ao hidrogénio (fissu-
ração a frio), quando aparecem, são decorrentes de umidade no gás inerte.
A Fig. 5.9 contém resumidamente algumas das informações mais importantes sobre a soldagem TIG.
,
•
• ..
•
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• FBTS IS. &187 16
.'
Agua de
Refrigeração
Eletrodo
de
Tungsténio
Atmosfera
TIPO DE OPERAÇÃO:
EQUIPAMENTOS: Retificador, gerador, transfor-
Manual ou Automática
mador, pistola.
DO
10 (Automático) Cilindros de Gases - equipamentos de desloca-
(Sold. c/elet. revestido = 1 ) mento automático.
CARACTERrSTICAS:
CONSUMfvEIS:
TAXA DE DEPOSiÇÃO: 0,2 a 1,3 kg/h
ESPESSURAS SOLDADAS: 0,1 mm a 50mm
POSIÇOES: Todas Varetas
TIPOS DE JUNTAS: Todas Gases
DILUiÇÃO:
Com [Link]ção = 2 a 20%
Sem [Link]ção = 100%
FAIXA DE CORRENTE: 10 a 400A
LlMITAÇOES:
Baixa taxa de deposição.
- Produz as soldas de melhor qualidade.
- Requer soldadores muito bem treinados.
A Soldagem MIG/MAG usa o calor de um arco elétrico entre um eletrodo nú alimentado de ma-
neira cont(nua e o metal de base. O calor funde o final do eletrodo e a superfície do metal de base para
formar a solda. A proteção do arco e da poça de solda fundida vem inteiramente de um gás alimentado
externamente, o qual pode ser inerte, ativo ou uma mistura destes. Portanto dependendo do gás podere.
mos ter os seguintes processos.
argônio
hélio -=t> r<é
Il... S /. ~ õ":s.. (M', [Link] )
argônio + 1% de O2 é. ~./ ~tA"g~ .J) E !)/. PA
argônio + 3% de O2 A(rJ/c/~ 6 """,ID~. @A.i Afitle).
Processo MAG (METAL ACTIVE GAS): injeção de gás ativo ou mistura de gases que per-
característica de inertes, quando parte do metal de base é oxidado. Os gases utili-
zados asão:
dem
-.C02
CO2 + 5 a 10% de O2
argônio + 15 a 30% de CO2
argônio + 5 a 15% de O2
argônio + 25 a 30% de N2
Escórias formadas nos processos de soldagem com eletrodo revestido e soldagem a arco submerso, não
formam no processo de soldagem MIG/MAG, porque nesse processo não se usa fluxo. Entretanto, um
filme vítreo
tratado como (que tem o aspecto de vidro) de sílica se forma de eletrodos de alto silício, o qual deve ser
escória.
Sentido de Soldagem
Metal de
Base
A soldagem MIG/MAG pode também ser usada para aplicações de revestimento superficial.
EQUIPAMENTO DE SOLDAGEM
O equipamento de soldagem MIG/MAG consiste de uma pistola de soldagem, um suprimento de
energia, um suprimento de gás de proteção, e um sistema de acionamento de arame. A fig. 5.11 mostra o
equipamento básico necessário para o processo de soldagem MIG/MAG.
Controle de
Tensão
I)
FONTE DE ENERGIA
.__----~
A pistola contém um tubo de contato para transmitir a corrente de soldagem para o eletrodo e
um bico de gás para direcionar o gás protetor. O alimentador de arame é composto de um motor pequeno
de corrente contínua e de uma roda motriz.
O escoamento do gás protetor é regulado pelo fluxímetro e regulador-redutor de pressão. Estes
ibilitam fornecimento constante de gás para o bico da pistola.
A maioria das aplicações da soldagem MIG/MAG requer energia com corrente contínua e polari-
inversa. Nesta situação tem-se um arco mais estável, transferência estável, salpico baixo, e cordão de
de boas características. Corrente contínua polaridade direta não é usada freqüentemente, e corrente
não é nunca utilizada para este processo.
possibilidadede ocorrência de falta de fusão, devido ao jato metálico ser dirigido para regiões
que não tenham sido suficientemente aquecida.
(3) Por transferência por curto circuito - pode requerer uma fonte de energia especial. A fusão
inicia-se globularmente e a gota vai aumentando de tamanho até tocar a poça de fusão, pro.
duzindo um curto circuito e extinguindo o arco. Sob a acão de determinadas forças, a gota é
transferida para a peça. Este processo permite soldagem em todas as posições e é um processo
de energia relativamente baixa, o que restringe seu uso para expessuras maiores.
(4) Por soldagem a arco pulsante - mantém um arco de corrente baixa como elemento de fundo
e injeta sobre essa corrente baixa, pulsos de alta corrente. A transferência do metal de adição
é pelo jato de gotículas durante esses pulsos. Esta característica da corrente de soldagem faz
com que a energia de soldagem seja menor, o que torna possível a soldagem na posição verti-
cal pelo uso de arames de diâmetros grandes. 'I p/ k~/)o~ €iI'Eq/l;~ N
A maioria da soldagem MIG/MAG por spray é feita na posição plana. As soldagens MIG/MAG por
arco pulsante e por transferência por curto circuito são adequadas para soldagem em todas as posições.
Quando a soldagem é feita na posição sobre-cabeça, são usados eletrodos de diâmetros pequenos com o
método de transferência por curto circuito. A transferência por spray pode ser usada com corrente con-
tínua pulsada.
Argônio e hélio são gases de proteção usados para soldagem das maiorias dos metais não ferrosos.
O CO2 é largamente usado para a soldagem de aços doces. Quando da selecão de um gás protetor, o fator
mais importante para se ter em mente é que quanto mais denso for o gás, mais eficiente é a sua protecão
ao arco.
