Instituto Politécnico de tecnologia e empreendedorismo
Trabalho de Patologia
TEMA: Clínica médica: Pneumonia, asma, doenças da pele (Impetigo, abcesso,
foliculite) e infecção urinaria.
Curso: Enfermagem geral
Tete
Dezembro, 2024
Alima Domingos Mário Aviso
Chery Elídio Domingos
Emerson Roberto Da Graça
Esperança João Filipe
Fátima Edimó Anselmo André
Hortência Eusébio Barroso
Jéssica Manuel João
Maria Manuela A. Macajo
Tabita Venâncio Pacate
Trabalho de Patologia
TEMA: Clínica médica: Pneumonia, asma, doenças da pele (Impetigo, abcesso,
foliculite) e infecção urinaria.
Trabalho de pesquisa a ser apresentado na
Cadeira de Patologia, no Curso de Enfermagem
geral, 1° ano como requisito parcial. Sob
orientação: dr. Edérito Francisco Jequessene
Tete
Dezembro, 2024
ABREVIACÃO
HIV- Virus de imuno- deficiência humano
SIDA- Sindrome de imuno- deficiência adquirida
AINEs- Anti- inflamatório não esteróides
PAC- Pneumonia adiquirida na comunidade
IV- Intra- Venosa
IM- Intra- Muscular
ITU- Infeção do trato urinário
Índice
Introdução...............................................................................................................................5
Objectivos...............................................................................................................................6
Objectivo geral.......................................................................................................................6
Objectivos especificos............................................................................................................6
Pneumonia..............................................................................................................................7
Definição................................................................................................................................7
Classificação e Etiologia........................................................................................................7
Factores de risco.....................................................................................................................7
Factores Relacionados com o Hospedeiro..............................................................................7
Factores Relacionados com o Meio Ambiente.......................................................................7
Quadro Clínico.......................................................................................................................8
Complicações.........................................................................................................................8
Exames auxiliares e diagnóstico.............................................................................................8
Conduta...................................................................................................................................9
Tratamento não farmacológico...............................................................................................9
Tratamento farmacológico......................................................................................................9
Asma brônquica....................................................................................................................10
Definição..............................................................................................................................10
Factores de risco desencadeantes de uma crise asmática.....................................................10
Quadro clínico......................................................................................................................10
Complicações.......................................................................................................................10
Exames auxiliares e diagnóstico...........................................................................................11
Conduta.................................................................................................................................11
Impetigo................................................................................................................................11
Definição..............................................................................................................................11
Epidemiologia.......................................................................................................................11
Etiologia................................................................................................................................11
Factores de risco...................................................................................................................11
Classificação.........................................................................................................................12
Quadro clínico......................................................................................................................12
Complicações.......................................................................................................................12
Exames auxiliares e diagnóstico...........................................................................................13
Diagnóstico diferencial.........................................................................................................13
Conduta.................................................................................................................................13
Tratamento não medicamentoso...........................................................................................13
Tratamento medicamentoso..................................................................................................13
Prevenção.............................................................................................................................13
Abcesso.................................................................................................................................14
Definição..............................................................................................................................14
Epidemiologia.......................................................................................................................14
Etiologia:..............................................................................................................................14
Factores de risco:..................................................................................................................14
Quadro clínico......................................................................................................................14
Complicações:......................................................................................................................14
Exames auxiliares e diagnóstico...........................................................................................14
Conduta:...............................................................................................................................14
Limpeza e desinfecção local:................................................................................................14
Antibioterapia sistémica:......................................................................................................14
Incisão e drenagem das colecções purulentas, se flutuação:................................................15
Tratamento das Formas mais Graves e das Complicações...................................................15
Limpeza e desinfecção local:................................................................................................15
Antibioterapia sistémica:......................................................................................................15
Infecções Foliculares............................................................................................................15
Definições.............................................................................................................................15
Etiologia...............................................................................................................................15
Factores de risco...................................................................................................................16
Quadro clínico......................................................................................................................16
Complicações.......................................................................................................................16
Conduta.................................................................................................................................17
Prevenção.............................................................................................................................17
Infecção do Trato Urinário...................................................................................................17
Definições.............................................................................................................................17
Etiologia...............................................................................................................................18
Agentes etiológicos..............................................................................................................18
Factores predisponentes........................................................................................................18
Bacteriúria assintomática......................................................................................................19
Definição..............................................................................................................................19
Cistite....................................................................................................................................20
Definição..............................................................................................................................20
Sinais e Sintomas da Cistite.................................................................................................20
Pielonefrite...........................................................................................................................20
Definição..............................................................................................................................20
Sinais e Sintomas..................................................................................................................20
Achados laboratoriais...........................................................................................................21
TRATAMENTO DAS ITU AGUDAS.................................................................................21
Medidas gerais......................................................................................................................21
Tratamento farmacológico das ITU agudas..........................................................................21
Conclusão.............................................................................................................................23
Referência bibliográfica.......................................................................................................24
Introdução
A clínica médica abrange um vasto campo de patologias que afetam diferentes sistemas do
corpo humano. Neste trabalho, serão abordadas quatro categorias principais de doenças:
doenças respiratórias, como pneumonia e asma; doenças da pele, incluindo impetigo,
abscesso e foliculite; e infecções do trato urinário. Essas condições apresentam alta
prevalência na população e representam desafios importantes para o diagnóstico, tratamento e
prevenção no âmbito da saúde pública e individual.
