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Política de Saúde Integral da Criança

iesc

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como a redução das vulnerabilidades e riscos para o

POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO adoecimento e outros agravos, à prevenção das


INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA doenças crônicas na vida adulta e da morte
prematura de crianças.
PORTARIA N° 1.130 DE 05 DE AGOSTO DE
Art. 6°: A PNAISC se estrutura em 7 (sete) eixos
2015
estratégicos
Institui a Política Nacional de Atenção Integral
Saúde da criança no âmbito do SUS.
1. Atenção humanizada e qualificada à
gestação, ao parto, ao nascimento e ao
OBJETIVO
recém-nascido: Consiste na melhoria do
Promover e proteger a saúde da criança e o
acesso, cobertura, qualidade e humanização da
aleitamento materno, mediante a atenção e cuidados
atenção obstétrica e neonatal, integrando as
integrais e integrados da gestação aos 9 (nove) anos
ações do pré- natal e acompanhamento da
de vida, com especial atenção à primeira infância e
criança na atenção básica com aquelas
às populações de maior vulnerabilidade, visando à
desenvolvidas nas maternidades,
redução da morbimortalidade e um ambiente
conformando-se uma rede articulada de
facilitador à vida com condições dignas de
atenção;
existência e pleno desenvolvimento.
2. Aleitamento materno e alimentação
Para fins do PNAISC considera-se: 1. Criança de 0
complementar saudável: Estratégia ancorada
a 9 anos (120 Meses) 2. Primeira Infância: De 0 a 5
na promoção, proteção e apoio ao aleitamento
anos (72 Meses)
materno, iniciando na gestação, considerando-
se as vantagens da amamentação para a
- Observação: Para fins de atendimento em criança, a mãe, a família e a sociedade, bem
serviços de pediatria no SUS, a PNAISC como a importância de estabelecimento de
contemplará crianças e adolescentes até a idade hábitos alimentares saudáveis;
de 15 (quinze) anos, ou seja, 192 (cento e
noventa e dois) meses sendo este limite etário
3. Promoção e acompanhamento do
passível de alteração de acordo com as normas e crescimento e do desenvolvimento integral:
rotinas do estabelecimento de saúde responsável Consiste na vigilância e estímulo do pleno
pelo atendimento. crescimento e desenvolvimento da criança, em
especial do "Desenvolvimento na Primeira
Infância (DPI)", pela atenção básica à saúde,
PRINCÍPIOS conforme as orientações da "Caderneta de
Art. 4° A PNAISC é orientada pelos seguintes Saúde da Criança", incluindo ações de apoio
princípios: às famílias para o fortalecimento de vínculos
1. Direito à vida e à saúde; familiares;
2. Prioridade absoluta da criança;
3. Acesso universal à saúde; 4. Atenção integral a crianças com agravos
4. Integralidade do cuidado; prevalentes na infância e com doenças
5. Equidade em saúde; crônicas: Consiste em estratégia para o
6. Ambiente facilitador à vida; diagnóstico precoce e a qualificação do
7. Humanização da atenção; manejo de doenças prevalentes na infância e
8. Gestão participativa e controle social. ações de prevenção de doenças crônicas e de
cuidado dos casos diagnosticados, com o
EIXOS ESTRATÉGICOS fomento da atenção e internação domiciliar
Estrutura em 7 (sete) eixos estratégicos, com a sempre que possível;
finalidade de orientar e qualificar as ações e
serviços de saúde da criança no território nacional, 5. Atenção integral à criança em situação de
considerando os determinantes sociais e violências, prevenção de acidentes e
condicionantes para garantir o direito à vida e à promoção da cultura de paz: Consiste em
saúde, visando à efetivação de medidas que articular um conjunto de ações e estratégias da
permitam o nascimento e o pleno desenvolvimento rede de saúde para a prevenção de violências,
na infância, de forma saudável e harmoniosa, bem acidentes e promoção da cultura de paz, além
de organizar metodologias de apoio aos serviços compartilhada entre A t e n ç ã o Especializada
especializados e processos formativos para a e a Atenção Básica; e
qualificação da atenção à criança em situação [Link] triagens neonatais universais (teste do
de violência de natureza sexual, física e pezinho, teste do coraçãozinho, teste do
psicológica, negligência e/ou abandono, olhinho etc).
visando à implementação de linhas de cuidado Art. 8°: São ações estratégicas do eixo de
na Rede de Atenção à Saúde e na rede de aleitamento materno e alimentação complementar
proteção social no território; saudável:
I. A Iniciativa Hospital Amigo da Criança
6. Atenção à saúde de crianças com deficiência ou (IHAC);
em situações específicas e de vulnerabilidade: II. A Estratégia Nacional para Promoção do
Consiste na articulação de um conjunto de Aleitamento Materno e Alimentação
estratégias intrasetoriais e intersetoriais, para Complementar Saudável no SUS;
inclusão dessas crianças nas redes temáticas de III. A Mulher Trabalhadora que Amamenta
atenção à saúde, mediante a identificação (MTA);
situação de vulnerabilidade e risco de agravos IV. A Rede Brasileira de Bancos de Leite
adoecimento , reconhecedoras especificidades Humano;
deste público para uma atenção resolutiva; V. A implementação da Norma Brasileira de
Comercialização de Alimentos para
7. Vigilância e prevenção do óbito infantil, fetal e Lactentes, para Crianças de Primeira Infância,
materno: Consiste na contribuição para o Bicos Chupetas e Mamadeiras (NBCAL); e
monitoramento e investigação da mortalidade VI. A mobilização social em aleitamento materno
infantil e fetal e possibilita a0 avaliação das
Art. 9°: São ações estratégicas do eixo de
medidas necessárias para a prevenção de óbitos
promoção e acompanhamento do crescimento e
evitáveis.
do desenvolvimento integral:
I. A disponibilização da "Caderneta de Saúde da
AÇÕES ESTRATÉGICAS Art 7°: São ações Criança", com atualização periódica de seu
estratégicas do eixo de atenção humanizada e conteúdo;
qualificada à gestação, ao parto, ao nascimento e ao II. A qualificação do acompanhamento do
recém-nascido: I. A prevenção da transmissão crescimento e desenvolvimento da primeira
vertical do HIV e da sífilis; infância pela Atenção Básica à Saúde;
II. A atenção humanizada e qualificada ao parto e
III. O Comitê de Especialistas e de M o b i l i z a
ao recém nascido no momento do nascimento, ç ã o S o c i a l p a r a o Desenvolvimento
com capacitação dos profissionais de Integral da Primeira Infância, no âmbito do
enfermagem e médicos para prevenção da Sistema Único de Saúde (SUS); e
asfixia neonatal e das parteiras tradicionais;
IV. O apoio à implementação do Plano Nacional
III. A atenção humanizada ao recém-nascido
pela Primeira Infância.
prematuro e de baixo peso, com a utilização do
Art. 10°: São ações estratégicas do eixo de
"Método Canguru";
atenção integral a crianças com agravos
IV. A qualificação da atenção neonatal na rede de
prevalentes na infância e com doenças crônicas I.
saúde materna, neonatal e infantil, com especial A Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na
atenção aos recém-nascidos graves ou Infância (AIDPI);
potencialmente graves, internados em Unidade
Neonatal, com cuidado progressivo entre a
Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN),
II. A construção de diretrizes de atenção e linhas de
a Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal
cuidado; e
Convencional (UCINCo) e a Unidade de
III. O fomento da atenção e internação domiciliar.
Cuidado Intermediário Neonatal Canguru
(UCINCa);
V. A alta qualificada do recém-nascido da
maternidade, com vinculação da dupla
mãe-bebê à Atenção Básica;
VI. O seguimento do recém-nascido de risco,
após a alta da maternidade, de forma
PUERICULTURA SINAIS DE ALARME

DEFINIÇÃO Em todas as visitas domiciliares, é fundamental que


o profissional de saúde saiba identificar sinais de
perigo à saúde da criança. São sinais que indicam a
Puericultura é a consulta periódica de uma criança necessidade de encaminhamento da criança ao
feita com o propósito de avaliar seu crescimento e serviço de referência com urgência:
desenvolvimento de maneira próxima. Durante
essas consultas deve-se realizar orientações 1. Recusa alimentar (a criança não consegue
educativas, ações de promoção da saúde, ações beber ou mamar);
relacionadas à prevenção de doenças e observação 2. Vômitos importantes (ela vomita tudo o que
dos riscos e vulnerabilidades sob a qual está ingere);
submetida a respectiva criança. Além disso, é papel 3. Convulsões ou apneia (a criança fica em torno
da puericultura observar fatores de risco e de 20 segundos sem respirar);
vulnerabilidades que cercam as diferentes fases do 4. Frequência cardíaca abaixo de 100bpm; 5.
processo de crescimento e desenvolvimento da Letargia ou inconsciência;
criança. 6. Respiração rápida (acima de 60 irpm); 7.
Atividade reduzida (a criança movimenta-se
FREQUÊNCIA DE CONSULTAS menos do que o habitual);
8. Febre (37,5°C ou mais);
9. Hipotermia (menos do que 35,5°C);
Nos primeiros 2 anos de vida as consultas são mais
10. Tiragem subcostal;
frequentes devido ao processo de crescimento e
11. Batimentos de asas do nariz;
desenvolvimento ser mais intenso, por isso: 1. No
12. Cianose generalizada ou palidez importante;
1° ano de vida: É recomendado um 13. Icterícia visível abaixo do umbigo ou nas
mínimo de 7 consultas de rotina, uma na primeiras 24 horas de vida;
primeira semana e no 1°/2°/4°/6°/9° e 12° mês. 14. Gemidos;
2. No 2° ano de vida: Deve se ter um mínimo de 2 15. Fontanela (moleira) abaulada;
consultas de rotina: no 18°e 24° mês. Observação: 16. Secreção purulenta do ouvido;
A partir dos 2 anos de idade as consultas podem se 17. Umbigo hiperemiado (hiperemia estendida à
tornar anuais. Além da oportunidade de avaliar o pele da parede abdominal) e/ou com secreção
desenvolvimento da criança, tal organização da purulenta (indicando onfalite);
frequência de consultas adotada pelo Ministério da 18. Pústulas na pele (muitas e extensas);
Saúde toma como base o calendário de vacinação,
19. Irritabilidade ou dor à manipulação.
permitindo a verificação do cartão vacinal em meses
oportunos: ao nascimento, com 1, 2, 3, 4, 5, 6, 12 e
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA
15 meses.
1. De 0 a 3 – Asfixia grave
OBJETIVOS DA PRIMEIRA CONSULTA 2. De 4 a 6 – Asfixia moderada
3. De 7 a 10 – Boa vitalidade, boa adaptação
1. Observar as relações familiares; Observação: O resultado do primeiro minuto
2. Facilitar o acesso ao serviço de saúde; 3. geralmente está relacionado com o pH do cordão
Possibilitar ou fortalecer o vínculo das famílias com umbilical e traduz asfixia intraparto. Já o Apgar do
as equipes de saúde; quinto minuto se relaciona com eventuais sequelas
4. Escutar e oferecer suporte emocional nessa etapa neurológicas.
de crise vital da família; Observação: Além disso, escore menor que 7 é
5. Estimular o desenvolvimento da parentalidade; 6. indicativo de asfixia perinatal.
Orientar a família sobre os cuidados com o bebê;
7. Identificar sinais de depressão puerperal; 8.
Promover o aleitamento materno exclusivo até o 6°
mês de vida;
9. Prevenir lesões não intencionais;
10. Identificar sinais de perigo à saúde da criança.
ANAMNESE
1ª CONSULTA - FATORES DE RISCO:
- Antecedentes maternos: Diabetes, Hipertensão, • A partir da anamnese, procura-se avaliar
Obesidade, Doenças infecciosas e Drogas. principalmente as condições do nascimento da
- Contexto Socioeconômico: Residência, criança (tipo de parto, local do parto, peso ao nascer,
escolaridade e renda familiar. idade gestacional, índice de Apgar, intercorrências
- Antecedentes Obstétricos: Paridade, Malformações, clínicas na gestação, no parto, no período neonatal e
Prematuridade, Doenças na gestação. nos tratamentos realizados) e os antecedentes
- Sintomas Atuais: Irritabilidade, Vômitos, diarreia, recusa familiares (as condições de saúde dos pais e dos
alimentar. irmãos, o número de gestações anteriores, o número
- Parto e Nascimento: Tipo, local, peso ao de irmãos).
nascer, APGAR, Intercorrências • O índice de Apgar – também reconhecido
- Outros: Amamentação, Vacinas, Sono, popularmente pelos pais como a “nota” que o bebê
recebe logo após nascer – no quinto minuto entre 7
Eliminação Vesical e intestinal. e 10 é considerado normal. Apgar 4, 5 ou 6 é
considerado intermediário e relaciona-se, por
APGAR exemplo, com prematuridade, medicamentos usados
É um dos métodos mais utilizados para a avaliação pela mãe, malformação congênita, o que não
imediata do recém-nascido (RN), principalmente, significa maior risco para disfunção neurológica.
no primeiro e no quinto minutos de vida • Índices de 0 a 3 no quinto minuto relacionam-se a
maior risco de mortalidade e leve aumento de risco
SINAIS para paralisia cerebral. No entanto, um baixo índice
Os sinais avaliados são: de Apgar, isoladamente, não prediz disfunção
1. Coloração da pele neurológica tardia.
2. Pulso
3. Irritabilidade reflexa EXAME FÍSICO
4. Esforço respiratório
5. Tônus muscular.
Um exame físico completo deve ser realizado na
Observação: O somatório da pontuação (no mínimo
primeira consulta de puericultura.
0 e no máximo 10) resultará no Escore de Apgar

INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

ANTROPOMETRIA-ESTATURA GANHO
ESTATURAL MÉDIO DE 0 A 2 ANOS

1. 0-3 meses : 3cm/mês;


2. 3-6 meses : 2cm/mês;
3. 6-12 meses: 1-1,5cm/mês;
4. 1-2 anos: 1cm/mês.
METRIA-PERÍMETRO CEFÁLICO;

2. 1° trimestre: aprox. 2 cm / mês;


3. 2° trimestre: aprox. 1 cm / mês;
4. 3° trimestre : aprox. 0,5 cm / mês.

