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Gestão e Organização em Vigilância em Saúde

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Email: elietecampos53@gmail.

com
Aluno: ELIETE DA COSTA CAMPOS

ORGANIZAÇÃO E GESTÃO
EM VIGILÂNCIA EM SAÚDE
AULA 2

Profª Elaine Grácia de Quadros Nascimento


Email: elietecampos53@[Link]
Aluno: ELIETE DA COSTA CAMPOS

CONVERSA INICIAL

É importante compreender alguns conceitos sobre as Redes de Atenção


à Saúde, de modo que veremos esses conceitos neste estudo. Entenderemos
como as Redes de Atenção funcionam e quais Redes de Atenção à Saúde fazem
parte do SUS. Compreenderemos o conceito de “linhas de cuidado” e veremos
como elas acontecem numa Rede de Atenção. Veremos também como se
organizam as Redes de Atenção à Saúde.

TEMA 1 – ALGUNS CONCEITOS SOBRE REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE

Vamos iniciar nosso módulo discutindo o papel de um gestor nas ações


organizativas do Sistema Único de Saúde – SUS.
É preciso compreender a importância do papel de um gestor no
reconhecimento do território e no entendimento das necessidades de saúde da
população. Isso faz com que o gestor conheça quais problemas de saúde a
população mais enfrenta e quais situações ele terá de enfrentar.
Quando o gestor tem esse conhecimento, ele se instrumentaliza para
realizar um diagnóstico em saúde da população, e também para mapear quais
problemas estão relacionados à organização das ações em saúde. Quando
entendemos as causas do adoecimento, podemos vislumbrar ações que
diminuam ou encerrem esse ciclo.
Temos conceitos importantes sobre doenças infectocontagiosas
desenvolvidos ao longo da história; com o passar do tempo, os estudos se
aprofundaram, e aprendemos um novo conceito: o de tripla carga de doenças
(doenças crônicas não transmissíveis, doenças infecciosas e causas externas –
violência e acidentes de trânsito).
Em razão da diversidade de causas de adoecimento, temos que entender
a importância dos indicadores de saúde. Por meio do indicador de saúde
iniciamos uma abordagem de ações em saúde.
O indicador de saúde é a quantificação do dado, uma base importante
para compreender o que acontece com determinada população. O gestor deve
compreender as condições de saúde da população: as crônicas e as agudas.
A Lei n. 8.080/1990, em seu art. 4º, diz o seguinte: “A saúde tem como
fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia,
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o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o


transporte, o lazer, o acesso a bens e serviços essenciais” (Brasil, 1990).

 Condições crônicas: aquelas em que o curso da doença é longo,


precisando de ações constantes de atenção à saúde; se não tratadas
adequadamente e num período breve, os sinais e sintomas vão se
agravando, muitas vezes gerando complicações com o passar do tempo.
 Condições agudas: aquelas de curso curto da doença; requerem
interferência o mais precoce possível para evitar complicações e
cronicidade.

Por meio desses conceitos importantes sobre o processo de saúde-


doença vemos como o papel do gestor é de extrema importância. No momento
em que ele detecta os problemas de saúde, verifica as necessidades em saúde
da população e cria estratégias para garantir qualidade de vida por meio de
orientações, acesso aos serviços de saúde, a medicamentos e
encaminhamentos, sempre com qualidade no que tange à atenção à saúde.

TEMA 2 – NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO

Consideramos que o processo saúde-doença nos traz alguns


questionamentos: Do que precisamos para ter saúde? Como evitamos o
adoecimento? Em que podemos interferir?
Em 2006 foi criado o Pacto pela saúde, que via o processo de saúde em
três dimensões, com estratégias de ação referentes às três gestões (municipal,
estadual e federal). Essas ações envolvem o que a população precisa para
garantir sua saúde e os fatores pelos quais a população mais adoece; foram
criadas algumas estratégias de ação voltadas para problemas gerais da
população, como, por exemplo, estratégias para saúde do idoso, mortalidade
infantil, doenças endêmicas, entre outras.
Vemos ainda ações voltadas para garantir os direitos da população e
preservar os princípios do SUS, como ocorre no Pacto em Defesa do SUS; por
último, temos as ações voltadas para financiamento, o Pacto de Gestão.
Partindo desses conceitos, vemos as necessidades de saúde da
população como um marco importante para iniciar as ações em saúde.
Precisamos conhecer a real necessidade da população para iniciar a
organização da atenção à saúde.

