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Estruturas de Aeronaves e Componentes

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ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS

CTA 18 – CONHECIMENTOS TÉCNICOS

ESTRUTURAS DE AERONAVES

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ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS

Principais componentes estruturais das aeronaves:

A aeronave é formada por partes principais como fuselagem, empenagem


(cauda), trem de pouso, asas, superfícies de comandos primárias e secundárias, sistemas e grupo moto-
propulsor.

Fuselagem

É a parte do avião onde são fixadas as asas e a empenagem. Ela aloja os tripulantes, passageiros e carga.
Contém ainda os sistemas do avião e, em muitos casos, o trem de pouso, o motor, etc. No caso dos
helicópteros é na fuselagem que são fixados o Grupo Moto-propulsor – Transmissão, motor, mastro e
rotor principal. Na fuselagem trazeira são fixados a caixa de 90º e o rotor de cauda.

Boeing Mitsubishi

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ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS

Existem três tipos de fuselagens:

A-Tubular (Treliçada): Formada por tubos de material leve apropriado para a construção de aeronaves
(normalmente ligas leves de aço ou de alumínio).

B-Monocoque: Neste tipo de estrutura, o formato aerodinâmico é dado pelas cavernas (anéis). Os
esforços são suportados por essas cavernas e também pelo revestimento, que é geralmente feito por chapa
metálica (ligas de alumínio), plástico reforçado ou madeira contraplacada.

C-Semi-Monocoque: Este tipo de estrutura é a mais utilizada nos aviões atuais. É formada por cavernas,
revestimento e longarinas, todos os quais resistem aos esforços aplicados ao avião. Os materiais
utilizados são os mesmos usados nas estruturas monocoque.

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ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS

Trem de Pouso

Trem de Pouso: O trem de pouso é o conjunto de partes destinadas a apoiar, amortecer, frear e controlar
o avião no solo. A movimentação da aeronave no solo com o uso da força de seus motores é chamada de
Táxi.

As aeronaves podem operar por meio aquático ou por meio terrestre. As aeronaves que operam
pelo meio aquático são chamadas de Hidroplanos ou
hidroaviões, e as aeronaves que operam somente em terra firme são chamados de Litoplanos. Temos
também as aeronaves que podem pousar nos dois tipos de superfície (Terra e Água), estas são chamadas
de aeronaves anfíbias.

Anfíbio hidroplano litoplano

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Mobilidade do Trem de Pouso:

Quanto à mobilidade do trem de pouso podemos classifica-lo como fixo, retrátil ou


escamoteável.

Fixo: Não será recolhido durante o voo, permanecendo imóvel em qualquer etapa do voo.

Retrátil: Será recolhido parcialmente, uma parte do trem de pouso fica aparente durante o voo.

Escamoteável: Será recolhido e fechado dentro de um compartimento.

Trem fixo Trem de pouso retrátil Trem escamoteável

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ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS

Quanto a disposição do Trem de Pouso:

Em relação a disposição do Trem de Pouso as aeronaves poderão ser Convencionais ou Triciclo.

Convencional: Possuem os trens principais situados próximo ao nariz da aeronave e uma roda na cauda
da aeronave chamada de “Bequilha”.

Triciclo: Possuem os trens principais situados nas asas ou no meio da fuselagem e uma perna do trem
abaixo do nariz chamado “Trem de Nariz”.

Para a aeronave realizar movimentos direcionais no solo, no caso de uma aeronave triciclo, apenas o trem
de nariz irá se movimentar para a esquerda ou direita, permitindo que as curvas sejam executadas. No
caso de uma aeronave Convencional, apenas a bequilha irá se movimentar para a execução dos
movimentos direcionais, logo os trens principais não executarão movimentos direcionais.

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ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS

Empenagem da aeronave:

Na seção traseira da aeronave fica localizada a empenagem (cauda da aeronave), esses elementos
auxiliam na estabilidade da aeronave e também em seus movimentos primários em voo.
A empenagem será constituída de Estabilizadores, Lemes e em algumas aeronaves também
possuem compensadores, conforme descrito abaixo:

Estabilizador Horizontal: Superfície responsável por suportar o Profundor (leme de profundidade)

Leme de Profundidade (profundor):movimentam-se para cima e para baixo, superfície responsável por
fazer a aeronave subir ou baixar o nariz durante o voo.

Estabilizador Vertical (Deriva): Superfície responsável por suportar o Leme de direção.

Leme de Direção: movimentam-se para esquerda e direita, superfície responsável por virar o nariz da
aeronave para a direita ou esquerda durante o voo.

Compensadores: Localizados no leme de direção e no profundor, reduzem os esforços do piloto


durante o voo, produzindo um alívio nos comandos.

Abaixo temos a figura da cauda Convencional, comumente utilizada em aeronaves da aviação


comercial:

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Abaixo temos outros tipos de empenagem:

Cauda Dupla Cauda Tripla Cauda em “V” Cauda em “T”

No caso do helicóptero, de maneira geral, o elemento mais


importante na cauda, para comando direcional é o rotor de
cauda, sendo os estabilizadores vertical e horizontal, mais
adequados para a estabilidade em voo

Estrutura da Asa:

A asa será formada por partes denominadas Longarinas, Nervuras, Montantes e


Revestimto.

Longarinas: São os principais elementos estruturais da asa, suportam a maior parte dos esforços
sofridos pela asa durante o voo.

Nervuras: São responsáveis pelo formato aerodinâmico da asa, transmitindo os esforços do


revestimento para as longarinas.

Montantes: Suportam os esforços de compressão da asa.

Revestimento: revestem a asa, e podem ser formados por diversos materiais, como tela, chapas de
alumínio, fibra de carbono, fibra de vidro e materiais compostos.

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Nomenclatura da asa:

Extradorso ou Dorso: É a parte superior


da asa.

Intradorso ou Ventre: É a parte inferior


da asa.

Bordo de Fuga: É a parte traseira da


asa.

Bordo de Ataque: é a parte dianteira da


asa.

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