FECHAMENTO FONTANELAS
TESTES ORTOPÉDICOS
ORIENTAÇÕES

determinada idade, quando esta alcança a sua


maturidade biológica.
ALEITAMENTO MATERNO 2. Desenvolvimento: O desenvolvimento é um
processo que acompanha o homem através de
toda a sua existência.
• Promova e apoie o aleitamento materno
DESENVOLVIMENTO MOTOR O
exclusivo; desenvolvimento motor é a capacidade de realizar
• A criança que é alimentada somente com leite movimentos por vontade própria e é dividido em
materno até os 6 meses de vida; • Apresenta duas áreas: motor grosso e motor fino.
menor morbidade; 1. Motor grosso: compreende a maturação da
• Orientar a livre demanda (frequência e duração); postura, o equilíbrio da cabeça, sentar,
• Não prescrever suplementação desnecessária engatinhar, ficar de pé e o andar.
com outros leites; 2. Motor fino: incluem o emprego das mãos e
• Formação ou o fortalecimento do vínculo entre dedos na preensão de objetos, tais como
os pais e o bebê. apanhar, alongar, empilhar objetos.
MARCOS DO DESENVOLVIMENTO 1.
CUIDADOS COM O RECÉM-NASCIDO 1. Desenvolvimento Motor
Orientar lavagem de mãos por todas as pessoas 2. Linguagem e comunicação
que tem contato com o bebê; 2. Oriente a família
de modo a não permitir que pessoas fumem
dentro de casa;
3. Banho, troca de fraldas, assaduras e cuidados
com o coto umbilical.;
4. Importância da posição supina (proteção contra
a morte súbita do lactente);
5. Uso Chupetas;
6. Prevenção de acidentes;
7. Verificar Calendário.
DESENVOLVIMENTO
Refere-se às mudanças qualitativas, tais como
aquisição e o aperfeiçoamento de capacidades e
funções, que permitem à criança realizar coisas
novas, progressivamente mais complexas, com
uma habilidade cada vez maior.
1. Crescimento: O crescimento termina em
3. Desenvolvimento Social Para crianças menores de 2 anos: 1. Investigue
Maria Vitória de Sousa Santos possíveis causas, com atenção especial para o
desmame.
2. Oriente a mãe sobre a alimentação
complementar adequada para a idade. 3. Se a
criança não ganhar peso, solicite seu
acompanhamento no Nasf, se tal possibilidade
estiver disponível.
4. Oriente o retorno da criança no intervalo
máximo de 15 dias.
Para crianças maiores de 2 anos: 1. Investigue
possíveis causas, com atenção especial para a
alimentação, para as intercorrências infecciosas,
os cuidados com a criança, o afeto e a higiene.
2. Trate as intercorrências clínicas, se houver. 3.
Solicite o acompanhamento da criança no Nasf,
se tal possibilidade estiver disponível. 4.
Encaminhe a criança para o serviço social, se isso
for necessário.
5. Oriente a família para que a criança realize
nova consulta com intervalo máximo de 15
dias.
MAGREZA ACENTUADA OU PESO MUITO
BAIXO PARA A IDADE
1. Investigue possíveis causas, com atenção
especial para o desmame (especialmente para
os menores de 2 anos), a alimentação,
Maria Vitória de Sousa Santos as
intercorrências infecciosas, os cuidados
com a criança, o afeto e a higiene.
2. Trate as intercorrências clínicas, se houver. 3.
Encaminhe a criança para atendimento no Nasf.
MONITORIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DO
4. Encaminhe a criança para o serviço social, se
CRESCIMENTO
este estiver disponível.
5. Oriente a família para que a criança realize
CONDUTAS RECOMENDADAS A seguir, nova consulta com intervalo máximo de 15
serão apresentadas algumas considerações sobre o dias.
manejo de situações de desvio no crescimento da
criança com até 5 anos de idade.
SOBREPESO OU OBESIDADE 1. Verifique a
existência de erros alimentares, identifique a dieta
da família e oriente a mãe ou o cuidador a
administrar à criança uma alimentação mais
adequada, de acordo com as recomendações para
uma alimentação saudável para a criança. 2.
Verifique as atividades de lazer das crianças,
como o tempo em frente à televisão e ao PREMATURIDADE
videogame, estimulando-as a realizar passeios,
caminhadas, andar de bicicleta, praticar jogos
com bola e outras brincadeiras que aumentem a
atividade física.
3. Encaminhe a criança para o Nasf, se tal
possibilidade estiver disponível.
4. Realize a avaliação clínica da criança.
MAGREZA OU PESO BAIXO PARA A IDADE
periférico ou central: nutrição parenteral ou
por sonda (enteral); suporte respiratório.
FATORES DE RISCO
1. Parto prematuro anterior;
2. Hipertensão;
3. Diabetes gestacional;
4. Estresse;
5. Sobredistenção uterina;
6. Rotura prematura de membranas ovulares; 7.
Infecções;
8. Miomas;
INTRODUÇÃO 9. Malformações uterinas;
• A prematuridade é um dos fatores determinantes 10. Gestação indesejada;
mais importantes da mortalidade infantil. No 11. Descolamento de placenta;
Brasil corresponde a 11,5% do total de 12. Assistência pré-natal inadequada.
nascimentos. SINAIS DE ALERTA PARA UM PARTO
• O baixo peso ao nascer (‹ 2.500 g) é o fator de PREMATURO
risco isolado mais importante para a 1. Pressão alta;
mortalidade infantil. 2. Febre;
• A maior parte das mortes infantis ocorre nos 3. Perda de líquido amniótico:
primeiros dias de vida da criança, por causas 4. Dores lombares;
consideradas evitáveis, como infecção, asfixia 5. Inchaço das mãos e rosto;
ao nascer e complicações da prematuridade. 6. Pressão em região pélvica.
• O bebê prematuro é um bebê que nasceu depois PECULIARIDADES DO PREMATURO - Fica
da 20° semana e antes de completar 37 internado na UTIN por alguns dias; - Utiliza o
semanas de gestação, e por isso, ele apresenta oxigênio para respirar melhor; - Utiliza sonda
alguns sistemas do corpo ainda imaturos, que para sua alimentação;
precisam de cuidados especiais para que ele - Fica na incubadora ou berço aquecido para
possa crescer e se desenvolver da melhor manter a temperatura;
maneira possível. - Utiliza de algumas medidas de prevenção para
• A prematuridade tem repercussões a curto e a evitar infecções (Ex: uso de antibiótico);
longo prazo. - As vezes faz-se necessário a reanimação
GRAUS DE PREMATURIDADE 1. Prematuro neonatal;
Limítrofe: Nascido entre 34 e 36 semanas. - Doenças pulmonares (Doença da membrana
- Podem apresentar apneia; dificuldades na hialina, hipertensão pulmonar, pneumotórax); -
sucção e deglutição; dificuldades para Doençasmetabólicas(Hipoglice
respirar; icterícia; distúrbios metabólicos m i a , hiperglicemia, hipercalcemia,
como hipoglicemia. hipocalcemia); - Icterícia da prematuridade;
2. Prematuro Moderado: Nascido entre 29 e 33 - Doenças genéticas;
semanas. - Malformações congênitas.
- O bebê pode ter sinais importantes de OS CUIDADOS COMEÇAM NA SALA DE
prematuridade (problemas respiratórios, PARTO
neurológicos, cardíacos) podendo necessitar • Deve ser recepcionado em campos aquecidos;
de mais suporte ou cuidados intensivos na • Equipe completa com material de reanimação
UTI Neonatal. Pulmão mais imaturo, neonatal;
podendo ser necessário suporte respiratório • Vaga de UTI.
ou entubação. CRITÉRIOS DE ALTA DA MATERNIDADE
3. Prematuro Extremo: Até 28 semanas de 1. Estabilidade fisiológica: Alimentar-se
gestação. exclusivamente VO, sem engasgo, cianose ou
- Seus órgãos principais (coração, pulmão, rins) dispneia, com ganho de peso adequado (20g/
não estão desenvolvidos e, por isso,
necessitará permanecer um período mais
prolongado na UTI Neonatal. Utiliza a dia). Manter temperatura corporal normal, em
incubadora até estabilização de seu quadro berço comum. Função cardiorrespiratória
clínico0 e ganho de peso; acesso venoso estável, sem apneia ou bradicardia.
2. No método Canguru: A mãe segura e família HiB aos 15 meses de idade, junto com a
consciente dos cuidados (incluindo a posição DTP, VOP, Hepatite A e Tetra viral.
canguru) peso mínimo de 1.600 g primeira • Quadros graves de Bronquiolite no Outono/
consulta em até 48h, uma vez por semana até inverno: Imunização passiva com anticorpo
atingir 2500 g. (PALVZUMABE)
MÉTODO CANGURÚ • Bebês de risco para maior g ravidade
• Contato pele a pele entre os pais e o bebê que, (Hospitalização e Oxigênio):
além de estabelecer o afeto e segurança, - Durante a sazonalidade em Santa Catarina:
favorece o desenvolvimento neuropsicomotor, março à agosto.
ganho de peso e contribui para a defesa - RNPT com IG menor até 28 sem e 6d (no
imunológica primeiro ano de vida).
CUIDADOS PÓS ALTA - RNPT com Displasia Broncopulmonar (1° e
1. No banho usar sabonete neutro, evitar talco e quando necessário, no 2° ano).
perfumes; - Bebês com Cardiopatia Congênita Cianótica
2. Roupa adequada ao clima local; ou Cardiopatia Congênita e Hipertensão
Pulmonar com repercussão hemodinâmica
3. Evitar aglomerações;
(até 2 anos).
4. Vacinas atualizadas;
5. Incentivo ao aleitamento materno. RETINOPATIA DA PREMATURIDADE •
ACOMPANHAMENTO AMBULATORIAL Prematuros abaixo de 32 semanas e ou 1500g. •
Cálculo da idade Gestacional Corrigida (IGC): Prematuros > 32 semana, que necessitaram
Oxigenioterapia.
T (tempo em semanas e dias) = 40 semanas -
• Avaliações iniciam entre a 4ª e a 6ª semana de
idade Gestacional
vida pós-natal.
IGC = Idade Cronológica -T
•Seguimentoconformeorientaçã
Exemplo:
o d o Oftalmologista.
Bebê nascido de 32 semanas, que no dia da
• Retinopatia: identificação precoce e
consulta está com 6 meses.
tratamento (Laser).
T = 40 sem - 32 sem => T = 8 semanas IGC =
Idade cronológica atual - T ACOMPANHAMENTO DA SAÚDE
IGC= 6 meses - 8 semanas (2 meses) = 4 meses. AUDITIVA • Emissões otoscústicas (EOA)
VACINAÇÃO teste da orelhinha. • TANU: Triagem Auditiva
• Orientação vacinal para os bebês Prematuros é Neonatal Universal. • Prematuros e outros bebês
conforme a Idade Cronológica. de Alto Risco para perda auditiva.
• Imunizações do calendário normal PNI • Encaminhamento ao Programa de Saúde
(Programa Nacional de Imunizações); Auditiva (SASA).
• Alguns bebês Imunoproteção específica; • • EOA repetida após a alta.
Normativas vigentes no Centro de referência em • Outros exames: Potencial Evocado Auditivo
imunobiológicos especiais - CRIE. (PEATE OU BERA)
• Identificação precoce - Implante coclear -
PARTICULARIDADES NA VACINAÇÃO 1.
Protetização
BCG: Só pode ser aplicada em RN com peso
•Pediatras-Otorrinolaringologi
maior ou igual a 2.000 g. Assim, o bebê que
nascer com ‹ 2 kg deve ter a BCG adiada ate s t a -Fenoaudólogos
atingir o peso adequado. • Comportamento auditivo e desenvolvimento da
2. Hepatite B: As crianças com peso de fala/linguagem.
nascimento ≤ 2.000 g ou idade gestacional DEFICIÊNCIAS DE MICRO-NUTRIENTES •
(IG) < 33 semanas devem receber além da Prematuros precisam de suplementação de
dose de vacina ao nascer (nas primeiras 12 vitaminas e minerais: Ferro, Zinco, Vitaminas A,
horas de vida), mais 3 doses da vacina. Isto é, D e C, em doses profiláticas e por períodos
no total recebem 4 doses: com 0, 2, 4 e 6 adequados, de acordo com o peso de nascimento
meses. e IG.
3. DTP: Recém-nascidos prematuros com <31 ANEMIA DA PREMATURIDADE • Além de
semanas e/ou < 1.000 g devem ter a vacinação transfusão de sangue na UTI neonatal, pode
postergada ou receber a DTPa. precisar de suplementação de ferro em doses
Maria Vitória de Sousa Santos terapêuticas.
• A suplementação profilática de Ferro se inicia
4. Hib: Os prematuros devem receber reforço de mais precoce e em doses maiores quanto menor
o for peso de nascimento: infecciosos como vírus e bactérias, ou a
1. Baixo Peso (<2500g); administração direta de anticorpos contra uma
2. Muito Baixo Peso (<1500g); infecção específica.
3. Extremo Baixo Peso (<1000g). • Na maioria dos casos, no primeiro contato com
AMAMENTAÇÃO um agente infeccioso (primo infecção), o sistema
• Na amamentação, o bebê recebe os anticorpos da imune não possui anticorpos específicos para
mãe para proteção contra diarréia e diversos tipos impedir a infecção ou o desenvolvimento da
de infecções, principalmente as respiratórias; doença, sendo necessário o decorrer de alguns
• O leite materno diminui as chances do bebê dias até que os linfócitos B produzam as
desenvolver alergias, colesterol alto, diabetes e imunoglobulinas (resposta humoral) das classes
obesidade; IgM (inespecífica) e IgG (específica).
• O aleitamento materno também ajuda a criança a • Nessa mesma situação, os Linfócitos T são
d e s e nvo l ve r- s e b e m , fi s i c a m e n t e e estimulados a produzir células de memória ( r e s
emocionalmente; p o s t a c e l u l a r ) , q u e a t u a r ã o
• É um excelente exercício para o desencadeando, prontamente, a resposta imune
desenvolvimento da face e da fala; celular em caso de reinfecção, através da secreção
• É importante para que a criança tenha dentes de citocinas, ativação de macrófagos e linfócitos
fortes e alinhados e também para que o bebê tenha B, recrutamento de outras células imunes e
uma boa respiração.

indução do processo inflamatório.


