UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
CENTRO TECNOLÓGICO
CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA
BRUNO ZANON BASTOS
PROJETO DE UM EXTINTOR DE INCÊNDIO
EQUIPAMENTO MECÂNICOS INDUSTRIAIS
VITÓRIA
2023
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO 3
2. OBJETIVO 4
3. METODOLOGIA DO PROJETO 4
3.1. REQUISITOS DE PROJETO 4
3.2. DIMENSIONAMENTO 4
3.2.1. FORMULAÇÃO DO VASO DE PRESSÃO 5
3.2.2. SOBREESPESSURA DE CORROSÃO 5
3.2.3. EFICIÊNCIA DA SOLDA 5
3.2.4 MATÉRIA-PRIMA DE FABRICAÇÃO 6
3.2.5 DIMENSIONAMENTO DA ESPESSURA DO VASO 7
3.2.6 DIMENSIONAMENTO DA ESPESSURA DOS TAMPOS 8
3.2.7 SELEÇÃO DO MATERIAL DO VASO E DOS TAMPOS 9
3.2.8 DIMENSIONAMENTO DAS ABERTURAS 10
3.2.9 REFORÇOS NAS ABERTURAS 10
3.2.10 APOIOS 11
4. PLANO DE OPERAÇÃO 12
5. PLANO DE MANUTENÇÃO/INSPEÇÃO 13
6. CUSTOS 14
7. CONCLUSÃO 14
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 15
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1. INTRODUÇÃO
De um modo genérico, define-se vasos de pressão como todo recipiente, de qualquer
formatação, que seja capaz de conter um fluido pressurizado em seu volume. Esses
instrumentos, mesmo que não conhecidos pelo público geral, são bastante utilizados em nosso
cotidiano, como por exemplo uma simples panela de pressão ou um extintor de incêndio.
De uma maneira mais técnica, vasos de pressão são considerados equipamentos de processo,
que são equipamentos das indústrias de processos. Essas, por sua vez, são caracterizadas por
proporcionar transformações químicas/ físicas ou as que se dedicam à armazenagem e
distribuição de fluidos, tais como: indústrias petroquímicas, farmacêuticas e centrais
termelétricas.
Nesse tipo de indústria, exige-se um maior grau de confiabilidade desses equipamentos, pelo
fato de serem industriais de alto risco, em sua maioria, essas normalmente, trabalham em
regime contínuo de operação e possuem esses equipamentos em cadeia contínua, logo se
ocorrer falha em um instrumento, deve paralisar a operação inteira.
Por esse motivo, os vasos de pressão constituem os equipamentos mais importantes dessas
indústrias, sendo 60% do orçamento total de materiais e equipamentos (TELLES, 2021), além
de serem os itens de maior tamanho e peso.
Ademais, esses equipamentos são divididos em dois grandes grupos: os vasos sujeitos a
chama, como caldeiras e fornos e os vasos não sujeitos a chama, os discutidos neste trabalho,
que são os mais comuns, como trocadores de calor. Sendo assim, o extintor de incêndio se
encaixa no grupo de vasos de pressão não sujeitos a chama, como o próprio nome já diz, em
que se engloba no caso de vasos de armazenamento de gases sob pressão.
Nesse tipo de equipamento, o fluido é armazenado sob forma liquefeita, mantido pela
pressurização, para que se possa obter um grande peso armazenado para um pequeno volume.
Os extintores de incêndio são instrumentos projetados para situações críticas com fogo e
possuem diversas classificações de acordo com o nível do incêndio. Portanto, para esse
trabalho, falaremos da classe de extintores de água, utilizados para apagar incêndios de classe
A, proveniente de madeira, borracha, papel plástico e tecidos. Uma das características desse
extintor é o longo alcance do jato, sendo uma forma mais segura de operação.
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2. OBJETIVO
O objetivo do presente trabalho é executar um projeto de um extintor de incêndio de água
pressurizada dimensionando o componente e todos os fatores previstos pela norma NR 13,
além da elaboração de proposta técnica, planilha de custos, plano de operação e plano de
inspeção/manutenção.
