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Sumários de Direito Comercial FDUCAN

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Martinho Ucuahamba Pedro

DIREITO COMERCIAL

Sumários das Lições


ao 4.º ano jurídico (FDUCAN)

Luanda
2024-2025

Sumários de DIREITO COMERCIAL | FDUCAN


INTRODUÇÃO
[Lições1, pp. 9-36; Curso2, pp. 21-49]

1. Noção e âmbito do direito comercial


a) O direito comercial e o comércio em sentido económico e em sentido jurídico

Segundo um ponto de vista jurídico-positivo, pode definir-se o direito mercantil como aquele que regula as relações e factos jurídicos
submetidos ao Código Comercial e a leis mercantis avulsas.

Referindo-se as legislações mercantis ao comércio, é clássica a noção do direito comercial como direito relativo ao comércio: “aquela
parte do direito privado que tem principalmente por objecto regular as relações jurídicas que nascem do exercício do comércio”
(VIVANTE); conjunto das “instituições jurídicas pertencentes ao comércio” (THÖL); “direito especial da matéria mercantil”
(GOLDSCHMIDT). “o sistema jurídico normativo que disciplina de modo especial os actos de comércio e os comerciantes” (C.
ABREU).

Para os economistas, comércio é o conjunto de actividades relativas à circulação dos bens: actividades, pois, de mediação entre a
produção e o consumo – actividades intermediárias. Comerciante é alguém que se interpõe entre o produtor e o consumidor –
tipicamente, alguém que adquire do produtor (compra) as mercadorias e trata depois de as colocar no mercado (revenda), correndo
todos os riscos inerentes à operação (contrapartida do lucro).

E, todavia, não é isso (ou não é só isso) o comércio, na noção que demos de direito comercial. Pois o direito comercial aplica-se
indistintamente ao comércio e à indústria (cfr. o art. 230.º do Cód. Com.) – e o industrial é também comerciante, no sentido jurídico
da palavra.

O problema do objecto do direito comercial não se resolve com o recurso ao conceito de comércio em sentido jurídico (mais amplo do
que o de comércio em sentido económico). Melhor: não se resolve, dizendo pura e simplesmente que o direito comercial é o ramo de
direito que disciplina particulares formas de actividade humana a que chamaríamos comércio em sentido jurídico – o qual
abrangeria, além do comércio em sentido económico (actividades de mediação ou interposição nas trocas), certas outras actividades
que se assimilaram àquela (ex. art. 230.º), para o efeito de todas ficarem sujeitas a uma disciplina enformada pelos mesmos
princípios.

Ora bem. O que simplesmente acontece, desde logo – e que torna inaceitável a definição do direito comercial como direito regulador
do comércio em sentido jurídico - , é que aquele ramo do direito, tal como tradicionalmente se concebe, não se esgota na disciplina de
um tipo de relações assim configurado. Com efeito, da matéria mercantil fazem parte os actos só formalmente comerciais, que não
pertencem ao comércio, sequer em sentido jurídico, nem com este apresentam qualquer conexão necessária.

b) Formação histórica da matéria mercantil: seu núcleo tradicional e sua relativa heterogeneidade
no momento presente.

1 CORREIA, A. Ferrer, Lições de Direito Comercial. Vol. I (De harmonia com as prelecções feitas ao 4.º ano jurídico de 1972-
73, com a colaboração de Manuel Henrique Mesquita e António A. Caeiro), Edições Lex, Lisboa, 1972.
2 ABREU, Jorge Coutinho de, Curso de Direito Comercial, vol. I (Introdução, Atos de comércio, Comerciantes, Empresa, Sinais distintivos),

13ª ed., Almedina, Coimbra, 2023.

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2. Esboço da evolução histórica do direito comercial

De origem e formação medieva: Cidades comerciais da Itália e de Flandres (Sec. XII – corporações medievais de
mercadores; estatutos escritos; jurisdição consular) – França (Cód. Com. 1807 – disciplina dos actos de comércio objectivos) –
Alemanha (HGB de 1897 – o direito do HGB é o direito dos comerciantes. o n.º 1 do § 1 define como comerciante aquele que
explora uma empresa mercantil, e o n.º 2 enumera as actividades que podem constituir objecto das empresas mercantis. “Actos de
comércio são todos os actos de um comerciante que pertençam à exploração da sua empresa mercantil”). – Código Italiano de
1942 (orientação análogo ao do legislador alemão – há a assinalar uma directriz nova, e muito importante na delimitação do
direito comercial. Tal como na Alemanha, englobam-se aqui apenas actividades económicas de carácter profissional. O núcleo,
porém, do direito mercantil deixa de ser constituído pelos comerciantes e passa a centrar-se nas empresas. O acento tónico do direito
mercantil desloca-se do elemento pessoal (o comerciante) para o elemento real (organização). O comerciante, ou melhor o empresário
– imprenditore – passa a ser definido não como o que pratica, de modo habitual, actos de comércio absolutos, mas antes como
“aquele que exerce profissionalmente uma actividade económica organizada com vista à produção ou à troca de bens ou serviços”
(art. 2082.º).