A pneumonia é uma das principais causas de morte em todo o mundo. Afecta todas as idades,
mas é mais frequente em crianças, idosos e em pacientes imunocomprometidos. No nosso
meio, as pneumonias estão entre as 5 principais causas de consulta, internamento e de
mortalidade. O número de casos em adultos vem aumentando gradualmente, em associação
ao HIV.
Segundo a OMS – 2005, a asma afectou cerca de 300 milhões de pessoas e estima-se que até
2025 haverá um número adicional de mais 100 milhões e cerca de 239.000 mortes
relacionadas a ela. Em África a prevalência da asma tem vindo a aumentar. Em Moçambique,
a prevalência da asma foi estimada em 13,3% em crianças de 6-7 anos e em adolescentes de
13-14 anos.
A asma constitui cerca de 16,6% do total de doentes atendidos nos Serviços de Urgência dos
hospitais de referência do País.
As piodermites são doenças cutâneas, causadas por bactérias e caracterizadas pela produção
de pus, podendo afectar ou não os anexos cutâneos. As piodermites são particularmente mais
frequentes durante o verão.
O Aparelho urinário é formado por um conjunto de órgãos cuja função é de produzir e
eliminar do organismo a urina, como um mecanismo homeostático de regulação e
manutenção da composição e volume do meio interno do organismo.
A Infecção bacteriana de trato urinário (ITU) é muito comum, com maior incidência em
mulheres que em homens, intensificando-se com a idade. No homem tem maior incidência
apenas a partir dos 36 anos e tem seu pico em maiores de 65 anos.
Embora as ITU geralmente sejam fáceis de diagnosticar e curar, uma série de factores devem
ser levados em conta para se conseguir a melhor forma de tratamento.
Objectivos
Objectivo geral
Analisar as características clínicas, diagnósticas e terapêuticas das doenças
respiratórias, dermatológicas e urinárias abordadas, destacando a importância do
manejo adequado para a prevenção de complicações e melhora da qualidade de vida
dos pacientes.
Objectivos especificos
Descrever os principais sinais e sintomas da pneumonia, asma, doenças da pele
(impetigo, abscesso e foliculite) e infecção urinária.
Explicar os métodos diagnósticos utilizados para identificar essas condições.
Apresentar as opções terapêuticas recomendadas, incluindo medicações e medidas de
suporte.
Pneumonia
Definição
Em termos gerais, pneumonia significa inflamação do parênquima pulmonar. A maior parte
das pneumonias são causadas por agentes infecciosos, mas podem também ser causadas por
agentes químicos, aspiração de alimentos ou trauma.
Pneumonia é definida como uma infecção respiratória aguda, com afecção segmentar, lobar,
ou multilobar do parênquima pulmonar. A sua etiologia infecciosa pode ser bacteriana, viral,
fúngica ou parasitária.
Classificação e Etiologia
As pneumonias podem ser classificadas em:
Pneumonias adquiridas na comunidade (PAC) que se subdivide em:
Típica: Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Moraxella
catarrhalis
Atípica: Mycoplasma pneumoniae, Legionella spp, Chla cfmydea pneumoniae
Pneumonia hospitalar: Staphylococcus aureus, Bacilos entéricos Gram negativos ou
Pseudomonas aeruginosa, flora mista
Pneumonia em pacientes imunocomprometidos (incluindo em pacientes com
HIV/SIDA): fungos como Pneumocystis jirovecci, Candida albicans, Histoplasma
capsulatum, Cryptococcus neoformans e alguns vírus como o Citomegalovírus, e o
Herpes vírus HHV-8 (responsável pelo Sarcoma de kaposi)
Factores de risco
A instalação ou não da pneumonia e respectivo quadro clínico é determinada pela interacção
entre o agente patogénico e os mecanismos naturais de defesa do indivíduo. Alguns factores
relacionados ao indivíduo, ao microrganismo e ao meio ambiente diminuem a capacidade de
defesa, tornando-o mais susceptível à infecção pulmonar. Abaixo, estão listados alguns dos
factores de risco que predispõe à pneumonia:
Factores Relacionados com o Hospedeiro
Idade avançada
Desnutrição
SIDA e outras síndromes de imunodepressão
Infecções do trato respiratório superior ou infecção pulmonar pré- existente
Consumo excessivo de álcool
Acidente Vascular Cerebral (AVC)
Convulsões
Tratamentos crónicos com corticoesteróides
Factores Relacionados com o Meio Ambiente
Fumo do tabaco
Poluição ambiental
Virulência do agente infeccioso
Quadro Clínico
Pneumonia Adquirida na Comunidade
A pneumonia pode se apresentar com a forma lobar ou com a forma broncopulmonar. Na
pneumonia lobar o processo inflamatório localiza-se predominantemente nos alvéolos. Na
broncopneumonia o processo inflamatório alveolar estende-se aos brônquios e bronquíolos. A
afecção alveolar é irregular, sem limites claramente definidos, e em geral é bilateral. Na
prática clínica, esta distinção não afecta a conduta terapêutica nem muda o agente etiológico.
o A pneumonia típica caracteriza-se por início súbito de febre, tosse produtiva com
escarro purulento e dor torácica pleurítica (tipo “pontada” ou “facada” que se
exarceba com os movimentos respiratórios). À auscultação pulmonar encontra-se
fervores crepitantes, sopro tubário, broncofonia e pectorilóquia.
o A pneumonia atípica caracteriza-se por início mais gradual, tosse seca e predomínio
de sintomas extrapulmonares (cefaleia, mal-estar, mialgias, odinofagia orofaríngea,
desconforto gastrointestinal) e sinais mínimos ao exame físico (além de fervores
crepitantes)
Pneumonia Hospitalar ou Nosocomial – sintomatologia semelhante a pneumonia típica ou
atípica que se desenvolvem em pacientes internados após 48 hora ou mais depois da
admissão.