Os eletrodos para soldagem MIG/MAG são similares ou idênticos na composição àqueles dos outros
processos de soldagem que utilizam eletrodos nus, sendo que, para o caso específico da soldagem MAG,
contêm elementos desoxidantes tais como silício e manganês em percentuais determinados. _
Como uma regra, as composições do eletrodo e do metal de base devem ser tão similares quanto
possível, sendo que, especificamente para o processo MAG, deve ser levado em conta o acréscimo de ele-
mentos desoxidantes. Para se ter maiores informações sobre os eletrodos consultar as especificações AWS A
5.9, A 5.10 e A 5.18.
Gotículas de Metal
de Adição
~ FeO
CO
Metai de Base
oxigênio (C02 -+ CO + 112 O2), propicia a formação do monóxido de ferro: Fe + 1/2 O2 -+ FeO. O mo-
nôxido de ferro (FeO), por sua vez, difunde-se e dissolve-se na poça de fusão mediante a reação: I, '
FeO + C -+ Fe + CO
Pode ocorrer que não haja tempo para a saída do monóxido de carbono (CO), da poça de fusão, o
que provocará poros ou porosidades no metal de solda.
O '.problema é resolvido mediante a adição de elementos desoxidantes tal como, o manganês. O
manganês reage com o óxido. de ferro, dando oriqern ao óxido de manga (lês, o qual, não senco gás, vai
para a escória (FeO + Mn .-lo Fe + MnO). O manganês porém, deve ser adicionado em quantidade compatí-
vel com o FeO formado. iVlnem excesso fará com que parte dele se incorpore à solda, implicando em
maior dureza da zona fundida da solda 'e, portanto, em maior probabilidade de ocorrência de trincas. Em
',.síntese, portanto, ocorrem as seguintes reações:
a) na atmosfera ativa:
CO2 -+ CD + 1/2 O2
Fe + 1/2 O2 -+ FeO
. É sempre conveniente atentarmos para os seguintes detalhes na soldagem 'com atmosfera ativa
(processo MAG e todos os outros com atmosfera ativa):
-.à medida que a velocidade de solidificação aumenta, torna-se maior a probabilidade de ocorrência
de poros e porosidades;
_ a oxidação pode ser causa de poros e porosidades. A desoxidação em excesso, ao aumentar a resis-
tência mecânica à' tração da solda, aumenta sua temperabilidade. O risco de ocorrência de trincas será maior.
Na soldagem MAG o elemento desoxidante é adicionado mediante o uso' de um arame especial, cO,n-
tendo maior teor de elemento desoxidante. .Alem
/fi
do _Mn, são também elementos . desoxidantes: Si, V e Ti.
(6) Poros ;;: Porosidade - como já vimos, poros e porosidade são causadas por gás retido na
solda. Na soldagem MIG/MAG verifica-se o seguinte mecanismo: o gás de proteção, injetado
sem a observância de determinados requisitos técnicos, pode deslocar a atmosfera que o envol-
ve, a qual contém oxigênio e nitrogênio.· O oxigênio e riitrogênio da atmosfera podem dissol-
ver-se na poça de fusão, dando origem a poros e porosidade no metal de solda.
(7) Sobreposição - pode acontecer com a transferência por curto-circuito ..
(8) Trincas - podem .ocorrer trincas em soldagem com técnica deficiente, como por exemplo,
uso de 'metal de adição inadequado.
\"
• FBTS IS. 5/87 21
Alimentador de Arame
Arame
DE . Gás de
!-- ---'.=r -
,\ .
ENERGIA Proteção
CARACTERCSTICAS: CONSUMIVEIS:'
TAXA DE DEPOSiÇÃO: 1 a 15 kg/h Arame: . 0,5 a 1,6 mm
ESPESSURAS SOLDADAS:
Curto-circuito> 0,5 mm
Pulver. Axial > 6 mm Gases: Argônio
POSI ÇÕES: Todas Hélio
TIPOS DE JUNTAS: Todas CO2
DIL.:UIÇÃO: 10 a 30% Misturas: A + CO2
FAIXA DE CORRENTE: 60 a 500 A.
APLICAÇÕES TI"PICAS' NA INDÚSTRIA DO PETROLEO E PETROQl:JIMICA:
Soldagem de tubulações e internos de vasos de pressão
Soldagem de estruturas metálicas
VANTAGENS: LIMITAÇÕES:
Limitado à posição plana, exceto na transferên-
- Alta taxa de deposição. cia por curto-circuito. ou por arco pulsante.
c
- Baixá teor de hidrogênio combinado com alta
energia. R isco de ocorrência de falta de fusão.
f- '-- ~ . ___l_._;~
SEGURANÇA:
Grande emissão de radiação ultravioleta e projeções metálicas
22
5.
FBTS IS. 5/87
Eletrodo
Metal de Base
Solda
Fundida
EQUIPAMENTO DE SOLDAGEM
O processo eletro-escória é um processo automático. O equipamento básico necessário para este
processo é constituido de:
(1) Fonte de energia.
(2) Alimentador de arame e oscilador.
(3) Tubo guia e eletrodo.
(4) Deslocador (não precisa se o guia é consumível).
(5) Sapata de retenção (sapata de moldagem).
(6) Controles de soldagem.
(7) Cabos de conexão elétrica.
(8) Isolantes
Há necessidade de se colocar uma chapa apêndice para o início da soldagem. pois o processo, na sua
fase inicial, é instável, com conseqüentes prejuízos à qualidade da solda. Este apêndice é descartado poste-
riormente. Para o avanço vertical da soldagem, usa-se usualmente sapatas de retenção, que podem ser
refrigeradas a água. (Ver fig. 5.15). .
Essas sapatas são usualmente feitas de cobre para melhor dissipar o calor da soldagem.
FBTS IS. 5/87 23 •
•
•
Guia Tubular de
~ Eletrodo
Escória Fundida
Poça de Fusão
Sapata de Retenção
Solda Solidificada
Refrigerada à Agua
I
i
Solda Completàda !
