Objectivos Especificos
Interpretar o artigo de fundo/editorial;
Promover boas praticas saudaveis (higiene,alimentação,escolar e comunidade).
Referencial teórico
Segundo Marcuschi,(2001,p.25) a noção de oralidade está estreitamente relacionada ao uso da
modalidade oral da língua em práticas sociais e discursivas, tanto no que se refere à sua
produção, quanto no que diz respeito à sua escuta. Envolve a ação de linguagem de sujeitos
ativos e responsivos em contextos interacionais diversos (públicos ou privados) e registros de
linguagem variados (formais ou informais).
Carvalho, acredita que a oralidade seja uma ferramenta para ensinar e aprender,a partir da
planificação,concretização,avalição e reformulação de actividades,sempre a pensar nas
especificidades dos intervenientes do e no processo comunicativo. Ele também afirma que a
oralidade promove o pensamento que, por sua vez ,é usada para a interação do aluno e o
professor, podendo construir suas próprias dissertações.
A oralidade não se restringe ao estudo da materialidade da fala, mas envolve, em contextos
socioculturais específicos, a fala associada a seu ritmo, entonação, volume e entrelaçada a
múltiplas linguagens, como a gestualidade, a mímica, a imagem e até à modalidade escrita da
língua (por exemplo, na TV, numa exposição oral em que se usa algum apoio escrito). Mesmo
quando um indivíduo não se manifesta verbalmente, suas reações corporais (de interesse,
curiosidade, tédio, indiferença, cansaço, emoção, entre outras) podem influenciar nas decisões
discursivas tomadas por seu(s) interlocutor(es) e, com isso, no andamento da interaçã[Link] o
aluno chega à escola, já sabe falar sua língua materna e interagir em situações do cotidiano. Por
isso, indicar para o aluno simplesmente que “converse com o colega” não significa tomar a
oralidade como objeto de ensino. A oralidade a ser trabalhada no espaço escolar deve ser,
sobretudo, a que favorece o desenvolvimento da proficiência do aprendiz em gêneros orais
formais públicos, ou seja, em gêneros que circulam em contextos de uso linguístico pouco
comuns no dia a dia e para os quais exige-se um conhecimento que não figura no saber cotidiano.
Bons exemplos de gêneros da oralidade a serem estudados no contexto da alfabetização e dos
anos iniciais da escolarização são, dentre outros, “Contação de histórias”, quando os alunos são
convidados a (re)contar para os colegas histórias lidas ou ouvidas, “Debate regrado”, ocasião em
que os alunos são orientados a discutir algum tema polêmico do seu cotidiano (restrição às
guloseimas na hora do lanche, por exemplo), “Exposição oral”, contexto no qual os aprendizes
devem expor sobre determinados conteúdos (os hábitos de seu animal de estimação, por
exemplo). Por serem muito utilizados na escola, é costume partir-se do pressuposto de que o
aluno domina esses gêneros, quando, ao contrário, sua produção e, também, sua escuta atenta
(capacidade rotineiramente desconsiderada) precisam ser ensinadas, levando-se em conta a
situação comunicativa, a construção do plano textual, o uso de materiais de apoio, dentre outros
aspectos.
Para além dos gêneros citados, é também fundamental propiciar o contato do aluno com outros
gêneros da oralidade, em áudio e/ou em vídeo, tais como “receitas de cozinha”, “propagandas”,
“entrevistas”, “notícias” e que devem ser selecionados, quanto ao tema e complexidade, em
função da faixa etária a que se destinam. Posteriormente, cabe então promover a produção,
veiculação e escuta desses e de outros gêneros orais em sala de aula.
Estratégias para o desenvolvimento da oralidade
Situação é bastante conhecida de todo professor: basta solicitar à sala uma série de apresentações
orais ou seminários para que fique nítido o despreparo dos alunos para essas ocasiões.O
problema é notório, mas, como lidar com ele? Simplesmente esperar do aluno uma performance
adequada por considerar que a fala está incorporada à rotina do usuário da língua não é
suficiente.
É de fato necessário que a escola assuma a responsabilidade de desenvolver no aluno, desde as
séries iniciais, as habilidades que lhe garantirão fluência em situações que exigem a interação
oral, da mesma forma como sempre considerou importante desenvolver as competências
relacionadas à comunicação escrita. Assim, se a rotina escolar dedica todo um planejamento de
atividades para a prática da escrita, por que não inserir em seu cronograma atividades regulares
que possibilitem ao aluno apreender verdadeiramente aquilo que até hoje, muitas vezes, espera-
se que seja conduzido por mera intuição?
