Gestão Escolar e Motivação de Professores
Gestão Escolar e Motivação de Professores
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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE
1.1. Introdução........................................................................................................................1
[Link]ção.....................................................................................................................2
[Link] da pesquisa.............................................................................................................3
[Link] geral....................................................................................................................3
[Link] específicos.........................................................................................................3
1.7.1. Espacial...............................................................................................................................4
1.7.2. Temporal............................................................................................................................4
2. Fundamentação teórica...........................................................................................................4
[Link] chaves...................................................................................................................4
2.8. Motivação..............................................................................................................................8
2.9. Comprometimento................................................................................................................9
3. METODOLOGIA...............................................................................................................12
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3.2. Do ponto de vista da forma de abordagem do problema...............................................12
3.6. Amostra..........................................................................................................................13
5. Referências Bibliográfica................................................................................................16
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO
1.1. Introdução
A escola tem sido alvo de diversas discussões na actualidade, entre essas temáticas estão às formas
de gestão escolar que alcançam maior autonomia e legitimidade. Entretanto, observa-se que, em
relação à gestão escolar, as pesquisas deixam uma lacuna a ser preenchida, sobre o cotidiano da
gestão e dos sujeitos que compõem a comunidade escolar. A pesquisa tem o intuito de contribuir
para a importância da gestão escolar no processo educacional, aonde essa concepção vem
apresentando diversas lacunas conceituais.
O sistema educativo é importante para a sociedade, pois tem por finalidade de formar os indivíduos
que nela vivem, (Libâneo, 2002). Nesse sentido, tem como principal objectivo a formação, tanto na
vertente da educação escolar, como social, de cidadãos que questionem, actuem e transformem a
realidade social. Nesta vertente, para que haja eficiência no processo educativo é preciso que se viva
na escola uma gestão participativa.
A gestão escolar, assunto importante a ser discutido e que tem papel fundamental para o
funcionamento de uma unidade escolar, aparece num cenário de descrédito há décadas, sob o olhar
dos envolvidos na educação. Há uma percepção de que a maioria das pessoas que são gestores
escolares, são oriundos de indicações políticas, as quais estão frequentemente sendo realizadas. Para
Gouveia et al. (2004), isso de confirma, visto que não existem políticas públicas e organizações que
garantam o bom andamento como, por exemplo, de eleições para directores. Contudo, o
preenchimento dessas vagas, por meio de nomeação, traz grandes conflitos, até porque na maioria
das vezes as pessoas atribuem simbolicamente poder o nomeado
1.2. Contextualização
Até no séc. XVII vigorava nas organizações, o modelo de gestão autocrático que obedecia uma
hierarquia, seguindo o sentido vertical, sendo cima para baixo, onde as ordens partiam do topo a
partir do dirigente máximo (Director) da instituição para baixo (Chiavenato 2005). Outros
funcionários apenas limitavam-se por cumprir as ordens emanadas pelos seus superiores. Com a
revolução industrial, no séc. XVIII, este tipo de gestão começou paulatinamente a ser deixado de lado
porque não dava resultados que as sociedades esperavam.
Na perspectivas actuais sobre os modelos de gestão aceites para o desenvolvimento da escola Burak
e Flack (2011) associam gestão escolar a acções colectivas e democráticas, com a divisão de
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responsabilidades individuais, que devem ser pautadas num projecto maior, que congrega todos os
membros da equipe escolar em torno de objectivos, metas, decisões e compromissos comuns.
Acentua-se o carácter político democrático, que, segundo o autor, deve permear a cultura
organizacional das instituições escolares. Já Cattani e Hozlmann (2011) preferem não delimitar esse
tipo de gestão à gestão escolar e a denominam gestão participativa. Acreditam que, na gestão
participativa, os trabalhadores estão investidos, directamente ou por delegação, da capacidade de
decisão na organização do trabalho, eventualmente nos processos administrativos e comerciais, e
mais raramente na condução geral da empresa.