'i
·As sapatas de retenção servem para conter tanto o metal de solda fundido como o fluxo fundido .
. A superfície da solda é moldada pelo contorno ou formato das sapatas enquanto a poça de fusão se move
para cima na junta. Conforme vai ocorrendo a solidificação, impurezas metálicas flutuam para cima do ":1
metal fundido através da escória.
Fontes de energia para o processo de soldagem eletro-escória são do tipo transformador:retificador
de tensão constante, que operam na faixa de 450 a 1000 A. Elas são similares às usadas no processo de
soldagem a arco submerso. A tensão m{nima em circuito aberto da fonte de energia deve ser de 60 V. É
requerida uma fonte de energia separada para cada eletrodo, A fig 5.16 mostra esquematicamente uma
instalação típica de soldagem eletro-escória.
Painel de Controle
Fundida
Poça de Fusão
.;--- Ent~ada
.
de Água
.
I
para soldagem MIG/MAG ou de outro processo que utiliza arame consumível. .
A corrente de soldagem e a taxa de alimentação do eletrodo, podem ser tratadas como uma só
variável, porque uma varia em função da outra. Se a velocidade de alimentação do eletrodo é aumentada,
~3a corrente de soldagem e a taxa de deposição são também aumentadas. Como -a corrente de soldagem é
[} aumentada, a profundidade da poça de fusão também é aumentada. _."
~ A tensão de soldagem é uma outra variável que precisa ser levada em consideração. A tensão tem
fi efeito maior na profundidade de fusão no metal de. base e também na estabilidade de operação do processo.
t1 Aumentando-se a tensão, aumenta a profundidade de fusão e a largura da poça de ~usão e também au-
rl menta o fator de forma (relação largura/profundidade) e, como resultado, a possibdídade de ocorrência de
.~ trinca é menor. Se a tensão é baixa pode ocorrer um curto circuito entre o eletrooo e a poça de fusão. Se
a tensão é alta demais, podem ocorrer respingos de solda ou aberturas-de arco no topo da escória fun-
dida.
r·
L~ 40
~4)n::::~: a:n::t:~~n::e:: :tu:::e defluxoparaa [Link]óriade
a 50 mm de profundidade é usualmente requerido de maneira que o eletrodo consiga permanecer no
~ banho e fundir-se debaixo da superfície. .
(4) ~ um processo mecanizado com um mínimo de manuseio de material. Uma vez iniciado o
processo, ele continua até o término.
(5) Requer tempo mínimo de soldagem e apresenta uma distorção mínima.
(6) Não há arco de soldagem vis{vel e nenhum lampejo de arco.
A grande desvantagem do processo é devida à soldagem eletro-escória ser feita em um só passe. O
t deslocamento da fonte de calor é suficientemente lento para permitir o superaquecimento e, conseqüente-
~,mente, o crescimento de grãos da zona fundida e da zona afetada termicamente, o que conduz a uma,
4
" FBTS IS. 5/87 25
,.. solda com propriedades deficientes no que tange à tenacidade da junta soldada. A fragilidade da solda
asim obtida necessita, para ser corrigida de um tratamento térmico posterior à soldagem - a normaliza-
ção.
(5) Sobreposição pode ocorrer se as sapatas não forem bem ajustadas às chapas, permitindo o
vazamento de material funditlo.
(6) Trinca Interlamelar - não tem sido observada .na. soldagem eletro-escória de juntas de topo
porque não se registram tensões no sentido da espessura das chapas do metal de base.
(7) Trincas - devidas à fissuração a frio não são encontradas na soldagem eletro-escória. Isso de- ~....
vido ao ciclo lento de aquecimentb e resfriamento da junta, inerente ao proceso. Já as trincas :~
causadas pela fissuração a quente são. comuns na soldagem eletro-escória, principalmente no
caso de soldas com alto grau de restrição, devido à granulação grosseira da junta soldada. Essas
trincas propagam-se ao longo dos contornos de grãos.
(8) Duplas Laminações - não se constituem em grandes inconvenientes para a soldagem. eletro-
-escória. A escória fundida atrai para fora qualquer inclusão existente na dupla laminação e
sela a dupla laminação ao longo da solda. Analogamente, lascas e dobras são absorvidas pela
soldagem eletro-escória.
A Fig. 5.17 contém resumidamente, algumas das informações mais importantes sobre a soldagem
por eletro-escória.
."•
"
26 FBTS IS. 5/87
~~--------------------------------------------------------------------------,
~, Fig. 5.17 - Soldagem por eletro-escória (ELECTRO SLAG WELDING - ESW)
,,,
,~:
1----------------"-~-------------------------------------__1
1 - Metal de Base.
2 - Sapatas de Cobre Refrigeradas.
3 - Metal de Adição.
4 - Escória Fundida.
5 - Metal Fundido.
6 .; Solda.
I
~.~
ESPESSURAS SOLDADAS: > ·20 mm
(tecnicamente viável)
POSiÇÕES: mal Pl...oiJ~
TIPOS USUAIS DE JUNTA: de topo,
Ararr'ss (1 ou mais)
Fluxo
! de ângulo
DILUiÇÃO: 50 a 60%
Tubo-guia consumível.
FAIXA DE CORRENTE: 450 a 1500 A
VANTAGENS: LIMITAÇÕES:
SEGURANÇA:
,
.".
6. • SOLDAGEM EL~TRO-GÁ3 (ELECTROGAS WELDING - EGW)
Gás de Proteção
Arame
Metal de Base
Roletes Alimentadores ~
, de Arame
Gás d~ Proteção
, Circulação de Água
Metál de Solda Solidificado
..
Conexões para Água
Metal de Base
~SÓlda
c
A soldagem normalmente é feita num único passe.
