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Diferenças entre Lama Asfáltica e Micro Revestimento

Micro Pavimentação

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Diego Ramos
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Micro Pavimentação

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1

Tipos de revestimentos asfálticos – Manual de


Pavimentação do DNIT
DENSO
PRÉ-MISTURADOS
ABERTO

CONCRETO BETUMINOSO USINADO A QUENTE


A QUENTE
ARGAMASSA BETUMINOSA AREIA-ASFALTO

RECICLAGEM
POR
MISTURA DENSO
PRÉ-MISTURADOS SEMI-DENSO
ABERTO
EM USINAS
A FRIO AREIA-ASFALTO
RECICLAGEM

SOLO-BETUME
NO LAMA ASFÁLTICA DIRETA MACADAME BETUMINOSO
LOCAL MICRORREVESTIMENTO
RECICLAGEM
TRATAMENTO SUPERFICIAL
SIMPLES
C/ AGREGADO TRATAMENTO SUPERFICIAL
POR INVERTIDA
DUPLO
PENETRAÇ
PENETRAÇÃO TRATAMENTO SUPERFICIAL
TRIPLO
CAPA SELANTE

IMPRIMAÇÃO
S/ AGREGADO PINTURA DE LIGAÇÃO
PÉTREO BANHO DILUÍDO
TRATAMENTO ANTIPÓ 2
Micro revestimento a frio
Definições
• O micro revestimento consiste na associação de
agregado mineral, material de enchimento (filler),
emulsão polimerizada, água e aditivo.

• Difere muito da lama e da LARC por causa do


desempenho e do equipamento construtivo.

3
Lama asfáltica

4
Lama asfáltica

5
Lama asfáltica

6
Micro revestimento a frio
Equipamento
1. DISTÂNCIA ENTRE EIXOS
2. BOMBAS P/ ÁGUA E EMULSÃO
3. LOCAL DO OPERADOR
4. PAINEL DE CONTROLE
5. FINOS E ADITIVOS
6. ALIM. MATERIAIS

9. MESA
10. BARRA ACABADORA

7. CONTROLE DA MISTURA
8. INDICADORES DE ÁGUA E ADITIVOS

7
Micro revestimento a frio
Equipamento

8
Micro revestimento a frio
Equipamento

9
Micro revestimento a frio
Equipamento

10
Micro revestimento a frio
e Lama - Comparação

• O micro tem elevada coesão.


• Abertura ao tráfego em no máximo 2 horas. A
lama pode levar mais de 6 horas.
• Baixo desprendimento de agregados.
– Desgaste máximo do micro 500 g/cm²
– Desgaste máximo da lama 800 g/cm²
• Espessura maiores de até 15 mm
• Maior durabilidade

11
Emulsões modificadas
por polímero

Nova especificação aprovada pela ANP aguardando publicação no diário oficial

Principais ensaios de fiscalização: Na emulsão, viscosidade, resíduo e peneira. No resíduo ponto de 12


amolecimento e recuperação elástica
Micro revestimento a frio
Agregados
• Material britado, areia
e filler
• Não conter argila, silte
ou material orgânico
• Graduação fina para
pavimentos
envelhecidos e
trincados, enquanto
que, grossa para inserir
características
antiderrapantes

13
Micro revestimento a frio
Agregados

Equivalente de areia baixo


aumenta o consumo de ligante
(> 60% para micro e >55%
para lama) 14
Micro revestimento a frio
Agregados

Azul de metileno. Medida de


reatividade dos argilominerais

15
Micro revestimento a frio
Definição do teor ótimo
• Desgaste por abrasão úmido -
WTAT
• Perda de peso da amostra
define a taxa de desgaste ou a
resistência a abrasão da
mistura
• Determina o teor mínimo de
asfalto para que as perdas por
abrasão sejam inferiores aos
valore recomendados
• ISSA TB-100
Perda por abrasão:
1 hora em água: 500 g/m² para
micro. 800 g/m² para lama