Para Bordignon e Gracindo (2000) entendem que essa autonomia não se faz apenas com políticas
que buscam criar espaços e formas de organização da escola onde se construirá a gestão
democrática; o que se deve buscar é a redefinição de conceitos e formas democráticas dentro da
escola, discutindo-se o formato da democracia que desejamos através da oportunização da
participação dos diferentes segmentos do contexto escolar para desenvolvimento da escola.
Por seu turno Libâneo (2001, p. 115) salienta que as escolas podem traçar seu próprio caminho
envolvendo professores, alunos, funcionários, pais e comunidade próxima que, se tornam
corresponsáveis pelo êxito da instituição. É assim que a organização da escola se transforma em
instância educadora espaço de trabalho colectivo e aprendizagem.
[Link]ção
A gestão precisa ser vista dentro das organizações como aspecto democrático, no qual cada gestor
tenha conhecimento para administrar pessoas, conduzir os conhecimentos, suas ideias, suas e dos
colegas, gerenciar, constituir e reger as perspectivas da organização como um todo.
Em conversa informal com gestor de uma das escolas secundaria na provincia de Tete, revelou que
a gestão não tem sido democrática, pois os professores e outros funcionários reclamam que não são
envolvidos na tomada de decisão, na elaboração do plano de desenvolvimento de escola, na
planificação da utilização dos fundos de maneio, e geralmente os professores se sentem
surpreendidos pela vinda de novos materiais, pela alteração e ampliação das infra-estruturas.
Sabe-se que é nas práticas de gestão escolar que se encontram as bases do descontentamento e a
sua consequente desmotivação, bem como a falta de comprometimento dos professores, que se
rebate no modo como estes desenvolvem as suas actividades com os seus alunos (Ferreira, 2011, p.
23).
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que o tipo de gestão escolar influencia na motivação e no comprometimento dos professores nesta
escola secundaria em Tete?
[Link] da pesquisa
[Link] geral
[Link] específicos
Identificar o tipo de gestão escolar que se verifica nesta escola secundaria em Tete;
Quais são os tipos de gestão escolar que se verifica nesta escola secundaria em Tete?
Que ações a escola deve promover na gestão escolar para que a motivação e o
comprometimento dos professores na escola seja visível?
No âmbito pessoal, importa referir que o estudo sore gestão escolar na motivação e
comprometimento dos professores são de extrema pertinência para todos os membros da escola
porque pode contribuir para que os mesmos e, particularmente os líderes percebam a necessidade
de integração dos professores na gestão e na vida da escola. Isto significa, que os professores
também devem intervir na gestão da escola, bem como no processo de planificação do projecto
educativo. Para tal, esta pesquisa pode direcionar os gestores das escolas ao uso das regras de
gestão participativa, segundo o REGEB. O mesmo, constituí subsídio adicional à ciência na matéria de
gestão escolar, no que concerne à motivação e comprometimento dos funcionários, na medida em
que chama atenção aos gestores escolares a seguirem a prática de gestão participativa ou
democrática.
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Do ponto de vista académico, espera-se que, em prol do desenvolvimento do conhecimento
científico, este projecto possa impulsionar novos debates e pesquisas científicas visando aprofundar
o conhecimento sobre os processos de gestão das escolas moçambicanas. Espera-se que esta
pesquisa possa contribuir para que os estudantes finalistas, funcionários, professores e directores
das escolas reflitam sobre a observância e aplicação do Regulamento do Ensino Básico quanto a
gestão escolar. De igual modo, espera-se a criação de espaços para que os professores participem e
realizem as suas actividades nesta área, para que se sintam envolvidos e comprometidos, não só em
relação ao processo de ensino aprendizagem, como também na vida da escola.
No plano social, este tema pode ser relevante para os órgãos, de gestão escolar possam ver a
motivação e comprometimento dos professores como algo que pode ajudar numa gestão
democrática e contribui para a aquisição de mais conhecimentos na área de gestão escolar; ao nível
social, dá-se referência ao desenvolvimento da sociedade pela melhoria na qualidade de ensino que
é o fruto de boas práticas de gestão escolar.
