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Lógica de Predicados na Matemática

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Sanúdia Mário

Suhele Abdala
Júlio Rafael
Rosário Ricardo Matore
Délcio Razão
Inusi Mustafa
Serena Jaime
Sidónia Eduardo
Issa Valentin
Sancho Alfredo

Lógica de Predicados

(Licenciatura em Ensino de Matemática, com Habilitações a Estatística)

Universidade Rovuma

Lichinga

2023
Sanúdia Mário
Suhele Abdala
Júlio Rafael
Rosário Ricardo Matore
Délcio Razão
Inusi Mustafa
Serena Jaime
Sidónia Eduardo
Issa Valentin
Sancho Alfredo

Lógica de Predicados

(Licenciatura em Ensino de Matemática, com Habilitações a Estatística)

O presente trabalho de pesquisa realizado no


âmbito do cumprimento parcial das exigências
curriculares na cadeira de Lógica a ser
apresentado ao Departamento de ciências
tecnologia, engenharia e Matemática para fins de
avaliação. Sob orientação da docente Nivia
Malauene.

Universidade Rovuma

Lichinga

2023
Índice

Introdução ................................................................................................................................... 3
Objectivo geral ........................................................................................................................... 3
Objectivos específicos ............................................................................................................ 3
Metodologia ................................................................................................................................ 3
Lógica de Predicados (ou Lógica de primeira ordem) ............................................................... 4
Semântica da lógica de predicados ............................................................................................. 4
Dedução Lógica .......................................................................................................................... 4
Silogismo convertido .................................................................................................................. 6
EXPRESSOES LOGICAS COM VARIAVEIS ........................................................................ 6
Expressões designatórias ............................................................................................................ 7
Segunda lei de Morgan ............................................................................................................. 14
Permutabilidade dos quantificadores ........................................................................................ 14
Conclusão ................................................................................................................................. 16
Referencias Bibliográficas ........................................................................................................ 17
3

Introdução
Na presente abordagem intitulada Lógica de predicados, demostra que a lógica proposicional
não é suficiente para representar toda a base de conhecimento a respeito de problemas e suas
soluções, a estrutura da lógica proposicional esta imersa na estrutura da lógica de predicados.
A noção de objecto é usada num sentido bastante amplo. Objectos podem ser concretos,
abstractos, ou fictícios. Objectos podem ainda ser atómicos ou compostos. Pode ser qualquer
coisa a respeito da qual precisamos dizer algo. Por convenção, nomes de objectos são escritos
com inicial minúscula e assumimos segundo (Pereira, n.d.) ‘’que nomes diferentes denotam
objectos diferentes’’. Falar-se-á sobre expressões lógicas com variáveis , quantificadores
segundas lei de Morgan.

Objectivo geral

 Conhecer a lógica de predicados

Objectivos específicos
 Conceituar Lógica de predicados;
 Descrever quantificadores;
 Identificar as proposições lógicas.

Metodologia

Para a realização do trabalho foi graças a manuais referenciados, disponíveis em formato


electrónico na web. E também a manuais em formato físicos disponíveis na biblioteca da
instituição.
4

Lógica de Predicados (ou Lógica de primeira ordem)

Uma expressão lógica (Moratta, n.d.) nada mais é que uma expressão algébrica e, pode ser
chamada também de proposição. Porém seus operadores e resultado são chamados de
operadores lógicos e valor lógico, respectivamente.
Um valor lógico só pode assumir dois estados: VERDADEIRO ou FALSO, ou seja, o
resultado de uma expressão lógica, diferente das expressões aritméticas, por exemplo, que nos
retornam um número, só poderá nos retornar verdadeiro ou falso.
com a lógica proposicional. Enquanto lá os átomos eram proposições simples, aquisição
predicados. Esse é um dos motivos pelos quais podemos caracterizar a lógica proposicional
como um subconjunto da lógica de predicados. Ale
Permite a representação de uma quantidade bem maior de conhecimento através da
incorporação de: Quantificadores, Predicados.

Semântica da lógica de predicados

O significado das fórmulas na lógica de predicados segundo (Pereira, n.d.) depende da


semântica dos conectivos e da interpretação de objectos e predicados. Uma interpretação na
lógica de predicados consiste de :

– Um conjunto D ≠ ∅, denominado domínio da interpretação;

– Um mapeamento que associa cada objecto a um elemento fixo em D; – um mapeamento que


associa cada predicado a uma relação em D .