16
Micro revestimento a frio
Definição do teor ótimo
Moldagem dos corpos de prova
e ensaio de tempo de mistura

17
Micro revestimento a frio
Definição do teor ótimo

Execução do Ensaio

18
Micro revestimento a frio
Definição do teor ótimo
• LWT
• Teste da roda com
carga, semelhante a um
simulador de tráfego.
• Mede a resistência a
exsudação e a
deformação das
misturas asfálticas,
pesando-se a areia
absorvida pelo ligante
excedente.
• ISSA TB-109:
máximo de 538 g/m²
Combinando os ensaios
WTAT e LWT, é possível
obter um teor ótimo de
asfalto.
• Não normatizado para
lama.
19
Micro revestimento a frio
Definição do teor ótimo
Moldagem dos corpos de prova

20
Micro revestimento a frio
Definição do teor ótimo

Execução do Ensaio

21
Micro revestimento a frio
Definição do teor ótimo

Após 100 ciclos com areia

Após 1000 ciclos

22
Micro revestimento a frio
Definição do teor ótimo
RELAÇÃO WTATxLWT

900

800

700

600
Perdas (g/m²)

500

400
c

300

200

100

0
7% 8% 9% 10% 11% 12% 13% 14% 15% 16% 17% 18% 19% 20% 21% 22% 23% 24%

% Emulsão
LWT WTAT
Especificação WTAT Especificação LWT
Teor Ótimo Potência (WTAT) 23
Potência (LWT)
Micro revestimento a frio
Definição do teor ótimo

• A cura total do micro


revestimento efetiva-se
quando se tem a coesão
completa entre as
partículas minerais e o
ligante.

• Mede a resistência a torção


de uma amostra da mistura
a uma pressão de 200 kPa.

• Não naormatizado para


lama

24
Micro revestimento a frio
Definição do teor ótimo
Com os dados do ensaio de
coesão (torque), determina-se o
tempo de ruptura/cura da
mistura (balizador para a
liberação do tráfego).

ISSA TB-139
Em 30 min.: 12 kgf/cm²
(coesão na ruptura)
Em 60 min.: 21 kgf/cm² 25
(coesão para liberar tráfego)
Micro revestimento a frio
Aplicações

¾Recuperação das características funcionais da via

•Maior conforto e segurança


•Características antiderrapantes
•Menor desprendimento de materiais pétreos
¾Regularização de pavimentos existentes
•Ex.: Trilha de roda, paralelepípedos
¾Em pavimentos fissurados, retarda a reflexão de trincas
•aumento da vida útil do revestimento/ pavimento

¾Pode ser usado como revestimento final de pavimentos,


aplicado sobre base imprimada. 26
Micro revestimento a frio
Aplicações

27
Revestimento desgastado
Micro revestimento a frio
Aplicações

Baixo coeficiente de atrito,


28
pavimento polido
Micro revestimento a frio
Aplicações

Fissuras e trincas classe FC-2 29


Micro revestimento a frio
Aplicações

MENOR ESPESSURA FINAL DO PAVIMENTO 30


Micro revestimento a frio
Pavimentação urbana

• Erechim - RS

31
Micro revestimento a frio
Pavimentação urbana – Ilha Solteira, SP

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Micro revestimento a frio
Pavimentação urbana – Ilha Solteira, SP

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Micro revestimento a frio
Pavimentação urbana – Ilha Solteira, SP

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Micro revestimento a frio
Pavimentação urbana – Ilha Solteira, SP

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Micro revestimento a frio
Pavimentação urbana – Ilha Solteira, SP

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Micro revestimento a frio
Pavimentação urbana – Ilha Solteira, SP

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Micro revestimento a frio
Controle tecnológico

• Viscosidade SSF
• Resíduo da emulsão
• Rec. Elástica do resíduo
• Coesão
• Teor de ligante (Rotarex)

• Azul de metileno
• Equivalente de areia
• Granulometria

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Tratamentos Superficiais

• O tratamento superficial por penetração pode


ser executado de duas maneiras:

– Penetração direta ⇒ Macadame


Betuminoso.