3. METODOLOGIA DO PROJETO
3.1. REQUISITOS DE PROJETO
No desenvolvimento do trabalho, a metodologia baseou-se em identificar as etapas
necessárias para o dimensionamento de cada etapa do equipamento, seguindo o roteiro
disponibilizado pelo professor, Para efeito de dimensionamento, foi disponibilizado
parâmetros iniciais, sendo possível a execução do trabalho, tais dados são:
●
●
●
●
●
●
3.2. DIMENSIONAMENTO
3.2.1. FORMULAÇÃO DO VASO DE PRESSÃO
Os vasos de armazenamento, caso do extintor de incêndio, em um âmbito geral, costumam ser
vasos cilíndricos quando a capacidade é pequena (cerca de ), sendo verticais ou horizontais a
depender da funcionalidade. Como visto do senso comum, os extintores de incêndio são vasos
de pressão cilíndricos verticais simples. Os vasos cilíndricos são usados na maioria das
aplicações, essa preferência ocorre pelo fato de serem de mais fácil manuseio no transporte e
na fabricação. Os vasos verticais, por sua vez, são usados quando há necessidade de ação
gravitacional para o funcionamento e são mais caros que os outros tipos.
Nos extintores, é válido selecionar os tampos como sendo os torisféricos, esse tipo de tampo
possui menor resistência quando comparado ao eliptico, todavia cumpre bem para essa
aplicação já que a pressão interna não é exorbitante. Esse tipo de tampo é de mais fácil
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fabricação e permite chapas de menor espessura, sendo ideias para extintores. O tampo
utilizado será o de perfil Foggles, que detém a maior resistência dos diferentes tampos
torisféricos.
Ademais, a instalação do tampo inferior será dada da forma reversa, com a pressão situada do
lado convexo. Essa aplicação é vantajosa para vasos de pressão verticais de pequeno diâmetro
e de baixa pressão, caso do extintor de incêndio. Esse fato proporciona o apoio da parte
inferior em superfícies planas.
3.2.2. SOBREESPESSURA DE CORROSÃO
A sobreespessura de corrosão é uma margem de espessura acrescida da espessura do vaso
para ser consumida pelos efeitos corrosivos ao longo da vida útil do vaso de pressão. De
acordo com (TELLES, 2001), é adotado os seguintes valores para esse parâmetro:
● Meios pouco corrosivos: 1,5 mm
● Meios medianamente corrosivos: 3 mm
● Meios muito corrosivos: 4 a 6 mm
Por esse motivo, a sobreespessura para os meios em que um extintor de incêndio se propõe,
são considerados meios medianamente corrosivos, logo, a sobreespessura necessária é de 1,5
mm.
3.2.3. EFICIÊNCIA DA SOLDA
Para determinação da eficiência da solda, deve-se ser utilizada a tabela 10.2 (TELLES, 2001),
expresso pela figura 1, em que é possível definir o coeficiente utilizado. Sabendo que a
aplicação em extintores de incêndio, o processo de solda se dá por solda de topo feita por um
só lado sem utilização de mata- junta. Além disso, o projeto atende às limitações impostas por
essa metodologia, sendo soldas circunferenciais para espessuras inferiores a 15 mm e
diâmetro de vaso inferior a 610mm. Por esse motivo, foi utilizado o coeficiente de 0,60, não
necessitando de radiografia.
Figura 1- Coeficientes de eficiência de solda
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Fonte: (TELLES, 2001)
3.2.4. MATÉRIA-PRIMA DE FABRICAÇÃO
A matéria prima de fabricação especificada para esse tipo de aplicação são chapas, essas são a
maneira mais eficiente de fabricação desses componentes pelo processo de fabricação. Após a
transformação das chapas em cilindros, esses passam para etapa de soldagem para que seja
concretizado o processo. Essa especificação de fabricação será utilizada no dimensionamento
da espessura do vaso.
3.2.5. DIMENSIONAMENTO DA ESPESSURA DO VASO
Para dimensionamento da espessura do vaso, é necessário alguns requisitos de projeto
impostos ao trabalho, além dos itens supracitados, sobreespessura de corrosão e coeficiente de
eficiência da solda.
Então, foram utilizadas as fórmulas para cálculos de cascos cilíndricos para pressão interna,
regido pelo Código ASME, Seção VIII, Divisão 1. Logo, apresentado pelas fórmulas:
Sendo:
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É sabido que os valores de P, R são determinados em projeto e os valores E, C foram
determinados no ponto anterior, então, é necessário selecionar os valores de S. Para
determinar tal parâmetro, foi utilizada a tabela 10.1 (TELLES,2001).
