Semiologia Médica: Anamnese e Avaliação
Semiologia Médica: Anamnese e Avaliação
MÉDICA
5. HISTÓRICO FAMILIAR
· condições de saúde ou causa de morte de parentes de 1 grau
· idade que ocorreu
· diabetes, hipertensão, tuberculos, câncer, cardiopatia, asma,
morte subita
DOR TORÁCICA ORELHA
DOR PLEURAL • principais sintomas: dor, prurido, corrimento
-pneumonia com comprometimento pleural, infarto (supuração, otorreia), hipoacusia, zumbido, tontura,
pulmonar, preumotórax, derrame pleural inflamatório, vertigem, paralisia facial, otalgia
pericardite c/ comprometimento pleural • perda auditiva: hipoacusia e anacusia
-localizada nas regiões de distribuição pleural diafragma!
-em pontada ou fisgada zumbido
-início agudo • primeira manifestação em pcte com perda auditiva
-ventilatório-dependente diferenciar da dor parietal! • zumbido + vertigem = Doença de Meniere
-piora com inspiração profunda • localização, caracteristica, evolução, modo de inicio,
-alivia com pausa respiratória -> respiração curta e decubito fatores de alivio ou piora, grau de incomodo, sintomas
lateral do lado comprometido associados, doenças sistemicas (HAS, DM2,
-tosse (seca=pleurite?, produtiva=pneumonia? ), febre, disturbios da tireoide), tratamentos realizados
dispneia
vertigem X tontura
DOR PARIETAL
-dor muscular intercostal (contraturas, distensões,
otalgia
traumas), infecção costocondral, doenças da coluna e
• febre, dor de garganta, tosse, infecções associadas?
nersos, danças cutâneas
• otite externa: inflamação do meato acustico ext
-superficial e localizada aponta com o dedo
-dor, prurido, otorreia, hipoacusia,
-dolente: as vezes aguda, em fisgada, em choque ou
-hiperemia, edema, secreção, sensibilidade ao manuseio,
queimação
hipertrofia da camada cutanea, descamação excessiva
irradiação pode seguir trajeto costal H. zoster, compressão
• otite média: infecção da orelha média
radicular
-otalgia (sucção e deglutição), hipoacusia, otorréia,
-piora c/ mov, a pressão/palpação do local, inspiração
sensação de plenitude, pode romper a membr timpanica e
profunda (ventilatório dependente)
após alivio da dor
-alivia com imobilidade (posição antálgica)
-hiperemia e abaulamento da MT, acumulo de secreção
DOR MEDIASTINAL • secreção amarelo-esverdeada
-origem Cardiaca: angina, IAM • pode ser referida
-origem pericárdica: pericardite, derrame pericárdico, • secreção pela orelha? otalgia ou traumatismo?
preumopericárdio
-outras origens: dissecção da aorta, traqueobronquites NARIZ E SEIOS PARANASAIS
agudas, DRGE, tumores mediastinais • principais sintomas: obstrução nasal, rinorreia, dor,
—origem cardíaca espirros, coceira, alterações no olfato, epistaxe
-localização: região precordial, retroesternal, epigástrica • acompanhados de espirros, lacrimejamento,
-irradiação p/ fúrcula, pescoço, mandíbula e/ou MSE desconforto na garganta, prurido ocular, nasal e
-sinal de Levine: pcte coloca a mão, com punho fechado, p/ faringeo
localizar a dor • rinite -> pode estar associada ao uso exagerado de
-dor compressiva, em aperto ou queimação descongestionantes ou uso de cocaina
-desencadeada por esforço físico, emoção, alimentação e frio • infecção de VAS: secreção nasal purulenta, anosmia,
-alivia com repouso e uso de nitratos dor de dente ou facial agravada pela inclinação da
-intermitente (angina = 2-5min), continua (IAM, angina cabeça, pressão na orelha, tosse ou febre?
instável > 20 min)
-náuseas, vômitos, sudorese, palidez, sensação de morte epistaxe
iminente, ansiedade • proveniente dos seios paranasais ou nasofaringe?
—origem pericardica • hemoptise, hematemese?
-retroesternal • causas: trauma, infecção, tumores, corpo estranho,
-irradiação p/pescoço e ambros (+ à esquerda) drogas
-dolente, em aperto
-agravada por rotação do tronco, inspiração profunda, tosse, BOCA, FARINGE, LARINGE
decúbito dorsal • sintomas comuns: dor, sangramento, edema,
-alivia com inclinação do tronco anterior (posição tumorações, dificuldade p/ deglutir e falar,
genupeitoral) corrimentos, halitose, disturbios de paladar
-longa duração • sintomas agudos ou cronicos? sintomas ou doenças
-febre, dispneia, mialgia, fadiga associadas? trauma dentário recente? hábitos?
—origenn diversa (higiene oral, bebida alcoólica, fumo, alimentos…)
-dissecção da aorta: semelhante ao IAM, mas súbita,
progressiva (até ficar lancinante)e c/ irradiação p/ dorso CAVIDADE ORAL
pode ter síncope, Ave ou isquemia de membros • sintomas: odinofagia, disfagia alta, halitose,
-traqueobronquite aguda: esternal alta ou paraesternal, em odontalgia, aftas, glossalgia, glossite, modificações
queimação, associada a tosse seca e irritativa e sintomas de paladar
virais • faringite: odinofagia, disfagia, halitose, pigarro/
-DRGE: retroesternal, em queimação, relacionado c/ alguns secura/ardencia
alimentos, s/relação a esforços, piora c/ decúbito dorsal, • hipofaringe e laringite: disfagia, disfonia, dispneia
acompanhada de azia, tosse, sensação de gosto ácido, soluço
1) antropometria
2) biotipo 6) nivel de consciencia
3) estado geral
4) fala
5) orientação Ectoscopia 7) fácies
8) postura, movimentos e marcha
9) avaliação cutanea
1) ANTROPOMETRIA
• peso, altura e circunferencia abdominal
• IMC
2) BIOTIPO
• longilineo, mediolineo, brevilineo
Distribuição da gordura corporal
• central tipos de tórax
-comum em homens
-fator de risco p/ DM, HAS, IAM
• periférica
-comum em mulheres
-fáscies cushingóide
Circunferência abdominal
3) ESTADO GERAL
• BEG - bom estado geral
• REG - regular estado geral
• MEG - mal estado geral
4) FALA
• perímetro: cefálico, torácico, braquial e abdominal • disfonia ou afonia: alteração no timbre da voz
• peso e altura (rouquidão)
• avaliam crescimento físico e estado nutricional • dislalia: alterações menores da fala troca de letras em
• usado p/ cálculos de dosagens de medicações e crianças
soroterapia • disritmolalia: disturbio no ritmo gagueira
• disartria: alterações nos musculos da fonação,
PERÍMETRO BRAQUIAL incoordenação cerebral…
• circunferência do braço • disfasia:
• RN - 9cm -recepção: pcte não entende o que se diz a ele
• até 5 anos - 13,5cm -expressão/motora: pcte entende, mas não consegue se
expressar
PESO
• nos primeiros 5 dias de vida é normal perda de até 10% 5) ORIENTAÇÃO
do peso de nascimento desorientação alopsiquica
• aos 5 meses, a criança deve apresentar 2x o peso do • perturbação ou impossibilidade de se situar no tempo
nascimento e/ou espaço
• fórmula p/ cálculo do peso: P = N x 2 + 8 • tempo: qual é a hora, dia, mes, tempo aproximado de
*P = peso hospital
*N = idade em anos • espaço: local onde está, onde mora, acompanhante
adenoideana
• boca aberta, rosto alongado
depressão
esclerodérmica
• perde elasticidade da pele, não consegue abrir a boca,
boca afilada
• altera elasticidade da mão
• problemas no esofago
tetanica ou sardonica
• hipertonia
8) POSTURA E MOVIMENTOS
• atitudes voluntárias e involuntárias
• estratégias p/ trazer alívio dos sintomas -> ortopneia,
decubito lateral…
9) AVALIAÇÃO CUTÂNEA
coloração
• Corado ou palidez, icterícia e cianose; aumento da
pigmentação
• Mucosa palpebral, mucosa oral, face, leito ungueal, palmas
PEDIATRIA
- RECÉM NASCIDOS a 1 ANO - 100 – 160
- 1 A 3 ANOS – 95 – 150
- PRÉ ESCOLAR (4 A 5 ANOS) – 80 – 140
- DE 6 A 12 ANOS – 70-120
- ADOLESCENTE - 60 – 100
PSEUDO-HIPERTENSÃO
· aterosclerose, envelhecimento *contar por 60s
· manobra de Osler: a radial palpável após insuflação
do manguito em 30 mmhg acima da PA sistólica FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA
· contar por 60s
HIPOTENSÃO ORTOSTÁTICA · inspeção visual de ausculta sutil /esteto na traqueia
I° decúbito dorsal, 3 mim, 2° em pé · esperados12-20 mpm
· queda da PA sistólica de pelo menos 20 mmHg ou
· queda da PA diastólica de pelo menos 10 mmHg ADULTO
· cefaleia, tonteira, turvação visual, sincope · 12-20 = eupneico
· > 20 = taquipencia FR (dispneia)
HIPERTENSÃO DO JALECO BRANCO · <12 = bradipneia
· MAPA: monitorização ambulatorial da pressão arterial · O = apneia
monitora por 24 horas PEDIATRIA
· MRPA: Monitorização residencial da pressão arterial • varia muito principalmente em neonatos, por isso
tabela que o paciente preenche com medidas da PA observar por 60s
2x/dia por 5 dias
- RN A 1 ANO - DE 30 – 60 MOVIM /MIN
MEDIDA NO ANTEBRAÇO E MI - 1 A 3 ANOS – 24 – 40 MOV/MIN
· paciente com HAS -> fazer uma medida em MI - PRÉ- ESCOLAR - 22 – 34 MOV /MIN
· sistólica deve ser 5-10 mmHg maior em MMII do que - ESCOLAR (6 A 12 anos) - 18 – 30 MOV /MIN
em MMS - ADOLESCENTE (13 a 18 a) – 12 a 16 MOV/MIN
coarctação da aorta:
MG > M1
diferença > 10 mmHg
atraso do pulso femoral
Ritmos respiratórios ANTROPOMETRIA
• normal • peso, altura, IMC
• dispneia: mov amplos e rápidos
• cheyne-stokes: 1 dispneia; 2 respiração superficial; 3 apneia
PESO
• kussmaul: inspirações profundas seguidas de pausas, expirações curtas • nos primeiros 5 dias de vida é normal perda de até 10%
seguidas de pausas —> cetoacidose metabólica do peso de nascimento
• aos 5 meses, a criança deve apresentar 2x o peso do
nascimento
• fórmula p/ cálculo do peso: P = N x 2 + 8
*P = peso
• suspirosa: ritmo regular, inspiração profunda *N = idade em anos
TEMPERATURA
ALTURA/COMPRIMENTO
• até os 2 anos medir na posição deitada c/ régua
axilar graduada
• hiportermia: < 35C • em RN: média de 50cm ao nascer, até 1 ano medem
• normal: 35,5 - 37,4C 75cm
• febrícula: 37,4 - 37,8C • cresce em torno de 12 cm no 2 ano
• febre: > 37,8C • 7 cm do 3-5 anos
• febre alta: > 39C • após 6 cm por ano
Sinal de Lenander • na puberdade, ocorre o estirão de crescimento
• temperatura retal >1C do que axilar
• abdome agudo
Sinal de Faget
• bradicardia secundário ao aumento da temp corporal
• febre tifoide, dengue, leptospirose, febre amarela
&
ausculta
iNSPEÇÃO No RN :
• crânio, couro cabeludo, mucosas, face, boca, olhos, • bossa serossanguinolenta ou caput succedaneum
orelha, nariz, lábios, cav oral, pescoço ( entre o couro cabeludo e periósteo (apresentação
cefálica), limites imprecisos, não respeitam suturas
PALPAÇÃO cranianas.
• crânio, couro cabeludo, ATM, glândulas salivares, • Céfalohematoma- coleção subperióstea, não ultrapassa
tireoide, gânglios linfáticos, orelha, nariz, seios da linha de sutura, demora mais que bossa pra ser
face, lábios, cav oral, pescoço (linfonodos, glandulas reabsorvido (3 semanas)
salivares, tireoide) • Crânio bífido – fenda na abóbada craniana- protusão
meninge-meningocele;
AUSCULTA
• pescoço - artéria carótida palpação
• Craniotabes– zonas de amolecimento, mais no occipital
• paciente SENTADO – manifestação precoce de raquitismo (falta de vit D)
• Fontanelas– anterior ou bregmática pode fechar dos 6
CABEÇA aos 18 meses, fontanela posterior fecha até 3 meses.
• 1 ano: queixa em relação a forma, tamanho do cranio • Atraso no fechamento das fontanelas: prematuridade,
(pais) raquitismo, desnutrição, infecções cong. – sífilis, recém
• queixas frequentes: trauma, quedas, acidentes de nascido pequeno pra idade gestacional(PIG),
transito, domésticos, maus tratos hidrocefalia, hipotireoidismo, cromossomopatias
• Abaulamento das fontanelas: sinal de hipertensão
ectoscopia intracraniana por processos expansivos (tumores,
• cabeça inclinada? hemorragias), infecciosos
• mov anormais, tremores? • Fontanela deprimida: desidratação, desnutrição severa
• tamanho, formato, contorno, simetria -> traumas Percussão e ausculta e transiluminação : pouco usados
passados? macrocefalia? microcefalia? COURO CABELUDO
inspeção e palpação
inspeção e palpação
• ver linha de implantação -> cirurgias passadas?