De acordo com as condições do seu nascimento, este direito comercial da Idade Média oferece as seguintes características: é um direito
profissional, corporativo, autónomo (por se constituir à margem do direito comum), de origem consuetudinária e forte tendência
internacionalista.

3. Concepção objectivista e concepção subjectivista do direito comercial


4. Crítica da concepção do direito comercial como disciplina dos actos de comércio,
(sejam ou não praticados por comerciantes)
5. A crítica à concepção objectivista e a autonomia do direito comercial
6. A autonomia do direito comercial na base da sua concepção como direito das
empresas. Mérito e deficiências desta concepção
7. Justificação da autonomia do direito comercial através das necessidades próprias das
relações que regula, enquanto estas solicitam uma disciplina com traços científicos.
Carácter meramente tendencial desta justificação, em face da moderna evolução do
direito civil das obrigações e da relativa heterogeidade da matéria mercantil.
8. Relações entre o direito comercial e o direito civil
a) O direito comercial como direito especial em face do direito civil (direito comum das relações
privadas)
b) Aplicação das normas de direito civil às relações comerciais
9. Interpretação e integração no domínio do direito comercial
a) Interpretação
b) A disciplina dos casos omissos em matéria mercantil
c) O recurso à analogia para a determinação da comercialidade de uma relação jurídica. Remissão.
10. Fontes de direito comercial
a) Os usos não são fontes de direito comercial

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b) A lei como fonte do direito comercial angolano
1) Código Comercial
2) Leis mercantis avulsas
Lei nº 3/92 de 28 de Fevereiro – Lei da Propriedade Industrial
Lei n.º 1/04 de 13 de Fevereiro – Lei das Sociedades Comerciais
Lei n.º 11/15 de 17 de Junho – Código dos Valores Mobiliários
Lei n.º 18/03 de 12 de Agosto – Lei Sobre os Contratos de Distribuição, Agência,
Franchising e Concessão Comercial
Lei n.º 19/03 de 12 de Agosto – Lei sobre os contratos de conta em participação,
consórcios e agrupamentos de empresas
Lei n.º 13/21 de 10 de Maio – Lei sobre o regime jurídico da recuperação de empresas e
da insolvência
Lei n.º 5/18 de 10 de Maio – Lei da Concorrência
Lei n.º 18/22 de 7 de Julho – Lei da Actividade Seguradora e Resseguradora
Lei n.º 14/21 de 19 de Maio – Regime Geral das Instituições Financeiras
Lei n.° 26/15, de 23 de Outubro – Lei do Arrendamento Urbano

CAPÍTULO I – DOS ACTOS DE COMÉRCIO


[Lições, pp. 37-71; Curso, pp. 59-104]

§ 1.º GENERALIDADES

11. Noção de acto de comércio


a) Consideração estrutural: o acto de comércio no quadro dos factos jurídicos.
b) Interesse prático da qualificação de um “acto” como comercial.
12. Actos objectiva e subjectivamente comerciais
13. As empresas comerciais previstas no art. 230.º; alcance prático deste preceito e seu
significado na teoria dos actos de comércio.

O art. 230.º dispõe o seguinte:

Consideram-se comerciais as empresas, singulares ou colectivas, que se propuserem:


a) transformar, por meio de fábricas ou manufacturas, as matérias-primas, empregando, para isso, operários ou operários
e máquinas
b) fornecer, em épocas diferentes, géneros, quer a particulares, quer ao Estado, mediante preço convencionado

