Universidade Federal de Campina Grande
Centro de Humanidades
Departamento Acadêmica de ArteMídia – Bacharelado
Disciplina: OBA II e Introdução a Direção.
Professor: Duílio Cunha
Alunos: Jordean, Tiffany Thielly, Milena, Horkídia, Maria Luiza.
Diretores: Arthur Vinicius, Arthur Gomes, Tiago Lyra.
Relato do Experimento Final -
IMPROVISAÇÃO COM TEXTO
Alguns alunos de OBA II, junto com três alunos da cadeira de Introdução a Direção,
fizeram uma adaptação do texto de um dramaturgo chamado Jô Bilac, apenas uma cena
da peça do nome Conselho de Classe, adaptando-a para o jogo de improvisação final da
disciplina, o ano de publicação do texto foi em 2019.
Comentários:
“Achei super interessante o como cada um se destacou em seu papel. De primeira não
conseguia alcançar o tal do Rodrigo, mas quando Duílio se sentou para conversar comigo e
falou que eu deveria ser mais eu ao invés de alcançar esse tal de Rodrigo, abriu minha mente
para a minha atuação. Gostei da dinâmica dos diretores, sempre deixando a gente o mais livre
o bastante, de primeira achava que era desleixo, mas percebi que era a forma como teatro trata
os atores. Gostei dessa diferença de tratamento também, no cinema o ator tem seu ato e tem
que se preocupar com inúmeras coisas ao seu redor além da cena, já no teatro é você, seus
parceiros e o público. O foco é a cena.” (Jordean)
“O processo de montagem e dos ensaios para a peça foram gradativamente trabalhosos, mas
também muito incríveis de acompanhar. Nosso desempenho melhorou a cada ensaio e as
modificações ajudaram muito para que todo mundo se adaptasse melhor ao roteiro à atuação.
No começo tive bastante dificuldade em agir com naturalidade sem o apego ao texto, mas com
a ajuda dos diretores e também do resto do elenco, tudo foi ficando mais natural e interessante
até o momento da apresentação final. Foi uma experiência maravilhosa que me fez perceber
muitas coisas não só sobre o teatro em si, mas como as dinâmicas em grupo se desenvolvem
também com a questão da improvisação. Adorei atuar como alguém que não tem a
personalidade e modos de agir nada parecidos com o meu e mesmo assim colocar um pouco
de mim n personagem da Paloma, foi divertido trabalhar com todo mundo presente na peça.”
(Tiffany)
“Atuar para mim sempre foi algo muito difícil. Apesar de já ter participado de algumas
oficinas de teatro, fui bastante desencorajada por pessoas à minha volta. Entretanto, com a
cadeira de OBA II, pude ver o teatro de outra forma, consegui enxergar o que o teatro
realmente é, e o que de fato importava, que para mim, é a conexão e a troca com outras
pessoas. Durante minha vida, subi diversas vezes em palcos para dançar, algo que sempre
amei, o palco é como uma casa para mim! Eu amo poder me conectar com as pessoas dessa
forma e amo me entregar, seja através da dança, e agora, através do teatro. Acredito que
depois dessa cadeira, eu consiga me soltar ainda mais e fazer coisas incríveis que antes eu
não acreditava fazer. Primeiramente quero agradecer ao professor Duílio que tornou tudo isso
possível, e aos meninos da introdução a direção, que nos apoiaram desde o início, ajudaram
com a maior paciência, fazendo com que evoluíssemos. Agora desejo que venha mais palco
para nós!” (Horkídia)
“O processo de desenvolvimento foi um pouco experimental, fomos de acordo o que mais
estamos confortáveis, foi um pouco difícil no começo, mas fiquei bem mais relaxada de
acordo com os ensaios, os diretores souberam bem nos coordenar minha personagem Célia,
uma personagem que não quer saber mais de ninguém e ta saindo fora, ksksks, gostei
bastante dela e dos meus colegas, os diretores sempre deixam a gente a vontade, assim
percebe-se que cada um tem sua forma de guiar seu ator. Gostei de todo o processo de
comunicação com todos, e amei o nosso resultado, mostra bastante diferença entre o antes e
o depois. Tive muito aprendizado com o pessoal e os personagens, achei bem interessante o
quão o pessoal estava dedicado com seu papel e como os diretores estavam à vontade com a
gente. Desde o começo da disciplina eu estava com o pé atrás, nunca tive essa conexão o
teatro em si, fui a pouquíssimas peças, mas de acordo com as aulas práticas e teóricas, me
senti bem mais livre a explorar esse lado. E quando chegou a essa última atividade, fiquei
bem curiosa sobre como eu irei me comportar como atriz, me senti confortável tanto nos
ensaios como nas leituras online que tivemos, foi uma ótima experiencia que tive com meus
colegas e com o texto que atuamos e com certeza gostaria de ir em mais peças, para ter mais
repertório.” (Milena)
“Eu não esperava participar de uma peça, nunca tive muito interesse em teatro e não
imaginei que não fosse participar de coisas relacionadas a ele tão de primeira como
aconteceu. Não sou uma pessoa que tenha sempre 100% de confiança em tudo que faz, isso
ocorreu nos ensaios para a maratona de oba2 e foi nele que fui convidada para participar da
peça “conselho de classe”. De primeira fiquei meio surpresa mas topei a experiência, o que
acabou sendo muito divertido e frutífero para mim, tanto de aprendizado acadêmico como de
vida. A peça escolhida foi bem interessante de trabalhar, o contexto da história é recorrente
na realidade e é possível identificar o perfil dos personagens em pessoas do cotidiano. Minha
personagem é uma pessoa de gênio forte, debochada, sarcástica e um pouco desbocada kkkk,
foi muito divertido interpretar ela. Não tive tantas dificuldades na execução da personagem,
era mais pegar o texto e adaptar para o meu perfil (o que foi orientado pelo professor em uma
das aulas de oba2, em tentar se imaginar na situação do personagem e pensar como você
reagiria e o que falaria em determinada situação, teve atividades praticadas que me ajudaram
na execução dessa prática), tive um pouco de dificuldade na triangulação de palco, em não
dar as costas para o público mas ao mesmo tempo ficar de frente para os parceiros de cena,
mas com os ensaios consegui melhorar isso. Os ensaios foram muito produtivos e as leituras
online também, sempre discutindo ideias, testando coisas diferentes e se adaptando ao
personagem, parceiros de palco e o espaço de cena. No final foi uma experiência incrível,
uma das provas mais diferentes que já fiz assim como a maratona, mas que ensinou bastante
e ajudou em diversos quesitos, adorei a equipe de direção e elenco foram queridos/queridas,
e no mais acho que essa cadeira foi bastante interessante e que me tirou bastante da zona de
conforto, fez com que testasse coisas diferentes e interagisse de forma diferentes com os
outros e com os espaços que me cercam, me despertou um interesse e curiosidade sobre o
teatro que eu não possuía antes.” (Maria Luiza)