-Cadeia de Emergência-
Os 4 elos da cadeia de sobrevivência são:
"Ligar ao 112"-O acesso rápido ao 112, é o início da
cadeia de sobrevivência, por cada minuto que
sem chamar o socorro, à menos possibilidade de
sobrevivência da vítima. É importante saber como
comunicar com o 112, para poder informar (o quê,
onde, como e quem) tentando manter a calma.
"Reanimar"-Iniciar rapidamente o SBV é fundamental para a sobrevivência da vítima. O SBV
permite ganhar tempo, até a ajuda chegar.
"Desfibrilhar"-O atraso deste elo pode comprometer a vida da vitima de uma paragem
cardiorrespiratória.
"Estabilizar"-A estabilização da vitima está diretamente relacionada com a qualidade de vida
depois de ocorrer a paragem cardiorrespiratória.
-Segurança e riscos para o reanimador-
O reanimador antes de começar a fazer o suporte básico de vida tem sempre de verificar se está
em perigo ou não.
Existem vários tipos de riscos que o reanimador pode encontrar entre si e a sua vítima, como por
exemplo:
·Risco Ambiental (choque elétrico, derrocadas e explosões);
·Risco Toxicológico (exposição a gás e fumo);
·Risco Infecioso (tuberculose, hepatite e VIH);
-Suporte Básico de Vida (SBV)-
Existem 8 passos bastante importantes para se realizar o suporte básico de vida adulto.
1. Avaliar as condições de segurança: Reanimador, vítima e terceiros
Para se conseguir ajudar alguém que poderá estar em perigo, o reanimador tem de ter a certeza de
que não irá correr nenhum risco.
2. Avaliar o estado de consciência
Em 1º lugar o reanimador tem de se colocar lateralmente em relação à vítima, se for
possível. De seguida, abana cuidadosamente os ombros da vítima e pergunta: “ Está-me a ouvir?”
No caso de vítima reativa:
Garanta que a vítima não está em perigo;
Deixe-a na posição encontrada;
Encontre situações que justifiquem a alteração do estado da vítima;
Peça ajuda (ligue 112), se for necessário;
Reavalie o estado da vítima com regularidade.
No caso de vítima não reativa:
Permeabilizar a via aérea (VA)
3. Permeabilizar a via aérea
Em vítima inconsciente a queda da língua pode bloquear a VA, pelo que esta deve
ser permeabilizada:
Colocar a vítima em decúbito dorsal (a vítima fica deitada de costas com a cabeça e os ombros
ligeiramente elevados);
Fazer a extensão da cabeça colocando uma mão na testa e inclinar a cabeça para trás;
Elevar o queixo usando os dois dedos da outra mão colocados debaixo do queixo.
As duas últimas ações permeabilizam a VA.
4. Avaliar respiração
Mantendo a VA permeável, verificar se a vítima respira normalmente, realizando o VOS até 10
segundos:
Ver os movimentos torácicos;
Ouvir os sons respiratórios saídos da boca/nariz
Sentir o ar expirado na face do reanimador.
Se a vítima estiver a respirar normalmente coloque-a em Posição Lateral de Segurança (PLS)
Nos primeiros minutos após a PCR, a vítima pode ainda apresentar respirações lentas, ruidosas e
irregulares. A respiração com estas características não devem ser confundidas com a “respiração
normal”. Caso esteja em dúvida, atue como se a respiração estivesse ausente.
5. Ligar 112
Se a vítima não responde e não tem respiração normal ative de imediato o serviço de emergência
médica, ligando 112:
Quando liga 112 deve estar preparado para responder às questões: ONDE; O QUÊ; QUEM; COMO;
Salienta-se que a presença de vários elementos no local deve ser utilizada para que um deles
contacte os serviços de emergência, enquanto outro inicia as manobras de SBV;
Se estiver sozinho, o desejável é que não abandone nem atrase o auxílio à vítima, podendo
utilizar o sistema de alta voz de um telemóvel para interagir com os operadores do CODU,
enquanto executa o SBV.
6. Realizar as compressões torácicas
Realize 30 compressões deprimindo o esterno 5-6cm com uma frequência de pelo menos 100 por
minuto e não mais de 120 por minuto.
No decurso da PCR o sangue que se encontra retido nos pulmões e no sistema arterial permanece
oxigenado por alguns minutos. São as compressões torácicas que mantêm o fluxo de sangue para
o coração, o cérebro e outros órgãos vitais, pelo que é prioritário o início de compressões torácicas,
ao invés de iniciar insuflações.