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c) agenciar negócios ou leilões por conta de outrem, em escritório aberto ao público e mediante salário estipulado
d) explorar quaisquer espectáculos públicos
e) editar, publicar ou vender obras científicas, literárias ou artísticas, incluindo, entre outras, discos, pinturas, gravuras
ou filmes
f) edificar ou construir casas para outrem, com materiais subministrados pelo empresário
g) transportar, regular e permanentemente, por água, terra ou ar, quaisquer pessoas, animais, alfaias ou mercadorias de
outrem
h) intermediar nas trocas, através de compras e vendas mercantis
i) fornecer bens ou prestar serviços genéricos ou especializados a terceiros, incluindo, entre outros, hotelaria e restauração,
agências de viagens e turismo, saúde, educação, entretenimento e segurança
j) desenvolver actividades bancárias e financeiras, nomeadamente no domínio da captação de depósitos e concessão de
financiamentos, bem como actividade de mediação de seguros
k) mediar na compra e venda de imóveis
l) proceder à captura e transformação de pescado
m) explorar pedreiras ou outras indústrias extractivas
n) realizar actividades de operador portuário
o) executar empreitadas de obras públicas
§ 1.º Exceptuam-se da alínea a) do presente artigo o proprietário ou explorador rural que apenas transforma, como
actividade acessória, os produtos da sua exploração agrícola, o artista, industrial, mestre, ou trabalhador mecânico que
exerce directamente a sua arte, indústria ou ofício, embora empregue, para isso, operários, ou operários e máquinas.
§ 2.º Exceptuam-se da alínea b) do presente artigo o proprietário ou explorador rural que apenas fizer fornecimentos de
produtos da sua propriedade.
§ 3.º Exceptuam-se da alínea e) do presente artigo o próprio autor que editar, publicar ou vender as suas obras.

14. Actos de comércio por natureza (absolutos) e actos comerciais por conexão ou
acessoriedade.
15. Actos formalmente comerciais e actos substancialmente comerciais.
16. Actos bilateralmente comerciais e actos unilateralmente comerciais ou mistos.

§ 2.º O ARTIGO 2.º3 DO CÓDIGO COMERCIAL. SUA INTERPRETAÇÃO

17. Os actos “especialmente regulados” no Código: actos previstos somente na lei


comercial e actos previstos tanto na lei civil como na lei comercial
18. A qualificação de um acto não previsto na lei comercial como acto de comércio por
analogia.
a) O problema

3
São considerados actos de comércio todos aqueles que se achem especialmente regulados na presente lei e demais legislação
complementar e, além deles, todos os contratos e obrigações dos comerciantes que não forem de natureza exclusivamente civil, se o
contrário do próprio acto não resultar.

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b) Impossibilidade da resolução do problema com o recurso a argumentos de ordem meramente
lógica
c) A letra da lei
d) Razões de ordem histórica e substancial (a certeza jurídica) contrárias à admissibilidade do
recurso à analogia nesta matéria
e) Posição adoptada
19. Interpretação da referência do art. 2.º ao Código Comercial: as leis e preceitos
mercantis
20. Os factos ilícitos como actos de comércio, face à 1.ª parte do art. 2.º
21. Actos de comércio pela teoria ou princípio do acessório
22. Interpretação da 2.ª parte do art. 2.º
a) Actos “que não forem de natureza exclusivamente civil”
b) “se o contrário do próprio acto não resultar”

CAPÍTULO II

DOS SUJEITOS DAS RELAÇÕES JURÍDICO-COMERCIAIS


[Curso, pp. 105-196]

§ 1.º DOS COMERCIANTES.

AQUISIÇÃO DA QUALIDADE DE COMERCIANTE

23. Os sujeitos das relações jurídico-mercantis


24. Condições da atribuição da qualidade de comerciante
a) Importância do problema
b) A atribuição da qualidade de comerciante às pessoas singulares
1) O requisito da capacidade; se os menores e interditos podem ser comerciantes.
2) O exercício profissional do comércio
c) A atribuição da qualidade de comerciante às pessoas colectivas.
1) As sociedades comerciais
2) As empresas públicas
3) Outro conceito legal de comerciante
25. A matrícula
26. Pessoas legalmente inibidas do exercício do comércio:

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a) Pessoas colectivas
b) Pessoas singulares
27. Aplicações da doutrina exposta quanto às condições de que resulta a qualidade de
comerciante.
a) Caso dos gerentes auxiliares e caixeiros
b) Caso dos comissários, correctores de bolsa e farmacêuticos
c) Caso dos sócios de responsabilidade ilimitada das sociedades comerciais
d) Alusão ao caso dos sócios das sociedades irregulares

§ 2.º DA CAPACIDADE COMERCIAL

28. Princípio geral. Restrições: incapacidade e simples impedimentos.


29. A situação do falido sob o ponto de vista da possibilidade da prática de actos de
comércio
30. A possibilidade de o falido adquirir a qualidade de comerciante.