Pneumonia em pacientes imunocomprometidos – sintomatologia atípica com comprovação
de imunocompressão. A pneumonia por Pneumocystis jirovecci faz parte desta pneumonia e
se caracteriza por febre, dispneia, taquipneia e tosse seca. Ao exame físico há uma
desproporção entre a auscultação (poucos sinais auscultatórios) e severidade da apresentação
clínica (será descrita em detalhes na disciplina de Avaliação e Manejo do Doente com HIV e
SIDA).
Complicações
Derrame pleural e empiema
Atlectasia (colapso de parte ou de todo o pulmão)
Pneumotórax
Abcesso pulmonar
Insuficiência respiratória
Bacteriémia e originar focos de infecção a distância (meningite, artrite, endocardite,
entre outras)
Sépsis e morte
Exames auxiliares e diagnóstico
O hemograma pode revelar leucocitose (com neutrofilia) nas pneumonias bacterianas.
Linfocitose ou monocitose nas pneumonias virais. Eosinofilia nas pneumonias
parasitárias. O exame da amostra de expectoração pode identificar o microrganismo
(gram positivo, gram negativo).
Rx do tórax
O diagnóstico é suspeitado fundamentalmente pela clínica e exames auxiliares
(principalmente hemograma e radiologia). O diagnóstico definitivo se faz pelo isolamento
do(s) agente(s) etiológico(s).
Conduta
Tratamento não farmacológico
Repouso
Hidratação (consumo de muitos líquidos – 2 – 3 litros/dia)
Fisioterapia respiratória - é útil para aumentar a eliminação de secreções, evitando
ou diminuindo o seu acúmulo nas vias aéreas
Tratamento farmacológico
Analgésicos e anti-inflamatórios para controlo da dor, febre e inflamação:
diclofenac ou ibuprofeno
Oxigénio – 2-4 litros se dispneia com cianose
Hidratação EV se desidratado (Lactato de ringer ou soro fisiológico)
Broncodilatadores – se sinais e sintomas de broncoespasmo
Antibioticoterapia oral ou parenteral (EV/IM)
o PAC - Casos ligeiros (não complicados):
Amoxicilina 250 mg e ácido clavulâmico 125 mg: 500 a 1000 mg (de
amoxicilina) de 8 em 8 horas durante 7 a 14 dias (geralmente 10 dias) ou
Eritromicina: 500 mg de 6 em 6 horas durante 7 a 14 dias ou
Penicilina Procaína IM: 600.000 – 1.200.000 UI/dia ou de 12 em 12 horas durante
7 a 14 dias ou
Cotrimoxazol: 400 mg de sulfametoxazol e 80 mg de trimpetropim – 800 mg de
sulfametoxazol (2 comprimidos) de 12 em 12 horas durante 7 a 14 dias
o PAC – casos moderado/graves (que requeira hospitalização ou incapacidade de
administração por via oral)
Penicilina Cristalizada EV: 500.000 UI de 6 em 6 horas (geralmente 1.000.000 UI,
mas pode se usar doses de 2.000.000 ou 3.000.000 UI) ou
Ampicilina EV: 2 a 12 gramas/dia divididos em 4 tomas (geralmente 1 grama EV
de 6 em 6 horas, mas pode se usar doses de 2 ou 3 gramas EV de 6 em 6 horas) +
Gentamicina EV/IM: 80 mg de 8 em 8 horas ou 160/240 mg EV 1 vez por dia
o Pneumonia hospitalar – geralmente associado a resistência antibiótica. Iniciar com
o esquema das PAC.
o Pneumonia em pacientes imunocomprometidos – depende do agente etiológico
suspeito, pelo que em caso de fungos (anti-fúngicos – fluconazol) ou
Pneumocystis jirovecci – o cotrimoxazol em altas doses
Asma brônquica
Definição
Asma é uma doença inflamatória, crónica, episódica, caracterizada por hiperreactividades das
vias respiratórias que cursa com obstrução (parcial ou total) reversível das mesmas.
Quando o asmático apresenta-se com os sinais e sintomas de asma estamos perante uma crise
de asma. Quando os sinais e sintomas (decorrentes da obstrução grave) persistem por dias ou
semanas estamos perante estado de mal asmático.
Factores de risco desencadeantes de uma crise asmática
Ar frio
Exercício físico
Tabaco
Alérgenos (poeiras, pólen, fezes de animais)
Infecções das vias respiratórias superiores (inflamação)
Stress
Medicamentos (AINEs, agentes Beta bloqueadores)
Irritantes químicos (perfumes, insecticidas)
Quadro clínico
Os sinais e sintomas típicos da asma são pieira, dispneia e tosse com intensidade
variável. Os sintomas podem piorar à noite.
Ao exame físico encontra-se taquipneia, taquicardia, tiragem, adejo nasal.
À palpação teremos vibrações vocais normais ou diminuídas.
