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Homeostase
Introdução
A capacidade de sustentar a vida está na dependência da constância dos fluidos do corpo humano, e que poderá ser
afetada por uma série de fatores (temperatura, salinidade, pH etc), pelas concentrações de nutrientes (glicose, gases
como o oxigênio) ou ainda pela concentração de resíduos no corpo (ureia, por exemplo). Estes fatores em desequilíbrio
(pela falta ou pelo excesso) podem afetar a ocorrência de reações químicas essenciais para a manutenção do corpo
vivo. Portanto, para manter os mecanismos fisiológicos é necessário manter todos esses fatores dentro dos limites
desejáveis(1).
Homeostasia
O termo homeostasia é usado pelos fisiologistas para definir a manutenção de condições quase constantes no meio
interno(2); em outras palavras, é um processo autorregulatório dos sistemas biológicos para tentar manter o seu
equilíbrio.
Portanto, nesse processo todos os órgãos e tecidos do corpo humano exercem suas funções para manter as condições
estáveis. Um exemplo de declínio da homeostase é a neoplasia. Nas neoplasias os mecanismos de divisão e morte
celular são descontrolados, afastando-se da ideia de um sistema tentando se manter relativamente constante e
equilibrado(3).
Os sistemas funcionais básicos, junto às suas contribuições para a homeostase, guardam relações fundamentais com
os seguintes conceitos(3):
• O sistema de transporte do líquido extracelular
• A origem dos nutrientes do líquido extracelular
• A remoção das escórias metabólicas
• A regulação das funções corporais
• A reprodução
Em suma, o corpo é uma sociedade de cerca de 100 trilhões de células, organizadas em estruturas funcionais distintas.
Cada estrutura funcional contribui com sua parcela para a manutenção das condições homeostáticas no líquido
extracelular que é chamado de meio interno. Enquanto as condições normais forem mantidas nesse meio interno, as
células do corpo continuam vivendo e funcionando adequadamente. Cada célula se beneficia da homeostasia e
contribui com sua parcela para a sua manutenção. Essa interação recíproca proporciona a automaticidade contínua
do corpo, até que um ou mais sistemas funcionais percam sua capacidade de contribuir com sua parcela da função.
Quando isso acontece, todas as células do corpo sofrem. Disfunção extrema leva à morte; disfunção moderada leva
à doença(2).
Referências:
1. Moraes IA de. Homeostase [Internet]. Universidade Federal Fluminense. 2010. Disponível em:
[Link]
2. Hall JE. Tratado de Fisiologia Médica [recurso eletrônico]. 12 o ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 1173 p.
3. Cunico A. Homeostasia [Internet]. Universidade Federal do Paraná. 2012. Disponível em:
[Link]