TIPOS DE IMUNIZAÇÃO A imunização se
subdivide em:
Maria Vitória de Sousa Santos 1. Imunização ativa: Neste tipo de imunização, a
imunidade decorre após o contato com um
antígeno ou agente infeccioso, seja por uma
IMUNIZAÇÕES infecção natural, seja induzida pela
• Se baseia na adequada e suficiente resposta do vacinação. Quando a imunização decorre de
sistema imunológico contra a ação de um agente uma infecção natural, a imunidade gerada é
infeccioso. denominada de imunidade ativa natural. Em
• Em geral, é o objetivo final da administração de paralelo, a resposta imune induzida por
imunobiológicos, os quais podem induzir vacinas estimula o sistema imune a produzir
mecanismos de resposta celular e humoral, anticorpos específicos sem causar a doença no
produzindo a imunidade contra agentes
indivíduo, gerando a imunidade ativa de 2kg,
modo artificial. Tanto a imunização natural • Via intradérmica braço direito (Inserção do
quanto a artificial geram imunidade deltoide)
duradoura, que pode durar por toda a vida.
2. Imunização Passiva: Decorre da • Na ausência de cicatriz não é necessário
administração ou transferência de anticorpos revacinar.
contra antígenos ou agentes infecciosos A vacina deve ser adiada nos seguintes casos: 1.
específicos. Ao contrário da imunização ativa, Recém-nascidos com menos de 2.000 g, até que
a imunidade passiva é imediata, ou seja,
atinjam esse peso.
administram-se anticorpos prontos, que
2. Pacientes em uso de outras terapias i mu n o d
conferem a imunidade prontamente. Por não
e p re s s o r a s ( q u i m i o t e r a p i a
haver o reconhecimento do antígeno, não
antineoplásica, radioterapia, entre outros).
ocorre a ativação de célula de memória.
3. Até três meses após o tratamento com
Algumas semanas após, o nível de anticorpos
imunodepressores, imunomoduladores ou
diminui, o que dá a esse tipo de imunidade
corticosteroides em dose elevada.
um caráter temporário. Ex: Leite materno,
Contraindicações
soros.
1. Portadores de imunodeficiência primária ou
VACINAS ATENUADAS X INATIVADAS As adquirida.
vacinas virais podem ser classificadas como
2. Pacientes acometidos por neoplasias malignas.
atenuadas e inativadas.
3. P a c i e n t es em t r a t a m e n t o com
1. Vacinas atenuadas: Contêm agentes
corticosteroides em dose elevada (equivalente
infecciosos vivos, mas enfraquecidos. A
à dose de prednisona de 2 mg/kg/dia para
vacina atenuada é aquela em que o vírus
crianças até 10 kg ou de 20 mg/dia ou mais,
encontra-se ativo, porém, sem capacidade
para indivíduos acima de 10 kg) por período
de produzir a doença (exemplos: caxumba,
superior a duas semanas.
febre amarela, poliomielite oral - VOP,
4. Recém-nascidos de mães que utilizaram
rubéola, sarampo, varicela).
durante os dois últimos trimestres da gestação
2. Vacinas inativadas: Usam agentes mortos
drogas imunomoduladoras que atravessam a
ou apenas partículas deles. Os componentes
barreira placentária.
dessas vacinas são chamados de antígenos e
5. Gestantes.
têm como função reduzir ao máximo o risco
Evolução da lesão
de infecção ao estimular o sistema imune a
produzir anticorpos, de forma semelhante
ao que acontece quando somos expostos aos
vírus, porém, sem causar doença.
CONTRAINDICAÇÕES DA VACINA 1. Sim:
Reação anafilática imediata do componente da
vacina. Espécies das vacinas vivas.
2. Adiamento: Doença febril aguda > 37,5 C ° .
U s o d a h e m o d e r i v a d o s o u
Imunoderivados. Usa de imunossupressores
ou corticoidas em dose imunossupressora.
3. Não: Resfriado leves, Desnutrição,
Prematuridade, corticoides tópicos ou em Reações locais e/ou regionais
dose baixa, Reação local à vacina, História - Granuloma;
familiar de reações graves à vacina. - Úlcera;
BCG - Abscesso;
• A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é - Linfadenopatias regionais.
uma vacina que garante proteção contra HEPATITE B
tuberculose, em especial as formas mais • Aplicar a l° dose nas primeiras 12 ou 24 horas
graves da doença, como a meningite de vida.
tuberculosa e tuberculose miliar. • Esquema de quatro doses: uma dose em
• Deverá ser aplicada o mais precocemente p a s formulação isolada ao nascimento e doses
s í ve l , d e p re f e r ê n c i a a i n d a n a Maria Vitória de Sousa Santos
maternidade, em recém-nascidos com peso >
aos 2, 4 e 6 meses de vida, incluídas na
vacina pentavalente de células inteiras. • Via dificuldade respiratória e choque anafilático)
Intramuscular (IM)-Vasto lateral da coxa • provocada por algum dos componentes da
Individuo vacinado -› anti-HBs (marcador de vacina ou por dose anterior da mesma; e com
vacinação) doença do aparelho gastrintestinal ou história
Contraindicações prévia de invaginação intestinal.
• R e a ç ã o a n a fi l á t i c a e p ú r p u r a Esquema de doses:
trombocitopênica (Prévia). 1. VRH1 – Para crianças a partir de 6 semanas de
PENTAVALENTE idade: em duas doses, com intervalo mínimo
• A vacina pentavalente é a combinação de de quatro semanas. Esquema padrão: 2 e 4
cinco vacinas individuais em uma. meses de idade.
• A vacina pentavalente garante a proteção 2. VRH5 – Para crianças a partir de 6 semanas de
contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite idade: três doses, com intervalo mínimo de
B e contra a bactéria haemophilus influenza quatro semanas. Esquema padrão: 2, 4 e 6
tipo b, responsável por infecções no nariz, meses de idade.
meninge e na garganta. Observação: Nunca reaplicar (mesmo que a
• Público alvo: A vacina pentavalente é criança cuspa, vomite ou regurgite).
aplicada nas crianças aos dois, quatro e seis VOP - SABIN / VIP
meses de idade. • Vacina contra poliomelite.
• Os reforços e/ou complementações em • Poliovírus atenuado (bivalente).
crianças a partir de 1 ano são realizados com • Administração por via oral.
a vacina adsorvida difteria, tétano e pertússis 1. Vacina Oral Poliomielite (VOP) – É uma
(DTP). vacina oral atenuada bivalente, ou seja,
DTP composta pelos vírus da pólio tipos 1 e 3,
• A vacina combinada de DTP e Hib é também vivos, mas “enfraquecidos”.
chamada tetravalente, já que protege, ao 2. Vacina Inativada Poliomielite (VIP) – Por ser
mesmo tempo, contra difteria, tétano e inativada, não tem como causar a doença. É
coqueluche. uma vacina trivalente e injetável, composta
• Recomenda-se três doses: com dois, quatro e por partículas dos vírus da pólio tipos 1, 2 e 3.
seis meses de vida. Contraindicação:
• Via IM- Vasto lateral da coxa. 1. VOP
• Caso o esquema não possa ser cumprido, - Gestantes;
recomenda-se completá-lo até os 12 meses. - Pessoas que sofreram anafilaxia após o uso de
Contraindicações: componentes da fórmula da vacina (em
- Maiores de 7 anos. especial os antibióticos neomicina,
- Crianças que apresentaram encefalopatia nos polimixina e estreptomicina);
sete dias que se seguiram à aplicação de dose - Pessoas que desenvolveram a pólio vacinal
anterior de vacina contendo componente após dose anterior;
pertussis. - Pessoas com deficiência do sistema
- Ana fi l a x i a c a u s a d a p o r q u a l q u e r imunológico causada por doença ou
componente da vacina. medicamentos, pessoas que vivem com o
VORH vírus HIV, e todos os que convivem com
• Tem como objetivo reduzir incidência de esses grupos.
formas graves (hospitalizações por diarreia 2. VIP – A história de reação alérgica grave
por rotavírus). (anafilaxia) à dose anterior da vacina, ou a
• Administração via oral. Maria Vitória de Sousa Santos
1. 1° dose: Só pode ser feita até 3 meses e 15 algum de seus componentes, contraindica
dias. doses futuras.
2. 2° dose: Só pode ser feita até 7 meses e 29 Esquemas de doses:
dias. • A imunização contra a poliomielite deve ser
Contraindicação: iniciada a partir dos 2 meses de vida, com
mais duas doses aos 4 e 6 meses, além dos
reforços entre 15 e 18 meses e aos 5 anos de
• Crianças fora da faixa etária citada acima; com
idade.
deficiências imunológicas por doença ou uso de
• VIP – Na rotina de vacinação infantil: aos 2, 4
medicamentos que causam imunossupressão;
e 6 meses, com reforços entre 15 e 18 meses e
com alergia grave (urticária disseminada,
entre 4 e 5 anos de idade. Na rede pública as TRÍPLICE VIRAL
doses, a partir de um ano de idade, são feitas • Trata-se de vacina atenuada, contendo vírus
com VOP. vivos “enfraquecidos” do sarampo, da rubéola e
• VOP – Na rotina de vacinação infantil nas da caxumba; aminoácidos; albumina humana;
Unidades Básicas de Saúde, é aplicada nas sulfato de neomicina; sorbitol e gelatina.
doses de reforço dos 15 meses e nos 4 anos de Contém também traços de proteína do ovo de
idade e em campanhas de vacinação para galinha usado no processo de fabricação da
crianças de 1 a 4 anos. vacina.
Via de aplicação: Indicação:
1. VOP – Oral. Crianças, adolescentes e adultos.
2. VIP – Intramuscular. Contraindicação:
Observação: Revacinar caso a criança, cuspa, - Gestantes, pessoas com comprometimento da
vomite ou regurgite (apenas 1x). FEBRE imunidade por doença ou medicação, história
AMARELA de anafilaxia após aplicação de dose anterior
Indicação: da vacina ou a algum componente.
Pessoas a partir de 9 meses de idade. 4 anos - A maioria das crianças com história de reação
dose de reforço. anafilática a ovo não tem reações adversas à
Contraindicações: vacina e, mesmo quando a reação é grave, não
• Crianças abaixo de 6 meses de idade. • há contraindicação ao uso da vacina tríplice
Indivíduos infectados pelo HIV, sintomáticos viral. Foi demonstrado, em muitos estudos, que
e com imunossupressão grave comprovada pessoas com alergia ao ovo, mesmo aquelas
por exame de laboratório. com alergia grave, têm risco insignificante de
• Pessoas com imunodepressão grave por reações anafiláticas. Teste cutâneo não é
doença ou uso de medicação. recomendado, pois não consegue prever se a
• Pacientes que tenham apresentado doença reação acontecerá. No entanto, é recomendado
neurológica desmielinizante no período que estas crianças, por precaução, sejam
de seis semanas após a aplicação de dose vacinadas em ambiente hospitalar ou outro que
anterior da vacina. ofereça condições de atendimento de
• Gestantes, salvo em situações de alto risco anafilaxia.
de infecção, o que deve ser avaliado pelo Esquemas de doses:
médico; • A SBIm considera protegido todo indivíduo
• Mulheres amamentando bebês com até 6 que tomou duas doses na vida, com
meses. Se a vacinação não puder ser intervalo mínimo de um mês, aplicadas a
evitada, suspender o aleitamento materno partir dos 12 meses de idade.
por 10 dias. Procure o pediatra para mais Maria Vitória de Sousa Santos
orientações.
• Pacientes submetidos a transplante de • Em situação de risco para o sarampo –
órgãos. surtos ou exposição domiciliar, por
exemplo – a primeira dose pode ser
• Pacientes com câncer.
aplicada a partir dos 6 meses de idade.
Essa dose, porém, não conta para o
• Pessoas com história de reação anafilática esquema de rotina: continuam a ser
relacionada a substâncias presentes na necessárias duas doses a partir dos 12
vacina (ovo de galinha e seus derivados, meses, com intervalo mínimo de 1 mês.
gelatina bovina ou outras). • Como rotina para crianças, as sociedades
• Pacientes com história pregressa de doenças brasileiras de Pediatria (SBP) e de
do timo (miastenia gravis, timoma, casos de Imunizações (SBIm) recomendam duas
ausência de timo ou remoção cirúrgica). doses: uma aos 12 meses e a outra aos 15
• Em princípio há contraindicação para meses, podendo ser usadas a vacina SCR
gestantes, mas a administração deve ser ou a combinada SCR-V (tetraviral).
analisada de acordo com o grau de risco, p • Para crianças mais velhas, adolescentes e a
o r e x emplo,navigênciade d u l t o s n ã o va c i n a d o s o u s e m
surtosrianças abaixo de 6 meses de idade. comprovação de doses aplicadas, a SBIm
Via de aplicação recomenda duas doses, com intervalo de
- Subcutânea. um a dois meses.
• Em casos de surto de caxumba ou sarampo,
pode ser considerada a aplicação de uma 3. Contribuir para a constituição de condições
terceira dose em pessoas com esquema para a formação integral e educandos;
completo. Não há, no entanto, evidências 4. Contribuir para a construção de sistema de
que justifiquem a medida na rotina. atenção social, com foco na promoção da
• Na rotina do Programa Nacional de cidadania e nos direitos humanos;
Imunizações (PNI) para a vacinação 5. Fo r t a l e c e r o e n f r e n t a m e n t o d a s
infantil, a primeira dose desta vacina é vulnerabilidades, no campo da saúde, que p o
aplicada aos 12 meses de idade; e aos 15 s s a m c o m p r o m e t e r o p l e n o
meses (quando é utilizada a vacina desenvolvimento escolar;
combinada à vacina varicela [tetraviral: 6. Promover a comunicação entre escolas e
SCR-V]). Também podem se vacinar unidades de saúde, assegurando a troca de
gratuitamente indivíduos até 29 anos informações sobre as condições de saúde dos
(duas doses, com intervalo mínimo de 30 estudantes; e
dias) e indivíduos entre 30 e 59 anos 7. Fortalecer a participação comunitária nas
(uma dose). políticas de educação básica e saúde, nos três
Via de aplicação: esferas de governo.
- Subcutânea. AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS -PSE 1.
HPV Ações de combate ao mosquito Aedes aegypti;
• São duas doses, com intervalo de 6 meses. • 2. Promoção das práticas Corporais, da Atividade
Tipos de HPV: 6 e 11 (verruga): 16 e 18 Física e do lazer nas escolas 3. Prevenção ao uso
(câncer). de álcool, tabaco, crack e outras drogas;
• 2 doses dessa vacina para meninas e meninos 4. Promoção da cultura de paz, cidadania e
entre 9 e 14 anos. direitos humanos;
• Para indivíduos entre 9 e 26 anos, que 5. Prevenção das violências e dos acidentes; 6.
45 Identificação de educandos com possíveis
convivem com o HIV/AIDS, e pacientes em t sinais de agravos de doenças em eliminação
ratamentodequimioterapiae (hanseniase);
transplantados de órgãos sólidos ou medula 7. Promoção e Avaliação de Saúde bucal e
óssea são recomendadas 3 doses. aplicação tópica de flúor;
• Via de aplicação: IM na região deltoide ou 8. Verificação da situação vacinal;
anterolateral superior da coxa. 9. Promoção da segurança alimentar e
