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Guia Completo de Colpocitopatologia

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COLPOCITOPATOLOGIA

1
SUMÁRIO

NOSSA HISTÓRIA ..................................................................................................................................... 2


1. INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 3
2. DEFINIÇÃO COLPOCITOPATOLOGIA ................................................................................... 7
3. TIPOS DE COLPOCICITOPATOLOGIAS ................................................................................ 8
4. TÉCNICAS DE COLETA EM CITOPATOLOGIA GERAL ..................................................... 9
5. O QUE SIGNIFICA NIC I? ........................................................................................................ 15
6. QUAIS RESULTADOS PODEM SEREM ENCONTRADOS COM O EXAME DE
PAPANICOLAU? ................................................................................................................................ 18
7. COLETA CELLPRESERV OU THINPREP ............................................................................ 19
8. METAPLASIA ESCAMOSA ...................................................................................................... 20
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................................ 21

1
NOSSA HISTÓRIA

A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho de


um grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de cursos de
Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma entidade capaz
de oferecer serviços educacionais em nível superior.

O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de


conhecimento, aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na sua
formação continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos científicos,
técnicos e culturais, que constituem patrimônio da humanidade, transmitindo e
propagando os saberes através do ensino, utilizando-se de publicações e/ou outras
normas de comunicação.

Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e cultura, de


forma confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de construir uma
base profissional e ética, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no
atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa forma, conquistar o espaço de uma
das instituições modelo no país na oferta de cursos de qualidade.

2
1. INTRODUÇÃO

O câncer do colo do útero deve ser alvo de Políticas de Saúde Pública bem
estruturadas, devido a sua importância como problema de saúde.
Uma vez que esse câncer está fortemente associado a condições de vida precária,
baixos índices de desenvolvimento humano, ausência ou fragilidade das estratégias
de educação comunitária (promoção e prevenção em saúde) e à dificuldade de acesso
a serviços públicos de saúde para diagnóstico precoce e tratamento das lesões
precursoras, altas taxas de incidência do câncer do colo do útero são comumente
observadas em países pouco desenvolvidos.
Em países desenvolvidos, a sobrevida média estimada em cinco anos varia de
59 a 69%. Nos países em desenvolvimento, os casos são encontrados em estágios
relativamente avançados e, consequentemente, a sobrevida média é de cerca de 49%
após cinco anos.
O Inquérito Domiciliar realizado pelo Ministério da Saúde em 2002-2003,
mostrou que, para as 15 capitais analisadas e Distrito Federal, a cobertura estimada
do exame Papanicolaou variou entre 74% e 93%. Entretanto, o percentual de
realização desse exame pelo SUS variou entre 33% e 64% do total, o que, em parte,
explica o diagnóstico tardio e a manutenção das taxas de mortalidade, bem como as
altas taxas de incidência observadas no Brasil.
Ainda como reflexo deste quadro adverso, a PNAD, Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílio, Saúde 2003, realizada pelo IBGE, Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística, 2005, demonstrou que, nos últimos três anos, a cobertura do
exame citológico do colo do útero foi de 68,7% em mulheres acima de 24 anos de
idade, sendo que 20,8% das mulheres nesta faixa etária nunca foram submetidas ao
exame preventivo. Como a pesquisa se baseia na informação concedida pela própria
entrevistada, pode-se admitir que parte dessas mulheres, segundo certas condições
sócio-econômicas, possa confundir a realização de um exame ginecológico com a
coleta de material cérvico-uterino para exame laboratorial.
Parte da manutenção das taxas do câncer do colo do útero pode estar
associada ao aumento e à melhoria do diagnóstico, que melhoram a qualidade da
informação dos atestados de óbito. Entretanto, outros fatores, como o diagnóstico em
estádios mais avançados da doença, podem estar contribuindo significativamente

