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Tecnologias Assistivas na Odontologia

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CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU

ODONTOLOGIA

CAMILA SILVA BERNARDINO

RELATÓRIO – MATERIAIS ESTRUTURADOS E TECNOLOGIAS


ASSISTIVAS NA ODONTOLOGIA PARA PACIENTES COM
DEFICIÊNCIA.

RECIFE - PE
2024
 Quem são as pessoas com deficiência?
Temos dentro da odontologia, uma especialidade específica para cuidar desse público que é a
odontologia para pacientes com necessidades especiais. É uma especialidade relativamente
nova com relação as outras que temos, mas que já tem bastante jornada de vida. Segundo o
Senso 2010, que é o levantamento de dados, se aqui no Brasil nós tivéssemos 100 pessoas, 19
teria alguma deficiência visual, dessa 19, 3 teriam alguma deficiência visual total; Dessas 100
pessoas, 7 teria alguma deficiência motora, 5 alguma deficiência auditiva e 1 uma deficiência
mental ou intelectual. Desse público com deficiência nós temos 23% da nossa população geral,
e desses 23%, 1 ou 2% do público ainda na infância; isso daria cerca de 3,5 milhões de
crianças com algum tipo de deficiência na classificação do Senso 2010.
E aí quando tratamos de uma pessoa com deficiência, nós costumamos rotular esse público para
apenas uma deficiência que a gente enxerga, e não necessariamente é somente o que a gente
enxerga.
Nós podemos dividir esse grande grupo de pessoas com deficiência em três subgrupos:
*Pacientes com deficiência sistêmica crônica ou aguda, que seriam as pessoas que possuem
diabetes, hipertensos, oncológicos etc..
*Pacientes com deficiência infectocontagiosa como hiv, siflis...
*Pacientes com deficiência psicomotora, que são os pacientes que tem alguma síndrome,
alguma mobilidade motora, é aquele que a deficiência é visível.
E lembrando que uma mesma pessoa pode possuir mais de um tipo de deficiência.

Os materiais estruturados e tecnologias assistivas são mais direcionados para aquele público
que possui alguma deficiência neuropsicomotora, a palestrante aprofundou mais esse grupo
mas isso não quer dizer que esse seja o único.
A doença neuropsicomotora é aquela que vai afetar o desenvolvimento neurológico,
psicoemocional ou as duas coisas. Podemos ter de origem genética, podemos ter também
aquelas que são adquiridas conhecidas também como de origem ambiental, ou seja, estava tudo
bem com o desenvolvimento mas algo aconteceu que mudou aquela evolução; e temos também
aquelas de causa desconhecida.
Quando a gente fala de adquirido/ambientais, necessariamente a gente vain ter um termo
chamado de agentes teratogêncos. Agente teratogênico é tudo aquilo que pode trazer alguma
alteração no desenvolvimento do embrião ou do feto e eles podem ser do tipo físico, como a
radiação; pode ser do tipo químico como os medicamentos e de tipo biológico como por
exemplo o Zica vírus que foi o causador da síndrime de crianças com microcefalia.
Temos inúmeras síndromes atualmente como: paralisia cerebral, transtorno do espectro autista,
eplepsia, erros inatos de metabolismo, distrofias musculares progressivas, distúrbios
psiquiátricos, entre outros...

Avaliação do paciente
Na avaliação do paciente infantil ou paciente que não verbaliza, precisamos fazer anamnese
direcionada aos pais e/ou cuidadores, mas, sempre tentando incluir o paciente pois muitas vezes
o paciente não consegue se comunicar de forma tradicional, mas ele consegue compreender o
que o profissional está dizendo. Dentro desse grupo a gente também destaca os medicamentos
em uso, pois pacientes com símdrome são pacientes polifarmaco, que são pacientes que fazem o
uso de vários tipos de medicamentos, então precisamos estar cientes dessas medicações para
fazer uma melhor escolha de anestésico, entre outras questões.
Também precisamos nos atentar aos exames complementares.

Atendimento
O atendimento a esse tipo de paciente pode ser de forma ambulatorial, domiciliar ou hospitalar.
Avaliando o meu paciente e definindo o meu local de atendimento, irei fazer um plano terapêutico para
esse paciente. Precisamos pensar também, como podemos dar independência para esse paciente?
Precisamos ver formas de dar independencia para esse paciente para que o nosso tratamento possa ser
bem sucedido, para que a gente não fique enxugando gelo, ou seja, tratando e retratando... Muitas
vezes precisamos adaptar instrumentos, adaptar nossas técnicas.

 MATERIAIS ESTRUTURADOS
Os materiais estruturados na maioria das vezes nós conseguimos utilizar sozinhos, porém a
escolha dele vai depender do nível de aprendizado da criança, dividimos em 3 níveis, sendo
eles:
*Nível 1: Concreto: Materiais estruturados em 3D, como o Feltro, ou objetos reais, como o
quadro sensorial.
*Nível 2: Cores e formas: Materiais estruturados em 2D, como imagens, figuras de livros e
impressões gerais.
*Nível 3: Sequencia: As imagens podem ser colocadas em sequencia, como nas pistas visuais.

 TECNOLOGIAS ASSISTIVAS: RECURSOS APRESENTADOS PARA AUXILIAR


PESSOAS COM DEFICIENCIA A REALIZAREM SUAS TAREFAS DO DIA A DIA DE
FORMA MAIS INDEPENDENTE.

Existem vários recursos que podem ser usados para facilitar com que o nosso paciente com
deficiencia possa realizar suas tarefas do dia a dia de forma mais independente, na palestra foi
citada por exemplo a adaptação da escova de dentes por exemplo; existem pacientes que tem
dificuldades motoras e para isso, é preciso usar a criatividade e adptar, como por exemplo
adicionar um cabo daquelas escovinhas de unha, ao cabo da escova de dentes para que o
paciente consiga segurar a escova e escovar sem ajuda de seu responsável ou cuidador. Pode
ser adicionado também bolinha antistress ao cabo da escova de dentes, entre outras adaptações.
Temos também a opção de utilizar um facilitador palmar, que já é vendido com o propósito de
fornecer suporte e dar estabilidade a mão, permitindo pressão firme de dedos e palma sobre o
objeto; temos aplicadores de creme dental, entre outros.

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