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Estudo da Integral de Riemann e Teoremas

Estudantes de calculo

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Ricardo Ngola
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11

INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO


11

INDICE
INTRODUÇÃO.........................................................................................................................11

Georg Friedrich Bernhard Riemann...........................................................................................11

A Integral de Darboux...............................................................................................................12

Integrais Superiores e Inferiores................................................................................................12

Integral de Riemann...............................................................................................................13

Teorema Fundamental do Cálculo.........................................................................................16

Funções Lebesgue Integráveis...............................................................................................17

Propriedades da Integral de Riemeann..................................................................................18

Integral como Limite da Soma...............................................................................................19

Condições Suficientes para Integrabilidade...........................................................................20

CONCLUSÃO.......................................................................................................................21

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................................22

LISTA NOMINAL DOS ELEMENTOS DO GRUPO.............................................................23


INTRODUÇÃO
Neste trabalho faremos o estudo da integral de Riemann. Na década de 1850, Bernhard
Riemann adotou um novo e diferente ponto de vista sobre o cálculo. Ele separou o conceito de
integração do conceito de diferenciação, utilizando limites e somatórios. Considerando todas
as funções num intervalo para o qual este processo de integração poderia ser definido; a classe
de funções “integráveis”. O Teorema Fundamental do Cálculo tornou-se um resultado que se
manteve apenas para um conjunto restrito de funções integráveis, ou seja, aquelas que
possuem uma primitiva.
Georg Friedrich Bernhard Riemann
Riemann (1826–1866) nasceu perto de Hanover, na Alemanha, filho de um Ministro
luterano. Para agradar o seu pai, ele se matriculou (1846) na Universidade de Göttingen como
estudante de teologia e filosofia, mas logo mudou para a matemática. Ele interrompeu seus
estudos em Goottingen para estudar em Berlim com Jacobi, Dirichlet e Eisenstein, mas
retornou a Göttingen em 1849 para completar sua tese. Doutourou-se em Gottingen com uma
tese sobre funções de variáveis complexas supervisionada por Gauss. Em seu trabalho
Riemann estabeleceu o conceito de superfície de Riemann que, na época desempenhou papel
fundamental no campo da Análise.
Ainda sem emprego, ele preparava-se para a chamada “habilitação”, processo que lhe
permitiria ministrar aulas na universidade de Privatdozent. Embora ainda isto não fosse uma
atividade remunerada, ele a aspirava devido ao imenso prestígio que este cargo representava
no meio acadêmico. Nesta época, Dirichlet, famoso professor de Berlin, esteve em Gottingen e
Riemann teve a oportunidade de discutir vários problemas de seu projeto com ele, que além de
o ajudar na resolução, ficou encantado com a genialidade e modéstia do jovem pesquisador.
Apresentando uma palestra sobre as hipóteses que fundamentam a geometria, que
posteriormente, foi publicado, Riemann conseguiu a aprovado na habiliatção e após esta
publicação, este trabalho teve um profundo efeito na geometria
moderna.
Um de seus brilhantes resultados foi perceber que a integral exigia uma definição mais
cuidadosa do que a de Cauchy e baseado em seus conceitos geométricos, concluiu que funções
limitadas, definidas por Cauchy, nem sempre são integráveis. Em 1859, Riemann foi nomeado
sucessor de Dirichlet na cadeira de Gottingen já ocupada por Euler. Com seu estado de saúde
precário, Riemann acabou morrendo em 1866 por consequência de uma tuberculose. Apesar
do fato de Riemann ter morrido muito cedo aos 39 anos, ele fez grandes contribuições em
muitas áreas: os fundamentos da geometria, teoria dos números, análise, topologia e física
matemática.
A Integral de Darboux
Uma nova abordagem ao conceito de integral é dado pelo Matemático francês
Gaston Darboux (1842-1917). Darboux traduziu o trabalho de integração de Riemann
para sua publicação em uma revista francesa. Inspirado em uma observação de
Riemann, ele desenvolveu uma definição para esta integral utilizando os conceitos de
integrais superiores e inferiores, sendo publicado em 1875.
As somas aproximadas, nesta nova abordagem, são obtidas das partições
utilizando conceitos de ínfimo e supremo dos valores da função nos subintervalos.
Assim, estas somas não precisam ser somas de Riemann. Esta abordagem evita a
complicação das somas infinitesimais, o que torna possível muitas escolhas para a
partição rótulo.