– Penetração invertida ⇒ Tratamento


superfical por penetração

39
Tratamentos Superficiais
• Os tratamentos são classificados de acordo
com o número de aplicações de agregado e
ligante em:
Tratamento Simples

Tratamento Duplo

Tratamento Triplo

40
Tratamentos Superficiais

• Não é necessário o uso de usinas de asfalto.


O revestimento é executado no local, com o
uso de equipamentos convencionais,
conforme o esquema a seguir:

41
42
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49
Tratamentos Superficiais

• Ao tratamento executado ainda pode-se


acrescentar as seguintes camadas:

– Banho diluído: ⇒ elimina a rejeição do pedrisco.⇒


diluída em água na proporção de 80 a 50% de
emulsão conforme o projeto.

– Capa selante: ⇒ executada com areia ou pó de


pedra ⇒ impermeabiliza ou melhora a textura de
revestimentos novos ou antigos.

50
Tratamentos Superficiais

• Sucesso do tratamento superficial⇒


qualidade da infra estrutura subjacente.

• Avaliação precisa ⇒ projeto adequado ⇒


pavimento bem construído, com base
adequada

51
Tratamentos Superficiais

• Principais usos do tratamento superficial:

– Como camada de revestimento final em


pavimentos com tráfego leve ou médio.
Por ser altamente flexível pode ser
empregado em pavimentos recém
construídos ou pavimentos desgastados.

52
Tratamentos Superficiais

– Revestimento de acostamentos.
– Conservação de revestimentos
betuminosos desgastados e envelhecidos.
– Selagem de revestimentos asfálticos muito
abertos.
– Tratamento antiderrapante.

53
Tratamentos Superficiais

• Com emulsões especiais modificadas com


polímeros elastoméricos pode-se ainda:

– Revestir pavimentos novos com tráfego


médio ou pesado.
– Recuperar as características funcionais de
rodovias de alto tráfego.
– Construir camadas intermediárias para
absorção de tensões (SAMI).

54
Tratamentos Superficiais

AGREGADOS
•Podem ser pedra, escória, cascalho ou seixo rolado,
britados e constituídos por partículas limpas,
isentas de pó e argila.
•Desgaste abrasão Los Angeles < 40%.
•Durabilidade com perda inferior a 12%. ⇒ Micro
Deval.
•Adesividade > 90%.
•Índice de forma (crivo) > 0,5.⇒ Paquímetro.

55
Índice de forma

56
Índice de forma

57
Índice de forma

58
59
Tratamentos Superficiais

• Granulometria:
– Quanto mais estreita ⇒ melhor

– Agregados ideais ⇒ todos do mesmo tamanho.

– Granulometria contínua ⇒ envolvimento


heterogêneo das partículas ⇒ ausência de
cobertura dos grãos ⇒ menor adesão e maior
rejeição de agregados ⇒ CONTRA INDICADA.

60
Tratamentos Superficiais

• Graduação:
– Regra de Pavaux Linckenheyel:
d ≥ kD onde k depende do tráfego

VMD ≤ 2000 VMD > 2000

k ≥ 0,5 k ≥ 0,65

– Ex: faixa 3/8” –5/8” (10-14mm).

61
Tratamentos Superficiais

Malha Porcentagem passante em peso Tolerância


ABNT A B C
1¨ 100 - - -
¾¨ 90-100 - - ±7
½¨ 20-55 100 - ±7
3/8¨ 0-15 85-100 100 ±7
N° 4 0-5 10-30 85-100 ±7
N° 10 - 0-10 10-40 ±7
N° 200 0-2 0-2 0-2 ±7
62
Tratamentos Superficiais

• Tamanho do agregado
– Tamanho nominal do agregado ⇒ função
do tráfego e da natureza da superfície a
tratar.
– Quanto mais pesado e intenso o tráfego,
maior será o tamanho do agregado. Por
outro lado, quanto mais duro o substrato a
tratar, menor será o agregado

63
3-Materiais - Agregados

64
Tratamentos Superficiais
• O ligante ideal deve satisfazer aos seguintes
requisitos:
– No espargimento ⇒ viscosidade baixa para
garantir vazão uniforme e ao mesmo tempo alta
para evitar escorrimentos excessivos devido as
inclinações da pista.