Para o início da operação um eletrodo consumível em forma de arame, sólido ou tubular, é ali-
mentado numa cavidade formada pelas faces do chanfro das peças a serem soldadas e pelas sapatas de
retenção.. Um arco elétrico se ;nicia entre o eletrodo e uma chapa apêndice situada na parte inferior da
junta.
ocalor do arco funde as faces do chanfro e o eletrodo que é alimentado de maneira contínua. O
metal fundido proeminente do metal de adição e do metal de base fundido forma uma poça de fusão
abaixo do arco e se solidifica.
O eletródo pode oscilar horizontalmente através da junta, principalmente em juntas mais espessas
de maneira a distribuir de maneira mais uniforme o calor e o metal de adição.
À medida que a solda se solidifica uma ou ambas as sapatas se movem para cima junto com o
cabeçote de soldagem de modo ,a dar continuidade à solda. Embora o eixo da solda seja vertical, a posição
de soldagem é a posição plana, com deslocamento vertical.
28 FBTS IS. 5/87 ••
EQUIPAMENTO DE SOLDAGEM
o equipamento básico para a soldagem eletro-gás é similar ao' convencional da soldagem por ele-
tro-escória. A diferença. fundamental é a introdução do gás de proteção do arco e da poça de meta' fun-
dido, quando o gás de proteção é necessário (na soldagem' eletro-gás com arame tubular, o gás de pro-
teção nem sempre é necessário).
Num sistema tfpico de soldagem eletro-gás, os componentes essenciais, com exceção da fonte de
.energia, são incorporados num único conjunto {cabeçote de soldagem} que se move verticalmente para
cima, acompanhando a progressão da soldagem. Dispositivos de controle para fluxo de água, pressão hori-
zontal nas 'sapatas retentoras, oscilação da pistolade soldagem, alimentador de arame, e movimento verti-
cal são similares aos usados no processo de soldagem com eletro-esçória.
[Link] de Energia
A fonte de energia pode ser tanto do tipo tensão constante como do tipo corrente constante.
Qua·nda' uma unidade de tensão constante é utilizada, o deslocamento vertical pode ser controlado
manualmente ou por um dispositivo, tal como uma célula foto-elétrica, que detecta a altura da subida da
poça de fusão. Com fontes de energia tipo tensão variável (corrente constante), o deslocamento vertical po-
de ser controlado pela variação do arco voltaico.
t
Pistola de Soldagem
A pistola de soldagem para soldagem eletro-gás efetua as mesmas funções daquelas das soldagens
. ·MIG/MAG e com arame tubular.
Ela guia o eletrodo para a posição desejada na abertura da junta, transmite a corrente de soldagem
para o eletrodo, e, em algumas aplicações, ela fornece gás de proteção ao redor do eletrodo e do arco.
A principal diferença entre uma pistola de soldagem eletro-gás e as da soldagem MIG/MAG ou
com arame tubular, é a limitação na dimensão paralela à abertura da raiz entre chapas, pois o bocal da:
pistola deve se adaptar nesta abertura estreita. A largura da pistola é freqüentemente limitada a 10 mm
para encaixar-se em aberturas de raiz de no mímino 17 mm, para que possa ter um deslocamento horizon-
tal adequado.
Os dois tipos de eletrodos são usados comercialmente. A especificação AWS A 5.26 cobre os requi-
sitos desses eletrodos para a soldagem de aços carbono e de baixa liga.
Para soldagem de aço com arame tubular, COl é o gás de proteção normalmente usado. A mistura
de 80% argônio e 20% COl é normalmente usada para soldagem de aço com eletrodos sólidos.
Alguns eletrodos tubulares são do tipo auto-protetor. Eles geram um vapor protetor denso através
do calor de arco para proteger o metal de adição e o metal de solda fundido.
(2) Porosidade
Eletrodos tubulares contém elementos desoxidantes e desidratantes na alma. Uma combinação do
gás de proteção e compostos formadores de escória da alma do elctrodo, usualmente produz uma solda sã,
livre de porosidades. Contudo, se algo interfere com a cobertura do gás de proteção, podem resultar poro-
sidades.
•..
30 FBTS IS, 5/87
Outras causas de porosidades podem ser correntes excessivas de ar, vazamento de água nas sapatas '''t
Quando a porosidade é encontrada, ela usualmente começa perto das margens da solda e corre: tem
direção ao eixo da solda, seguindo a direção da solidificação. '
(3) Trincas
Não ocorrem em condições normais de soldagem. O aquecimento e resfriamento reltativamente len-
tos da 'solda reduzem consideravelmente o risco do 'desenvolvimento de fissuração a frio. [Link]ém a zona
afetada termicamente tem uma alta resistência à fissuração a frio. "
Se trincas ocorrem, elas são usualmente do tipo trincas a quente. As trincas se formam a altas
temperaturas, junto com, ou imediatamente após, a solidificação. Elas estão I'ocalizadas próximo ao centro
da solda.
,
Trincas na solda podem ser evitadas, pela modificação da característica de solidificação da solda.
Isto pode ser realizado pela alteração da forma da poça de fusão, através de mudanças apropriadas nas
variáveis de soldagem. A tensão do arco deve ser aumentada, e a amperagem e a velocidade de desloca-
mento decrescidas. Frequentemente, o aumento, na abertura da raiz entre chapas pode ajudar.. embora isto
possa ser anti-econômico. Se trincas são causadas pelo alto carbono ou alto enxofre no aço, a penetração
do, metal de base deve ser mantida baixa para minimizar a diluição do metal de base na solda. Além disso,
'um eletrodo com alto teor de manganês pode ser usado para soldagem de aços de alto enxofre.
Alem dessas descontinuidades observar que:
a alta .taxa de deposição deste processo implica em alto risco de falta de fusão, e
a soldagem 'elefro-gás, a exemplo da soldagem por eletro-escória, apresenta o problema do su-
peraquecimento: a granulação grosseira da solda e de regiões adjacentes apresenta propriedades deficientes
n<?que se refere à tenacidade. Torna-se pois necessário um tratamento térmico após a soldagem.