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Para garantir a integralidade do cuidado, devemos criar estratégias de


ação completas, evitando ações fragmentadas. Cecílio e Matsumoto (2001)
citam quatro grandes grupos sobre as necessidades de saúde:

1. Necessidades de condições de vida.


2. Garantia do acesso a serviços e ações de saúde de qualidade.
3. Necessidade de criar vínculo entre profissional e paciente.
4. Necessidade de criação de autonomia e/ou autocuidado.

Conforme Narvai (2008), a saúde resulta da disponibilidade e do acesso


aos serviços de saúde. O direito à saúde deveria ser entendido de forma mais
abrangente do que apenas o direito ao acesso aos serviços de saúde (Narvai et
al., 2008).
A Constituição Federal de 1988, em seu art. 196, define a saúde como
“[...] um direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais
e econômicas que visem a redução do risco de doenças e outros agravos e ao
acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção
e recuperação” (Brasil, 1988).

TEMA 3 – SISTEMAS DE ATENÇÃO À SAÚDE

Anteriormente, pensando na história do SUS, tínhamos um sistema de


saúde fragmentado, no qual os serviços não estavam em sintonia com a
necessidade do paciente; tudo era feito de forma isolada; com isso, tínhamos
muitas vezes um maior gasto, e nem sempre a resolutividade e a qualidade
esperadas.
O sistema de saúde ideal seria um sistema integrado, funcionando como
uma Rede de Atenção à Saúde, na qual o cuidado ao usuário é integral.
Vilaça (2001) faz uma comparação das diferenças de comportamento
entre um sistema fragmentado e um sistema integrado de saúde.

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Quadro 1 – Características diferenciais dos sistemas fragmentados e das Redes


de Atenção à Saúde

Características Sistema fragmentado Sistema integrado


Forma de organização Hierarquia Poliarquia
Coordenação da atenção Inexistente Feita pela APS
Foco Nas condições agudas por Nas condições agudas e
meio de unidades de pronto- crônicas por meio de uma
atendimento Rede de Atenção a Saúde
População Voltado para indivíduos Voltado para uma população
isolados adstrita
A forma da ação do sistema Reativa e episódica, Proativa e contínua, baseada
acionada pela demanda das em plano de cuidados de
pessoas usuárias cada pessoa usuária
Intervenções Curativas e reabilitadoras Promocionais, preventivas,
sobre condições curativas, cuidadoras,
estabelecidas reabilitadoras ou paliativas
Modelo de atenção à saúde Fragmentado por ponto de Integrado, com estratificação
atenção à saúde, sem dos riscos, e voltado para os
estratificação de riscos e determinantes sociais da
voltado para as condições de saúde intermediários e
saúde estabelecidas proximais e sobre as
condições de saúde
estabelecidas
Modelo de gestão Gestão por estruturas Governança sistêmica que
isoladas (gerência hospitalar, integre a APS, os pontos de
gerência da APS, gerência atenção à saúde, os sistemas
dos ambulatórios de apoio e os sistemas
especializados etc.) logísticos da rede
Planejamento Planejamento da oferta, Planejamento das
baseado em séries históricas necessidades, definido pela
e definido pelos interesses situação das condições de
dos prestadores saúde da população adstrita
e de seus valores e
preferências
Conhecimento e ação Concentradas nos Partilhadas por equipes
clínicos profissionais, especialmente multiprofissionais e pessoas
médicos usuárias
Fontes: Mendes, 2001; Fernandez, 2004.

Por meio do Quadro 1 entendemos a importância de um sistema de saúde


integrado, que alcança a integralidade do cuidado, respeitando as necessidades
em saúde da população adstrita.

TEMA 4 – COMPONENTES DE UMA REDE DE ATENÇÃO

Uma Rede de Atenção à Saúde tem um papel importante no planejamento


das ações em saúde, por isso é tão importante conhecer o território e as
necessidades em saúde de uma população.
Para Oliveira et al. (2009), a “Rede de Atenção à Saúde constitui-se de
um conjunto de unidades, de diferentes funções e perfis de atendimento, que
operam de forma ordenada e articulada no território, de modo a atender às