3
para o crescimento das taxas de mortalidade. Por sua vez, dentre outras causas, o
diagnóstico tardio pode estar relacionado com: a dificuldade de acesso da população
feminina aos serviços e programas de saúde, a baixa capacitação dos recursos
humanos envolvidos na atenção oncológica (principalmente em municípios de
pequeno e médio porte), a capacidade do Sistema Público de Saúde para absorver a
demanda que chega às unidades de saúde e as dificuldades dos gestores municipais
e estaduais em definir e estabelecer um fluxo assistencial, orientado por critérios de
hierarquização dos diferentes níveis de atenção, que permita o manejo e o
encaminhamento adequado de casos suspeitos para investigação em outros níveis
do sistema.
A articulação de ações dirigidas ao câncer da mama e do colo do útero está
fundamentada na Política Nacional de Atenção Oncológica (Portaria GM nº 2439 de
08 de dezembro de 2005) e no Plano de Ação para o Controle dos Cânceres do Colo
do Útero e de Mama 2005 –2007. Essa articulação trata das seguintes diretrizes
estratégicas, compostas por ações a serem desenvolvidas, nos distintos níveis de
atenção à saúde:
Aumento da Cobertura da População-Alvo; Garantia da Qualidade;
Fortalecimento do Sistema de Informação; Desenvolvimento de Capacitações;
Desenvolvimento de Pesquisas e Mobilização Social.
A publicação denominada, Nomenclatura Brasileira para Laudos Cervicais e
Condutas Preconizadas, foi elaborada com a finalidade de orientar a atenção às
mulheres, subsidiando tecnicamente os profissionais de saúde, disponibilizando
conhecimentos atualizados de maneira sintética e acessível que possibilitem tomar
condutas adequadas em relação ao controle do câncer do colo do útero.
Os gestores municipais e estaduais são os principais parceiros no
desenvolvimento das ações contidas na Nomenclatura Brasileira para Laudos
Cervicais e Condutas Preconizadas. Para tanto, necessitarão de apoio na organização
da rede para a atenção oncológica, na estruturação de serviços e na sistematização,
quando necessário, do processo de referência e contrarreferência entre os níveis de
atenção.
Reforça-se, então, a participação estratégica do INCA, assessorando
tecnicamente estados e municípios, além da parceria na construção de uma rede de
educação permanente na atenção oncológica.

4
Na estruturação e organização da Nomenclatura Brasileira para Laudos
Cervicais e Condutas Preconizadas, foram preservados conceitos consensuados com
descrição minuciosa. Em um formato mais específico, os diversos capítulos, abaixo
sumarizados, sugerem orientações às ações a serem desenvolvidas, a partir do ano
de 2006, nos distintos níveis de atenção à saúde no âmbito do SUS.
Para que as estratégias, normas e procedimentos que orientam as ações de
controle do câncer do colo do útero, no país, estejam em consonância com o
conhecimento científico atual, o Ministério da Saúde tem realizado parcerias com
sociedades científicas e considerado a opinião de especialistas nacionais e
internacionais. Finalizando o processo de trabalho, o Ministério da Saúde, por meio
da Área Técnica da Saúde da Mulher e do Instituto Nacional de Câncer, submeteu à
consulta pública o referido documento. Na Metodologia de Trabalho, são
apresentadas todas as etapas do trabalho realizadas ao longo dos anos.
O capítulo que trata da Nomenclatura Brasileira para Laudos Citopatológicos
contempla aspecto de atualidade tecnológica, e sua similaridade com o Sistema
Bethesda 2001 facilita a equiparação dos resultados nacionais com aqueles
encontrados nas publicações científicas internacionais. São introduzidos novos
conceitos estruturais e morfológicos, o que contribui para o melhor desempenho
laboratorial e serve como facilitador da relação entre a citologia e a clínica. Sua
estrutura geral facilita a informatização dos laudos, o que permite o monitoramento da
qualidade dos exames citopato- lógicos realizados no SUS. Além disso, a anuência
das sociedades científicas envolvidas com a confirmação diagnóstica e o tratamento
das lesões torna possível o estabelecimento de diretrizes para as condutas
terapêuticas.
Na Avaliação Pré-Analítica e Adequabilidade da Amostra, destaca-se a
introdução dos conceitos de Avaliação Pré-Analítica e Conduta, em que a
Adequabilidade da Amostra passará à classificação binária (satisfatória ou
insatisfatória). Reforça a recomendação nacional para o exame citopatológico cervical
o qual deverá ser realizado em mulheres de 25 a 60 anos de idade, ou que já tiveram
tido atividade sexual mesmo antes desta faixa de idade, uma vez por ano e, após dois
exames anuais consecutivos negativos, a cada três anos.
Em Condutas Preconizadas, tanto para Resultado Normal, Alterações
Benignas e Queixas Ginecológicas assim como para Alterações Pré-Malignas ou
Malignas no Exame Citopatológico, encontra-se o desenho dos possíveis achados e