• crânio: de frente p/ trás
• lesões, protuberâncias, cicatrizes
• simétrico, liso, ossos indistinguíveis
• crostas, lendeas (pediculose), descamações,
• ver massas, deformidades, depressões, edema,
alopécia (androgênica, areata, de tração)
sensibilidade
• infecção: tinea capitis (fungo)
• palpar artérias temporais -> dor? espessamento?
endurecimento?
FACE
• avaliar ATM -> dor/desconforto?
ectoscopia
• cabelo: textura, cor, distribuição
• expressões, estado mental
• estruturas faciais -> funções sensoriais
inspeção • pele, membranas e mucosas
• ao nascer, PC em média 34 cm inspeção
• no 1 ano cresce 12 cm • aspecto geral: fáscies, formato, simetria das
• depois, no 1 trimestre, 2 cm por mês pálpebras, sobrancelhas, sulcos nasolabiais e boca,
• cresce até os 3 anos e se mantem estável coloração da pele, textura, distribuição de pelos
• fita acima da glabela e bordas supra orbitárias e na faciais
protuberância occipital externa • edema, falta de expressão, palidez, hirsutismo,
lesões de pele, acnes, variação de pigmentação?
• melasma, telangiectasias, ptose, dermatocalaze,
ALTERAÇÕES FREQUENTES
madarose, lipodistrofia
• macrocefalia: aumento da circunferencia craniana por
• paralisia facial central e periférica
hidrocefalia congenita ou adquirida, tumores, abcessos palpação
• microcefalia: primária por agenesia de cérebro, ou • glândulas salivares -> parótidas,
secundária a lesões perinatais traumaticas, por anoxia, submandibulares e sublinguais
infecciosa ou carenciais
• craniossinostose: fechamento precoce das suturas BOCA
cranianas -> obstáculo p/ cresc normal do encéfalo inspeção
• anencefalia: ausencia de calota craniana • lábios: coloração, deformidades, simetria,
• disostose craniofacial: acrocefalia, nariz arqueado, integridade, umidade, movimentação
prognatismo relativo, palato ogival, hipertelorismo, • gengiva: integridade, coloração, edema,
exoftalmia hemorragia, processos inflamatórios e infecciosos
• quantidade e observação dos dentes -> usa
• Pressão intrauterina ou no parto pode dar assimetria que prótese? cárie?
se corrige.. • língua: tamanho, coloração, integridade, textura,
• Torcicolo congênito manchas -> rugosa? papilas? esbranquiçada?
• Fronte olímpica : na Sífilis congênita • palato, uvula e tonsilas
PESCOÇO ESTRABISMO
palpação - tireoide • defeito do alinhamento dos eixos visuais
• abordagem: POSTERIOR • Na criança poderá haver ambliopia (perda da visão) se
• mão E empurra traqueia D não tratada a tempo
• pedir p/ deglutir *No RN há uma incoordenação fisiológica dos
• sentir a glandula -> aumentada? diminuida? com movimentos oculares
nodulações? móvel?
podendo ser confundido mas até o sexto mês há
palpação - gânglios linfáticos coordenação total.
• Teste de Hirschberg, foco luminoso a 30cm num ponto
entre os dois olhos, observar o reflexo sobre a córnea em
cada olho. Cartazes com letras ou figuras.
S. DE DOWN
• hipertelorismo: aumento da distância entre os olhos
com achatamento do nariz
-hipotireoidismo
• epicanto: prega semilunar no angulo interno do olho
OLHOS
inspeção TRACOMA
• local: inflamação da conjuntiva, hemorragias • conjuntivite crônica por Clamydia trachomatis (RN)
subconjuntivais (traumatismo? expontaneo?), pterígio,
halo senil HEMORRAGIA SUBCONJUNTIVAL
• sistemico: ictericia, exoftalmia (tumor? • trauma local, coqueluche
hipertireoidismo?), enoftalmia (desidratação), sinal de
Moebios, tremor ocular, nistagmos, estrabismos LEUCOCORIA (reflexo branco)
• conjuntiva -> rósea? pálida? amarelada? hiperemiada? • 1 sinal de retinoblastoma -> tumor intra ocular +
• esclera -> branca ou amarelada? amarelo forte? hepatite, freq na infancia
obstrução dos ductos biliares hemorragia? • catarata congenita: genetico ou por ingecção
• pupilas -> esféricas, negras, isocóricas? miose? olhar de congenita (rubeola, toxoplasmose, sifilis,
perto, reação a luz, paralisia do simpático, midriase? citomegalovirus)
hipertireoidismo, TCE, meningoencefalite
• uso de óculos? miopia, hipermetropia, astigmatismo -> EXAME DO APALHO LACRIMAL
tabela de Snellen • As vezes necessita de dacriocistorrinostomia.
• Inflamação da glândula: dacrioadenite
*mobilidade ocular extrínseca: NC III, IV, VI • inflamação do saco lacrimal: dacriocistite
• escoamento contínuo das lágrimas: epífora ->
• pálpebras -> evertidas (ectrópio) ou invertidas (entrópio) Quadro ocular frequente com infecções conjuntivais
• xantelasma, blefarite, hordéolo, calázio secundárias -> pode precisar de sondagem das vias
• córnea -> halo senil anormal > 4o anos, glaucoma lacrimais
• iris -> visivel, tamanho, forma, simetria, cor
• coloboma de iris
ORELHA EXTERNA
• pupilas -> simétricas e fotorreagentes
inspeção e palpação
• normal, anisocoria, miose, midriase
• pavilhão auricular: tamanho, forma, simetria, cor,
implantação, higiene
• teste de confrontação -> campo visual
• na palpação -> firme, móvel, sem lesões de pele
• dor, edema, hiperemia, assimetria, presença de
• oftalmoscopia -> retinopatia hipertensiva, aterosclerose,
nódulos?
presença de exsudatos, arteriola em fio de cobre
• corrimento e odor fétido no meato acustico?
(hipertensão), cruzamento arteriovenoso patológico,
• palpar processo mastoide e pressionar o trago -> dor =
deslocamento de retina, toxoplasmose
infecção
AUSCULTA
1. caracterização do ritmo cardíaco
• regular
• irregular: arritmia respiratória, extrassistolia, arritmia
cardíaca
normal
• o ritmo normal tem origem no nó sinusal = ritmo
sinusal
• onda P com distância de 0,12-0,2s do complexo QRS,
positiva em D1 e AVF
2. FREQUÊNCIA CARDÍACA
• FC = 50-100bpm
PRÉ CARGA
• pressão de vol no enchimento ventricular
• tensão nas paredes relaxadas no ventrículo (pressão
diastólica final) 3. BULHAS (1 E 2)
• medida de volemia • intensidade
PÓS CARGA • desdobramentos
• pressão dos ventrículos durante a sístole
• o aumento da resist arterial, obstrução da aorta e a PRIMEIRA BULHA B1
falha na contratilidade podem levar ao aumento da • foco tricuspíde + foco mitral = TUM
pós carga
DÉBITO CARDÍACO hiperfonese de B1
• vol de sangue ejetado pelos ventrículos por min • fechamento rápido dos folhetos (estados
• FC X vol sistólico = 5L/min hiperdinâmicos)
FRAÇÃO DE EJEÇÃO • inicio da estenose mitral (+ pressão do VE)
• porcentagem de sangue bombeada a cada batimento
• FE = VDF - VSF/VDF hipofonese de B1
• estenose mitral moderada-grave
• insuficiência mitral ou aórtica graves (endocardite)
• falta de força ventricular (miocardiopatias)
• fatores extracardíacos (DPOC, DP, pneumotoráx,
choque, obesidade)
SEGUNDA BULHA B2 QUARTA BULHA B4
• foco aórtico + foco pulmonar = TÁ • galope atrial
• brusca expansão e vibração da parede ventricular
hiperfonese de B2 consequente à contração atrial vigorosa
• + audível no final da diástole
• pressão na aorta (HAS, ectasia ou aneurisma da aorta)
• BAV grau I
• pressão arterial pulmonar
• VD + audível na borda esternal esquerda, subxifoide
ou na jugular interna
hipofonese B2 • VE + audível na região mitral e na expiração
• Estenose aórtica ou pulmonar grave • atenua com redução do retorno venoso (Valsava)
• Fatores extracardíacos (DPOC, DP, pneumotórax, choque,
obesidade)
4. PULSOS ARTERIAIS
DESDOBRAMENTOS DE B2 • carotídeo, radial, braquial, femoral, pedioso, tibial
• a valva aórtica se fecha antes da pulmonar post, poplíteo
• fisiológico: na inspiração em 70% dos casos; some na
expiração e ao sentar; só em crianças e adolescentes normal
• A pressão diferencial é aproximadamente de 30 a 40
variável mmHg. O contorno do pulso é uniforme e arredondado.
• aumenta na inspiração e persiste (reduzido) na
expiração, mesmo ao sentar
• causas: atraso P2
pequeno (parvus)
• A pressão diferencial está diminuída, e o pulso é fraco
e pequeno.
• O impulso ascendente é mais lento, e o pico,
fixo prolongado.
• retardo do componente aórtico • causas: (1) diminuição do volume sistólico, como na
• som não modifica na inspiração e expiração Insuficiência cardíaca, na hipovolemia e na estenose
• causas: CIA (shunt do AE p/ AD, que aumenta o vol aórtica grave; e (2) resistência periférica aumentada,
de sangue p/ VD) como na exposição ao frio e na insuficiência cardíaca
grave.
bisfério
TERCEIRA BULHA B3 • pulso arterial aumentado com um pico sistólico
• galope ventricular duplo, detectado durante a compressão moderada da
• fisiológico e patológico, no VE ou VD artéria.
-VD: acentuada na inspiração • causas: regurgitação aórtica pura, estenose e
• + audível no início da diástole, no foco mitral e em regurgitação aórticas combinadas e miocardiopatia
decúbito lateral esquerdo hipertrófica.
-fisiológica: desaparece em decúbito
-adultos jovens, crianças, 1 trim gestação, outros estados
hiperdinâmicos alternante
• fase de enchimento rápido ventricular - relacionada à • regular, mas com contrações fortes e fracas alternadas
sobrecarga de volume -> IVE, insuficiencia mitral (ao contrário do bigeminismo).
• indica insuficiência ventricular esquerda.
bigeminado exame físico
• pode imitar o pulso alternante. • PA
• causado por uma contração normal alternando-se com • pressão de pulso estreita
uma contração prematura (extrassístole). O volume • peso
sistólico da contração prematura está diminuído em • FR
relação ao das contrações normais, e a amplitude do • temperatura corporal
pulso varia de acordo com isso. • aparência e estado geral
• FC e ritmo - 30% tem fibrilação atrial
• veias jugulares: turgência na ICD
• ausculta pulmonar: crepitações na ICE
• ausculta cardíaca: ritmo (regularidade, galope),
paradoxal frequência, sopros, intensidade
• diminuição palpável da amplitude do pulso à • abdome: ascite na ICC
inspiração tranquila. Se esse sinal for menos • MMII: edema e perfusão
pronunciado, é necessário um esfigmomanômetro.