À percussão teremos hiper sonoridade.
À auscultação teremos murmúrio vesicular normal ou diminuído, com roncos e
sibilos.
Nos casos graves teremos: paciente agitado, incapaz de adoptar uma posição, com
cianose, bradicárdia, hipotensão, abolição do murmúrio vesicular.
Complicações
Insuficiência respiratória
Pneumotórax
Atelectasia
Pneumonia
Deformidades torácicas (tórax em tonel)
Complicações causadas pelo uso dos corticoesteróides (osteoporose, imunodepressão,
aumento do peso, miopatia, catarata, diabetes mellitus)
Exames auxiliares e diagnóstico
O diagnóstico é fundamentalmente clínico (história de atopia, antecedente de asma, associado
aos sinais e sintomas – tosse, sibilos, dispneia). Geralmente o paciente asmático chega e já
diz que estou com asma!
No hemograma pode-se encontrar eosinofilia. Pode-se encontrar leucocitose com
neutrofilia se o factor desencadeante for infecção bacteriana, ou linfocitose se for
infecção viral.
A radiografia torácica pode ser normal, ou pode apresentar sinais de hiper-insuflação
(aumento dos espaços intercostais, horizontalização das costelas) ou também pode
mostrar opacidade causada pelo colapso lobar ou segmentar quando existe obstrução
por muco.
Espirometria
Conduta
Os objectivos principais de tratamento da asma são:
Controlar os sintomas
Prevenir limitação crónica ao fluxo aéreo
Permitir actividades normais – trabalho, escola, lazer
Manter a função pulmonar normal ou a melhor possível
Evitar crises – idas às emergências ou hospitalizações
Reduzir a necessidade de uso de broncodilatador para alívio
Minimizar os efeitos adversos da medicação
Prevenir a morte
Impetigo
Definição – é uma infecção piogénica superficial, ao nível da derme.
Epidemiologia
Frequente em clima tropical
A forma primária è muito frequente em crianças menores de 10 anos
A forma secundaria à dermatoses pruriginosas ( sarna, eczema, pediculose etc.) é
mais comum no adulto
Etiologia – Staphylococcus aureus, Streptococcus pyogenes, mista
Factores de risco
Dermatose preexistente (perda da integridade do revestimento cutâneo): sarna,
ferida traumática, eczema, lesão de picada de insecto, etc.
Higiene precária
Anemia
Malnutrição
Classificação
Existem dois tipos de impetigo: bolhoso e não bolhoso (ou crostoso).
O impetigo bolhoso é geralmente causado pelo Staphylococcus aureus e inicia-se com
bolhas que depois se rompem e formam crostas. O impetigo não bolhoso é geralmente
causado pelo Streptococcus se manifesta por crostas melicéricas (que lembram a cor de mel).
Quadro clínico
Característica da lesão e sua evolução: A lesão primária é uma pápula ou vesícula de base
eritematosa, que evolui para pústula e posteriormente para rotura:
Erosão com crosta;
As lesões alargam perifericamente e podem ter formato anular;
Curam com mancha hipopigmentada ou hiperpigmentada;
Podem ser múltiplas lesões.
Localização:
O local preferencial são as áreas periorificiais (na face a volta da cavidade bucal, das fossas
nasais, dos globos oculares, dos pavilhões auriculares), mas também outras áreas descobertas
(membros) e couro cabeludo. Pode ocorrer em qualquer local que veio em contacto com as
mãos veículos das bactéria e secreções de lesões primárias.
Impetigo Bolhoso: Inicia por bolhas flácidas, contendo líquido turvo, que depois rompem e
formam crostas finas.
Impetigo Não Bolhoso/crostoso: Que se caracteriza mais frequentemente com crostas
espessas e amareladas sem formação de bolha (crostas melicéricas).
Sinais e sintomas associados:
Linfadenite regional; febre, em caso de infecção disseminada.
Complicações
Glomerulonefrite aguda pós - infecção estreptocócica: pode surgir 3 semanas depois das
lesões cutâneas causadas por estreptococo; os sinais clínicos que chamam a atenção são:
Urina de cor escura,
Edemas na face e membros,
Cefaleias e por vezes convulsões
Aumento da tensão arterial.
Outras: osteomielite, artrite séptica, celulite, sépsis.
Exames auxiliares e diagnóstico
O diagnóstico é fundamentalmente clínico pelas características da lesão. No entanto, pode-se
pedir o hemograma, que pode revelar uma leucocitose, ou exame de gram do líquido ou
material purulento.
Diagnóstico diferencial
Impetigo bolhoso
Epidermólise bolhosa
Infecção herpética (herpes, varicela)
Queimaduras
Pênfigo e penfigóide bolhoso
Impetigo não bolhoso
Infecções herpéticas (herpes, varicela)
Infecções fúngicas (tínea)
Infecções parasitárias (sarna)
Conduta
Tratamento não medicamentoso
Não manipulação das feridas
Bons hábitos de higiene, como lavar as mãos frequentemente e evitar o uso de toalhas
e roupas de outras pessoas
Tratamento medicamentoso
Paracetamol – para baixar a febre
Lavagem das lesões com soluto de cetrimida
Pomada de bacitracina a 1% - aplicar 2 – 3 vezes por dia durante 8 dias ou pomada de
ácido fusídico na mesma posologia.