5
das possibilidades de encaminhamentos, nos diferentes níveis de complexidade. O
objetivo é auxiliar os profissionais de saúde, gerentes e gestores nas condutas a
serem aplicadas e nas ações de organização de rede.
O acompanhamento e a avaliação do impacto da implantação da Nomenclatura
Brasileira para Laudos Cervicais e Condutas Preconizadas necessitam de um Sistema
de Informação que permita monitorar o processo de rastreamento, diagnóstico,
tratamento e a qualidade dos exames realizados na rede SUS. Para tanto, houve o
aprimoramento do Sistema Nacional de Informação do câncer do colo do útero
(SISCOLO), tanto na vertente tecnológica como em decorrência da implantação da
Nomenclatura Brasileira para Laudos Cervicais.
Atualmente, o SISCOLO não garante dados da mulher, mas do exame,
dificultando o conhecimento preciso das taxas de cobertura e captação, essenciais ao
acompanhamento das ações planejadas. Portanto, é indispensável o
desenvolvimento de estratégias para estimular/ induzir estados e municípios quanto
ao registro do número do Cartão SUS. Também, é importante melhorar o sistema de
forma a desencadear o “módulo seguimento” do SISCOLO, o qual permitirá o
acompanhamento das mulheres com exames alterados desde a sua entrada no
sistema, através da coleta do exame, até o seu desfecho, tratamento/ cura.
Por fim, deve-se considerar o estímulo ao desenvolvimento de pesquisas na
linha de prevenção e controle do câncer do colo do útero, uma vez que contribui para
a melhoria da efetividade, eficiência e qualidade de políticas, sistemas e programas.

6
2. DEFINIÇÃO COLPOCITOPATOLOGIA

É um teste realizado para detectar alterações nas células do colo do útero. Este
exame também pode ser chamado de esfregaço cervicovaginal e colpocitologia
oncótica cervical.
Qual a diferença entre papanicolau, colposcopia e colpocitologia?
No papanicolau coleta-se uma fração de células do colo uterino, que
posteriormente é analisada e a depender do resultado, a paciente é orientada para
realizar colposcopia, em que o médico averigua o colo do útero com uma lente de
aumento, e de acordo com isso sugere o diagnóstico, daí realiza-se biópsia para maior
esclarecimento. Já a colpocitologia é a junção do papanicolau com a colposcopia.
Na Citopatologia as células do corpo são examinadas através de microscópio
em busca de possíveis doenças. Essa técnica em geral é usada para triagem
(screening) onde novos exames podem ser solicitados. Tem vasta aplicação na
ginecologia através da triagem de câncer do colo do útero.

7
3. TIPOS DE COLPOCICITOPATOLOGIAS

O diagnóstico de doenças pela análise das células individuais e pequenos


grupos de células é denominado citologia ou citopatologia. É uma parte importante do
diagnóstico de alguns tipos de câncer.
Em comparação com a biópsia do tecido, uma amostra de citologia geralmente:
É mais fácil de se obter.
É menos desconfortável para o paciente.
É menos provável de apresentar complicações.
Os custos são menores.
A desvantagem é que, em alguns casos, o resultado da biópsia de tecido é
mais preciso, no entanto, em muitos casos, a amostra citológica pode ser bastante
precisa.
Os exames citológicos podem ser usados para diagnóstico ou rastreamento:
Um exame de diagnóstico só é utilizado em pacientes que apresentam sinais,
sintomas ou alguma outra razão para suspeitar que uma determinada doença (como
o câncer) possa estar presente. Um exame de diagnóstico classifica a doença (se
presente) de forma precisa.
Um exame de rastreamento é usado para encontrar pessoas que possam ter uma
determinada doença, mesmo antes de desenvolver quaisquer sintomas. Espera-se
que um exame de rastreamento possa encontrar quase todas as pessoas que são
propensas a ter alguma doença, mas nem sempre serve para provar que a doença
está presente. Muitas vezes, um exame de diagnóstico é realizado, se o teste de
rastreamento for positivo (isto é, se algo for encontrado no teste de triagem). Alguns
exames de citologia, como o exame de Papanicolaou são usados principalmente para
rastreamento, enquanto outros podem identificar com precisão os cânceres. Quando
a citologia mostra câncer, muitas vezes, uma biópsia é também realizada para se ter
certeza de qualquer achado anormal antes do tratamento ser iniciado.