Integrais Superiores e Inferiores


Denotaremos a coleção de todas as partições do intervalo I por P(I). Se f: I → R
é limitada, então cada P em P(I) determina dois valores: L (f, P) e U (f, P). Assim, a

coleção P determina dois conjuntos: O conjunto das somas inferiores L (f, P) e o


conjunto das somas superiores U (f, P); ambos para P ∈ P(I).
Definição: dado I ∈ [a, b] e f: I −→ R com uma função limitada.
Então a integral inferior de Darboux de f é o número:

L ( f ) = sup{L (f, P) : P ∈ P(I)} = ∫ f (x )dx = ∫ f (x )dx


❑ b

I a

ou seja, o supremo do conjunto das somas inferiores de f relativas a todas as


decomposições de I, e a integral superior de Darboux é o número

U ( f ) = inf {U( f,P) : P ∈ P(I)} = ∫ f (x )dx =∫ f (x )dx


❑ b

I a

ou seja, o ínfimo do conjunto das somas superiores de f relativas a todas as


decomposições de I.
Como f uma função limitada, podemos garantir a existência dos números:
mI = inf {f(x): x ∈ I} e MI = sup {f(x): x ∈ I}
então, segue que:
mI (b - a) ≤ L(f) e U(f) ≤ MI (b - a).
Teorema. Seja f: I → R com I ∈ [a, b] uma função limitada. Então a integral
inferior L(f) e a integral superior U(f) existem, e:
b b

L(f) ≤ U(f) ou ∫f ≤ ∫f.


a a

Integral de Riemann
Definição
Uma função f: [a, b] →R é dita Riemann integrável generalizada em [a, b] se
existe um número L ∈ R tal que para todo ε > 0, existe um calibre δε em [a, b], tal que
^ P é qualquer partição δε - fina em [a, b], então:
se
^ − L| < ε.
|S (f; P)
As funções Riemann integráveis generalizadas serão denotadas por R * [a, b].
Assim, se a função for Riemann integrável generalizada, existe um único número L
determinado, que será chamado de integral de Riemann generalizada de f sobre [a, b].
Entretanto, podemos mostrar que se f ∈ R [a, b], então f ∈ R* [a, b] com o mesmo
valor da integral. Denotaremos a integral generalizada de Riemann de f ∈R* [a, b] por:
b b

∫ f ou ∫ f (x )dx
a a

Teorema da Unicidade
Sendo f ∈R [a, b], então o valor determinado na integral é único.
Demonstração
Supondo que L e L´ ambos satisfazem a definição e ε > 0, existe um calibre δ´ε/2
tal que se P^1 é qualquer partição δε/2-fina, então:
´
|S (f, ^P1) −L0| < δε /2
Também existe um calibre δ´´ ^
ε/2 tal que se P2 é qualquer partição δε/2-fina, então:

|S (f, ^P2) − L´´| < ε/2.


Definindo δε por δε(t)= min{δ´´ε/2(t), δ´´ε/2(t)} para t ∈ [a, b], então δε é um calibre
^ P é uma partição δ -fina, então a partição ^ P são ambas δ e δ tais que:
de [a, b]. Se
^ε ´ ε/2 ´´ ε/2
^
^ − L| < ε/2 e |S (f; P) − L|´ < ε/2
|S (f; P) ´
Assim:
|L´ – L´´| ≤ |L−S ^ |+|S (f, ^P) −L| < ε/2+ε/2= ε.
´ (f, P) ´´
´ ´
Sendo ε > 0 arbitrário, concluímos que L = L. No teorema abaixo mostraremos
que toda função R [a, b] é também R* [a, b] com o mesmo valor de integral.
Mostraremos usando uma função constante como calibre.
Teorema. Se f ∈ R [a, b] com integral L, então f ∈ R* [a, b] com integral L.
Demonstração.
Dado ε >^ 0 precisamos construir
^ um calibre apropriado em [a, b]. Por hipótese f

tem domínio o intervalo [a, b], então existe um ε > 0 tal que se P^ é qualquer partição
rotulada com || P || < δε, então |S (f; P) − L| < ε. Segue que f é uma integral de Riemann
para Generalizada.
Exemplo:
Lembramos que a função de Dirichlet