Amoxicilina e ácido clavulânico, 250 a 500 mg de amoxicilina e 125 mg de
clavulanato de potássio de 8 em 8 horas durante 7-10 dias
Casos graves (com febre alta, estado séptico) – ampicilina 1 a 2 gramas EV e
gentamicina 80 mg EV e transferir ao médico.
Prevenção
A prevenção se faz com medidas de higiene geral: lavagem das mãos, evitar que a criança ou
outra pessoa manipule as lesões e prevenção da glomerulonefrite pós-estreptocócica.
O tratamento adequado e precoce constitui a essência da prevenção da glomerulonefrite pós-
estreptocócica.
Abcesso
Definição: É uma infecção aguda da hipoderme, caracterizado pelo acúmulo localizado de
pús num tecido, formando uma cavidade delimitada por uma membrana de tecido
inflamatório (membrana piogénica).
Epidemiologia: é uma patologia bastante frequente, principalmente em climas tropicais
Etiologia: Frequentemente Staphylococcus aureus, mas também, estreptococos, gonococos,
protozoários (amebas), entre outras.
Factores de risco
Fissuras
Infecções cutâneas
Úlcera de perna
Trauma/queimaduras, cateteres intravenosos
Imunodepressão (HIV, diabetes mellitus)
Quadro clínico
A febre, arrepios de frio, mal-estar geral, por vezes precedem a doença
Aparecimento depois de eritema e tumefacção localizada dura com aumento da
temperatura e dor local:
o A tumefacção evolui para flutuação com formação de material purulento
o Pode associar-se adenopatia regional
Localização: pode aparecer em qualquer localização.
Complicações
Formas graves: extensão periférica e para a profundidade (Fleimão)
Fascite e miosite (infecção da fáscia do músculo e músculo)
Septicemia (infecção generalizada) em indivíduos imunocomprometidos.
Exames auxiliares e diagnóstico
O diagnóstico é clínico, sem necessidade de exames auxiliares. No entanto o hemograma
pode mostrar leucocitose, trombocitose e uma VS elevada.
Conduta
Limpeza e desinfecção local:
Compressa morna/quente
Lavagens ou banhos com anti-sépticos com: solução de permanganato de potássio,
soluto de cetrimida, de Iodo ou de hipoclorito de sódio.
Pesquisar e tratar as portas de entrada.
Antibioterapia sistémica
Amoxicilina + ácido clavulâmico, via oral, na dose de 500 mg de amoxicilina de 8
em 8 horas, durante 10 dias.
ou
Eritromicina, via oral, na dose de 500 mg de 6 em 6 horas, durante 10 dias.
Associar um anti-inflamatório como Diclofenac 25 – 50 mg de 8 em 8 horas, ou
Ibuprofeno 200 – 400 mg de 8 em 8 horas, ambos por 3 – 5 dias.
Incisão e drenagem das colecções purulentas, se flutuação
Sempre que possível, fazer colheita do pus para exame bacteriológico, cultura e antibiograma
para avaliação da susceptibilidade do agente microbiano aos antibióticos e iniciar o
tratamento de imediato sem esperar pelo resultado.
Tratamento das Formas mais Graves e das Complicações
Hospitalização: são situações de gravidade e de urgência de tratamento.
Repouso absoluto no leito (membro elevado se for o caso).
Sempre que possível, fazer colheita do pus para exame bacteriológico, cultura e
antibiograma, para avaliação da susceptibilidade do agente microbiano aos
antibióticos, e iniciar o tratamento de imediato sem esperar pelo resultado.
Limpeza e desinfecção local:
Lavagens ou banhos anti-sépticos com: solução de permanganato de potássio, soluto
de cetrimida, Iodo ou de hipoclorito de sódio.
Remoção dos tecidos necrosados, rotura de bolhas
Antibioterapia sistémica:
Ampicilina:
Adultos: 1gr administrado por via E.V de 8/8 horas, durante 10 dias;
Gentamicina:
Adultos: 80mg de 12/12 horas ou em dose única diária (160 a 240 mg),
administrados por via I.M ou E.V, durante 10 dias
NOTA: Em geral o tratamento antibiótico IM ou EV pode ser substituído com o antibiótico
por via oral, da mesma família do antibiótico usado por via parenteral, após alguns dias se as
condições gerais do paciente e a lesão cutânea estão melhorando. O período total do
tratamento antibiótico deve ser de 10 dias.
Se ao fim de 3 dias não se observam melhorias, avaliar o resultado do antibiograma e adequar
o antibiótico ao resultado do exame.
Infecções Foliculares
Definições
Infecções foliculares são infecções do folículo piloso. Podem ser superficiais (foliculite) ou
profundas (furúnculo).
Etiologia – a etiologia de ambas situações (foliculite e furúnculo) é o estafilococo.
Factores de risco
Foliculite e Furúnculo:
Umidade ou suor
Fissuras
Raspagem de pelos ou depilação (fricção)
Imunodepressão (HIV, diabetes mellitus, desnutrição)
Quadro clínico
Foliculite
o Característica da lesão e sua evolução: as lesões começam habitualmente com
uma pápula que evolui para pústula de base eritematosa e com folículo no
centro;
o Localização: as localizações mais comuns são na face (barba), couro cabeludo,
membros, tronco e nádegas, mas qualquer área com folículos pilosos pode ser
afectada.
o A cura dá-se sem cicatriz.
