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Poesia e Rebeldia na Literatura Periférica

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Atividade sobre o gênero Slam [...

]
Os livros de história não nos oprimem mais
POBRE DE ESPÍRITO Pois estamos municiados de poetas como Jô Freitas,
Emerson Alcalde e Sérgio Vaz
Pediram-me para falar sobre amor Quebramos o pedestal
É amor que você quer? Onde repousava imponente a aristocracia
Então toma aqui, minha poesia 99% é amor E nos SLAM'S, nos SARAUS
Mas aquele 1% é… REBELDIA! PERIFERIA! Ressignificamos o termo…
Que rasga as métricas Poesia Poesia que pra gente é
Esquece das regras Verdade Coração Liberdade União Amizade
E aponta o dedo na cara da academia BURGUESA! T R A N S G R E S S Ã O!!!
E avisa, que cansamos das migalhas Então é isso
Agora iremos OCUPAR a mesa. Verso visceral
Poesia que bate na porta educadamente Se não tens conhecimento empírico
E pede para entrar Fecha o bico
Mas se não abrirem, simplesmente Não julgue a literatura marginal
Nós iremos arrombar Porque a quebrada produz
E sambar na cara da arrogância E é de qualidade
Na cara do desdém [...]
E mostrar a importância Poxa deu pra entender
Que os versos que vem daqui têm [...] Que aqui, tem muito amor envolvido?
A cultura cura Mas se ainda assim julga pobre os meus versos
E eles estão ligados Julga pobre os meus escritos
Porque acha que até hoje tentam nos manter Então eu digo:
privados à margem do conhecimento Mais pobre é você!
Só que ficar parado, nunca foi nosso legado Pobre de espírito. (Cleyton Mendes)

1. Como a narrativa presente nos versos do poema de Cleyton Mendes reflete as contradições das classes
sociais?

2. Em "Pobre de espírito", Cleyton Mendes diz "A cultura cura". Descrevam de que forma a literatura periférica
pode ser uma ferramenta de transformação social.

3. Levando em consideração todo o contexto da poesia, como as palavras que estão destacas se relacionam com
temática do texto?

4. Qual é a relação do título do poema com o sentido de todo o texto? As palavras estão no sentido conotativo
ou denotativo? Comente.

A literatura periférica é produzida por escritores das periferias urbanas, refletindo suas vivências e contextos
sociais. Marcada pela linguagem coloquial e temas como exclusão social, é frequentemente veiculada em saraus
e slams antes de ser publicada. Com base no texto lido, responda:
5. Qual das seguintes características não se aplica à literatura periférica?

a) É publicada diretamente por grandes editoras.


b) Aborda temas ligados à exclusão social.
c)Utiliza linguagem coloquial.
d) É veiculada em saraus e slams.

6. De que maneira os escritores das periferias utilizam os poemas para abordar e denunciar as injustiças sociais?

Leia os textos para responder à questão.


TEXTO1 TEXTO 2

7. Qual é a temática dos textos e como eles se relacionam?

8. Leia o poema de Cleyron Mendes a seguir.

CRESPOW Duro? Duro é eu ser sempre vítima das balas


Poeta Akins Kinte já falou perdidas, das estatísticas, dos enquadros
Mas eu volto a repetir Duro é ver youtubers brancas dando dicas de como
Que duro não é o cabelo deixar o cabelo cacheado
Duro é o seu preconceito Duro é todo dia ter que escutar “como você faz pra
Que tenta nos reprimir dormir”, “como você faz pra lavar?”
Não existe cabelo duro “Posso encostar?” “Seu cabelo é bonito, mas fica
Deu pra entender? melhor se alisar”
O que vocês estão vendo aqui Duro é os seus negócios, sua química ser a sua
São raízes prestes a florescer “solução”
Duro? Duro é o chão, é pedra, parede, madeira Duro é ver as nossas rainhas além de flertarem com
Meu cabelo, não! Meu cabelo é pura capoeira alisante, chapinhas, flertarem também com a
Pronto pra gingar, e queira ou não queira depressão...
ele vai afrontar Tudo isso é duro, o meu cabelo não!
Meu cabelo é diáspora, forte como baobá Então!
E se for preciso o seu eurocentrismo Eu vou gritar,
tipo Mohamed Ali vai nocautear feito um desvairado
E se libertar... desse padrão (pra encorajar mais irmãs e mais aliados)
Duro é discriminação, meu cabelo é muito bom! PROGRESSIVA NÃO É PROGRESSO!
Por que duro? Duro é ter que aturar piada racista Deixemos nossos cabelos armados
Duro é meu cabelo ser o motivo por eu não ser Armados de africanidades
aprovado na entrevista Vamos esfregar nossos blacks na cara da sociedade
Duro nossas crianças quererem ser a Barbie sem Esfrega o dread, turbante se preferir
conhecer Abayomi O importante é a gente sorrir
Duro é nossos heróis em tese nem existir E... o meu crespo, a minha trança
Duro é nossa beleza renegada, duro é a opressão Não é adereço, é herança
Duro é menina ser apedrejada por causa da religião [...]

a) No texto, a palavra “duro” é repetida várias vezes. Nas repetições, ela tem o mesmo sentido? Dê os diferentes
significados retirando elementos do poema.

b) Explique a fala “PROGRESSIVA NÃO É PROGRESSO”!

c) A partir da temática do texto elabore uma síntese apontando seu ponto de vista sobre a poema.

9. Escolha um assunto de sua preferência, mas que faça relação com a literatura periférica e produza um poema
com características do gênero Slam.

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