• A pressão arterial sistólica diminui em mais de 10 a pulso venoso jugular
12 mmHg durante a inspiração. • pulsação venosa acima da clavícula com o pcte sentado
• ocorre no tamponamento pericárdico, nas exacerbações -> anormal
de asma e DPOC e na pericardite constritiva. • refluxo abdomino-jugular
• pulso paradoxal: queda da PAS (>10mmHg) na
inspiração
• sinal de Kussmaul: pericardite constritiva, ICC direita,
infarto do VD
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
• sintomas progressivos: dispneia, fadiga, cansaço
-dispneia: causa + importante -> congestão pulmonar
(acúmulo de liq intersticial ou intra-alveolar)
• sinais: edema, crepitações pulmonares e disfunção renal
• déficit funcional em que o coração não pode bombear
sangue p/ o corpo a uma taxa proporcional às suas
necessidades, ou bombeia ao custo de altas pressões de
enchimento
4 - FREQUÊNCIA
• depende da velocidade do fluxo sanguíneo
• agudo: f alta (diafragma) - estenose aórtica
• médio: estenose pulmonar
CLASSIFICAÇÃO DOS SOPROS • grave: f baixa (campânula) - estenose mitral
1. situação no ciclo cardíaco
2. localização e irradiação 5 - FORMATO
3. intensidade
4. frequência
5. formato
6. qualidade
• podem ser:
-holo: toda sístole/diástole
-meso: meio
6 - QUALIDADE
-tele: final
• relacionada ao timbre e à tonalidade
• suave, rude
SISTÓLICOS
• musical (inocente, fisiológico)
De ejeção
• aspirativo (insuf aórtica)
• estenose da valva aórtica ou pulmonar
• granuloso (estenose aórtica)
• piante (estenose aórtica severa)
De regurgitação
• em ruflar (estenose tricuspide e mitral) - batimento da asa de
• insuf da valva mitral ou tricuspide
pássaro
• CIV
SOPROS INOCENTES
DIASTÓLICOS
*pode ter, não é normal, mas OK
Em ruflar
• estenose mitral ou tricuspide
• situação no ciclo cardíaco: sopro de ejeção mesossistólico
(estenose)
De regurgitação
• localização: 2-4EICE, com irradiação minima
• insuf aórtica ou pulmonar
• intensidade: 1-3+/6+
• frequência: baixa-média
2 - LOCALIZAÇÃO E IRRADIAÇÃO
• qualidade: musical (simétrico)
• descrever o local onde é mais audivel (epicentro) -
• mecanismo: decorrem de fluxo sang turbulento, geralmente
localizado no 2 EICE
do VE p/ aorta. + crianças e adultos jovens
• descrever a irradiação - ajuda a identificar a direção do
fluxo
-sopro de estenose aórtica irradia p/ as carótidas
-sopro de insuf mitral irradia p/ região axilar esquerda
SOPROS FISIOLÓGICOS ESTENOSE PULMONAR
*comum, temporário a condição mecanismo:
• causa fluxo turbulento pela valva e aumenta pós carga do VD
• situação no ciclo cardíaco: sopro de ejeção mesossistólico • causa: distúrbio congênito
• localização: 2-4EICE, com irradiação minima
• intensidade: 1-3+/6+ • situação no ciclo cardíaco: sopro de ejeção mesossistólico
• frequência: baixa-média • localização: 2 e 3 EICE. Se forte, tem irradiação p/ ombro E e
• qualidade: musical pescoço
• achados associados: sinais relacionados às causas • intensidade: 1 a 6+/6+
fisiológicas • frequência: timbre médio
• mecanismo: decorrem de fluxo sang turbulento, temporário, • formato: crescendo-decrescendo (diamante)
relacionado com estados hipercinéticos (anemia, gravidez, • qualidade: rude
febre, hipertireoidismo)
achados associados:
*na prática, o tto p/ sopro inocente e fisiológico é o mesmo • impulso do VD prolongado
• estalito de abertura da valva pulmonar
ESTENOSE AÓRTICA • na estenose grave, B2 desdobrada e componente pulmonar
mecanismo: hipofonético
• estenose causa fluxo turbulento e aumento da pós carga do • presença de B4
VE
• causas + comuns: calcificação degenerativa da valva
aórtica em idosos e valva aórtica bicuspide congenita
achados associados:
• B2 pode ser obscurecida pelo sopro forte
• shunt da esquerda p/ direita
• aumenta com a expiração
INSUFICIÊNCIA TRICÚSPIDE
mecanismo:
• quando a valva tricúspide não se fecha totalmente na sístole, o
sangue regurgita do VD p/ AD, causando sopro e aumento da
pré carga VD
• causa: insuficiência do VD e endocardite
INSUFICIÊNCIA AÓRTICA
mecanismo:
• situação no ciclo cardíaco: sopro de regurgitação holossistólico
• quando a valva aórtica não se fecha totalmente na diástole, o
• localização: borda esternal inferior E (foco tricúspide), com
sangue reflui da aorta p/ VE, causando sopro e sobrecarga do
irradiação p/ região paraesternal D, área do xifoide e linha
VE
hemiclavicular E
• causas: HAS, dilatação idiopática da aorta, anormalidades
• intensidade: 1 a 6+/6+
congênitas (valva bicuspide), doença reumática, degeneração
• frequência: timbre médio
mixomatosa e sindrome de Marfan
• formato: em barra
• pode ser aguda: trauma, infecciosa, dissecção da aorta
• qualidade: suave
ascendente
achados associados:
• situação no ciclo cardíaco: sopro protodiastólico (começa após
• sopro intensificado à inspiração (sinal de Rivero Carvallo)
B2)
• impulso do VD prolongado
• localização: 2, 3 e 4 EICE (aórtico acessório), com irradiação p/
• B3 na borda esternal inferior E
ápice
• pressão na v. jugular aumentada (turgência e pulso jugular)
• intensidade: 1 a 3+/6+
• frequência: timbre alto
• formato: em decrescendo
• qualidade: aspirativo
*pcte sentado e inclinado em expiração
achados associados:
• pressão diferencial ampliada (>80mmHg)
• pulso em martelo d’agua
• ictus hiperdinâmico e com amplitude aumentada (deslocado p/
E e p/ baixo)
• presença de B3
sintomas:
• angina, palpitações, sincope
• dispneia de esforço, ortopneia e dispneia paroxistica noturna
MIOCARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA
ESTENOSE MITRAL • hipertrofia ventricular (principalmente do septo) pode
mecanismo: ocasionar obstrução ao fluxo pela valva aórtica
• quando a valva mitral não se abre totalmente na diástole, • ejeção extraordinariamente rápida de sangue pela valva aórtica
causa turbulência do fluxo de sangue e, consequentemente, gera sopro mesossistólico
gera sopro • 3-4 EICE, irradia da borda esternal esquerda
• causa: febre reumática • sopro média intensidade e rude
• ictus cordis sustentado e hipercinético
• situação no ciclo cardíaco: sopro mesossistólico com reforço pré • B4 no ápice
sistólico • valva mitral pode ficar distorcida e gera sopro de regurgitação
• localização: ápice, sem irradiação mitral
• intensidade: 1 a 3+/6+ • 25% progride p/ miocardiopatia dilatada, fibrilação atrial
• frequência: timbre baixo • maior risco de morte súbita
• formato: em decrescendo
• qualidade: em ruflar
achados associados:
• hiperfonese de B1
• estalito de abertura da valva mitral
• fibrilação atrial em 1/3 dos pctes
• principal sintoma: palpitações
• rouquidão (sindrome de Ortner) pode ser manifestação rara de
EM
• facies mitral: hiperemia crônica dos maxilares, com ou sem
teleangiectasias, justificada pela hipertensão venosa cefálica,
geralmente consequente à EM moderada-severa MANOBRAS ESPECIAIS
MANOBRA DO AGACHAMENTO
• aumenta retorno venoso p/ coração, aumenta resist vascular
periférica, causando:
-aumento do vol de sangue do VE, aumento do sopro por estenose
aortica, redução dos sopros por prolapso de valva mitral e por
miocardiopatia hipertrófica
• As valvopatias mais frequentes em adultos são as do lado esquerdo– mitral e aórtica.
• Palpitações são queixas frequentes dos portadores de valvopatia mitral, enquanto dor torácica anginosa ao esforço e síncope ao
esforço são mais frequentes em pacientes com valvopatia aórtica.
• Todas as valvopatias podem evoluir com sintomas de Insuficiência Cardíaca, como dispneia aos esforços, ortopneia, dispneia
paroxística noturna, tosse, chiado, hemoptise, edema agudo de pulmão, edema periférico e fadiga.
• 1 em 100 nascidos vivos tem cardiopatia congenita sopros cardíacos
• cardiopatia adquirida: doença de Kawasaki, febre —classificação
reumática - Intensidade, Tempo em relação ao ciclo cardíaco, em
relação à primeira e segunda bulha: sistólico ou
ASPECTOS RELACIONADOS ÀS DOENÇAS diastólico ou contínuo; transmissão; localização.
CARDIOVASCULARES —intensidade
• história obstétrica e perinatal – agentes teratogênicos • GRAU 1 – Muito fraco
(quimioterápicos, antiinflamatórios ) drogas • GRAU 2 - leve, mas perfeitamente audível
( fumo, álcool , cocaína ) infecções virais, • GRAU 3 - relativamente intenso, mas sem frêmito
citomegalovírus, Herpes, Rubéola • GRAU 4 – intenso, com frêmito
• Em Prematuros PCA • GRAU 5 – muito intenso, audível com estetoscópio
• HIV - Miocardiopatia parcialmente afastado do tórax
• Diabetes – Transposição de grandes vasos, • GRAU 6 - audível com estetoscópio afastado do tórax
miocardiopatia hipertrófica
• Doenças maternas – Lúpus ( bloqueio AV total ) • A intensidade do sopro pode ser influenciada por febre,
• a incidência de cardiopatia se eleva de 1 para 15 por anemia, exercício, ansiedade. Intensifica um sopro já
cento em caso de gestante com cardiopatia existente ou faz ouvir um sopro não audível em situação
• Bebê GIG- (Grande para a idade gestacional) normal.
AUSCULTA
arritmias
- EXTRACARDÍACAS – febre, hérnia hiatal
- MEDICAMENTOSAS
- CARDÍACAS – LESÕES VALVULARES
TESTE DO CORAÇÃOZINHO
• É triagem para diagnóstico de cardiopatia congênita,
feita antes da alta hospitalar do RN 24 a 48h de vida:
• Na triagem, a oximetria de pulso deve ser realizada
no braço ou mão direita do recém-nascido (pré-ductal)
e em uma das pernas (pós- ductal).
• Se sat. O2 menor que 95 % e diferença maior que 3
(entre mão e membro inferior), deve ser investigado.
Sistema Respiratório
& palpação
percussão
& ausculta
PRINCIPAIS SINTOMAS/QUEIXAS PLATIPNEIA
TOSSE • dispneia que surge ou agrava com a posição ortostática
• mecanismo de defesa • pericardite ou shunts D-E
• estímulos: inflamatórios (secreção, edema, hiperemia), • pode ser acompanhada de ortodeoxia (queda de saturação
mecânicos (corpo estranho, poeira, alteração da pressão de O2 em pé)
pleural em derrames), quimica )gases irritantes), • síndrome hepatopulmonar
térmica (frio), alérgicos, infecções do trato respiratório,
medicações (IECA), refluxo gastroesofágico, TREPOPNEIA
betabloqueadores (broncoespasmo em asmáticos), • dispneia que surge ou agrava em posição lateral e
cigarro desaparece em decúbito lateral oposto
• derrame pleural ou paralisia diafragmática unilateral
• aguda: até 3 semanas -> infecções virais e bacterianas escala de Borg
• subaguda: 3-8 semanas
• crônica: > 8 semanas -> tríade patológica da tosse
PALPAÇÃO
• massas ou abaulamentos
• expansão do tórax
• frêmito toracovocal
Manobra de Ruault - ápices pulmonares
• palpação dos ápices, com o examinador atrás do pcte, • normal: som claro pulmonar = atimpânico
pede para inspirar profundamente • maciço: ausência de ar, consolidação, derrame pleural,
• observar, durante a inspiração, o mov do ar nos ápices, atelectasia
comparando a expansão das duas regiões • timpânico: presença de ar, pneumotórax
• avaliar restrições à expansão pulmonar (tuberculose,
AUSCULTA
fibrose), presença de massas ou adenomegalias
• mesmos pontos da percussão
Manobra de Lasègue (bases pulmonares) - mãos SONS NORMAIS
espalmadas • som respiratório normal (murmúrio vesicular):
• avalia expansão das bases pulmonares gerado na via aérea, mas modificado pela entrada de
• mãos espalmadas sobre as bases pulmonares (região inf ar nos alvéolos cheios
das costas, abaixo das escápulas, perto da linha média) • som brônquico: transmissão do ar durante a
• observar simetria da expansão torácica durante a ventilação intrapulmonar, sopro em tubo
inspiração profunda • som traqueal: qualidade + intensa e áspera, região
• redução da expansão pulmonar -> pneumonia, derrame subglótica
pleural, atelectasia ou fibrose
EXPANSIBILIDADE
• normal: expansibilidade preservada bilateralmente
• diminuída:
-bilateral: enfisema, miastenia grave, derrame pleural bilateral
-unilateral: doença fibrótica crônica do pulmão ou pleura, derrame
pleural, pneumonia lobar, dor pleurítica, atelectasia
• ventilação colateral: ventilação de estruturas alveolares por meio *suspeitar de atelectasia em pcte com quaisquer sintomas
de passagens e canais que contornam (bypass) as vias aéreas respiratórios inexplicáveis e com cirurgia de grande porte
de condução recente
• Os poros de Kohn e os canais de Lambert e Martin são *é visivel na radiografia de tórax -> opacificação pulmonar e/
caminhos alternativos para a passagem de ar, que podem ser ou perda do vol pulmonar
utilizados quando as vias aéreas de condução encontram-se
bloqueadas ou com resistência aumentada. resumindo…
• redução assimétrica do FTV
• retração dos espaços intercostais
• redução assimétrica da expansibilidade
• macicez/submacicez
• desvio traqueal homolateral
• redução/abolição dos sons respiratórios sobre a área
acometida
SÍNDROMES PLEURAIS
1. DERRAME PLEURAL
• Acúmulo de líquido no espaço pleural – pressão
hidrostática, pressão oncótica, permeabilidade
capilar ou obstrução linfática
atelectasia não obstrutiva - de relaxamento/passiva
• Dor pleurítica, tosse seca, dispneia (depende do volume)
• perda de contato entre as pleuras visceral e parietal
• uma bolha enfisematosa pode fazer com que o parenquima
clinica
pulmonar normal se afaste da bolha e fica com perda de
• dor ventilatório-dependente
volume
• expansibilidade diminuida
• macicez à percussão
atelectasia não obstrutiva - compressiva
• diminuição/ausência do murmurio vesicular e FTV
• quando há uma lesão que ocupa espaço no tórax, pressiona
• imagem radiológica
o pulmão e faz com que o vol pulmonar diminua
-opacidade homogênea que, por gravidade, flui p/ porções
• derrame pleural loculado, hemidiafragma elevado, massa
mais declives da cavidade
sólida da parede torácica, pleura ou parenquima
-imagem em menisco na interface derrame-pulmão, com
bordos bem nítidos
atelectasia não obstrutiva - adesiva
-desvio contralateral do mediastino se o derrame for
• consequente a disfunção do surfactante -> colapso
volumoso
alveolar
• bebês prematuros com sindrome do desconforto respiratório
achados semiológicos
agudo (SDRA) e nos adultos com pneumonite aguda por
inspeção
radiação e contusão pulmonar pós traumatica
• redução da expansibilidade homolateral
• sinal de Lemos Torres: abaulamento expiratório
atelectasia não obstrutiva - cicatrização
intercostal nas bases, na face lateral do hemitórax
• a cicatriz diminui o vol pulmonar
palpação
• doença granulomatosa (tuberculose, sarcoidose),
• expansibilidade assimétrica (lado acometido) e ou
pneumonia necrosante, pneumonia por radiação
ausência FTV em base pulmonar
percussão
• Macicez ou submacicez (líquido ocupa o espaço)
ausculta
• MV ausente na área acometida
• ausência de ressonância vocal no local
• egofonia
• atrito pleural (no inicio)
resumindo…
• redução assimétrica da expansibilidade
• abaulamento expiratório dos espaços intercostais
• redução/abolição do FTV sobre a área acometida
• abolição da ressonância vocal na área acometida
• desvio traqueal contralateral
• redução/abolição assimétrica dos sons respiratórios
• macicez
• egofonia na área acometida
2. PNEUMOTÓRAX
• acumulo de ar no espaço pleural
• espontâneo (bolhas), traumático ou iatrogenico
• dor torácica (pleurítica) e dispneia de inicio subito
• pneumotórax hipertensivo - turgência jugular, hipotensão
arterial, pulso paradoxal, taquicardia e cianose
achados semiológicos
inspeção
• Redução da expansibilidade homolateral
• Abaulamento intercostal homolateral
palpação
• expansibilidade assimétrica (lado acometido) e ou
ausência FTV (local); enfisema subcutâneo
• Desvio do ictus e traqueia cervical
percussão
• Som timpânico (única situação que ocasiona isso!)