Furúnculo
o Característica da lesão e sua evolução: caracteriza-se por nódulo eritematoso,
doloroso, quente, com folículo piloso ao centro que em poucos dias evolui
para massa necrótica amarelada, com amolecimento e flutuação com rotura e
expulsão do rolhão, deixando úlcera irregular.
o Localização: áreas pilosas (face, axilas, nádegas, região cervical)
o Sinais e sintomas associados: dor na sede da lesão, pode aparecer febre
o A cura da lesão leva a cicatriz.
o Um aglomerado de furúnculos denomina-se Antraz. Surtos sucessivos de
furúnculos são uma ocorrência comum, evoluindo durante meses ou anos e
designa-se FURUNCULOSE
O diagnóstico é fundamentalmente clínico!
Complicações
Foliculite
o Celulite, erisipela, hiper ou hipopigmentação residual
Furúnculo
o Bacteriémia – sépsis
o Osteomielite
o Endocardite
o Trombose das veias cerebrais, meningite – principalmente os furúnculos
localizados na “zona perigosa” – entre o lábio superior e nariz
o Furunculose
Conduta
Tratamento medicamentoso/cirúrgico
o Limpeza e desinfecção local – anti-sépticos como cetrimida, iodopovidona, ou
hipoclorito de sódio
o Antibioticoterapia tópica – bacitracina ou creme de ácido fusídico de aplicação
local após desinfecção, 2-3 vezes por dia durante 7 dias
o Antibioticoterapia sistémica – geralmente no caso de foliculites múltiplas
(mais de 5 lesões) ou furúnculo: amoxicilina e ácido clavulânico (como
anteriormente) ou eritromicina na dose de 500 mg de 6 em 6 horas durante 7 a
10 dias.
o Incisão e drenagem dos abcessos
Prevenção
Higiene individual
Restrição dos objectos pessoas (vestuário, toalhas)
Controlo de factores de risco de base (diabetes, HIV)
Infecção do Trato Urinário
Definições
Define-se infecção do trato urinário (ITU) como a resposta inflamatória do epitélio urogenital
à invasão bacteriana, que geralmente está associada a bacteriúria e piúria.
Reinfecção
É uma segunda infecção causada pelo mesmo microorganismo de uma primeira infecção
adequadamente tratada e resolvida.
Infecção recorrente
A infecção urinária é recorrente quando ocorre duas ou mais vezes em 6 meses, ou três ou
mais vezes por ano, após antibioterapia completa e apropriada. Na maioria dos casos, a
infecção recorrente é causada pelo mesmo microorganismo mas pode ser causada por um
microorganismo diferente.
Infecção recidivante
A infecção recidivante trata-se de uma mesma infecção causada pelo mesmo microorganismo
que não apresentou resolução completa. Neste caso, a sintomatologia melhora durante a
antibióticoterapia mas os sintomas retornam depois, se tornando evidente em 2 semanas
apesar do tratamento. Pode ser devido a resistência bacteriana ao antibiótico utilizado.
Etiologia
Agentes etiológicos
Como regra, a entrada da infecção urinária dá-se por via ascendente retrógrada. Outras
formas de contaminação são hematogênica, linfática e extensão directa de outros órgãos.
Os agentes etiológicos mais comuns envolvidos nas ITU por via urinária ascendente são os
Bacilos Gram-negativos:
Escherichia coli, presente na flora intestinal é responsável por 75-95% das infecções
urinárias agudas não complicadas (cistites e pielonefrites) na comunidade.
Proteus mirabilis e Klebsiella pneumoniae: associadas as infecções recorrentes e
aquelas resultantes de manipulações urológicas e litiase.
Enterobacter cloacae, Pseudomonas aeruginosa: presentes nas infecções hospitalares
associadas a cateterização.
Dentre as bactérias Gram-positivas mais comumente envolvidas nas cistites e pielonefrites
temos:
Staphylococcus saprophyticus: frequente nas cistites não complicadas
Outros casos como abcesso renal e perinéfrico, cuja via de infecção mais frequente é
hematogenica e por continuidade são causados por:
Staphylococcus aureus: associados a infecções em pacientes com cálculos renais;
instrumentação ou cirurgia prévia.
Enterococcus faecalis
Outros agentes, como fungos e vírus, também podem causar infecções urinárias. Nesses
casos, a infecção faz parte de um quadro normalmente mais grave, como imunodeficiências,
manipulação do trato geniturinário e internação hospitalar prolongada.
No nosso meio é comum termos como causas de ITU a tuberculose vesical e a Schistosomiase
vesical (ambas abordadas posteriormente).
Factores predisponentes
Existem vários factores que predispõem as infecções do trato urinário, tornando o hospedeiro
mais susceptível.
Entre eles destacam-se:
Factores inerentes ao hospedeiro:
o Sexo: com predisposição para o sexo feminino
o Idade: mais comum em mulheres sexualmente activas, de 20-50 anos e
em homens depois dos 50 anos.
Factores genéticos que influenciam na susceptibilidade as infecções
Defeitos anatómicos dos ureteres ou dos rins, como por ex: ectopia renal ou ureteral.
Obstrução: qualquer impedimento ao fluxo livre de urina: estenose uretral, cálculos,
tumores, hipertrofia prostática
Pré-existência de cálculos renais
Alterações da flora vaginal normal, por exemplo pelo uso de antibióticos
Disfunção vesical neurogénica (interferência no suprimento nervoso da bexiga)
Refluxo vesicoureteral
Diabetes
Imunodeficiência como por exemplo SIDA.
