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Contabilidade para o 3º Setor: Normas e Práticas

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MANUAL DE

CONTABILIDADE
SUMÁRIO
Normas praticas contábeis aplicadas ao 3º setor .................4
Normas brasileiras de contabilidade ITG 2002 .....................5
Característica da contabilidade do 3º setor ...........................5
Princípios fundamentais de contabilidade ............................6
Consideração sobre o plano de contas ..................................6
Objetivo do plano de contas ....................................................7
Elemento de contas correspondente ao conjunto de
normas .......................................................................................8
Contas que devem conter no plano de contas da entidade
de saúde .....................................................................................9
Contas para contabilização do resultado do exercício e
patrimônio ...............................................................................12
Contabilização especifica das entidades de saúde .............12
Demonstrações contábeis .....................................................18
NORMAS PRATICAS
CONTÁBEIS
APLICADAS AO 3º SETOR
NORMAS PRATICAS CONTÁBEIS
APLICADAS AO 3º SETOR
As práticas contábeis brasileiras compreendem: a legislação
societária brasileira (Lei 11.638/07), as Normas Brasileiras de
Contabilidade, emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, os
pronunciamentos, as interpretações e as orientações emitidos pelo
CPC e homologados pelos órgãos reguladores, e práticas adotadas
pelas entidades em assuntos não regulados, desde que atendam à
NBC TG Estrutura Conceitual – Estrutura Conceitual para a
Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis emitida
pelo CFC em consonância com as normas contábeis internacionais.

As Normas Brasileira de contabilidade que afeta o 3º. Setor são:


Resolução CFC 1.328/11:seguir os Princípios de
Contabilidade, conforme ResoluçãoCFC 750/93 e
1.282/10;
NBCTG07:Subvençãoeassistênciagovernamentais;
CPC15:Provisões,PassivosContingenteseAtivosContinge
ntes CPC 27: Ativo Imobilizado
NBC TG 07: Subvenção e assistência governamentais
NBCTG26:ApresentaçãodasDemonstraçõesContábeis
(Resolução CFC nº 1.185/09)
ITG2002
(R1):Entidadesemfinalidadedelucros(ResoluçãoCFCnº
1409/12).
Revogando NBC T 10.4 – Fundações, NBC 10.18 –
Entidades sindicais e associaçõesde classe.
As normasreconhecemdiferenças na escrituração do
Terceiro Setor e recomendamaadoção de
terminologias específicas.
[Link]ábeisespecíficos(ApósResolução
CFCn°1.171/09) NBC T 10.7. Entidades hospitalares.
NORMAS BRASILEIRAS DE
CONTABILIDADE ITG 2002
Desde 1º de janeiro de 2012, entrou em vigência a NBC ITG 2002
que trata sobre as entidades sem finalidade de lucros, aprovada
pela Resolução CFC 1.409/2012. Esta interpretação estabelece
critérios e procedimentos específicos de avaliação, de
reconhecimento das transações e variações patrimoniais, de
estruturação das demonstrações contábeis e as informações
mínimas a serem divulgadas em notas explicativas de entidade sem
finalidade de lucros.

CARACTERÍSTICA DA
CONTABILIDADE DO 3º SETOR
A estrutura patrimonial definida pela Lei das Sociedades por Ações
(Lei 6.404/1976) é a base da contabilidade do terceiro setor,
entretanto, algumas adaptações devem ser feitas e dizem respeito,
principalmente, à nomenclatura de algumas contas a serem
utilizadas.

PATRIMÔNIO LÍQUIDO X PRATIMÔNIO SOCIAL

Lucro ou Prejuízo Exercício x Superávit ou Déficit


Exercício

Lucro ou Prejuízo Acumulado x Superávit ou Déficit


Acumulado
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DE
CONTABILIDADE
Aplicam-se a essas entidades os Princípios Fundamentais de
Contabilidade, bem com as Normas Brasileiras de Contabilidade e
suas Interpretações Técnicas e Comunicados Técnicos, editados
pelo Conselho Federal de Contabilidade.