§ 3.º RESPONSABILIDADE DOS BENS DO CASAL PELAS DÍVIDAS


COMERCIAIS DE UM DOS CÔNJUGES

31. Dívidas da responsabilidade de ambos os cônjuges contraídas pelo cônjuge


comerciante.
a) O regime do art. 61.º do Código de Família e o seu fundamento.
b) O “exercício do comércio” e a presunção do art. 15.º do Código Comercial.
32. Dívidas comerciais da exclusiva responsabilidade de um dos cônjuges.
a) A moratória do art. 15.º do Código da Família e a sua exclusão na hipótese do art. 10.º do
Código Comercial.
b) Dívidas compreendidas no art. 61.º
c) Dívidas compreendidas no art. 61.º (cont.). o caso particular das dívidas tituladas por letras.
1) O requisito da “comercialidade substancial” da dívida.
2) O ónus da prova quanto à “comercialidade substancial” da dívida.
3) O problema da “comercialidade substancial” da dívida nas “relações mediatas”.

§ 4.º OBRIGAÇÕES DOS COMERCIANTES

33. Obrigação de adoptar e usar firma – aspectos gerais do regime das firmas

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34. Obrigação de ter escrituração mercantil
35. Obrigação de dar balanço
36. Obrigação de fazer inscrever no registo comercial os actos a eles sujeitos
37. O dever de apresentação à insolvência. O processo de insolvência.

CAPÍTULO III – DAS EMPRESAS


[Curso, pp. 197-329; A Empresa4, pp. 87-156]

38. Noção, elementos e natureza jurídica da empresa


39. As empresas e seus sujeitos jurídicos
40. Negócios sobre as empresas

CAPÍTULO IV – DOS SINAIS DISTINTIVOS DE EMPRESAS E DE


PRODUTOS
[Curso, pp. 359-419; Direito Industrial5, pp. 121-314]

41. Introdução à Propriedade Industrial


42. Nome e Insígnia
43. Marcas
44. Recompensas

CAPÍTULO V – DIREITO DA CONCORRÊNCIA


[Curso, pp. 419-434]

45. Proibições de concorrência


46. Direito de defesa da concorrência
47. Concorrência desleal

4 CORTEZ, Jorge Simões, A empresa – reflexões sobre a natureza e a transmissão da empresa (em especial, a transmissão universal parcial),
U. Porto Press, Porto, 2022.
5 SILVA, Pedro Sousa e, Direito da Propriedade Industrial. Noções Fundamentais, Coimbra Editora, Coimbra, 2011.

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CAPÍTULO VI – DOS TÍTULOS DE CRÉDITO
[Os Títulos de Crédito6, pp. 7-131; Lições (Letras de Câmbio)7, pp. 414-537]

48. Introdução geral sobre os títulos de crédito


a) Noção
b) Origem histórica e função económica
c) Características
d) Tipologias
e) Regime jurídico. A relação cartular
f) A desmaterialização dos títulos de crédito
49. A Letra de Câmbio
50. A Livrança
51. O Cheque

CAPÍTULO VII – DOS CONTRATOS COMERCIAIS


[Direito dos Contratos8, pp. 389-468]

52. Contratos de cooperação empresarial ou de organização


1) Noção, razão de ser e modalidades
2) Breve perspectiva de direito comparado
a) Consórcio
b) Associação em participação
c) Agrupamento de empresas
d) O contrato de lojista em centro comercial

53. Contratos de distribuição comercial


3) Noção, razão de ser e modalidades
4) Breve perspectiva de direito comparado
e) Contrato de agência
f) Contrato de concessão comercial
g) Contrato de franquia ("franchising")

6 ANTUNES, José Augusto Engrácia, Títulos de Crédito. Uma Introdução. 2.ª ed., Coimbra Editora, Coimbra, 2012.
7 CORREIA, A. Ferrer, Lições de Direito Comercial. Letra de Câmbio. Vol. III (Com a colaboração de Paulo M.
Sendim, J. M. Sampaio Cabral, António A. Caeiro e M. Ângela Coelho), Edições Lex, Lisboa, 1975.
8 ANTUNES, José Augusto Engrácia, Direito dos Contratos Comerciais, Almedina, Coimbra, 2009.

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Bibliografia de Base:
ABREU, JORGE MANUEL COUTINHO DE, Curso de Direito Comercial, vol. I
(Introdução, Atos de comércio, Comerciantes, Empresa, Sinais distintivos), 13ª ed., Almedina,
Coimbra, 2023.

ANTUNES, JOSÉ AUGUSTO ENGRÁCIA – Direito dos Contratos Comerciais, Almedina,


Coimbra, 2009.

✓ Títulos de Crédito. Uma Introdução. 2.ª ed., Coimbra Editora, Coimbra, 2012.

SANTOS, FILIPE CASSIANO DOS, Direito Comercial Português, vol. I, Dos actos de comércio
às empresas: o regime dos contratos e mecanismos comerciais no Direito Português, Coimbra Editora,
Coimbra, 2007.

Legislação:

Legislação comercial

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