INTRODUÇÃO: Quadros de obesidade resultam em modificações
fisiológicas por vias não totalmente esclarecidas que facilitam e agravam
respostas inflamatórias, geralmente um perfil Th2 exacerbado em adultos,
também observamos uma mudança de respostas imunes em progênie de
mulheres em estado de obesidade, porém os efeitos na regulação da expressão
imune na prole são diferenciados dos adultos e não totalmente compreendida.
METÓDOS: Foi utilizado um modelo experimental com camundongos da
linhagem BALB/c. As fêmeas desta linhagem foram submetidas a dieta
hiperlipídica por oito semanas, e após este período, foram separadas em casais
para acasalamento. A prole destas matrizes foi selecionada em diferentes
idades para os procedimentos, posteriormente o baço foi coletado e utilizados
para histologia e citometria de fluxo. RESULTADOS: Após as análises da
citometria de fluxo, foi observado uma pequena diferença no percentual de
células marcadas com CD19 nos grupos HFD e CN entre 1 e 7 dias de vida,
mas uma significativa modificação no percentual destas células em relação ao
tipo de resposta devido as proteínas de membrana observadas, dentre elas estão
as Imunoglobulinas IgM e IgG2a. Para a histologia, observou-se a maior
contagem de Eosinófilos no grupo HFD em relação ao CN em todos os
diferentes dias de vida, além da observação da formação de centros
germinativos. CONCLUSÃO: Os resultados indicam que a obesidade materna
deve estar afetando a formação o processo de memória imunológica mediado
pelos linfócitos CD19, criando uma susceptibilidade a doenças crônicas e
alérgicas e os seus agravamentos, ainda se pode ponderar que afim de
compensar a ausência de memória imunológica o sistema imune pode estar
super expressando IgM de maneira compensatória, mas a hipótese precisa ser
fundamenta com mais ensaio e analises.
Os resultado indicam
Palavras-chave:
HFD: High Fat Diet (Dieta Hiperlipdica)
CN: Controle