A Fig. 5.19 resume .as principais características do processo de soldagem eletro-gás.
I,
{ -01
!
•"
FBTS IS. 5/87 31
.'
Contato Elétrico
CARACTERfSTICAS: CONSUMfvEIS:
f
VANTAGENS: LIMITAÇÕES:
SEGURANÇA:
Grande emissão de radiação ultra-violeta e projeções metálicas.
••
32 ,.IT1i II. 5187
FUNDAMENTOS DO PROCESSO
Soldagem a gás é todo processo que utiliza um gás combustível combinado com oxigênio para.
efetuar a união de metais. A fonte de calor, sendo uma chama, é menos potente que 4) arco elétrico. Q)
aquecimento da peça exige um tempo maior, permanecendo a peça por mais tempo [Link] temperatu-
ras.
'Soldas podem ser com ou sem pressão, e com ou sem metal de adição. A Fig. 5.m mostra esque-
maticamente este processo.
Sentido de Soldagem
~~~~\S\r~d~::
Metal de Base
EQUIPAMENTO DE SOLDAGEM
o equipamento necessário para este processo varia muito, dependendo da aplicação e do tipo de
combustível usado. O equipamento básico é mostrado na Fig. 5.21. Este consiste de cilindros de gás
combustível e cilindros de oxigênio com reguladores para cada mangueira, e de maçarico de soldagem. O
maçarico desempenha a função de misturador do gás combustível com o oxigênio para prover o tipo de
chama adequado para a soldagem. Este, além da conexão de mangueira e de um manipulador, contém
válvulas de oxigênio e gás combustível para regulagém da mistura.
Mangueiras
• •
•• FBTS IS. 5/87 33
•• TIPOS E FUNÇÕES DOS GASES
Há uma grande variedade de gases disponíveis para soldagem e corte a gás. Normalmente, o acetile-
no é o preferido para a soldagem. Acetileno (C2 H2 ) é um hidrocarboneto que contém uma porcentagem
maior: de carbonõ em peso do que qualquer outro gás hidrocarboneto combustível.
O acetileno é um gás incolor e é mais leve do que o ar. Quando gasoso é instável, se sua tempera-
tura excede 7800 C ou sua pressão manométrica sobe acima de 2 kqf/crn". Uma decomposição explosiva
pode resultar mesmo não estando presente o oxigênio. Por esta razão, deve-se manusear cuidadosamente o
acetileno.
TIPOS DE CHAMA
Uma chama de soldagem apresenta duas regiões (Ver. Fig. 5.22)._
Cone (ou dardo) - de cor azulada, onde ocorre uma combustão incompleta, também dita com-
bustão primária:
,.,
Em temperatura elevada há dissociação, do hidrogênio molecular em hidrogênio atômico e' fornecimento
de energia: H2 ~ 2H + energia.
Penacho - região mais comprida, que envolve o -cone, e onde a combustão se compteta. As com-
bustões secundárias aí ocorrem segundo as equações:
2CO + O2 -to 2C02
H2c + 1/2 O2 -to H2 O
"4-,""0' ' ,
_Q_QQntode temperatura mais alta .encontra-se no penacho, a aproximadamente 2 mm do cone. Aí
deve se, sL!\.!a_~o_~[Link]
para uma soldagem mais eficiente. A atmosfera protetora é formada pelos gases de
combustão.
Se chamarmos de a a relação entre o volume. de oxigênio e o volume de acetileno participantes da
combustão (a = 02/C2 H2), podemos definir três tipos de chama {ver Fig.. 5.22}. .
'. O.::
Chama Normal - quando temos a = 1. Q- '0, _ ••
C, H,
Chama Redutora - quando a < 1; isto é, temos m;io~ quantidade de [Link] combustão
incompleta, no cone, resultará um excesso de hidrogênio e de carbono livre
(C2 H2 + O2 -+- 2CO + H2 + C). Subindo o teor de carbono, parte' dele se incorpora à solda. Daí consti-
tuir-se a chama redutora em um processo de incorporação de carbono à solda. No caso da chama reduto-
ra, nela aparece uma terceira região, sem nome, entre o cone e o penacho e de luminosidade característica
e intensa.
~
F-BTS IS. 5/87 4r •
Chama oxidante _ quando a > 1. Há sobra de oxigênio. A atmosfera. rica em oxigênio, oxidará o , #
rr 'ai. A chama oxidante, por ser mais turbulenta, apresenta um ru ído característico.
PENACHO
a=l NORMAL
- , oormal
A soldagem a gás é normalmente aplicada aos aços carbonos, aços liga e ferros fundidos. Na indús-
tria do petróleo é utilizada na Soldagem de tubos de pequeno diâmetro e espessura, e na soldagem de re-
vestimento resistentes à abrasão. Pode porém ser. utilizada na soldagem de outros materiais variando-se
a técnica, pré-aquecimento, tratamento térmico e uso de fluxos.
. .
..
...
oe $'
i"" .. "IS IS.• /.7
•. "
• #
Fig. 5.23 - Soldagem a Gás (Oxyfuel Gas Welding - OFW)
Maçarico \
I· .
/ Metal de Adição
~ T_IP_O_D_E_O_P_E_.R
__A_Ç_Ã_O_._·
_N_~~an_u_a_I ~ EQUIPAMENTOS: Cilindros de Oxigênio e
CUSTO DO EQUIPAMENTO: 0,2 de Gás Combustível, Válvulas e Expansores,
(Soldagem c/elet.: revestido = 1) Maçarico.