Entretanto, os estudos dedicados ao tema destacam a importância de:
*realizar regularmente atividades que propiciem condições espontâneas de prática da oralidade
(contações de histórias, recontos, conversas em grupos, entrevistas etc);
* filmar a performance para, junto com os alunos, observar aspectos que precisam ser
revisitados;
* conduzir a reflexão do aluno para que ele perceba o que precisa ser melhorado em sua
performance, tanto no que se refere, principalmente, ao material verbal (a fala em si), ao material
não verbal (postura, gesticulação, comunicação visual) e ao contexto (adequação à situação de
comunicação).
Estratégias como essas, quando incorporadas ao cotidiano da sala de aula, tendem a facilitar o
desenvolvimento, no aluno, da percepção de que a comunicação oral, tão necessária em todas as
esferas da integração social, exige o aprimoramento de competências. Interagir pela fala é
interagir de forma adequada a uma dada situação formal ou informal, com falantes em uma dada
posição hierárquica, equivalente ou não; é saber se expressar com segurança e com a variante
linguística adequada à ocasião; é saber se comunicar, também de modo adequado por meio de
gestos e olhar; bem como saber ouvir, pedir ou ceder o turno da fala, sem que todos esses
procedimentos criem ruídos ou levem o interlocutor a desistir da interação.
Sendo uma prática que deve ser incorporada entre as demais tarefas escolares, a oralidade pede
não só o planejamento de atividades sistemáticas, mas também um acompanhamento que
possibilite verificar o desenvolvimento da proficiência das habilidades nos alunos. E aí surge a
importância da avaliação de oralidade.
Objectivos da oradidade
A oralidade permite pensar em infinito e nos dá a capacidade de simbolizar propriciando a
criação de sistemas e comunição,de linguagens e de formas de expressão do pensamento e da
emoção
O que avaliar na oralidade?
Para se avaliar a oralidade pode-se prever a observação de parâmetro como:
Apreende uma informação em linguagem corrente;
Reage com frases adequadas em qualquer tipo de comunição ;
Usa vocabulário variado adequedo;
Encadeia as ideias com facilidade;
Expressa as ideias com facilidade;
Fases e etapas de apredizagem da oralidade
Oralidade inicial-e a fase inicial da aquisicao do vocabulário básico que vai auxiliar o aluno na
descodificação e produção de mensagens simples na língua falada.
Nesta fase o professor tem a missão de levar os alunos a aprender as primeiras palavras da
lingua, e o vocabulário adquirido nesta etapa varia de acordo com o nivel de dominio da língua
pelos alunos .É importante que o professor não passe para a fase posterior sem que os alunos
tenham bases solidas para compreender e realizar tarefas mais complexas.
Oralidade nao inicial- é a fase em que os conhecimentos adquiridos na fase anterior são usadas
para motivar e apoiar a aprendizagem da leitura e da escrita,para o desenvolvimento da
compreensão e expressão orais. Está fase é compposta por 4 etapas nomeadamente:
Oralidade na iniciação da leitura e da escrita- é a etapa em que os alunos fazem
interligacao da oralidade e da escrita,isto é, os launos começam a registar por escrito o
que ja sabem oralmente.
Oralidade na consolidação da leitura e da escrita trabalhando a oralidade ao serviço da
consolidação da leitura e da escrita.
Oralidade no desnvolvimento da leitura e da escrita, nesta etapa os alunos trabalham a
oralidade ao serviço do desenvolvimento da leitura e da escrita.
Oralidade pela oralidade, nesta etapa trabalha-se a oralidade para que o aluno adquira a
capacidade crescente de compreesão e expressão orais.
Proposta de activdades para a oralidade
Produção oral
Lê atentamente o texto cujo o título é “ Situação nutricional em Moçambique”(leitura
silenciosa).
1- Depois da leitura, descute com o seu colega de carteira como de poderao resolver os
problemas de nutrição em seu país e cominudade em vias de desenvolvimento.
Poderão partilhar a vossa reflexão com os outros colegas em grupo de quarto. De seguida, com
uma indicação previa de um moderador, discutem este tema em sesãao plenária, tomando o lider
de turma a posição de moderador do [Link] as sugestões apresentadas sobre a melhorias
das condiçães de saúde e nutrição a implementar no bairro ou na cominidade devem ser
apontadas no quadro e, depois,transcritas nos cadernos. Quando chegarem a casa,deverão
partilhar as diferentres experiências com a familia,amigos,vizinhos e comunidade circundante.
2- que achaste do debate?
3- Que mudanças concretas podem ser aplicadas na vida da população moçambicana?
Referências
MARCUSHI,Beth, (2001) .Oralidade/Universidade Federal Pernanbuco/Centro de Artes e
comunicação.
CASTRO,Eneida ,(2018).[Link]/Janeiro.
CARVALHO,E.P.F.(2016).A oralidde ferramenta para ensinar e para aprender.(Relatório de
Mestrado).Faculdade de letras da Universidade do Porto.