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Tipos e Tratamentos de Otites

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Lethicia Beatriz
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OTITES:

→ Otite média aguda (hiperemia e abaulamento da membrana timpânica):

→ Otite média secretora ou com efusão:

→ Otite média aguda supurativa com perfuração do tímpano (o corpo já está


cicatrizando):

→ Otite média crônica com membrana perfurada (subtotal, seca, em torno de


40%) – conduta é acompanhar, pensar na cirurgia de timpanoplastia; Otite
média crônica: Infecção da orelha média com duração > 12 semanas e com
perfuração da MT:

LETHICIA MESQUITA
OBS: gota pode utilizar mesmo em ouvido perfurado;
→ Otite externa aguda (conduto edemaciado, dor) - geralmente resolve com
antibiótico tópico e analgésico (o melhor para usar é o Elotin, pode usar
dexametasona):

→ Otite média aguda (aumento da vascularização, iminência de estourar):

→ Otite média aguda:

→ Otite média aguda com miringite bolhosa (tímpano dilata tanto que a
membrana fica com uma bolha):

LETHICIA MESQUITA
→ Otite média aguda (hiperemia e abaulamento da MT, descamação do conduto
auditivo e aspecto de fragilizado):

OTITE MÉDIA X OTITE EXTERNA – otoscópio!

Anatomia da orelha:
Tímpano para frente (orelha externa)
Orelha média (transmite o som do ar até a cóclea)
Cóclea (orelha interna)
→ Tuba auditiva (tuba vai até a nasofaringe) leva as bactérias para orelha média

LETHICIA MESQUITA
OBS: lavagem nasal diária – diminui as infecções;

OTITE MÉDIA AGUDA:


■ Processo inflamatório que ocorre na orelha média, independentemente da
etiologia (viral, bacteriana, etc).
■ Hiperemia da mucosa da orelha média (que se continua com a camada
média da membrana timpânica, e por isso, esta se mostra também
avermelhada e túrgida, com aumento da vascularização, distorção do
triângulo luminoso. Em alguns casos, a membrana fica abaulada com
presença de nível hidroaéreo.
■ É uma complicação muito frequente de infecções de vias aéreas
superiores, sobretudo em crianças.
■ É a principal causa de uso de antibióticos em crianças (nos EUA, o
tratamento de OMAs consome algo próximo de 10 bilhões de dólares por
ano).
■ Seus picos de incidência são por volta dos 6 meses de idade e idade pré-
escolar e escolares (pois há maior incidência de IVAS e pela hipertrofia da
tonsila faríngea/adenoide, que atinge seu pico por volta dos 3 a 4 anos.
■ Pico de 6 meses até 4 anos de idade!
OBS: banho de piscina pode causar otite externa, não média;

Fatores de risco:
■ Baixa idade (6 meses aos 2 anos);

LETHICIA MESQUITA
■ Baixo nível socioeconômico (as crianças tendem a viver mais em aglomerados)
■ Crianças institucionalizadas (instituições para crianças abandonadas ou creches)
■ Refluxo gastro-esofágico/larigo-esofágicos (esses quadros devem ser descartados e
aventados sempre que estivermos diante de um histórico de otites médias de
repetição; principalmente devido a uso de fórmulas infantis);
■ Distúrbios de vias aéreas superiores (rinite);
■ Tabagismo familiar

MAIOR PROBABILIDADE DIAGNÓSTICA QUANDO:


1. CRIANÇA COM IVAS E DOR DE OUVIDO
2. MEMBRANA TIMPÂNICA: ABAULADA, OPACA e HEMORRÁGICA

 OMA

OBS: alguns casos o otorrino (como crianças com complicações e não pode usar
antibioticos) mesmo perfura a membrana timpânica (timpanotomia);

NÃO BUSCAR SÓ HIPEREMIA DA MT:


■ No estágio de purulência ou na iminência de ruptura, o tímpano pode se apresentar
amarelado ou branco.

OBS: EM CASOS DE OTITE NÃO FAZER LAVAGEM! POIS PODE SE ROMPER!

Etiologia bacteriana ou viral?