CONSIDERAÇÃO SOBRE O
PLANO DE CONTAS

Plano de Contas (ou Elenco de Contas) é o conjunto de contas,


previamente estabelecido, que norteia os trabalhos contábeis de
registro de fatos e atos inerentes à entidade, além de servir de
parâmetro para a elaboração das demonstrações contábeis.

A montagem de um Plano de Contas deve ser personalizada, por


empresa, já que os usuários de informações podem necessitar
detalhamentos específicos, que um modelo de Plano de Contas
geral pode não compreender.
OBJETIVO DO PLANO
DE CONTAS
Seu principal objetivo é estabelecer normas de conduta para o
registro das operações da organização e, na sua montagem, devem
ser levados em conta três objetivos fundamentais:

Atender às necessidades de informação da administração da


entidade;
Observarformatocompatívelcomosprincípiosdecontabilidadeeco
manormalegal de elaboração do balanço patrimonial e das
demais demonstrações contábeis (Lei6.404/76, a chamada "Lei
das S/A”);
Adaptar-se tanto quanto possível às exigências dos agentes
externos, principalmente às da legislação do Imposto de Renda.

ELEMENTO DE CONTAS
CORRESPONDENTE AO
CONJUNTO DE NORMAS
O Plano de Contas, genericamente tido como um
simples elenco de contas, constituí na verdade um
conjunto de normas do qual deve fazer parte, ainda, a
descrição do funcionamento de cada conta - o chamado
"Manual de Contas", que contém comentários e
indicações gerais sobre a aplicação e o uso de cada uma
das contas (para que serve, o que deve conter e outras
informações sobre critérios gerais de contabilização).
OPlanodeContascontem5(cinco) níveis:
CONTABILIDADE DE
ENTIDADE DE SAÚDE
CONTAS QUE DEVEM CONTER
NO PLANO DE CONTAS DA
ENTIDADE DE SAÚDE
CONTAS PARA LANÇAMENTO DE INSENÇÕES E CONTRIBUIÇÕES
SOCIAIS:
D–Despesa c/ Contribuição Social-Cota Patronal
D – Despesa c/ Contribuição Social – Terceiros

PASSIVO CIRCULANTE
C–Contribuições Socais –Usufruídas

OUTRAS RECEITAS
C–Receita–Isenções de Contribuições Sociais

CONTAS PARA CONTABILIZAÇÃO DE GRATUIDADES E


RESULTADO POR ATIVIDADE

ATIVO
Ativo Circulante
Caixa e Equivalentes de Caixa
Área da Saúde

CLIENTESEOUTROS RECEBÍVEIS
Área da Saúde
CONTAS PARA CONTABILIZAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
E PATRIMÔNIO:

ATIVOS
Caixa e equivalentes de caixa;
Atividade de saúde;
Sem restrição:
1. Caixa e bancos;
2. Aplicações de liquidez imediata.
Com restrição
3. Caixa e bancos;
4. Aplicações de liquidez imediata.

ESTOQUES - ATIVIDADE DE SAÚDE


Sem restrição:
1. Estoques;
2. Estoque almoxarifado;
3. Estoques de produtos.

IMOBILIZADO - ATIVIDADE DE SAÚDE


Sem restrição:
1. Móveis e utensílios, máquinas e instalações;
2. (-) Depreciações acumuladas;
3. Com restrições:
4. Móveis e utensílios, máquinas e instalações.
CONTAS PARA CONTABILIZAÇÃO SEGREGADA DE RECEITAS
VINCULADAS (RESTRITAS):

ATIVOS
Caixa e equivalentes de caixa;
Atividade de saúde;
Sem restrição:
1. Caixa e bancos;
2. Aplicações de liquidez imediata.
Com restrição
3. Caixa e bancos;
4. Aplicações de liquidez imediata.