Para que as compressões torácicas sejam corretamente realizadas, deverá:
Posicionar-se ao lado da vítima;
Certificar-se que a vítima está deitada de costas, sobre uma superfície firme
e plana;
Afastar/remover as roupas que cobrem o tórax da vítima;
Posicionar-se verticalmente acima do tórax da vítima;
Colocar a base de uma mão no centro do tórax (sobre a metade inferior do esterno);
Colocar a outra mão sobre a primeira entrelaçando os dedos;
Manter os braços e cotovelos esticados, com os ombros na direção das mãos;
Aplicar pressão sobre o esterno, deprimindo-o 5-6 cm a cada compressão (as compressões
torácicas superficiais podem não produzir um fluxo sanguíneo adequado);
Aplicar 30 compressões de forma rítmica a uma frequência de pelo menos
100 por minuto, mas não mais do que 120 por minuto (ajuda se contar as compressões em voz alta e
assim se alguém se aproximar perceberá que não o pode interromper);
No final de cada compressão garantir a descompressão total do tórax sem remover as mãos;
Nunca interromper as compressões mais do que 10 segundos (com o coração parado, quando
não se comprime o tórax, o sangue não circula).
7. Realizar as insuflações
Após 30 compressões efetuar 2 insuflações.
A insuflação quando eficaz provoca elevação do tórax (semelhante à respiração normal),
devendo ter a duração de apenas 1 segundo;
Evitar insuflações rápidas e forçadas;
A posição incorreta da cabeça pode impedir a insuflação adequada por obstrução da via aérea;
Na impossibilidade de utilizar um dispositivo na via aérea (máscara de bolso ou insuflador
manual), a insuflação “boca a boca” é uma maneira rápida e eficaz de fornecer oxigénio à
vítima. O ar exalado pelo reanimador contém aproximadamente 17% de oxigénio e 4% de
dióxido de carbono o que é suficiente para suprir as necessidades da vítima.
Insuflações boca-a-boca:
Posicionar-se ao lado da vítima;
Permeabilizar a Via Aérea (VA);
Aplicar 2 insuflações na vítima, mantendo a VA permeável:
Comprima as narinas usando o dedo indicador e o polegar da mão que colocou na testa;
Permita que a boca se abra, mas mantenha a elevação do queixo;
Inspire normalmente e coloque os seus lábios em torno da boca da vítima, certificando-se que
não há fugas;
Sopre a uma velocidade regular e controlada para a boca da vítima enquanto observa a
elevação do tórax (deve durar cerca de 1 segundo, tal como na respiração normal);
Mantendo a inclinação da cabeça e o queixo elevado, afaste-se da boca da vítima e observe o
tórax a baixar quando o ar sai;
Inspire novamente e volte a soprar na boca da vítima para conseguir um total de duas
insuflações.
Se não se sentir capaz ou tiver relutância em fazer insuflações, faça apenas compressões
torácicas.
Insuflações com máscaras de bolso:
Uma máscara de bolso pode ser utilizada por leigos, com treino mínimo na
realização de insuflações, durante o SBV. Este dispositivo adapta-se à face da vítima,
sobre o nariz e boca, e possui uma válvula unidirecional que desvia do reanimador o ar expirado da
vítima.
1. O reanimador deve posicionar-se ao lado da vítima;
2. Permeabilizar a VA;
3. Aplicar 2 insuflações na vítima, mantendo a VA permeável.
4. Colocar a máscara sobre o nariz e boca da vítima (a parte mais estreita da máscara de bolso
deverá ficar sobre o dorso do nariz e a parte mais larga da máscara deverá ficar sobre a boca);
5. Colocar o polegar e o indicador na parte mais estreita da máscara;
6. Colocar o polegar da outra mão na parte mais larga da máscara e usar os outros dedos para
elevar o queixo da vítima, criando uma selagem hermética;
7. Soprar suavemente pela válvula unidirecional durante cerca de 1 segundo (por cada insuflação),
para que o tórax da vítima se eleve;
8. Retirar a boca da válvula da máscara após insuflar.
Quando acabar as 2 insuflações volte de imediato para a posição correta no esterno e volte a fazer
as 30 compressões.
Caso as insuflações não se revelem eficazes, deve avançar de imediato para as compressões. Não
interrompa as compressões por um período superior a 10 segundos para fazer as insuflações.
8. Manter SBV
Mantenha as manobras de reanimação (30 compressões alternando com 2 insuflações) até:
1. Chegar ajuda diferenciada;
2. Ficar exausto;
3. A vítima retomar sinais de vida (vítima desperta e reativa; movimento; abertura
espontânea dos olhos; respiração normal).
