Parada Cardiorrespiratória
PARADA
CARDIORRESPIRATÓRIA
Thiago Almeida
Objetivo
Parada Cardiorrespiratória
O que é uma PCR?
É a cessação súbita dos batimentos
cardíacos e movimentos respiratórios.
Como identificar?
Alguns sinais que identificam a parada
respiratória são a ausência de
respiração (expansão do tórax) e a
dilatação das pupilas.
Parada Cardiorrespiratória
O que provoca uma PCR?
Vários são os acidentes que provocam
a parada de respiração: asfixia,
afogamento, intoxicação por
medicamentos e monóxido de carbono,
sufocamento e choque elétrico.
Parada Cardiorrespiratória
Qual o tempo limite que a pessoa pode
ficar sem respirar?
Se as funções
respiratórias não
forem reestabelecidas
no prazo de 3 a 5
minutos, as atividades
cerebrais cessarão
totalmente, ocasionando a morte da
Quadro Clínico
Inconsciência;
Ausência de respiração ou gasping
(respiração ofegante);
Ausência de pulso central (carotídeo ou
femural);
Convulsões breves e generalizadas
podem ser a primeira manifestação da
PCR.
Modalidades de Parada
Cardíaca
Fibrilação Ventricular (FV)
Contração incoordenada do miocárdio em
consequência da atividade caótica de diferentes
grupos de fibras miocárdicas
Taquicardia Ventricular (TV) sem pulso
Sucessão rápida de batimentos ventriculares que
podem levar a acentuada deterioração
hemodinâmica, chegando a detecção da
ausência do pulso arterial palpável
Modalidades de Parada
Cardíaca
Atividade elétrica sem pulso (AESP)
Ausência de pulso detectável na presença de
algum tipo de atividade elétrica com exclusão
FV ou TV;
Assistolia
Ausência de qualquer atividade ventricular
contrátil e elétrica em pelo menos duas
derivações eletrocardiográficas.
Ressuscitação cardiopulmonar
(RCP)
Conjunto de procedimentos realizados
após uma PCR com o objetivo de
manter artificialmente a circulação de
sangue arterial ao cérebro e outros
órgãos vitais até a ocorrência do retorno
da circulação espontânea.
RCP: Sucesso?
Depende de uma sequencia de
procedimentos sistematizada em uma
corrente de sobrevivência;
ELOS: ações com impacto na
sobrevivência e que não podem ser
consideradas isoladamente;
Evidencias científicas recentes tem
apontado para uma necessidade de
mudança de foco e de fluxo, alterando
toda sequencia de ações da RCP.
RCP: Mudanças!
Menos interrupções das compressões
torácicas
Foco nas compressões torácicas de
qualidade, com frequência e
profundidade adequadas
O sucesso de uma desfibrilação
depende da qualidade das compressões
torácicas realizadas
Simplificação dos procedimentos, maior
aderência a possíveis tentativas de
ressuscitação de sucesso
RCP: Mudanças!
Manter registros hospitalares de RCP
(informações valiosas para maior
sucesso das tentativas)
Maior atenção pós ressuscitação:
◦ Ventilação, oxigenação e pressão arterial;
◦ Hipotermia terapêutica;
◦ Reperfusão miocárdica de emergência.
Lembrando!
De acordo com o protocolo editado pela
American Heart Association em 2010, ocorreu
uma recomendação de alteração na sequência
de procedimentos de Suporte Básico de Vida
(SBV) de A-B-C (via aérea, respiração,
compressões torácicas) para C-A-B
(compressões torácicas, via aérea,
respiração) em adultos, crianças e bebês
(excluindo-se recém-nascidos na frequência
das compressões torácicas). O socorrista
atuando sozinho deve iniciar a RCP com 30
compressões, em vez de 2 ventilações, para
reduzir a demora na aplicação da primeira
compressão.
A frequência de compressão deve ser, no
mínimo, de 100/minuto (em vez de
Térapias Elétricas
A desfibrilação e cardioversão elétrica
consistem na aplicação de corrente elétrica de
alta energia para reversão de arritmias
cardíacas geradas pelo mecanismo de
reentrada.