Dedução Lógica

Inferência em lógica de predicados pode ser realizada utilizando os mesmos princípios vistos
na lógica proposicional, porem algumas adaptações e definições se fazem necessárias
Regras para o quantificador universal (eliminação universal e introdução universal)
Regras para o quantificador existencial (eliminação existencial e introdução existencial)
Regras para introdução e eliminação da identidade Regras para intercâmbio de
quantificadores
Modus Ponens

Sendo p e q proposições quaisquer, vamos mostrar que o argumento


5

[p ∧ (p → q)] → q

é válido. Para isso, construı́mos sua tabela-verdade e verificamos que só ocorre V
na última coluna:
p q p →q p ∧ (p → q) [p ∧ (p → q)] → q
F F V F V
F V V F V
V F F F V
V V V V V

Esse tipo de argumento ocorre com frequência e é conhecido pelo nome de


“Modus Ponens”, expressão em latim que significa “Modo de Afirmar”.

Exemplo 2

• Eu gosto de estudar (p)

• Se eu gosto de estudar, então eu tirarei boas notas (p → q)

• Portanto, eu tirarei boas notas (∴ q)

Modus Tollens

Sendo p e q proposições quaisquer, vamos mostrar que o argumento

[(p → q) ∧ ¬q] → ¬p

é válido. Para isso, construı́mos sua tabela-verdade e verificamos que só ocorre V
na última coluna:
p q p →q ¬q (p → q) ∧ ¬q ¬p [(p → q) ∧ ¬q] → ¬p
F F V V V V V
F V V F F V V
V F F V F F V
V V V F F F V
6

Esse tipo de argumento também ocorre com frequência e é conhecido pelo nome de
“Modus Tollens”, expressão em latim que significa “Modo de Negar”.

Exemplo 5

• Eu não tirarei boas notas (¬q)

• Se eu gosto de estudar, então eu tirarei boas notas (p → q)

• Portanto, eu não gosto de estudar (∴ ¬p)

Silogismo convertido

Segundo (Souza & Bravo, 2016) salienta exemplos de Modus Toliens como:
Todo tricolor é um campeão.
Roberto é tricolor. Logo
Roberto é um campeão.

Expressões logicas com variáveis

Proposições
Definição: Uma proposição ou sentença é uma oração declarativa que pode ser
classificada em verdadeira ou falsa.

 Sendo uma oraç


ão
, toda proposiç
ãotem sujeito e predicado.
 Toda proposição é declarativa; não pode ser interrogativa e nem exclama-
tiva.
 Toda proposição é verdadeira ou falsa.
 Uma proposição não pode ser ao mesmo tempo verdadeira e falsa.

Exemplos: São exemplos de proposições:

 Sete é maior do que três (em sı́mbolos: 7 > 3);

 Dois e dois são cinco (em sı́mbolos: 2 + 2 = 5);

 Quatro é divisor de dezesseis (em sı́mbolos: 4 | 16);


 Marte é um planeta próximo da Terra;
7

O que realmente torna a lógica de predicados mais expressiva que a lógica proposicional é a
noção de variáveis e quantificadores:
Usando variáveis, podemos estabelecer fatos a respeito de objectos de um determinado
contexto de discurso, sem ter que nomear NGH explicitamente esses objectos (por convenção,
nomes de variáveis são escritos com letra minúscula);

Expressões designatórias

Designações são expressões que representam os seres. São expressões sem valor logico.

Exemplos:
 Célia
 Maputo
 3+2
 Mdc(2;4)
 √5
 10

Operações com proposições


Proposições são expressões que se podem atribuir um valor lógico (Verdadeiro ou Falso).

2.1. Negação (¬ 𝑜𝑢 ~)
A operação de negação consiste em converter uma proposição falsa em uma verdadeira ou
uma verdadeira em uma falsa.
O símbolo ¬ 𝑜𝑢 ~ lê-se “não”ou “não é verdade que…”.
Para negar uma proposição, basta colocar o símbolo de negação antes dela.

Exemplo:
1. Escreva a negação de uma das proposições e indica o valor lógico da proposição e da
negação:
𝑝: o Antonio é claro ;

𝑞: o Isak gosta da Maira;

~𝒑 : o Antonio não é claro.

~𝒒: Não é verdade que o Isak gosta da Maria.

Para determinar o valor lógico da negação de uma proposição a partir do seu valor lógico,
pode-se utilizar qualquer das seguintes tabelas, que se chamam tabelas de verdade.
8

Usando a fomrmuls podemos construir aas tabelas de verdade 𝟐𝒏

[Link] da negação
A dupla negação corresponde a afirmação Ou simplesmente :

[Link]ção ( ∧, lê-se “e”)


Chama-se conjunção à operação lógica que associa duas proposições a uma nova proposição
que é verdadeira quando ambas as proposições dadas são simultaneamente verdadeiras, e é
falsa nos outros casos.

