REPÚBLICA DE ANGOLA
COMPEXO ESCOLAR PRIVADO Nº 132
SALÉM
TRABALHO DE QUIMICA
FORMAÇÃO DAS CHUVAS ÁCIDAS
Luanda, 2023/024
GRUPO Nº 03
FORMAÇÃO DAS CHUVAS ÁCIDAS
Trabalho de Química, dos alunos da 9ª Classe, Sala nº 05,
período da tarde, apresentado ao Complexo Escolar Privado nº
132 - SALÉM, como requisito para a
__________________________________________________
_________________________
Orientador: Prof._______________________________
Luanda, 2023/024
INTEGRANTES DO GRUPO
NOME CLASSIFICAÇÃO INDIVIDUAL
Júlia Dombaxe Mavinga Sebastião
Kiaku Mbuta André
Dituzole Helena
Mbimba Domingos Pedro
Santa António Paxe
Simão Afonso José
Sônia Manuel Pedro
Belinda Lufualuisso
CLASSIFICAÇÃO DO TRABALHO/GRUPO
NOTAS E RECOMENDAÇÕES DO (A) PROFESSOR (A)
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
Sumário
Introdução ........................................................................................................... 5
Desenvolvimento ................................................................................................. 6
História ............................................................................................................. 6
Causas e consequências da precipitação ácida ................................................. 7
Óxidos de azoto ................................................................................................ 7
Mecanismos de precipitação ............................................................................. 8
Efeitos da precipitação ácida ............................................................................ 8
Conclusão........................................................................................................... 10
Referências bibliográficas .................................................................................11
Introdução
A formação das chuvas ácidas é um fenômeno ambiental complexo e
preocupante que tem impactos significativos em ecossistemas ao redor do mundo.
Resultantes da emissão de gases poluentes na atmosfera, as chuvas ácidas representam
um desafio ambiental que demanda uma compreensão aprofundada de suas causas e
consequências. Este trabalho busca explorar os principais fatores envolvidos na
formação das chuvas ácidas, destacando as fontes de poluentes e os efeitos prejudiciais
desencadeados por esse processo.
5
Desenvolvimento
A chuva ácida é a designação dada à chuva, ou qualquer outra forma de
precipitação atmosférica, cuja acidez seja substancialmente maior do que a resultante do
dióxido de carbono (CO2) atmosférico dissolvido na água precipitada. A principal causa
daquela acidificação é a presença, na atmosfera terrestre, de gases e partículas ricos em
enxofre e azoto reativo cuja hidrólise no meio atmosférico produz ácidos fortes.
Assumem particular importância os compostos azotados (NOx) gerados pelas altas
temperaturas de queima dos combustíveis fósseis e os compostos de enxofre (SOx)
produzidos pela oxidação das impurezas sulfurosas existentes na maior parte dos
carvões e petróleos.
Quimicamente, chuva ácida não seria uma expressão adequada, porque para a
Química toda chuva é ácida devido à presença do ácido carbônico (H2CO3), mas para a
Geografia toda chuva com pH abaixo do N.T (Nível de tolerância pH) igual à
aproximadamente 5,5 é considerada ácida. Ela também pode acarretar sérios danos às
trutas por exemplo, uma vez que se cair uma chuva ácida num ambiente lacustre de uma
truta, abaixo ou acima do N.T, a truta morrerá. Os efeitos ambientais da precipitação
ácida levaram à adopção, pela generalidade dos países, de medidas legais restritivas da
queima de combustíveis ricos em enxofre e obrigando à adopção de tecnologias de
redução das emissões de azoto reativo para a atmosfera.
História
As emissões de dióxido de enxofre e de óxidos de azoto têm crescido quase
continuamente desde o início da Revolução Industrial. Robert Angus Smith, num estudo
realizado em Manchester, Inglaterra, fez em 1852 a primeira demonstração da relação
entre a acidez da chuva e a poluição industrial, cunhando em 1872 a designação chuva
ácida
Apesar da relação entre precipitação ácida e poluição do ar ter sido descoberta
em 1852, o seu estudo científico sistemático apenas se iniciou nos finais da década de
1960. Harold Harvey, professor de Ecologia na Universidade de Toronto, publicou em
1972 um dos primeiros trabalhos sobre um lago “morto” em resultado da acidificação
das suas águas pela deposição ácida, trazendo a questão da chuva ácida para a ribalta da
política ambiental.