É raro reanimar a vítima (entenda-se presença de sinais de vida) apenas com manobras de SBV;
Caso não tenha a certeza que a vítima recuperou, mantenha o SBV.
Algoritmo de SBV:
Condições de segurança;
Estado de consciência;
Permeabilizar a VA;
VOS (10 segundos);
Ligar 112;
30 Compressões torácicas;
2 Insuflações
-Posição Lateral de Segurança (PLS)-
Deve ser utilizada quando a vítima se encontra não reativa e com respiração
eficaz, ou se tiverem sido restaurados os sinais de vida após manobras de reanimação. A PLS
garante a manutenção da permeabilidade da via aérea numa vítima inconsciente que respira
normalmente:
Diminuindo o risco de aspiração de vómito;
Prevenindo que a queda da língua obstrua a VA;
Permitindo a drenagem de fluidos pela boca;
Permitindo a visualização do tórax;
Não estão demonstrados riscos associados à sua utilização.
Modo de Execução:
Deite a vítima de barriga para cima e ajoelhe se ao seu lado;
Retire todos os objetos que podem aleijar a vítima como fios, óculos e cinto...;
Estique o braço que estiver mais perto de quem está a socorrer e dobre o num ângulo de 90º;
Segure a outra mão, e coloque perto do rosto da vítima;
Dobre o joelho que está mais longe do socorrista;
Rode a vítima para o lado que está apoiado no chão;
Incline a cabeça ligeiramente para trás, para facilitar a respiração.
-Obstrução da Via Aérea (OVA)-
A obstrução da via aérea por um corpo estranho é pouco frequente contudo caracteriza-se por
ser uma causa de paragem cardiorrespiratória (PCR) acidental potencialmente reversível. A OVA
está associada à alimentação e é frequentemente presenciada por alguém, o que ajuda à
intervenção precoce. As vitimas apresentam-se inicialmente conscientes e reativas. O
reconhecimento precoce da OVA é fundamental para o sucesso da evolução da situação de
emergência.
Algoritmo de desobstrução
Pancadas interescapulares
1. Colocar-se ao lado e ligeiramente atrás da vítima, com uma das pernas encostadas de modo a
ter um maior suporte.
2. Passar um braço por baixo da axila da vítima e suporte-a a nível torácico e tentar manter a
vítima inclinada para a frente de modo a que se tiver de sair algum objeto, assim sairá mais
facilmente pela boca.
3. Aplicar até 5 pancadas com a base da mão livre na parte superior das costas, ao meio, entre as
omoplatas, ou seja, na região interescapular. Cada pancada deve ser com uma força que
consiga mover o objeto e resolver a obstrução. E a cada pancada, analisar se a obstrução foi
resolvida.
Compressões abdominais
1. As compressões abdominais devem ser aplicadas no caso de as pancadas interescapulares
terem sido ineficazes.
2. Coloque-se atrás da vitima e circunde o abdómen da vitima com os seus braços;
3. Inclinar a vitima para frente, facilitando a saída do objeto.
4. Feche o punho de uma mão e posicione-o acima do umbigo, com o polegar voltado contra o
abdómen da vitima e sobreponha a outra mão à já posicionada.
5. Aplique uma compressão rápida para dentro e para cima;
6. Repita as compressões até que o objeto seja expelido ou até atingir as 5 compressões, analise
a casa compressão se o objeto foi expelido.
Vítima inconsciente por OVA Grave
No caso de a vítima ficar inconsciente, deve iniciar-se as compressões torácicas.
Fazer as compressões torácicas resulta no aumento da pressão da via aérea tal como nas
compressões abdominais, resultando numa forma mais eficaz de promover a desobstrução das
vias respiratórias.
Coloque a vitima no chão em decúbito dorsal (de barriga para cima).
Ligue ao 112 ou peça alguém que o faça.
Inicie as compressões torácicas e insuflações (30 compressões e 2 insuflações).
Assegure as compressões e insuflações até a vitima recuperar e respirar bem ou até chegarem
os meios de emergência.
Achamos importante que todas as pessoas soubessem fazer estes procedimentos, por isso
realizámos este pequeno manual de instruções para a população portuguesa ficar mais habilitada.
Consideramos também que deveria de existir com
mais frequência uns cursos gratuitos para as pessoas
Trabalho realizado por:
terem outro tipo de habilitação.
-Carolina Grilo
-Maria Alves
defvergrfg
-Mariana Oliveira
-Yasmin Oliveira 10ºH