1.7.1. Espacial
1.7.2. Temporal
Na perpectiva temporal o estudo vai abarcar os períodos compreendidos entre os anos 2022 a 2023
justifica se esses anos primeiro por ser esse período em que nesta escola secundaria localizada na
provinciade tete ouvi muito absentismo por parte dos professores e quando questionado eles
alegavam a má gestão por parte dos gestores isso não lhes motivava a trabalhar e conseguintemente
isso ira influenciar no seu comprometimento com a profissão.
2. Fundamentação teórica
[Link] chaves
O conceito de escola pode ser visto de duas formas, segundo diferentes autores; Libâneo et al, (2002,
p. 298) consideraram a escola como sendo um estabelecimento de ensino, quando disseram que:
No entanto, pode-se perceber que a escola é uma instituição educativa cuja sua finalidade é garantir
a transformação integral do ser humano, por meio de ensino de alunos, sob a direcção de
professores.
Estas definições de escola podem ser aplicadas à realidade das escolas moçambicanas. O Sistema
Nacional de Educação, em conformidade com o artigo 3º da Lei nº 6/92, tem por finalidade assegurar
a educação pela cidadania, a formação dos cidadãos com uma sólida preparação científica, técnica
cultural e física para o desenvolvimento económico e social,
desenvolver habilidades e conhecimentos de carácter vocacional, que lhes permitam uma integração
plena na sua comunidade.
Uma organização pode ainda ser considerada como uma unidade social conscientemente
coordenada, composta de duas ou mais pessoas, que funciona de maneira relativamente contínua,
para atingir um objectivo comum (Robbins 2002, p. 4).
Portanto, a organização escolar distingue-se de outras organizações pela sua finalidade, que se
circunscreve em formar e educar o homem, de modo a torna-lo um indivíduo útil na sociedade em
que se insere e capaz de dar um contributo eficaz para o desenvolvimento sustentável da própria
sociedade.
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2.3. Administração e Gestão Escolar
Os termos “administração” e “gestão” e são utilizados, na literatura educacional, ora como
sinónimos, ora como termos distintos. Neste trabalho, a gestão é tomada como uma expressão mais
ampla do conceito de administração, que consiste na condução dos destinos de um
empreendimento, que permitem o alcance de seus objectivos.
A administração é um conjunto de princípios, normas e funções que têm por fim ordenar os factores
de produção e controlar a sua produtividade e eficiência, para se obter determinado resultado
(Dourado 2006, p.14).”
Porém, a administração escolar é um conceito particular, que se interpreta como sendo um processo
de planear, organizar, dirigir e controlar os recursos materiais, financeiros e humanos com vista à
efectivação de objectivos educacionais (Paro, 2001, p. 163).
A gestão é uma aplicação ordenada e sistemática do saber que envolve processos e resultados, pois o
alcance destes implica o saber, o saber fazer e saber ser, (Drucker 2004, p.17)”.
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2.6. Tipos de gestão escolar
Na arena de administração e gestão distinguem-se vários tipos de gestão. Todavia, no âmbito
organizacional destacam-se três tipos de gestão.
a) Autocrática
Gestão autocrático é um tipo de gestão que se basea pela centralizacao do poder, impõsição dos
pontos de vista e impde a participação membros na tomada de decisão da organização (Chiavenato,
2006, p. 18).
Na gestão autocrática o líder fixa as regras, sem qualquer participação do grupo, delibera as
providencias e as técnicas para a execução das tarefas, na medida em que se tornam necessárias e
de modo impresível para o grupo e decide qual a tarefa que cada um deve executar e qual o seu
companheiro de trabalho, (Fortuna, 2005, p. 92).
b) Burocrática
Gestão burocrática é aquela em que o líder se ocupa sempre pelos formulários,fichas de controlo e
afirma seguir as normas de modo a dar à instituição uma organicidade rígida, explícita e regularizada,
divisão de responsabilidades e especialização do trabalho (Chiavenato, 2006, p. 19).