1, se x ∈Q,
f: [0,1] → [0,1] definida por: f(x)=
0, caso contrário.

Afirmamos que esta função é Riemann integrável generalizada e sua integral é


0. Vale lembrar que mostramos no Exemplo 18 que f não é Riemann integrável.
Demonstração.
De fato, enumerando os números racionais entre [0,1] como {rk}∞k =1, dado ε > 0
definiremos δε (rk) = ε/2k+2 e δε (x) = 1 quando x for irracional. Assim δ ε é um calibre em
[0,1] e se a partição ^P = {(I , t )}n é δ-fina, então temos x − x ≤ 2δ (t ). Observando
i i i=1 i i−1 ε i

^ vem de números racionais t = r , onde:


que as contribuições não nulas para S (f; P) i k

2ε ε
0 < f(rk) (xi −xi−1) =1· (xi −xi−1) ≤ =
2 k +2 2 k +1
Como cada rótulo pode ocorrer em no máximo 2 subintervalos, temos:
^ ∞

0 < S(f, P ) < ∑ = ε,
k =1 2 k +1

ou seja, |0 − S (f, P) | < ε. Como ε > 0 é arbitrário, então f ∈R*[0,1] e sua integral é
^

zero.
Exemplo:
Seja H: [0,1] →R definida por H(1/k) = k para k ∈ N e H(x)=0 caso contrário.
Como H é uma função não limitada em [0,1] segue do Teorema da Limitação, que esta
função não é Riemann integrável em [0,1]. Mostraremos que H é Riemann integrável
generalizada.
Demonstração. De fato, dado ε > 0, definimos δ ε(1/k) = ε/(k2k+2) e δε(x) = 1 caso
contrário. δ é um calibre em [0,1]. Se P^ é uma partição δ-fina em [0,1], então xi−xi−1 ≤
ε

^ vem dos rótulos t =1/k, onde: 0≤


2δε(ti). Já que as contribuições nulas para S(H, P) i


k+2 = ε 2
k+1
H(1/k)(xi −xi−1)= k.(xi −xi−1) ≤ k. Como cada rótulo pode ocorrer em no
k2
máximo dois subintervalos, temos:
^ ∞
ε
0 ≤ S (H, P) <∑ k = ε
k =1 2

Então, sendo ε > 0 arbitrário, temos H ∈ R *


1
[0,1] e ∫ H =0.
0

Teorema. Suponha que as funções f e g são R*[a,b] , então:

(a) Se k ∈ R então, a função kf é R *


b b
[a,b]
e ∫ k f = k∫ f .
a a

(b) A funçãof +g é R*[a,b] e ∫ (f + g)=¿ ¿ ∫ f +∫ g


b b b

a a a

(c) Se f(x)≤ g(x) para todo x ∈[a, b], temos: ∫ f ≤∫ g .


b b

a a

Demonstração.
Para provar (b), dado ε > 0 podemos usar o argumento usado na prova do
Teorema (27) (teorema da Unicidade) para construir um calibre δ ε em [a, b] tal que, se P
é qualquer partição δε -fina de [a, b], então:
^ b ^ b ^ ^ ^
S(f; P )−∫ f < ε/2 e S(g; P)−∫ g < ε/2. Como S (f +g; P) = S (f; P) + S (g; P ),
a a

segue do teorema
^ que: ^ ^
b b b b

S (f +g; P)− ∫ f +∫ g ≤ S (f; P)−∫ f + S(g, P)−∫ g < ε/2+ε/2= ε.