Factores de diferenciação epidemiológica e clínica feminina e masculina
Epidemiologicamente existe uma grande diferença de susceptibilidade entre o sexo
masculino e o feminino, sendo o feminino o mais vulnerável a ITU devido a vários
factores contribuintes.
No sexo feminino destacam-se os seguintes factores:
Condições anatómicas – a uretra feminina é mais propensa a colonização por
microorganismos devido ao seu comprimento curto, a sua proximidade do ânus e a sua
terminação sob os lábios vulvares;
Nas mulheres sexualmente activas, o intercurso sexual causa introdução de bactérias
pela uretra podendo ascender a bexiga e para o restante do trato urinário;
O uso de compostos espermicidas com um diagrama ou capuz cervical ou um
preservativo revestido por espermicida altera a flora bacteriana do intróito vaginal,
levando a uma colonização vaginal distinta que pode favorecer a infecção do trato
urinário;
Gravidez: as ITU são comuns durante a gravidez, 20-30% das mulheres grávidas tem
bacteriúria assintomática, subsequentemente desenvolvem predisposição a ITU
superior durante a gravidez, resultante da diminuição do tónus e da peristalse ureteral,
bem como da incompetência temporária das válvulas vesico ureterais;
Higiene deficiente, mais frequentemente em casos de condições sócio-económicas
precárias;
Obesidade.
No sexo masculino, as ITU não são frequentes, pois, na uretra masculina normal, a
distância entre a extremidade distal da uretra e a bexiga é longa, dificultando o
transporte ascendente de bactérias para a bexiga. Mas pode ocorrer facilitada pelos
seguintes factores:
Obstrução ureteral devido a patologias da próstata (hipertrofia ou carcinoma da
próstata);
O sexo anal sem preservativo aumenta o risco de cistite;
A ausência de circuncisão é um factor de risco para ITU em recém-nascidos e
crianças;
Uso de cateter vesical.
Bacteriúria assintomática
Definição
Refere-se a presença de bactérias na urina sem qualquer manifestação clínica (sinal ou
sintoma) de infecção urinária. O diagnóstico é definido pelo crescimento da mesma espécie de
bactéria em 2 amostras de urina (>100.000 unidades formadoras de colonias/ml) em mulheres
assintomáticas ou 1 amostra positiva em homens assintomáticos.
Ocorre mais frequentemente em crianças com refluxo vesicoureteral ou outras alterações do
trato urinário, em mulheres grávidas e em pessoas idosas de ambos sexos.
Mulheres grávidas devem ser investigadas para bacteriúria no primeiro trimestre da gravidez.
Cistite
Definição
Cistite é um processo inflamatório ou infeccioso da mucosa da bexiga.
Cistites não infecciosas
Além das cistites infecciosas, de causa bacteriana, viral ou fúngica, podem ocorrer cistites de
causa não infecciosa, também denominadas inflamatórias, que podem ser:
Químicas
Tóxicas
Hormonais
Radioactivas
Tumorais
Por corpos estranhos
Sinais e Sintomas da Cistite
Os pacientes com cistite apresentam-se com os seguintes sinais e sintomas:
Disúria
Polaquiúria
Urgência miccional
Dor supra-púbica
Pode ocorrer mudança na cor da urina (turva, rósea, avermelhada) devido a presença
de leucócitos e/ou hematúria (30% dos casos)
Geralmente com ausência de febre.
Pielonefrite
Definição
Pielonefrite é definida como inflamação dos rins e pelve renal.
Sinais e Sintomas
Na ITU superior (pielonefrite), para além dos sinais e sintomas descritos anteriormente nas
cistites, que podem ou não estar presentes, destacam-se manifestações sistémicas como:
Febre e calafrios
Dor lombar ou no flanco
Náuseas e Vómitos
Diarreia
Mialgia generalizada
É potencialmente grave se não tratada podendo levar a sépsi. Em crianças, o único sinal de
ITU pode ser a febre (pensar sempre em ITU na criança com febre).
Achados laboratoriais
Ainda que as manifestações clínicas possam levar a uma diferenciação relativamente clara
entre a cistite e a pielonefrite aguda, os testes laboratoriais servem para confirmar e colaboram
para clarificar o diagnóstico etiológico.
Laboratorialmente, destacam-se dois tipos de exames diagnósticos da ITU:
1. O exame de urina:
Macroscópico (cor e aspecto)
Microscópico do sedimento urinário
Análise bioquímica da urina (exame com fitas reagentes)
Exame microbiológico (bacterioscopia, urocultura e antibiograma);
2. O exame de Sangue: hemograma completo e análise da função renal como ureia e
creatinina.
Os exames de sangue estão indicados apenas em casos de ITU superiores, enquanto o de urina
em ITU de vias urinárias superiores e inferiores. A constatação de bacteriúria é fundamental
para o diagnóstico.
TRATAMENTO DAS ITU AGUDAS
Medidas gerais
Hidratação abundante via oral ou endovenosa conforme a gravidade do caso para
manutenção do fluxo sanguíneo renal e débito urinário;
Tratamento da dor e febre: Administração de analgésicos e antipiréticos via oral ou
endovendosa conforme a gravidade do caso;
Administração de anti-eméticos para atenuar as náuseas e vómitos quando presentes;
Corrigir e tratar os factores predisponentes da infecção urinária sempre que possível.