Tabelas de verdade

Exemplos:
3. Considera as proposições:
𝑝: o Castro veste calças pretas ;

𝑞: o Castro veste camisa branca

Traduze em linguagem corrente a proposição 𝑝 ∧ 𝒒 .

Resolução:

𝑝 ∧ 𝒒 : o castro veste calsas bracas e camisa branca.


9

[Link]ção inclusiva ( ⋁, lê-se “ou”)


Chama-se disjunção inclusiva à operação lógica que associa duas proposições a uma nova
proposição que é falsa quando ambas as proposições dadas são simultaneamente falsas, e é
verdadeira nos outros casos.

Tabelas de verdade

Exemplos:

1. Considere as proposições:
𝑎: vou comprar uma camisa;

𝑏: vou comprar um livro.

Traduze em linguagem corrente a proposição 𝑎 ⋁ 𝒃 .

Resolucao :

[Link]ção exclusiva (∨ , lê-se “Ou…ou…”)


Chama-se disjunção exclusiva à operação lógica que associa duas proposições a uma nova
proposição que é verdadeira quando ambas as proposições dadas têm valores lógicos distintos,
e é falsa nos outros casos.

Tabelas de verdade
10

Exemplos:
1. Considera as proposições:
𝑝: vou comprar sapatos;

𝑞: vou comprar chinelos.

Traduze em linguagem corrente a proposição p q

[Link]ção ou condição ( ⟹)
Definição:
Chama-se implicação(⟹), e le-se se p, entao q, à operação lógica que associa duas
proposições a uma nova proposição que é falsa quando o antecedente é verdadeiro e o
consequente é falso.

Tabelas de verdade

Exemplo:
11

[Link] da implicação
Relação da implicação e a disjunção

[Link]ência ou bi-condicao ( ⟺)
Chama-se equivalência ou dupla implicação à operação lógica que associa duas proposições
a uma nova proposição que é verdadeira quando as proposições dadas têm o mesmo valor
lógico.

Tabela Verdade

p q p⟺
𝒒
V V v
12

V F F Ou
F V F
p q p⟺ 𝒒
F F V

1 1 1

1 0 0

0 1 0

0 0 1

Exemplo:
1. Considera as proposições:
a: Daniel estuda Matemática;
b:Daniel quer ser cientista ;
c: Daniel quer ser jornalista .
Traduze em linguagem corrente:

Resolução:

a) p⟺ 𝒒 : se Daniel estuda Matemática, entao quer ser Cientista;


b) p⟺ ~𝒒 : se Daniel estuda Matemática, entao não quer ser Cientista;
c) (p∧ 𝒒) ⟺ ~𝒓: se Daniel estuda Matemática e quer ser cientista,entao não quer
Jornalista.

Tautologias

Exemplo importante: Sendo p e q proposições, mostre que (p → q) ↔ (¬p ∨


q) é uma tautologia.

p q p →q ¬p ∨ q (p → q) ↔ (¬p ∨ q)
V V V V V
13

V F F F V
F V V V V
F F V V V

Obs: ) é uma tautologia., porque na ultima coluna encontramos tudo verdadeiro


Contradição

p q p→q p ∧ (p → q) ¬q (p ∧ (p → q)) ∧ ¬q
V V V V F F
V F F F V F
F V V F F F
F F V F V F

Cmo só temos F na ultima coluna da tabela-verdade, temos que se trata de uma
contradição.
Quantificadores
Conceitos :
O quantificador universal (∀) ou quantificação múltipla, podemos estabelecer fatos a
respeito de todos os objectos de um contexto, sem termos que enumerar explicitamente todos
eles;
Ao símbolo (∀) lê-se o nome de quantificador universal. (∀) le -se:
. Qualquer que seja
. Para todo o...
. Para qualquer...
. Para cada...
usando o quantificador existencial (∃) ou usando quantificação parcial podemos estabelecer
a existência de um objecto sem ter que identificar esse objecto explicitamente.
De um modo geral,(Senna, n.d.) podemos escrever esta classe de proposições da seguinte
maneira:
 Existe x ∈ A tal que p(x).
Será verdadeira se existe pelo menos um elemento x do conjunto A que satisfaz a condição
p(x). Caso contrário, ou seja, se para todo x ∈ A a condição p(x) não é satisfeita, então a
proposição será falsa
 Para todo x ∈ A temos que p(x).
14