a a a a

Desde que ε > 0 seja arbitrário, temos que f +g ∈R* [a, b] e essa integral é a
soma das integrais de f e g.
A seguir enunciaremos e provaremos o Critério de Cauchy para funções R*[0,1] .
Critério de Cauchy
Uma função f: [a, b] → R ∈[0,1]R* se e somente se, para todo ε > 0, existe um
calibre ηε ∈ [a, b] tal que, se P e ℘ são quaisquer partições de [a, b] que são ηε - finas,
então ^ ^
|S (f; P) – S (f; ℘) | < ε.
Demonstração. (⇒) Sejam f ∈ R[0,1]
*
com integral L e δε/2 um calibre em [a,b] tal
^e℘
que se P ^
^ são partições δε/2-fina em [a,b] então: |S (f; P)−L| < ε/2 e |S(f; ℘)−L|
^ < ε/2.
Montando ηε(t)= δε/2(t) para t ∈ [a, b], então se^P e ^℘ são ηε- finas, temos:
| S (f; P) – S (f; ℘) ^^ – L |+ | L− S (f; ℘)
^ ^ | ≤ |S (f; P) ^ | < ε/2 + ε/2= ε.

Para cada n ∈ N, seja δn um calibre em [a, b] tal que se P e ℘ são partições


δ -fina, | S (f; ^P) – S (f; ℘)
^ | ≤ 1/n.

Podemos assumir que δn (t) ≥ δn−1(t) para todo t ∈ [a, b] e n ∈ N; caso contrário
n

substituímos δn por δ 'n(t) = min{δ1(t), ···, δn(t)} para todo t ∈ [a, b]. Para cada n ∈ N,
^ ^ são δ -finas, temos:
^ e Pn
seja Pn uma partição δn-fina. Assim, se m > n, ambos Pm n

^ – S (f; ^Pm) | < 1/n para m > n.


| S (f; Pn)
^
Consequentemente, a sequência (S ( f , P ) )∞m=1 é uma sequência de Cauchy em R
que converge para algum número A.
Passando o limite na desigualdade, com m → ∞, temos
^ − A| < 1/n para n ∈N
|S(f; Pn)

Teorema Fundamental do Cálculo


Mostraremos versões do Teorema Fundamental do Cálculo para a integral
generalizada de Riemann. Veremos que a Primeira Forma é significativamente mais
forte comparada a integral de Riemann (clássica).
Veremos também que a derivada de qualquer função automaticamente pertence a
R*[a,b] , então a integrabilidade da função se torna uma conclusão, ao invés de uma
hipótese.
Teorema.
Suponha que exista um conjunto enumerável E ∈ [a, b] e funções f, F: [a, b]
→R tal que: (a) F seja contínua em [a, b]. (b) F' (x) = f(x) para todo x ∈ [a, b] \E. Então

f∈ *
b

R
[a,b] e ∫ f = F(b) − F(a).

Provaremos o teorema no caso onde E =∅. Queremos mostrar que f ∈


a

*
[a,b]R .
Dado ε > 0, precisamos construir um calibre; isto será feito utilizando a
diferenciabilidade de F em [a, b]. Se t ∈ I e se a derivada f(t) = F' (t) existe, então
também existe um δε(t) > 0 tal que se 0 < |z−t| ≤ δε(t), z ∈ [a, b], então
F ( z )−F (t) 1
− f(t) < ε
z−t 2
Multiplicando esta inequação por |z−t|, obtemos