nutricional e da alimentação saudável e
prevenção da obesidade infantil;
PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA • O 10. Promoção da saúde auditiva e identificação
Programa Saúde na Escola (PSE) faz parte da de educandos com possiveis sinais de
política intersetorial da saúde e da educação e foi alteração;
instituído em 2007, pelo DECRETO N°6.285 de 11. Direito sexual e reprodutivo e prevenção de
5 de dezembro de 2007. DST/AIDS;
• A articulação entre Escola e Rede Básica de 12. Promoção da saúde ocular e identificação de
Saúde é a base do Programa Saúde na Escola e educandos com possíveis sinais de
é uma estratégia de integração da saúde e alteração;
educação para o desenvolvimento da cidadania
13. Ação de prevenção a COVID-19- passa a
e da qualificação das políticas públicas
fazer parte das ações do PSE, a partir da
brasileiras.
declaração de emergência em saúde pública
OBJETIVOS GERAIS de importância nacional na portaria N° 188,
1. Promover a saúde e a cultura da paz, de 3 de fevereiro de 2020.
reforçando a prevenção de agravos à bem
ESCOLAS PRIORITÁRIAS Algumas escolas
como fortalecer a relação entre as redes
são consideradas prioritárias na adesão:
públicas de saúde e de educação.
1. Todas as creches públicas e conveniadas do
2. Articular as ações do Sistema Único de Saúde
município;
(SUS) às ações das redes de educação básica
2. Todas as escolas localizadas em área rural; 3.
pública, de forma a ampliar o alcance e o
As escolas com alunos em medida
impacto de suas acões relativas aos estudantes
socioeducativas;
e a suas famílias, otimizando a utilização dos
4. Escolas que tenham, pelo menos, 50% dos
espaços, equipamentos e recursos disponíveis;
alunos matriculados pertencentes a famílias
beneficiárias do Programa Bolsa Família. ETIOLOGIAS
PROGRAMA CRESCER SAUDÁVEL • 1. Asma;
Criado em 2017, estabelece, no âmbito do 2. Bronqueolite;
Programa Saúde na Escola, um conjunto de 3. Alergias respiratorias;
ações a serem implementadas com o objetivo de 4. Infecções Respiratórias: Pneumonia e
contribuir para enfrentamento da obesidade bronquite;
infantil no país por meio de ações a serem 5. Doença do Refluxo Gastroesofagico; 6. Causas
matriculadas âmbito do Programa Saúde na anômalas estruturais.
Escola (PSE), para as crianças na Educação ASMA
Infantil (creches e pré-escolas) e Ensino Maria Vitória de Sousa Santos
Fundamental 1.
• As ações que compõem o programa abrangem A asma na infância
a vigilância nutricional, a promoção da éumadoença
alimentação adequada e saudável, o incentivo crônica das vias
às práticas corporais e de atividade física e aéreas que causa
ações voltadas para oferta de cuidados para as i n fl a m a ç ã o e
crianças que apresentam obesidade. estreitamento dos
brônquios, levando a
sintomascomo
SIBILÂNCIA NA INFÂNCIA chiado no peito, tosse,
• As principais causas de sibilância na infância falta de ar e aperto no peito.
podem e devem ser tratadas no âmbito da FATORES DE RISCO DESENCADEANTE
Atenção Primária de Saúde. DA ASMA
• Os casos graves, que complicam ou que não 1. Alergenos: Ácaros, pólens, fungos e pelos
apresentam resposta terapêutica adequada de animais. Antígenos alimentares
devem ser encaminhados para níveis de atenção raramente desencadeiam.
superiores através de protocolos do Ministério 2. Agentes irritantes: Fumaça (cigarro,
da Saúde. vegetal, industrial), poluição ambiental e
DEFINIÇÃO DE SIBILÂNCIA A sibilância é alterações climáticas súbitas.
um som agudo ou chiado produzido durante a 3. Agentes infecciosos: Infecções viróticas e
respiração, que indica que o fluxo de ar nas vias por Mycoplasma. Agentes bacterianos
respiratórias esta obstruído ou restrito. raramente desencadeiam crises crises.
CARACTERÍSTICAS DO SIBILO 1. Tom: O 4. Esforço físico: Pode desencadear
sibilo tem um som agudo e estridente, semelhante Broncoespasmos.
a um apito ou assovio.
2. Intensidade: A intensidade do sibilo pode
variar de leve a forte, dependendo da BRONQUEOLITE
gravidade da condição pulmonar do paciente. • É uma infecção respiratória aguda que afeta
3. Localização: O sibilo pode ser ouvido em principalmente os bronquíolos, que são as
diferentes partes dos pulmões, dependendo da pequenas estruturas das vias aéreas.
causa da condição pulmonar. • É geralmente causada pelo vírus sincicial
4. Duração: O sibilo pode ser continuo ou respiratório (VSR) e é mais comum em bebês
intermitente. e crianças pequenas, especialmente durante o
É importante avaliar: inverno.
1. Modi fi c a ç ã o c o m m a n o b r a s • Os sintomas incluem tosse, congestão nasal,
respiratórias: O profissional de saúde pode pedir coriza, febre e, em casos mais graves, falta de
ao paciente para realizar algumas manobras ar e sibilos.
respiratórias, como para avaliar ALERGIAS
respirações profundas ou tosse, para avalia se • A exposição a alérgenos como asaras, pólen,
o sibilo se modifica ou desaparece. 2. P r e s e n ç ácaros, mofo, pelos de animais e produtos
a d e o u t r o s s o n s respiratórios: Além do químicos pode desencadear uma resposta
sibilo, outros sons respiratórios, como inflamatória
crepitações, estertores ou roncos, podem estar
presentes e são importantes para avaliar a
condição pulmonar geral do paciente. nas vias aéreas, que resulta em estreitamento
das mesmas e aumento da produção de muco,
levando ao chiado no peito e à dificuldade para • Perguntar sobre a presença de sintomas
respirar. respiratórios, como: tosse, coriza, febre,
INFECÇÕES dificuldade para respirar, entre outros.
• As infecções respiratórias são geralmente • Histórico familiar de asma ou outras doenças
causadas por vírus ou bactérias e podem afetar re s p i r at ó r i a s, ex p o s i ç ã o a f at o re s
vias aéreas inferiores, incluindo os brônquios e desencadeantes, como fumaça de cigarro,
os bronquíolos. poluição, poeira, pelos de animais, entre
• Isso pode levar a uma resposta inflamatória nas outros.
vias aéreas, estreitamento dos brônquios e Exame físico
produção excessiva de muco, resultando em • Avaliar o estado geral da criança, a presença
sibilos e dificuldade para respirar. de sinais de desconforto respiratório, como
PNEUMONIA uso de músculos acessórios para respirar,
• Pneumonia é uma infecção que se instala nos aumento da frequência respiratória, retrações
pulmões, órgãos duplos localizados um de cada intercostais, entre outros.
lado da caixa torácica. • Também é importante avaliar os sons
• Pode acometer a região dos alvéolos p u l m o n respiratórios, incluindo a presença de sibilos
a r e s o n d e d e s e m b o c a m a s e outros ruídos.
ramificações terminais dos brônquios e, às Teste respiratório
vezes, os interstícios (espaço entre um alvéolo e • Espirometria: Auxilia no diagnóstico de asma.
outro). Avalia a função respiratória.
• Basicamente, pneumonias são provocadas pela Exames complementares
penetração de um agente infeccioso ou irritante Cada caso é único e o médico avaliará
(bactérias, vírus, fungos e por reações alérgicas) cuidadosamente seus sintomas e histórico
no espaço alveolar, onde ocorre a troca gasosa. médico antes de solicitar qualquer exame
• Esse local deve estar sempre muito limpo, livre complementar:
de substâncias que possam impedir o contato do - Radiografia de Tórax;
ar com o sangue. - Hemograma;
ESTRUTURAIS - Prick Test;
• Condição em que há uma alteração na estrutura - Outros (guiados pelo sintoma).
das Vias aéreas, que pode levar à obstrução ou TRATAMENTO
estreitamento das mesmas, causando sibilos 1. Asma: O tratamento geralmente envolve o
durante a respiração. uso de medicamentos broncodilatadores e
• Essas anomalias podem ser congênitas ou anti-inflamatórios, como o salbutamol e o
adquiridas, e incluem condições como estenose budesonida. É baseado no GINA 2023 e é
traqueal, fistula traqueoesofágica, variável de acordo com a faixa etária do
broncomalacia, entre outras. paciente.
REFLUXO GASTROESOFÁGICO • O refluxo
gastroesofágico causando sibilo é uma condição
na qual o conteúdo do 2. Bronquiolite: O tratamento geralmente
Maria Vitória de Sousa Santos envolve repouso, hidratação adequada e, em
alguns casos, o uso de medicamentas
estômago retorna para o esôfago e chega às broncodilatadores.
vias respiratórias, causando irritação e 3. Pneumonia: O tratamento geralmente e nvo l
inflamação, o que pode levar ao sibilo ve o u s o d e a n t i b i ó t i c o s e medicamentos
durante a respiração. broncodilatadores.
CORPO ESTRANHO ORIENTAÇÕES
• O sibilo por corpo estranho na criança é uma Importante identificar e evitar os gatilhos que
condição na qual um objeto estranho, como podem desencadear o sibilo em crianças. - Fumaça
uma peça de brinquedo, alimento ou outro de cigarro;
objeto, fica preso nas vias aéreas da criança, - Poeira;
causando sibilos durante a respiração. - Ácaros;
• Isso pode ser potencialmente grave e exigir - Poluição.
atenção médica imediata. ORIENTAÇÕES GERAIS
INVESTIGAÇÃO DE SIBILO NA APS - Manter vacinação atualizada;
Anamnese - Manter a criança hidratada;
- Manter a casa limpa e livre de alergenos; - desejável; • Quebra de sigilo deve ser informada e
Orientar quanto aos sinais e sintomas de justificada.
gravidade; QUEBRA DE SIGILO/LIMITE DE
- Manter acompanhamento médico regular. CONFIABILIDADE
SINAIS DE ALERTA “É vedado ao médico: revelar segredo
1. Tiragem intercostal; profissional referente a paciente menor de idade,
2. Batimentos de asas de nariz; inclusive a seus pais ou responsáveis legais, desde
3. Gemência; que o menor tenha a capacidade de avaliar seu
4. Balanço toracoabdominal; problema e de conduzir-se por seus próprios
5. Retração xifoidea; meios para solucioná-los, salvo quando a não
6. Toxemia; revelação possa acarretar danos ao paciente".
7. Cianose; • Risco de morte para o paciente ou terceiros: •
8. Hipoxemia; Suicídio, doenças, fuga de casa;
9. Irregularidade respiratória; • Procedimentos, notificação obrigatória - maus
10. Apneia; tratos;
11. Dificuldade de alimentar; • Intenção de abortar;
12. Vômitos; • Gravidez;
13. Desidratação; • Uso de drogas;
14. Sonolência; • Anorexia e bulimia nervosa;
15. Confusão mental; Maria Vitória de Sousa Santos
16. Irritabilidade;
17. Pulsos finos; • Ferimentos de cunho criminoso, atos
18. Perfusão lenta; violentos;
19. Taquicardia. • Ameaça de homicídio.
Observação: Quanto menor criança, mais alto o MOTIVOS DA CONSULTA DO
risco de desenvolver insuficiência respiratória e ADOLESCENTE • Queixas físicas, reais ou
apneia. imaginárias; • Dificuldades de ajustamento
social na escola, no trabalho, com
companheiros,
ATENÇÃO À SAÚDE DO • Transtornos de conduta;
ADOLESCENTE NA APS • Mau rendimento escolar;
DEFINIÇÃO DE ADOLESCÊNCIA Período da • Dificuldades na área da sexualidade, • Queixas
vida humana onde ocorrem i n t e n s a s t r a n s f psicológicas- preocupações, a n g ú s t i a s, d i
o r m a ç õ e s b i o l ó g i c a s principalmente s t ú r b i o s d o s o n o, d a alimentação, do
intenso crescimento e desenvolvimento, humor.
maturação sexual e consequente transformações ANAMNESE
emocionais para se adaptar a essas mudanças. • Família: Estrutura e dinâmica familiar; •
Torna-se capaz de procriar; busca sua identidade Educação: Escolaridade, problemas; •
adulta com novas relações com a família e grupos, Trabalho: Profissão, horas, problemas; •
procurando autonomia e independência rumo a Alimentação: Tipo, alergias, peso; •
vida adulta. Sexualidade: Puberdade, atividade sexual,
1. 10 a 19 anos (OMS/MS); dúvidas, tabus, preconceitos;
2. 12 a 18 anos (Estatuto da criança e do • Afeto: Relacionamentos, filhos;
adolescente); • Ambições: Projetos futuros - vida e profissão;
3. 10 a 20 anos (Tratado de Pediatria - Nelson). • Uso/abuso de drogas lícitas/ilícitas; •
TAREFAS DA ADOLESCÊNCIA • Assumir o Pensamento ou tentativa suicídio.
novo corpo; EXAME FISICO
• Assumir valores e estilos de vida; • Roupões (p/não se sentir desconfortável); •
• Escolha profissional; Privacidade-porta fechada;
• Independência econômica. • Presença dos pais ou enfermagem; • Maca de
ÉTICA E SIGILO MÉDICO • R e c o n h e c e r tamanho adequado.
c o m o i n d i v i d u o progressivamente capaz; É necessário avaliar:
• Respeitar individualidade e pudor; • Capaz de - Estágio de desenvolvimento puberal critérios
avaliar seu problema e solucionar; • Direito de ser de Tanner;
atendido sem os pais; • Participação da família é - Avaliação do estado nutricional (IMC, Peso,
altura); Puberdade normal
- Inspeção o mais completa possível (saúde - Em meninas: Entre 8 e 12 anos - Telarca
bucal, pele e mucosas); (aparecimento do broto mamário);
- Coluna vertebral; - Em meninos: Entre 9 e 14 anos - Aumento do
- Mamas; volume testicular (4mL). ESTADIAMENTO
- Tireóide; PUBERAL • Estadiamento de Tanner criado em
- PA; 1962, por um médico inglês: James Tanner.
- Genitais. • Método visual.
ginecomastia puberal uni/bilateral, que tem
caráter transitório e regride espontaneamente em
• Ferramenta utilizada diariamente durante a cerca de 2 a 3 anos.
descrição do exame físico de crianças e VACINAÇÃO
adolescentes. Idade de 10-19 anos:
• Descreve a maturação sexual em meninos e - Hepatite B (3 doses);
meninas. - Meningocócica ACWY (Dose única 11-12
• Pode permitir diagnósticos de patologias anos);
como: puberdade precoce, rapidamente - Febre amarela (dose única);
progressiva ou retardada. - Tríplice viral (2 doses - até 29 anos); - HPV
(meninos e meninas 9-14 anos); - Dupla adulto
Observação: No gênero masculino, após o i n í (3 doses e reforço alçada 10 anos).
c i o d a p u b e rd a d e, p o d e o c o r re r
OBJETIVO DA EDUCAÇÃO SEXUAL 1.
Informar, orientar e capacitar os indivíduos a
EDUCAÇÃO SEXUAL ABORDANDO A
respeito de aspectos físicos, sociais,
emocionais e culturais envolvendo
a sexualidade;
2. Consentimento na relação sexual;
3. Direitos sexuais;
4. Direitos reprodutivos e acesso ao
planejamento familiar;
5. Bem-estar da saude humana e
sexual. O QUE A EDUCAÇÃO
SEXUAL INCLUI 1. Educação
sobre anatomia e fisiologia sexual;
2. Métodos contraceptivos e seus
critérios de elegibilidade;
3. Prevenção de infecções
sexualmente transmissíveis;