8
4. TÉCNICAS DE COLETA EM CITOPATOLOGIA GERAL

Historicamente, o primeiro relato da utilização do exame citológico foi no ano


de 1838, por Johannes Müller, que descreveu a imagem microscópica de células
malignas obtidas por raspado superficial de tumores excisados cirurgicamente.
Posteriormente, o patologista francês Lebert avaliou citologicamente espécimes
provenientes de efusões, secreções traqueobrônquicas e urina. Mas foi no início do
século XX, precisamente no ano de 1920, que houve um avanço importante no
diagnóstico citológico com a utilização da citologia esfoliativa e aspirativa pelos
patologistas Aurel Babes, George Papanicolaou e James Ewing. Na década de 1930,
o exame citológico passou a ser utilizado no diagnóstico de tumores dos vários sítios
anatômicos. Neste período, Ewing e seus colaboradores popularizaram o uso da
agulha fina para o diagnóstico de lesões superficiais e profundas, difundindo ainda
mais o uso da citologia geral.
Reconhecidamente, a avaliação citológica apresenta uma série de vantagens
quando comparada a outros métodos diagnósticos como, por exemplo, a biópsia. É
um procedimento com menor grau de invasão, dispensa o uso de anestesia na maioria
das vezes, possui menores taxas de complicações, durante e após a coleta, e fornece
resultados rápidos e de baixo custo. No entanto, temos que levar em consideração a
possibilidade de maior número de resultados inconclusivos em amostras escassas ou
com artefatos, má interpretação diagnóstica pela ausência da arquitetura tecidual,
dificuldade de acesso a certos órgãos e na obtenção de espécimes representativos
em algumas lesões, além de obscurecimento dos elementos celulares pela presença
de sangue. A quantidade e qualidade do material citológico são fatores determinantes
na precisão diagnóstica e estão diretamente relacionados ao uso de técnicas
adequadas de amostragem e ao processamento apropriado dos espécimes.
Podemos dividir os espécimes citopatológicos em dois grandes grupos,
dependendo da técnica empregada na coleta das amostras:
• Obtidos através da punção aspirativa com agulha fina (PAAF) ou por
capilaridade.
• Obtidos a partir da raspagem de uma lesão ou de células que descamam
naturalmente – compreendem os imprints, raspados, escovados, lavados e também
as análises de escarro, urina, secreção mamilar e líquidos cavitários.

9
 Colpocitopatologia Hormonal
Colpocitologia Hormonal Amostra Única – A avaliação hormonal indireta de
material coletado da mucosa genital feminina (mais especificamente a parede lateral
média vaginal) é um elemento de grande valia para avaliação da função ovariana da
paciente, independentemente de sua idade.
A correlação dos achados microscópicos com os clínicos (idade, data do início
da última menstruação e possível uso de medicamentos hormonais) contribui para o
diagnóstico e, consequentemente, com a terapêutica da paciente.
A Colpocitologia Hormonal Amostra Única ou Análise Hormonal de Amostra
Única é comumente utilizada para avaliação da capacidade ovulatória, sendo assim,
um método auxiliar, por exemplo, no auxílio a terapias hormonais (ex: terapia de
crescimento) e disfunções ovarianas.
Outros Nomes: Citologia Hormonal • Colpocitologia com Índice de Maturação
 Orientações Necessárias ao Paciente
• Fazer pausa sexual nas últimas 48 horas;
• Não fazer uso de creme e/ou óvulo vaginal, ducha e/ou lavagem interna nas
últimas 48 horas;
• Não ter feito exame ginecológico com toque e/ou ultrassom transvaginal nas
últimas 48 horas;
• Ideal não estar menstruada;
• Pode ser realizado em pacientes com sangramento não menstrual;
• É importante para a interpretação do exame que seja informada a data da última
menstruação;
• Menores de 18 anos deverão vir acompanhadas de um adulto responsável.
O risco do desenvolvimento da doença é reduzido quando a mulher apresenta
dois ou mais exames prévios sem alteração.
Mesmo a realização de apenas um exame é importante, com redução do risco
de câncer cervical em mulheres que fizeram seu último exame há 10 anos, em
comparação com aquelas que nunca fizeram.
Entre as mulheres que realizaram a colpocitologia, a maioria (54,3%) o fez em
intervalo inferior a dois anos, mas novamente as mulheres acima de 60 anos é que
apresentavam maior intervalo entre o último exame e o atual (Tabela 9). Este aspecto
se torna melhor compreendido quando observamos que é nesta faixa etária que se

10
concentra o maior número de mulheres que não sabiam referir a necessidade do
exame e a sua periodicidade.
Como o risco de desenvolver o câncer cervical se torna mais elevado com o
aumento do intervalo desde o último exame e com o baixo número de exames
realizados esta observação merece destaque.
O emprego da colpocitologia em periodicidade anual reduz a probabilidade de
uma mulher desenvolver câncer cervical invasivo em 93,3%, enquanto período de 3
anos é responsável pela diminuição em 91,2%13, o que sustenta a recomendação de
alguns especialistas para sua realização a cada três anos em mulheres de baixo risco
e que já se submeteram a exame colpocitológico prévio. O exame deve ser anual se
a paciente for de alto risco mesmo quando não foram encontradas alterações
colpocitológicas prévias.
É interessante notar que a maior frequência de respostas afirmativas (70,5%),
quanto ao conhecimento da necessidade da colpocitologia encontra-se nas mulheres
entre 40 e 60 anos. Este fato talvez demonstre a necessidade de serem resgatados
programas institucionais de esclarecimento sobre o assunto, comuns em décadas
passadas, para as populações jovens atuais.
Não existe consenso com relação à idade em que não é mais necessária a
realização da colpocitologia. Há tendência em se propor ampliação na faixa
populacional que deve ser submetida regularmente ao exame de rastreamento,
mesmo em idade superior a 65 anos11.
A frequência de colpocitologias consideradas alteradas (classes III, IV e V) foi
de 2,2%, cifra já esperada dentro do contexto analisado de ambulatório de ginecologia
geral. No entanto, aspecto que merece destaque é a necessidade do controle de
qualidade da coleta do material, pois o número de exames rotulados como material
insuficiente foi grande (15,1%).
A obtenção de esfregaço colpocitológico para análise adequada com
diagnóstico correto implica coleta da amostra em condições satisfatórias, rápida
fixação com fixadores adequados, manipulação laboratorial e uso correto de corantes,
além de examinador experiente. Devido à multiplicidade de pessoas envolvidas e
etapas no processamento do material as falhas podem ocorrer. Os profissionais
envolvidos na coleta do material devem estar atentos aos aspectos técnicos e às
condições anatômicas de cada paciente; por sua vez, os citotécnicos e
citopatologistas devem estar envolvidos em programas de qualidade com cobranças