L __ _..:..,___--~--------i
CONSUMIVEIS:
TAXi ...DE DEPOSI ÇAO: 0,2 a 1kg/h
ESPESSURAS SOLDADAS: 0,5 a 3mm
POSI ÇOES: Todas Oxigênio
TIPOS DE JUNTAS: Todas Gás combust (vel
DI LU! ÇAO: De 2 a 20% (com material de Vareta
adição) 'Fluxos
100% (sem material de adição)'
VANTAGENS: LlMITAÇOES:
SEGURANÇA:
..,
"O
o
po • .-
n
(ti
~
g.~
» O
m
Cf)
. ~
s~ o
_(ti
0.-
01 01
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(ti ~
O
Z
::!
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3 ......
C
c: -.
....
-. o. :::I O
.. ~. ~. »
O
0.01 m
Cf)
~ IA
PROCESSO DE TIPO DE DESCONTINUIDADE· o. Z
INCLUSÃO FALTA DE FALTA DE MORDE· SOBRE· ~ O
SOLDAGEM POROSIDADE TRINCA o C
OE ESCÓRIA PENETRAÇÃO FUSÃO DURA POSiÇÃO N
....
:::I
O
Eletrodo Revestido X X X X X X X :::I
c: ):lo
Cf)
ã.:
Arco Submerso X -x X X X X X 01
o. ~
m
TIG Inclusao de lX r-
X Tunqstênio X X O
Cf)
~
MIG/MAG X X X , X X X X C;;.
<
c: ):I-
IA
Eletro-Esc6ria X X X X X X c: ::II
01
C;;. O
Cf)
Eletro-Gás X X X X X X .o
c: ~
(ti ::II
A Gás X X X X X X X O
"O
o o
o.
(ti
m
Cf)
3 Cf)
Tabela 5.1 IA
O
Cf)
..,
(ti
9. PROCESSOSDE CORTE
ocorte é uma operação que antecede a soldagem. Um processo de corte é o que separa ou remo-
ve metais. Veremos a seguir três processos de corte por meio, do calor:
,9.1 - OXI·CORTE
É um processo de corte onde a separação ou remoção do metal acompanhada pela reação quf-
ê
mica do oxigênio com o metal a uma temperatura elevada. Os óxidos resultantes dessa reação
(Fe2 03 - FeO -' Fe3 04), tendo ponto de fusão menor que o do metal, funders-se e escoam. Com o escoa-
mento dos óxidos, nova quantidade do metal é oxidado e o processo continua.
, A temperatura de ignição é atingida pelo pré-aquecimento com chamas de gás combustível - oxi-
gênio, usualmente posicionadas ao redor do tluxo de oxigênio. )
O maçarico do corte associa a ação de um 'jato de oxigênio com uma chama oxi-combustível de
aquecimento, Esse jato de oxigênio, de alta velocidade, provoca a reação de combustão, e a abertura de
um 'rasgo na' peça pela movimentação conveniente do maçarico.' '
Este processo não é aplicado a aços que contém elementos de liga 'que produzam óxidos refra·
tários.
Da operação de corte resultam duas conseqüências:
, '
, . _ Deformação - o aquecimento localizado da peça sem que a mesma tenha liberdade total para
expandir-se, dá origem a tensões ~ deformações. Como regra geral, para aumentar a liberdade de expansão"
o corte deve iniciar-se 'e prosseguir o máximo possível sempre pelo lado mais próximo à bordas das peças,
que apresenta menor rigidez (ver exemplo na Fig. 5.24).
ctI
a.
ctI
· borda da chapa
O
..c.
o
ctI
"O
ctI
,_
"O ,
o
.D
A seleção de gases combustíveis que devem ser considerados para combustível de pré-aquecimento
é baseada em inúmeras considerações. As maiores considerações para a seleção do gás combustível são a
~ ..
•
FB1S IS. 5/87 39
Acetileno
É largamente usado como um gás combustível para oxi-corte e também para soldagem. Suas prin-
cipais vantagens: são disponíveis, chama de temperatura alta, e familiaridade dos usuários com as caracte-
rfsticas da chama.
A chama de temperatura alta e as características' de transferência do calor da chama oxi-acetilênica
são particularmente importantes para corte de chanfros.
Uma outra vantagem de operação é que o tempo de pré-aquecimento é uma pequena tração do
tempo total de corte, o que é importante quando se faz pequenos cortes. O acetileno no estado livre não
pode ser usado a pressões manométricas maiores que 103 kPa (15 psi), ou 207 kPa '(30 psi) de pressão
• abssoluta, A .altas pressões ele pode decompor-se de forma explosiva, quando exposto a calor ou choque.
Gás Natural
, Á composição do gá!i natural depende da sua fonte. Seu principal componente é o metano. Quan-
do o metano queima com oxigênio, a reação química é:
CH4 + 20l ~ COl + 2Hl O
Um volume de metano requer dois volumes de oxigênio para uma combustão completa. A tempe-
ratura da chama com gás natural é menor que a da chama com acetileno. Ela também é mais difusa e
menos intensa.
Devido à temperatura de chama ser mais baixa, o que resulta em baixa ef~ciência de aquecimento,
grandes quantidades de gás natural e oxigênio são requeridos para produzir a mesma taxa de aquecimento
obtida com oxi-acetileno. Geralmente, são necessários maiores tempos de pré-aquecimento com gás natural
que com acetileno. .
40 FBTS IS. 5/87
Para competir com o acetileno, o custo e disponibilidade de gás natural e de oxigênio, o alto ' ••
consumo de gás, e o tempo longo de pré-aquecimento devem ser considerados.
Os projetos do maçarico e do' bico para o gás natural são diferentes daqueles para acetileno. A
condição de pressão do gás natural geralmente é menor e as relações de combustão são dHerentes.
Propano
O propano é usado regularmente para corte por causa de sua d'isponibilidade e de soo poder calorf-
fico ser muito maior que o do gás natural. Para uma combustão apropri2d'a durante o corte, o propano
requer 4 a 4 1/2 vezes seu volume em oxigênio de pré-aquecimento. Este requisito é parcialmente com-
pensado pelo seu alto poder calorífico. Ele é estocado em forma líquida e é facilmente transportável para
o serviço.