ausculta
• MV ausente no hemitórax
• Ausência da ressonância vocal no hemitórax
• Sopro anfórico (“soprar dentro de uma garrafa vazia”)
resumindo…
• desvio traqueal contralateral
• redução assimétrica da expansibilidade
• abaulamento fixo dos espaços intercostais
• redução/abolição do FTV
• redução/abolição assimétrica dos sons respiratórios
• timpanismo
• sopro anfórico
• abolição da ressonância vocal
SINTOMAS E SINAIS simetria
tosse e expectoração • Tórax assimétrico: em lactentes por estarem muito
• origem central: tosse psicogênica tempo deitadas mais de um lado de costas (associado a
• origem pulmonar: via aérea ou parenquima assimetria da cabeça)
• origem não pulmonar: irritação da pleura, • Abaulamento: num hemitórax, por derrame pleural
diafragma ou pericardio volumoso ou enfisema obstrutivo
• Retrações com estreitamento dos espaços intercostais
• seca, irritativa, produtiva, sangue, amarelo (atelectasia ou derrame pleural)
esverdeada, hialina? • Rosário raquítico: junção ósteo-cartilaginosa com
• durante e após refeição: aspiração, refluxo espessamento formando nódulos em cada lado da linha
• noturna: asma ou gota pós nasal - sinusopatia mediana (def. Vit. D) -> raquitismo
• produtiva ao acordar: bronquiectasia • Rosário do escoburto infantil (doença por carência de
• após exercicio ou exposição ao frio: hiperreatividade de Vit. C)
vias aéreas
• rouca: laringite TIPOS RESPIRATÓRIOS
• tosse comprida com guincho: coqueluche • No lactente – sobretudo abdominal (parede abdominal se
eleva na inspiração e deprime na expiração)
• Lactentes: em anomalias congênitas: fístula • Após os 3 anos começa a respiração torácica e aos 7 anos
traqueoesofágica, dano neurológico, infecções virais (VSR, é semelhante ao do adulto
CMV), infecções bacterianas (pertussis e clamídia), fibrose • Ver se respiração bucal ou nasal
cística. • No Recém nascido predomina a respiração bucal
• Pré-escolares: infecções-virais, bacteriana, mycoplasma, • Na idade pré-escolar pode haver hipertrofia de adenóides
hiper- reatividade (asma), fibrose cística, resposta irritativa e respiração bucal, com fascies típica.
(fumo passivo) • NORMAL: ciclos respiratórios iguais com expiração
• Escolares e adolescentes: hiperreatividade (asma , gota pós mais prolongada que inspiração
nasal), infecções virais, bacteriana, resposta irritativa
(fumo, poluição aérea), psicogênica.
ALTERAÇÕES DA FR
TAQUIPNÉIA- aumento da FR -
RUÍDOS ADVENTÍCIOS • Fisiológica: por dor ou esforço físico
• roncos: • Doenças pneumo-pulmonares (pneumonias, edema
-RN: por obstrução nasal pulmonar, pneumotórax)
-lactentes: aumento de adenoides ou tonsilas palatinas - • Doenças cardíacas – insuficiência cardíaca,
resp bucal miocardite
• estridor • Perturbações metabólicas – febre , acidose ,
-na inspiração, nas laringites, laringotraqueomalacia insuficiência Renal
• sibilos • Afecções abdominais: peritonite, ascite
-estreitamento das vias aereas em asma ou corpo BRADIPNÉIA- diminuição da FR- mais rara, alcalose
estranho metabólica, aumento da pressão intracraniana, insuf
-bronquites, bronquiolites cardíaca
• Respiração superficial: alcalose metabólica, depressão do
DOR TORÁCICA SNC, tumores, medicamentos, em afecções pulmonares
• crianças maiores e adolescentes em que se torna dolorosa a ampliação torácica
• Causas: doença muscular, trauma, osteocondrite, • Respiração profunda- febre , anemia grave, acidose
leucemia, doenças pulmonares e pleurais, doenças metabólica e pneumopatias, pode estar associada a
cardiovasculares, doenças esofágicas, corpo estranho. taquipnéia na acidose diabética e desidratação aguda
• duração, localização, caráter, asma, trauma recente,
doença cardiaca, fumo, problema emocional • Nos lactentes, um esforço respiratório anormal associado
a achados anormais na ausculta constituem os melhores
EXAME FÍSICO DO TÓRAX sinais para se suspeitar de pneumonia.
• ver pele, pelos, glândulas mamárias -> RN pode haver • O melhor sinal para descartar pneumonia é a ausência de
intumescimento taquipnéia.
• forma normal • Batimento de asas do nariz, roncos, retrações e sibilos são
-no RN é redondo sinais de angústia respiratória.
-aos 7 anos se torna cilindrico como o do adulto
• forma anormal DISPNÉIA
-peito de pomba (raquitismo, asma grave), tórax em sino • Dificuldade para respirar: Pode ser na inspiração,
(raquitismo), tórax em barril, em funil expiração ou mista.
• Inspiratória- predominante na obstrução de vias
aéreas sup. Laringe mas também com origem na
Traquéia, acompanhada de estridor e retrações
• Expiratória: na asma, bronquiolite, fibrose cística,
enfisema pulmonar, podendo ser mista na maioria
dos casos.
TIRAGEM- retração inspiratória do tórax
- Sinal de obstrução vias aéreas
- superiores: laringites, aspiração de corpo estranho
- inferiores: bronquiolite, bronquite, asma, pneumonia
- Pode haver retrações supra esternais, furcular, supra
claviculares, intercostais, subcostais.
- Em Prematuro ou desnutrido tiragem intercostal pode
não ser doença (mas subcostal é anormal)
EXAME DO TÓRAX
INSPEÇÃO
• abaulamentos, condições de pele, circulação colateral
• observar padrão respiratório: frequencia, ritmo, amplitude,
retração dos espaços intercostais, uso de musculatura
acessória
PALPAÇÃO
• sensibilidade, expansão, elasticidade, simetria, ictus
cordis, FTV
• diminuição de expansibilidade e aumento FTV:
pneumonia
• diminuição FTV: atelectasias, enfisema, coleções liq ou
cisticas, derrame pleural, obesidade, anasarca
PERCUSSÃO
• percussão digito digital
• Hipersononoridade: percussão clara- aumento de ar nos
alvéolos pulmonares –enfisema,
• Macicez – derrame pleural, pneumotórax hipertensivo,
atelectasia , pneumonias
• Submacicez- pneumonias, infiltrações
• Timpanismo – ar aprisionado no espaço pleural,
pneumotórax não hipertensivo
AUSCULTA
• murmurio vesicular é + forte que no adulto -> parede
torácica + delgada
• MV diminuido: pneumotórax, hidrotorax, tecido solido
• sopro tubario: resp bronquica anormal, ruido intenso,
ins e expiratório -> condensações, pneumonias
estertores
• ins e expiração
• pneumonias, congestão pulmonar, bronquite cronica,
bronquiectasias
roncos
• ruidos graves ins e expiratórios
• desaparecem com tosse
• estenose e secreção nos bronquios
• asma, bronquites, bronquectasias
sibilos
• estreitamento das vias bronquicas por muco
• asma e bronquiolite
ASMA
• estridor, atrito pleural, ausculta da voz (broncofonia)
ANAMNESE
Abdomen &
inspeção, ausculta, percussão, palpação
INSPEÇÃO
• dor abdominal
• regurgitação, disfasia, odinofagia, pirose, eructações
• indigestão (dispepsia)
• nauseas e vomitos
• alteração das fezes e habito intestinal
1. DOR ABDOMINAL
• geralmente com nausea associada
• patologias comuns:
-pancreatite: dor em andar sup em faixa, irradiação dorsal
-cólica biliar: + comum dor HD com irradiação dorsal em
faixa, as vezes subescapular, epigástrica
-colecistite: dor persistente, Murphy positivo
-dor ulcerosa: epigástrica, piora no jejum
FORMATO
-apendicite: dor FID, Bloomberg positivo -> pode iniciar no
epigastro ou periumbilical
-peritonite: focal ou difusa, dor e defesa -> rechaço,
descompressão dolorosa
-isquemia mesentérica: dor abdominal intensa, quadro
grave, ex fisico pouco expressivo
-angina mesentérica: dor epigastrica pós prandial, perda
de peso por medo de comer
2. SINTOMAS ESOFÁGICOS
• pirose: queimação ascendente retroesternal
CICATRIZES
• refluxo: sensação de liq ascendente
• odinofagia: dor ao engolir
• disfagia: dificuldade p/ engolir, trnaferência X
condução, sólidos ou liq? persistente ou intermitente?
quanto tempo?
• regurgitação: refluxo e exteriorização de conteúdo sem
náusea
• eructação: causada por refluxo, aerofagia
3. NÁUSEAS
• contínuo, pós prandial
• nem sempre TGI
• vomitos: nausea com regurgitação. Salivar, alimentar, LESÕES DE PELE
biliar, com sangue (hematemese), estase e fecaloide • manchas, estrias…
(obstrução intestinal)
Sinal de Cullen
• equimoses na região periumbilical devido à hemorragia
4. ALTERAÇÃO DO HÁBITO INTESTINAL
retroperitoneal
• diarreia: evacuações malformadas ou liq +3x ao dia
• ruptura de gravidez ectópica, na pancreatite aguda,
• questionar aspecto: coloração, gordura, espuma
necrose aguda do pancreas, hemorragia abdominal,
(esteatorreia), sangue ou pus (disenteria)
rompimento de aneurisma de aorta
• tempo: aguda (< 14 dias), subaguda (14-30 dias),
Sinal de Grey-Turner
cronica (>30 dias)
• equimoses nos flancos
• dor abdominal associada, tenesmo (reto)
• pancreatite necrohemorragica
• periodo do dia: noturna, pós prandial
• volumosa, poucos episódios, pouco volume?