Na desfibrilação, esta corrente elétrica é
aplicada em qualquer momento do ciclo
cardíaco; enquanto, na cardioversão elétrica,
esta corrente é sempre sincronizada com os
complexos QRS do eletrocardiograma para que
não seja administrada durante o período
vulnerável da repolarização ventricular (onda
T), quando pode potencialmente desencadear
Indicações para Desfibrilação
A desfibrilação está indicada no tratamento
da fibrilação ventricular e na taquicardia
ventricular sem pulso, ambas situações
compatíveis com parada
cardiorrespiratória. Este procedimento
também está indicado para reversão de
taquicardia ventricular polimórfica devido à
dificuldade de sincronização com os
diferentes complexos QRS observados
nesta arritmia. Nesta situação, na maior
parte das vezes, o paciente estará instável
ou em parada cardiorrespiratória
Indicações para Cardioversão
A cardioversão elétrica está indicada para
reversão das taquiarritmias com instabilidade
hemodinâmica. (hipotensão e sinais de choque
circulatório, dor torácica anginosa, dispinéia
associada a congestão pulmonar e
rebaixamento do nível de consciência).
A cardioversão elétrica também pode ser
empregada para reversão de taquiarritmias
estáveis após tentativa de controle
farmacológico sem sucesso e, também, para
reversão de fibrilação atrial persistente em
pacientes nos quais se decidiu pela estratégia
de controle do ritmo
Sequências dos Choques
Na situação de desfibrilação, utilizada em
situações de parada cardiorrespiratória, os
choques sucessivos devem ser
intercalados por 2 minutos de
ressuscitação cardiopulmonar.
Na cardioversão elétrica, pode-se realizar
o choque sequencial com um nível
crescente de energia se o primeiro choque
não reverteu a arritmia, lembrando sempre
de sincronizar o cardioversor antes de
cada procedimento.
Manejo da Via Aérea
Administração de oxigênio durante a RCP, o
uso de oxigênio a 100% é razoável durante as
manobras de RCP, com o objetivo de aumentar
a oxi-hemoglobina arterial e a oferta de
oxigênio.
O dispositivo bolsa-válvula-máscara consiste
numa bolsa autoinflável, uma válvula
unidirecional, que impede a inalação do ar
expirado, e uma máscara facial, que deve ser
transparente para detectar a presença de
vômitos e secreções. Pode ser utilizada com ou
sem acoplamento a uma fonte de oxigênio. Sem
o acoplamento a uma fonte de oxigênio, o
dispositivo fornece ao paciente uma fração
Desfibrilador
Cardioversor
Dispositivo
bolsa- válvula-
mascara /
AMBU*
Manejo da Via Aérea
A cânula orofaríngea pode ser utilizada para
facilitar a realização de ventilações com a
bolsa-válvula-máscara, visto que impede a
obstrução da via aérea pela queda da língua.
A cânula nasofaríngea pode ser utilizada para
facilitar a realização de ventilações torácicas
com o dispositivo bolsa-válvula-máscara, em
pacientes com obstrução das vias aéreas ou
para aqueles com risco de desenvolver
obstrução das vias aéreas, em pacientes com
impossibilidade de receber uma cânula
orofaríngea.
Cânulas Oro e Nasofaríngeas
Manejo da Via Aérea – Intubação
orotraqueal
A escolha do melhor método de ventilação
deve basear-se na experiência do socorrista,
sendo aceitável a utilização do dispositivo de
bolsa-válvula-máscara, isoladamente ou em
combinação com o cânula orotraqueal, assim
como a máscara laríngea ou o tubo laríngeo.
As principais indicações de intubação
orotraqueal (IOT) na emergência são:
impossibilidade de fornecer uma ventilação
adequada com o dispositivo bolsa-válvula-
máscara em pacientes inconscientes, em
pacientes comatosos ou em PCR.
Tubo Endotraqueal
Vias para Administração
Medicamentosa - Periférica
Administração intravenosa periférica,
deve-se escolher, de preferência, o
acesso venoso periférico nos membros
superiores (veia antecubital). O acesso
periférico é de fácil obtenção, fácil
aprendizado, apresenta menor risco de
complicações e não necessita de
interrupção das manobras de RCP.
Vias para Administração
Medicamentosa - Central
A administração de medicamentos por um
acesso central pode ser considerada se
não houver nenhuma contraindicação.
Essa via de administração de
medicamentos oferece a vantagem de
viabilizar maior concentração plasmática e
menor tempo de circulação, além de
permitir a determinação da saturação
venosa central e estimar a pressão de
perfusão coronariana durante a RCP.