Ex: obstrução das vias urinárias por cálculos ou estenose, retirada da sonda vesical,
etc.
Tratamento farmacológico das ITU agudas
O tratamento das ITU é geralmente empírico feito com antibióticos e deve ser iniciado em
pacientes com sintomatologia urinária, piúria e bacteriúria.
Pacientes com infecções recorrentes, recidivantes e com factores de risco associados têm
indicação de realizar urocultura para isolamento do agente infeccioso e determinação do
perfil de sensibilidade aos antibióticos escolhidos.
O tratamento da bacteriúria assintomática deve ser feito em gestantes e diabéticos.
Bacteriúria assintomática
Mulheres grávidas com bacteriúria assintomática devem ser tratadas pelo risco aumentado de
pielonefrite, parto prematuro e baixo peso dos recém-nascidos. Tratar com:
1a escolha: Amoxicilina/àcido clavulânico (500 mg de trihidrato de amoxicilina e 125
mg clavulanato de potássio) de 8/8 h no início da refeição durante 3- 7 dias.
2a escolha: Amoxicilina (500mg) 1 cp de 8/8h durante 7 dias
Nos pacientes diabéticos, deve-se optar por uma fluorquinolona oral: Ciprofloxacina
(500mg), 1 cp de 12/12h durante 3-7 dias.
Cistite aguda sem complicações (adultos e mulheres não grávidos)
1a opção: antibiótico nitrofurantoínico: Nitrofurantoína 100mg (macrordantina): 1
comp 12/12horas por 5 dias
2 a
opção, uma sulfonamida: Cotrimoxazol (400mg de sulfametoxazol e 80mg de
trimetoprim), 2 cp de 12/12h durante 3 dias
3 a
opção, uma quinolona: Ciprofloxacina (500mg) 1 cp de 12/12h durante 3 dias
(reservar para casos de recaídas)
Pielonefrite não-complicada
Em pacientes que não necessitam de hospitalização:
1 a Opção, fluorquinolona oral: Ciprofloxacina (500mg), 1 cp de 12/12h durante 7 dias
2 a
Opção, sulfonamida: Cotrimoxazol (400mg de sulfametoxazol e 80mg de
trimetoprim), 2 cp de 12/12h durante 14 dias
3 a
Opção: lactâmico: Amoxicilina /Acido clavulanico (500mg), 1 cp de 8/8 h
durante 7 dias
Considerar iniciar o tratamento com antibioticoterapia injectável nas primeiras 24 horas em
casos de maior risco de complicações.
Em pacientes que necessitam de hospitalização, utilizar sempre antibioticoterapia
intravenosa:
Cefaslosporina de 3 a
geração – Ceftriaxona 1 gr de 12/12h durante 14 dias ou
Cefotaxima 1 gr de 12/12h durante 14 dias;
Ampicilina (variável conforme o tipo e gravidade da infecção entre 2-12 g/dia
divididos em 4 tomas (dose máxima de 14 g/dia). + aminoglicosideo (Gentamicina ou
Amicacina) (1-1,5 mg/kg de 8/8 h)
Fluorquinolonas: Ciprofloxacina 400mg IV 12/12 horas por 7-10 dias
Conclusão
Em termos gerais, pneumonia significa inflamação do parênquima pulmonar. A maior parte
das pneumonias são causadas por agentes infecciosos, mas podem também ser causadas por
agentes químicos, aspiração de alimentos ou trauma.
As pneumonias podem ser classificadas em: Pneumonias adquiridas na comunidade (PAC)
que se subdivide em: típica e atípica, pneumonia hospitalar e pneumonia em pacientes
imunocomprometidos (incluindo em pacientes com HIV/SIDA).
O diagnóstico é suspeitado fundamentalmente pela clínica e exames auxiliares
(principalmente hemograma e radiologia).
Asma é uma doença inflamatória, crónica, episódica, caracterizada por hiperreactividades das
vias respiratórias que cursa com obstrução (parcial ou total) reversível das mesmas.
O diagnóstico é fundamentalmente clínico (história de atopia, antecedente de asma, associado
aos sinais e sintomas – tosse, sibilos, dispneia). Geralmente o paciente asmático chega e já
diz que estou com asma!
As piodermites são doenças cutâneas, causadas por bactérias e caracterizadas pela produção
de pus, podendo afectar ou não os anexos cutâneos. As piodermites são particularmente mais
frequentes durante o verão.
O tratamento das ITU é geralmente empírico feito com antibióticos e deve ser iniciado em
pacientes com sintomatologia urinária, piúria e bacteriúria.
Referência bibliográfica
Harrison, Manual de Medicina, 15ª edição
Harrison, Medicina Interna, 17ª edição, Vol II
Ministério de Saúde, Formulário Nacional de Medicamentos, 5ª edição, 2007
Canizares O. Manual de dermatologia para países em desenvolvimento (A manual of
dermatology for developing countries). Oxford University Press; 1993.
Cavalcanti I. Principais temas em dermotologia. 1ª Edição. Medcel; 2006.
Esteves JA, Baptista AP, Rodrigo FG, Gomes MAM. Dermatologia. 2ª Edição.
Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa; 1992.
Saurat JH, Grosshans E, Laugier P, Lachapelle JM. Dermatologia e venereologia
(Dermatologie et venereologie). 2ª Edição. Masson, Paris; 1990.