será verdadeira se p(x) é satisfeita para todo x ∈ A, e será falsa se existe pelo menos um x ∈
A tal que a condição p(x) não é satisfeita.
Exemplo: Verifique a falsidade ou veracidade das proposições:
(a) Para todo x ∈ R temos que x2 > 0.
Solução: Esta proposição é falsa, pois 0 ∈ R e 02 ≯ 0. A sua negação, que é uma proposição
verdadeira, é dada por: “Existe x ∈ R tal que x2 ≯ 0”.
(b) Existe x ∈ N tal que x -1 = 0.
Solução: 1 ∈ N e 1 - 1 = 0. Portanto, a proposição¸ é verdadeira.
(c) Para todo x ∈ R temos que x2 + 1 ≠ 0.
Solução: Para qualquer que seja x ∈ R, x2≥ 0, deste modo, x2 +1 ≥1,
ou seja, x2+ 1 ≠ 0. Portanto, esta proposição é verdadeira.

Segunda lei de Morgan

Negar que uma condição é universal equivale a afirmar que nem todos os elementos a
vilificam, isto é, que há pelo menos um que não a verifica. Ou vice versa.
Exemplo:
Todos os alunos da turma gostam de marrabenta.
Negação: Nem todos os alunos da turma gostam de marrabenta.
Isto significa que há, pelo menos, um aluno que não gosta de marrabenta.
Simbolicamente, escreve-se:
¬(∀𝑥) = ∃¬𝑥
¬(∃𝑥) = ∀¬𝑥

Exemplo:
[Link] aleis de Morgan negue as seguintes proposições
a) ∃𝑥 ∀𝑦 : 𝑥 2 ≤ 𝑦
b) ) ∀𝑥 ∃𝑦 : 𝑥 2 + 68 = 1
Resolução :
a) ~(∃𝑥 ∀𝑦 : 𝑥 2 ≤ 𝑦) ↔ ∀𝑥 ∃𝑦 : 𝑥 2 > 𝑦
b) ~ (∀𝑥 ∃𝑦 : 𝑥2 + 68 = 1) ↔ ∃𝑥 ∀𝑦 : 𝑥2 + 68 ≠ 1
Permutabilidade dos quantificadores

A permutabilidade dos quantificadores logicamente descrita antecede pela negação. Isto é,


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Existe pelo menos um aluno na turma que não gosta dos Mambas.
Negação: Todos os alunos da tuma gostam dos Mambas.

¬(∃𝑥) = ∀¬𝑥

A negação transforma o quantificador existencial no quantificador univesal


seguido da negação.

Exercícios propostos

1) Esc√reva a negação de cada uma das seguintes sentenças:

a) 11 não é racional ou 1 + 1 = 6.
b) Existe um x real tal que 1 < |x + 1| < 7.
c) Existe um aluno que é muito competente ou muito esforçado
d) Para todo ângulo θ temos que cos2 θ + sen2 θ = 1.

2) Sendo p e q proposições tais que (p ↔ q) e (p ∨ q) são ambas verdadeiras,


determine o valor lógico de ((¬p ∧ q) ∨ (q → ¬p)).

3) Sendo p, q e r proposições, construa a tabela-verdade de (p ∨ q) ∧ (p → r) ∧ (q →


r) → r e decida se essa proposição é uma tautologia.
16

Conclusão

De acordo com as pesquisas feitas pelo grupo, conclui-se que Existem frases declarativas
que não há como decidir se são verdadeiras ou Falsas oque fazem com que existam
quantificadores em Matemática particularmente em Lógica. Na matemática ´e comum a
utilização do quantificador existencial: “existe”, do quantificador universal: “para todo” ,
“para qualquer” ou “qualquer que seja” para transformar uma proposição aberta em uma
proposição. conclui se também que Negar que uma condição é universal não significa,
necessariamente, dizer que é impossível.
17

Referencias Bibliográficas

ANTÔNIO Sales da Silva(2008), Licenciatura em Matemá ncia – Livro 2


tica a Distâ
Argumentação em Matemática, Editora Universitá ria da UFPB.

BENEDITO Castrucci(1986), Introdução à Lógica Matemática, Grupo de


Estudos do Ensino da Matemática, Série Professor N. 4, Editora Nobel.

EDGARD de Alencar Filho(1975), Iniciação à Lógica Matemática, Editora


Nobel.
LOPES, Felipe(2017). Números, Nomes e Operadores Lógicos em Some Remarks on Logical
Form. ANALYTICA, Rio de Janeiro, vol 18 nº 1, p. 175-195.
MATIAS, Ivo Mario (2017.). Computação: Algoritmos e Programação I. Paraná.

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