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necessidades de saúde de uma população”. As Redes de Atenção devem ser


definidas a partir do momento que o gestor conhece seu território e o diagnóstico
de saúde, bem como os serviços ofertados no município.
Uma Rede de Atenção contém vários pontos de atenção, englobando
tanto equipamentos como serviços de saúde. Devemos lembrar que o papel da
Rede de Atenção é garantir a integralidade do cuidado à saúde.
As Redes de Atenção integram-se entre si, garantindo que o usuário tenha
atendimento de qualidade e com integralidade.
Mendes (2011) cita que a Organização Mundial da Saúde considera que
as Redes de Atenção à Saúde contêm seis modalidades de integração: um
conjunto amplo de intervenções preventivas e curativas para uma população; os
espaços de integração de vários serviços; a atenção à saúde contínua, ao longo
do tempo; a integração vertical de diferentes níveis de atenção; a vinculação
entre a formulação da política de saúde e a gestão; e o trabalho intersetorial.
Partindo de diversos conceitos, temos que a gestão e a oferta de serviços
de saúde referem-se ao fato de que “as pessoas recebam um contínuo de
serviços preventivos e curativos, de acordo com as suas necessidades, ao longo
do tempo e por meio de diferentes níveis de atenção à saúde” (World Health
Organization, 2008).
Existem diversas Redes de Atenção à Saúde criadas por meio de
Portarias específicas. Citamos algumas dessas redes:

1. Portaria 4.279/2010 – estabeleceu diretrizes para a organização das


Redes de Atenção à Saúde no âmbito do SUS como estratégia para
superar a fragmentação da atenção e da gestão nas Regiões de Saúde e
aperfeiçoar o funcionamento político-institucional do Sistema Único de
Saúde (SUS,) com vistas a assegurar ao usuário o conjunto de ações e
serviços de que necessita, com efetividade e eficiência.
2. Rede Cegonha, estabelecida por meio da Portaria nº 1.459/2011.
3. Rede de Urgência e Emergência (RUE), estabelecida pela Portaria
GM/MS nº 1.600/2011.
4. Rede de Atenção Psicossocial (Raps), estabelecida pela Portaria GM/MS
nº 3.088/2011.
5. Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiências (Viver Sem Limites),
estabelecida pela Portaria GM/MS nº 793/2012.

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6. Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas, pela


Portaria GM/MS nº 438/2014, entre outras.

A Resolução 588/2018 traz no seu parágrafo único que a Política Nacional


de Vigilância em Saúde deve contribuir para a integralidade na atenção à saúde,
o que pressupõe a inserção de ações de vigilância em saúde em todas as
instâncias e pontos da Rede de Atenção à Saúde do SUS, mediante articulação
e construção conjunta de protocolos, linhas de cuidado e matriciamento da
saúde, bem como na definição das estratégias e dispositivos de organização e
fluxos da Rede de Atenção.
Abaixo mostramos a diferença entre a atuação de uma rede fragmentada
e de uma integrada:

Figura 1 – Rede fragmentada versus rede integrada

AMB
URG AMB URG m

???
APS
RE ??? CL
Í CLÍ
VIG ?? VIG

?? H

H
O
O
Numa rede fragmentada, não temos clareza na S forma de
encaminhamentos; com isso, muitas vezes o usuário fica perdido no meio do
encaminhamento, e não sabemos para que lugar encaminhá-lo.
Já na rede integrada o usuário é recebido pela Atenção Primária à Saúde
e direcionado de acordo com suas necessidades, com atendimento diferenciado
e com integralidade.

TEMA 5 – LINHAS DE CUIDADO

Consideramos que um modelo adequado de atendimento à saúde da


população precisa seguir alguns princípios, e um dos mais importantes seria o
da “integralidade do cuidado”.

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Para que o atendimento aconteça adequadamente, precisamos ter


equidade, integralidade, resolutividade e qualidade da assistência à saúde.
Mendes (2009) descreve “linhas de cuidado” como sendo o percurso que
o usuário realiza dentro da Rede de Atenção à saúde, levando-se em
consideração o problema de saúde e a ação com integralidade e equidade.
A linha de cuidado deve conter ações de promoção, prevenção,
tratamento e reabilitação da saúde; ela organiza os pontos de atenção criando
diretrizes clínicas, fluxos, protocolos, entre outras formas de organização. Isso
faz com que o usuário seja encaminhado nas Redes de Atenção com maior
rapidez, efetividade e eficiência, prevenindo que fique perdido e diminuindo o
risco de agravamento de um quadro por falta de encaminhamento correto.
Essa definição de “encaminhamento” e de “atendimento” é prioritária para
que se tome o “caminho correto”, garantindo prover as necessidades de saúde
da população.
Starfield (2002) diz que uma linha de cuidados deve ter algumas
atribuições que a APS tem de organizar:

1. Garantia do acesso
2. Porta de entrada
3. Vínculo assegurado
4. Atenção integral de saúde
5. Coordenação dos serviços
6. Enfoque familiar e orientação da comunidade

Mendes (2009) cita ainda que “as linhas de cuidado podem ser utilizadas
como diretrizes para um detalhamento da forma de articulação entre as várias
unidades que compõem a rede e a integração de seus atendimentos com o
objetivo de controlar determinados agravos e doenças e cuidar de pacientes”.