Acesso Venoso Periférico e
Central
Vias para Administração
Medicamentosa - Endotraqueal
Acesso endotraqueal, estudos relatam
que drogas como lidocaína, adrenalina,
atropina, naloxone e vasopressina
podem ser absorvidas por via
endotraqueal.
Utilização de Drogas
Alguns princípios importantes:
Bolus – Administração IV em tempo menor a 1
minuto
Infusão rápida – Administração IV realizada
entre 1 a 30 minutos
Infusão lenta – Administração IV realizada entre
30 e 60 minutos
Infusão contínua – Administração IV realizada
em tempo superior a 60 minutos
ininterruptamente
Infusão intermitente – Administração IV
Efeitos dos Agentes na
Regulação do Débito Cardíaco
D.C = V.S x F.E (vol. Sistólico/ fração
ejeção)
Isoprenalina , Dopamina e Epinefrina
PRÉ CARGA CONTRALIDADE PÓS CARGA
Vol. Circulante
•Dopamina Pressão Arterial
• Diuréticos • Dobutamina sistêmica e
• Vasodilatadores • Isoprenalina Pulmonar
• Epinefrina
• Levosimedan • Norepinefrina
• Epinefrina
• Milrinone
• Óxido Nítrico
• Levosimedan
• Nitrop. Na+
Ações Cardiovasculares dos
Fármacos durante e após a RCP
Tem como objetivos, assegurar:
– Retorno venoso
– Ritmo, freqüência e contratilidade cardíaca
– Equilíbrio entre resistência vascular
sistêmica, pulmonar e da pressão arterial
sistêmica
– Distribuição do fluxo sanguíneo
– SIRS (sínd. Resposta inflamat. Sist.) =
Vasoplegia
– Melhorar disfunção ventricular
Principais agentes inotrópicos e
vasoativos
Inotrópicos e vasopressores
A) adrenérgicos
• Catecolaminas: adrenalina, noradrenalina,
dopamina, dobutamina, isoproterenol
• Não-catecolaminas: metaraminol, efedrina,
fenilefrina
B) não adrenérgicos:
• Xantinas, glucagon, digitálicos, cálcio,
Glicose-potássio-insulina, amrinone,
milrinone, hormônio tireoidiano
Vasodilatadores
Os vasodilatadores não melhoram a
função cardíaca por efeito inotrópico
direto, mas sim pela ação nas
resistências e nas capacitâncias do leito
vascular, diminuindo a pós-carga e
aumentando o débito cardíaco.
DROGAS UTILIZADAS
NA REANIMAÇÃO
CARDIO
RESPIRATÓRIA
ADRENALINA
- Ação: Vasocontrição sistêmica
- Melhora o fluxo cerebral e coronariano
- Maior chance de restauração da circulação
espontânea
- 1mg EV a cada 3 a 5 min
VASOPRESSINA
- Hormônio antidiurético
- Substitui a 1a. ou 2a. dose de adrenalina
- Ação: Vasocontrição sistêmica
- Dose Única: 40 mg EV (prosseguir com
adrenalina)
ATROPINA
- Melhora a resistência vascular sistêmica
(PA)
- Reverte a depressão da FC (bradicardia)
- 1mg EV repetida até 3 mg no máximo
AMIODARONA :
- Antiarrítmico
- Em bolus
- Dose inicial: 300mg EV
- Pode ser repetida após 15 min - 150 mg
LIDOCAÍNA:
- Menor ação do foco elétrico alterado
- Diminui o limiar de desfibrilação do
coração
- Só usado se o coração resiste com FV
- Em bolus
- 1 a 1,5 mg/kg EV
- Pode ser repetida até 300mg em 1 hora.
Desfibrilação = 60 seg após cada
administração de medicação!
BICARBONATO DE SÓDIO
- Somente se confirmada:
- acidose metabólica
- hipercalemia ou
- intoxicação por tricíclicos e fenobarbital
-Ventilação adequada compressões torácicas
adequadas limitam o acúmulo de CO2 na PCR de
curta
duração !
Se confirmada hipocalcemia e
hipomagnesemia :
Gluconato de Cálcio
(aumenta a força de contração do coração)
Sulfato de Magnésio
(se < favorece arritmias)
OBRIGADO!