• constipação ou obstipação: evacuação menos de 3x por CIRCULAÇÃO COLATERAL
semana ou endurecidas, sibalinas • cabeça de medusa: obstrução da veia porta
• periodo? com sangramento? formato? • obstrução da veia cava inferior
• recanalização das vias periumbilicais, com sentido
sangramento intestinal centrífugo, levando o sangue do sist porta p/
hematêmse X borra de café (HCl) circulação sistemica
• presença de sangue nas fezes: • usar a manobra dos dois dedos p/ determinar o
-melena: fezes pretas, acima do angulo de Treitz sentido do fluxo sanguíneo
-enterorragia: sangramento geral
-hematoquezia = fezes com sangue
-doença orificial = fezes no papel
SÍNDROMES ICTÉRICAS contratura de Dupuytren
• cor amarelada da pele, mucosa e conjuntivas pelo acumulo de • + comum em alcoolistas
bilirrubina no plasma e sua deposição nos tecidos • espessamento das fáscias palmar e digital que leva a
• diferenciar ictericia de hipercarotenemia -> maior ingesta de contratura dos dedos
alimentos de cor alaranjada -> conjuntiva não fica amarela ginecomastia e perda de pelos
• causa: hiperbilirrubinemia conjugada • aumento de receptores estrógenos e redução dos
andrógenos
icterícia pré hepática • pode ser exacerbada pelo uso de espironolactona (diuretico)
• aumento de bilirrubina não conjugada (indireta) que supera ecefalopatia hepática
a capacidade do fígado de realizar a conjugação • 50-70% dos cirróticos
• não há colúria, pois a bilirrubina está ligada à albumina • decorrente do aumento de conc de amonia sanguinea
• clinica: asterixe/flapping (tremor na extensão de MMSS),
icterícia hepática hálito hepático, alteração do nivel de consciente, inversão
• redução da capacidade conjugação - sindromes congenitas de dia/noite
Gilbert e Crigler-Najjar hipertensão portal
• aumento de bilirrubina não conjugada (indireta) • em pctes com cirrose, aumento da resist vascular por
• lesão hepatocelular (hepatites virais e alcoólicas): fibrose, distorção da arquitetura vascular e efeito de subst
-aumento de bilirrubina conjugada (direta) no plasma vasoativas (endotelinas)
-há colúria, acolia, alteração de função hepatica • consequencias: ascite, esplenomegalia, circulação colateral
-hepatócito conjuga a bilirrubina mas não consegue excretá-la
pelo polo biliar ASCITE
• acumulo de liq proteico dentro do abdomen
icterícia pós hepática • causa + comum: hipertensão portal devido a cirrose
• dificuldade no fluxo da bile em algum lugar entre os
HÉRNIAS E ABAULAMENTOS
canalículos biliares a papila duodenal
• epigástrica
• colestase intra-hepática: hepatites medicamentosas, cirrose
• umbilical
biliar primária e colestase gestacional • incisional
• colestase extra-hepática: coledocolitíase, colangiocarcinoma, • inguinal: direta ou indireta
carcinoma de cabeça de pancreas e colangite esclerosante • femoral
primaria • de Spiegel
• aumento da bilirrubina conjugada (direta) no plasma Manobra de Valsalva
• colúria, acolia, prurido, elevação das enzimas colestáticas • expiração forçada contra via aérea fechada
(FA, GGT) • avalia funcionamento do sist cardio, trat de arritmias,
avaliação de hérnias, IC
• diferenciar doença colestática e doença hepatocelular!!!
Fase 1: A pressão intratorácica aumenta, comprimindo
CIRROSE HEPÁTICA as grandes veias e reduzindo o retorno venoso ao coração.
• via final comum da doença hepática crônica A pressão arterial sobe brevemente.
• inicialmente, os pctes tem cirrose compensada (sem Fase 2: O retorno venoso continua diminuído,
manifestações clínicas); depois, podem descompensar resultando em queda do débito cardíaco e da pressão
com a progressão da doença arterial, o que pode causar taquicardia reflexa.
• quadro clínico: icterícia, ascite e ginecomastia, edema Fase 3: Quando a manobra é interrompida (abertura da
de MMII (diminui albumina, + p. oncótica, + liq glote e liberação do ar), a pressão intratorácica cai
extra), encefalopatia hepática, baqueteamento digital, subitamente.
eritema palmar, contratura de Dupuytren, circulação Fase 4: Há um aumento rápido do retorno venoso,
colateral, aranhas vasculares pode evoluir p/ carcinoma resultando em um aumento do débito cardíaco e da
hepatocelular pressão arterial, o que pode causar bradicardia reflexa.
aranhas vasculares
• lesões vasculares peq com arteriola central complicações das hérnias
• desaparecem à compressão • encarceramento: quando o conteúdo herniado
• na face, pescoço e tórax (intestino, gordura) fica preso dentro do saco
• decorrentes de circulação hiperdinâmica e/ou herniário e não pode ser reduzido (empurrado de
desequilíbrios hormonais (+ estrogenio) volta) p/ cav abdominal
eritema palmar • estrangulamento: quando o conteúdo herniado preso
• mãos quentes com coloração vermelho-viva em eminência no saco herniário sofre compressão intesa que o
tenar, hipotenar e polpas digitais suprimento sanguineo é interrompido, levando à
• pode ter em solas dos pés isquemia e necrose
• decorrente de circulação hiperdinâmica e de • globus vesical ou bexigoma: ocorre principalmente em
hiperestrogenismo casos de hérnia inguinal ou femoral encarcerada,
baqueteamento digital que pode comprimir a bexiga ou a uretra, levando à
• osteoartropatia hipertrófica retenção urinária aguda
• em pctes com hipertensão portal que desenvolvem *redutíveis X irredutíveis X estranguladas: avaliar
sindrome hepatopulmonar tamanho do anel herniário e redutibilidade
causas PERCUSSÃO
• esforços fisicos intensos, gravidez (pós), DBPOC, • timpânico, hipertimpânico, maciço, submaciço
obesidade, ascite, prostatismo, constipação • hepatimetria - percussão do fígado
BAÇO
inguinais indiretas
• espaço de Traube: Espaço anatômico delimitado pelo 6º
• + comum, + masculino
espaço intercostal
• + a direita
esquerdo (limite superior), pela linha axilar anterior esquerda
• sobressai pelo anel inguinal interno
(limite
lateral), se estende até o 9-10º espaço intercostal esquerdo sendo
inguinais diretas delimitado pelo rebordo costal esquerdo (limite inferior) e pelo
• resultado de alterações adquiridas lobo
• sobressai através de segmento + frágil da parede esquerdo hepático próximo ao apêndice xifoide (limite medial).
abdominal -> triangulo de Hasselbach • normal -> som timpânico
• + comum em idosos • aumentado -> som maciço
ventrais
• epigástrica PALPAÇÃO
-na linha alba entre processo xifoide e cicatriz • dor ou desconforto?
umbilical • superficial: dor, resist muscular
-+ risco de encarceramento e estrangulamento pela • profunda: visceromegalias, massas, dor
inelasticidade da linha alba
• incisionais O QUE PALPAR?
-falha na cicatrização dos tecidos após laparotomia • fígado
• umbilicais -palpação bi-manual
-na criança por não fechamento do anel umbilical -manobra de Lemos Torres
(fecha até os 2 anos) -manobra de Mathiew
-em adultos são adquiridos -Sinal de Torres-Homem: na região da loja hepática, entre o
5o EICD na linha hemiclavicular até o rebordo costal direito;
MOVIMENTOS PERISTÁLTICOS e entre a cicatriz umbilical e o apêndice xifoide. Dor ->
• normalmente não são visíveis abscesso inflamatório hepático
• visível: abdome caquético ou patológico nas síndromes
caracteristicas a serem avaliadas
obstrutivas (estenose pilórica ou obstrução intestinal)
• consistencia: maciça, endurecida
• superficie: lisa, nodular
AUSCULTA
• bordas: romba, fina
• avalia a motilidade intestinal e presença de sopros
arteriais
• baço
1. MOTILIDADE INTESTINAL -normalmente não é palpavel, 5% tem essa condição
• ruídos hidroaéreos aumentados (aumento da peristalse) sem doenças
-obstrução (neoplasias, estenoses, torções), aumento do -palpação do baço na posição de Shuster
transito intestinal (diarreia, hemorragia digestiva, • rim
hipertireoidismo)
• ruidos hidroaéreos reduzidos ou ausentes
-peritonite, pós operatório
• borborigmos
2. SOPROS ARTERIAIS
INFLAMAÇÃO PERITONEAL Descrição de abdômen normal
• Sinal de Jobert: + na presença de timpanismo à
• plano, sem lesões de pele, cicatrizes, circulação
percussão na reigião da linha axilar anterior direita até a
colateral, retrações ou
linha mediana, abaixo do apendice xifoide, onde
abaulamentos.
normalmente encontramos macicez hepatica -> sugestivo
de pneumoperitoneo • Peristalse não identificável à inspeção.
-perda da macicez hepática à percussão abdominal pela • Ruídos hidroaéreos presentes nos quatros quadrantes
presença de gás interposto entre o fígado e a parede (+/IV).
abdominal • Ausência de timpanismo difuso e macicez em flancos.
-sinal de perfuração de víscera oca Traube livre.
• Sinal de Murphy: + -> colecistite aguda • Fígado e baço não palpáveis.
-cessação abrupta do esforço inspiratório durante a • Punho-percussão lombar ausente bilateralmente
palpação profunda no ponto cistico • Abdome indolor à palpação profunda e superficial.
-ponto cístico: na linha hemiclavicular + abaixo do
rebordo costal
• Manobra da descompressão brusca: + -> peritonite
• Sinal de Blumberg: + -> peritonite
-ponto de Mc Burney: + -> apendicite
-dor à descompressão súbita do abdome
• Sinal de Rovising: + -> apendicite
-compressão dolorosa referida no QID ao comprimir o QIE
• Sinal do Psoas: + -> peritonite
-dor em FI ao realizar extensão passiva da coxa ou flexão
forçada
• Sinal do obturador: + -> peritonite
-dor em FI ao realizar rotação interna do MI flexionado
• Sinal de Lapinsky: + -> peritonite
MANOBRAS DE ASCITE
• macicez móvel: para peq volumes (1,5L)
BAÇO
• se houver macicez no espaço de Traube, iniciar palpação do baço
a partir da FID
• em decúbito dorsal - através da manobra bimanual
• posição de Shuster (decúbito lateral D com MIE flexionado) -
manobra bimanual ou em garra
SINAIS E SINTOMAS CAUSAS DO ABAULAMENTO: Ver tempo de evolução, se
DOR ABDOMINAL local ou global
• caráter: em cólica, penetrante, em queimação - grande espessura da parede: obesidade, edema
(pirose) - acúmulo de líquido na cavidade peritoneal: ascite,
• ritmicidade durante o dia peritonite - ar livre- pneumoperitôneo; meteorismo –
• fatores de alivio e piora timpanismo
• acorda p/ pausar a dor? - Aumento de volume dos órgãos abdominais: megacólon,
esplenomegalia, hepatomegalia
VÔMITOS
• Eliminação total ou parcial do conteúdo gástrico pela boca • Na inspiração abdômen se eleva e na expiração se
• Ver número de episódios, quantidade, cor, cheiro deprime, até os 3 anos, depois dos 7 anos respiração
• Vômitos alimentares (restos de alimentos) torácica.
-aquosos (saliva deglutida e secreções esofagianas) -biliosos- • Quando aumenta a pressão abdominal por choro pode ser
após jejum ou após vômitos alimentares , de cor verde observada separação dos músculos reto abdominais na
-borráceos – sangue digerido linha mediana (diástase).
-fecalóides – presença de matéria fecal – na oclusão • Ondas peristálticas não são visíveis a não ser em
intestinal hematêmese – com sangue vivo lactentes desnutridos ou distensão de alças. Indicam
-vômito em jato - em meningites, hipertensão intracraniana obstrução de um ponto do tubo gastrointestinal.
• Circulação colateral (veias visíveis na parede abdominal)
na hipertensão porta.
DIARRÉIA
• Diminuição da consistência das fezes , aumento da • Cicatriz umbilical- no período neonatal- ver 2 artérias e
frequência e volume das evacuações uma veia e restos do canal onfalomesentérico, substância
• Mecanismo: osmótico, secretor, alterações motoras, gelatinosa. Pode haver a anormalidade de ter uma só
redução da superfície absortiva artéria associada a malformações congênitas. O coto cai
em torno de 7dias, exsuda e depois seca.
ASCITE • Granuloma umbilical – produz secreção serosa ou
Aumento do volume abdominal por acúmulo de líquido purulenta, diagnóstico diferencial com persistência do
na cavidade peritoneal, abdômen abaulado e umbigo canal onfalomesentérico (fístula fecal unindo o íleo a
saliente umbigo; ou persistência do úraco (comunica bexiga com
umbigo)
ICTERÍCIA • Pode haver infecção do coto umbilical.
cor amarela da pele e escleróticas por maior concentração • Hérnia umbilical é comum, autolimitado em geral até os
de bilirrubina (pigmento biliar derivado da degradação 3 anos.
da hemoglobina)
AUSCULTA
COLÚRIA • Ruídos aumentados – hiperperistaltismo, na diarréia,
- Urina escura (cor de coca-cola, na obstrução biliar ou início de peritonite e obstrução intestinal.
hepatites) • Ruídos diminuídos – ou ausentes (observar demorado)
no íleo paralítico, peritonite instalada.
ACOLIA • Se massas pode haver sopros por estenoses, aneurismas
- Fezes claras e acinzentadas (cor de massa de vidraceiro) arteriais, ou tumor hepático.
na obstrução biliar ou hepatites
PERCUSSÃO
INSPEÇÃO • medir fígado, baço, ver presença de liq ascítico, massas
• Lactente e criança maior de 1 ano - abdomen globoso sólidas, ar no estômago e intestino
(disposição das costelas perpendicular à coluna, criança • digito digital p/ ver gases (timpanismo) e macicez (fígado
maior costelas com posição obliqua semelhante ao ou massas)
adulto). • aumento do timpanismo: aerofagia com meteorismo,
• Hipotonia muscular - abdômen na posição de pé tomba obstrução intestinal e pneumoperitônio
– VENTRE PENDULAR. Nas doenças disabsortivas • macicez em massas solidas, tumores, visceras ocas com liq
(doença celíaca): distensão abdominal, perda de massa ou fezes, contratura da parede e ascite
muscular e gordurosa – diminuição das nádegas.