NA PRÁTICA

Vamos conhecer a história da Sra. Marisa, que foi à Unidade de Saúde –


US procurar atendimento para cuidar de seu nódulo na mama direita.
A US disse que a usuária ainda não tinha cadastro e que precisava
confirmar seu endereço. Isso aconteceu 10 dias depois de solicitado.

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Após o cadastro, a US agendou consulta médica para dali a 20 dias,


mesmo que a Sra. Marisa tenha explicado o que estava acontecendo com sua
saúde.
No dia da consulta, o médico solicitou uma mamografia. A US não sabia
qual era o prestador disponível; assim, reteu a solicitação para verificar em que
lugar poderia agendar.
A US descobriu que poderia encaminhar o exame para o Hospital X, e
isso demorou mais 30 dias, pois a US não conhecia os trâmites para o
encaminhamento.
Quando a usuária conseguiu realizar o exame, já tinham se passado dois
meses desde os primeiros sintomas.
No resultado, ficou confirmado um nódulo com potencial em malignidade,
e a paciente precisava de mais um encaminhamento, agora para um cirurgião.
A US encaminhou a usuária para um hospital que não era mais
conveniado ao SUS, e ela retornou à US.
Após idas e vindas, a paciente conseguiu sua cirurgia, e já apresentava
uma complicação da doença.
Se fosse realizado um encaminhamento mais preciso e rápido, será que
haveria uma evolução melhor no quadro?

FINALIZANDO

Vimos alguns conceitos importantes para compreender as Redes de


Atenção à Saúde, entendendo que precisamos conhecer o território e as
necessidades de saúde da população para que delinear as ações em saúde.
Conhecendo o território, fazendo um diagnóstico em saúde, definindo os
serviços e ações de saúde necessários, ainda precisamos realizar o trajeto do
usuário na Rede de Atenção, ou seja, definir as linhas de cuidado.
Neste estudo, portanto, vimos os seguintes conceitos:

1. Conceitos básicos das Redes de Atenção à Saúde


2. Sistemas de saúde
3. Redes de Atenção e suas linhas de cuidado

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REFERÊNCIAS

BRASIL. Lei n. 8.080, de 19 de setembro de 1990. Diário Oficial da União,


Poder Legislativo, Brasília, DF, 20 set. 1990.

BRASIL. Constituição (1988). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 5 out. 1988.

CECÍLIO, L. C. O.; MATSUMOTO, N. F. Uma taxonomia operacional de


necessidades de saúde. In: PINHEIRO, R.; FERLA, A. A.; MATTOS, R. A.
(orgs.). Gestão em Redes: tecendo os fios da integralidade em saúde. Rio de
Janeiro: Educs/IMS/Uerj, 2006. p. 37-50.

FERNÁNDEZ, J. M. D. Los sistemas integrados de salud: un modelo para


avanzar tras completar las trasnsferencias. Barcelona: B & F Gestión y Salud,
2004.

MENDES, E. V. Os grandes dilemas do SUS. Tomo II. Salvador: Casa da


Qualidade, 2001.

_____. Programa Mãe Curitibana: uma rede de atenção à mulher e à criança


em Curitiba, Paraná, estudo de caso. Lima: Organización Panamericana de la
Salud, 2009.

MENDES, E. V. As Redes de Atenção à Saúde. 2. ed. Opas, OMS, Conass,


2011.

NARVAI, P. C. et al. Práticas de saúde pública. In: Saúde pública: bases


conceituais. São Paulo: Atheneu, 2008. p. 269-297.

OLIVEIRA, R. G. et al. Qualificação de gestores do SUS. Rio de Janeiro:


EAD/Ensp, 2009.

STARFIELD, B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde,


serviços e tecnologia. Brasília: Unesco, 2002.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Integrated health services: what and why?


Geneva, World Health Organization. Technical Brief nº 1, 2008.

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