Conquanto, a gestão burocrática caracteriza-se pela hierarquia e controle enfocado nos processos, é
constituída por uma estrutura social racionalmente organizada e compete ao líder a autoridade e o
poder de coação sobre os subordinados e meios coercivos capazes de impor a disciplina (Robbins,
2002).
c) Democrática
A gestão democrática depende das qualidades e competências do seu gestor, mais que nunca, o
gestor democrático deve ser consciente e crítico.
No entanto, Luck, (2002, p.18) aponta alguns indicadores de uma gestão escolar participativa:
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Criação de forma contínua uma visão de conjunto associada a uma acção de
cooperativismo; promoção de um clima de confiança; valorização das
capacidades e aptidões dos participantes; associação de esforços,
fragmentação de arestas, eliminação de divisões e integração de esforços;
estabelecimento de demanda de
trabalho centrado nas ideias e não em pessoas e desenvolvimento de prática
de assumir responsabilidades em conjunto.
2.8. Motivação
A motivação é o desejo e a disponibilidade individual que leva o indivíduo a tomar alguma atitude
que o permita alcançar objectivos (metas) condicionados pela capacidade de satisfazer objectivos
individuais (Amelsvoort, 1999 p. 5).
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Motivação é o reforço da vontade das pessoas em se esforçarem para alcançar os objectivos da
organização (Teixeira 2005, p. 63).
Portanto, Baseando-se nas definições acima, pode-se perceber que a motivação é um conjunto de
forças internas que mobilizam e orientam o comportamento de um indivíduo em direcção a
determinados objectivos, originando um determinado tipo de acção ou comportamento. Ela permite
que se atinjam os objectivos da instituição, melhore a qualidade dos serviços, a criatividade e o
aumento da disponibilidade para o trabalho. Daí que deve ser vista como um processo que fornece
aos membros da organização a oportunidade de satisfazer as suas necessidades e cumprir os seus
objectivos.
2.9. Comprometimento
O comprometimento com a profissão pode ser entendido como relação positiva do indivíduo com a
sua vocação ou profissão. É positiva quando se relaciona procurando o desenvolvimento de
competências profissionais e negativa quando existe a intenção de abandonar a profissão (Paro,
2001, p. 202).
A motivação e o comprometimento dos professores têm sido estudados a partir de duas abordagens:
a psicológica, que utiliza vários conceitos como satisfação no trabalho, satisfação ocupacional e
satisfação para a vida; e, a sociológica, que se concentra na socialização e na carreira do professor
(Moreira 2005). É usualmente tratada como certa ou então como uma constante. Porém, há
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evidências para acreditar que, como na maioria das ocupações, existe uma discrepância considerável
entre os professores em termos de motivação e comprometimento no trabalho (Paro, 2001).
Neste sentido, pode-se perceber que o comprometimento dos profissionais pode ser intrínseca e/ou
extrínseca. Os professores, enquanto profissionais da educação, não constituem excepção. Se o
exercício da profissão não lhes traz recompensas pessoais (progressão na carreira, salários
compatíveis), o reconhecimento e um ambiente propício de trabalho, interfere negativamente no
processo de ensino - aprendizagem.
A motivação é uma força interior que se modifica a cada momento durante toda a vida (Paro, 2001 p.
12). Gestão escolar pode influenciar de forma positiva ou negativa na motivação e
comprometimento dos funcionários de uma organização. Esse aspecto depende do gestor e do tipo
de gestão a ser aplicada de forma efectiva na organização (Nogueira 2010, p. 24).
Diante dos três modelos de gestão (tradicional, participativo e liberal), o participativo é mais
adequado para as unidades escolares, pois permite o envolvimento de professores e de outros
funcionários na decisão da vida da escola (Pires 1987, p. 105).
Na gestão directiva, o líder toma decisões individuais, desconsiderando a opinião dos liderados; a
gestão consultiva, esta voltada para as pessoas e há participação dos liderados no processo decisório
e na gestão liberal as pessoas têm mais liberdade e não há supervisão constante (Valente 1999 p.
99).