11
mútuas sobre condição da amostra e formas de descrição e diagnóstico. As amostras
inadequadas devem ser descartadas, de acordo com critérios específicos e
reprodutíveis de qualidade. A necessidade de se estabelecer critérios rígidos de
controle de qualidade, descartando material inadequado ou insuficiente para análise
é importante para que os parâmetros de cada instituição sejam verificáveis e possam
ser cotejados com novas metodologias, mais sensíveis e específicas, como por
exemplo técnicas de biologia molecular para identificação de HPV ou colpocitologia a
partir de material em suspensão líquida. Desta forma, outras tecnologias, com custo
e operacionalidade diversos, poderão ser adequadamente comparados com o exame
convencional de Papanicolaou, que ainda é o padrão internacional para o diagnóstico
de lesões cancerosas e pré-cancerosas do colo uterino.
Além disso, a validade do emprego da colpocitologia oncótica como
rastreamento do câncer de colo uterino, apesar da sua comprovada eficácia e baixo
custo, pode ser submetida a questionamentos legais quando de resultados
inadequados, interpretados como erros ou negligência. Esta situação é possível a
partir de padrões laboratoriais inadequados, ou do fato de se reconhecer que existe
uma faixa de erro padrão no exame.
Assim sendo, é fundamental que se avalie e reconheça a qualidade dos
esfregaços realizados, o que estimulou o relato do elevado número de exames
considerados como insuficientes para análise (15,1%), bem como daqueles
inadequados.
A coleta do exame colpocitológico implica na utilização de material adequado,
seja através da espátula de Ayre ou de escova.
 Tratamento Não Farmacológico
 Exame citopatopatológico normal: dentro dos limites da normalidade no material
examinado.
 Recomendação: seguir a rotina de rastreamento citológico prazo máximo trienal
e mínimo anual.
 Atipias de significado indeterminado em células escamosas possivelmente não
neoplásicas (ASC – US). A conduta será a repetição do exame citopatológico em
intervalo de 6 meses, precedida quando necessário do tratamento de processos
infecciosos e de melhoria do trofismo genital com preparo estrogênico após a
menopausa quando necessário, na Unidade de Atenção Primária. Se o resultado

12
da citologia de repetição for igual ou mais significativo, a paciente deverá ser
encaminhada à unidade de referência para colposcopia.
 Células escamosas atípicas de significado indeterminado quando não se pode
excluir lesão intraepitelial de alto grau (ASC – H).
Todas as mulheres com laudo citopatológico de ASC-H devem ser
encaminhadas à Unidade Especializada para colposcopia. Para as mulheres em que
o exame for satisfatório e sem alterações colposcópicas, uma nova citologia deverá
ser realizada em 6 meses nessa mesma unidade e deverá retornar à Unidade de
Atenção Primária após duas citologias negativas seguidas.
Atipias de significado indeterminado em células glandulares (AGC):
 Células glandulares atípicas de significado indeterminado, possivelmente não
neoplásicas.
 Células glandulares atípicas de significado indeterminado, quando não se pode
excluir lesão intraepitelial de alto grau.
Pacientes com diagnóstico de AGC devem ser encaminhadas para
colposcopia. É recomendável a avaliação endometrial com ultrassonografia e/ou
estudo anatomopatológico em pacientes acima de 35 anos. Abaixo dessa faixa etária
a investigação endometrial deverá ser realizada se presente sangramento uterino
anormal.
Nos casos de persistência de AGC, em que não foi possível concluir o
diagnóstico de patologia no colo, mesmo com ultrassonografia normal, está indicada
a avaliação histológica endometrial.
Atipias de origem indefinida:
 Células atípicas de origem indefinida possivelmente não neoplásicas,
 Células atípicas de origem indefinida, quando não se pode excluir lesão
de alto grau.
Encaminhar para a Unidade especializada para avaliação colposcópica.
Devese realizar a investigação do endométrio e anexos por meio de exames de
imagens em mulheres com mais de 35 anos, mesmo sem irregularidade menstrual,
assim como nas mais jovens com sangramento uterino anormal.
 Lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL)