Figura 2- Tensões admissíveis para os materiais utilizados.
Fonte: (TELLES,2001).
Sabendo que o material escolhido foi o Aço A-516-60, apenas foi encontrado na tabela os
valores de tensão para a temperatura de operação do vaso de pressão, sendo de 0 a 45°C.
Então, chegamos a um valor de tensão de 117,8 MPa.
Logo, achando a espessura mínima, com todos parâmetros já apresentados, chega-se ao valor
de 2,252 mm.
Além disso, é preciso calcular o valor de PMTA (Pressão Máxima de Trabalho Admissível),
sendo expresso pela fórmula:
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Encontrando um valor de 3,93 MPa. Este valor é necessário visto que o valor da pressão de
teste hidrostática, deve ser no mínimo o maior valor entre 1,1 vezes o valor de PMTA e
(GROEHS, 2006). Sabendo que a pressão de teste hidrostática é de 2,94 MPa, esta se adequa
a esse parâmetro, reforçando a boa escolha do material e dos coeficientes de corrosão e de
eficiência da solda.
3.2.6. DIMENSIONAMENTO DA ESPESSURA DOS TAMPOS
Selecionado os tampos sendo torisféricos, e utilizado o perfil Foggles, este perfil é expresso
pela figura 3, e pelo pelo código ASME, Seção VIII, Divisão 1 as expressões
dimensionamento de espessura para esse tipo de perfil de tampos se dá por:
Figura 3- Tampos selecionados.
Fonte: (TELLES,2001).
Seguindo a formulação, chegamos a valores de espessura mínima para os tampos de 2,72 mm.
3.2.7. SELEÇÃO DO MATERIAL DO VASO E DOS TAMPOS
Para seleção dos materiais para o vaso e os tampos do cilindro do extintor, foi teorizado as
condições de operação e segurança e o fluido utilizado. Sendo assim, sabe-se que a utilização
de aços- carbono é muito comum nesses equipamentos, só sendo empregado nessa indústria
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outro material quando existe um motivo para a não utilização do aço-carbono. Esses motivos
permeiam alguns fatores, sendo:
● Temperatura de trabalho
● Efeitos corrosivos
● Exigência de não- contaminação
Então, sabendo que para aplicação de extintores de incêndio, as temperaturas empregadas
estão em torno de 0 e 40°C, os efeitos corrosivos não são intensos devido às condições de
operação e o ambiente e não existe exigência de não- contaminação, é possível utilizar o aço-
carbono como material do vaso e dos tampos.
Todavia, é sabido que água é um fluido corrosivo, por isso, é necessário que seja feito um
revestimento interno anticorrosivo. Além disso, é necessário eliminar problemas de defeitos
internos no material, e por isso será utilizado aço A-516-60 de baixo teor de carbono
acalmado (killed-steel), processo que elimina gases com adição de 0,6% de Si.
3.2.8. DIMENSIONAMENTO DAS ABERTURAS
Existem vários tipos de abertura para vasos de pressão, sendo estabelecidos pela figura 4.
Figura 4- Disposição de aberturas em vasos de pressão.
Fonte: (TELLES,2001).
Para extintores de incêndio, deve-se ser dimensionados aberturas para enchimento e para
instrumentação por meio de um manômetro. Essas aberturas são comumente chamadas de
bocais (nozzles). Para escolha do tipo de bocal, há diferenciação com base no diâmetro
estabelecido, como no projeto, o requisito é um bocal de enchimento com 30mm, este, é
considerado um bocal de pequeno diâmetro. Dentre as opções se dão a luva forjada
(coupling), sendo rosqueada ou soldada, e flanges de pescoço longo (long welding neck
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flanges). Para aplicações em extintores de incêndio, é utilizada Luva forjada rosqueada no
vaso, isso pode ser determinado pelo fato de esses equipamentos trabalharem em pressões
consideradas pequenas e não estar prestando serviços em ambientes corrosivos, além de estar
dentro do parâmetro de diâmetros menores que 1H”. Por norma, ANSI B-16.11, exige-se que
essas luvas sejam da classe de pressão 6000.