DIVERSIDADE DE GÊNERO E A
SEXUALIDADE NA APS.
EDUCAÇÃO SEXUAL
• De acordo com a OMS, UNESCO e MS, a
Educação Sexual é o processo de aprendizagem
e desenvolvimento de habilidades e
conhecimentos relacionados à sexualidade
humana.
mesmo sexo);
- Bissexual (atração por pessoas de
ambos os sexos), entre outras
possibilidades. 3. Identidade de gênero:
Identidade de gênero é a forma como
uma pessoa se identifica em relação ao
gênero, podendo ser masculina,
feminina, não-binária ou de outra
forma. Essa identidade pode não
corresponder ao sexo biológico ou às
expectativas sociais associadas ao
gênero. É uma experiência pessoal e
subjetiva de cada indivíduo.
TEMAS NEGLIGENCIADOS Alguns
temas negligenciados em educação
sexual e sexualidade:
1. Sexualidade na terceira idade;
2. Sexualidade na pessoa com
deficiência; 3. Saude sexual de pessoas
LGBTQIA+; 4. Educação sexual nos
escolas;
5. Educação sexual para pessoas de
baixa escolaridade;
6. Saude sexual no contexto de refúgio e
TERMOS EM EDUCAÇÃO SEXUAL E migração;
SEXUALIDADE 7. Sexualidade na população vivendo em
situação de rua;
8. Sexualidade em pessoas privativas de
liberdade.
FASES DA VIDA E SEXUALIDADE 1.
Infância: É importante que os pais e cuidadores
estejam cientes de como as crianças se
desenvolvem sexualmente e como lidar com as
perguntas e curiosidade que surgem.
2. Adolescência: A adolescência é uma fase de
descobertas e experimentações, e é
importante que os jovens recebam
informações aprecisas e adequadas sobre
saúde sexual e reprodutiva, incluindo a
1. prevenção de doenças sexualmente
Gênero: Gênero é um conjunto de transmissíveis e contracepção.
características, papéis, comportamentos e 3. Idade adulta: Na idade adulta, a sexualidade
valores socialmente construídos e associados pode ser afetada por fatores c o m o a s a ú
a homens e mulheres em uma determinada defísicaemental,
cultura ou sociedade. O gênero é uma
construção social e pode variar em diferentes
culturas e contextos. relacionamentos e mudangas na vida,
Maria Vitória de Sousa Santos mudanças
2. Orientação afetiva: Orientação afetiva, ou como a maternidade e a paternidade. 4.
orientação sexual, é a atração emocional e Terceira idade: A sexualidade na terceira idade
sexual de uma pessoa por outras pessoas. muitas vezes é negligenciado, mas é uma parte
Ela pode ser: importante da vida e pode trazer benefícios para a
- Heterossexual (atração por pessoas do sexo saude físico e emocional. No entanto, a saude e o
oposto); bem estar sexual podem ser afetados por
- Homossexual (atração por pessoas do problemas de saúde, mudanças hormonais e
medicações. vulneráveis: ISTD;
ABORDANDO SEXUALIDADE NA APS • É 4. Promover a participação ativa e o diálogo; 5.
importante que os profissionais de saude na APS Oferecer suporte e encaminhamento para
estejam capacitados para lidar com a sexualidade serviços especializados.
de forma sensível e respeitosa, respeitando a
privacidade e autonomia dos pacientes.
• Identificar e respeitar as necessidades e
preferências dos pacientes em relação à sua s e
x u a l i d a d e, s e m j u l g a m e n t o s o u
estereótipos.
• Oferecer informações claras, precisas e
acessíveis sobre saude sexual e reprodutiva,
incluindo a prevenção de doenças sexualmente
transmissíveis e a contracepção.
• Promover a educação sexual e reprodutiva desde
a infância, por meio de palestras, materiais
informativos e orientações para pais e
cuidadores.
• Identificar e tratar problemas de saúde sexual,
como disfunção eréti, infecções sexualmente
transmissíveis e câncer de colo de útero, por
meio de exames preventivos e tratamento
adequado.
• Promover a saude sexual de forma inclusiva e
abrangente, abordando questões relacionadas à
diversidade sexual, gênero e identidade de
gênero.
• Fornecer orientações sobre sexualidade na
terceira idade, incluindo a importância de
manter a atividade sexual e prevenir problemas
de saúde relacionados.
• Realizar encaminhamentos para serviços ABORDAGEM DA MULHER NA
especializados, quando necessário, como CONSULTA PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO
serviços de psicologia e aconselhamento em NA APS OBJETIVO DO PRÉ NATAL O
casos de violência sexual. objetivo do acompanhamento pré-natal é assegurar
Observação: No Brasil a notificação de casos de o desenvolvimento da gestação, permitindo o
violência sexual é obrigatória por lei e deve ser parto de um recém-nascido saudável, sem impacto
feita pelos profissionais de saúde que prestam para a saúde materna, inclusive abordando
atendimento à vitima, incluindo serviços de saude aspectos psicossociais e as atividades educativas e
púbica e privada. A notificação é feita por meio preventivas.
de um formulário 1. Diagnosticar/confirmar gravidez (teste rápido);
Maria Vitória de Sousa Santos 2. Diagnosticar doenças preexistentes; 3.
Proporcionar higidez ao organismo materno e
especifico, que deve ser preenchido com fetal;
informações sobre o caso, como a identificação 4. Amparar social e psicologicamente; 5. Preparar
da vítima a forma de violência sofrida, o tipo de para o parto e a maternidade. ACOLHIMENTO
agressor e o encaminhamento para serviços • A Política Nacional de Humanização toma o
especializados. acolhimento como postura prática nas ações de
ESTRATÉGIAS DE ABORDAGEM 1. atenção e gestão das unidades de saúde, o que
Conhecer e respeitar as especificidades de cada favorece a construção de uma relação de
grupo; confiança e compromisso dos usuários com as
2. Garantir uma abordagem inclusiva e livre de equipes e os serviços, contribuindo para a
preconceitos; promoção da cultura de solidariedade e para a
3. Utilizar estratégias adequadas à faixa etária e legitimação do sistema público de saúde.
nível de escolaridade dos grupos • O acolhimento da gestante na atenção básica i m
história reprodutiva, alterações fetais
e maternas na gestação atual.
de
Fatores de risco que encaminhamento
ao pré natal de alto risco
1. Fatores relacionados às condições
prévias: 2. Cardiopatias;
3. Pneumopatias graves (incluindo
asma brônquica);
4. Nefropatias graves (como
insuficiência r e n a l c r ô n i c a e e
m c a s o s d e transplantados);
5. Endocrinopatias (especialmente
diabetes m e l l i t u s , h i p o t i r e o
i d i s m o e hipertireoidismo);
6. Doenças hematológicas (inclusive
doença falciforme e talassemia);
7. Hipertensão arterial crônica e/ou
caso de paciente que faça uso de
anti-hipertensivo (PA>140/90mmHg
antes de 20 semanas de idade
gestacional – IG);
8. Doenças neurológicas (como
epilepsia); 9. Doenças psiquiátricas
plicaaresponsabilizaçãopela que necessitam de acompanhamento (psicoses,
integralidade do cuidado a partir da recepção da depressão grave etc.);
usuária com escuta qualificada e a partir do 10. Doenças autoimunes (lúpus eritematoso
favorecimento do vínculo e da avaliação de sistêmico, outras colagenoses);
vulnerabilidades de acordo com o seu contexto 11. Entre outros.
social, entre outros cuidados. Fatores relacionados à história reprodutiva
• A história de vida e o contexto de gestação anterior:
trazidos pela mulher durante a gravidez devem 1. Morte intrauterina ou perinatal em gestação
ser acolhidos integralmente a partir do seu anterior, principalmente se for de causa
relato e da fala de seu parceiro. desconhecida;
• O profissional deve permitir que a gestante 2. História prévia de doença hipertensiva da
expresse suas preocupações e suas angústias, gestação, com mau resultado obstétrico e/ ou
garantindo a atenção resolutiva e a articulação perinatal (interrupção prematura da
com os outros serviços de saúde para a gestação, morte fetal intrauterina, síndrome
continuidade da assistência e, quando Hellp, eclâmpsia, internação da mãe em
necessário, possibilitando a criação de vínculo UTI);
da gestante com a equipe de salde. 3. Abortamento habitual;
saúde. 4. Esterilidade/infertilidade.
• Uma escuta aberta, sem julgamentos nem Fatores relacionados à gravidez atual: 1.
preconceitos, de forma que permita à mulher Restrição do crescimento intrauterino; 2.
falar de sua intimidade com segurança, fortalece Polidrâmnio ou oligoidrâmnio;
a gestante no seu caminho até o parto e ajuda a 3. Gemelaridade;
construir o seu conhecimento sobre si mesma, 4. Malformações fetais ou arritmia fetal;
contribuindo para que tanto o parto quanto o
nascimento sejam tranquilos e saudáveis.
Maria Vitória de Sousa Santos 5. Distúrbios hipertensivos da gestação
Classificação de risco gestacional (hipertensão crônica preexistente, hipertensão
1. Baixo risco: 90% das pacientes. O gestacional ou transitória). CONSULTAS
seguimento na atenção básica. • As consultas de pré-natal poderão ser realizadas
2. Alto risco: 10% das pacientes. Está na unidade de saúde ou durante visitas
relacionado a doenças preexistentes, domiciliares.
O total de consultas deverá ser de, no mínimo, 6 lícitas.
(seis), com acompanhamento intercalado entre EXAME FÍSICO
médico e enfermeiro. Exame físico geral:
1. 1° Trimestre: Uma consulta; 1. Inspeção da pele e das mucosas;
2. 2° Trimestre: Duas consultas; 2. Sinais vitais: aferição do pulso, frequência
3. 3° Trimestre: Três consultas. cardíaca, frequência respiratória,
Sempre que possível, as consultas devem ser temperatura axilar;
realizadas conforme o seguinte cronograma: 1. Até 3. Palpação da tireoide , região cervical,
28ª semana – mensalmente; supraclavicular e axilar (pesquisa de
2. D a 2 8 ª a t é a 3 6 ª s e m a n a – nódulos ou outras anormalidades);
quinzenalmente; 4. Ausculta cardiopulmonar;
3. Da 36ª até a 41ª semana – semanalmente. • A 5. Exame do abdome;
maior frequência de visitas no final da gestação 6. Exame dos membros inferiores;
visa à avaliação do risco perinatal e das 7. Determinação do peso;
intercorrências clínico-obstétricas mais comuns 8. Determinação da altura;
nesse trimestre, como trabalho de parto 9. Cálculo do IMC;
prematuro, pré-eclâmpsia e eclâmpsia, 10. Avaliação do estado nutricional e do ganho
amniorrexe prematura e óbito fetal. • Não existe de peso gestacional; - Medida da pressão
“alta” do pré-natal antes do parto. • Quando o arterial;
parto não ocorre até a 41ª semana, é necessário 11. Pesquisa de edema (membros, face, região
encaminhar a gestante para avaliação do sacra, tronco).
bem-estar fetal, incluindo avaliação do índice do Exame físico específico (gineco obstétrico):
líquido amniótico e monitoramento cardíaco fetal. 1. Palpação obstétrica;
1° CONSULTA 2. Medida e avaliação da altura uterina; 3.
ANAMNESE Ausculta dos batimentos cardiofetais; 4.
Identificação: Registro dos movimentos fetais;
1. Nome; 5. Teste de estímulo sonoro simplificado (Tess);
2. Idade da paciente <15 e >35 anos; 3. Etnia; 6. Exame clínico das mamas;
4. Estado civil; 7. Exame ginecológico (inspeção dos genitais
5. Profissão - física ou intelectual; externos, exame especular, coleta de
6. Procedência. material para exame colpocitopatológico,
Deve-se pesquisar os: toque vaginal).
1. Aspectos socioepidemiológicos; Altura uterina
2. Antecedentes familiares (DM, HAS, CA, • Visa ao acompanhamento do crescimento fetal
gemelaridade, etc); e à detecção precoce de alterações. • Use como
3. Antecedentes pessoais gerais (doenças indicador a medida da altura uterina e sua
neuropsiquiátricas, tireoidopatias, relação com o número de semanas de gestação.
cardiopatias, doenças renais, asma, cirurgias
prévias, DM, HAS, alergias, anemia,
hemotransfusões, etc);
4. Antecedentes ginecológicos (ciclo menstrual,
uso de anticoncepcional,
Maria Vitória de Sousa Santos