13
Mulheres com diagnóstico citopatológico de LSIL devem repetir o exame
citopatológico em 6 meses na atenção primária. Processos infecciosos ou atrofia
genital identificados devem ser tratados antes dessa nova coleta.
Se a citologia de repetição for negativa em dois exames consecutivos, a
paciente deve retornar a rotina de rastreamento na Unidade de Atenção Primária. Se
qualquer citologia subsequente for positiva encaminhar a unidade de referência para
colposcopia.
 Lesão intraepitelial de alto grau (LIAG)
Todas as mulheres que apresentarem citologia sugestiva de lesão intraepitelial
de alto grau na unidade de atenção primária deverá ser encaminhadas à unidade de
referência especializada para realização de colposcopia.
 Lesão intraepitelial de alto grau, não podendo excluir microinvasão ou carcinoma
epidermóide invasor.
Todas as mulheres com esta suspeita diagnóstica deverão ser encaminhadas
imediatamente à unidade especializada para colposcopia como conduta inicial.
 Adenocarcinoma in situ (AIS) e invasor.
Mulheres com exames sugestivos de AIS ou adenocarcinoma invasor devem
ser encaminhadas para colposcopia na atenção especializada como conduta
inicial.

14
5. O QUE SIGNIFICA NIC I?

NIC I são pequenas alterações – em grande parte transitórias – que ocorrem


no colo do útero causadas pelo HPV. No período de dois anos pelo menos 50% das
pacientes conseguem eliminar essas alterações sem necessidade de tratamento, mas
isso não exclui a realização de acompanhamento com ginecologista.
Papanicolau: o que é, quem deve
fazer e como é o preparo para o exame.
O câncer de colo do útero é o terceiro
tipo de câncer mais frequente na
população feminina brasileira, atrás
apenas do câncer de mama e do
colorretal.
Existe uma fase pré-clínica (sem sintomas) do câncer do colo do útero, em que
a detecção de lesões precursoras (que antecedem o aparecimento da doença) pode
ser feita através de um exame preventivo: o papanicolau.
Quando diagnosticado na fase inicial, as chances de cura podem chegar a até 100%.
Conforme a evolução da doença, aparecem sintomas como sangramento vaginal,
corrimento e dor.
No Brasil, a estimativa é de mais de 16.300 novos casos todos os anos, com
uma taxa de mortalidade superior a 30%. O HPV (Human papillomavirus) é o principal
agente causador da doença.
Estimativas de novos casos:
16.370 (2018 - INCA)
Número de mortes:
5.727 (2015 - SIM)
O papanicolau é amplamente utilizado por médicos e especialistas, também é
chamado de esfregaço cervicovaginal ou colpocitologia oncótica.
 O exame foi criado em 1940, com o objetivode detectar células cancerosas no
colo doútero. O nome Papanicolau foi dado em homenagem ao médico grego
Geórgios Papanicolau (1883-1962).
 O exame é tradicionalmente considerado o método mais seguro e eficaz para
detectar lesões precursoras (que antecedem o aparecimento da doença) e pode
ser realizado em postos ou unidades de saúde.