3.2.9. REFORÇOS NAS ABERTURAS
Toda abertura em um vaso de pressão se torna um ponto fraco na parede de pressão. Nesse
ponto concentrador de tensão, a pressão interna tende a provocar deformações locais na
parede do vaso, sendo necessário a utilização de reforços. Para o caso de extintores de
incêndio, o tipo de reforço empregado é o reforço com peça forjada integral. Esse reforço se
coloca de maneira eficiente, diminuindo as tensões e deformações do vaso, tendo uma relação
com a distância do reforço e a abertura.É exigido simetria do reforço com o vaso,
principalmente para vasos de espessuras pequenas, essas garantem menores concentradores de
tensão. Além disso, é necessário levar em conta que os reforços não devem ser excessivos,
caso ocorra, podem fazer efeito contrário de agravar as concentrações de tensão.
3.2.10. APOIOS
Para extintores de incêndio, os suportes do vaso podem se apresentar como sendo saias
cilíndricas apoiadas em concreto, lembrando que o tampo inferior foi feito na forma inversa,
com o lado convexo para dentro do vaso, ou o suporte por sapatas. O suporte por saia deve
seguir alguns parâmetros:
● A altura da saia deve ser suficiente para permitir a expansão diametral do vaso pelo
efeito de pressão sem causar flexão excessiva na saia
● Deve haver furos de ventilação colocados o mais alto possível com intuito de evitar
acumulação de gases
● O diâmetro externo da saia deve coincidir com o diâmetro externo do casco
● Saias com diâmetros menores que o vaso não são recomendadas pois proporcionam
compressão que podem causar colapso do tampo
● Para o material da saia deve ser utilizado o mesmo material do vaso em um trecho de
500 mm de altura junto ao vaso, o restante pode ser utilizado aço estrutural
● Na parte inferior da saia é soldado um anel de base com furos para chumbadores e que
se apoia no concreto.
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Para vasos de pequenas dimensões podem ser utilizadas sapatas para sustentação. As sapatas
são estruturas de chapas, soldadas no casco e se apoiam diretamente ao concreto. Para melhor
estabilidade, convém ser colocado na metade superior do vaso.
4. PLANO DE OPERAÇÃO
De acordo com a NBR 11715, norma que prevê a constituição de extintores de incêndio com
carga d’água, define que a operação dos extintores deve ser feita de maneira simplificada,
através de simbologia gráfica e texto com altura de letras não inferior a 6mm, este deve ser
feito em sequência numérica, em que cada símbolo deve conceder apenas duas instruções.
Então, para operação do seguinte equipamento, inicialmente, este deve ser instalado pelo
usuário em local acessível de forma a facilitar a visualização pelo usuário, por norma, a altura
de instalação dos extintores é de 0,10 a 1,6m do piso. Além disso, pela norma NBR 13434,
que rege a sinalização dos extintores, prevê que deve ser utilizado placas de sinalização com
diferenciação de tamanho com base na distância do extintor. Para parte prática da operação,
trata-se de uma operação simples, inicialmente deve ser retirado o lacre de segurança imposto
a todos extintores, após isso deve ser colocada a mangueira em direção ao foco do incêndio e
acionada a alavanca de gatilho para saída de água. Por sua vez, a alavanca empurra a haste de
ativação, que pressiona a válvula de molas para baixo, para abrir a passagem até o bocal. A
parte inferior da haste de ativação tem um ponto afiado, que fura a válvula de liberação do
cilindro.
5. PLANO DE MANUTENÇÃO/INSPEÇÃO
Os extintores de incêndio são instrumentos bastante controlados quanto a operação, inspeção
e principalmente manutenção, por se tratarem de instrumentos de segurança. Por isso, a
sequência de manutenção é estabelecida em norma, sendo a NBR 12962 e deve ser feita
apenas por empresas reguladas pelo INMETRO. Então, a tabela 1 demonstra o plano de
manutenção para extintores de incêndio tratados no trabalho.