Propileno
Este gás compete com o MPS para quase' todos os serviços em qUE'se usa gás combustível. t
similar ao propano em muitos aspectos, mas tem uma chama de temperatura maior. Um volume de propl-
leno requer cerca de 2,6 volumes de oxigênio para ser obter uma chama neutra. O bico de corte é similar
ao utilizado para o MPS.
Gasolina
A gasolina é usada como combustível utilizando-se maçarico de corte a bico de projeto específico
para este fim. A chama é altamente oxidante e portanto 'apropriada apenas para utilização em cortes. A
chama de alta temperatura permite cortar aço com espessura de até 360 mm. A gasolina é armazenada
num recipiente pressurizado no estado líquido, porém vaporiza no bico do maçarieo antes de entrar em
combustão. . .
A Fig: 5.25 mostra um resumo das principais características do oxi-corte.
9.2 - CORTE COM ELETRODO DE CARVÃO
É um processo de corte a arco em que os metais a serem cortados são fundidos pelo calor de um
arco entre o eletrodo e a peça. Um jato de ar comprimido remove o metal fundido. Normalmente.é um
processo n:anual usado em todas as posições, mas pode ser também operado automaticamente.
O processo pode ser usado em aços e alguns metais não ferrosos. É comumente usado para goiva-
gem de soldas, para reparo de defeitos de soldas e reparo de fundidos. O processo requer uma habilidade
de corte relativamente alta.
Na goivagem de soldas é necessário proceder a uma limpeza posterior, para remoção d.o carbono
depositado. Norrnalrne ite, a limpeza por esmerilhamento é satisfatória. A Fig. 5.26 mostra as;principais
caracteristicas do corte com eletrodo de carvão.
9.3 - CORTE A PLASMA
O corte a plasma usa o calor de um arco de plasma ( aprox. 15.000° C) para cortar qualquer metal
ferroso ou não-ferroso,
É um processo de corte que separa metais pela fusão de uma área localizada com um arco constri-
to e a remoção do material fundido com um jato (de alta velocidade) de gás ionizado quente saindo de
um orifício. Pode ser usado em corte manual com um maçarico portátil ou em corte mecanizado utilizan-
do-se máquinas extremamente precisas, com dispositivos de traçagem especiais. É usado para corte de aços
e metais não ferrosos numa faixa de espessura de fina para média. O seu maior uso é no corte de peças
que contém elementos de ligas, que produzem óxidos refratários, por exemplo, aços incxidéve!= <>.Ium{-Q
nios. O processo requer um menor grau de habilidade do operador, em relação ao requerida para o oxi-
corte, com exceção do equipamento para corte manual, que é muito mais complexo .
•O processo de corte a plasma usa um arco constrito atirado entre um eletrodo resfriado a água e a
peça. O orifício que restringe o arco também é refrigerado a água. A corrente utilizada é a correte contt-
"fi
nua, êl~,trodo negativo.
";1
, 'A qualidade do corte a plasma é superior aos outros tipos de corte por meio de calor devido ao jato
de plasma a alta temperatura. ' "'"
A Fig. 5.27 mostra um resumo das principais características do corte a plasma.
-L
Maçarico de Corte
Mistura Oxigênio-Gás
EQUIPAMENTOS:
TIPO DE OPE RAÇÃO: Cilindros de Gases
Válvulas e Expansores
Manual ou Automática
Maçaricos.
CARACTERfSTICAS: CONSUMIVEIS:
LIMITAÇÕES:
SEGURANÇA:
Queima acelerada devido ao enriquecimento de O2 na atmosfera.
42 FBTS IS. 5/87 . "
•
Fig. 5.26 - Corte com eletrodo de carvão (Air Carbon Arc Cutting - AAC)' •
Arco-Elétrico
EQUIPAMENTOS:
TIPO DE OPE RAÇÃO: Retificador, Gerador, Transformador
Manual ou Automática [Link] de Ar Comprimido
Porta-E letrodo especial piJato de "Ar.
. I.
~--------------------------------------~----~ ~--------------------------~
APLICAÇÕES TfplCAS NA INDÚSTRIA DO PETROLEO E PETROQUIMICA:
Goivagem em soldas de topo em tanques e vasos de pressão em aços carbono e aços de baixa liga.
Remoção do clad de aço inoxidável de chapas cladeadas.
VANTAGENS: LIMITAÇÕES:
Corte rápido. - Corte impreciso.
Usa os mesmos equipamentos da soldagem com - Risco de Contaminações (Cu do eletrodo/If-
quido expulso pelo ar, rico em carbono).
eletrodo revestido.
- A operação requer limpeza logo a seguir.
SEGURANÇA:
- Emissão de radiações vis(veis e ultra-violeta.
- Projeções em alta temperatura.
~.
.
.. -, •
~Eletrodo
Entrada Gás
I ~ Bico Constrito
IA v- - Gás de Proteção
EQUIPAMENTOS:
TIPO DE OPERAÇÃO: Fonte de energia
A~ua de refrigeração
Manual ou Automática Cilindros de Gases
Maçaricos
CARACTERISTICAS: 'CONSUMIVEIS:
Oxigênio
ESPESSURAS: 6 a 150 mm
c
APLlCAÇOES TfplCAS NA INDÚSTRIA DO PETROLEO E PETROQUIMICA
VANTAGENS: LlMITAÇOES:
SEGURANÇA:
Prevençãocontra: brilho do arco, salpicos, fumaças.
44 FBTS IS. 5/87
. "
. .
10. EQUIPAMENTOS E TÉCNICAS DE ?RÉ E PÚS~AQUECIMENTO E DE TRATAMENTO •.*
TÉRMICO.