• Depressão acentuada ou VENTRE ESCAFÓIDE em PALPAÇÃO
desnutridos (estado caquético), na hérnia
• palpação superficial: ver resist muscular, hiperssensibillidade
diafragmática (parte do conteúdo se desloca para o tórax
-ver: sensibilidade, espessura da parede, tumoração, diástase
e em aderências, pós operatório tardio.
umbilical, tensão (peritonite, afecções inflamatórias, tétano),
relaxamento do abdomen (desnutrição, raquitismo,
• Em decúbito dorsal – formato do abdômen difere hipotireoidismo)
conforme a idade • palpação profunda: delinear massas abdominais
• Crianças maiores de um ano e lactentes abdômen
-massas fecais na fossa iliaca esquerda, redondas, duras,
saliente e mais globoso em relação ao tórax,
indolores (cíbalos)
• Pré-escolar e escolar- mais parecido com do adulto
MANOBRAS DO ABDOMEN
ASCITE
• teste da macicez móvel
• piparote
FÍGADO
• em decubito dorsal, relaxado
• percussão p/ delimitar limite inf e sup -> maior que o
adulto
• palpação superficial e profunda
-fígado palpável não significa aumentado
-pode estar rebaixado por obstrução respiratória
• palpação
-manual simples
-bi-manual
-em garra
• pesquisa de refluxo hepato-jugular: sinal de ICC
-comprimir a superficie hepatica com a mão
-ver se há turgencia da veia jugular externa direita
-positivo -> refluxo
BAÇO
• quadrante sup esquerdo
• palpação em decubito dorsal
• manobra de Schuster
• aumentado: esplenomegalia -> palpável
• 5-10% é palpavel e não patológico
IRRITAÇÃO PERITONEAL
- fáscies de dor, posição antálgica,
- respiração torácica e rápida se comprometimento
hemodinâmico
- abdômen imóvel, na ausculta diminuição RHA.
Carregando...
Na palpação superficial, tenso , hiperestesia
Na palpação profunda, compressão e descompressão
dolorosas
OLIGURIA
• excreção de vol inferior as necessidade de excreção dos solutos
• >400ml/dia
• causa: redução do fluxo sanguíneo renal ou lesão renal
ANURIA
• ausência de urina
SINAIS E SINTOMAS • < 100ml/dia
• alterações da micção: volume e ritmo urinário • causa: obstrução bilateral das artérias renais e ureteres e
• alterações das características da urina: dor, edema, febre necrose cortical bilateral
• dor vesical, dor lombar e flanco, estrangúria, cólica renal, dor
perineal POLIURIA
• aumento de volume
DOENÇAS DOS RINS E DAS VIAS URINÁRIAS • >2500ml/dia
• pode afetar rins, bexiga, uretra • causa: diurese osmótica, incapacidade de conc urinaria,
• presença de agentes infecciosos em alguma parte do sist insuf renal crônica
urinário
URGÊNCIA E POLACIÚRIA
PIELONEFRITE • urgência: necessidade súbita e imperiosa de urinar podendo
• rins e pelve renal ter esvaziamento involuntário da bexiga
• aguda ou crônica • polaciúria: necessidade de urinar repetidas vezes em um
• sinais e sintomas: febre alta, calafrios, dor lombar ou intervalo de 2 horas
abdominal, disuria, urgencia miccional, nauseas e vomitos • causas: cálculo, obstrução, alterações neurológicas, condições
• não necessariamente evolui p/ cistite psicológicas e fisiológicas (frio e ansiedade)
FEBRE
• na infecção aguda: alta + calafrios + dor lombar ou supra
pubica
• infecções crônicas: quadro insidioso e arrastado
EDEMA
• glomerulonefrite: generalizado, + intenso na região
periorbital de manhã, pode estar presente em MMII ao final
do dia
• sindrome nefrotica: edema + intenso e generalizado
(anasarca), intenso edema facial, MMII -> redução da p.
oncótica por hipoalbuminemia
EXAME FÍSICO
• inspeção do abdome, flanco e costas -> pcte sentado
• palpação e compressão dos ângulos costovertebrais
• punho percussão
PALPAÇÃO
rim
• é praticamente inacessível
• acessível quando estão aumentados
• polo inf pode ser palpável em crianças e adultos magros
ureteres
• na parede abdominal anterior, 2 pontos dolorosos
quando há infecção ou obstrução
-na parte média dos quadrantes sup D e E
-ponto inf nas fossas ilíacas D e E
bexiga
• não é palpável, mas pode haver hiperssensibilidade na
região supra púbica à palpação
*retenção urinária aguda (RUA) ou crônica pode ser
percebida a inspeção, palpação e percussão da região supra
púbica
PERCUSSÃO
• teste da hipersensibilidade renal:
-manobra de percussão de Murphy, manobra de Giordano
-realizada na junção do rebordo costal com a musculatura
paravertebral
-põe uma mão espalmada e com a outra se percute em cima
-mov unico, firme, sem chicotear
AUSCULTA
• util p/ identificar sopros abdominais caracterizados por
sons murmurantes de baixa intensidade, sugestivo de
estenose da art renal
SINAIS E SINTOMAS *desidratação: xixi diminuido + diarreia
• são sistemicos, raramente específicos (só em crianças *só diarreia -> sintomas TGI
maiores - poliuria, polidipsia, disúria, polaciuria, dor
embaixo do ventre) • TODAS CRIANÇAS COM SUSPEITA DE
-peso estacionário em lactente do sexo feminino -> ITU PATOLOGIAS GENITO-URINÁRIAS DEVEM SER
-retardo do crescimento AVALIADAS QUANTO A :
• febre é muito comum, não chama atenção -> muita coisa * ECTOSCOPIA - - malformações , deformidades, edema
faz febre ocular, palidez
-apendices pré auriculares se associam c/ mal formações
0 A 24 MESES – inapetência , deficiência pondero- urinárias
estatural, taquipnéia, micção frequente , jato urinário * ANTROPOMETRIA– peso e altura
fraco , icterícia , convulsão (relacionado c/ febre - * LESÕES CUTÂNEAS QUE SIRVAM DE PORTA DE
bacteremia), desidratação, rins e bexiga aumentados. ENTRADA PARA GERMES QUE PODEM
*febre (>24h, MEG), ex fisico normal -> pedir exame de COMPROMETER O TRATO URINÁRIO – foliculites ,
urina furúnculos , impetigo
*urocultura em criança s/ controle dos esfincter -> -infecção de pele por estreptococco beta hemolitico ->
sondagem ou punção suprapubica -> não usa saco coletor!!! glomerulonefrite difusa aguda
* MALFORMAÇÕES CONJUNTAS de orelhas , olhos ,
genitália externa que estão associados a malformações
CRIANÇAS MAIORES E ADOLESCENTES – renais
Predominam sintomas específicos * PRESSÃO ARTERIAL
-polaciúria (micção frequente), dificuldade para * PALPAÇÃO ABDOMINAL , DOR ABDOMINAL ,
urinar (disúria), inapetência, vômitos, incontinência, FLANCOS , FOSSA ILÍACA E TESTICULAR
edema palpebral, palidez, fadiga, hematúria, dor * PRESENÇA DE PPL +
abdominal e dorsal.
*urina coletada direto no frasco
MENINO
*ITU tem que ter leucocituria
EXAME DO PÊNIS :
*hematuria não é sinal sozinho de ITU
• AVALIAR FIMOSE, BALANOPOSTITE,
PARAFIMOSE , HIPOSPÁDIA (abertura da uretra
• A HISTÓRIA PREGRESSA DA DOENÇA É MUITO na face inferior ou ventral do pênis) E EPISPADIA
IMPORTANTE PARA DIAGNÓSTICO DE ITU -> crianças (uretra abre na parte dorsal do pênis), acompanha
até 5 anos com história de doenças febris, pouco ganho de malformações extrofia de bexiga.
peso. • FIMOSE – considerada patológica após os 5 anos
• A INFECÇÃO URINÁRIA ATÉ ESSA FAIXA ETÁRIA
PODE CAUSAR DANO- CICATRIZ RENAL
IRREPARÁVEL TESTÍCULOS:
• O EXAME DE PALPAÇÃO DOS RINS: deve ser feito de • CRIPTORQUIDIA (ausência dos testículos na bolsa
forma bi-manual com uma das mãos no ângulo costo- escrotal, podem malignizar)
vertebral e a outra palpando o abdômen profundamente • TESTÍCULOS RETRÁTEIS (Reflexo cremasteriano ),
abaixo do rebordo costal , de cada lado da linha ECTOPIA TESTICULAR
mediana. • HIDROCELE (líquido em volta do testículo) ->
• NA SUSPEITA DE PIELONEFRITE – deve ser feita a transiluminação
PUNHOPERCUSSÃO LOMBAR –(PPL) – Golpear a -esperar até os 10 meses, geralmente absorve sozinho
região • VARICOCELE – dilatação das veias do cordão espermático
dorsal do paciente, com a mão fechada. • ORQUITE E TORÇÃO DE TESTÍCULOS (muita dor,
CASO DE PPL + : O Paciente acusa MUITA DOR na súbita, náuseas, testículo ingurgitado ocupa posição mais
manobra alta que o normal).
• LINFONODOS INGUINAIS – infecções em abdômen ou
* ENURESE– MICÇÃO INVOLUNTÁRIA – No segundo MIS
OU terceiro ano de vida para episódios diurnos e • GENITÁLIA AMBÍGUA – avaliação adequada, encaminhar
mais um ano e meio se micção involuntária noturna . para endócrino e geneticista
ATÉ ENTÃO A CRIANÇA NÃO CONTROLA *testículos retrateis -> podem fazer torção
COMPLETAMENTE O ESFÍNCTER- SEM *orquite: dor alivia ao elevar a bolsa escrotal; na torção de
SIGNIFICADO PATOLÓGICO testiculo não alivia -> ecografia c/ doppler
* RETENÇÃO URINÁRIA - se associa com patologias
neurológicas e mal formações
de vias urinárias ( recém nascidos )
*OLIGÚRIA- eliminação inferior a 0,5 ml por kg por
hora em criança, de urina (pode não ser de causa
renal, desidratação). No adulto menos de 400ml ao dia.
*POLIÚRIA– eliminação aumentada de urina (diabetes)
HÉRNIAS
HÉRNIA INGUINAL
• Saco herniário que se estende até o escroto, causada
pela persistência do conduto peritônio-vaginal, que
comunica a cavidade abdominal com região
inguino-escrotal, passando alças intestinais...
• Achado da mãe: percebe edema intermitente na
região inguinal.
• Cirurgia precoce-evitar encarceramento.
• Criança pode ter vômitos, distensão abdominal,
parada de eliminar gases.
• aparece em aumento de pressão intra abdominal
(tosse, choro, defecação, esforço físico) -> manobra
de Valsalva
• comum em prematuros, meninos, a direita
*se consegue fazer redução OK
*se não consegue reduzir -> cirurgia
HÉRNIA ESTRANGULADA
• Edema de vísceras herniadas, compressão vascular,
sofrimento da área - cirurgia imediata.
Sistema Locomotor inspeção, palpação e movimentação
PACIENTE EM PÉ PALPAÇÃO
• observação da marcha: simetria, balanço de pernas e • usar polegar-indicador ou extremidade de 1 e 2 dedos para
braços, apoio dos pés “apertar” as articulações
*primeiro contato do calcanhar -> carga -> balanço ->
retirada do calcanhar CARACTERIZAÇÃO DA DOR OSTEOARTICULAR E
• inspeção anterior: vol do quadríceps normal e simétrico, MUSCULAR
volume e alinhamento dos joelhos normais, hálux • inicio: data ou época do inicio do sintoma
alinhado e arcos plantares com ângulos preservados • duração: aguda, subaguda ou crônica
• inspeção lateral: lordose cervical e lombar, cifose dorsal • modo de inicio: súbito ou insidioso
normais • intensidade: leve, moderada ou grave
• inspeção posterior: ausência de desvio lateral da coluna • frequência: constante, intermitente
(escoliose), músculos da cintura escapular, • ritmo diário: matutina, vespertina ou noturna
paravertebrais e glúteos normais e simétricos, cristas • localização: difusa, localizada
ilíacas niveladas, ausência de aumento poplíteo ou • irradiação: presente, ausente, área de irradiação
calcâneo • evolução: progressiva, estática
• observar amplitude da flexão lombar anterior, sem fletir • fatores desencadeantes: traumatismos, medicações, disturbios
os joelhos - observar distância da ponta dos dedos até o emocionais
chão • fatores de alivio ou agravo: relação com o posicionamento do
• observar amplitude da flexão lombar lateral, correndo os corpo, repouso, atividades, medicamentos, tosse, espirro
dedos em direção aos joelhos - angulo normal: 30 • tipo: pontada, agulhada, queimação
• presença de outras manifestações osteoarticulares: rigidez pós
• Testar articulação temporomandibular com abertura da boca repouso, bloqueios, falhas, crepitações
e desvio ativo da mandíbula de lado a lado. • outros sinais e sintomas associados: febre, emagrecimento,
• Rotação, flexão e extensão ativas da coluna cervical (ângulo alterações do apetite, da marcha, do controle esfincteriano,
normal: 60- 90º). labilidade emocional, calor, rubor
• Rotação passiva da coluna dorsal (ângulo normal: 45-75o).
• Elevação ativa dos membros superiores acima da cabeça.
PRINCIPAIS SINAIS E SINTOMAS
• Rotação externa e abdução ativas da articulação glenoumeral
• Artrite e sinovite: artrite designa inflamação em algum
(“mãos atrás da cabeça”).
dos componentes da estrutura articular (cartilagem
• Rotação interna e extensão ativas da articulação
articular, osso subcondral ou membrana sinovial).
glenoumeral (“levar as mãos ao ponto mais alto das costas”).
