Universidade Federal de Viçosa – UFV
Centro de Ciências Exatas – CCE
Departamento de Engenharia Elétrica – DEL
ELT 316 – Laboratório de Eletrônica II
Professor: Ketia Soares Moreira
Aluno: Gustavo Bozzi Pagoto – 106329
Ana Clara dos Reis – 106345
Matheus Gusmão de Oliveira - 106350
Prática 06
• Parte teórica
Características Mín. Tip. Máx. Unidade
VIO (tensão de offset de entrada) − 2 6 𝑚𝑉
IIO (corrente de offset de entrada) − 20 200 𝑛𝐴
IIB (Corrente de Polarização de Entrada) − 80 500 𝑛𝐴
VICR (Faixa de Tensão de Entrada Comum) ±12 − − 𝑉
VOM (Tensão de Saída Máxima) ±10 ±13 − 𝑉
AVD (Ganho de Tensão) 20000 200000 − 𝑉/𝑉
ri (Resistência de Entrada) 0,3 2 − 𝑀Ω
ro (Resistência de Saída) − 75 − Ω
Ci (Capacitância de Entrada) − 1,4 − 𝑝𝐹
CMRR (Razão de Rejeição de Modo Comum) 70 90 − 𝑑𝐵
ICC (Corrente de Consumo) − 1,7 2,8 𝑚𝐴
PD (Potência Dissipada) − − 500 𝑚𝑊
Largura de Banda de Ganho Unitário − 1 − 𝐻𝑧
Tr (Tempo de Subida) − 0,3 − 𝜇𝑠
SR (Taxa de Variação) − 0,5 − 𝑉/𝜇𝑠
Fonte de tensão VCC ±3 ±15 ±18 𝑉
Dissipação Interna de Potência − − 500 𝑚𝑊
Tensão de Entrada Diferencial Máxima − − ±30 𝑉
Tensão de Entrada para Qualquer Entrada − − ±15 𝑉
• Parte prática
AMPLIFICADOR INVERSOR
Figura 1 - Amplificador inversor com atenuador de entrada.
As resistências Ra e Rb formam um circuito atenuador, o qual permite aplicar pequenos sinais a
entrada do amplificador no nó B.
Medições:
a) Nó A conectado a +10 𝑉, medir a tensão nos nós B, C e D.
𝑉𝐵 = 0,11 𝑉; 𝑉𝐶 = 323 𝑚𝑉; 𝑉𝐷 = −1,02 𝑉
b) Nó A conectado a −10 𝑉, medir a tensão nos nós B, C e D.
𝑉𝐵 = −0,11 𝑉; 𝑉𝐶 = −323 𝑚𝑉; 𝑉𝐷 = 1,02 𝑉
Podemos concluir que o ganho desse amplificador é de, aproximadamente, −10. Ou seja, a saída
é 10 vezes a entrada, mas invertida, dando o nome “inversor” ao amplificador.
AMPLIFICADOR DIFERENCIADOR INVERSOR
Figura 2 - amplificador diferenciador inversor.
Desenho da forma de onda de 𝑓 = 1 𝐾𝐻𝑧 e 1 𝑉𝑝𝑝 para:
a) Onda senoidal
Percebemos que a onda de entrada é dada em azul e a onda de saída é a amarela. Percebemos,
também que como a onda de entrada é uma senoide, a onda de saída será também uma senoide mas
defasada em 90° que é exatamente a derivada de uma função seno.
b) Onda quadrada
Nesse caso, percebemos que o sinal de entrada é uma função quadrada, ou seja sua derivada é
descontínua nos pontos em que a tensão muda abruptamente, isso gera os picos observados no sinal
em amarelo.
c) Onda triangular
Nesse caso, temos uma onda triangular em azul, que quando fizermos a operação de derivação
resulta numa onda quadrada, retratada no sinal em amarelo.
AMPLIFICADOR DIFERENCIADOR INVERSOR
Desenho da forma de onda de 𝑓 = 1 𝐾𝐻𝑧 e 2 𝑉𝑝𝑝 para:
a) Onda senoidal
A onda de entrada é a onda azul, que quando passa pelo amplificador integral, integra a onda e
defasa em 90°.
b) Onda quadrada
Nessa configuração, a onda de entrada quando integrada resulta em uma onda triangular.
c) Onda triangular
A onda triangular, quando integrada resulta em uma onda semi-senoidal.
Conclusão
Durante a prática, foram analisadas as configurações de amplificador operacional como
inversor, diferenciador e integrador, utilizando ondas senoidais, quadradas e triangulares como
entradas. Na configuração inversora, a saída apresentou sinais com a mesma forma de onda da entrada,
porém invertidos em fase (180°), demonstrando a funcionalidade esperada. Na configuração
diferenciadora, a saída exibiu características consistentes com a derivada dos sinais de entrada: para
ondas senoidais, houve um deslocamento de 90° na fase; para ondas quadradas, surgiram pulsos
representando as transições abruptas; e, para ondas triangulares, a saída foi uma onda quadrada. Na
configuração integradora, os resultados indicaram a integração das formas de entrada: ondas senoidais
apresentaram um deslocamento de -90°; ondas quadradas resultaram em ondas triangulares; e ondas
triangulares geraram sinais senoidais de baixa frequência. Apesar de resultados satisfatórios, observou-
se que a performance do amplificador operacional 741 foi limitada em altas frequências devido à sua
largura de banda restrita e presença de ruído. No geral, a prática demonstrou com êxito o
comportamento teórico das três configurações, evidenciando a versatilidade do amplificador
operacional em aplicações de processamento de sinais.