ESTOQUES - ATIVIDADE DE SAÚDE


Sem restrição:
1. Estoques;
2. Estoque almoxarifado;
3. Estoques de produtos.

IMOBILIZADO - ATIVIDADE DE SAÚDE


Sem restrição:
1. Móveis e utensílios, máquinas e instalações;
2. (-) Depreciações acumuladas;
Com restrições:
3. Móveis e utensílios, máquinas e instalações.

11
CONTAS PARA
CONTABILIZAÇÃO DO
RESULTADO DO
EXERCÍCIO E PATRIMÔNIO
No Balanço Patrimonial, a denominação da conta Capital deve ser
substituída por Patrimônio Social, integrante do grupo Patrimônio
Líquido. No Balanço Patrimonial e nas Demonstrações do Resultado
do Período, das Mutações do Patrimônio Líquido e dos Fluxos de
Caixa, as palavras lucro ou prejuízo devem ser substituídas por
superávit ou déficit do período.

Patrimônio Líquido ------------------------------------ GRUPO CONTÁBIL


Patrimônio Social --------------------------------------- CONTA SINTETICA
Patrimônio Social -------------------------------------- CONTA ANALÍTICA
Resultado do Exercício ------------------------------- CONTA SINTETICA
Superávit do Exercício ------------------------------- CONTA ANALÍTICA

CONTABILIZAÇÃO ESPECIFICA
DAS ENTIDADES DE SAÚDE
CONTABILIZAÇÃO DE SUBVENÇÕES:

Enquanto não atendidos os requisitos para


reconhecimento no resultado, a contrapartida da
subvenção, de contribuição para custeio e investimento,
bem como de isenção e incentivo fiscal registrados no
ativo, deve ser em conta Específica do passivo. 12
I - SUBVENÇÕES PARA CUSTEIO

NA ASSINATURA DO CONTRATO:
D – Subvenção a Receber (Ativo Circulante);
C– Subvenção a Realizar (Passivo Circulante).

NO RECEBIMENTO DA SUBVENÇÃO:
D – Caixa/Banco (Ativo Circulante);
C – Subvenção a Receber (Ativo Circulante).

NA UTILIZAÇÃO DO RECURSO:
D–Despesa (Conta Resultado);
C–Caixa/ Banco (Ativo Circulante);
D–Subvenção a Realizar (Passivo Circulante);
C – Receita c/ Subvenção (Conta Resultado).

II - SUBVENÇÕES PARA INVESTIMENTO

NA ASSINATURA DO CONTRATO:
D – Subvenção a Receber (Ativo Circulante)
C–Subvenção a Realizar (Passivo Circulante)

NO RECEBIMENTO DA SUBVENÇÃO:
D–Caixa/ Banco (Ativo Circulante)
C–Subvenção a Receber (Ativo Circulante)

NA COMPRA DO BEM:
D – Imobilizado (Ativo Não Circulante)
C – Caixa / Banco (Ativo Circulante)

13
III - SUBVENÇÕES PARA INVESTIMENTO

NO RECONHECIMENTO DA RECEITA:
D – Subvenção a Realizar (Passivo Circulante)
C – Receitas Diferidas (Passivo Circulante)

MENSALMENTE:
D – Despesa c/Depreciação (Conta Resultado)
C – Depreciação Acumulada (Ativo Não-Circulante)
D – Receitas Diferidas (Passivo Circulante)
C – Receita c/Subvenção (Conta Resultado)

CONTABILIZAÇÃO DAS INSENÇÕES USUFRUÍDAS

A renúncia fiscal relacionada com a atividade deve ser evidenciada


nas demonstrações contábeis como se a obrigação devida fosse.