*Sinovite - é a inflamação da membrana sinovial e,
• Flexão passiva dos cotovelos (ângulo normal: 145º).
geralmente, se manifesta por rubor, edema, calor, limitação de
• Extensão passiva dos cotovelos (ângulo normal: 0º). movimento e dor.
• Flexão palmar e extensão dorsal passivas dos punhos • Aumento de volume articular: a sensação subjetiva ou o
(ângulo normal: 60-90o). achado objetivo do exame pode ser de natureza diversa
• Flexão das articulações metacarpofalangeanas (MCFs), (proliferação óssea, coxim adiposo, espessamento sinovial,
interfalangeanas proximais (IFPs) e distais (IFDs): “fechar derrame articular ou inflamação de estruturas
a mão”. periarticulares). O espessamento da membrana sinovial e o
• Extensão das MCFs, IFPs e IFDs: posicionar as mãos derrame articular são resultados da sinovite (inflamação
estendidas uma contra a outra. da membrana sinovial). A proliferação da membrana
sinovial tem consistência amolecida (“lamacenta”) à
PACIENTE DEITADO palpação.
• Abdução (ângulo normal: 25º) e adução (ângulo
normal: 40º) passivas do quadril. • Crepitação: é o atrito audível ou palpável durante o
• Flexão passiva dos quadris (ângulo normal até 120º, movimento.
dependendo da idade). -Crepitação fina é identificada nos casos de artrites crônicas,
• Com o quadril fletido a 90o, faz-se sua rotação passiva como conseqüência de erosões e formação de tecido de
interna (ângulo normal: 30º) e externa (ângulo normal: granulação.
60º). -Crepitações grosseiras ocorrem por artropatias, inflamatórias
• Flexão passiva do joelho (até 130o); a extensão completa é ou não, em estágios mais tardios. Estalos isolados são ruídos
observada pela ausência de espaço entre a maca e a fossa normais provocados por deslizamentos de tendões ou
poplítea.
ligamentos sobre superfícies ósseas.
• Flexão (15º) e extensão (55º) passivas do tornozelo.
• Dactilite ou “dedos em salsicha”: é o aumento de volume de
• Eversão (20º) e inversão (35º) passivas subtalares.
todo o dedo pela inflamação articular e dos tendões
• Rotação passiva do antepé (35º).
• Movimentação passiva das metatarsofalangeanas (tenossinovite). Típico das espondiloartropatias soronegativas
(EASs).
• Dor: é fundamental a localização exata das estruturas DEFORMIDADES
que causam dor: articulação, tendões ou bursas. Dor entre
as articulações pode ser referida ou neuropática. Dor difusa
e maldefinida lembra as síndromes dolorosas difusas.
Artralgia que surge apenas durante o movimento tem
padrão não-inflamatório, enquanto aquela que persiste no
repouso sugere artrite.
• Entesite: inflamação das ênteses, que são as inserções
dos tendões nos ossos. Caracteristicamente, ocorrem com as
EASs, acometendo o tendão de Aquiles, a inserção da
fáscia plantar, a inserção do ligamento patelar e outros
• Fenômeno de Raynaud: é a sensação de frio ou de dor
acompanhada de mudança de coloração das mãos e dos
pés desencadeada por temperaturas baixas ou estresse
emocional.
-O fenômeno completo possui três fases: palidez (espasmo
das arteríolas pré-capilares), cianose (shunts
arteriovenosos) e eritema (reversão do vasoespasmo).
• Fraqueza: é a incapacidade do movimento pela perda de
força muscular. Pode ser decorrente de doenças
articulares de longa duração, miopatias ou neuropatias.
Nas miopatias inflamatórias, a fraqueza tem
distribuição proximal.
• Instabilidade: é o movimento articular além de seus planos
normais, ocasionado por lassidão ligamentar por
inflamação ou trauma, alterações de superfícies ósseas ou
fraqueza muscular. *as patologias de origem traumática não tem etiopatogenia
• Limitação do movimento: manifestada por meio de bem compreendida
incapacidade para tarefas do cotidiano (p. ex., subir escadas, *as artropatias microcristalinas: a identificação dos cristal no
alimentar-se, vestir-se, pentear-se). Limitações transitórias liq sinovial define a doença
são causadas por espasmos musculares, sinovite, derrame
EXAME DAS ARTICULAÇÕES
articular, corpos livres ou traumas intra- articulares,
• posições do paciente: em pé, sentado ou deitado
periartrites ou fibrose de estruturas periarticulares.
• descobrir a região que será examinada
Limitações crônicas são decorrentes de anquilose articular,
• comparar articulações homólogas
destruição da cartilagem ou subluxações.
• técnicas: inspeção, palpação, movimentação
• Rigidez articular: é o desconforto ou a restrição ao
iniciar o movimento após períodos de repouso de pelo POSIÇÃO DAS ESTRUTURAS
menos 1 a 2 horas. O sintoma é mais marcado após o desalinhamento articular
repouso noturno (rigidez matinal). Nos quadros • HMP - traumas e infecções articulares
inflamatórios, essa rigidez costuma durar mais do que • limitação de movimento
45 minutos, enquanto, na ausência de inflamação, é • perda de cartilagem articular
fugaz (menor que 30 minutos). Melhora com o aumento • subluxações e deformidades
da temperatura, como com duchas quentes. *osteoartrose - deformidade em varo
• Sinal da flecha: utilizado em pacientes com espondilite
anquilosante (EA). Consiste na incapacidade de MASSAS ARTICULARES
encostar o occipito na parede, quando o paciente está em • atrofia muscular acompanha bloqueios de articulações
pé com os calcanhares junto à mesma. Indica o grau periféricas por tempo prolongado
de limitação da extensão da coluna cervical.
• Sinal da gaveta: em decúbito dorsal, o paciente deve ter SINAIS INFLAMATÓRIOS
os joelhos flexionados a 90°, os pés devem ser fixados com • edema, calor, rubor, limitação de movimento (artrite)
o examinador sentado sobre eles. A partir daí, tenta-se
tracionar a tíbia anteriormente. Se o deslocamento for movimentos articulares
desproporcional com relação ao joelho contralateral, o
teste é positivo e indicativo de lesão do ligamento cruzado
anterior.
• Sinal do impacto: é a flexão anterior passiva completa
do membro superior com estabilização da escápula pela
mão do examinador. Tal manobra reproduz o impacto da
margem anterior do acrômio sobre o tendão supra-
espinhoso e é aplicada para o diagnóstico de tendinite do
supra-espinhoso
ARTICULAÇÕES TÊMPORO-MANDIBULARES McMurray
• abertura e fechamento da boca • estalido palpável na interlinha
• protusão e retrocesso da mandíbula articular
• movimentos de lateralidade • quadril fletido a 90 graus e joelho
em flexão
MANOBRAS E SINAIS • medialmente é demonstrado com
RE e movimentação passiva da
flexão para extensão
• lateralmente é demonstrado com a
RI e movimentação passiva da
flexão para extensão
• se estalido palpável próximo à flexão
completa -> lesão posterior
primeiro Steinmann
• feito com o joelho fletido a 90 e fora da
mesa
• rotação externa da tibia p/ menisco
teste de Cozen
medial
• rotação interna da tibia p/ menisco
avaliação do túnel do carpo
lateral
segundo Steinmann
• dolorimento na interlinha que se move
posteriormente com o joelho em flexão e
anteriormente com a extensão do joelho
bursite
• inflamação da bursa (ex: bursa suprapatelar)
derrame articular
• capsula articular inflamada e dilatada
• excesso de liq sinovial
PVIDEO
SÍNDROMES ARTICULARES OSTEOARTRITE (ARTROSE)
• estabelecer presença ou não de inflamação • Doença articular degenerativa –
• tempo evolutivo da doença - aguda, subaguda ou crônica destruição de cartilagem
• tamanho das articulações acometidas - pequenas ou grandes • Após 5ª década
• n de articulações acometidas - monoarticular (1), oligoarticular • Fatores relacionados: idade, obesidade,
(até 4), poliarticular predisposição genética, clima, uso
• padrão de acometimento - progressivo ou intermitente, migratório articular excessivo (ocupacional,
ou aditivo, simétrico ou assimétrico esportes)
• Dor, rigidez e perda da função articular
FEBRE REUMÁTICA • Rigidez após o sono ou inatividade,
• Complicação tardia não-supurativa de estreptococcia (15 a mas normalmente desaparece dentro de
20 dias após amigdalite/faringite estrepotocóccica) 30 minutos, especialmente se a
• Maior frequência entre os 5 e os 15 anos articulação for movida
• Agente: Estreptococos beta-hemolíticos do grupo A • É causada pela degeneração progressiva da cartilagem
• Fisiopatologia: predisposição genética; anticorpos contra as articular e neoformação óssea subcondral. Os idosos são mais
proteínas M do estreptococos fazem uma reação contra acometidos, principalmente os obesos. Os sintomas têm início
proteínas localizadas nas sinoviais, na musculatura gradual. A dor piora com o movimento e alivia no repouso da
cardíaca e nas valvas cardíacas, contribuindo para artrite, articulação e existe rigidez protocinética ao iniciar
cardite e lesão valvar. movimentos.
• As articulações mais atingidas, geralmente de maneira
manifestações clínicas simétrica, são as IFDs, IFPs, primeira carpometacarpiana,
interapofisárias cervicais e lombares, primeira MTF, joelhos e
• Poliartrite migratória, é a manifestação mais comum da febre
quadris. O acometimento de mais de três grupos articulares é
reumática aguda; frequentemente acompanhada de febre.
classificado como OA generalizada. Essa tem preferência por
Migratória significa que a artrite aparece em uma ou algumas
mulheres com história familiar. O quadro costuma apresentar
articulações, desaparece, mas então aparece em outras,
proliferação óssea das articulações IFDs (nódulos de Heberden)
aparentado assim passar de uma articulação para outra.
e IFPs (nódulos de Bouchard).
Tornozelos, joelhos, cotovelos e punhos geralmente estão
envolvidos.
ARTRITE GOTOSA
• Cardite: ocorre isoladamente ou em combinação com atrito • Gota é uma doença metabólica caracterizada por
pericárdico, sopros, cardiomegalia ou insuficiência cardíaca. hiperuricemia e crises recorrentes de artrite aguda.
Febre alta, dor no peito; taquicardia é comum, especialmente • Mais comum em homens
durante o sono. As lesões cardíacas (disfunções valvares • Dor, limitação funcional, edema, rubor, calor local
persistentes) ocorrem muito mais tarde, em cerca de 50% dos • É causa da grande maioria das monoartrites agudas. A gota
casos. apresenta três fases clínicas: aguda, intercrítica e crônica. O
-nódulos subcutâneos: nas superfícies de extensão das grandes início da doença dá- se em homens por volta dos 30 anos e
articulações (joelhos, cotovelos, punhos) - pode ser indicativo de mulheres na pós-menopausa
cardite grave subjacente • A crise aguda caracteriza-se por dor de início abrupto,
-ordem de acometimento valvar na cardite reumática: valva lancinante, com aumento de volume articular e eritema
mitral, aórtica, tricuspide, pulmonar marcantes.
• eritema marginado: manifestação na pele, intervalo PR
prolongado no ECG • É geralmente noturna, com fatores precipitantes
• coréia de Sydenham • (trauma; ingestão excessiva de álcool, carne ou frutos do
-mov abruptos, desordenados, involuntários, principalmente em mar – ricos em purinas; infecções; cirurgias; ou fámacos)
repouso, exacerbação com estresse associados ou não. A primeira metatarsofalangeana é
-fraqueza muscular e labilidade emocional atingida em metade das primeiras crises e em quase 90% dos
-6 primeiros meses da febre reumática casos ao longo da evolução; seu acometimento é denominado
de podagra
ARTRITE REUMATOIDE
• Doença crônica do tecido conjuntivo
de etiologia autoimune.
• Predomínio em mulheres
• Poliartrite evolutiva, bilateral e
simétrica, crônica, com deformidades
articulares
• Articulações das mãos (1º), punhos,
ombros, joelhos, pés, tornozelos,
coluna, articulação da mandíbula,
quadril
• Rigidez das articulações ao acordar
com duração de pelo menos 1 hora.
• Manifestações associadas:
pericardite, derrame pleural, uveíte,
nódulos subcutâneos
REUMATISMO DE PARTES MOLES síndromes generalizadas
•grupo de doenças que afetam estruturas periarticulares, como —fibromialgia
tendões, ênteses, bursas, nervos, fáscias e músculos, podendo • dor e manifestações clinicas gerais, como fadiga,
ocasionar limitações funcionais no sistema musculoesquelético. disturbios do sono, rigidez, intolerância ao exercicio
São classificados como localizados, regionais e generalizados. • pode ser acompanhada da sindrome do colo irritável,
• Bursite: é a inflamação das bursas e manifesta-se por dor palpitações e sindrome de Tietze, ou perda de memória e
localizada e de intensidade variável. As bursas são bolsas depressão
contendo pequena quantidade de líquido semelhante ao sinovial, • dor durante + de 3 meses, nos 4 quadrantes do corpo e
que visam facilitar os movimentos dos músculos e tendões ao esqueleto axial, reprodução de dor à palpação digital em pelo
diminuir a fricção entre estruturas adjacentes. O paciente pode menos 11 dos 18 pontos estabelecidos
relatar dor de início súbito relacionada a um evento traumático. —polimialgia reumática
Os casos com dor insidiosa possivelmente estão vinculados a • sindrome dolorosa em > 50 anos, acompanha rigidez
movimentos repetitivos ou não-usuais da articulação. matinal, envolvendo cintura pelvica e escapular
• Bursite trocantérica: é uma das mais prevalentes e acomete • elevada velocidade de sedimentação globular (VSG) que
preferencialmente mulheres. Manifesta-se por dor na face lateral não pode ser atribuída a outra doença sistemica
da coxa, que pode irradiar para a região glútea e para a perna. A • melhora com glicocorticoides
dor piora na deambulação e é reproduzida à palpação do grande
trocanter.