15
Geórgios Papanicolau foi um médico grego, pioneiro nos estudos da citologia e na
detecção precoce de câncer. Foi o criador do chamado teste de Papanicolau, exame
realizado para detectar precocemente tumores cancerosos na vagina e colo do útero.
 Teste de Papanicolau
O fato de que células malignas podiam ser observadas sob microscópio foi
primeiramente sugerido em 1843, por Walter Hayle Walshe (1812–92), professor e
médico no hospital da Universidade Colégio, em Londres, em seu livro sobre doenças
do pulmão.
Enquanto trabalhava em Cornell, Geórgios desenvolveu um método de estudo
de esfoliação de células epiteliais relacionadas ao ciclo menstrual. Na época, ele
estudava oócitos de porquinho-da-índia e precisa coletar os óvulos antes da ovulação.
A única maneira de coletar os óvulos era sacrificando os animais e sacrificar vários
deles por alguns óvulos não era correto de seu ponto de vista. Um dia, ele percebeu
que porquinhos-da-índia tinham ciclo menstrual, algo que não tinha sido considerado
antes. Ele sabia que todas as fêmeas de animais superiores tinham uma eliminação
vaginal periódica de células e com os porquinhos-da-índia ele era pequeno demais
para ser notado.
Teste de Papanicolau com células malignas.
Usando um espéculo nasal, ele coletou amostras e examinou o esfregaço sob
o microscópio. O que ele viu foi animador: células de variadas formas e uma sequência
distinta de padrões citológicos. Assim ele era capaz de catalogar o ciclo ovariano e
uterino dia a dia, permitindo-o prever a condição dos ovários, podendo coletar os
ócitos no momento adequado. Sua pesquisa foi publicada em 1917, no American
Journal of Anatomy.
Com o tempo, ele começou a fazer coletas em mulheres, notando que
apareciam células malignas no esfregaço de mulheres com câncer cervical. Em 1928,
ele coletou dados suficientes sobre células de carcinoma cervical e sua identificação
para apresentar as descobertas em uma conferência em Battle Creek, Michigan.
Esperando uma recepção calorosa, ele acabou sendo recebido com ceticismo pela
comunidade científica, pois muitos médicos e pesquisadores acreditavam que
examinar esfregaço de células era ridículo, para não dizer inútil. A teoria corrente da
época era que biópsia e exame de tecidos era a única maneira de detectar a doença.
Apesar da rejeição inicial, Geórgios persistiu e em 1939, colaborou com um estudo
clínico em Cornell, junto do ginecologista Herbert Frederick Traut (1894–1963), para

16
validar o potencial do esfregaço de células cervicais. Eles usaram voluntárias do
departamento de ginecologia do hospital central de Nova York, todas passando pela
coleta de Papanicolau. Os exames mostraram vários casos assintomáticos de câncer.
Alguns estavam em seu estágio inicial, portanto indetectáveis no exame de biópsia.
Papanicolau e Traut publicaram suas descobertas em 1943, no estudo chamado
Diagnosis of uterine cancer by the vaginal smear,onde discutiram a preparação para
o esfregaço cervical e vaginal, as mudanças citológicas durante o período menstrual,
os efeitos de várias condições patológicas e as mudanças observadas com a
presença de câncer no cérvix, no endométrio e no útero.
A primeira observação de células cancerígenas no esfregaço do colo do útero
me deu uma das maiores emoções que já experimentei durante minha carreira
científica.
A técnica do esfregaço de células cervicais logo se tornaria o conhecido Teste
de Papanicolau. Como o teste era capaz de detectar câncer antes de qualquer
sintoma, médicos agora podiam tratar o câncer antes que ele se [Link]
resultado, a mortalidade causada pelo câncer cervical despencou nos países onde ele
passou a ser aplicado. Em 1954, Geórgios publicou o “Atlas of Exfoliative Cytology”,
um grande trabalho com suas observações e estudos em citologia, incluindo
descobertas de doenças em vários órgãos.
Geórgios, porém, não foi o pioneiro na técnica. Em 1927, um médico romeno,
Aurel Babeş, fez descobertas semelhantes no diagnóstico de câncer cervical,apesar
de sua técnica ser diferente da técnica de Papanicolau. A Romênia se refere ao teste
obrigatório como Teste de Babes-Papanicolau, em honra aos dois médicos.
 Exame Papanicolau | Quem deve fazer e quando?
Toda mulher que tem ou já teve vida sexual e que estão entre 25 e 64 anos de
idade. A rotina recomendada para o rastreamento no Brasil é a repetição do exame
Papanicolaou a cada três anos, após dois exames normais consecutivos realizados
com um intervalo de um ano.
Para garantir um resultado preciso, a mulher não deve ter relações sexuais
(mesmo com camisinha) no dia anterior ao exame;
• Evitar o uso de duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais
nas 48 horas anteriores à realização do exame;
• É importante também que não esteja menstruada, porque a presença de
sangue pode alterar o resultado.

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6. QUAIS RESULTADOS PODEM SEREM ENCONTRADOS COM O EXAME
DE PAPANICOLAU?

Há as lesões de alto grau, em que a paciente é orientada a realizar colposcopia


sem a repetição do exame de papanicolau.
Há também resultados indeterminados, e a depender disso, a paciente é
orientada a repetir o exame após seis meses, ou realizar colposcopia ou ultrassom.
Lesões de baixo grau no papanicolau na maioria das vezes são alterações
transitórias.
Pacientes com primeiro exame de lesão de baixo grau são orientadas a repetir
o exame depois de seis meses, persistindo a alteração, deve-se procurar um serviço
de colposcopia para complementar o diagnóstico. Daí a importância de consultar um
ginecologista para avaliar o resultado do exame e determinar a melhor conduta.
Pacientes histerectomizadas, ou seja, que retiraram o corpo e o colo do útero,
por conta de alterações benignas – como mioma ou sangramento menstrual intenso
que não teve controle com o uso de medicação –, e realizaram exame prévio de
papanicolau com resultado negativo, além de não ter histórico de tratamento de
alterações no colo do útero por lesões de alto grau, são excluídas da realização do
papanicolau.
Não preenchendo esses critérios,
a paciente deve realizar o exame de
papanicolau periodicamente.
Pacientes que realizaram
histerectomia subtotal, isto é, retiraram o
corpo, mas não o colo do útero, são
orientadas a realizarem papanicolau
periodicamente, assim como as que não
realizaram histerectomia.