CONTABILIZAÇÃO DE SUBVENÇÕES

A subvenções recebidas para custeio e investimento devem ser


reconhecidas no resultado, observado o disposto na NBC TG 07 –

I - SUBVENÇÕES E ASSISTÊNCIA GOVERNAMENTAIS

DO RECONHECIMENTO DA DOAÇÃO DO BEM:


D – Bens recebidos em Doação (Imobilizado)
C – Receitas Diferidas (Passivo Circulante)

14
DO RECONHECIMENTO NO RESULTADO DA DOAÇÃO DO BEM:
D – Despesa com Depreciação de Bens c/restrição(Resultado).
C – Deprec. Acumulada Bens recebidos em doação c/restrição
(Imobilizado).
D – Receitas Diferidas (Passivo Não Circulante)
C – Receitas de Doações de Bens c/restrição (Resultado)

CONTABILIZAÇÃO DE GRATUIDADE E RESULTADOS POR


ATIVIDADE

Os registros contábeis devem evidenciar as contas de receitas e


despesas, com e sem gratuidade, superávit ou déficit, de forma
segregada, identificáveis por tipo de atividade, tais como educação,
saúde, assistência social e demais atividades.

CONTABILIZAÇÃO SEGREGADA RECEITAS VINCULADAS


(RESTRITAS)

As receitas decorrentes de doação, contribuição, convênio,


parceria, auxílio e subvenção por meio de convênio, editais,
contratos, termos de parceira e outros instrumentos, para aplicação
específica, mediante constituição, ou não, de fundos, e as
respectivas despesas devem ser registradas em contas Próprias
inclusive as patrimoniais, segregadas das demais contas da
entidade.

15
CONTABILIZAÇÃO DE GRATUIDADES E OUTRAS INFORMAÇÕES
SOLICITADAS PELOS ÓRGÃOS FISCALIZADORES

Os benefícios concedidos pela entidade sem finalidade de lucros a


título de gratuidade devem ser reconhecidos de forma segregada,
destacando-se aqueles que devem ser utilizados em prestações de
contas nos órgãos governamentais.

GRATUIDADES

O benefício concedido como gratuidade por meio da prestação de


serviços deve ser reconhecido pelo valor efetivamente praticado.
SAÚDE: PORTARIA1.970/2011

Ø Entidades com contratualização o valor a ser considerado como


gratuidade é o valor pago pelo SUS;
Uma das finalidades de boa parte dos esforços das entidades do
terceiro setor, especialmente as que dão assistência social, é
oferecer serviços de forma gratuita.
Chama-se “gratuidades” a tais esforços, devendo os valores
desembolsados serem registrados contabilmente, por exigência das
Normas Brasileiras de Contabilidade e dos órgãos de controle
(MPAS e SRF).

Como exemplo, as entidades educacionais que cedem


bolsas de estudos a alunos carentes, devem demonstrar,
para fins de isenção parcial do INSS, a proporção entre o
total das gratuidades e o total da receita bruta (art. 207 do
Regulamento da Previdência Social)

16
GRATUIDADES CONDICIONAIS

Pode ocorrer que a gratuidade concedida exija algum requisito do


beneficiário.
Neste caso, o registro da gratuidade será em conta de ativo, e a
despesa registrada só deverá ocorrer quando a exigência for
satisfeita.

INCORPORAÇÃO DO RESULTADO NO PATRIMÔNIO SOCIAL

O valor do superávit ou déficit deve ser incorporado ao Patrimônio


Social. O superávit, ou parte de que tenha restrição para aplicação,
deve ser reconhecido em conta específica do Patrimônio Líquido.
Para incorporação do superávit ou déficit no Patrimônio deve ser
realizado após a autorização, por escrito, da entidade pelos seus
representantes legal ou copia da ata quando a autorização seja por
votação da Assembleia Geral.

INCORPORAÇÃO DO RESULTADO NO PATRIMÔNIO SOCIAL

O valor do superávit ou déficit deve ser incorporado ao Patrimônio


Social. O superávit, ou parte de que tenha restrição para aplicação,
deve ser reconhecido em conta específica do Patrimônio Líquido.
Para incorporação do superávit ou déficit no Patrimônio deve ser
realizado após a autorização, por escrito, da entidade pelos seus
representantes legal ou copia da ata quando a autorização seja por
votação da Assembleia Geral.