O interesse público pelos efeitos da chuva ácida iniciou-se na década de 1970, a
partir dos Estados Unidos, quando o New York Times publicou os resultados obtidos em
estudos feitos na Hubbard Brook Experimental Forest (HBES), em New Hampshire,
que demonstravam os múltiplos danos ambientais que a acidez da precipitação estava a
causar.
Ao longo das últimas décadas têm sido reportadas leituras de pH na água de
gotas de chuva e em gotículas de nevoeiro, colhidas em regiões industrializadas, com
valores inferiores a 2,4 (a mesma acidez do vinagre).
6
A precipitação ácida com origem industrial é um sério problema em países onde
se queimam carvões ricos em enxofre para gerar calor e eletricidade, como a China e a
Rússia. Embora com outras origens, com destaque para o tráfego automóvel, o
problema afeta vastas regiões da Europa e da América do Norte.
O problema da precipitação ácida tem crescido com o aumento da população e
com a industrialização, abrangendo áreas crescentes do planeta, com destaque para a
Índia e o sudeste asiático. O uso de altas chaminés industriais para dispersar os gases
emitidos tem contribuído para aumentar as áreas afetadas, já que os poluentes são
injetados na circulação atmosférica regional, atingindo vastas áreas a sotavento do ponto
de emissão. Em resultado, é comum a deposição ocorrer a considerável distância do
ponto de emissão, com as regiões montanhosas a receberem a maior parte da acidez
precipitada (simplesmente por serem áreas de maior precipitação devido às chuvas de
montanha). Um exemplo destes efeitos é a grande acidez da precipitação na
Escandinávia quando comparada com as emissões relativamente baixas ali produzidas.
Causas e consequências da precipitação ácida
Presença de nuvens seja substancialmente maior do que o verificado em meio
gasoso. Tal deve-se à hidrólise nas gotículas de água, na qual o dióxido de enxofre
dissolvido, num processo similar ao descrito para o dióxido de carbono, hidrolisa numa
série de reações de equilíbrio químico:
SO2 (g)+ H2O ⇌ SO2·H2O
SO2·H2O ⇌ H++HSO3-
HSO3- ⇌ H++SO32-
No meio atmosférico ocorrem numerosas reações aquosas que oxidam o enxofre
(S) do estado de oxidação S(IV) (S+4) para o estado de oxidação S(VI) (S+6), levando à
formação de ácido sulfúrico (H2SO4), um dos mais fortes ácidos conhecidos. As
reações mais importantes, muitas delas com uma forte componente fotoquímica,
ocorrem com o ozono (O3), peróxido de hidrogénio (H2O2) e oxigénio (O2). As
reações com o oxigênio são catalisadas por traços de ferro e manganês presentes nas
gotículas das nuvens.
Óxidos de azoto
Apesar do azoto (N2) ser o gás mais abundante na composição da atmosfera da
Terra, aquele elemento na sua forma diatómica é muito pouco reativo. Para reagir com o
oxigénio gasoso precisa de grande quantidade de energia sob a forma de altas
temperaturas e pressões ou uma via catalítica adequada. Para além da conversão
bioquímica que ocorrem em organismos especialmente adaptados à fixação do azoto, na
natureza a oxidação do azoto apenas ocorre nas descargas eléctricas das trovoadas,
fazendo dos óxidos de azoto compostos em geral pouco comuns. Esta situação alterou-
se profundamente nas regiões industrializadas com a introdução dos motores a
explosão.
7
Naqueles motores, as pressões e temperaturas criadas no interior dos cilindros
levam à oxidação do azoto do ar ali injetado, formando uma complexa mistura de
óxidos de azoto, em geral designados por NxOx, que é libertada para a atmosfera com
os gases de escape. São estes gases que, reagindo com os componentes da atmosfera,
em particular com a água, formam ácido nitroso (HNO2) e ácido nítrico (HNO3), ácidos
fortes que contribuem poderosamente para a acidificação da precipitação.