citologia, cirurgias, ISTs, infertilidade e


esterilidade - tratamento, malformações
uterinas, etc);
5. Antecedentes obstétricos (n° de partos,
nascidos vivos, abortamento, idade da
primeira gravidez, neomorto, natimorto,
aleitamento, peso do recém nascido, etc);
6. Situação da gravidez atual (medicamentos
utilizados na gestação, peso prévio e altura,
sinais e sintomas da gestação, etc);
7. Uso de tabaco, álcool ou outras drogas
frequência e a normalidade dos batimentos
cardíacos fetais (BCF).
1. Sonar: Após 12 semanas de gestação, ou com
2. Pinard: Após 20 semanas.
• É considerada normal a frequência cardíaca
fetal entre 120 a 160 batimentos por minuto.

MANOBRAS DE LEOPOLD PALPAÇÃO DO


FUNDO UTERINO
Maria Vitória de Sousa Santos

• O primeiro tempo da manobra tem como


objetivo identificar o polo fetal presente no
fundo uterino e assim determinar qual a
situação do feto.
• Para isso, o examinador deve utilizar ambas as
mãos encurvadas de forma a comprimir a
parede abdominal com as bordas cubitais para
delimitar o fundo uterino.
• Delimite-se a borda superior da sínfise púbica e • Após delimitar o fundo uterino, deve-se
o fundo uterino. determinar qual a parte do feto que está
• O útero aumenta seu tamanho com a idade localizada no fundo uterino. Geralmente a
gestacional. parte fetal a ser palpada é o polo pélvico,
identificado por ser mais volumoso, esferoide,
de superfície irregular e amolecido.
• Agora, se for palpado o polo cefálico, a
sensação é de um corpo de superfície regular,
resistente e endurecido.
• A partir dessa manobra, já dá para prever qual
é a apresentação fetal, uma vez que essa é a
situação.
• Assim, se for palpado o polo pélvico, a
apresentação é cefálica, assim como, se for
palpado o polo cefálico, a apresentação será
pélvica.
• Quanto à situação, o feto pode estar em
situação longitudinal (vertical), transversal ou
córmica, ou oblíqua, em relação ao eixo
materno.
PALPAÇÃO DA LATERALIDADE • Após o
primeiro tempo, o examinador desliza as mãos
para o polo inferior do órgão, regiões laterais no
abdome, para tentar identificar o dorso fetal de
um lado e as pequenas partes ou membros do
outro lado. • O dorso fetal é sentido como uma
superfície resistente, lisa, regular e contínua.
Batimentos cardíacos fetais • Quando o dorso está localizado para trás, os
• Constatar a cada consulta a presença, o ritmo, a membros fetais são mais perceptíveis, pois
estarão em contato mais direto com a parede
anterior.
• Assim, fica perceptível que, se o dorso estiver
orientado para a direita, os membros estarão
posicionados à esquerda, e vice-versa.
• Essa manobra tem como objetivo determinar a
posição fetal e pode até ajudar a identificar o
melhor foco de ausculta dos batimentos
cardíacos do feto (dorso).
PALPAÇÃO DO PÓLO INFERIOR • Possui
como objetivo avaliar a mobilidade do polo
fetal inferior em relação ao estreito

superior da bacia materna, determinando assim


a apresentação fetal.
• Para isso o examinador precisa apreender o polo
entre o polegar e o dedo médio da mão direita,
realizando movimentos de lateralidade para
indicar o grau de penetração da apresentação na
bacia.
• Quando o polo fetal está alto e móvel durante o
exame, o polo balança facilmente de um lado
para outro. Agora, se o polo estiver mais
insinuado, se encontrará fixo.
• A apresentação fetal pode ser classificada quanto
ao polo inferior em cefálica, quando o polo
inferior é o polo cefálico, pélvica, quando o
polo inferior é o polo pélvico, e córmica,
quando o feto encontra-se em situação
transversal.
ENCAIXE PÉLVICO
• Responsável por determinar a insinuação fetal, é
a única manobra realizada com as costas do
examinador voltada para a cabeça da paciente.
• Nesse tempo, o examinador precisa posicionar CÁLCULO DA DATA PROVÁVEL DO
suas mãos sobre as fossas ilíacas, PARTO • Calcula-se a data provável do parto
aprofundando-as na pelve como se estivesse levando se em consideração a duração média da
“escavando”, indo em direção ao hipogástrio, à gestação normal (280 dias ou 40 semanas, a
procura do polo fetal inferior. partir da DUM), mediante a utilização de
• Assim como no primeiro tempo, ao achar o polo calendário.
inferior, é necessário determinar através das • Regra de Nägele para data provável do parto =
características qual é a parte fetal localizada. DUM + 9 meses e 7 dias.
• O polo cefálico é menor, com uma superfície
regular, lisa e endurecida (apresentação
cefálica).
• Já o polo pélvico é maior, com uma superfície
irregular e amolecida (apresentação pélvica). • Na
apresentação córmica, no qual o feto está
em situação transversa e, durante o quarto Exemplo: DUM: 20/01/22 - DPP: 27/10/22
tempo, o polo inferior encontrará vazio.
Maria Vitória de Sousa Santos
EXAMES OBRIGATÓRIOS 1° CONSULTA
USG-TV:
1. 4 semanas: Saco gestacional (SG); 2. 5-6
semanas: Vesícula Vitelinica; 3. 6-7 semanas:
Batimentos cardíacos fetais; 4. 12 semanas:
Placenta.
EXAMES COMPLEMENTARES

ULTRASSONOGRAFIA
• Não é considerado um exame obrigatório pelo
Ministério da Saúde, mas possui maior acurácia
para determinação da idade gestacional quando
VACINAÇÃO PRÉ NATAL 1. Tétano dT:
Complementar esquema / Dose adicional de
reforço após 5 anos 2. Coqueluche dTpa: A partir
da 20ª semana ou até 45 dias após o parto.
3. Influenza: Campanha anual
4. Hepatite B: Para gestantes não vacinadas
Observação: Não fazer aplicação de vacinas
contra Rubeola, sarampo, caxumba, varicela,
sabin, BCG (vacinas atenuadas).
Observação: Febre amarela só fazer em caso de
risco de exposição.
Maria Vitória de Sousa Santos

feita no l° trimestre, especialmente entre 6 e 13


semanas.
• Exceto quando houver impossibilidade de
determinação da idade gestacional correta e na
presença de intercorrências clínicas ou
DOENÇAS CRÔNICAS NO PRÉ-NATAL
obstétricas, assim como detecção precoce de HIPERTENSÃO NA GESTAÇÃO • A
gestações múltiplas e retardo de crescimento hipertensão arterial sistêmica (HAS) é a
intrauterino.
Idade gestacional x estrutura visualizadas na
doença que mais frequentemente complica a Segundo as VI Diretrizes Brasileiras de
gravidez, sendo uma das principais causas de Hipertensão, a HAS na gestação é classificada nas
morbimortalidade materna e perinatal. seguintes categorias principais:
• A definição de hipertensão na gravidez 1. Hipertens ã o c r ônica: E s t a d o
considera os valores absolutos de PA sistólica > hipertensivo registrado antes do início da
140 mmHg e/ou diastólica de > 90mmHg. gestação no período que precede a 20ª semana
• O diagnóstico é feito pela medida seriada dos n í de gravidez ou além de doze semanas após o
v e i s p r e s s ó r i c o s d u r a n t e o parto. Esta condição não está associada a
acompanhamento pré-natal. edema e proteinúria (salvo se houver dano
Os objetivos do manejo da hipertensão arterial na renal antes da gravidez) e persiste depois de
gravidez são: 12 semanas após o parto;
1. Proteger a mãe dos efeitos deletérios da 2. Hipertensão gestacional: Aumento da pressão
hipertensão, especialmente da hemorragia arterial que ocorre após a 20ª semana de
cerebral; gestação, mais frequentemente perto do parto
2. Minimizar a prematuridade; ou no puerpério imediato, sem proteinúria.
3. Manter uma perfusão útero-placentária Normalmente, a PA se normaliza nas
adequada, reduzindo a hipóxia, o crescimento primeiras 12 semanas de puerpério, podendo,
intrauterino restrito e o óbito perinatal. por isso, ser definida como “transitória”,
Observação: A gravidez pode induzir embora a condição geralmente recorra em
hipertensão arterial em mulher previamente 80% das gestações subsequentes. Acredita-se
normotensa ou agravar uma hipertensão que tais mulheres são propensas a
preexistente. desenvolver hipertensão arterial essencial no
CLASSIFICAÇÃO futuro. Quando a hipertensão persiste, ela é
denominada
Maria Vitória de Sousa Santos

como “crônica”. É um diagnóstico


basicamente retrospectivo, pois as
complicações das pacientes que no
momento da avaliação se apresentam sem
proteinúria podem evoluir com pré
eclâmpsia;
3. Pré-eclâmpsia: Aparecimento de hipertensão
e proteinúria (300mg ou mais de proteína
em urina de 24h), após 20 semanas de
gestação, em gestante previamente
normotensa. É uma desordem
multissistêmica, idiopática, específica da
gravidez humana e do puerpério,
relacionada a um distúrbio placentário que
cursa com vasoconstricção aumentada e
redução da perfusão. O edema atualmente
não faz mais parte dos critérios
diagnósticos da síndrome, embora
frequentemente acompanhe o quadro
clínico;
4. Eclâmpsia: Corresponde à pré-eclâmpsia
complicada por convulsões que não podem
ser atribuídas a outras causas;
5. Pré-eclâmpsia superposta à HAS crônica:
É definida pela elevação aguda da PA, à
qual se agregam proteinúria,
trombocitopenia ou anormalidades da
função hepática em gestantes portadoras de
HAS crônica, com idade gestacional
superior a 20 semanas.
Em resumo:
1. Hipertensão gestacional: Hipertensão após
a 20asemana e se resolve até o puerpério
(máximo 12 semanas pós parto).
2. Pré-Eclâmpsia: H i p e r t e n s ã o +
Proteinúria 300 mg/dia após 20a semana. 3. P r 7. Hidropsia fetal (não imune);
é - e c l â m p s i a s o b r e p o s t a : 8. Gestação molar.
Hipertensão preexistente + Proteinúria. 4. Outros fatores com evidência mais fraca: IMC >
Síndrome HELLP: Hemólise + lesão 25,8; idade materna maior do que 35 anos, uso de
hepática+ plaquetopenia. método anticoncepcional de barreira, aborto
5. Eclâmpsia: Pré-eclampsia + convulsões. prévio, ganho excessivo de peso.
FATORES DE RISCO P/ A HIPERTENSÃO PRÉ-ECLÂMPSIA GRAVE • Hipertensão
NA GESTAÇÃO Existem vários fatores que arterial persistente igual ou superior a
aumentam a chance de uma gestante ter 160/110mmHg ou proteinúria de 24h superior a
hipertensão arterial: 1. Primiparidade; 3g ou presença de qualquer um dos critérios de
2. Diabetes mellitus; risco listados na tabela abaixo são suficientes para
3. Gestação gemelar;
4. História familiar de pré-eclâmpsia e
eclâmpsia;
5. Hipertensão arterial crônica;
6. Pré-eclâmpsia sobreposta em gestação
prévia;
se considerar uma gestante como paciente de associa-se à gestação em duas situações:
pré-eclâmpsia grave. 1. Diabetes pré-gestacional: Quando a mulher
com diabetes engravida;
2. Diabetes gestacional: Quando a mulher
apresenta alterações da tolerância à glicose
diagnosticadas durante a gravidez.
• A diabetes mellitus gestacional (DMG) é d e fi
n i d a c o m o u m a a lteraçãono
metabolismo dos carboidratos, resultando em
hiperglicemia de intensidade variável, que é
diagnosticada pela primeira vez ou se inicia
durante a gestação, podendo ou não persistir
após o parto.
Observação: Na mãe, a hiperglicemia pode
aumentar a incidência de pré-eclâmpsia na
gravidez atual, além de aumentar a chance de
desenvolver diabetes e tolerância diminuída a
carboidratos no futuro. No feto, a DMG está
Observação: Independentemente da gravidade do
associada às possíveis morbidades decorrentes
quadro clínico, toda paciente com diagnóstico de
pré-eclâmpsia deve ser hospitalizada para da macrossomia (como a ocorrência de distócia
acompanhamento em unidade de gestação de alto durante o parto) e, no bebê, está associada à
risco. hipoglicemia, à icterícia, ao sofrimento
Observação: O tratamento definitivo da pré respiratório, à policitemia e à hipocalcemia.
eclâmpsia é a interrupção da gestação e a retirada MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Os sintomas
da placenta, medida que é sempre benéfica para a clássicos de diabetes são “os 4 ps”: 1. Poliúria;
mãe. Entretanto, a interrupção da gestação pode 2. Polidipsia;
não ser benéfica para o feto, devido à s 3. Polifagia;
complicações inerentes à prematuridade. Por isso, 4. Perda involuntária de peso.
devem ser avaliadas a idade gestacional, a Outros sintomas que levantam a suspeita clínica
gravidade da doença, as condições maternas e são:
fetais e a maturidade fetal, para se indicar o 1. Fadiga;
momento mais adequado para a interrupção da 2. Fraqueza;
gestação. Embora o feto esteja também em risco, 3. Letargia;
muitas vezes é instituído tratamento conservador 4. Prurido cutâneo e vulvar;
para assegurar maior grau de maturidade fetal.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ENTRE PE E 5. Infecções de repetição.
HAS CRÔNICA Observação: Algumas vezes, o diagnóstico é feito
Maria Vitória de Sousa Santos a partir de complicações crônicas, como n e u r o
p a t i a , r e t i n o p a t i a o udoença
cardiovascular aterosclerótica.
FATORES DE RISCO