Na gestão liberal, a produtividade é fraca, devido a ausência da supervisão constante. Para o efeito,
cabe ao gestor a escolha de melhor gestão para o destino sua organização.
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[Link] de Gestão e Administração Escolar
Vários autores descrevem as teorias sobre administração escolar de diversas
formas baseando-se das concepções gerais de administração.
Elton Mayo e Amitai Etizioni entre outros (inspirados em Taylor e Weber) desenvolveram a
concepção da escola estruturalista com uma visão mais humana. Esta enfatizava a necessidade de
manter boas relações no ambiente de trabalho, onde todos participam, mas com o princípio da
administração a autoridade (Canavarro, 2005)
A teoria comportamental baseia-se na motivação humana para dirigir as pessoas e tenta conciliar as
teses da teoria clássica e de relações humanas de Elton Mayo, procurando interrelacionar as
organizações com o seu meio externo (sociedade maior), caracterizada pela interdependência entre
elas (Dias, 2003, p. 66).
As três concepções tiveram maior predominância nos sistemas educativos e nas escolas. Foi assim
que estas passaram a adoptar o modelo de administração científica, que se pauta por ser uma
estrutura centralizada, hierarquizada, sujeita a regulamentos rígidos e a rotinas inflexíveis
(Chavenatto, 2005).
Teoria de gestão participativa surge a partir da evolução das abordagens modernas como a da
contingência, a teoria geral dos sistemas e ganha destaque depois da segunda guerra mundial no
Japão e depois e aplicada por Visconde de Mauá no Brasil, com intenção de elevar a produtividade
industrial (Fortuna, 2005, p. 156).
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Esta teoria fundamenta-se pela descentralização, participação de todos trabalhadores na tomada de
decisão da vida da organização (Chiavenatto, 2001).
Todavia, para este autor, a quantidade de êxitos e de sucessos que os indivíduos adquirem perante
as tarefas, aumenta a auto-confiança e conduz à obtenção de novos sucessos. Esta teoria sugere a
importância do reconhecimento e da gratificação face às boas realizações dos participantes como
agente causador do interesse, do progresso sucessivo da autoconfiança e da motivação para a
aprendizagem.
A motivação pode ser explicada numa abordagem comportamentalista, por meio de conceitos como
gratificação e estimulo, sendo a gratificação um objecto ou facto atractivo, fornecido como resultado
de um procedimento característico e o estimulo um objecto que encoraja ou desencoraja
comportamento. Neste caso a motivação é vista como extrínseca (Robbins 2002, p. 156)
Nesta óptica percebe-se que foi existindo uma evolução de teorias que sustentam administração de
uma organização, partindo da tradicional. Se for aplicado o modelo de administração científica à
escola, o director é o representante da lei e da ordem, responsável pela supervisão e pelo controle
das actividades e tem a última palavra na tomada de decisões. Todavia, foram surgindo distintas
modalidades de processos de gestão em conformidade com as finalidades sociais e políticas da
educação em relação à sociedade e à formação dos alunos. Esta é uma realidade que não se dissocia
da escola em estudo.
3. METODOLOGIA
[Link]ção de Metodologias
É na metodologia onde traçamos os passos a seguir para testar as hipóteses do estudo, como
também alcançar os objectivos. Desse modo, para o presente trabalho, iremos detalhar a nossa
pesquisa, seguindo a lógica da pesquisa quanto a natureza, ao problema, aos objectivos,
procedimentos técnicos, população e amostra de estudo, sendo que na última fase iremos detalhar
as técnicas de recolha e análise de dados.
Este estudo trata-se de uma pesquisa qualitativa do tipo exploratório, descritivo e de campo, o qual
busca analisar as percepções sobre a análise da influência da gestão escolar na motivação e
comprometimento dos professores .
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A pesquisas qualitativas trabalha com o universo de significados que não podem ser reduzidos à
operacionalização de variáveis (Minayo, 2001), preocupando-se com aspectos da realidade não
mensuráveis, centrando-se assim, na compreensão e explicações da dinâmica das relações sociais
(Gerhadt; Silveira, 2009).