ε|z−t|, sempre que z ∈[t−δε(t), t + δε(t)] ∩ [a, b]. A


1
| F(z) − F(t) − f(t) (z − t) |≤
2
função δε será o calibre desejado.
Agora, sendo u, v ∈ [a, b] com u < v satisfazendo t ∈ [u,v] ⊆ [t−δε(t), t + δε(t)],
quando subtraímos e adicionamos o termo F(t)−f(t).t, usando a desigualdade triangular e
o fato de que v−t ≥0 e t−u ≥0, temos:
1
|F(v)−F(u)−f(t)(v−u)| ≤ | F(v)− F(t)−f(t)(v−t)|+ |F(t)−F(u)−f(t)(t−u)| ≤ ε(v−t) +
2
1 1
ε(t−u)= ε(v−u).
2 2
Assim sendo, se t ∈[u,v]⊆[t−δε(t),t + δε(t)], então temos |F(v)−F(u)−f(t)(v−u)|≤
1 2ε(v−u).
Agora mostraremos que f ∈ R[a,b]
*
, com a integral dada pela soma telescópica
n
F(b) − F(a) = ∑ { F( xi)−F (xi−1)}
n

Se a partição P = {([xi−1, xi], ti)}i = 1 for δ-fina, então ti ∈[xi−1,xi] ⊆ [ti − δε(ti), ti
i=1

+δε(ti)] para i =1,2,··· ,n. Assim, utilizando a desigualdade triangular, obtemos:


n
|F(b)−F(a)−S(f,P)|= ∑ { F( xi )−F (x i−1)−f (t i)( x i−x i−1)}
i=1

n
≤ ∑ { F( xi )−F (x i−1)−f (t i)( x i−x i−1)}
i=1

n
1
≤∑ ε(xi −xi−1) < ε(b − a)
2
sendo δ > 0 e arbitrário, concluímos que f ∈ R[a,b]
i=1

Enunciaremos agora a Segunda Forma do Teorema Fundamental.


Teorema
O Teorema Fundamental (Segunda Forma) dada uma função f ∈ R∗ [a, b], seja
F a integral indefinida de f. Então, temos: (a) F é contínua em [a, b]. (b) existe um
conjunto de medida nula Z tal que se x ∈ [a, b] \ Z, então F é diferenciável em x e
F0(x)= f(x). (C) Se f é contínua em c ∈ [a, b], então F0(c)= f(c).
Funções Lebesgue Integráveis
Tendo em vista a importância dos subconjuntos das funções f ∈[a,b]
R* , das
quais seu valor absoluto também pertencem a R∗ [a,b], apresentaremos a seguinte
definição:
Definição: uma função f ∈ R[a,b]
*
tal que |f| ∈ R[a,b]
*
é chamada de Lebesgue
Integrável em [a, b]. A coleção de todas funções Lebesgue integráveis em [a, b] é
denotada por L[a,b].
Observação: A coleção de todas as funções Lebesgue integráveis é geralmente
introduzida de uma maneira diferente. Uma das vantagens da integral generalizada de
Riemann é que ela inclui a coleção de funções Lebesgue integráveis.
Trivialmente se f ∈ R *
e f ≥ 0 para todo x ∈ [a,b], então temos |f|= f [a,b]
∈ R*
, e portanto, f ∈ L [a,b]. Ou seja, uma função [a,b]
f ∈ R*
[a,b]

, não negativa, pertence ao


conjunto L[a, b]. O próximo resultado mostra um teste mais forte para uma função
[a,b] R*
para pertencer a ao conjunto das funções L[a,b].
Teorema. (Teste da Comparação)
Se f e ω ∈ R[a,b]
*
e |f(x)| ≤ ω (x) para todo x ∈ [a,b], então:

f ∈ L[a,b] e ∫ f ≤ ∫ │ f │≤ ∫ ω.
b b b

a a a

Demonstração.
A ideia da prova é a seguinte: O fato de |f| ∈ R*[a,b] é provado em [2], implicando
que f ∈ L[a,b].
Observe que −|f| ≤ f ≤ |f|, temos que

−∫ ¿ f ∨¿ ¿ ≤ ∫ f ≤ ∫ ¿ f ∨¿ ¿ ⇒Zb a f ≤ ∫ ¿ f ∨¿ ¿ .
b b b b

a a a a

Como |f(x)| ≤ ω(x), então segue novamente.