17
CONTABILIZAÇÃO DO TRABALHO VOLUNTÁRIO

O trabalho voluntário deve ser reconhecido pelo valor justo da


prestação do serviço como se tivesse ocorrido o desembolso
financeiro.

Débito: Despesa - (correspondente à natureza do serviço


consumido);
Crédito: Receita - (correspondente à gratuidade obtida) Valor do
serviço voluntário, conforme valor praticado no mês.

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
As demonstrações contábeis, que devem ser elaboradas pela
entidade sem finalidade de lucros, são:

BALANÇO PATRIMONIAL

Define-se como balanço patrimonial o levantamento que se faz dos


ativos e passivos da entidade. Como ativos, entendem-se bens e
direitos que possam ser convertidos em valores monetários. Já os
passivos são obrigações e dívidas. E ambos são fatores
fundamentais para compreender o patrimônio da organização e,
consequentemente, fazer um balanço fidedigno.

O balanço patrimonial, necessariamente, deve


representar o retrato da entidade em uma data
específica. Por isso, diz-se que se trata de uma
demonstração estática. Ou seja, apresenta a situação
contábil, financeira e econômica da entidade em um
momento exato.
18
A É importante acrescentar ainda que o balanço deve apresentar
um "resultado de patrimônio líquido". Esse valor é a diferença entre
total de ativos e os passivos e é ele que serve como principal
critério para determinar a situação em que se encontra um negócio.

Para realizar um balanço patrimonial preciso, é importante, antes


de tudo, saber o que considerar. Pensando nisso, elaboramos um
passo dos elementos que devem ser analisados. São eles:

I - Ativos: Nesse grupo, estão os ativos circulantes


(disponibilidades, contas a receber de clientes, impostos a
recuperar, instrumentos financeiros de curto prazo, estoques,
despesas do exercício seguinte) e os não circulantes, que se
dividem entre realizáveis a longo prazo (valores a receber,
instrumentos financeiros, crédito junto a sócios, entre outros),
investimentos (participações em coligadas, em controladas e outros
investimentos permanentes), móveis e imóveis (terrenos, prédios,
máquinas, equipamentos etc.) e intangíveis (marcas, patentes,
pesquisas e afins).
II - Passivos: Aqui, incluem-se os circulantes (contas a pagar a
fornecedores, obrigações trabalhistas, obrigações tributárias,
empréstimos e financiamentos etc.) e os não circulantes
(empréstimo e financiamentos de longo prazo, contas a pagar a
fornecedores de longo prazo, contingências trabalhistas de longo
prazo etc.).

Por fim, você chegará ao patrimônio líquido, que será seu


patrimônio social e todas as suas reservas, já abatidos os
déficits acumulados. Outra maneira simples de calcular, já
que você já tem em mãos os valores dos ativos e passivos,
é subtraindo esses últimos dos primeiros. Ou seja: ativos -
passivos = patrimônio líquido.
19
DEMONSTRAÇÃO DO SUPERÁVIT OU DÉFICIT DO PERÍODO

O artigo 187 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976 (Lei das


Sociedades por Ações), instituiu a Demonstração do Resultado do
Exercício.

A Demonstração do Resultado do Exercício tem como objetivo


principal apresentar de forma vertical resumida o resultado
apurado em relação ao conjunto de operações realizadas num
determinado período, normalmente, de doze meses.

De acordo com a legislação mencionada, as entidades deverão na


Demonstração do Resultado do Exercício discriminar:

A receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas,


os abatimentos e os impostos;
A receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias
e serviços vendidos e o superávit bruto;
As despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas
das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras
despesas operacionais;
O superávit ou déficit operacional, as outras receitas e as outras
despesas;
O resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a
provisão para o imposto;
O superávit ou déficit líquido do exercício.