TRATAMENTO
1. Diminuir consumo de sódio;
2. Metildopa;
3. Nifedipina;
4. Hidralazina;
5. Repouso;
6. Controle pressórico;
7. Reposição de cálcio.
DIABETES GESTACIONAL A hiperglicemia
p r é - n a t a l e n o v a m e n t e c o m
aproximadamente 28 semanas.
A anemia durante a gestação pode estar
associada a:
Maria Vitória de Sousa Santos
1. Risco aumentado de baixo peso ao nascer; 2.
Mortalidade perinatal;
3. Trabalho de parto prematuro.
Os fatores de risco para anemia na gestação são:
1. Dieta com pouco ferro, vitaminas ou

RASTREAMENTO E DIAGNÓSTICO

minerais;
2. Perda de sangue decorrente de cirurgia ou
lesão;
3. Doença grave ou de longo prazo (como
câncer, diabetes, doença nos rins, artrite
TRATAMENTO reumatoide, AIDS, doença inflamatória do
1. Diminuição do açúcar; intestino, doença no fígado, insuficiência
2. Atividade física: cardíaca e doença na tireoide);
3. Insulina açúcar. 4. Infecções de longo prazo;
ANEMIAS 5. Histórico familiar de anemia herdada, como
• A anemia é definida durante a gestação com os talassemia e anemia falciforme. O tratamento das
valores de hemoglobina (Hb) abaixo de 11g/ dl. anemias deve seguir o fluxo sugerido a seguir.
• O rastreamento deve ser oferecido a toda PUERPÉRIO FISIOLÓGICO • O puerpério é
gestante o mais precocemente na vinculação d o o período que vai da dequitação (expulsão da
(trombose), constituindo outro
mecanismo hemostático para
prevenir perda sanguínea.
• Após 24h, o fundo uterino atinge
a cicatriz umbilical.
• Após uma semana, atinge a região
entre a cicatriz umbilical e a sínfise
púbica.
• Na segunda semana, deixa de ser
palpável no abdome e, por fim,
atinge as dimensões pré-gravídicas
dentro de 6-8 semanas após o
parto.
• O colo uterino, ao fim da
dequitação, se encontra amolecido,
com lacerações no orifício externo,
que continua dilatado.
• A dilatação do colo regride de
forma lenta, ficando entre 2-3 cm
nos primeiros dias após o parto, e
menos de 1 cm com uma semana
de puerpério.
• É comum haver cólicas
abdominais nos primeiros 3 dias, e
placenta) até a volta do organismo materno às estas são mais fortes em multíparas
condições pré gravídicas. e em lactantes, pois a estimulação do mamilo
• Promover cuidados humanizados à mulher, estimula a liberação de ocitocina pelo eixo
recém-nascido e sua família abordando os neuro-hipofisário.
aspectos físicos, emocionais e socioculturais • Em relação as tubas uterinas, seu epitélio
relativos à fase puerperal. durante a gestação é predominantemente
composto de células não ciliadas, em
FASES DO PUERPÉRIO
decorrência do desequilíbrio entre os níveis
Período de 6 a 8 semanas após o parto. 1.
de progesterona e estrogênio.
Imediato: até o 10° dia após o parto. 2. Tardio:
• Com a diminuição destes hormônios após o
10° ao 45° dias após o parto. 3. Remoto: após 45°
dia após o parto. INVOLUÇÃO E parto, há extrusão nuclear das células não
RECUPERAÇÃO DA GENITÁLIA • Logo após ciliadas e diminuição do tamanho das células
o parto, o útero se encontra um ciliadas e não-ciliadas.
pouco acima da cicatriz umbilical, a partir do • Além disso, após a dequitação, persiste a
qual inicia um processo de involução. • O útero se porção basal da decídua. Esta se divide em
contrai, comprimindo os vasos sanguíneos e duas novas camadas: a superficial, que sofre
causando uma aparência isquêmica. descamação; e a profunda, que regenera o
• A contração também contrai os vasos novo endométrio a partir das glândulas e do
intramiometriais, reduzindo o fluxo sanguíneo e estroma da decídua basal, recobrindo a
prevenindo a hemorragia pós parto. cavidade endometrial dentro de 16 dias após
o parto.
• Além disso, os vasos calibrosos são obliterados
VAGINA E VULVA
• A vagina está alargada e lisa logo
após o parto.
• Gradualmente, suas dimensões se
reduzem, mas não voltam ao estado
pré-gravídico. • A rugosidade
vaginal reaparece na terceira semana,
por redução do edema e da
vascularização.
• Nódulos de mucosa fibrosados
formam as carúnculas himenais devido ao totalidade do peso adquirido durante a gestação.
rompimento do hímen no momento do parto. • Cerca de metade do peso ponderal adquirido é
• Por fim, a distensão fascial e possíveis perdido durante as primeiras 6 semanas após o
lacerações causam afrouxamento da parto.
musculatura pélvica, que pode não regredir • O restante ocorre entre as 6 semanas e os 6
ao estado original. meses depois, sendo maior nos 3 primeiros
• Em decorrência disso, o parto predispõe a meses.
ocorrência de incontinência urinária e fecal. • • Habitualmente há perda acentuada nos primeiros
Histologicamente, há progressiva atrofia do 10 dias, atribuída à maior diurese, à secreção
epitélio escamoso vaginal nos primeiros dez láctea e à eliminação loquial.
dias. SISTEMA CARDIOVASCULAR • O débito
• No 15º dia, a descamação alcança seu pico e a cardíaco está aumentado na primeira hora do
regeneração se inicia. pós-parto (10%), assim permanecendo durante 1
PAREDE ABDOMINAL • No puerpério, a semana.
musculatura da parede abdominal está • A pressão venosa dos membros inferiores,
afrouxada. elevada durante a gravidez, normaliza-se
• Em consequência da ruptura das fibras imediatamente.
elásticas da pele e da distensão prolongada • As varizes, acaso presentes, emurchecem, e os
causada pelo útero gravídico, a parede edemas desaparecem.
abdominal continua mole e flácida. SISTEMA SANGUÍNEO • Não há mudanças da
• Várias semanas depois, seu tônus normal é série vermelha próprias do puerpério.
readquirido na maioria dos casos. Em • Nota-se, na série branca, imediatamente após
algumas mulheres, no entanto, persiste a o parto, leucocitose de até 30 mil glóbulos, à
diástese do musculo reto abdominal. custa principalmente dos granulócitos
• A pele pode ainda continuar frouxa, se houver neutrófilos.
ruptura extensa de fibras elásticas. SISTEMA • Em condições normais, a hiperleucocitose
ENDÓCRINO fica reduzida à metade nas primeiras 48
• Ao fim da gravidez os níveis de estrogênio e horas, e ao cabo do 5.° ou 6.° dia o quadro
progesterona estão muito elevados, assim como retorna às taxas habituais.
os de prolactina (PRL). • A velocidade de eritrossedimentação,
• Com a saída da placenta, ocorre queda imediata acelerada na gravidez, sofre novo incremento
dos esteroides placentários a níveis muito no puerpério, regularizando-se somente entre
baixos e leve diminuição dos valores dos a 5° e a 7° semana.
valores de PRL, que ainda permanecem • A concentração de hemoglobina volta a níveis
elevados. não gravídicos em 6 semanas do parto. • Está
• Na ausência da lactação, nas primeiras semanas aumentada a tendência à coagulação no
pós-parto, tanto a LH como o FSH mantêm-se puerpério.
com valores muito baixos, para logo • Após a dequitação, há geralmente queda das
começarem a se elevar lentamente. plaquetas, com elevação secundária nos
• No puerpério inicial os níveis de estrogênio primeiros dias do pós-parto juntamente com a
mantêm-se baixos e a progesterona não é adesividade plaquetária.
detectável. • O fibrinogênio plasmático diminui em
• A recuperação das gonadotrofinas até os níveis concentração no momento do parto,
prévios à gravidez depende da presença ou não atingindo o seu menor nível no primeiro dia
da amamentação. do puerpério e voltando a se elevar em
• A amamentação pode impedir a fertilidade pela seguida, igualando-se aos níveis pré
ação direta do estímulo do mamilo sobre o gravídicos entre o 3º e o 5º dia.
hipotálamo por via neuroendócrina, inibindo o ALTERAÇÕES ÓSSEAS
fator inibidor da prolactina (PIF) e o hormônio • Há diminuição generalizada da densidade
liberador da gonadotrofina (GnRH), óssea em gestantes, voltando ao estado pré
acarretando, respectivamente, elevação da gravidez dentro de 12 a 18 meses após o
prolactina e inibição do FSH e do LH parto.
hipofisários. • Não é recomendada qualquer intervenção,
PERDA PONDERAL sendo essas alterações auto-limitadas e
• Após a gravidez, a mulher perde quase a reversíveis.
SISTEMA URINÁRIO • A camada superficial da decídua basal (parte
• No puerpério imediato, a mucosa vesical está que fica abaixo do concepto, formando o
edemaciada, devido ao parto e ao trabalho de componente materno da placenta) sofre necrose
parto. e é eliminada sob a forma de lóquios.
• Há também uma distensão vesical, o que p r e Lóquios:
dispõearetençãourináriae Secreções exteriorizadas pela vagina no
esvaziamento incompleto ao urinar, causando puerpério:
urina residual. - Até 3° dia: lóquios rubros (lochia rubra). - 5°
• É a diurese inicialmente escassa, em razão da dia: lóquios róseos (lochia fusca).
desidratação no trabalho de parto. Do 2.° ao - 10° dia: lóquios alvos (lochia alba).
6.° dia estabelece-se abundante excreção
urinária, que elimina a água acumulada
durante a gestação.
• Até a sexta semana, na maioria das puérperas,
o exame ultrassonográfico evidencia
dilatação do sistema pielocalicial.
• Todos esses fatores citados são fator de risco
para infecção do trato urinário.
• A retenção urinária pode ser definida como
ausência de micção por 6h após o parto ou após
a retirada da sonda vesical após cesariana.
PELE
• As estriações do abdome e das mamas, quando
presentes, perdem a cor vermelho arroxeada e MAMA
ficam pálidas, transformando-se, em algumas • Ocorre o aumento da mama por conta da
semanas, nas estrias branco nacaradas. hipertrofia dos vasos, das c é lulas
• Regridem as modificações do tipo de mioepiteliais, depósito de gordura e retenção
implantação dos pelos pubianos, as de água e de eletrólitos.
hiperpigmentações da pele do rosto, do abdome • O colostro já está presente no momento do
e das mamas. parto.
• Algumas ficam indeléveis. • Apojadura acontece até o terceiro dia pós
• Há também uma queda de cabelo comum entre parto.
1 e 5 meses após o parto, o que leva a crença Outras:
equivocada de que amamentar causa queda de 1. Temperatura: Aumento discreto da
cabelo, por coincidir com o momento da temperatura
amamentação, porém essa queda de cabelo é 2. Órgãos internos: Retorno dos órgãos
autolimitada e o cabelo retorna aos padrões abdominais Involução uterina
normais de crescimento de 6 a 15 meses após o 3. Alterações Hematológicas: Leucocitos, Au
parto. m e n t o d o vo l u m e c i rc u l a n t e,
SISTEMA DIGESTIVO Loquiação.
• Com o esvaziamento uterino retornam as ASSISTÊNCIA PÓS NATAL Anamnese:
vís-ceras abdominais, vagarosamente, às Verifique o Cartão da Gestante e pergunte à
disposições anatômicas. mulher questões sobre:
• Há redução da motilidade intestinal. • A 1. As condições da gestação;
constipação da puérpera, indefectível nas 2. As condições do atendimento ao parto e ao
pacientes que se mantinham no leito de uma a recém-nascido;
duas semanas, é hoje menos frequente com o 3. Os dados do parto (data; tipo de parto; se
levantar precoce, e observada unicamente nas que parto cesárea, qual indicação deste tipo de
têm obstipação crônica. parto);
• O funcionamento fisiológico dos intestinos é 4. Se houve alguma intercorrência na gestação,
habitualmente restaurado no 3° ou 4° dia. no parto ou no pós-parto (febre,
ALTERAÇÃO DO ENDOMÉTRIO • Endométrio hemorragia, hipertensão, diabetes,
é o tecido que reveste o interior do útero onde o convulsões, sensibilização de Rh);
embrião implanta e se desenvolve durante a 5. Se recebeu aconselhamento e realizou
gravidez.
testagem para sífilis e HIV durante a causas mais frequentes de problemas nos
gestação e/ou o parto; mamilos.
6. O uso de medicamentos (ferro, ácido fólico, 5. Em caso de ingurgitamento mamário, mais
vitamina A, outros). comum entre o terceiro e o quinto dia pós-
Pergunte a ela como se sente e indague questões parto, oriente a mulher quanto à ordenha
sobre: manual, ao armazenamento e à doação do leite
1. Aleitamento (frequência das mamadas, dia e excedente a um Banco de Leite Humano (caso
noite, dificuldades na amamentação, haja na região);
satisfação do RN com as mamadas, condições 6. Identifique os problemas e as necessidades
das mamas); da mulher e do recém-nascido com base na
2. Alimentação, sono, atividades; avaliação realizada.
3. Dor, fluxo vaginal, sangramento, queixas Condutas:
urinárias, febre; Oriente a puérpera sobre:
4. Planejamento familiar (desejo de ter mais fi l h 1. Higiene, alimentação, atividades físicas; 2.
o s , d e s e j o d e u s a r m é t o d o Atividade sexual, informando-a a respeito de
contraceptivo, métodos já utilizados, método prevenção de DST/Aids;
de preferência); 3. Cuidados com as mamas, reforçando a
5. Sua condição psicoemocional (estado de orienta ç ã o s o b r e o a l e i t a m e n t o
humor, preocupações, desânimo, fadiga, (considerando a situação das mulheres que
outros); não puderem amamentar);
6. Sua condição social (pessoas de apoio, enxoval 4. Cuidados com o recém-nascido; 5. Direitos
do bebê, condições para o atendimento de da mulher (direitos reprodutivos, sociais e
necessidades básicas). Avaliação trabalhistas).
clínico-ginecológica: Oriente a puérpera sobre o planejamento f a m i
1. Verifique os dados vitais; l i a r e a u t i l i zaçãodemétodo
2. Avalie o estado psíquico da mulher; 3. Observe contraceptivo, se for o caso:
seu estado geral: a pele, as mucosas, a presença - Dê a ela uma informacão geral sobre os
de edema, a cicatriz (parto normal com métodos que podem ser utilizados no pós
episiotomia ou laceração/cesárea) e os membros parto;
inferiores; - Explique a ela como funciona o método da
4. Examine as mamas, verificando a presença de LAM (amenorreia da lactação);
ingurgitamento, sinais inflamatórios, - Se a mulher não deseja ou não pode usar a
infecciosos ou cicatrizes que dificultem a LAM, ajude-a na escolha de outro método; -
amamentação; Disponibilize o método escolhido pela
5. Examine o abdômen, verificando a condição do mulher com instruções para o seu uso,
útero e se há dor à palpação; 6. Examine o períneo dizendo-lhe o que deve ser feito se o método
e os genitais externos (verifique sinais de apresentar efeitos adversos e dando-lhe
infecção, a presença e as características de instruções para o seguimento;
lóquios); - Aplique vacinas (a dupla tipo adulto e a
Verifique possíveis intercorrências: 1. tríplice viral), se necessário;
alterações emocionais, hipertensão, febre, dor no - Ofereça teste anti-HIV e VDRL, com
baixo- ventre ou nas mamas, presença de aconselhamento pré e pós-teste, para as
corrimento com odor fétido, sangramentos puérperas não aconselhadas e testadas
intensos. No caso de detecção de alguma dessas durante a gravidez e o parto;
alterações, solicite avaliação médica imediata, - Prescreva suplementação de ferro: 40mg/ dia
caso o atendimento esteja sendo feito por outro de ferro elementar, até três meses após o
profissional da equipe; parto, para mulheres sem anemia
2. Observe a formação do vínculo entre a mãe e o diagnosticada;
filho;
3. Observe e avalie a mamada para a garantia do CÂNCER DE COLO DE ÚTERO NA APS
adequado posicionamento e da pega da COLO DO ÚTERO
aréola. 1. Parte Interna: Canal cervical ou endocérvice,
4. O posicionamento errado do bebê, além de
dificultar a sucção, comprometendo a
quantidade de leite ingerido, é uma das
revestido por um epitélio colunar simples 4. Sangramento após a menopausa; 5.
com células produtoras de muco. Sangramento após as relações sexuais
2. Parte Externa: Contato com a vagina, (sinusorragia);
denominada de ectocérvice, constituída por 6. Dor durante a relação sexual;
dois tecidos (epitélio escamoso e o epitélio 7. Dor na região pélvica.
estratificado). Existe entre os dois epitélios a COMO PREVENIR
JEC (junção Escamo- colunar). Prevenção Primária: A prevenção primária está
Observação: A junção escamo-colunar (JEC) é a relacionada à diminuição do risco de contágio
r e g i ã o d o c o l o o n d e i n c i d e m pelo HPV.
preferencialmente as doenças de natureza pré 1. Incentivar o uso de preservativo;
maligna e maligna. 2. Vacinação bivalente que protege contra os 2
CÂNCER DE COLO DO ÚTERO Replicação tipos oncogênicos (16 e 18), e a quadrivalente
desordenada do epitélio de revestimento do órgão, que protege também contra os tipos não
comprometendo o tecido subjacente (estroma) e oncogênicos (6 e 11);
podendo invadir estruturas e órgãos contíguos ou Maria Vitória de Sousa Santos-
a distância. FATORES DE RISCO Vacina para meninos 9 a 14 anos e meninas de
1. Infecção pelo vírus HPV (tipo 16 e 18, 9 a 14 anos. (02 doses)
principalmente); - Imunossuprimidos Mulheres e Homens 9 a 45
2. Fatores ligados à imunidade; anos (3 doses)
3. Genética; Observação: Vacinação mais efetiva quando
4. Comportamento Sexual; aplicada antes do início da vida sexual.
5. Marco de idade: HPV em mulheres abaixo de Prevenção Secundária: Diagnóstico precoce.
1. Detecção Precoce do CA de Colo de
Útero (abordagem dos indivíduos com
sinais/ sintomas da doença);
2. Rastreamento (aplicação de exame
na população assintomática,
aparentemente saudável, com o
objetivo de identificar as lesões
precursoras ou sugestivas de CA)
CITOLOGIA
O principal objetivo é identificar
alterações na morfologia celular,
observando-se o citoplasma e o núcleo
das células pela técnica de coloração
de Papanicolau.
Recomendação MS para realização do
Citopatológico:
1. > 25 anos, com vida sexual ativa até
64 anos. Interromper após 64 anos,
com dois ou mais resultados negativos
consecutivos nos últimos 5 anos;
Observação: Após dois exames
negativos, com intervalo anual o
tempo para a realização de outro
exame é de 3 anos;
30 anos regridem espontaneamente, acima 2. > 64 anos, que nunca realizaram o exame
dessa idade a persistência é mais frequente; Realizar 2 exames com intervalo de 1 e 3
6. Tabagismo. anos. Se ambos negativos, são dispensadas.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 1. Sangramento PREPARAÇÃO PARA A COLETA 1. Não ter
vaginal anormal; tido relação sexual nas 72 horas que antecedem
2. Sangramento menstrual mais prolongado que o o exame;
habitual; 2. Não utilizar duchas de higiene íntima; 3. Não
3. Secreção vaginal incomum, com um pouco de utilizar cremes ou lubrificantes vaginais;
sangue; 4. Não estar menstruada
5. Entre outros. colodoútero
Observação: Gravidez não é contra indicação colocando a parte
para a realização do exame (exceto uma mais longa no canal, retirar e segurar com a
gravidez mais avançada). outra mão (passar na lâmina somente após a
MATERIAIS NECESSÁRIOS coleta da endocérvice para evitar que
resseque o material).
2. Usar a escovinha
Introdução do espéculo: endocervical para
1. Devem-se afastar os grandes e pequenos lábios fazer a coleta da
com o polegar e 3° dedo da mão esquerda endocérvice, dar
para que o espéculo seja introduzido uma volta de 180°,
suavemente na vagina. retirar a escovinha
2. A mão direita que introduzirá o espéculo deve e então passar na
segurá-lo pelo cabo. lâmina de vidro
3. O especulo é introduzido fechado com o pino identificada com o
para baixo. nome da paciente (do lado da borda fosca).
4. Apoia-se o espéculo sobre a fúrcula, 3. Passar a espátula de ayre e da escovinha
ligeiramente oblíquo – para evitar trauma endocervical na lâmina de vidro (no lado da
uretral – e faz-se sua introdução lentamente. borda fosca) na região onde não tem nenhum
5. Antes de ser completamente colocado na material e fixar o material na lâmina de vidro
vagina, deve ser rodado, ficando as valvas identificada com álcool 9 6 0 e m u m f r a s c o
paralelas às paredes anterior e posterior da o u s p r ay d e polietiletonglicol.
vagina. Posição que ocupará no exame e o Observação: Aplicar o material na lâmina de
pino para baixo. vidro passando apenas uma vez de forma
6. Segurar com a mão esquerda o cabo e roda o homogênea (não espessada) e um material ao
pino com a mão direita. lado do outro.
7. A b r i r o e s p é c u l o e n c a i x a n d o
cuidadosamente no colo do útero.
O exame especular deve ser realizado: 1.
Descrevendo as paredes vaginas:
- Rugosidade ou lisas;
- Presença de secreções;
- Comprimento e elasticidade.
2. Características do colo:
- Volume;
- Coloração;
- Forma (cilíndrico ou plano); Teste do iodo (Schiller)
- Epitelizado ou com mácula rubra (ectopia). O teste de Schiller é realizado após a coleta do
3. Forma do orifício externo (OE): Papanicolau, para não interferir no resultado do
- Puntiforme; exame. A mulher ainda estará na posição de
- Circular; litotomia e com o espéculo de Collins.
- Transverso. Técnica:
4. Aspecto do muco cervical:
- Translúcido;
1. Aplicar a solução de soro fisiológico
- Esbranquiçado;
diretamento no colo uterino.
- Purulento;
2. Utilizar a pinça de Cherron com algodão para
- Sanguinolento.
espalhar o material.
Maria Vitória de Sousa Santos
3. Retirar e descartar algodão.
No momento da realização do Papanicolau 4. Aplicar a solução de Lugol (iodo iodetada) na
(exame citopatológico): região do colo uterino e vagina.
1. Usar a espatula de 5. Espalhar novamente com algodão na pinça de
Ayre para fazer a Cherron.
coletada 6. Analisar o colo e vagina.
ectocérvice, girar Asoluçãoreagecomoglicogênio
180° ao redor do (polissacarídeos ricamente presente no citoplasma
das células superficiais e intermediárias) dando a
coloração marrom escura. A coloração é
proporcional a quantidade de glicogênio, corando
fortemente a s c é l u l a s d a c a m a d a s u p e r
fi c i a l e intermediárias e de maneira mais clara
as células basais (epitélio atrófico) e colunares
(glandulares). Logo, é fisiológico o colo do útero
corar com o iodo e ficar com a coloração marrom.
Interpretação:
7. Teste iodo positivo (Schiller Negativo):
Situação normal, cor acastanhado escuro.