O próximo teorema mostra que múltiplos e somas de funções constantes em L[a,b]
também são L[a,b].
Teorema.
Se f e g ∈ L[a,b] e se c ∈ R, então c.f e f + g também tornam-se L[a,b]e temos:
b b b b b

∫ cf = c∫ e ∫ ¿ f + g∨≤ ∫ ¿ f ∨¿ ¿+∫ ¿ g∨¿ ¿.


a a a a a

Demonstração.
Sendo |c.f(x)| = |c||f(x)| para todo x ∈[a,b], a hipótese que |f| pertence a R*
, assim cf ∈ L[a,b].
[a,b]
*
implica que cf e |cf| também pertence
[a,b] a R

A desigualdade triangular implica que |f(x)+ g(x)| ≤ |f(x)|+|g(x)| para todo x ∈


[a,b]. Mas se ω = |f| + |g|, ω ∈ R[a,b]
*
. O teste da comparação mostra que (f +g) ∈ L[a,b]
b b b b

e que ∫ ¿ f + g∨¿¿ ≤ ∫ ¿ ¿ =∫ ¿ f ∨¿ ¿ +∫ ¿ g∨¿ ¿.


a a a a

O próximo resultado afirma que só é necessário estabelecer uma desigualdade


unilateral para mostrar que uma função f ∈ R[a,b]
*
pertence a L[a,b].
Teorema:
Se f ∈ R[a,b]
*
as seguintes afirmações são equvalentes:
a. f ∈ L[a,b]
b. Existe ω ∈ L[a,b] tal que f(x) ≤ ω(x) para todo x ∈ [a,b].
c. Existe α ∈ L[a,b] tal que α(x) ≤ f(x) para todo x ∈[a,b].
Demonstração
Para vermos que (a)⇒(b) basta tomarmos ω = f.
f) ∈ R*
Observermos que f = ω − (ω − f). Temos que ω − f ≥ 0 e (ω −[a,b] .
Aplicando o Teorema visto anteriormente, temos que a soma ω −(ω −f) é Lebesgue
integrável, ou seja, f ∈ L[a,b]. Portanto (b) ⇒ (a). Por fim, a prova de que (c)⇐⇒(a) é
análoga à prova de que (b) ⇒ (a), escrevendo f = α + (f − α). Dado um ε > 0, tomamos
α(x)= f(x)− ε e garantimos que (a)⇒(c).

Propriedades da Integral de Riemeann


1) Se f e g são integráveis em [a,b], então a soma f +g é integrável e:
b b b

∫ (f (x)+ g(x ))dx =∫ f (x )dx + ∫ g (x)dx .


a a a

2) Seja f uma função integrável no intervalo [a,b] e a um número real qualquer.


Então a multiplicação por escalar a· f é integrável e
b b

∫ a . f ( x )dx = a . ∫ f (x)dx .
a a

3) Seja a < c < b e f uma função integrável nos intervalos [a, c] e [c,b]. Então f é
integrável em [a,b] e
b c c

∫ f (x )dx = ∫ f (x )dx + ∫ f (x )dx


a a b
4) Se f é contínua no intervalo fechado [a,b], então f é integrável em [a,b].
Demonstração. Pelo teorema de Weierstrass, f é limitada em [a, b], então esta condição
é automaticamente satisfeita e basta mostrar que a diferença entre as somas de Riemann
superior e inferior é arbitrariamente pequena. Seja P uma partiçãoqualquerde [a,b]
comnsub-intervalos.
n n n
S(f,P) - I(f,P) = ∑ M k Dxk ∑ mk Dxk ∑ (M ¿ ¿ k mx k ¿ )¿ ¿ Dxk

5) Se f(x) ≤ g(x): x ∈ [a,b], então:


k =1 k=1 k =1

b b

∫ f (x )dx ≤ ∫ g (x)dx
a a

6) Se f(x) = g(x), então:


b b

∫ f (x )dx =¿ ∫ g (x)dx
a a

b b

7) ¿ ∫ f (x)dx∨¿=¿ ¿ ∫ ¿ f (x )∨dx
a a

8) Se q1 ≤ f(x) ≤ q2, então: q1 (b – a) ∫ f (x )dx ≤ q2 (b –a)


a

9) ¿2 ≤ ¿× ¿
b
1
10) Valor médio integral: µ = ∫ f ( x ) dx
b−a a


b
1
11) Valor médio quadrático integral: µc = ∫¿¿¿
b−a a
12) Se f é par em [-c, c], então
c c