FUNDAMENTOS DO PROCESSO
Com o intuito de esclarecer em que consistem o pré-aquecimento, pós-aquecimento e tratamento
térmico, daremos a seguir algumas noções básicas sobre estes. Uma abordagem mais completa sobre em
que consistem, suas vantagens e desvantagens e seus objetivos deve ser procurada no MODULO 6 - Meta-
lurgia da Soldagem.
a) O pré-aquecimento consiste no aquecimento da junta numa etapa anterior a soldagem. Seu
principal efeito é reduzir a velocidade de resfriamento da junta soldada. Em consequência,
diminui a tendência para formar martensita (em metais ferríticos). Além de reduzir o nível das
tensões de contração, o pré-aquecimento possibilita ao hidroqênio, quando presente, a difun-
dir-se para fora da solda.
-
b) O pós-aquecimento consiste na manutenção da junta soldada, após a. soldagem, a uma tempe-
. ratura acima da temperatura ambiente, por um período de tempo determinado. Seu -obietívo
principal é aumentar a difusão do hidrogênio na solda.
c) O tratamento térmico' de alívio de tensões consiste em se aquecer uma peça ou equipamento a
uma temperatura determinada, durante um certo período de tempo observando-se velocidades
de aquecimento e resfriamento convenientes: Tem por objetivo principal promover uma dimi-
nuição das tensões residuais da peça ou equipamento. Pode, também, promover. o revenimento
da martensita, que algumas vezes resulta da operação de soldagem. .
Para que o tratamento térmico de alívio de tensões alcance seus objetivos é necessário que:
a taxa de aquecimento seja uniforme e controlada, para dar um baixo gradiente térmico, permi-
tindo a dispersão de calor no material e evitando a introdução de tensões residuais devldoa
efeito térmicos no. material;
a temperatura de tratamento (temperatura do patamar) seja controlada. e oscile apenas dentro
de limites pré-determinados;
a taxa de resfriamento seja uniforme e controlada, pois o resfriamento não uniforme pode gerar
tensões residuais no material, e taxas de resfriamento altas tendem a temperar o material.
. I,
TÉCNICAS E EQUIPAMENTOS "
Para se efetuar um tratamento térmico, um método que representá uma solução tecnicamente per-
feita é a utilização de um forno e a colocação da peça ou equipamento no seu interior. No entanto,
freqüentemente, as dimensões das peças ou equipamentos impedem sua entrada no forno, e em outros
casos impõe-se o tratamento de soldas em elementos que fazem parte de grandes e extensas construções,
tais como tubulações, torres de destilação, vasos de pressão, etc. Nestes casos, e dependendo das normas e
condições de segurança, pode ser efetuado um tratamento térmico localizado.
Existem diversos métodos apropriados para a aplicação de aquecimento e tratamento térmico loca-
lizados, tais como:
(1) aquecimento por indução;
(2) aqueci mento por resistência elétrica;
(3) aquecimento por chama.
Outros métodos são aplicados em escala bem menor para tratamentos térmicos tal como o aqueci-
mento por material exotérmico. .
• Aplicando-se uma tensão alternada ao primário do transformador, será induzido um fluxo magné-
tico no núcleo, o qual por sua vez induzirá uma tensão no secundário. (ver Fig_5.28)
enrolamento
enrolamento
secundário
primário
Transferindo este princfpio para o aquecimento por indução (ver Fig. 5.29) vê-se que o cabo flex(-
vel, colocado na região da solda em várias espiras ao redor da peça, representa o enrolamento primário. A
,, camada superficial da peça, na região do enrolamento, representa tanto o núcleo como o enrolamento
secundário do transformador. Quando se aplica ao cabo uma tensão alternada de freqüência apropriada, a
parte' da peça dentro da ,região do cabo se aquece, devido à contínua inversão magnética e devido às
correntes de Foucault induzidas.
A freqüência influi na profundidade de penetração das correntes induzidas, entretanto, conside-
rando-se que o tratamento térmico de aços é um processo demorado, a influência da condução térmica no
material é maior. As freqüências mais comumente usadas são 60 e 400 Hz.' \
Vantagens do aquecimento por indução:
(1). São poss(veis altas velocidades de aquecimento.
'- ,
(2) Temperaturas podem ser controladas numa faixa estreita.
(3) Aquecimento localizado não é produzido.
(4) As bobinas têm uma vida longa.
..
De~vantagens desse método:
(1) O custo inicial é alto.
(2) A 'fonte de energia é grande e menos portátil que outras fontes de aquecimento.
(3) Se usado para pré-aquecimento, a fonte deve ser desligada durante a soldagem .
...
___ ----Isolamento
~~~~~__.:<;.....,=.,....é'-::._~~~ Bobinas lndutoras
Isoladas
«,
Parede do Tubo .
•
Arame de
ferro
Cabos
1
Terminal de Aço Inoxidável
Terrnopcr
Isolamento Arame __ ---A
Desvantagens:
. (1) Precisão e repetibilidade mínimas.
(2) Distribuição de temperatura pouco uniforme.
(3) Uma grande quantidade de operadores habilidosos é requerida.
A fig. 5.32 mostra uma instalação de tratamento térmico de aquecimento por .charnas.
ln
Fig. 5.32 - Tratamento Térmico por Anel de Gás
"
o material
exotérmico produz calor pela reação controlada de , uma mistura' química que desprende'
calor em conseqüência da reação, que pode ser, por exemplo: .
Fe703 + 2AI -+ 2Fe +" AI2 03 + CALOR.
Vantagens deste processo:
(1) Nenhum custo de equipamento.
(2) Nenhum operador requerido durante o tratamento térmico.
(3) Portátil.
",
Desvantagens:
(1) Não é apllcável para pré-aquecimento de todos materiais. '
~, "
(2) Uma vez iniciado o tratamento térmico, não há nenhuma possibilidade de ajuste,
" .
.
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