20
Na determinação da apuração do resultado do exercício serão
computados em obediência ao princípio da competência:

As receitas e os rendimentos ganhos no período,


independentemente de sua realização em moeda; e os custos,
despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos,
correspondentes a essas receitas e rendimentos.

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO


SOCIAL (DMPLS)

A DMPLS é uma demonstração completa e abrangente, já que


evidencia a movimentação de todas as contas do patrimônio líquido
durante o exercício social, de acordo com a ITG 2002/2012 do CFC,
as entidades sem fins lucrativos são obrigadas a apresentar a
mesma.

MUTAÇÕES NAS CONTAS PATRIMONIAIS

As contas que formam o Patrimônio Líquido podem sofrer


variações por inúmeros motivos, tais como:

1 - Itens que afetam o patrimônio total:


acréscimo pelo superávit ou redução pelo déficit líquido do
exercício;
acréscimo por reavaliação de ativos (quando o resultado for
credor);
acréscimo por doações e subvenções para investimentos
recebidos;
acréscimo ou redução por ajuste de exercícios anteriores.

21
2 -Itens que não afetam o total do patrimônio:
aumento de patrimônio com utilização de superávit;
apropriações do superávit líquido do exercício, reduzindo a
conta Superávit Acumulado para formação de reservas tal como
Reserva para Contingência e outras;
reversões de reservas patrimoniais para a conta de Superávit ou
déficit acumulado;
compensação de déficit com Reservas.

PROCEDIMENTOS A SEREM SEGUIDOS

A elaboração da Demonstração das Mutações do Patrimônio


Líquido é relativamente simples, pois basta representar, de forma
sumária e coordenada, a movimentação ocorrida durante o
exercício nas diversas contas do Patrimônio Líquido.

Utiliza-se uma coluna para cada uma das contas do patrimônio da


entidade, incluindo uma conta total, que representa a soma dos
saldos ou transações de todas as contas individuais. Essa
movimentação deve ser extraída das fichas de razão dessas contas.
As transações e seus valores são transcritos nas colunas
respectivas, mas de forma coordenada.

Por exemplo, se temos um aumento de patrimônio com superávit e


reservas, na linha correspondente a essa transação, transcreve-se o
acréscimo na coluna de capital pelo valor do aumento e, na mesma
linha, as reduções nas contas de reservas e superávit utilizadas no
aumento do patrimônio pelos valores correspondentes.

22
DEMONSTRAÇÃ DO FLUXO DE CAIXA

A Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) substitui à Demonstração


das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR).
A DFC já se consolidou como um instrumento de "prestação de
contas" e de gerenciamento dos recursos financeiros nas entidades
em questão, muito mais do que a DOAR.
São duas as formas de apresentação do fluxo de caixa. A forma
decorrente do método direto e do método indireto.

I - MÉTODO DIRETO
Por este método, a DFC evidencia todos os pagamentos e
recebimentos decorrentes das atividades operacionais da entidade,
devendo apresentar os componentes do fluxo por seus valores
brutos.
A opção para este método deve apresentar, no mínimo os
seguintes tipos de pagamentos e recebimentos relacionados às
operações:

Recebimentos de clientes;
Pagamentos de fornecedores e empregados;
Juros pagos;
Imposto de renda pago;
Outros recebimentos e pagamentos.
Este método também é conhecido como a abordagem das
contas T (T AccountApprouach), e consiste em classificar os
recebimentos e pagamentos utilizando as partidas dobradas
e tem como vantagem permitir a geração de informações
com base em critérios técnicos livres de qualquer
interferência da legislação fiscal.

23
Neste método começa-se a explicação dos caixas gerados pelas
operações da entidade pelo recebimento vendas e /ou serviços
prestados .