Tabela 1- Plano de manutenção
N° Operação Medidas a tomar (se
necessário)
1 Desmontagem completa do
extintor
2 Verificação do cilindro Submissão a ensaio
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hidrostático
3 Verificação de carga;
4 Limpeza de componentes Desobstrução de
componentes sujeitos a
entupimento
5 Inspeção visual das roscas
dos componentes removíveis
6 Verificação das partes
internas e externas, quanto à
existência de danos ou
corrosão;
7 Regulagem da válvula de
alívio
8 Regulagem estática do
regulador de pressão
9 Verificação do indicador de Troca do extintor caso
pressão, apresente vazamentos
10 Verificação do tubo sifão
quanto ao comprimento,
integridade da rosca,
existência de chanfro e
demais características
11 Avaliação de todos os Realização de ensaios e
componentes do extintor de substituição dos
incêndio componentes inapropriados
12 Montagem do extintor de
incêndio com os mesmos
componentes previamente
identificados e devidamente
verificados
13 Efetuar registro dos
componentes substituídos,
quando aplicável
14 Execução de recarga do
extintor de incêndio;
15 Colocação do anel de
identificação da manutenção
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16 Realização do ensaio de
vazamento
17 Colocação da trava e lacre
18 Fixação do selo de
identificação da
conformidade
19 Fixação da etiqueta auto-
adesiva contendo declaração
e condições de garantia.
Fonte: Autoria Própria
A periodicidade da manutenção para cada item se dá por subdivisões de manutenção em
grupos. Os grupos são divididos em:
Manutenção de primeiro nível: Manutenção de componentes que podem ser resolvidas no
local perante a Inspeção Técnica desde que não envolva componentes pressurizados. A
periodicidade desse nível recorre junto às inspeções que ocorrem, em casos normais, a cada
12 meses.
Manutenção de segundo nível: Deve ser feita em empresas especializadas, ocorre quando
temos situações como: Lacre violado, anel de identificação violado, extintor descarregado.
Para essa manutenção, o extintor deve estar totalmente desmontado.
Manutenção de terceiro nível: ocorre quando o extintor apresenta algum amassado no cilindro
ou quando não é possível identificar a data do último ensaio hidrostático realizado no extintor.
A manutenção deve ser realizada a cada 5 anos ou quando a empresa identificar que é
necessário realizar o ensaio hidrostático do cilindro
6. CUSTOS
CUSTOS DE PROJETO PARA UM LOTE
MATERIAL/ OPERAÇÃO CUSTO (R$)
CHAPA DE AÇO A-516-60 832,23
CALANDRAGEM 463,00
SOLDAGEM 350,00
MANÔMETRO 360,00
PINTURA 450,00
7. DESENHO TÉCNICO
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Com o extintor dimensionado, é possível executar o desenho mecânico do projeto, sendo
expresso na figura 5.
Figura 5- Desenho técnico do extintor dimensionado.
Fonte: Autoria própria.
8. CONCLUSÃO
Partindo do dimensionamento geral do vaso de pressão aplicado para extintores de incêndio,
foi possível concluir que os requisitos de projeto foram satisfatórios, atendendo aos limites de
tensões e aos requisitos em normas, tanto para vasos de pressão generalizados quanto para
normas de extintores de incêndio citadas ao longo do trabalho.
Sendo assim, foi possível traçar planos de manutenção e operação que determinam de maneira
aceitável tais aplicações, mantendo os requisitos de segurança solicitados em norma. Além de
uma aproximação de previsibilidade de custos para o projeto. Sabendo que essas informações
não estão dispostas abertamente em rede, foram feitas aproximações em cima de porcentagem
de maquinários específicos para cada operação.
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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GROEHS, Ademar Gilberto. Resistência dos Materiais e Vasos de Pressão. Vale do Rio
dos Sinos: Unisinos, 2002.
TELLES, Pedro C. Silva. Vasos de Pressão. 2. ed. Rio de Janeiro: Ltc, 2001.
PAHL, Gerhard et al. PROJETO NA ENGENHARIA. 6. ed. São Paulo: Edgard Blucher,
2005.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 11715: EXTINTORES DE
INCÊNDIO COM CARGAS D'ÁGUA. Rio de Janeiro, 2003.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NR-13: CALDEIRAS, VASOS
DE PRESSÃO, TUBULAÇÕES E TANQUES METÁLICOS DE ARMAZENAMENTO.
Rio de Janeiro, 1978.
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