– No espalhamento dos agregados ⇒ viscosidade


adequada para garantir a molhagem dos
agregados e a criação da película de ligante sobre
o agregado, na ocasião do espalhamento.

65
Tratamento Superficial
Emulsão – Viscosidade adequada

66
Tratamento Superficial
Emulsão – Viscosidade adequada

67
Tratamento Superficial
Emulsão – Viscosidade adequada

68
Tratamento Superficial
Emulsão – Viscosidade adequada

69
Tratamento Superficial
Emulsão – Viscosidade adequada

70
Tratamentos Superficiais
• Princípios básicos para a escolha do ligante:

– Velocidade de tráfego. Trechos de velocidade alta


e/ou de acelerações bruscas ⇒ ligantes mais
viscosos ou modificados com polímero;

– Tamanho do agregado. Quanto maior o agregado,


em tratamentos simples, maior a viscosidade do
ligante.

71
Tratamentos Superficiais
– No caso do uso de emulsões, deve-se escolher a
mais adequada nas seguintes situações:

• Temperatura ambiente;
• Pista muito inclinada;
• Agregados pouco reativos;
• Em tratamentos simples.

72
Tratamentos Superficiais
– A emulsão recomendada é a RR-2C. A especificação
de viscosidade para este ligante é uma faixa que vai
de 100 a 400 SSF, o que permite a adequação da
viscosidade às necessidades específicas de cada
obra. A desemulsibilidade mínima especificada para
esta emulsão é de 50% mas pode-se chegar a 90%
caso seja necessário.

73
Tratamento Superficial
Emulsão – Características
Características da Especificação
Emulsão Mínima Máxima
Visc. Saybolt Furol, 50°C, s 100 400
Sedimentação, 5 dias, % em peso - 5
Peneiramento, retido # 0,84 mm, % em peso - 0,10

Carga de partícula Positiva


Resíduo por destilação, % em peso 67 -
Ensaios sobre o resíduo
Penetração, 100g, 5 s, 25°C, 0,1 mm 50 100
Ponto de amolecimento, °C 55 -
Viscosidade Brookfield, 135°C, cP 650 -
Recuperação elástica, 20 cm, 25°C, % 75 -

74
Tratamentos Superficiais

Cálculo das taxas de aplicação

Método do diâmetro médio (Linckelheyl - Vogt)


• Definição da taxa de agregado (em litros):

V=(D+d)/2 x f, onde 0,8 ≤ f ≤ 1,0

• Definição da taxa de ligante (em litros):

L=(V x 0,045 + 0,45) x f, onde 0,8 ≤ f ≤ 1,25

75
Tratamentos Superficiais

Escolha dos fatores de correção:

• Tenacidade do agregado: > fragilidade < taxa (-10%)


• Porosidade do agregado: > porosidade > taxa (+10%)
• Forma do agregado: > lamelaridade < taxa (-10%)
• Teor de vazios: melhor graduação < taxa (-10%)
• Clima: temperatura baixa/ alta: +5% a -10%
umidade baixa/ alta: -5% a +10%
• Rampa: aclive > 3% < taxa (-10%)
declive > 3% > taxa (+5%)
• Tipo do substrato: ± 10%
76
Tratamentos Superficiais

Distribuição dos banhos:


• Tratamento duplo:
1º banho: 45% do ligante.
2º banho: 55% do ligante.
• Tratamento duplo com capa selante:
1º banho: 35% do ligante.
2º banho: 40% do ligante.
Banho diluído: 25% do ligante.

77
Tratamentos Superficiais

Verificação final: Tx. ligante/ Tx. Agregado < 7,5%

78
Tratamentos Superficiais
Métodos diretos:

• Caixa dosadora

• Mosaico

79
Tratamento Superficial
Controle tecnológico
• Viscosidade SSF
• Resíduo da emulsão
• Rec. Elástica do resíduo
• Taxa de ligante
• Taxa de agregado
• Desemulsibilidade
• Carga de párticula
• Granulometria

80
Obrigado!

[Link] 81

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