8. Teste iodo negativo (Schiller Positivo):


Coloração amarelado-mostarda e com bordas
bem delimitadas, realizar colposcopia e
biópsia da área. São casos de lesões atípicas
(Mosaico, epitélio branco, leucoplasia) ou
representar infiltração de células
QUANDO FAZER A COLPOSCOPIA 1. Re s
carcinomatosas.
u l t a dodacitologiaoncótica
Maria Vitória de Sousa Santos
(Papanicolau) alterado;
Retirada do espéculo: 2. Sangramento a esclarecer;
Ao final, depois de realizar inspeção, coleta da 3. Parceiro ou parceira com câncer genital ou
colpocitologia e teste do Iodo, o espéculo ISTs;
vaginal deverá ser retirado: 4. Mulheres com ISTs;
1. Para retirar o espéculo: tracionar 5. Lesões vulvares e vaginais associadas ao
cuidadosamente o espéculo para liberar o HPV;
colo uterino. 6. HPV persistente.
2. Na retirada observar as paredes da vagina. 3. CÂNCER DE MAMA NA APS O câncer de
Fechar lentamente o espéculo voltado a posição mama é uma doença causada pela multiplicação
de entrada e fechando as valvas. desordenada de células anormais da mama, que
INTERPRETAÇÃO
forma um tumor com potencial de invadir outros Observação: Se história familiar positiva é
órgãos. indicado a realização da mamografia a partir dos
FATORES DE RISCO 35 anos de idade anual.
1. Sexo feminino; AUTO-EXAME DA MAMA
2. Menarca Precoce (antes de 11 anos); 3. CLASSIFICAÇÃO DE BI-RARDS
Menopausa tardia (após 55 anos); 4. Nuliparidade;
5. Primeira Gestação a termo após 30 anos; 6. Mãe
ou irmã com histórico de Câncer de Mama na Pré
Menopausa;
7. Dieta rica em gordura animal;
8. Dieta pobre em fibras;
9. Obesidade;
10. Exposição a radiação ionizante;
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 1.
Aparecimento de nódulo fixo, geralmente indolor,
duro e irregular.
2. Sa ída de s ecre ç ão pelo mamilo, Observação: Recomenda-se fazer a biópsia da
especialmente quando é unilateral e mama sempre que os exames de imagem
espontânea; apresentarem BIRADS 4 e 5. Nos casos de
3. Coloração avermelhada da pele da mama; 4. BIRADS 3, os médicos geralmente indicam
Edema cutâneo semelhante à casca de laranja; controle com exames de imagem em 6 meses, e,
em casos de BIRADS 1 e 2, o
controle em 2 anos.
DIAGNÓSTICOS
DIFERENCIAIS Seu diagnóstico
diferencial é amplo, envolvendo
os:
1. Cistos mamários;
2. Fibroadenomas;
3. Tumores filóides;
4. Papilomas;
5. Lipomas;
6. Hamartomas;
7. Adenomas, entre outros.
NA APS
1. Promover ações públicas para o
controle do Câncer de Mama;
2. Realizar o diagnóstico precoce
do Câncer de Mama;
3. Orientar a mulher sobre os sinais
de alerta no surgimento de CA de
Mama.

5. Retração cutânea;
6. Dor ou inversão do mamilo;
7. Descamação ou ulceração do mamilo.
RASTREAMENTO
Para todas as mulheres:
- Exame clínico semestral ou anual; - Exame
radiológico (mamografia) deve ser feito de 2 em 2
anos, a partir dos 50 anos de idade, independente
do exame clínico ou auto-exame normais.

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