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7. COLETA CELLPRESERV OU THINPREP

Consiste na raspagem das células endocervicais e ectocervicais. Esse


procedimento é realizado por meio de três dispositivos de coleta: um espéculo (“bico
de pato”), espátula de Ayres e uma pequena escova.
1 – Identifique o frasco com o Nome completo da
paciente e data de nascimento;
2 – Obtenha uma amostra adequada da
ectocérvice utilizando a espátula plástica,
3 – Mergulhe a espátula plástica no frasco,
enxaguando-vigorosamente. Descarte a
espátula.
4 – Obtenha a amostra da região endocervical
utilizando a escova no canal endocervical até que
apenas as últimas cerdas fiquem expostas e gire
numa única direção cerca de 180º;
5 – Enxague a escova imediata e vigorosamente
agitando-a no mesmo frasco rodando a escova
na solução cerca de 10x. Descarte a escova;
6 – Feche adequadamente o frasco.
*A escova endocervical não deve ser quebrada ou cortada para envio.
Resultado indicando metaplasia escamosa imatura.

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8. METAPLASIA ESCAMOSA

A palavra imatura, em metaplasia escamosa, foi incluída na Nomenclatura


Brasileira, buscando caracterizar que essa apresentação é considerada como do tipo
inflamatório, entretanto o epitélio, nessa fase, está vulnerável à ação de agentes
microbianos e, em especial, do HPV.
Nota explicativa: Em relação à nomenclatura anterior, a única mudança ocorre
pela introdução da palavra imatura em metaplasia escamosa, buscando caracterizar
que é essa a apresentação que deve ser considerada como alteração. Assim sendo,
a metaplasia matura, com sua diferenciação já definida, não deve ser considerada
como inflamação e, eventualmente, nem necessita ser citada no laudo, exceto na
indicação dos epitélios representados, para caracterizar o local de colheita.
 Resultado indicando reparação
Decorre de lesões da mucosa com
exposição do estroma e pode ser determinado
por quaisquer dos agentes que indicam
inflamação. É, geralmente, a fase final do
processo inflamatório5, momento em que o
epitélio está vulnerável à ação de agentes
microbianos e, em especial, do HPV.
Resultado indicando atrofia com inflamação.
Na ausência de atipias, é um achado normal no período climatérico. Resultado
indicando radiação.
Nos casos de câncer do colo do útero, o
exame citopatológico deve ser realizado para
controle de possível neoplasia residual ou de recidiva
da neoplasia após tratamento radioterápico.
Nota: Ressalta-se a importância do
preenchimento completo e adequado dos dados de
anamnese constantes do formulário de requisição de
exame citopatológico – colo do útero.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Estimativa 2014: incidência de Câncer no Brasil / Instituto Nacional do Câncer José


Alencar da Silva, Coordenação de Prevenção e Vigilância. Rio de Janeiro: INCA,
2014.

Hunter MI, Monk BJ, Tewari KS. Cervical neoplasia in pregnancy. Part 1: screening
and management of preinvasive disease. Am J Obstet Gynecol. 2008; 199(1):3-
9Instituto Nacional do Câncer Coordenação Geral de Ações Estratégicas. Divisão de
apoio à Rede de Atenção Oncológica. Diretrizes Brasileiras para o rastreamento do
câncer do colo do útero. – Rio de Janeiro: INCA, 2011.

RASKIN, R.E. & MEYER, D.J. Atlas de citologia de cães e gatos. São Paulo: Roca,
2003.

SALES, R & ONISH, R. Toracocentese e biópsia pleural. Jornal Brasileiro de


neumologia. 2006; 32(4):S170-173.

Disponível em: <[Link]>. Acesso em: 6 jan. 2012.

TAKAHASHI, M. Atlas colorido de citologia do câncer. 2. ed. São Paulo: Manole, 1981.
TORRES, F. & LEON, R. Biopsia por puncion con aguja fina sin aspiracion en el
diagnostico prequicurgico del nódulo del tiroides. Revista Cubana Endocrinol. 2001;
12(3):139-44. Disponível em: <[Link]>. Acesso em: 28.

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