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Magia e Esoterismo no Cristianismo

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Giovany Borém
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O autor irá nos apresentar a concepção de esoterismo e sua construção ao longo

da idade média, iniciando sua abordagem dizendo que as praticas magicas surgiram na
Mesopotâmia e foram consolidadas no Egito, nesse ponto, cabe a mim apresentar um
interlocução com o autor, por descordar apenas desse aspecto, a magia e astrologia pode
ter sido introduzidas entre os mesopotâmios e consolidada entre os egípcios, mas través
da antropologia, sabemos que o homem vem interpretando a natureza e seus “símbolos”
muito antes de um consolidação alfabética, como a escrita cuneiforme, o processo
xamas realizados pelas primeiras comunidades humanas, é o primeiro indicio de uma
ideia de magia, a priori o conceito era repetir ações da natureza para conseguir o
desejado, como sons e danças para “invocar” a chuva, a antropomorfia entre homem e
animal, vista de uma forma mais elaborada no Egito.

O que eu posso considerar um ponto importante sobre o tema apresentando pelo


autor, é que de fato na Mesopotâmia vamos compreender o conceito de “invocação” de
uma forma mais direcionada, isso é, as “forças” agora criam formas através dos Deuses,
o Zigurates sendo as moradas dos Deuses, são o que poderíamos considerar os primeiros
templos, pois era ali que seria exercido a invocação, popularmente conhecido como
oração, para intervenção em ações naturais, ou a interpretação de ações naturais, como a
astrologia. Assim o homem se torna politeísta e o pensamento magico e intrínseco no
homem, refletindo no Egito onde é sistematizado através da Heka, onde se mantem esse
conhecimento sobrenatural e magico. Esses ensinamentos são passados através das
internacionalidades dos povos mediterrâneos, chegando aos gregos e que desenvolverão
e adotaram divindades, filosofias, magia e astrologia.

Notamos que a jornada da magia e astrologia é uma troca de saberes entre os


povos, que adaptam as suas necessidades locais, já que esses saberes mágicos estão
ainda associadas a força das naturezas, também praticados pelos povos de origem indo-
europeias, como os Druidismo, que através dos Druidas que eram sacerdotes, juízes e
líderes de comunidades celtas, ligava suas ações aos ciclos naturais (estações dos anos),
para estabelecerem seus ritos e tradições, sendo extremamente ligados a natureza, os
Druidas então influenciaram os Nórdicos, que desenvolve a partir de uma escrita celta
as runas, um personificação de símbolos que poderiam das “poderes” mágicos.

Essas tradições estavam ligadas diretamente a Europa, que iria incorporar ao


longo da Idade Medieval, uma religião de origem oriental, com saberes e tradições
ligados a um povo, os hebreus, através da figura de Jesus. Os cristões herdando essas
tradições, criam escolas de mistérios, como o Gnosticismo, o mundo comandando por
Demiurgo, a necessidade da elevação do saber através de conhecimentos sofistas, para
se despender desse sistema. A Cabala também gera influências na cristandade europeia,
com as constantes imigrações dos judeus para Europa, passam então os seus
conhecimentos dos saberes ocultos do pentateuco, gerando ordens alquímicas e ligações
entre as duas religiões. O cristianismo “recebe” de diversas fontes para a estrutura da
sua própria religião, recebendo a magia e astrologia em suas crenças, ao contrário de
uma doutrina da não existência da magia ou astrologia, esses dois elementos de fato
existem para o cristão medieval e moderno, são associados sempre ao negativismo, algo
demoníaco, mas existe, sendo assim algo presente para os fies.

A magia da natureza ou natural, não reflete no cristianismo católicos através


apenas da astrologia, o segmento dos planetas faz parte de um conglomerado de
heranças de uma sociedade paga. A religião Católica Romana pode ser monoteísta por
ter apenas a figura de um Deus supremo (por mais que seja representando através de
uma trindade, herança de conceitos tríplices de religiões pagas, como celtas, egípcios e
gregos), o catolicismo está rodeado de interfaces místicas e esotéricas, por mais que não
seja interpretadas dessas forma, mas os ciclos dos anos estão associados a forças da
natureza, o Natal, data esse pagã, representa o nascimento de cristo, visto assim como
uma esperança para o solstício de inverno do hemisfério norte, o nascimento de lago
novo e milagroso, uma ressignificação da data, outro exemplo seria a Páscoa,
celebração essa comum entre os povos romanos pois marcava o inicio da primavera e
fim do inverno, cabe então a essa data se referir a morte de Cristo, a morte de cristo
representava a salvação e o renascimento, conceitos também vistos em celebrações
pagãs como Ostara.

Podemos encontrar diversos simbolismos associados a essas datas,


principalmente associado a Jesus, que passa por uma jornada de Herói e se torna uma
boa representação de divindades solares, mas Jesus representa esta associado a trindade,
ele faz parte do monoteísmo católico, mas a catolicismo europeu não conseguiu
distanciar de suas divindades, os santos, anjos, arcanjos e demônios, são forças da
natureza de poderes melhores, mas que podem ser “invocados” através de templos e
igrejas, representando a força das divindades menores que atuam em um plano
espiritual, são ligados a símbolos, elementos e ritos, semelhantes a religiões politeístas.
O próprio antropomorfismo ainda está associado ao cristianismo, tradição antiga como
citando anteriormente, herdade pelos xamas, ao associarem o mal com a serpente, o
diabo com um dragão, os discípulos com o cordeiro e o espírito santo a uma pomba
branca.

Finalizando então discordando, ao que cabe a mim discordar, que o cristianismo


é uma religião carregada de simbolismo esotérico e de conhecimentos mágicos e
ocultistas, que gera influencias ainda na contemporaneidade, e por que mais que se
considera monoteísta, é de caráter politeísta por elaborar um panteão de divindades
santas e demoníacas que compões suas tradições, a astrologia seria essa um dos
pequenos males hereges que Igreja teria que combates, mas não considero o
cristianismo algo negativo, mas sim uma extensão desse processo evolutivo da tentativa
do homem de interpretar a natureza e forças naturais que a ele são difíceis de interpretar.

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