Por outro lado, Thomas, Nelson e Silverman (2007, p. 29), afirmam que, nas pesquisas descritivas “A
técnica mais prevalente nesse tipo de pesquisa é a obtenção de declarações, sobretudo por
questionários”. O que reforça a importância da utilização de questionário no levantamento de dados
e na obtenção de resultados. Outrossim, a pesquisa exploratória, assim como a de campo, envolve
dentro de suas características, a entrevista com pessoas que tiveram experiências prática com o
problema pesquisado (GIL, 2010).
Segundo Gil (1994), descreve dois momentos de natureza da pesquisa, a básica e aplicada. Pesquisa
básica: objectiva gerar conhecimentos novos, úteis para o avanço da ciência sem aplicação prática
prevista, envolve verdades e interesses universais. Pesquisa aplicada: objectiva gerar conhecimentos
para aplicação prática, dirigida solução de problemas específicos, envolve verdades e interesses
locais.
Quanto aos procedimentos, cingir-se-á na pesquisa bibliográfica. Pois segundo Gil (1994), o presente
método consiste no desenvolvimento do estudo a partir de material já publicado, como livros,
artigos, periódicos, Internet.
3.6. Amostra
Segundo Marconi & Lakatos (2010), amostra é uma parcela convenientemente seleccionada de um
universo é um subconjunto do universo. Amostra do estudo será constituído por 12 indivíduos sendo
2 gestores de uma escola secundaria em tete e 10 professores da mesma escola. A coleta será
realizada na própria escola, em espaço disponibilizado pela coordenação, após breve explicação dos
objetivos da pesquisa e das formas de participação.
Para o tratamento dos dados obtidos a partir do questionário aplicado, utilizou-se de análise
temático-categorial proposta por Minayo (2014), onde consiste em “descobrir os núcleos de sentido
que compõem uma comunicação, cuja presença ou frequência signifiquem alguma coisa para o
objeto analítico visado” (Minayo, 2014).
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4. Cronograma de actividades
Apresentação e explicação do
objectivo da pesquisa
Preparação de instrumento
de recolha de dados
Recolha de dados
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5. Referências Bibliográfica
Almeida, L. S., & Lemos, G. C. (2005) Aptidões cognitivas e rendimento académico: A validade
preditiva dos testes de inteligência. Psicologia, Educação e Cultura, 2(9), 277-289. Retirado
de[Link]
Aveiro, A R. (1997). Liderança nas Organizações – Teoria e Prática, 1ª Edição, Universidade de Aveiro.
Honorato, H. G. (2012), O gestor escolar e suas competências: a liderança em discussão 2ª Ed. Editora
Atlas S.A, São Paulo.
Libânio, J.C. (2008). Organização e Gestão de Escola: Teoria e Prática. 5ª Edição revista e ampliada,
Lisboa. Edições Asa.
Luce, M. B.; Medeiros, I. L. P. (2004) Gestão democrática escolar In Boletim – Gestão da escola,
Ministério da educação, TV escola, 2004, programa salto para o futuro. Disponível em
[Link] a 15/9/2014
Luck, H. (Org.) (2002) A escola participativa: o trabalho do gestor escolar. Rio de Janeiro:
DP&A editora
Luiz, M.C & Conti, C (2000). O papel dos Conselhos de Escola no Sistema Municipal de Ensino.
MEC (2008) Regulamento geral de ensino básico, 1ª ed, Maputo, Imprensa Nacional
Oliveira D. P. (2006) Rebouças de sistemas, organizações métodos: uma abordagem gerencial 16ª ed.
São Paulo. Atlas
Santana P. & Trindade V. (2010), Uma abordagem sobre a gestão escolar e seus
paradigmas. Ática. São Paulo;
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Silva, E. P.(2009) A importância do gestor educacional na instituição escolar. Revista
Conteúdo, Capivari, v.1, n.2, ISSN 1807-9539, acessado a 20 de Agosto htp:// www.@gestao.
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