Anexo Modelo de DFC método direto conforme ITG2002/2012

II - MÉTODO INDIRETO
O método indireto consiste na demonstração dos recursos
provenientes das atividades operacionais a partir do superávit
líquido, ajustados pelos itens que afetam o resultado (tais como
depreciação, amortização e exaustão), mas que não modificam o
caixa da entidade.
Como bem destaca o Manual de Contabilidade das Sociedades por
Ações, o método indireto, principalmente pela sua parte inicial
(superávit líquido ajustado), é semelhante a DOAR, contudo, a pesar
de seguir a mesma linha, comenta que no método indireto parte-se
do superávit líquido para, após os ajustes necessários chegar-se ao
valor das disponibilidades produzidas no período pelas operações
registradas na DRE, contudo no que se refere a semelhança com a
DOAR, o autor destaca que as comparações se estendem apenas as
contas circulantes.

24
NOTAS EXPLICATIVAS

Pela NBC T 10.19, "as Demonstrações Contábeis devem ser


complementadas por notas explicativas que contenham, pelo
menos, as seguintes informações:

O resumo das principais práticas contábeis;


Os critérios de apuração das receitas e das despesas,
especialmente com gratuidades, doações, subvenções,
contribuições e aplicações de recursos;
As contribuições previdenciárias relacionadas com a atividade
assistencial devem ser demonstradas como se a entidade não
gozasse de isenção, conforme normas do Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS);
As subvenções recebidas pela entidade, a aplicação dos
recursos e as responsabilidades decorrentes dessas
subvenções;
Os fundos de aplicação restrita e responsabilidades decorrentes
desses fundos;
Evidenciação dos recursos sujeitos a restrições ou vinculações
por parte do doador;
Eventos subsequentes à data do encerramento do exercício que
tenham, ou possam vir a ter efeito relevante sobre a situação
financeira e os resultados futuros da entidade;
As taxas de juros, as datas de vencimento e as garantias das
obrigações a longo prazo;
Informações sobre os tipos de seguro contratados;

25
As entidades educacionais, além das notas explicativas, devem
evidenciar a adequação das receitas com as despesas de
pessoal, segundo parâmetros estabelecidos pela Lei das
Diretrizes e Bases da Educação e sua regulamentação."

É muito comum nas entidades sem fins lucrativos, a presença de


voluntários, prestando relevantes serviços, principalmente nas
áreas educacional e de assistência social.
Com a regulamentação desse tipo de serviço (Lei 9.608/98),
formalizado através de um contrato regulando as relações da
entidade com o voluntário, ficou mais fácil identificar e avaliar, em
termos quantitativos, a contribuição dessas pessoas para com a
entidade.
Nesse sentido, entende-se que as notas devam contemplar,
também, o serviço voluntário, informando, por exemplo, a
quantidade de voluntários, o total de horas empregadas, o número
de pessoas atendidas pelos voluntários, quanto representaria em
termos monetários (Reais) se a entidade tivesse que desembolsar
esses valores e outras informações análogas.
Merece destaque também "a evidenciação dos recursos sujeitos a
restrições ou vinculações por parte do doador". A própria NBC T -
10.19 (item [Link]) tratou de dar tratamento contábil
diferenciado para" as receitas de doações, subvenções e
contribuições recebidas para aplicação específica". Trata-se de um
sistema contábil muito difundido em vários países, especialmente
nos Estados Unidos da América, denominado de Contabilidade de
Fundos.

26
Por esse sistema, os recursos recebidos para atender atividades ou
projetos específicos devem ser mantidos e controlados
separadamente (em fundos), valendo-se das restrições impostas
pelos doadores externos à entidade ou mesmo observando
restrições impostas pelos órgãos diretivos da entidade. Pode-se ter,
então, em uma entidade, vários tipos de "fundos" como, por
exemplo, "Fundo para Imobilização", "Fundo de Bolsas", "Fundo de
Pesquisas", etc.
O ideal seria que, nesses casos, a entidade apresentasse as
Demonstrações Contábeis valendo-se dessa tecnologia.

27
"Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos"

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