TEXTO INFORMATIVO: O QUE É DENGUE?
A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. A Organização Mundial
da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente, em mais de
100 países, de todos os continentes, exceto a Europa. Cerca de 550 mil doentes necessitam de
hospitalização e 20 mil morrem em consequência da dengue. A dengue é uma doença febril aguda
causada por um vírus de evolução benigna na maioria dos casos. O seu principal transmissor é o
mosquito Aedes aegypti, que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais. No Brasil, as condições
socioambientais favoráveis à expansão do Aedes aegypti possibilitaram o avanço da dengue.
O vírus causador da dengue possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A infecção
por um deles dá proteção permanente para o mesmo sorotipo, mas imunidade parcial e temporária
contra os outros três.
A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa. A transmissão se dá pelo mosquito que,
após um período de 10 a 14 dias contados depois de picar alguém contaminado, pode transportar o
vírus da dengue durante toda a sua vida. O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do
mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água
por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para
picar as pessoas. O Aedes aegypti procria em velocidade prodigiosa e o mosquito da dengue adulto
vive em média 45 dias.
Os mosquitos acasalam no primeiro ou no segundo dia após se tornarem adultos. Depois, as
fêmeas passam a se alimentar de sangue, que possui as proteínas necessárias para o
desenvolvimento dos ovos. O indivíduo não percebe a picada do mosquito, pois não dói e nem coça no
momento. Os sintomas mais comuns são: febre, dores no corpo (principalmente nas articulações) e dor
de cabeça. Também podem aparecer manchas vermelhas pelo corpo e, em alguns casos,
sangramento, mais comum nas gengivas.
Para evitar o mosquito da dengue, é preciso eliminar os focos de reprodução. Como é
praticamente impossível eliminar o mosquito, é preciso identificar objetos que possam se transformar
em criadouros desse inseto. Por exemplo: uma bacia no pátio de uma casa é um risco, porque, com o
acúmulo da água da chuva, a fêmea do mosquito poderá depositar os ovos neste local. Então, o único
modo é limpar e retirar tudo que possa acumular água e oferecer risco. Em 90% dos casos, o foco do
mosquito está nas residências.
(Adaptado. Disponível em: [Link] Acesso em:
06/06/2022.)
Imagem disponível em:
[Link]
Acesso em: 06/06/2022.)