• Bursite isquiática: a dor irradia para a porção posterior da coxa e
apresenta sensação álgica ao pressionar a tuberosidade isquiática
ou ao sentar ou deitar sobre superfícies duras.
• Bursite anserina: a bursa anserina localiza-se na região do
joelho, ínferomedialmente, no local de inserção dos músculos
semitendinoso, grácil e sartório; quando inflama, surge dor nas
faces mediais do joelho e da coxa, que se agrava ao descer ou subir
escadas. É mais comum em mulheres obesas.
• Tendinites: é a inflamação do tendão, especialmente nos locais
envolvidos por bainhas sinoviais, caracterizando a tenossinovite.
O fator desencadeante mais relacionado é o trauma. O processo
pode ser decorrente do uso repetido do tendão sem
condicionamento físico adequado, produzindo microtraumas que
levam à ruptura de fibras.
• A maior causa de ombro doloroso é a inflamação do tendão do
músculo supra-espinhoso, que, juntamente com os tendões do
infra- espinhoso, redondo menor e subescapular, formam a
bainha rotadora do ombro. Essas estruturas participam da
abdução (supra- espinhoso), rotação externa (infraespinhoso e
redondo menor) e rotação interna (subescapular) do ombro.
• A tendinite do supra-espinhoso costuma surgir entre a 4a e 5a
décadas, secundária a movimentos repetitivos. O paciente queixa-
se de dor ao tentar elevar o braço acima da cabeça.
• Lombalgia: é causada na grande maioria das vezes por
distúrbios mecânicos, mas pode ser indicativa de doenças
inflamatórias sistêmicas, infecções, neoplasias ou doença
visceral. No diagnóstico diferencial, é importante valorizar a
faixa etária, fatores de alívio e piora da dor e presença de
sintomas constitutivos associados.
-sinais de alerta: emagrecimento, febre, dor noturna, dor
vertebral localizada, sinais de compressão radicular, > 60
anos
-causas mecânicas de lombalgia: contratura pós-traumática,
hérnia discal lombar, osteoartrose, estenose espinal,
espondilolistese, escoliose
*vertigem: como se estivesse girando
*tontura: como se estivesse em um barco
anamnese, exame físico, lista de problemas, exames
SISTEMA NERVOSO
Neurologia complementares, diagnóstico sindrômico, diagnóstico
topográfico, diagnóstico etiológico
LINGUAGEM
• habilidade de expressar pensamentos, comunicar-se pela
palavra falada, escrita ou gestos
• fluência, compreensão, repetição, nomeação, leitura,
escrita
Amnésia
• Distúrbio da memória
— COORDENAÇÃO
• Anterógrada – Dificuldade de recordar o que ocorreu após
EXAME
um evento
• olhos abertos e fechados, repetir 2-3x
• Retrógrada – Agente causal da memória recente afeta
• MMSS
também o que ocorreu antes do evento também
-manobra index-nariz
-diadococinesia: capacidade de realizar mov rapidos e alternados
Delirium
-rechaço (Stewart-Holmes): incapacidade de parar mov
• Estado confusional agudo que pode comprometer memória
• MMII
recente, imediata - normal, qualquer um pode ter
-calcanhar-joelho
*delirio = alteração do pensamento -> psiquiátrico
—TROFISMO MUSCULAR
Demência
• volume/massa muscular observado à inspeção e palpação
• Atenção é normal. Problemas principalmente na memória
• normal, atrofia e hipertrofia
recente - relata informações do passado
—TÔNUS MUSCULAR
PRAXIAS E AGNOSIAS
• Praxia – Capacidade de realizar movimentos propositados • grau de resistencia sentida pelo observador no mov passivo
e deliberados das articulações - grau de tensão muscular no repouso
• Gnosia – Capacidade de reconhecer (objetos, faces, cores,
símbolos, …) hipotonia/flacidez
• sindrome do NMI, sindrome cerebelar
-Agnosia tátil – não reconhece objeto pelo tato
-Agnosia visual – não reconhece, descreve ou nomeia objetos hipertonia
vistos • plástica - rigidez
-Agnosia auditiva – não reconhece sons -é velocidade dependente e está presente em todo arco de mov
-sinal de roda denteada
MOTRICIDADE
-comum na doença de parkinson
• função motora e sensitiva
-equilibrio, coordenação, marcha, trofismo muscular, tonus
• elástica - espasticidade
muscular, força muscular, reflexos, sensibilidade, movimentos
-não é velocidade dependente e o acometimento varia entre os
anormais
músculos
-sinal de canivete
EQUILIBRIO
-comum no AVC
• Estático – Depende da propriocepção, da visão e da função
vestibular (necessário 2 destas funções) EXAME
• Teste de Romberg • MMSS - dar a mão p/ pcte
-Balanço anormal -Realizar pronação/supinação do antebraço
-Tremor, oscilação -Flexão/extensão do cotovelo
-Tendência à queda -Circundução do punho e do ombro
-Aumento da base
• MMII – Paciente deitado
MARCHA - EQUILÍBRIO DINÂMICO -Rolar o MI, colocar a mão embaixo do joelho e proceder
• Avaliação da marcha: movimentação rápida para cima
-Fluidez do movimento -Movimentar o quadril e executar flexão/extensão do joelho
-Altura e distância do passo -Dorsiflexão/flexão plantar/inversão/eversão do tornozelo
-Distância entre os pés
-Movimentos alternados dos MMSS — FORÇA MUSCULAR
• Força avaliada pela escala do Medical Research Council
-Manter linha reta
(MRC)
-Mudança de direção e parada
• Paresia – Redução da força muscular
• Marcha em tandem
• Plegia – Ausência completa de força
*posição de opistótono
• acuidade visual
-cada olho avaliado individualmente
-linha que >1/2 dos caracteres é lida corretamente
*ambliopia = diminuição
*amaurose = abolida
• campo visual
-limite da visão periférica
• fundoscopia
-análise direta do nervo: disco, mácula e vasos
EXAME
• motilidade extrínseca: globo ocular -> estrabismo
-avalia cada olho separadamente, após simultaneamente
-anormalidade: estrabismo (convergente, divergente,
superior, inferior) -> lesões dos nervos oculomotores
(traumatismo, DM, aneurisma, IC, HIC)
V - TRIGÊMEO
• mastigação, sensibilidade anterior da cabeça
• sensitivo e motor
EXAME
• fala e deglutição: rouquidão? oferecer algo p/ deglutir, tosse?
engasgos?
• palato: abrir a boca, observar a úvula, falar “ahh” (simetria,
elevação)
-lesão unilateral X: desvio contralateral da úvula (lesões
• paralisia
bulbares por AVE, tumor de base do crânio)
-contra lateral: lesão central (AVE, tumores, doença
-lesão bilateral X: redução bilateral da elevação (paralisia
desmielinizante)
bulbar - ELA)
-ipsilateral: lesão periférica (paralisia de Bell, lesões
• reflexo do vômito: estimular com abaixador de língua
herpéticas)
-X: lesão bilateral causa ausência do reflexo
VIII - VESTIBULOCOCLEAR
XI - ACESSÓRIO
• equilíbrio e audição com receptores no labirinto e
• faz inervação motora dos mmss esternocleidomastoideo e
cóclea
trapézio -> movimentação do pescoço
EXAME - EQUILIBRIO
EXAME
• Marcha de Romberg
• observar trofismo e testar forças dos mms trapézio,
-Romberg positivo: ataxia sensorial
esternocleidomastoideo
-Romberg negativo: ataxia de natureza cerebelar
• anormalidades: lesão em cirurgia, invasão tumoral
—Prova de Romberg negativa:
• No indivíduo normal, nada se observa ou há apenas XII - HIPOGLOSSO
ligeiras oscilações do corpo. • movimentação da língua
—Prova de Romberg positiva:
• Paciente oscila ou tende a cair ao fechar os olhos. EXAME
• abrir a boca e observar a língua em repouso
• Quedas em qualquer direção e imediatas:
• língua p/ fora
• Indicam lesão das vias de sensibilidade • anormalidades
proprioceptiva consciente.
-desvio p/ mesmo lado da lesão
• Queda sempre para o mesmo lado, após latência: -pode gerar: disartria e disfagia -> siringobulbia, meningite
• Indica lesão do aparelho vestibular. de base
• Condições associadas: Labirintopatias, tabes dorsalis,
degeneração combinada subaguda, polineuropatia
periférica.
—Lesões cerebelares:
• Paciente tem dificuldade em manter-se de pé
(astasia) ou o faz com dificuldade (distasia).
• Necessita alargar a base de sustentação para
compensar o desequilíbrio.
• A interrupção do controle visual não afeta essas
manifestações (prova de Romberg negativa).
sindromes neurologicas
SÍNDROME DO PRIMEIRO NEURÔNIO MOTOR
• interrupção da via corticoespinal
CAUSAS
• AVC, tumores, doenças desmielinizantes, ELA
SÍNDROME CEREBELAR
• alterações de coordenação e tônus muscular
• causas: neoplasias, infecções, distúrbios vasculares,
álcool, doença desmielinizante
• Romberg negativo !!!!
• alteração do index-nariz
SÍNDROMES MENÍNGEAS
• sintomas: cefaleia, dor no pescoço, irritabilidade, fotofobia,
náuseas e vômitos
• meningismo: irritação meninges, com ou sem infecção
das meninges (infecções, hemorragia subaracnóide, subst
tóxicas irritativas)
-sinais meningeos: rigidez de nuca, Kernig, Brudzinski ->
punção lombar
• meningite: inflamação das meninges, por causa
infecciosa (bac ou vírus)
nódulo pústula
SEMIOLOGIA DOS FÂNEROS
PELOS
• exame pode revelar alopecia, alterações texturais ou de
coloração
UNHAS
• alterações na matriz (psoríase), hiponíquio (infecções
fúngicas) e leito ungueal
• lesões comuns incluem alterações de cor, espessura e
formação de fissuras
• melanoníquia: etnia, Addison, SIDA, acantose nigricans
• oncomicose
• paroníquia
• unhas de Terry = brancas -> cirrose
• pontos vermelhos acima das unhas: lupus sistemico e
esclerodermia
• hemorragia de Splinter: endocardite infecciosa, trauma,
LES, esclerodermia
• lesões da endocardite: nódulos de osler, lesões de Janeway
• leuconíquia focal: roer as unhas
• leuconíquia total: traumatica ou fungo
• baqueteamento digital: familiar, idiopático ou adquirido,
doenças pulmonares, cardíacas, hepáticas
-surgimento abrupto e doloroso = carcinoma de pulmão
recem nascido
NA SALA DE PARTO: EXAME FÍSICO SUMÁRIO CAPURRO: avaliação da idade gestacional pelo exame do RN
• condições de vitalidade
• padrão respiratório
• FC
• resposta reflexa
• cor
• tonus
• excluir malformações graves
APGAR
PESO DE NASCIMENTO
IDADE GESTACIONAL
Coluna
• em decubito dorsal, procurar desvios, tumorações,
malformações ósseas, tufos de pelos, hemangiomas,
manchas hipercromicas
• espinha bifida: falha no fechamento dos ossos (lombo-
sacro)
-meningocele e mielomeningocele
• meningocele: lesão cistica composta por liquor, meninges e
pele
-causas maternas: deficiencia de ácido fólico e uso de álcool
*herniação das meninges
• mielomeningocele: lesão da linha media contendo liquor,
meninges e elementos da medula. Pode ser aberta ou rota
-fossetas ou hipertricose podem indicar espinha bifida oculta,
onde algumas vertebras estão ausente, mas o tec nervoso está
protegido
*herniação das meninges + medula espinhal
• teratoma sacrococcigeo: tumoração arredondada, a pele que
o recobre é integra. passivel de malignização
SISTEMA ORTOPÉDICO
• observar simetria, mov ativos, RN a termo as pregas
plantares ocupam 2/3 da planta dos pés
• membros: simetria e proporções do braço e antebraço,
articulações (luxações)
• paralisias braquiais
• paralisia em MMII é rara, se deve a tocotraumatismos ou
anomalia congenita da medula
• artrogripose (imobilidade articular): pode ser congenita,
devido a deficits musculares e compressão fetal por
oligodramnio
• pé torto congenito: diferenciar de pé torno posicional - +
comum em meninos
• displasia congenita de quadril: + freq em meninas clavicula é o osso + fraturado no parto
-manobras de Barlow e Ortolani: mobilizar as articulações • reflexo de Monro bilateral descarta
coxo-femorais, em rotação, aduzindo e abduzindo, com os • sempre palpar -> crepitação
joelhos em flexão • tto: imobilizar o braço com tipoia
-positivo -> deslocamento da articulação e um “click” com os
mov