Pela queima de combustíveis fósseis a altas pressões e temperaturas na presença
de azoto do ar, temos que na câmara de combustão dos motores, ocorre:
N2 (g) + O2 (g) → 2 NO (g)
O óxido de azoto formado, instável nas condições atmosféricas normais, na
presença do oxigénio do ar, produz:
2 NO (g) + O2 (g) → 2 NO2 (g)
O dióxido de azoto formado, na presença de água líquida nas gotículas das
nuvens, nevoeiros e outras formas de condensação atmosférica, produz por adição do
ião hidroxilo (NO2 + OH· → HNO3):
2 NO2 (g) +H2O (l) → HNO3 (aq) + HNO2 (aq)
Mecanismos de precipitação
A deposição da precipitação ácida ocorre essencialmente pela via úmida, tendo a
deposição seca um papel secundário (exceto nas proximidades de instalações industriais
que emitam grandes volumes de partículas para o ar).
A deposição pela via úmida ocorre quando alguma forma de precipitação (chuva,
neve, granizo ou outra) remova os compostos ácidos da atmosfera depositando-os sobre
a superfície. Este tipo de precipitação pode resultar na precipitação das gotículas onde
se formaram os ácidos ou do arraste pela precipitação de aerossóis existentes nas
camadas atmosféricas atravessadas pela precipitação em queda.
Apesar de menos significativa, a deposição a seco, isto é aquela que ocorre na
ausência de precipitação, representa cerca de 20 a 40% da deposição ácida total nas
regiões industrializadas. Para além da deposição de material sólido em suspensão no ar,
este tipo de deposição também inclui a aderência e adsorção de partículas e gases na
superfície da vegetação, nos solos e materiais geológicos e nas estruturas construídas.
Efeitos da precipitação ácida
A precipitação ácida, resultante da presença de substâncias ácidas na atmosfera,
provoca uma série de efeitos prejudiciais em diferentes ecossistemas. Esses efeitos
abrangem desde danos diretos em vegetação até impactos em corpos d’água. Entre os
principais efeitos da precipitação ácida, destacam-se:
8
Danos à Vegetação: A acidez das chuvas pode causar danos diretos às folhas e
estruturas vegetais, comprometendo o crescimento e a saúde das plantas. Isso afeta não
apenas áreas naturais, mas também cultivos agrícolas.
Alterações em Corpos d’Água: A precipitação ácida contribui para a
acidificação de lagos, rios e solos aquáticos, ameaçando a vida aquática. Organismos
como peixes e invertebrados são sensíveis a mudanças nos níveis de acidez, o que pode
resultar em diminuição da biodiversidade.
Desgaste de Estruturas: Edificações, monumentos e estruturas feitas de
materiais sensíveis à corrosão, como calcário e mármore, são vulneráveis à corrosão
causada pela precipitação ácida, levando à degradação ao longo do tempo.
Impactos em Solos: A acidez decorrente das chuvas ácidas pode afetar a
qualidade do solo, prejudicando a disponibilidade de nutrientes essenciais para as
plantas e contribuindo para a lixiviação de minerais.
Problemas Respiratórios: Partículas ácidas presentes na atmosfera,
provenientes da precipitação ácida, podem afetar a qualidade do ar, contribuindo para
problemas respiratórios em humanos e animais.
Deterioração de Ecossistemas Sensíveis: Ecossistemas delicados, como
florestas de altitude e áreas úmidas, são particularmente suscetíveis aos efeitos da
precipitação ácida, o que pode resultar na perda de biodiversidade e na degradação
dessas áreas.
9
Conclusão
Em síntese, a problemática das chuvas ácidas ressalta a necessidade urgente de
medidas mitigadoras e políticas ambientais responsáveis. O comprometimento global na
redução das emissões de poluentes atmosféricos e a promoção de práticas sustentáveis
são essenciais para preservar a qualidade do ar e a saúde dos ecossistemas terrestres e
aquáticos. Ao compreendermos a formação das chuvas ácidas e seus impactos, podemos
direcionar esforços coletivos para garantir um futuro mais saudável e equilibrado para o
nosso planeta.
10
Referências bibliográficas
CHUVA ÁCIDA. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia
Foundation, 2023. Disponível em:
[Link]
Acesso em: 2 out. 2023.
MAGALHÃES, Lana. Chuva Ácida. Toda Matéria, [s.d.]. Disponível em:
[Link] Acesso em: 27 jan. 2024
11