∫ f ( x ) dx= 2∫ f ( x ) dx
−c 0

13) Se f é ímpar em [-c, c], então:


c

∫ f ( x ) dx= 0
−c

Integral como Limite da Soma


Seja f uma função real de variável real, definida num intervalo [a, b] que vamos
considerar decomposto em n intervalos pelos pontos x 1 , x2 , ... , xn-1 de ]a, b[ , tais que x1
< x2 < ... < xn-1. Por razões de comodidade, que na sequência desta exposição se tornarão
evidentes, faremos x0 = a e xn-1 = b.
Ao conjunto discreto D = {x1 , x2 , ... , xn-1} chamaremos de decomposição de [a,
b].
Como é evidente [a, b] fica “decomposto” nos intervalos [x0 , x1], [x1,x2], [x2,x3],
… , [xn-1 , xn] de diâmetros Δx0 = x1 – x0 , Δx1 = x2 – x1 , Δx2 = x3 – x2 ... Δxn-1 = Δxn –
Δxn-1. Ao maior desses diâmetros da decomposição designando - o por ǀDǀ.
Finalmente designaremos:
n −1
ɼ D =∑ f ¿ ¿)Δxi = f(u0 ) (x1 – x0) + f(u1) (x2 – x1) + … + f(un-1) (xn – xn-1).
i=0

Em que ui é um ponto qualquer de (xi , xi+1) (i = 0, 1,2, …n-1) por soma integral
de f relativa à decomposição D de [a, b].

Condições Suficientes para Integrabilidade

Como já vimos, se f(x) é integrável no sentido de Riemann, quendo |D| < ε , Ʃ =


δ δ
< ɼD < Ʃ + .
2 2
δ δ
Atendendo a 2, 1, teremos que SD ≤ Ʃ + e SD ≥ Ʃ -
2 2
Daqui concluímos que, quando |D| < ℇ, SD - 𝞭D < 𝞭. Então, fazendo S =
lim S D e S = lim S D , teremos S = S.
ǀDǀ →0 ǀDǀ →0

Portanto, se f(x) é integrável no sentido de Riemann, as somas de Darboux têm o


mesmo limite finito, que é a integral de Riemann.
Por outro lado, se S=S, como SD ≤ ɼD ≤ SD , então Ʃ = S = S
Portanto, se as somas de Darboux têm o mesmo limite finito, f(x) é integrável no
sentido de Riemann.
Concluímos:
F(x) é integrável no sentido de Riemann se e só se as somas de Darboux têm o
mesmo limite finito.
Exemplo: diga se existem as seguintes integrais:
b

a) ∫ xdx
1, x ∈ ǀQ
a

-1, x ∈ǀR/ǀQ
b

b) ∫ f (x )dx , sendo f(x) =


a
CONCLUSÃO
No presente trabalho apresentamos uma breve introdução à história da evolução
no conceito de integral e resultados importantes sobre a teoria de integração.
Introduzimos a definição formal do conceito de integração, segundo Riemann e
suas propriedades além da definição de Riemann integráveis. Mostramos os critérios e
as condições suficientes de integrabilidade de segundo Riemann.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Um curso de calculo vol 1 “Amilton Luiz Guidorizz”
Dissertação_Integral_de_Riemann “Wagner Luiz Moreira dos santos”
Introdução a Analise Linear por Kreider Kuller – Ostberg - Perkins
LISTA NOMINAL DOS ELEMENTOS DO GRUPO
1. Ricardo Luamba Gola
2. Samuel Manuel
3. Sebastião Miguel Pedro
4. Simão de Sousa Pedro
5. Tambidila V. K. Eduardo
6. Valter de Afonso Garcia

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