■ Presença de Miringite Bolhosa:
NÃO define etiologia viral
MAS é um forte indicativo

QUANDO BACTERIANA:
■ O mais comum deles é o Pneumococo 35% dos casos
- Alterações importantes na MT + Febre alta
■ Em segundo lugar aparecem H. influenza 25% dos casos
- Associada a conjuntivite purulenta e história prévia de OMA
■ Moraxela catharralis 15%

Etiologia da OMA:
1. S. pneumoniae (35%)
2. H. influenzae não tipável (25%)
3. M. catarhallis (15%)

LETHICIA MESQUITA
Apresentação clínica da OMA:
Otalgia associada à febre de intensidade moderada a alta
Recusa alimentar, prostação, irritabilidade e choro persistente
Otoscopia – abaulamento da membrana timpânica

Tratamento...
ATB ou expectante?
■ ATB evitar as complicações – alguns estudos falam que evita complicações
■ Voltado para os sintomas (usar analgésicos, AINE e antitérmicos. Pode-se
considerar uso de corticoides em casos de edema importante da membrana
timpânica e da mucosa nasal).
■ Porque usar ATB – para evitar complicações, para diminuir as bactérias;

ATB desde o início quando – menor de 6 meses, sem melhora após 48-72 horas, otite
média recorrente, imunodeficiência ou anomalia craniofacial.

OMA BILATERAL (USAR ANTIBIÓTICOS):


Tem mais culturas (+): 83 x 67% - só se faz se tiver complicando
Tem escores de severidade de sintomas >: 8,3 x 7,8
OMA bilateral parece ser clinicamente mais severa do que OMA unilateral

LETHICIA MESQUITA
- diretriz da associação medica brasileira,
usar a diretriz americana!!!!

OBS: gotas otológicas – não tem eficácia para controle da dor na OMA, na prática pode
usar para diminuir dor local;

Complicações da OMA:
 Mastoidite: aumento de volume/abaulamento retroauricular, com presença de sinais
flogísticos (hiperemia e calor), dor à palpação e à percussão,
deslocamento/protrusão anterior do pavilhão auricular. TTO: internação hospitalar e
antibioticoterapia empírica.
 Meningite: aumento da febre, rebaixamento do nível de consciência.
 Labirintite infecciosa
 Paralisia facial

OTITE MÉDIA SEROSA (COM EFUSÃO):


Fator de risco: história prévia de otite média e vários fatores semelhantes à OMA
Clínica: sem febre, sem otalgia, principal clínica é hipoacusia.
Otoscopia: líquido transparente, retração da membrana timpânica.
Diagnóstico: audiometria (perda auditiva condutiva), timpanometria (ver posição, ver
retraimento ou menor amplitude da membrana timpânica)

LETHICIA MESQUITA
TTO: timpanoplastia – indicar quando problemas na fala e na linguagem, persistência por
3 meses, dano estrutural na membrana ou OM.

OTITE MÉDIA CRÔNICA:


Perfuração timpânica > 3 meses
Tipos: simples, supurativa e colesteatomatosa
Colesteatomatosa (lamelas ou queratina, otorreia frequente, tomografia com erosão
óssea) – retração que entra na orelha média levando a otorreia de repetição
TTO – timpanomastectomia

OTITE EXTERNA:
 Etiologia e epidemiologia (causada principalmente pela pseudomonas aeruginosa):
otalgia que piora à manipulação do pavilhão auricular; sem febre ou outros sinais de
IVAS.
 Exame físico: edema e hiperemia no conduto auditivo externa
 Diagnóstico e tto: preparações tópicas a base de antibiótico, corticoide e analgésico.
 Miringite bolhosa: S. pneumoniae

OTITE EXTERNA FUNGICA OU OTOMICOSE:


Relacionada ao ambiente úmido, escuro e abafado
Agentes etiológicos: aspergilus e cândida sp
Quadro clínico: otalgia, prurido auricular e otorreia
TTO – limpeza e remoção das hifas e uso de antifúngicos tópicos (clotrimazol nistatina,
cetoconazol, miconazol e ciclopirox)
OTITE EXTERNA MALIGNA:
Invasiva, idosos e diabetes melitus, fator de risco microangiopatia e aumento do ph do
cerume.
Infecção invasiva no CAE
Quadro clínico: otorréia e otalgia mais exuberante, não responsiva a medicações tópicas
dor piora à noite, irradiação para ATM (piora à mastigação)
TTO: ciprofloxacino com beta-lactâmico (orais)

ROLHA DE CERUME:
Hipoacusia condutiva
Uso de cotonete
Contraindicações à lavagem otológica: otite aguda (Externa ou média), história prévia de
perfuração timpânica, história de cirurgia otológica, paciente não cooperativo

CORPO ESTRANHO DE OUVIDO:


Se o inseto tiver vivo colocar spray anestésico antes de retirar!

LETHICIA MESQUITA

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